28 de Setembro de 2009
Ensaios
Ontem, a meio da noite eleitoral, quando os socialistas já sabiam da vitória apareceram, numa das varandas do hotel Altis, uns tantos, de bandeiras ao alto, a gritar
a luta continua. Cavaco para a rua
Sintomático. Não?!
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Sobre a agonia (do corvo)
O povo português demonstrou que sabe muito bem o que quer – o que quer e como quer! ... como fica provado pela subida da abstenção (que é muito útil) e pela estabilidade governativa entregue à adição dos deputados do PS, do BE e do PCP (que é garantia de um futuro próximo resplandescente).
Razão, razão tinha a raposa – o corvo, ferido na asa, continua em voo mas, agora, mais baixinho. Parabéns merece o CDS/PP.
Adenda: Manuela Ferreira Leite tem de fazer o que defendo há muito: atirar-lhes o naco!
OBS.: mantém-se a questão, e as dúvidas, de Aníbal depois da vitória em Canas mais, de Pirro disse Aníbal ser o segundo melhor depois de Alexandre Magno. Ignoraram, quer Aníbal quer o general que, parte substancial do talento estava escorado em uma fraqueza:
a apetência por esbanjar dinheiro - grande parte dos seus soldados eram mercenários. Muito dispendiosos.
Adenda 1: a partir de agora também fica sob observação "se", e "quantas" das mais profundas e íntimas preocupações do eleitorado do CDS/PP são apunhalados em nome da realpolitik doméstica ou seja, daquela coisa conceptual -- de que os políticos se socorrem para justificar todas as cambalhotas -- "a política é a arte do possível". Quanto mais não seja porque foi por aí que Freitas do Amaral em tempos foi e atirou com o CDS para a quase-extinção, revelando-se como um dos maiores equívocos dos pós-25 de Abril.
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27 de Setembro de 2009
Os "barómetros" caseiros
A coisa, parece! estar a correr bem. Oxalá seja o final em conformidade com ...
1 - De manhã, por volta das nove e meia, de saída para ir cumprir a minha obrigação deparei com a minha vizinha senhora de mais de 55 anos, que vive só que, satisfeita, me confidenciou ter ido, pela primeira vez, votar. O que terá feito esta senhora ter ido VOTAR pela PRIMEIRA VEZ - em 33 anos de democracia? Não sei! mas do pouco que me tem sido dado apreciar, esta senhora, garanto que ter-se-á mobilizado por boas razões. Que julgo serem as melhores.
2 - Ainda voto no concelho do Seixal. Comparativamente, às duas últimas eleições, garanto que, a afluência, está a ser muito maior do que é costume. O Seixal estava lá a cair todo a missa, lá, não conta. Bom sinal: os comunistas, a CDU a madrugar contra o BE.
3 - Em Oeiras. A uma hora bem próxima das horas em que lá estive nas Europeias. A rebentar pelas costuras.
4 - Fiz um telefonema que, nestas datas, sempre faço. Outra agradável surpresa. Quem eu tinha posto na lista dos absentistas, disse-me que não. Que sim! tinha ido - sim!
1 - De manhã, por volta das nove e meia, de saída para ir cumprir a minha obrigação deparei com a minha vizinha senhora de mais de 55 anos, que vive só que, satisfeita, me confidenciou ter ido, pela primeira vez, votar. O que terá feito esta senhora ter ido VOTAR pela PRIMEIRA VEZ - em 33 anos de democracia? Não sei! mas do pouco que me tem sido dado apreciar, esta senhora, garanto que ter-se-á mobilizado por boas razões. Que julgo serem as melhores.
2 - Ainda voto no concelho do Seixal. Comparativamente, às duas últimas eleições, garanto que, a afluência, está a ser muito maior do que é costume. O Seixal estava lá a cair todo a missa, lá, não conta. Bom sinal: os comunistas, a CDU a madrugar contra o BE.
3 - Em Oeiras. A uma hora bem próxima das horas em que lá estive nas Europeias. A rebentar pelas costuras.
4 - Fiz um telefonema que, nestas datas, sempre faço. Outra agradável surpresa. Quem eu tinha posto na lista dos absentistas, disse-me que não. Que sim! tinha ido - sim!
