Domingo, 31 de Agosto de 2008

Pisa e mosto

Museu do Vinho dos Biscoitos (Casa Agrícola Brum Lda.)

O esmagamento da uva pelos pés femininos não é novidade, visto que os antigos já mitigavam a sede com o sumo que escorria dos pés das suas chibantes fanciulle, como revela lord Macaulay (Essays and Lays of ancient Rome) no seu Horatius.

...in the vat of Luna.
This year, the must shall foam
Round the have marched to Rome.


Não vamos aqui discutir se as uvas pisadas pelos graciosos pés femininos darão melhor vinho mas, inclinamos a crer que o vinho saído de sob tão delicados pés, deve dar uma bebida ideal, que, sem ambages, poderá ser provavelmente rotulado de excelente vinho. Tendo assim grande procura, havendo pretendentes como abelhas à volta da colmeia...Mas afinal que dará melhor vinho? As pernas dos homens ou as das mulheres.Que venha o demo responder.

Há alguns anos que a Casa Agrícola Brum Lda., instalou métodos mecânicos mais modernos

A família Brum com a falta de mão-de-obra, entregou (por contrato) as suas vinhas de Verdelho e de Terrantez da Terceira a algumas famílias, que para além de receberem apoios comunitários, entregam a uva destas castas nobres, à Casa Agrícola Brum Lda., recebendo essas famílias de imediato por cada quilo 1,70 Euros.

Já no ano de 1997 a independente Casa Agrícola Brum Lda., comprava na freguesia dos Biscoitos o Verdelho pagando também no mesmo dia. Ficava o litro de mosto a 300$00. No entanto as autarquias e o partido que as sustentavam, acusavam publicamente (Diário Insular de 5 de Novembro de 1998) de se tratar de "preços irrisórios"...

E agora, que pensarão as actuais autarquias e todos os "partidos" da real (verdadeira!) situação criada pelos próprios?
Que dirão os produtores independentes da actual viticultura dos Açores e em particular da biscoitense?
Vamos aguardar por eventuais entrevistas!



Sábado, 30 de Agosto de 2008

Tricaninhas nos Biscoitos

O Rancho Folclórico "As Tricaninhas" de Antuã(Estarreja) está na ilha Terceira através de um intercâmbio com o Grupo Folclórico da Casa do Povo da Vila Nova, concelho da Praia da Vitória.
Os quarenta e seis elementos deste Racho, que irá actuar esta noite na Vila Nova, visitaram ontem o Museu do Vinho dos Biscoitos (Casa Agrícola Brum Lda.). Tiveram ainda tempo para saborearem os vinhos produzidos pela família Brum, nomeadamente os brancos "Da Resistência", "Donatário" e o generoso "Chico Maria".

Joaquim Henriques, presidente da Junta de Freguesia de Salreu; Rosário Rito, presidente do Rancho Folclórico "As Tricaninhas" e Bernardino Rosa, presidente do Grupo Folclórico da Casa do Povo da Vila Nova.

Joaquim Henriques, presidente da Junta de Freguesia de Salreu com seu braço direito: Maria de Oliveira Valente. O homem forte de Salreu reafirmou: cumpri tudo o que prometi... uma vez que não prometi nada!
Ainda em território "Da Resistência", não disse que sim, nem que não a uma eventual recandidatura. Recordamos que Joaquim Henriques está no segundo mandato como presidente, num total de 16 anos como autarca. Em breve será desfeito o tabu.
Salreu tira o nome de "Sal a reu" ou seja, sal com fartura.

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

Começaram, em força, as vindimas nos Biscoitos

Hoje começaram, em força, as vindimas nos Biscoitos (ilha Terceira)

Segundo António Fernando Espínola Godinho, mestre adegueiro da Casa Agrícola Brum Lda., (Museu do Vinho dos Biscoitos), os testes de maturação das uvas da Verdelho, com o auxílio do refractómetro, indicam, em média, 12,8% álcool provável.

O reconhecimento empírico da maturação baseia-se., também, nos caracteres que apresenta a uva, quando atinge a maturação. Na "Verdelho dos Açores" a translucidez, é a mais visível e o amarelo doirado. Também como carácter comum a algumas castas, o arrancamento fácil do bago, deixando o pincel agarrado ao pé (pedicelo). O sabor doce pronunciado do suco,e este mais ou menos pegajoso.

Alguns produtores - engarrafadores individuais (independentes) dos Biscoitos que vinificam o seu vinho de Verdelho:

Casa Agrícola Brum Lda., (Museu do Vinho dos Biscoitos)- Marcas: Branco "Donatário"; Da Resistência" e os generosos "Chico Maria".

Dimas Manuel Simas da Costa Lopes- Marca: "Vinha Branca".

José Manuel Cardoso- Marca: "Quinta das Vinhas".

José Machado Sousa- Marca "Pedras do Lobo".

Manuel Amaral Pereira Ficher-

Manuel Rufino Silva Simas- Marca: "Adega Simas"

Venâcio Ávila- Marca: "Santa Iria".

Para além destes tem sede na freguesia dos Biscoitos, uma associação de produtores de uvas (Brancas e de produtores directos, vulgo americano, morangueiro ou cheiro) da ilha Terceira, denominada Adega Cooperativa dos Biscoitos CRL.

Obra de Duarte Gonçalves Rosa sobre Tomás Borba (1867-1950)


Finalmente o grande terceirense Tomás Borba, que dedicou a sua vida à música e ao seu ensino em Portugal, mereceu um amplo estudo sobre a sua vastíssima e monumental obra.
Natural de Angra do Heroísmo, freguesia de N.ª S.ª da Conceição, onde viu a luz do dia a 23 de Novembro de 1867, vindo a falecer em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1950.
Recentemente foi colocada pelo município angrense, uma placa evocativa na casa onde nasceu na rua do Galo, a lembrar aquele que foi o expoente máximo da música que a Terceira deu, a nível nacional.
No decorrer da década de oitenta do século XIX iniciou a sua aprendizagem musical na escola da Sé Catedral (Angra). Terá estudado com Guilherme Augusto da Costa Martins, que se distinguiu como hábil músico, organista da Sé, violinista e professor de piano, ao mesmo tempo que foi responsável da Aula de Música que funcionava na Catedral d'Angra. Guilherme Martins era irmão do coronel de infantaria Francisco Augusto da Costa Martins.
O Padre Tomás Borba, após a sua formação na cidade natal (Seminário Episcopal de Angra), parte para Lisboa onde continuou a sua sólida formação, não só no Conservatório Nacional, como na Faculdade de Letras onde faz o Curso Superior de Letras. Prossegue no entanto os seus estudos, que o levam à Alemanha, Paris, Londres, Lourdes, Viena, Budapeste, Sevilha, Barcelona, Madrid, suíça, Itália, entre outras. Uma busca incessante de experiências e ensinamentos, para além dos múltiplos contactos com os nomes mais sonantes da época.


Duarte Rosa na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo

Duarte Gonçalves Rosa, neste seu magnífico trabalho, publicado à pouco, pela Escola Básica e secundária Tomás Borba, de 400p, presta um grande serviço à causa da cultura nacional, dando a conhecer um vulto que afinal é muito maior do que a maioria das pessoas pensavam.
Pensamos que Duarte Rosa, já está a trabalhar na obra de outro gigante da Música, nascido nos Açores (ilha de S. Jorge), o maestro Francisco de Lacerda.
Que assim continue, para que possamos fazer um ideia correcta do extraordinário valor destes Açorianos.
A.P.

