Ingenuamente, Carlos Santos, de um modo vidente, atira-se às distinções programáticas entre PS e PSD para com as PMEs como se, com este PS, alguma vez se pudesse dar crédito às palavras proferidas e à estratégia económica gizada. O mais certo é que as acções se oponham diametralmente às palavras, segundo a experiência que agora agoniza. O insulto ao eleitorado e aos cidadãos radica todo aí: boas intenções de inferno feitas; avidez corporativa sem medida. Que palavras e programa se traduzam em lealdade para com o eleitorado, isso só com um outro PS. Inteiramente outro. E nem assim.
«Eu creio que o Universo é uma Evolução. Eu creio que a Evolução vai para o Espírito. Eu creio que o Espírito, no Homem, se conclui no Pessoal. Eu creio que o Pessoal supremo é o Cristo Universal». Pe. Pierre Teilhard de Chardin [joshuaquim7@gmail.com] © Joaquim Carlos Rocha Santos
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Terça-feira, Setembro 01, 2009
Quarta-feira, Julho 22, 2009
IVA. PS. PMEs. NORMAS COMUNITÁRIAS
O PS está mais isolado em matéria procedimental no âmbito do IVA que um búfalo adoentado por um batalhão de leões. Leva com argumentos como o bom senso, a experiência penosa das empresas. Leva com a Oposição em peso por essa alteração, ou seja, que o IVA passe a ser pago ao Estado após o recebimento e não após a emissão da factura, alteração a que o PS se opõe. Como argumenta? 1. É «uma medida que facilitaria a fraude e a evasão fiscais», como se não fosse grossa a evasão e a fraude com um fisco brutal que comprime tudo e todos empobrecendo compulsivamente tudo e todos, menos os Bancos, menos as mega-empresas que dominam a arte de bem fugir ao Fisco; 2. que «não cumpre a directiva comunitária relativa ao pagamento do IVA», em tempo de crise, que se lixem as directivas. Devíamos era ser mais proteccionistas que os franceses, os alemães ou os espanhóis; 3. o regime de pagamento do IVA não é «a razão pela qual as pequenas e médias empresas (PME) atravessam dificuldades», pois não. É o endividamento, as linhas de crédito viciosas, a fraqueza africana da procura interna; 4. a oposição faz «pura demagogia em tempo eleitoral» a propósito desta matéria. Na verdade, não é fácil ao partido que promove o estrangulamento fiscal sobre a "ficção" chamada 'classe média' abdicar do seu programa extorsionário assim como não é fácil abdicar da célebre teimosia em muitas matérias consensuais fora do PS apenas para salvar a face e alardear uma firmeza eleitoralesca. Bem se desgraça um país só porque o partido do Governo elege prioritário salvar a sua face. Não será de admirar que a este partido aconteça irem-se eleitoralmente os anéis e os dedos, preço a pagar por vários tipos de obstinação irracional de curto-prazo: «Por sua vez, o deputado comunista Honório Novo reclamou que o PCP foi o primeiro partido a propor "o IVA de caixa para todas as relações económicas com a Administração Pública" e que o PSD se opôs, "para um ano depois se converter e passar a achar boa esta ideia", bem como o CDS-PP. Segundo Honório Novo, "não há nada que o impeça, nem sequer a imposição de regras comunitárias", e apenas falta "vontade política" à maioria socialista no poder.»
Domingo, Julho 05, 2009
CIRCO A TRÊS MESES DA GUILHOTINA
Do mal e da maldade de um Governo habitualmente Anunciar sem no entanto Fazer resulta depois para si perder toda a credibilidade junto da Opinião Pública sequer para ser ouvido. Fica o cheiro a Feira e o vozear de Palhaço. Só! Ora, este XVII Governo Constitucional, que sempre ignorou completamente as PME's, deu-se todo e exclusivamente às MegaEmpresas, que se contam pelos dedos. É por elas que a trupe socratinesca baba. Orgias de favor, resumem tudo. Foram quatro anos a favorecê-las para que mais tarde muitos do bando devorista de serviço (a que alguns chamam partido sem se rirem) sejam lautamente premiados e principescamente favorecidos com as velhas sinecuras que enchem de silêncio cívico e desaparecimento público Armando Vara e Fernando Gomes, por exemplo. E é em desespero ridículo que este PS e este humilde Sócrates passam a referir em Programa e em Discurso PMEs completamente negligenciadas pelo Ainda-Executivo em quatro anos e que agonizam sabe-Deus como! e até quando. Há a esperar o pior, mais encerramentos e despedimentos, após a bebedeira ridícula e alienada do Verão. O fardo fiscal é esmagador. O Estado é o pior, o mais tardio e o mais cínico dos pagadores. A Crise (como o Passado PSD), além de Álibi falhado do Governo, fará o que tem a fazer com as empresas, infelizmente, mas também fará o que tem a fazer com este Ainda-Executivo, incapaz de dar folga à Economia Nacional. Excretá-lo-á. E já vai tarde: «É uma das prioridades do pacote de propostas económicas que vão constar do programa eleitoral do PS: um pacto para a internacionalização das pequenas e médias empresas (PME’s), cuja promoção caberá ao “papel inestimável” do Estado.»
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