... as condições de pressão durante o dia.
Um barómetro serve para avaliar pressão atmosférica (a não ser que Torricelli já não conte para nada) tal como um higrómetro serve para avaliar a humidade. E não é por um, vários ou muitos palermóides resolverem designar velocímetro por conta-quilómetros -- daí os papagaios papagueiam (os ignorantes e os cultos) -- que os nomes ou os casos mudam de figura.
Por garantido tenho que, se houver condições de bonança no meu quintal, haverá borrasca em outros. Graças à minha vizinha que foi votar pela primeira vez.
Mantêm-se nuvens escuras no horizonte. O vento que as leve. Hoje. Se as trouxer, que seja amanhã.
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Por garantido tenho que, se houver condições de bonança no meu quintal, haverá borrasca em outros. Graças à minha vizinha que foi votar pela primeira vez.
Mantêm-se nuvens escuras no horizonte. O vento que as leve. Hoje. Se as trouxer, que seja amanhã.
26 de Setembro de 2009
... até os elefantes tiveram de passar os Alpes
Zeloso e cumpridor, em dia designado “de reflexão”, cá estou eu reflectindo. Como não está determinado que a reflexão tenha de ser um solilóquio, cá estou em plena partilha.
[No rescaldo da batalha de Canas (216, A. C.) – talvez a maior vitória que os cartagineeses tiveram de uma segunda guerra púnica que os romanos venceram - Maárbal incentivou Aníbal a prosseguir em direcção ao Capitólio. Aníbal respondeu que precisava de ponderar. “É bem verdade que os deuses não concedem tudo ao mesmo homem: sabes alcançar a vitória. Não a sabes usar. Talvez este dia de demora tenha salvo Roma” - Maárbal]
Certo é que dia 28, nos despojos desta batalha, hão-de estar as exigências ao cabal esclarecimento dos processos da Cova da Beira, Freeport, da vigilância em Belém, do silenciamento ao Jornal Nacional da TVI e o mais que, na sequência disso, aparecerá.
[... depois, Aníbal, ainda há-de saborear a conquista de Tarento, deleitar-se com uma aliança com Filipe V da Macedónia, a vitória em Herdónia, os aliados de Filipe V gozarem uma vitória em Mantineia ... o problema foi que, muito provavelmente por consequência de tudo isso, Cipião, o Africano foi nomeado para o comando a Hispânia]
O resultado final é conhecido. Para quem o conhece, obviamente.
P.S.:
1 - amanhã já saberemos se a verdade é a que foi profusamente enviada cá para fora, se esta
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24 de Setembro de 2009
Várias foram as vezes que escrevi que “os EUA hão-de estar em recuperação, e a Europa a roer as unhas”. Eis! os EUA já deixaram o fundo e estão, consistentemente, a recuperar. Prescindo de referências, citações ou links ... O que eu leio, podem ler os outros. A Europa e nesta, uns - Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda, Inglaterra - mais do que outros – Alemanha, França – a roer as unhas. Quando estiverem em condições de deixar de o fazer, será mais por efeitos de arrastamento do que por resolução efectiva dos problemas que nos atascam. Porquê? A principal razão é que a estrutura mental de um americano é diferente da de um europeu. Se fizermos um exercício comparativo ao nível do colectivo (da comunidade) a relação não se altera ou seja poder-se-á dizer que, para facilitação de entendimento, o colectivo quase espelha as opções individuais. Essa quase-correspondência na Europa não existe. Dito ainda de uma outra maneira: são menos afectados, menos vidrinhos, menos susceptíveis, mais terra-a-terra, menos presumidos, e quando são burros assumem – os europeus, mais a sul que a norte diga-se, disfarçam, inventam ...
Por exemplo - saber conviver, sem que tenha de haver sentimento de culpa, com o seguinte: se até agora uma economia pujante tinha de conviver com uma taxa de desemprego estrutural de 2, 3, 3,5% a partir de agora vai ter de conviver com 5% ou mais. Por forma a bater a bota com a perdigota: os americanos procuram trabalho e, depois de o terem, puxam dos galões (dizem que são doutores); os europeus reclamam e procuram emprego para doutores.
Na Europa mais do que nos states existem razões, entre as quais as demográficas, que assim no-lo indicam.