Família Alves está na ilha Terceira

Chegaram ontem, às Lajes, vindos de Toronto (Canadá), Elmino Alves, Fátima Barcelos Alves, Cristina Alves, Marcio Alves e Helder Alves. Elmino, natural da freguesia de Santa Bárbara, concelho de Angra do Heroísmo, é o correspondente da "Voz dos Açores"no Canadá. Estação referenciada por este blogue no dia 26 de Agosto de 2008. Fátima, natural de S. Bartolomeu (pesqueiro), é neta do ti José Juca, Mestre tanoeiro daquela freguesia do concelho da cidade Património Mundial.
E, sem perderem tempo visitaram o Museu do Vinho dos Biscoitos (Casa Agrícola Brum Lda.). O afecto à ilha Terceira tem destas coisas... matar saudades dos parentes, amigos, das paisagens, dos aromas e dos sabores.

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Directores da Universidade Lusófona na Terceira

Inês Gil, Paulo Viveiros e filhas estão de férias na Praia da Vitória.

Esta simpática Família esteve ontem na costa noroeste da ilha Terceira, onde mergulharam nas límpidas águas da freguesia das Quatro Ribeiras. Depois do reconfortante banho visitaram o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., tendo apreciado o branco “Donatário” e o generoso “Chico Maria” (seco).

Paulo Viveiros, natural da Praia da Vitória, partiu para Lisboa em Dezembro de 1988, após cumprir o serviço militar obrigatório. Nesta cidade, entre 1988 e 1992, fez a licenciatura em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa. Em 1996 fez o mestrado em Ciências de Comunicação, e em 2008 completou o doutoramento em Cinema.É professor desde 1993, tendo leccionado na Universidade nova de Lisboa e na Universidade Lusófona. Actualmente é director do curso de Animação Digital na Universidade Lusófona.

Inês Gil, natural de França, fez a sua licenciatura em Conservação e Restauro de Filmes. Trabalhou no Arquivo de Filmes da UCLA de Los Angeles em 1993. Completou o seu doutoramento em 2003 na Universidade Paris 8, em Cinema. Actualmente é professora e directora do curso de Fotografia Digital na Universidade Lusófona.

BDU deseja aos ilustres veraneantes uma boa estada nos Açores e os maiores êxito pessoais e profissionais.

Bago a bago...

Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Enólogo do Ano nos Biscoitos

O Eng.º Jaime Costa, Enólogo desde 1989, encontra-se de férias na ilha Terceira na companhia de sua Família. Nos Açores, fazia parte dos seus planos uma visita à Casa Agrícola Brum Lda., (Museu do Vinho dos Biscoitos). Já em território “Da Resistência”, contactou com esta e com outros vinhos produzidos pela família Brum, nomeadamente o "Chico Maria" de 1998.

Trabalhou 16 anos na J.W.Burmester, tendo sido eleito Enólogo do Ano (vinhos generosos), da Revista de Vinhos em Fevereiro de 2005, durante a cerimónia, “Os Melhores do Ano”, comemorativa do 15º aniversário daquela publicação que teve lugar na Alfandega do Porto.

Actualmente produz os vinhos da Quinta de Murças e Quinta da Castainça no Douro.

Destacam-se o Quinta da Castainça Reserva 2004 e Grande Escolha 2004. Na Quinta dos Murças o Reserva Tinto de 2005.

O Eng.º Jaime Costa é Confrade da Confraria do Vinho do Porto.

BDU deseja ao Enólogo Jaime Costa os maiores êxitos pessoais e profissionais.

Villa Maria: Uma Quinta Histórica

Os irreverentes jovens, Pedro Noronha e Costa (Técnico de Qualidade Alimentar) e Luís Silveira (Técnico da Segurança Social), continuam a dar vida à Villa Maria. Vale a pena visitarem-na aqui.

Esta Quinta, localizada na freguesia de São Pedro de Angra de Heroísmo, nos Açores, é propriedade da Família Noronha e tem fortes ligações familiares e vitivinícolas com a ilha de São Jorge.

Recordamos que Francisco Maria Brum numa entrevista ao Diário de Angra, no dia 7 de Setembro de 1923, afirmava: (...) tenho também uma a casta (Verdelho na ilha de São Jorge; Arinto na ilha do Pico e Terrantez nos Biscoitos da ilha Terceira), que me foi oferecida pelo Sr. Dr. José Homem de Noronha, e a que hoje se dá o nome de “Terrantrês”. Ou seja, a casta Terrantez da Terceira, assim denominada oficialmente.

O Dr. José Homem de Noronha, grande proprietário na ilha de São Jorge, tinha vinhas e adega na Fajã de São João. Foi daqui que saíram para a ilha Terceira as primeiras puas da Terrantez da Terceira.

Ontem, Luís Silveira e Pedro Noronha e Costa, acompanhados de familiares deste último, estiveram no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., fundada em Fevereiro de 1890 por Francisco Maria Brum, onde o vinho de Verdelho, da casta Verdelho dos Açores, fez as honras Casa.

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Quer tinto ou branco?

Vinho derramado é alegria

O Enólogo da independente Casa Agrícola Brum Lda. (Museu do Vinho dos Biscoitos) da ilha Terceira, em entrevista ao Diário Insular que se publica em Angra do Heroísmo responde a perguntas relacionadas com vinhos da Região Autónoma Açores.

(...)

Relativamente à produção de vinhos tintos, depende das castas a que nos estamos a referir e do potencial para a produção de vinhos tintos de qualidade. Como é do conhecimento geral as nossas condições climáticas são extremamente penalizadoras para as castas tintas, que necessitam de um maior número de horas de sol e sobretudo de elevadas temperaturas na fase final de maturação das uvas.

No D. I. De 23 de Agosto de 2008 (Sábado)

Domingo, lemos o jornal, ontem fizemos uma busca pelo Diário Insular, edições publicadas ao longo dos últimos 10 anos, jornal que se preocupa em ouvir pessoas ligadas ao sector vitivinícola. Com a nossa leitura acabamos por dar razão à Professora Doutora Teresa Lima, (Universidade dos Açores - Pólo Universitário de Angra do Heroísmo) quando diz: É necessário um jornalismo de investigação.

Aproveitamos para cumprimentar o Enólogo Miguel Amorim e a Casa Agrícola Brum Lda., pelo grande êxito alcançado pelo Vinho branco “Donatário”, produzido e engarrafado pela Casa Agrícola Brum Lda. (Museu do Vinho dos Biscoitos), durante o Wine Festival que se realizou no passado mês de Junho em Ponta Delgada nos Açores.

E.T.


Euclides Álvares / "Voz dos Açores"

Euclides Álvares no estúdio da "Voz dos Açores" com
o conjunto popular da ilha Terceira Soforró

A Estação “Voz dos Açores” foi fundada em 1978, tendo celebrado em Março último 30 anos. Euclides Álvares, nome sobejamente conhecido das rádios, foi o seu Fundador, sendo também director /produtor e locutor.

A “Voz dos Açores” tem uma emissão de 5 horas semanais, às Sextas, Sábados e Domingos, com transmissões nas estações KIGS 620 AM em Hanford e em simultâneo na RTA/Artisia, em Los Angeles.

