Terça-feira, Setembro 29, 2009
S.O.S. Cabedelo
Unidos no protesto contra os efeitos do prolongamento do molhe norte à entrada do Porto Comercial da Figueira da Foz, reuniram-se no passado fim-de-semana na praia do Cabedelo algumas centenas de surfistas, jovens, membros de associações nacionais, associações internacionais e cidadãos anónimos. Numa cidade em que o carneirismo e o conformismo são regra este foi um acontecimento raro e excepcional de mobilização cidadã. O ponto alto desta manifestação foi o desenhar no mar do logótipo humano S.O.S. por cerca de 230 pessoas.
O objectivo do movimento SOS Cabedelo é preservar a Onda da referida praia, que outrora permitiu que ali se disputasse por quatro ocasiões uma etapa do World Championship Tour, e impedir a erosão da costa a sul do Mondego. Aos objectivos ambientais e ligados à prática do surf junta-se a manutenção de uma pequena mas florescente economia ligada à prática de desportos náuticos e ao lazer. Num país com uma extensa costa, é desejável a aposta em actividades económicas deste tipo que respeitam o meio ambiente e que surgem por uma iniciativa local, sem recurso a grandes obras envolvendo a betonização de extensas superfícies de solos. Além do mais estas actividades criam emprego que não é deslocalizável.
Apesar de o S.O.S. Cabedelo reconhecer o valor da obra em curso para o Porto Comercial da Figueira da Foz - melhora a segurança das grandes embarcações e permite a entrada de navios com sete metros de fundo em vez de 5 metros - pretende que sejam realizadas obras suplementares que impeçam a degradação da costa e o desaparecimento da Onda do Cabedelo. Uma das soluções já implementada noutras latitudes (África do Sul, Austrália e EUA) é o sistema de bypass que permite a areia transitar entre os dois lados de molhes. Esta solução tem dado bons resultados e os custos envolvidos na sua implementação são comparáveis aos custos de manutenção do molhe depois da sua extensão.
Uma nota curiosa sobre a política local. O actual Presidente de Câmara da Figueira da Foz que se gaba neste cartaz da construção do molhe, rejeitou em 1997 a ideia de que o prolongamento do novo molhe poderia aumentar a erosão costeira nas praias a sul da Figueira da Foz. Ao ser confrontado com recentes protestos não só acabou por admitir a efectiva erosão da costa como afirmou não ter qualquer poder sobre a realização da obra, aparecendo de t-shirt do S.O.S. Cabedelo na manifestação do passado fim-de-semana como se não fosse nada com ele...
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Segunda-feira, Setembro 28, 2009
9,9
Etiquetas: Bloco de Esquerda, política
Sábado, Setembro 26, 2009
Une femme de couleur
Sexta-feira, Setembro 25, 2009
Como se financia uma campanha "independente"
As campanhas independentes, aquelas dos outdoors gigantescos, financiam-se através de empréstimos bancários. Faz-se uma estimativa dos votos que se poderão obter e como a cada voto corresponde uma quantia de cerca de 12€ paga pelo Estado, é só multiplicar um valor pelo outro e obtém-se a quantia do empréstimo. Mas para obter um empréstimo é preciso um "padrinho" em quem a banca tem confiança. E é aqui que a candidatura passa de independente a "independente" porque um dia o "padrinho" vai querer uma contrapartida, sobretudo se os "independentes" ganharem. O resto da história tem um final previsível, o país é o mesmo e por detrás dos novos rótulos as pessoas são as mesmas.
Etiquetas: política
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
O novo de Michael Moore
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
A ostentação das campanhas locais
Está mais que na hora de impor limites a este desperdício. Em países mais ricos (França, Itália, Bélgica, etc.) os partidos têm espaços restritos para cartazes e em alguns deles são proibidos os outdoors. Nós nas campanhas autárquicas estamos ao nível daqueles parolos que se endividam para comprar um BMW, para a ostentação de braço de fora e música a fundo (música da boua).
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
Debate com Daniel Oliveira na Figueira da Foz
Etiquetas: Figueira da Foz, política
Domingo, Setembro 20, 2009
Outras cidades: BedZed um bairro ecológico

Por cá ainda estamos a anos-luz destas boas experiências, continuamos na idade do betão.
Etiquetas: ambiente, cidades, Reino Unido
Sábado, Setembro 19, 2009
A Fotocópia do BI sempre comigo!