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Escrito por David Oliveira em 24.9.09 0 comentários
Marcadores: ... ou inventam outro (mundo) que este está gasto
23 de Setembro de 2009
Critérios
Não foi desmentido que, para o ministro do Ambiente, não há tempo a perder.
Tudo é feito, até a convocação de reuniões com as associações ambientalistas, por molde a que – queriam! – (pode ser mesmo à trouxe-mouxe) seja decisão deste governo a aprovação definitiva de três grandes empreendimentos turísticos no litoral alentejano, concelho de Grândola.
No Ministério da Educação a ordem é para esperar.
Até ao fim do ano lectivo transacto os Magalhães caros ou baratos, com lisura ou sem ela, sempre menos do que os prometidos - os Magalhães foram a prioridade. Os novos petizes que esperem. E não é que essa avis rara - produto do ISCTE, claro! (aquilo foi/é um Instituto Superior ou uma madrassa?) - que dá por secretário-de-estado, Valter Lemos tem a lata de invocar os elevados custos do computador para justificar a suspensão da entrega?! Gente reles!
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22 de Setembro de 2009
Lições de vida
Viver com estes gajos
- Sabes como se faz?
- O quê?
- Ganhar dinheiro com a derrota?
- Não!
- Comprar de imediato uns lotes de Soares da Costa, Mota-Engil ou Teixeira Duarte para as vender em Novembro. Os gajos ficam contentes, e nós com o dinheiro no bolso. Os gajos vão com as bandeiras ulular, e nós vemos na televisão. Os gajos daqui a um ano gemem, e nós ajudamos. Eles é que mandam.
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21 de Setembro de 2009
Chamem-lhe o que quiserem. Compará-lo, seja pelo que for, a Cicciolina
"ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina"
[existe um óbvio erro de comparação. Cicciolina é o que é, mas não consta que tenha pretendido de forma alguma encobrir o que é ou fazer-se passar pelo que não é. Até moralmente está em clara vantagem]
é que não. Se bem que tenha feito constar que a ofensa estava na comparação a Chavez
“como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez".
Sócrates, requereu a abertura de instrução do processo que moveu contra o jornalista João Miguel Tavares.
O Ministério Público tinha determinado que o processo fosse arquivado.
João Miguel Tavares defendeu que Sócrates deveria manter o
“mínimo de decoro e recato em matérias de moral”,
depois de ser confrontado com as polémicas da sua licenciatura, do Freeport, entre outros casos. Sócrates já processou nove jornalistas. Cinco da TVI, três do PÚBLICO e um do DN.
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O Presidente da República dispensou os serviços de Fernando Lima. Esta dispensa, por enquanto, só a consigo ver assim: despedido por incompetente.
Se era para ser uma “montagem” –falta saber se decidiu correr por conta própria ou a mando - Lima falhou nos executantes que contratou; se não era nem nunca esteve para ser falhou duplamente: falhou ele e borrou a cara ao Presidente.
Mas os patins a Fernando Lima não significam nada mais do que isso – um par de patins. Para ser mais do que isso teria o Presidente de dar outros esclarecimentos. E, esses – não fiquem histéricos! – teremos de aguardar que os dê.
Se influencia A ou B; se influi nos resultados ou não; se, depois das eleições, será tarde ou ocasião própria, isso diz respeito ao Presidente.
P.S.:
1 – Tenho Cavaco Silva, e não encontro razões para não ter, por insuspeito;
2 – Do mais abjecto e inominável é a reacção do retardado Cohn-Bendit luso, Louçã, a quem, como qualquer trotskista que se preze, tudo serve para minar os caboucos da burguesia, e até já pediu a resignação do Presidente.
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Escrito por David Oliveira em 21.9.09 0 comentários
Marcadores: misérias - até que a imaginação alcance
Ostracizem-se os bolcheviques!
Absolvam-se os mencheviques ...
que o branco também é uma cor, e Bernstein foi um deles.
Se eu imagino o BE sentado à mesa do Conselho de Ministros?! Imagino.