Euclides Álvares, um açoriano da ilha Terceira, faz questão de referir que a estação, desde a sua fundação, somente apresentou, e continuará a apresentar, “música portuguesa”.

A “Voz dos Açores” tem estúdio próprio na Biblioteca e Discoteca do programa, em Hilmar e também no Estúdio de Santa Bárbara, na Sociedade Filarmónica Barbarense. Pertence à A.R.I.C. – Associação das Rádio de Inspiração Cristã com estúdio próprio, na Biblioteca e Discoteca do programa em Hilmar e também no Estúdio de Santa Bárbara, na Sociedade Filarmónica Barbarense. Esta estação de Rádio foi distinguida com a Medalha de Mérito das Comunidades e Placa de Honra. Teve também a distinta honra de receber o Certificado de Reconhecimento da Assembleia Legislativa do Estado da Califórnia, como Órgão de Comunicação de Utilidade Pública.

Euclides Álvares é Confrade Irmão da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos. Tem efectuado transmissões em diversas ilhas dos Açores, Portugal Continental, Macau, Hong Kong, Zuay, Xangay, São Paulo, Aparecida, Vila Carrão, Toronto, em diversos Estados da União Americana, etc.

A “Voz dos Açores” tem correspondentes em diversas ilhas dos Açores, Cabo Verde, Brasil, Camada e Angola.

... Euclides Álvares também está aqui:

http://bagosdeuva.blogspot.com/2007/10/esteve-entre-ns-caminho-da-ilha-de-so.html

E.T.

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Origem da Festa da Vinha e do Vinho




Manuel Brito foi sem dúvida o obreiro da Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos. Ao que apuramos em Agosto do ano de 1992, num contacto informal com o Museu do Vinho dos Biscoitos (Casa Agrícola Brum Lda.), mostrou-se interessado que o Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense realizasse uma vindima. O maior investigador/historiador do folclore da ilha Terceira ficou surpreso com a resposta: vamos isso! E, segundo o vinho de Verdelho... foi dito que no ano anterior o mesmo Museu e a “Quinta do Martelo” (Cantinho - São Mateus - concelho de Angra do Heroísmo) teriam pedido apoio ao Director Regional de Turismo para o cartaz (!), o qual foi recusado com o argumento de já existir uma festa das vindimas nos Açores...

Manuel Brito à conversa com um membro
do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense

O “Grupo do Brito” estando associado ao INATEL, esta Fundação, com a total disponibilidade do Dr. Rui Pestana, delegado nos Açores, assim como dos seus animadores culturais, desde 1992 têm vindo a organizar a Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos. Nada é impossível, tudo se realiza... depende dos objectivos.

Bom, mas o importante foi efectivamente o empenho de Manuel Brito e do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense, que desde aí, têm estado ligados à vinha e ao vinho dos Biscoitos.

Este ano, como já referimos aqui, nos dias 5 e 6 de Setembro terá lugar a XVII Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos e eles andarão por lá...


Esparteiros nos Açores

O Grupo Etnográfico “Os Esparteiros” de Mouriscas esteve na ilha Terceira (Açores), através dum intercâmbio com o Grupo de Bailhos e Cantares da Ilha Terceira de Angra do Heroísmo. Colectividade fundada a 25 de Maio de 1968.

O grupo Etnográfico “Os Esparteiros” de Mouriscas, foi fundado em 10 de Agosto de 1975. O seu nome deve-se ao facto da indústria de seiras e capachos para lagares de azeite “espartaria”, ter sido em Mouriscas a principal fonte de rendimento.

Tapete de Esparto

O folclore de Mouriscas tem influências do Ribatejo, resultante das migrações sazonais para apanha da azeitona em Mouriscas e ceifas para o Alto Alentejo.

No último fim-de-semana os Directores do Grupo anfitrião deram a conhecer a Ilha, com paragem na freguesia dos Biscoitos, nomeadamente o litoral e o Museu do Vinho dos Biscoitos (Casa Agrícola Brum Lda.), onde tiveram ocasião de provarem os vinhos produzidos pela família Brum: o Branco “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.

Curiosidade: o autocarro que os transportou foi conduzido pelo motorista Álvaro Leonardo, membro do Grupo de Bailhos e Cantares da ilha Terceira.

Os directores do Grupo "Os Esparteiros": Raul Grilo; Manuela Grilo;
Fernando Grilo e Alda Filipe. Do Grupo de Balhos e cantares da ilha Terceira:
Paulo Joaquim Ferreira Lourenço e Lucília Soares.

“Os Esparteiros” actuaram na Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo e ontem (domingo) na Praça Velha, daquela cidade Património Mundial.

Mouriscas, uma das aldeias rurais do concelho de Abrantes. Os seus fogos distribuem-se por cerca de 60 lugares em que predominam os pequenos aglomerados populacionais, muitas vezes interligados pelo grande povoamento disperso.

Povoamento este, bem inserido no seio das figueiras e olivais, que foram base da evolução agrícola e industrial da freguesia, donde surgiram as actividades “artesanais” e, por sua vez os lagares de azeite.

Mourisca é ainda conhecida “pela terra da passa e da uva”, pela qualidade dos figos secos e das uvas de latada (característica de todas as varandas e frontais das casas).

Segundo uma lenda o nome Mouriscas pode ter origem no local onde dois ccavaleiros cristãos “abusaram” de duas donzelas mouras. Ou talvez, terras onde se preparavam os cavaleiros para a guerra, executando para tal uma dança de guerra, denominada Mourisca ou Mouriscada.

Fonte: desdobrável do Grupo Etnográfico “Os Esparteiros” de Mouriscas.

Presidente da Junta da Feteira nos Biscoitos

António Henrique Ávila Rocha

O conhecido autarca da ilha Terceira, António Henrique Ávila da Rocha, dedicado Presidente da Junta de freguesia da Feteira, concelho de Angra do Heroísmo, esteve ontem nos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, acompanhando os seus familiares residentes nos Estados Unidos da América, num passeio pela Ilha.

António da Rocha é daqueles autarcas, à moda antiga, sempre preocupado em resolver as situações mais difíceis. Deu para perceber isso mesmo, relativamente à viticultura e vinicultura.

Já no Museu do Vinho dos Biscoitos (Casa Agrícola Brum Lda.), que visita muitas vezes, ficamos a saber que em breve será inaugurada a capela mortuária, bem como vários caminhos asfaltados da freguesia da Feteira. Aliás, António Rocha, ao longo dos dois mandatos, com espírito de sacrifício, tem dado provas da sua capacidade empreendedora a bem da população da freguesia da Feteira. À pergunta inevitável quanto a um terceiro mandato escusou-se a responder. Estará num momento de reflexão?

Domingo, 24 de Agosto de 2008

Perdidos e achados

Segundo fonte fidedigna, a APMV-Associação Portuguesa dos Municípios do Vinho, perdeu nos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória (Açores), um avental e uma gravata, quando faziam a Rota do Vinho dos Açores.

Desconhecemos o motivo de terem tirado estas peças de adorno... Há quem diga que foi para melhor arrotarem.
Faz bem "arrotar"! No entanto é necessário saber o que se arrota!...

Aqui se entregam a quem provar pertencer-lhes.

Barreira no vinho de Almeirim

António Martins Barreira, natural de Almeirim, bacharel em Gestão Agrícola com licenciatura em Gestão de Cooperativas Agrícolas, pós graduação em Enologia, esteve ontem na Região (De)marcada dos Biscoitos. Acompanhou-o a Professora Doutora Teresa Lima, da Universidade dos Açores – Pólo de Ciências Agrárias (ilha Terceira).