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Quinta-feira, Setembro 17, 2009
Barroso entusiasma a Europa...
Terça-feira, Setembro 15, 2009
Outras ondas
Estes exemplos mostram a solução do bypass já não se pode classificar de ficção científica. Agora só falta é vontade política para a avaliar a exequibilidade do bypass na Figueira, dado que não é uma solução perfeita. É muito importante evitar perder a Onda do Cabedelo e toda a actividade económica, social e de recreio que lhe está associada. Aquilo não é um golfe, que se pode contruir em quase todo lado, ondas daquelas há poucas. Apesar terem mão humana, fazem parte das especifidades do nosso concelho, matá-la significa contribuir para que o concelho se assemelhe a outro qualquer em vez de se destacar pela diferença.

Etiquetas: Figueira da Foz, mar
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Hoje o BE, amanhã a Figueira
Um dos princípios basilares da democracia é a separação entre poder judicial e poder político. A interferência da política na justiça foi prática corrente dos regimes totalitários fascistas e comunistas do século XX. Embora teoricamente a democracia garanta essa separação de poderes, é obrigação de políticos e magistrados velar por uma efectiva separação de poderes.
Em democracia são conhecidos casos de juízes que se envolveram na política, como o caso do Ministro Rui Pereira, ex-juiz do Tribunal Constitucional (TC), ou como a candidatura do juiz italiano Di Pietro a Presidente do Conselho. Estes casos são sempre polémicos, dado o receio de que os órgãos judiciais possam ser condicionados pelas suas antigas funções, colocando em causa os princípios mais básicos da democracia. Por este motivo a candidatura de um juiz a um cargo político não pode ser vista como uma candidatura qualquer num país democrático.
Este ano o candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo PS é um juiz que passou pelo Tribunal da Figueira. Manda a prudência que o Tribunal da nossa cidade e o candidato do PS evitem criar qualquer suspeita de promiscuidade entre as partes. No entanto, a actuação do tribunal durante a análise das listas dos diferentes partidos esteve longe de se considerar prudente. Por exemplo, a candidatura do juiz João Ataíde entregou em tribunal as fotocópias do bilhete de identidade de todos os elementos, documento esse que não é exigido por lei para validação de listas. Dois dias depois, o mesmo tribunal pediu as referidas fotocópias às outras listas, deixando a sensação que não é a lei a servir de referência ao tribunal, mas sim a candidatura de um juiz que curiosamente foi orientador de estágio de alguns dos profissionais deste tribunal. Foi neste clima que as listas do BE da Figueira da Foz foram rejeitadas por não preenchimento das listas de suplentes aos respectivos órgãos. Esta é uma decisão muito grave, da qual recorremos ao TC que se tem pronunciado variadas vezes sobre o assunto e sempre da mesma forma.
O acórdão n.º 690/93 do TC diz "as listas que não disponham de candidatos suplentes no mínimo previsto pela lei não podem ser censuradas por esse simples facto". No mesmo texto lê-se: "Não se vê motivo para alterar esta jurisprudência que, aliás, tem vindo a ser uniforme e constantemente seguida por este tribunal". Do mesmo modo, e seguindo essa uniformidade do TC, em todo o país, (ex: Nazaré, Estremoz, Pombal, Condeixa, etc.) foram aceites listas sem o número de suplentes previsto na lei, algumas aceites de imediato, outras após reclamação ao tribunal local.
Tanto quanto é do nosso conhecimento, a Figueira é caso único onde se manteve a rejeição pelo referido motivo. E o único caso em que houve um telefonema maroto para a TVI a informar da rejeição das listas antes da decisão definitiva do tribunal.
Neste quadro, Vítor Batista, o presidente da Distrital do PS também não foi prudente ao ter apelado publicamente na Figueira para que se não vote no Bloco de Esquerda, durante uma intervenção recente.
Apesar de não termos dúvidas de que as nossas listas serão validadas pelo TC, tememos pelo futuro da Figueira. Tememos que uma vez o juiz Ataíde eleito como vereador ou presidente de câmara, e independentemente da sua isenção, o Tribunal da Figueira tome como referência os actos do juiz antes de se debruçar sobre os textos da lei, o que poderá ser muito grave para a democracia e para a já tão pobre transparência política no nosso concelho.