E Sócrates a engolir os sapos necessários para fazer a ponte (do entendimento)? Também!Como? por intermédio de um acordo parlamentar ou de incidência governamental. Mais fácil de acordar -- para qualquer deles -- a segunda do que a primeira. Em caso de acordo de incidência governamental Sócrates entregaria duas ou três pastas ministeriais ao Bloco e três ou quatro secretarias-de-estado: ministérios e secretarias-de-estado como no Ambiente e na Cultura ou, em caso de corda esticada, nas Obras Públicas, Transportes e Comunicações, por exemplo.
Nessa eventualidade, quem entrava numa fria, era o Bloco mais do que o PS. Quem teria de gerir, e explicar muito bem à sua base eleitoral, a absoluta incoerência entre os fundamentos ideológicos e a prática política seria o Bloco.
Já se viram outras cambalhotas. Nada de espantar. Inocentes há convencidos, que isso é passado. Não é! são batalhas do presente. Nunca ninguém os ouviu renunciar e abjurar a estratégia, e em todas as latitudes os vemos reaparecerem sob as mais diversas capas – a táctica impõe-se. Em Itália, na década de 70 do século passado, Enrico Berlinguer, também se rendeu ao superior valor universal da democracia (burguesa) e chamou-lhe Eurocomunismo, e deu no que deu. Finou-se! O Muro ruiu e com a queda depuraram o ambiente - eliminando as castas/as famílias. Apurando a raça: eliminaram os leninistas, os estalinistas. Os “mencheviques” como Mário Soares aparecem agora a incensar Marx para que seja levantado do purgatório.
A esta luz, ler a Moção aprovada na 6ª Convenção do Bloco em Fevereiro passado no mínimo dá para sorrir ou seja, mais revisionismo ou menos revisionismo, o Bloco é uma força política (se bem que nestes tempos não o pareça) comunista.
Mas sabem lá bem o que foi/é isto! o que querem é usar gravata quanto mais não seja porque, em tempo de H1N1, dispensa os lencinhos de papel.
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20 de Setembro de 2009
Deixem-nos poisar!
Me parece que poucos notaram (ou, se notaram, não no-lo dizem) que lá por Belém a palavra de ordem, e a instrução de serviço, é: deixem-nos poisar! (com recandidatura ou não à vista). Cavaco Silva vai, muito provavelmente, ter de fazer prova da força de todas as suas razões
(e não tenho a mais pequena das dúvidas de que, por culpa própria, serão muitas. A que acresce um outro, não despiciendo, detalhe: Cavaco não - até agora nunca o fez! - dá pontos sem nós, não faz castelos de cartas, nem nos habituou ao bluff. A única vez que o pareceu fazer, foi aquando da promulgação Estatuto dos Açores, mas o Tribunal Constitucional veio pôr a máquina nos carris. Cá estarei para apreciar a força das razões e das convicções)
Que eu saiba, no caso dos fios de comando se emaranharem, nunca são os bonecos que os desemaranham, mas o animador.
Ora façam o favor de ler com atenção os Art. 133º, 142º e 195º da CR e explicarem quem? como? e com quem? tem, o PR, de garantir o normal funcionamento e relacionamento institucional.
Cada vez estou mais convencido que Sócrates, caso vença as eleições, é um 1º ministro em agonia. Se não as vence, veremos, a seu tempo, os cães a mijarem-lhe as pernas. Como é que se ensinam os pardais a não serem tão vorazes?
(e não tenho a mais pequena das dúvidas de que, por culpa própria, serão muitas. A que acresce um outro, não despiciendo, detalhe: Cavaco não - até agora nunca o fez! - dá pontos sem nós, não faz castelos de cartas, nem nos habituou ao bluff. A única vez que o pareceu fazer, foi aquando da promulgação Estatuto dos Açores, mas o Tribunal Constitucional veio pôr a máquina nos carris. Cá estarei para apreciar a força das razões e das convicções)
Que eu saiba, no caso dos fios de comando se emaranharem, nunca são os bonecos que os desemaranham, mas o animador.
Ora façam o favor de ler com atenção os Art. 133º, 142º e 195º da CR e explicarem quem? como? e com quem? tem, o PR, de garantir o normal funcionamento e relacionamento institucional.