O enólogo António Barreira com o Mestre Adegueiro da independente
Casa Agrícola Brum Lda.(Museu do Vinho dos Biscoitos)


Os enólogos Teresa Lima e António Barreira , em território "Da Resistência"

Começaram por visitar a centenária Casa Agrícola Brum Lda. e o Museu do Vinho dos Biscoitos, também propriedade da família Brum. Aí o enólogo Barreira teve ocasião de partilhar conhecimentos com António Fernando Espínola Godinho, Mestre Adegueiro dos Brum e de apreciar o mais procurado vinho dos Açores: o branco “Donatário”. Também apreciou o branco “Da Resistência” e o generoso “Chico Maria”, vinhos produzidos e engarrafados pela Casa Brum, com base em uvas da casta “Verdelho dos Açores” e “Terrantez da Terceira”, de vinhas situadas na Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha dos Biscoitos (orla marítima).

Depois de terem estado no Museu do Vinho dos Biscoitos, da independente Casa Agrícola Brum Lda., a Professora Teresa Lima conduziu o Engenheiro Barreira até ao local onde está sediada provisoriamente a Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.

Segundo a Professora Teresa Lima, Presidente da Assembleia-Geral daquela associação de produtores, no próximo dia 5 de Setembro, será inaugurado o barracão, trampolim para as já anunciadas instalações definitivas.

Instalações provisórias da Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.
(Associação de Produtores da ilha Terceira)

Ainda nos Biscoitos o Eng.º António Barreira foi recebido na Sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, pela Dr.ª Teresa Lima, Grão- Escanção daquela associação de Enófilos.

Teresa Lima, Confrade Co-Fundadora membro do Directório dos Notáveis da
Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos (Associação de Enófilos), com António
Barreira e António Espínola, Confrade de Mérito daquela instituição báquica.

O Eng.º António Barreira está à testa da Casa Agrícola Barreira, em Almeirim, que provém do seu bisavô, Joaquim Pereira Barreira e continuada pelo avô, António Duarte Barreira e seu pai Armando Jorge Martins Barreira.

A exploração, agora administrada pela 4ª geração dos Barreira, ocupa uma área de 40 hectares de vinha estando actualmente reestruturada cerca de 60% com as castas tintas: Piriquuita (Castelão Francês); Shyraz; Cabertnet-Sauvingon e Alicante Bouchet. E ainda com as castas brancas: Fernão – Pires; Arinto; Tália; Alvarinho e Chardonay.

Segundo o Enólogo Eng.º António Barreira (funcionário do Crédito Agrícola Seguros, como gestor de seguro de colheitas): espero num futuro próximo iniciar um processo de engarrafamento de vinho produzido pela própria produção.

O enólogo António Barreira adiantou-nos: estamos na fase de testes de micro vinificação de forma a mostrar o tipo de vinho que será obtido a partir das castas seleccionadas. Será na comemoração do centenário da Casa Agrícola Barreira?

Vinho do Fogo

Vinho branco, produzido com uvas Moscatel Branco, proveniente das encostas ensolaradas das Caldeiras do Vulcão do Fogo. Tem uma boa cor citrina, fino aroma, fresco e furtado. Este vinho acompanha peixe, mariscos e carnes brancas, podendo ainda ser apreciado como aperitivo. Deve beber-se à temperatura de 10/11º C.

Produzido e engarrafado pela Associação de Viticultores de Chã das Caldeiras, ilha do Fogo (República de Cabo Verde).

Enólogo (italiano): France Egal

Sábado, 23 de Agosto de 2008

Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos 2008


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Iluminada por Baco

...num retiro espiritual.

Stephanie Guesten subitamente sentiu um chamamento de deus Bacchus e ingressou na Universidade de Geisenheim, “Universidade do Vinho” da Alemanha. Desde cedo, esta jovem entregou-se de alma e coração à vitivinicultura tendo sido sempre incentivada pelos seus pais, o Dr. Rolf Gueslen, Astrofísico e Dr.ª Yuonne Guesten, Beamtin, Gemeinsame Wisser -Schajtskonjerenz (Bona).

Ontem, Stephanie Guesten fez uma visita às vinhas da casta “Verdelho dos Açores” e ao pequeno Campo Ampelográfico do Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., na freguesia dos Biscoitos (ilha Terceira).

Durante a prova dos vinhos produzidos pela família Brum, a vocação pela ciência que estuda o vinho e a respectiva aplicação técnica de Stephanie Guesten falou mais alto. Foi impressionante vê-la na apreciação e degustação.

BDU deseja à futura enóloga as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Adega Cooperativa de São Paio S.R.L.


Raul Paiva Gonçalves, presidente desta adega está passando férias na ilha Terceira(Açores), acompanha-o sua mulher Maria Dulcídia Ribeiro e familiares. Ontem ao fim da manhã estava para os lados da freguesia dos Biscoitos, tendo visitado o Museu do Vinho da Agrícola Brum Lda.

A Adega Cooperativa de São Paio S.R.L. de Gouveia produz anualmente um milhão e meio de litros de vinho. Tem neste momento 60 mil litros de garrafas em pilha e 700 mil litros a granel prontos a sair.

Jean, Touriga Ncional e Roriz são algumas da casta tintas que distinguem os vinhos rotulados com as marcas Terras Frias; Reserva 2000: Fonte Oriana e Encosta de São Paio.

O vinho branco desta Cooperativa tem como marcas Encosta de São Paio e Terras Nevadas.

Os maiores êxitos pessoais e profissionais.

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Escutas nos Biscoitos

O Agrupamento n.º 245, Grupo 19 – Pioneiros – de Vilarinho(Santo Tirso, distrito do Porto), está na ilha Terceira através dum intercâmbio cultural com o Agrupamento n.º 23 da Praia da Vitória. A estada destes trinta e quatro discípulos de Baden Powell tem tido o apoio do Município Praiense.

Quando exploravam naquela Ilha açoriana encontraram as raízes do "Verdelho dos Açores" no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., na freguesia dos Biscoitos.

Os escutas com os biscoitos de lava e a Verdelho

Os Dirigentes: Sandrina Lopes, Lúcia Peixoto, Rita Lobo, Nuno Martins e Carmina Martins.

Uma das suas Dirigentes (na foto, a primeira da esquerda para a direita) satisfazendo a nossa curiosidade em relação às cores dos lenços do Corpo Nacional de Escutas disse:

Lenço amarelo – Lobitos – Símbolo do sol dourado que ilumina e aquece...

Lenço verde – Exploradores – Símbolo da natureza, da exploração da natureza, da aventura...

Lenço azul – Pioneiros – Símbolo do imenso céu azul e a imensidade do mar, da pureza da gota d’água...

Lenço vermelho – caminheiros – Simboliza fogo, a pé para a iluminação do espírito...

Lenço verde-garrafa – Dirigentes – Símbolo da esperança e da educação.

A mesma dirigente com todo o entusiasmo acrescentou:

Temos os famosos “Jesuítas de Santo Tirso”, as “bolachas das Freiras” confeccionadas pelas Irmãs Beneditinas e não menos conhecido “Licor de Singeverga” do Mosteiro de São Bento Singeverga, da Ordem Benetina na freguesia de Roriz.

BDU deseja ao Grupo uma boa estada naquelas ilhas.

