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Arianna Huffington fala sobre o "perigoso" John McCain

Arianna Huffington que acaba de publicar o livro, "Right Is Wrong: How the Lunatic Fringe Hijacked America, Shredded the Constitution, and Made Us All Less Safe", fala sobre os perigos de um terceiro mandato republicano.

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O GOP já começou a campanha

Até o GOP, já deu conta, quem será o nomeado democrata, às eleições presidenciais americanas de Novembro. Só já falta, Hillary Clinton dar conta.

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Bill Clinton: Evolução de Pensamento

Bill Clinton e a importância da experiência política (1992):

Bill Clinton, em 1992, a desmistificar, um dos principais argumentos da campanha, actual, de Hillary Clinton, contra Barack Obama. Para Hillary (em 2008!) e "automáticamente" para Bill, a experiência política deverá ser um factor essencial em qualquer candidato a Presidente dos EUA (também commander-in-chief). Resta saber o que diria a Hillary de 1996, à Hillary de 2008 em defesa de Bill Clinton!?

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Ainda sobre John McCain

Para os que não querem perder detalhe, da campanha do Senador do Arizona. Ou para os que gostam "apenas" de ter acesso a informação privilegiada! Não podem perder o blog de Meghan McCain, filha, do mais que provável candidato do GOP.

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O problema de John McCain

John McCain, tem um grave problema, os conservadores evangélicos, que valem cerca de 20% do total de votantes americanos. E que desde o início destas primárias, tudo fizeram para excluir McCain desta "corrida", por o acharem demasiado progressista.
São esses mesmo conservadores que não se conseguem ainda resignar à ideia de ver o candidato "liberal" do GOP, como o seu candidato à Casa Branca, que o Senador do Arizona tem de conquistar se quer ser uma séria ameaça, ao Partido Democrata, em Novembro.


[in Politico.com]

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Hillary e McCain: "The Comeback Kids"

Hillary e McCain ganharam as primárias de New Hampshire (NH). A vitória do Senador do Arizona era esperada, já aqui tinha ganho em 2000, contra Bush e "apenas" tinha um adversário – Mitt Romney.
O Senador pode agora, pensar seriamente na nomeação como candidato oficial do Partido, depois de muitos terem dado a sua candidatura como moribunda, McCain precisava de vencer em NH e de vencer Romney. A eleição do lado republicano, será certamente uma luta a três, Romney, McCain, Giuliani, no entanto, ainda tudo pode passar do lado do “elefante”.
Quanto à vitória de Hillary Clinton, poucos a esperariam, depois da ascensão estrondosa que Barack Obama teve na última semana.
Mas o primeiro que se deve salientar, destas primárias no estado do granito, é a falha total, de praticamente todos os estudos de opinião, realizados nos dias precedentes ao Caucus do Iowa. Estas sondagens, que começaram a surgir no fim-de-semana, indicavam uma clara mudança de intenção de voto. Hillary, em todas as sondagens perdeu a vantagem que tinha, de 6-8 pontos, passando, como que por acto de magia esta vantagem de imediato para Obama, que nas sondagens de segunda-feira, chegou a ter mais de 10 pontos de margem para a Senadora. Estamos perante um fenómeno conhecido dos americanos, a força mediática de Obama, foi tal que os eleitores democratas, passaram a ter receio, em demonstrar que não iriam votar num candidato de cor, Bradley/Wilder effect - apoiaram Obama nas sondagens, no entanto na eleição votaram Hillary. Para o Prof. Jon A. Krosnick, Hillary beneficiou ainda da sua posição nos boletins de voto. Para o Professor de Stanford, a posição de Hillary pode lhe ter “dado” mesmo, 3% do total de votos. Caso não houvesse tal distância nos lugares em que aparecem nos boletins de voto, esta eleição ficaria empatada, ou desiquilibrar-se-ia para o lado do Senador de Illinois, segundo Krosnick.
É com este cenário, que a vitória de Hillary Clinton em NH, assume ainda um conotação mais emblemática, agora sim pode utilizar o epíteto (que tanto ajudou Bill) de “comeback kid”, com que várias vezes se nomeou depois do desaire de Iowa, para se manter na corrida e apelar à mobilização dos seus apoiantes, mais jovens.
Esta vitória, faz acalmar a euforia dos apoiantes de Obama, que ontem depois de ouvirem o seu candidato, estavam bastante resignados à força da “máquina” partidária de Hillary Clinton, muito subestimada depois da pesada derrota no Iowa.
Apesar de todo este clima de derrota, Obama conseguiu algo notável, face às sondagens do último mês, no mínimo equilibrou esta luta, que Hillary pensava haver já vencido. Falta saber, quando é que (se o fizer) John Edwards abdicará da corrida, e a qual dos candidatos dará o seu apoio (se o fizer).
No entanto, e depois de tudo o que vi até agora, esta parece que será uma luta até ao fim entre Hillary e Obama. Será uma luta entre o grande aparelho partidário de Clinton e o brilhantismo de Obama.
Foto: Vencedores New Hampshire (Washington Post)

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Iowa: Os Vencedores

Como era previsível Barack Obama, pelos democratas e Mike Huckabee pelos republicanos ganharam a primeira batalha do longo caminho que dista até à almejada Casa Branca.
Do lado republicano Huckabee, consiguiu impôr a sua lei, e obteve uma vantagem considerável sobre Mitt Romney, que a tudo recorreu nos últimos dias para poder alcançar Huckabee. No entanto, e apesar do que algumas sondagens vaticinavam, Mike Huckabee, conseguiu no Iowa uma vitória clara e expressiva com cerca de 34% dos votos contra os 25% de Romney. Foi certamente, este o início sonhado pelo ex- Governador do Arkansas, marcar diferença sobre os seus mais directos rivais de forma a conseguir entusiasmar os seus apoiantes à mobilização, essencial, nesta luta que se prevê longa.
Convêm ainda salientar que o actor Fred Thompson conseguiu suplantar John McCain por apenas umas centenas de votos, ficando assim em terceiro lugar, apesar de ter eleito apenas 3 delegados como o Senador. E para a história fica também a prestação a limiar o ridículo de Rudy Giuliani que apenas conseguiu 4% das intenções de voto, ficando mesmo atrás de Ron Paul, o candidato que tem batido todos os recordes de popularidade (e recolha de fundos) na Internet.
Nos democratas, a felicidade de Barack Obama, era imensa, não só venceu a sua principal rival, por uma margem significativa, (38%, contra 29%, da Senadora de NY) como viu ainda Hillary Clinton ficar atrás de John Edwards. Edwards, conseguiu superar Hillary, como vaticinavam alguns analistas, o que pode vir a baralhar significativamente as contas de Clinton na eleição. Foi a grande derrotada da noite.
Este impulso que tanto Obama, como Edwards necessitavam, para poderem sonhar em destronar Hillary na corrida a Washington, pode começar por alterar as sondagens dos estados que se seguem.
Para Barack Obama, este pode bem ter sido o início de uma longa história. Com esta vitória o Senador do Illinois, contagiou de euforia os seus apoiantes que já falam agora de uma nova vitória em New Hampshire (na próxima terça-feira), onde Clinton tem aparecido sempre à frente nas sondagens. Este mês será sem qualquer dúvida decisivo para o Senador Obama reverter a opinião dos democratas, ainda algo renitentes quanto à sua fraca experiência política, mas ao mesmo tempo apaixonados pela sua audácia e esperança.


Fotos: Vencedores em Des Moines (Iowa) - New York Times; Contagem votos - Jenon Katt i-report CNN

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