O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa deu provimento a uma providência cautelar accionada pela SIPEC, empresa proprietária da Universidade Internacional, para suspender a decisão da tutela de retirar o reconhecimento de interesse público àquela instituição no pólo da Figueira da Foz.Segundo o presidente do conselho de administração da SIPEC, Javier Vigo, das providências cautelares intentadas, a que diz respeito à Universidade Internacional da Figueira da Foz "mereceu já aceitação de procedimento e foi ordenada a citação do senhor ministro" Mariano Gago.
Como consequência imediata, o despacho ministerial de 25 de Maio sobre aquele pólo da Universidade Internacional fica suspenso e assim continuará até à decisão final."Entretanto, tomámos a iniciativa, antes de o prazo acabar, de impugnar a auditoria sistemática feita em Abril deste ano que se referia oficialmente a 31 de Dezembro de 2004", acrescenta o responsável, que já anteriormente esclarecera que hoje em dia qualquer um dos pólos da universidade (Lisboa e Figueira da Foz) tem professores em número e qualidade superiores aos de 2004."Estamos, neste momento, a entregar no ministério as adequações ao modelo de Bolonha dos novos cursos que já tinham sido apresentados e que de alguns apenas se aguardava o despacho e de outros mera publicação no Diário da República", adiantou, especificando ainda que com isto a universidade está, "por mera cautela, a dar cumprimento ao prazo de 30 dias" fixado pelo ministro no despacho.
Javier Vigo afirmou que aguarda agora notificação sobre as providências cautelares apresentadas também no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.O Ministério do Ensino Superior emitiu, a 25 de Maio último, um despacho que retirava aos pólos de Lisboa e da Figueira da Foz da Universidade Internacional o reconhecimento de interesse público, requisito indispensável ao seu funcionamento. A tutela alegou que "nem estão em funcionamento os cursos exigidos por lei nem, relativamente aos cursos abertos, o corpo docente cumpre os requisitos mínimos indispensáveis". Dois dias depois, Javier Vigo anunciou a intenção de travar uma "luta jurídica" contra a decisão do ministro e de tornar públicos os planos e identidade dos professores para evitar a repetição da "infâmia" de uma inspecção efectuada em Abril passado, mas com referencia ao ano de 2004, uma altura em que a Internacional "passava uma crise terrível e esteve à beira do encerramento".A 15 de Junho, a SIPEC entregou em tribunal duas providências cautelares com "poderes suspensivos dos despachos de Mariano Gago".Na semana seguinte, foi interposta pela empresa proprietária da Internacional uma acção judicial para a anulação da retirada do reconhecimento de interesse público à instituição. No comunicado hoje divulgado pelo presidente do conselho de administração da SIPEC a propósito da decisão do tribunal que dá provimento à providência interposta, é ainda anunciado: "No fim ter-se-á de apreciar nas vertentes criminal e de responsabilidade civil as causas e o comportamento que motivaram os ataques que, descabidos, surpreendentemente sofremos".
in Público