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Jovens de boa cepa

É sempre agradável encontrar pessoas dedicadas à agricultura, nomeadamente ao vinho. Assim, aconteceu com a Engenheira Agro-Industrial, Lúcia Gonçalves Correia, da Consulai- Consultoria Agro-industrial Implementação de Sistemas de Qualidade com especial relevo para sistemas HACCP e ISO 22000: 2005 em Adegas de todas as regiões do continente português.
Os simpáticos Engenheiros Lúcia Correia e João Carlos Marau (Gestor de Condomínios) foram até às ilhas dos Açores em gozo de férias. Foi no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.(ilha Terceira) que os encontramos.

Estes simpáticos jovens são dedicados músicos numa Filarmónica do concelho de Cascais, Banda de Janes da Sociedade de Instrução e Recreio de Janes e Malveira.

Os maiores êxitos pessoais e profissionais.

"Domingueiros" nos Açores

Este grupo não organizado(mas não desorganizado!) de Amigos cumprindo um dos objectivos traçados para o ano 2008/2009, estão no arquipélago açoriano desde o dia 16 (sábado) até ao dia 26 (terça-feira) do corrente mês de Agosto. Já percorreram alguns caminhos da ilha Terceira, incluindo a Canada do Caldeira que os levou até ao Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.

Trata-se de amigos oriundos do Porto, Braga, Guimarães e Leiria. Todos os domingos se propõem fazerem caminhadas. Desta vez foram para os Açores:Inês, Ariel, Joana, Pedro, Ana, João, Isabel Sobral, Pedro Sobral, Orlanda, Jorge e o Eduardo.

Depois da Terceira, rumaram até à ilha de São Jorge onde percorrerem os caminhos e veredas das belas fajãs daquela ilha. Neste momento estão na ilha do Faial, donde atravessarão o canal, com bom ou mau tempo. Um dos pontos altos terá lugar na ilha do Pico com um acampamento e subida ao ponto mais alto de Portugal.
Boas caminhadas!

Querem ver o que estes amigos fazem ao Domingo?
Vejam aqui:http://domingueiros.no.sapo.pt/


José Pedro Côrte-Real na ilha Terceira

Na companhia de sua família encontra-se de férias, naquela ilha, o Dr. José Pedro Côrte-Real, ilustre Radiologista no British Hospital de Lisboa. Na ilha de Jesus Cristo, coração nobre dos Açores, foi superiormente acompanhado pelo Dr. João Maria Borges de Sousa Mendes, destacada figura açoriana.

Ontem, ao fim da manhã encontravam-se na freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, tendo visitado o litoral e as vinhas daquela zona vinhateira, assim como o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.

BDU deseja ao ilustre visitante e Família boas férias.

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

Os pés dos povos

De quem serão estes pés?
A eles acrescenta um sorriso de amizade e uma nova luz


O pé das francesas é comprido e estreito; o das espanholas, pequeno e arredondado; o das árabes notável pelo seu dorso muito elevado; o das escocesas é alto e delgado; o das irlandesas baixo e quadrado; o das inglesas curto e carnudo; o das portuguesas, pequeno e seco.

Os maiores pés são atributos dos noruegueses, dos suecos e dos alemães; os mais pequenos pertencem aos norte-americanos.

Quando Atenas estava no seu apogeu, os pés gregos eram, de toda a humanidade, os mais proporcionados e perfeitos.

Já nos referimos à linguagem dos pés:

http://bagosdeuva.blogspot.com/2008/04/linguagem-dos-ps.html

Ao significado das unhas:

http://bagosdeuva.blogspot.com/2008/01/tambm-h-unhas-nos-aores.html

Como dormem as mulheres:

http://bagosdeuva.blogspot.com/2008/03/como-dormem-as-mulheres.html

Como conhecer as mulheres pelo andar:

http://bagosdeuva.blogspot.com/2008/03/conhecer-as-mulheres-pelo-andar.html

E...às orelhas:

http://bagosdeuva.blogspot.com/2008/02/ai-as-nossas-orelhas.html

Brecoqhou nos Açores

Vindo de Brest (Normandia), o Brecoqhou, de bandeira francesa, chegou no começo deste mês à marina da Vila do Franca do Campo e de seguida permaneceu na marina da Cidade de Ponta Delgada (ilha de São Miguel). Esteve na Vila da Madalena (ilha do Pico); Marina da cidade da Horta (ilha dos Faial); Marina da Vila das Velas (ilha de São Jorge); Praia (ilha da Graciosa) e Marina da cidade de Angra do Heroísmo. Voltou à ilha do Pico (Vila das Lajes) e Marina da Horta (Ilha do Faial). Dois tripulantes regressaram já de avião – Castelo Branco (ilha do Faial) – Brest.

Angra do Heroísmo (marina)

O Brecqhou está novamente na marina da cidade Património Mundial, Angra do Heroísmo, donde iniciará a viajem de regresso à Normandia.

Hubert Perier e Gabrielle Turgis

A tripulação que se reabasteceu de vinho de Verdelho, produzido e engarrafado pela Casa Agrícola Brum Lda. (Museu do Vinho dos Biscoitos) é a seguinte: Hubert Perier, Capitão; Gabrielle Trugis, segundo capitão. Equipa: Philppe Deguette; Alain Bachy e Jacqueline Bachy.

Paula Soares: um exemplo

Esta simpática jovem é oriunda de Corroios, Seixal e trabalha como Assistente Social na Fundação Padre Félix, em Aveiro, tendo escolhido este ano os Açores para gozar umas merecidas férias.

Sempre atenta aos mais necessitados, Paula Soares, viu com “olhos de ver” não só as belezas naturais daquela Região Autónoma, mas também a vivência das suas gentes, incluindo os mais carenciados.

Paula Soares abraçou a vida de uma forma diferente que não há tempo a perder.

Encontrámo-la num dos locais mais saudáveis dos Açores, os Biscoitos (ilha Terceira), depois de um reconfortante banho de mar, na Calheta, paredes-meias com as típicas curraletas de vinha da “Verdelho dos Açores”. Durante uma breve conversa disse-nos:

A Fundação completará 20 anos, no próximo ano. Desde 2001, a Fundação Padre Félix prossegue os objectivos da valência de Atendimento/Acompanhamento Social (Intervenção Comunitária), através de Acordo de Cooperação com a Segurança Social, o que permitiu a contratação de pessoal técnico, neste caso, uma Técnica de Serviço Social. Até então, a Fundação apoiava as pessoas mais carenciadas tendo por base o voluntariado e a boa vontade de todos os que sentiam o chamamento da solidariedade e da responsabilidade social.

E acrescentou:

Entendo que a vida comunitária é uma base para toda a nossa vivência. Se formos amparados, apesar da nossa origem familiar e de todos os problemas existentes, poderemos tornarmo-nos melhores cidadãos e permitirmo-nos a sonhar com um futuro melhor. Uma comunidade que espera continuamente a intervenção do Estado, não prova o seu poder, a sua capacidade de iniciativa, nem a urgência das necessidades que sente. É sempre melhor começar com a iniciativa local, de quem conhece a terra e tem influência positiva sobre esta e os seus elementos, unindo todos em prol de um objectivo, o de prover a todos o cumprimento dos direitos de cidadania.