Cada vez estou mais convencido que Sócrates, caso vença as eleições, é um 1º ministro em agonia. Se não as vence, veremos, a seu tempo, os cães a mijarem-lhe as pernas. Como é que se ensinam os pardais a não serem tão vorazes?
Escrito por David Oliveira em 20.9.09 0 comentários
Marcadores: como se muda o que não quer ser mudado?
19 de Setembro de 2009
... ao que recorrerão para se manterem por lá?!
Faz capa o Expresso, que Louçã e outros compagnons de route subscreveram PPR -- uma notícia muito importante, de que eu estava carecido e que sabê-lo, que os têm, me deixa muito satisfeito.Nestas duas últimas semanas, como já expliquei, têm-me estado a passar algumas coisas ao lado. Esta ia passando. Graças ao Expresso, deixa de passar.
As declarações (e as contas) que a luminária fez para ter andado a dizer que os PPR tinham, a quem os subscreveu, dado prejuízo ou lucro nenhum foram do domínio do, direi, inqualificável. Como é evidente tudo é possível. Até isto. Por não ter havido reacções a este tipo de declarações por parte de ninguém -- de comentadores, de jornalistas, de opositores me parece que, esse silêncio, se explica daquela maneira vulgar e básica, que vocaliza: são políticos. É a política. Mas não! não pode ser. Isto não é política.
À parte isso, atendamos à(s) pessoa(s) que o profere(m): é uma pessoa com todas as responsabilidades, detentor de formação técnica superior, deputado da nação, dirigente político e, nessa qualidade, acresce a responsabilidade (a crer na confirmação das previsões das sondagens publicadas) de o ser de uma formação política, que será a terceira mais votada pelos nossos concidadãos.
É inadmissível que um dirigente político diga o que disse. A prova é fácil de fazer, e está ao alcance de todo e qualquer um - sem exigência de quaisquer competências excepcionais.
É gente deste calibre, que se propõe a chegar ao topo do Estado. É este o risco que corremos: o de, pelas mais variadas razões, lá colocar gente desta. Se recorrem a mentiras miseráveis para justificarem opções ideológicas e garantirem votos, ao que recorrerão para se manterem por lá?!
Escrito por David Oliveira em 19.9.09 0 comentários
Marcadores: ética e procedimentos "republicanos"
Perguntas ingénuas
2587
Como pode alguém supor que deixa limpo o que toca, se tem as mãos sujas? pode, se as lavar. Mas como pode alguém supor que as lave? se lavando-as está a recusar a vantagem que detinha (a de meter as mãos no esterco para daí retirar vantagem)
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Das campanhas
2586a eleitoral, a dos outros e a de "dentro" - que corre em paralelo; que é feita por dentro aparentemente contra os outros mas, objectivamente, a favor "deles". Recordo que, há muitos meses de Manuela Ferreira Leite, a propósito de questões similares a estas (conversadas n' A Quadratura do Círculo e bem apreciadas aqui) de agora escrevi Vá-se embora! Manuela. Atire-lhes o naco!
A corja que pulula lá pelo PSD é muito idêntica à que prolifera no PS. Só que uns andam às migalhas, os outros ainda estão à mesa. (...) não vale a pena pessoas de bem, bem-intencionadas e, acima de tudo, com a suas vidas resolvidas, andarem a preocupar-se e ganhar cãs com esta sevandija.(...) Até pode ser que o que o PSD esteja a precisar é de uma quase-perfeita réplica socretina.
Escrito por David Oliveira em 19.9.09 0 comentários
Marcadores: como se muda o que não quer ser mudado?
18 de Setembro de 2009
Belmiro de Azevedo recomendou à equipa do Público que 
«não se deixe assustar por opiniões um bocado desastradas de alguns governantes que querem mandar no 'Público' sem pôr lá dinheiro nenhum» e, a talhe de foice, que
«(...) não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal (...) Só tenho um desejo: que passe a ganhar dinheiro e o faça sempre com a mesma linha editorial, isto é, com independência (...) os outros jornais é que deviam fazer a mesma coisa que o Público (...) se respeitar os valores fundacionais, não pode fazer outra coisa que não seja respeitar a liberdade de informação, ser independente de um governo (...) o ministro da propaganda diz que eu não posso falar, mas, enquanto não tiver defeito físico, vou falando (...) Se o SIS tem permissão para fazer aquilo que fez, se éque fez, é preciso ver se a lei é boa ou má e mudá-la». Transcrevo-as pela concordância. Por serem o bastante sobre uma pequena série de javardices que para aí vão saltando e por fim, porque sobre algumas dessas coisas, sobre os alegados protagonistas, eventuais beneficiados e/ou prejudicados, mais do que aquelas é dar-lhes uma importância que, de facto, não têm.