Etiquetas: Bloco de Esquerda, Figueira da Foz, política
Nova eólica flutuante inaugurada na Noruega

A nova eólica flutuante inaugurada esta semana perto do fiorde Åmøy é constituída por uma turbina de 2,3 MW, uma torre de 65 metros, rotores de 80 metros e pesa cerca de 5300 toneladas. Foi instalada pela empresa norueguesa StatoilHydro, que resultou da fusão entre a Norsk Hydro, uma empresa de energias renováveis, e a Statoil, uma empresa petrolífera. Curiosamente o desenho da plataforma flutuante deste projecto resulta da experiência no sector petrolífero da referida empresa, da tecnologia de plataformas marítimas de exploração de petróleo. A Hywind é apenas uma eólica piloto que será testada durante dois anos. O objectivo dos testes será optimizar este tipo de eólicas marítimas para que no futuro possam contribuir efectivamente para uma produção significativa de energia limpa. Em particular será estudada a forma como o vento e as ondas afectarão a estrutura. Actualmente, o investimento neste projecto já se cifra em cerca de 400 milhões de coroas norueguesas (~ 45 milhões de euros).
Naturalmente, este tipo de projectos interessam um país como Portugal, que possui cerca de 800 quilómetros de costa. No entanto, o Hywind ainda apresenta algumas limitações técnicas que poderão condicionar a sua hipotética utilização e a sua viabilidade económica no caso português. Por exemplo, o intervalo de profundidade do mar adequado a este tipo de eólica situa-se entre os 120 e os 700 metros. Além disso, a distância à costa deve ser a mais curta possível para evitar perdas no transporte de energia. A viabilidade de eólicas marítimas na costa portuguesa começou a ser estudada em meados deste ano através do projecto wind@sea, financiado pela Galp Energia, com o intuito de identificar, seleccionar e caracterizar locais para a instalação de parques eólicos no mar, atendendo às restrições de ordem técnica e ambiental. O consórcio responsável por este projecto envolve ainda o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, o Instituto Hidrográfico e o Instituto Nacional de Engenharia e Gestão Industrial. Em breve, poderemos estimar com maior certeza a viabilidade de eólicas marítimas ao largo da nossa costa. Em caso positivo, restará a vontade política...
Etiquetas: energia, mar, Noruega
Domingo, Setembro 13, 2009
A Origem dos Números
Etiquetas: divulgação científica, matemática
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
SOS Cabedelo
Em breve, escreverei mais sobre o assunto.
Etiquetas: Figueira da Foz, mar
Os Visitantes

O nível de maturidade de "Os Visitantes" contrasta fortemente com a ingenuidade latente das comédias americanas que partem de viagens no tempo para construir a sua narrativa, como o "Regresso ao Futuro". "Os Visitantes" é uma comédia de luxo que teve sequelas, menos conseguidas, mas nem por isso menos desprovidas de um excelente conteúdo histórico.
É a minha proposta aos caríssimos leitores para este fim-de-semana, para aqueles momentos de ócio em que nos abstraímos da outra comédia: a humana.
Etiquetas: cinema, França, história, Klepcinema
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
A recompensa da sapatada a Bush
Etiquetas: humor, política internacional
Terça-feira, Setembro 08, 2009
O Campo de Golfe de Marvão

Etiquetas: economia, ordenamento do território
Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Sobre a tentativa de rejeição de listas do BE Figueira
Quarta-feira, Setembro 02, 2009
...braços para os alcançar
Sem nos dar braços para os alcançar?"
Pedro Nunes
Etiquetas: astronomia, história
Segunda-feira, Agosto 31, 2009
EUA, Islândia e agora Japão
Etiquetas: crise, economia, política internacional
Quinta-feira, Agosto 27, 2009
Energias renováveis no Socialismo 2009
Estarei no Socialismo 2009 este fim-de-semana para falar de energias renováveis, sobre o seu potencial e as suas limitações. Quem se interessar pelo assunto é bem-vindo, mesmo que seja para discordar.Etiquetas: energia
Outras cidades

Fotografia do sítio Amsterdam Bicycles.