BDU deseja a esta jovem Assistente Social as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Dream Catcher na Praia da Vitória

Com bandeira canadiana, esteve na marina da cidade da Praia da Vitória o Dream Catcher construído em La Rouchlle (França).
À chegada à ilha Terceira, o seu capitão, Paul Montgomery, teve as boas vindas da sua mulher e filha, Sharon e Alexis.

Como já vem sendo hábito das tripulações dos barcos que portam na Praia da Vitória e em Angra do Heroísmo, estiveram no Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., onde se "abasteceram" de vinho de Verdelho.
Recordamos que as tripulações das naus e caravelas da Rota das Índias, ao ancorarem na angra, que deu o nome à cidade Património Mundial, reabasteciam-se também de vinho de Verdelho produzido nos Biscoitos.

Ceifeiros de Bemposta nos Biscoitos

Os intercâmbios entre grupos de folclore das ilhas dos Açores com os de fora daquela Região Autónoma são uma realidade saudável.

Assim aconteceu com o Rancho de Folclore e Etnografia “Os ceifeiros de Bemposta”, pertencente à freguesia de Colares (Loures), que a convite do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar e Conhecer” se deslocou à ilha de Jesus Cristo, onde também participou no Festival Internacional de Folclore da ilha Terceira (COFIT).

Acompanham os “Ceifeiros de Bemposta” os dirigentes desta instituição cultural, incluindo o seu presidente, Francisco Martins e a Vice-Presidente da Federação de Folclore Português, Engenheira Manuela Carriço.

Directores dos dois Grupos

Eng.ª Manuela Carriço, Vice- Presidente da Federação de Folclore Português

O Rancho de Folclore e Etnografia “Os ceifeiros da Bemposta” actuaram em vários locais nomeadamente na Praça Velha (Angra do Heroísmo); Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo); Num desfile pelas ruas da Cidade da Praia da Vitória e na Praça de Toiros da Ilha Terceira.

Do seu reportório salientamos: Ai Solidó Solidó; Vira das ceifeiras; Valsa a Dois Passos; Vira o Vento; Eleio; Abegão; Bico e Tacão; Verde-gaio Verdeguito; Vira de Seis; Verde-gaio; Passado; Pregões; Vira das Vindimas; Vira Batido e Tamanquinha.

Este Rancho de Bemposta filiado na Federação de Folclore Português, na Fundação INATEL e sócio efectivo da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa foi superiormente acolhido pelos directores do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar é Viver” de que é seu Presidente António Melo, tendo os mesmos proporcionado uma volta à Ilha aos visitantes, com passagem pela freguesia dos Biscoitos.

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

"Verdelho dos Açores" (fotos)






"Verdelho dos Açores" :
características

Domingo, 17 de Agosto de 2008

Malmequeres de Lourosa nos Biscoitos

Num intercâmbio com o Grupo de Folclore Cantares das Eiras, da Vila das Lajes (ilha Terceira), encontra-se no Concelho da Praia da Vitória o Grupo de Malmequeres de Lourosa.

O saudável intercâmbio trouxe aos Açores cerca de quarenta pessoas deste Grupo de Santa Maria da Feira, tendo já actuado anteontem na Praia da Vitória, ontem na Vila das Lajes e hoje volta a exibir-se na freguesia de Agualva. Acompanha este Grupo de Lousada, a sua Presidente e Professora de Música, Arminda Coelho.

Os directores do Grupo anfitrião, João Moniz, Ricardo Martins (Presidente) e Emanuel Gouveia, proporcionaram aos visitantes uma visita à ilha Terceira, com paragem na freguesia dos Biscoitos, onde visitaram o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., provando o genuíno Verdelho.

Dirigentes dos dois Grupos

Segundo um dos membros da direcção do Grupo Lajense: a vinda do Grupo de Folclore de Lourosa, nada tem a ver com o Festival Internacional de Folclore que se realizou na ilha Terceira

A poetisa/fadista Irene da Silva Ferreira(dirigente) que empresta a sua voz no coro do Grupo de Malmequeres disse: fiz a letra de um fado dedicado a aquilo que eu passei desde a minha infância – “A história da minha vida”.

O Presidente da Junta de Freguesia das Lajes, Elmano Nunes, que com frequência aparece no Museu do Vinho dos Biscoitos da família Brum, fez-se acompanhar de sua mulher Maria João Nunes e das primas Dr.ª Kátia Teixeira Ribeiro, médica neonatologista no Rio de Janeiro (Brasil) e da Dr.ª Nathalia Fernanda Ribeiro Prado Vasques, administradora de empresas.

Yemanja nos Açores

Yemanja na ilha do Porto Santo

Vindo de Lorient (França) encontra-se na marina da cidade da Praia da Vitória o Yemanja, a deusa dos pescadores e do mar (no Brasil), sendo a tripulação constituída pelo Professor Doutor Herve Perroud (Geofísica) da Universidade de Pau (França) e pela Professora Doutora Mayglis Morel (Latin) da mesma Universidade.

Depois de ter zarpado de França, o Yemanja tocou Espanha, Portugal continental, ilha da Madeira, ilha do Porto Santo e a ilha açoriana de Santa Maria.

Dentro de dias estará na marina da cidade de Angra do Heroísmo, seguindo viajem até à ilha de São Jorge e Marina da cidade da Horta (ilha do Faial), donde regressará directamente para Lorient.

Como vem sendo hábito com as tripulações dos iates, que portam as baías de Praia da Vitória e Angra do Heroísmo, Herve Perroud e Mayglis Morel estiveram no Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., nos Biscoitos. E, tal como as tripulações das naus e caravelas que no regresso das índias orientais e ocidentais (Rota das Especiarias) abasteceram-se para a viajem com o Vinho de Verdelho daquela Região (De)marcada da ilha Terceira.

BDU agradece o envio das fotografias e deseja uma boa estada nos Açores .Que “Yemanja” e o Vinho da ilha Terceira vos acompanhe.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

Vycpalek's Ensemble são Enófilos

No passado dia 13 (quarta-feira), fugidos do programa estabelecido e da chuva miudinha, os elementos do Vycpalek’s Ensemble de Praga (República Checa), que participam no XXIV Festival Internacional de Folclore da Ilha Terceira 2008, organizado pelo COFIT – Comité de Festivais Internacionais da ilha Terceira, que termina hoje na ilha Terceira (Açores), preferiram conhecer a história da cultura da vinha e do vinho dos Biscoitos.

O espírito brilhante e sólido dos jovens checos com o "Da Resistência"

Nunca falta força a quem sobeja inteligência

Durante boa parte da manhã e começo da tarde estiveram no Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., num convívio salutar, entrando no diálogo o Verdelho.

O Grupo Checo, de que fazem parte Ratmír Svnkevic, Marta Svnhevicova, Martin Sunkevio, Tomás Novotny, Venda Mahelka, Katka, Káva, Petik, Vosta Mahelva, Gabriella Mahelková, Martin Tluthor e Karel Mamelka, ainda em território “Da Resistência” e tendo como tradutor o Verdelho disseram:

A Republica Checa tem zonas de vinhos, como Bohemia; Znojmo-Mikulov; Hustopede- Hodonin; Bzenec-Stráznice.

Grande parte das vinhas da zona de Boémia está situada junto ao Rio (Elba). Os seus vinhos são produzidos a partir das castas Muller-Thurgau, a Riesling do Reno, a Pinot Blanc e a Gewurztraminer.