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«não se deixe assustar por opiniões um bocado desastradas de alguns governantes que querem mandar no 'Público' sem pôr lá dinheiro nenhum» e, a talhe de foice, que
«(...) não me importo nada que eles mandem, mas comprem o jornal (...) Só tenho um desejo: que passe a ganhar dinheiro e o faça sempre com a mesma linha editorial, isto é, com independência (...) os outros jornais é que deviam fazer a mesma coisa que o Público (...) se respeitar os valores fundacionais, não pode fazer outra coisa que não seja respeitar a liberdade de informação, ser independente de um governo (...) o ministro da propaganda diz que eu não posso falar, mas, enquanto não tiver defeito físico, vou falando (...) Se o SIS tem permissão para fazer aquilo que fez, se éque fez, é preciso ver se a lei é boa ou má e mudá-la». Transcrevo-as pela concordância. Por serem o bastante sobre uma pequena série de javardices que para aí vão saltando e por fim, porque sobre algumas dessas coisas, sobre os alegados protagonistas, eventuais beneficiados e/ou prejudicados, mais do que aquelas é dar-lhes uma importância que, de facto, não têm.
17 de Setembro de 2009
2584
- «E tu acreditas?».Foi a pergunta que Sócrates me fez, insistentemente, durante uma longa e tardia conversa que se foi revelando tensa, muito tensa. Na última semana de Janeiro de 1999, mais precisamente no dia 28, uma quinta-feira, fui incumbido de telefonar ao então ministro adjunto do primeiro-ministro para o confrontar com o resultado de um pré-inquérito da Polícia Judiciária. (...)
Sócrates nunca deixou em mãos alheias a iniciativa de evitar a publicação de uma notícia. Os telefonemas, as ameaças e as pressões multiplicaram-se até altas horas da madrugada seguinte, depois de lhe ter telefonado. Há mais de dez anos, já era assim. O resultado foi surpreendente: a notícia foi adiada, apesar de ter chegado a estar planeada e paginada para mais uma manchete. (...)»
Rui Costa Pinto
A biografia - não autorizada - de Sócrates revela a vida académica, profissional, partidária, política sempre marcada pelas cartas anónimas e suspeições de envolvimento em casos de corrupção, tráfico de influências e paraísos offshore, por ora nunca comprovados na justiça, nem até ao momento cabalmente esclarecidos em termos de opinião pública. Desde 1995, o desempenho de altas funções de Estado ficou ensombrado por dossiês polémicos - Cova da Beira e licenciamento do empreendimento comercial "Freeport" - entre outros assuntos e negócios privados e de Estado.
Rui Costa Pinto revela novos factos sobre a investigação que envolve o nome próprio do primeiro-ministro de Portugal mais escrutinado de sempre.
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A biografia - não autorizada - de Sócrates revela a vida académica, profissional, partidária, política sempre marcada pelas cartas anónimas e suspeições de envolvimento em casos de corrupção, tráfico de influências e paraísos offshore, por ora nunca comprovados na justiça, nem até ao momento cabalmente esclarecidos em termos de opinião pública. Desde 1995, o desempenho de altas funções de Estado ficou ensombrado por dossiês polémicos - Cova da Beira e licenciamento do empreendimento comercial "Freeport" - entre outros assuntos e negócios privados e de Estado.
Rui Costa Pinto revela novos factos sobre a investigação que envolve o nome próprio do primeiro-ministro de Portugal mais escrutinado de sempre.
15 de Setembro de 2009
É melhor pensar em encontrar um Bersford disponível
Seja o que bem entenderem.
Se a terceira figura do Estado, se bem que na qualidade de líder partidário, se permite dizer coisas tão absolutamente ignaras como a "independência económica só significa isolamento económico, pobreza, atraso e subdesenvolvimento" pouco há a dizer, e nada a fazer.