Este conjunto de imagens e comentários convidam à reflexão. Recentemente tive a oportunidade de debater em público a questão da obrigatoriedade dos capacetes para ciclistas. Sempre a mesma ratoeira. Ao olhar para estas fotografias, parece-me óbvio que temos sempre duas hipóteses para aumentar a segurança dos mais vulneráveis: a) colocar a responsabilidade de protecção nos mais fracos, obrigando-os a usar capacetes ou negando-lhes a possibilidade de usar em plenitude as ruas que lhes deviam pertencer; b) reduzindo o número e a velocidade dos automóveis. O primeiro tipo de intenções, apesar de na maior parte das vezes bem intencionadas, continuará a espiral absurda de olhar para o problema pelo paradigma estafado que nos fez chegar até aqui. O segundo caminho, mais difícil, implica visão, participação, concertação, liderança.
Um pouco de história: em Março de 1992 foi realizado um referendo, o primeiro em Amesterdão, sobre a necessidade de restrições ao automóvel. Apesar do elevado nível de abstenção, 53% dos votantes escolheu o cenário que incluía uma drástica redução dos automóveis no centro da cidade. Depois de alguma hesitação, devido ao nível de abstenção, a câmara de representantes decidiu avançar com um polémico plano para reduzir 35% das viagens de automóvel no centro. O controlo do estacionamento foi o instrumento principal escolhido. Passado anos de restrição aos pendulares - já nos anos 90 era praticamente impossível um trabalhador encontrar estacionamento de longa duração no centro - a politica de restrição de estacionamento tentou encontrar um balanço entre o estacionamento de curta duração (considerado essencial aos serviços e comércios da cidade) e o estacionamento reservado a residentes. Depois de muita consulta e participação pública, onde a população estava muito dividida, os planos avançaram. Entre as medidas mais dolorosas, a redução de 3,000 lugares de estacionamento, num momento em que muitos clamavam por mais lugares. Nas áreas mais comerciais os lugares para residentes foram reduzidos. Neste momento, pode levar mais de 5 anos a fila de espera para ter um cartão de residente para estacionar - um cartão por fogo obviamente. Contrariamente ao que se afirmava na altura, Amesterdão continua a ter as rendas e o preço por metro quadrado mais altos da Holanda - tanto para espaço residencial, serviços ou comércio. De facto o problema é o oposto: como evitar a gentrificação do centro, apesar de existir uma politica de rendas controladas que, apesar dos seus problemas, consegue manter pessoas de baixos rendimentos no centro.
Parte desta história foi contada há mais de dez anos em Lemmers, L., 1995, ' *How Amsterdam plans to reduce car traffic*', World Transport Policy and Practice', 1 (1), pp25-28. Leo Lemmers finda o seu artigo da seguinte forma:
"To see the real effect [da politica de restrição ao estacionamento], some patience will be required. It will certainly take another ten years to see whether Amsterdam really has set an example for the rest of Europe."
Talvez agora valha a pena voltar a ver as fotografias e procurar os capacetes, as ciclovias e os lugares de estacionamento.
Mário Alves (Mestre em Transportes pelo Imperial College London e consultor de transportes e gestão da mobilidade)
Etiquetas: cidades, transportes
Terça-feira, Agosto 25, 2009
Dos blogues da treta aos blogues da treta II
"Eu olho para aquilo e vejo 39 pessoas no SIMplex, 27 no Jamais e 34 no Rua Direita. Um redondo total de 100 pessoas (cem!!) a postar todos os dias, alguns deles até de forma bem prolífica"
"Nisto tudo o que se apanha? Ruído, nada mais. Ninguém tem verdadeira paciência para ler tudo o que estas almas publicam a não ser os próprios. Ninguém que tenha empregos, filhos, de limpar a casa, companheiros, etc e tal poderá ter sequer tempo para o fazer. Não há um verdadeiro eleitor que vá ler isto. Não há um político que o faça. Talvez os assessores, para colherem dados ou argumentações a dar aos políticos, mas é tudo."
Etiquetas: blogues
Segunda-feira, Agosto 24, 2009
Praça Velha, Praça Nova e Jardim
A Praça Velha, a Praça Nova e o Jardim são o que resta de três bolsas que o rio Mondego formava na sua margem direita junto à foz. Foram sendo construídas casas à volta destas bolsas e quando estas foram finalmente aterradas transformaram-se em praças, mais ou menos com a mesma configuração que conhecemos hoje. Ao lado, mapas do arquivo municipal da Figueira da Foz mostram a existência das referidas bolsas até finais do século XVIII (clicar nas imagens para ampliar).Só quando o turismo balnear se começou a desenvolver é que a cidade se aproximou da praia, tendo sido construído posteriormente o Bairro Novo, já a regra e esquadro, a pensar nas necessidades dos banhistas.