Um "Donatário" tão loiro e simpático como a Katka

Para além dos vinhos brancos “Da Resistência” e do “Donatário”, produzidos e engarrafados pela família Brum, que adoraram, tiveram ocasião de saborear as boas bananas biscoitenses.

Um dos elementos disse ao “Da Resistência”: as viagens de uma utilidade indiscutível não são as de mera diversão, mas as de alargar os domínios da ciência e propagar a verdadeira cultura.

Mas, também é necessário ter cultura para entender quando se deve fugir do protocolo...

Marta Sunkevicova, Martin Sunkevio e Ratmír Svnkvic

O Inzenir Geodezie Ratmír Svnkevic referindo-se à estada do grupo na ilha Terceira disse:

Na ostreavé Terceira se nám velmi líbí, zejména ocenvjene privetivost místních lidi’.

BDU agradece ao Engenheiro Ratmír Svnkevic as simpáticas palavras e ao Vycpalek's Ensemble que o seu exemplo seja contagioso.

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Técnicos Cabo - verdianos nos Biscoitos (1)

Esta embaixada da República de Cabo Verde, durante a sua estada na freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, fez questão de se deslocar à sede da Confraria do vinho Verdelho dos Biscoitos, para apresentar cumprimentos ao seu Grão-mestre Jácome de Bruges Bettencourt(Cônsul Honorário de Cabo -Verde nos Açores).
Aí o Presidente desta associação enófila recordou o passado histórico dos Biscoitos e da importância do seu vinho de Verdelho. Referindo, também, o número de produtores individuais e as associações ligadas ao sector vitivinícola daquela região vinhateira da ilha Terceira.

O Grão-mestre recebendo os visitantes

Os simpáticos visitantes ouvindo falar dos Biscoitos e do seu vinho

Os engenheiros Ana Paula Levy e Lindorfo Ortet na sede da Confraria do Verdelho

O Presidente da associação denominada de Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos com algum humor disse: a Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, não é uma associação de produtores, nem produz vinho... e acrescentou: nos Biscoitos existem duas associações a Adega Cooperativa dos Biscoitos (associação de produtores) e esta Confraria (associação de enófilos: amigos do vinho).
Também é frequente alguém confundir, pensamos por ignorância, o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., com a Adega Cooperativa dos Biscoitos e também com esta Confraria, quando são três instituições distintas.
O Grão-mestre da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos referiu-se ao aumento qualitativo do vinho dos Biscoitos, por parte de alguns produtores/engarrafadores nos últimos anos.
Durante a visita entregou a Revista VERDELHO, editada por aquela Confraria, ao grupo cabo-verdiano que se deslocou à Praia da Vitória, com o Restaurante "Quinta da Montanha" para participar na Feira Gastronómica do Atlântico.

Técnicos Cabo - verdianos nos Biscoitos

O agrónomo Lindorfo Ortet e sua mulher a agrónoma Eva Teixeira Ortet, deslocaram-se em 13 de Agosto corrente, aos Biscoitos, acompanhados do Cônsul de Cabo Verde nos Açores Jácome Augusto de Bruges Bettencourt, afim de contactarem com a realidade vitivinícola daquela Região (De)marcada e provarem os vinhos produzidos pela centenária Casa Agrícola Brum Lda., em prova o mais procurado vinho dos Açores: o branco “Donatário”, bem como um outro tranquilo produzido e engarrafado pela família Brum, o Da Resistência”, seguido dos generosos “Chico Maria”.

Na comitiva encontrava-se a Eng.ª Técnica Agrária pelo Instituto Tchernoxolev, da Bulgária, Ana Paula Levy, que trabalha em investigação, como selectora/produtora de sementes de flores e horto-frutíferas, no I.S.A. Instituto Superior de Agronomia (ilha de Santiago); Lourdes Borges, técnica informática (mulher de Jorge Borges, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros; Fany Teixeira empresária de poços de água e prospecção geofísica de água subterrânea e Inês Pereira Furtado, empresária em Angra do Heroísmo.

O agrónomo Lindorfo Ortet apreciando as vinhas e as uvas da
"Verdelho dos Açores" nos Biscoitos


Em primeiro plano a Deputada Eng.ª agrónoma Eva Ortet

Lindorfo Ortet na degustação do "Donatário"

O Cônsul de Cabo Verde nos Açores, Jácome de Bruges Bettencourt
com Lourdes Borges e Lindorfo Ortet

Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

"Avventure nel monde" nos açores

Vinte pessoas, vindas de Roma (Itália), lideradas pelo experiente Simone Puedroni, estão percorrendo desde do dia seis deste mês a ilhas do Faial, Pico, São Jorge e Terceira, utilizando como transporte terrestre o autocarro, a bicicleta, fazendo também muitos quilómetros a pé.

Ontem percorreram alguns trilhos nas freguesias da Serreta e do Raminho (concelho de Angra do Heroísmo), a zona não classificada da cultura da vinha dos Biscoitos, situada na orla marítima desta freguesia vinhateira da Ilha Terceira e o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.


Este grupo pertence à "associação cultural Avventure nel mondo que desde 1970 tem promovido e implementado uma verdadeira exploração turística no mundo, fora de cada canal de turismo organizado. Através de estudos e pesquisas, tem vindo a desenvolver projectos e programas de difusão e divulgação da viajem apenas como meio de conhecimento e de enriquecimento.
A Direcção e Redacção da revista "Mundo Aventura" estão empenhadas na divulgação da viajem como fenómeno cultural através de publicações, exibições e conferências".
Muitos grupos de estudos têm nascido nos últimos tempos.

Fonte: Avventure nel Mondo

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Sucessos do espírito

A análise é sem dúvida útil na psicologia, porém mata a imaginação. É-nos difícil descrever o que observamos, atentos, à fisionomia de três conspícuas senhoras que espalharam, ontem, simpatia e alegria pela Ilha de Jesus Cristo.

A simplicidade é o enfeite das almas mais elevadas

A Doutora Patrícia Alexandra Brás Mamede, seguindo o exemplo do seu pai (o grande Fernando Mamede), que com determinação já cortou a meta, sendo uma distinta advogada. As Doutoras Janaína Baptista Soares Parreira e Filomena Valadão Dias, formadas em psicologia clínica e actualmente a concluírem o mestrado no ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

A terceirense Patrícia Valadão Dias, natural da Vila das Lajes, recordou-nos, com orgulho, que é neta do Ti Cândido Linhares, antigo colaborador, na Loja de Ferragens, da Firma Ramiro Menezes daquela Vila, concelho da Praia da Vitória. Durante a agradável conversa adiantou-nos: daqui a três anos regresso à ilha Terceira para "assentar arrais".

Tivemos a felicidade de as encontrar quando se banhavam nas águas límpidas da freguesia dos Biscoitos, paredes meias com as vinhas da "Verdelho dos Açores". Mais tarde fizeram uma visita ao Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., onde conheceram o generoso "Chico Maria".

Em jeito de diagnóstico diríamos que a beleza do corpo inspira o amor, a da alma procura a estima e a do espírito exalta a admiração.

BDU deseja-lhes uma boa estada nos Açores e os maiores êxitos pessoais e profissionais.

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Provas de vinhos na Feira do Atlântico

Desde do dia 1 (sexta-feira) até ontem dia 11, feriado municipal, se realizaram provas de vinhos das 12H30 às14H00 e das 18H00 às 20 H30, numa organização conjunta da Câmara Municipal da Praia da Vitória e AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho, com a colaboração da Confraria mais antiga dos Açores, a do Vinho Verdelho dos Biscoitos.