A independência económica só significa isolamento económico, pobreza, atraso e subdesenvolvimento(!!!). Isto é inacreditável. (pergunte-se-lhe se é o caso da Noruega isolados, pobres, atrasados e subdesenvolvidos) Não admira. É só não esquecer que, a criatura, não distingue défice de endividamento. Assim aconteceu no debate com MFL. Compreende-se, esgotou a memória com a citação do Gen. Eisenhower!
Há quem goste de ser desconsiderado. Paciência! o que não tem remédio, remediado está.
Fazer, é tentar o que jamais alguém de boa formação e índole conseguiu. Fazer ou dizer o quê? É o mesmo que, um dos meus leitores, ter o azar de cair em desgraça com uma peixeira. A coisaaquece e das duas, uma: ou ouve tantas e tamanhas, que desalbarda a mula e parte-lhe os dentes ou seja, arranja um grande sarilho ou, como último recurso, tenta apelar a uma coisa - educação, tento na língua, bom senso - que não há, e não é ouvido por isso resta-lhe meter o rabinho entre as pernas e deslizar de fininho para fora do raio de acção.
Absolutamente inadmissível é que dignitários do Estado espanhol, que têm direito à opinião, se imiscuam nos problemas portugueses e, declarada ou dissimuladamente, interfiram em um processo eleitoral português. Tudo isto são sinais da baixa qualidade da União Europeia, e da falta de sentido de Estado (de categoria) da maioria dos dirigentes da União que conduzem a nau.
O presidente do Partido Popular (PP) na Extremadura, José António Monago, exigiu ao governo em Madrid que intervenha, afirmando que o executivo tem que cumprir os prazos.
"Se há um pacto assinado desde 2003 entre Espanha e Portugal que implica o arranque da alta velocidade, este tem que ser respeitado. Estou a favor da alta velocidade (...) é responsabilidade do executivo de Zapatero exigir a Portugal que cumpra o que disse", afirmou. É boa!
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Se a terceira figura do Estado, se bem que na qualidade de líder partidário, se permite dizer coisas tão absolutamente ignaras como a "independência económica só significa isolamento económico, pobreza, atraso e subdesenvolvimento" pouco há a dizer, e nada a fazer.
A independência económica só significa isolamento económico, pobreza, atraso e subdesenvolvimento(!!!). Isto é inacreditável. (pergunte-se-lhe se é o caso da Noruega isolados, pobres, atrasados e subdesenvolvidos) Não admira. É só não esquecer que, a criatura, não distingue défice de endividamento. Assim aconteceu no debate com MFL. Compreende-se, esgotou a memória com a citação do Gen. Eisenhower!
Há quem goste de ser desconsiderado. Paciência! o que não tem remédio, remediado está.
Fazer, é tentar o que jamais alguém de boa formação e índole conseguiu. Fazer ou dizer o quê? É o mesmo que, um dos meus leitores, ter o azar de cair em desgraça com uma peixeira. A coisaaquece e das duas, uma: ou ouve tantas e tamanhas, que desalbarda a mula e parte-lhe os dentes ou seja, arranja um grande sarilho ou, como último recurso, tenta apelar a uma coisa - educação, tento na língua, bom senso - que não há, e não é ouvido por isso resta-lhe meter o rabinho entre as pernas e deslizar de fininho para fora do raio de acção.
Absolutamente inadmissível é que dignitários do Estado espanhol, que têm direito à opinião, se imiscuam nos problemas portugueses e, declarada ou dissimuladamente, interfiram em um processo eleitoral português. Tudo isto são sinais da baixa qualidade da União Europeia, e da falta de sentido de Estado (de categoria) da maioria dos dirigentes da União que conduzem a nau.
O presidente do Partido Popular (PP) na Extremadura, José António Monago, exigiu ao governo em Madrid que intervenha, afirmando que o executivo tem que cumprir os prazos.
"Se há um pacto assinado desde 2003 entre Espanha e Portugal que implica o arranque da alta velocidade, este tem que ser respeitado. Estou a favor da alta velocidade (...) é responsabilidade do executivo de Zapatero exigir a Portugal que cumpra o que disse", afirmou. É boa!
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