(Obrigado R.)
Etiquetas: Figueira da Foz, geografia
Os critérios de Ferreira Leite
Etiquetas: corrupção, política
Sexta-feira, Agosto 21, 2009
Dos blogues da treta aos blogues da treta
Na coluna ali ao lado vêem alguma ligação para o Simplex ou para o Jamais? Eu também não.
Etiquetas: blogues
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
A Estação Espacial Internacional às peças
Etiquetas: espaço
Quarta-feira, Agosto 19, 2009
Novo romance de Frédéric Beigbeder
Foi lançado ontem em França o novo romance de Frédéric Beigbeder: "Un roman français", edição Grasset.Começa a haver vergonha na cara
"Tem vindo no seu mandato a sucumbir a pressões e a tomar atitudes contraditórias que me levam e a outros a questionar porquê (...) Prefere os subservientes aos que tratam consigo com lealdade ou frontalidade. Tem preferido confiar em quem é arguido e até já condenado e titular de cursos que, no mínimo, suscitam dúvidas".
Etiquetas: Figueira da Foz, política
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Os horários da CP
Etiquetas: transportes
Quarta-feira, Agosto 12, 2009
L'amore ritrovato
"L'Amore Ritrovato" de Carlo Mazzacurati é uma história de infidelidade masculina clássica dos anos 30 em Itália. Giovanni reencontra Maria, uma paixão dos seus tempos de juventude. Esse encontro, quase idílico, parece prenunciar uma relação perfeita, mas cedo a revelação de que Giovanni é casado faz desabar as esperanças de Maria. Neste quadro clássico a obra de Mazzacurati destaca-se pela intensidade, pela intensidade do prazer, pela intensidade da esperança, pela intensidade da ingenuidade e pela intensidade da desilusão. Giovanni insiste na relação, ignorando tudo o resto por alguns meses. No entanto, a II Guerra Mundial aproxima-se a passos largos e a relação entre Maria e Giovanni parece seguir o rumo dramático da conjuntura internacional...Etiquetas: cinema, histórias de amor, Itália, Klepcinema
Domingo, Agosto 09, 2009
Felgueiras da Foz II
Etiquetas: corrupção, Figueira da Foz, ordenamento do território, xico-espertismo
Quinta-feira, Agosto 06, 2009
Desafio a Manuela Ferreira Leite
Etiquetas: Figueira da Foz, política, PSD, xico-espertismo
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
Observar o céu sem telescópio é uma indiscrição*
Até ao início do séc. XVII, quando Galileu realizou as primeiras observações do sistema solar graças a uma luneta, o conhecimento do universo dependia exclusivamente da observação do céu a olho nu. Depois da luneta de Galileu surgiu o telescópio que foi evoluindo até ao séc. XX, altura em que apareceram novos instrumentos de observação, telescópios capazes de observar o universo em todo o espectro electromagnético, inclusivamente em comprimentos de onda invisíveis aos nossos olhos.
A atmosfera terrestre absorve parte dos infravermelhos e absorve totalmente raios X e raios gama. Por isso, na segunda metade do século passado, o homem iniciou o envio de telescópios para o espaço com intuito de observar o Universo nestes comprimentos de onda, como o XMM (raios X) ou o INTEGRAL (raios gama) da ESA. Também foram concebidos telescópios espaciais para luz visível, como o telescópio Hubble, tirando partido da vantagem de as observações no espaço não serem afectadas pelas distorções geradas pela agitação atmosférica.Em 2009 celebra-se o Ano Internacional da Astronomia cujo principal objectivo é divulgar a astronomia em todo o planeta. Em Portugal decorrem várias iniciativas desde o início do ano. A iniciativa "E agora eu sou Galileu" destina-se a recriar as principais observações realizadas por Galileu há cerca de 400 anos, destacando a importância dos instrumentos para astronomia e para o conhecimento do universo. Reproduzindo as principais descobertas de Galileu, o participante poderá observar: as fases de Vénus, os satélites de Júpiter, Saturno, as crateras da Lua, manchas solares e a Via Láctea. Seja Galileu por um dia e participe!
* Victor Hugo em "Oceano"
Etiquetas: astrofísica, astronomia, divulgação científica, espaço
O novo de Michael Moore chama-se "