Franceses presentes na prova

Francis, comandante do Vida Viva fez questão de conhecer também
o produtor engarrafador do "Quinta das Vinhas", José Manuel Cardoso.


Uma acção que reuniu muitos enófilos portugueses e estrangeiros, assim como curiosos.

Estiveram presentes nas provas dos vinhos do Arquipélago dos Açores, o Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Dr. Roberto Monteiro e os Vereadores Dr.ª Paula Ramos e Carlos Costa, em representação do único município açoriano que aderiu à AMPV, o Presidente da CVR – Açores, Dr. Manuel Serpa e o Presidente da Câmara de Provadores da CVR -Açores, Eng.º Dias Cardoso. De registar a presença sempre agradável do Grão-mestre da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, Eng.º Jácome de Bruges Bettencourt, do Vice Grão-mestre da Confraria da Alcatra, Sílvio da Silva Lourenço e membros daquelas duas confrarias da ilha Terceira.

O Eng.º Dias Cardoso fez uma breve introdução para referir que nos Açores já existem produtores individuais com vinhos bem diferentes do passado, apresentando uma qualidade que não envergonha aquela região autónoma. E referiu: os Biscoitos têm vinhos que se destacam de outros, pelos grandes cuidados desde a colheita, numa vinificação controlada que resultaram em produtos que primam em bons aromas, deixando uma “memória” muito agradável.

Na verdade as novas tecnologias tem sido uma mais valia para os vinhos açorianos, destacando-se daqueles mais rústicos e que continuam a ocupar o espaço a eles destinado.

O Engº Dias Cardoso, Presidente da Câmara de Provadores da CVR-Açores,
rendido perante o "Donatário" da ilha Terceira.

Já no Wine Festival realizado de 12 a 14 de Junho deste ano (2008) no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, dois vinhos dos Açores se haviam já destacado, o “Donatário” produzido e engarrafado pela Casa Agrícola Brum Lda. e o “Vinha Branca” produzido e engarrafado também por outro produtor individual, Dimas Simas Lopes, ambos dos Biscoitos, Concelho da Praia da Vitoria, ilha Terceira.

Têm sido estes dois vinhos produzidos com a casta da “Verdelho dos Açores” os mais procurados por quem visita a ilha Terceira. Felizmente (?) que a produção é diminuta e praticamente só poderão ser apreciados e adquiridos na ilha de origem.

Lindorfo e Eva Ortet na Praia da Vitória

Em viajem de divulgação da gastronomia cabo-verdiana, está na ilha Terceira o internacionalmente conhecido Lindorfo Ortet, que se faz acompanhar pela sua mulher Eva Ortet, Engenheira Agrónoma e Deputada Nacional do Parlamento Cabo-verdiano pelo PAICV, Partido que sustenta o Governo.

Lindorfo Ortet é Engenheiro Agrónomo pela Universidade Vassil Kolarov (Bulgária), actual Universidade Agrícola de Plovdiv e Mestre pela Universidade de Louvain-la-Neuve (Bélgica). Teve um papel preponderante na descrição da Vitivinicultura na ilha do Fogo, financiado pela Coop. Italiana). Actualmente é sócio – gerente da Pousada Quinta da Montanha, unidade de Turismo Rural e Eco turismo, em Rui Vaz, ilha de Santiago.

Um diálogo muito interessante entre Dias Cardoso e Lindorfo Ortet, sobre a cultura da vinha, colheitas e produções de vinhos na ilha do Fogo. Atentos o Presidente da CVR-Açores, Manuel Serpa, José Manuel Cardoso, produtor engarrafador do conhecido vinho branco "Quinta da Vinhas" e do Cônsul Honorário da Republica de Cabo Verde nos Açores, Eng. Jácome de Bruges Bettencourt.

O Eng. Lindorfo Ortet, num dos repastos no seu restaurante Quinta da Montanha, durante a Feira do Atlântico que terminou ontem na cidade da Praia da Vitória, disse-nos: esta experiência da Feira dos Açores foi muito boa, muito interessante, abriu-nos mais horizontes na nossa actividade, uma das quais irá ser uma prova de vinhos na Quinta da Montanha, com o alto patrocínio da CVR – Açores – Comissão Vitivinícola dos Açores, estando representados todos os produtores da ilha do Fogo, para além da representação portuguesa.

Alguns dos pratos tem raízes no Continente Africano, mas com influências europeias. Tivemos uma vez mais a oportunidade de saborear o grande prato nacional, a imperdível Cachupa, cozinhada com milho, feijão, chouriço, carne de porco, numa argamassa perfeita com o tinto “Monte Losna”, produzido e engarrafado por Fontes Freire Lda. (Chã das Caldeiras - Ilha do Fogo).

O afável casal Ortet recebeu, durante a Feira do Atlântico, as melhores referências à gastronomia e vinhos apresentados pelo Restaurante da Pousada Quinta da Montanha.

Será que os Açores aprenderam como se deve representar a sua região em futuros eventos a realizar além fronteiras no que concerne à gastronomia e vinhos?

PAVH

Elmino Pacheco Fernandes na ilha Terceira

Acompanhado de sua mulher Zélia Fernandes, encontra-se a passar férias na sua terra natal o Professor Elmino Fernandes. Viajaram com o casal Fernandes para os Açores o seu filho Emanuel Borges de Freitas a nora Ana Saragoça (com forte ligações à Banca) e ainda Maria Zita Borges Valadão e Zaida Maria de Freitas.
Este simpático grupo já percorreu boa parte da ilha Terceira, tendo o Professor Elmino Fernandes visitado a freguesia dos Altares e a Vila das Lajes, locais onde viveu.
Elmino Fernandes fez questão de se encontrar nos Biscoitos, com a família Brum e com o Verdelho.

Elmino Pacheco Fernandes e Família no Museu
do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.


BDU deseja a todos uma boa estada naquela ilha açoriana.

Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Turdus Merula com casa nas vinhas dos Biscoitos

Ignorando a carta de risco geológico da ilha Terceira, Turdus Merula (melros pretos) continuam, descaradamente, a construírem casas na Paisagem não Protegida da Cultura da Vinha dos Biscoitos. E eles comem tudo...e eles comem tudo.

A utilização de novos materiais de construção, plásticos, é já uma constante...

Domingo, 10 de Agosto de 2008

Carlos Borba nos Açores

Como sucede todos anos, Carlos Ávila de Borba e sua mulher Anna Ávila de Borba encontram-se de férias na ilha Terceira, onde mantêm amizades.
Treinador Profissional, Carlos Borba encontra-se a trabalhar presentemente no Japão com atletas olímpicos, na Universidade de Chukyo, Departamento de Treinadores de Desporto.
Ao longo da sua carreira como treinador já trabalhou nos Estados Unidos da América, Alemanha e Finlândia com atletas das seguintes modalidades:
Patinagem Artística no Gelo; Atletismo; Ski Alpino; Natação Sincronizada; Saltos de Ski.
Tem sido treinador e preparador físico dos Campeões Mundiais de Patinagem Mao Assada, Miki Ando e do melhor mundial Daisuke Iskahasi. Estando com este último nos Jogos Olímpicos da Turin (Itália) em 2006.
Também é treinador (integrado na equipa de trabalho), do Campeão Olímpico do Lançamento do Martelo Koji Murotushi, Campeão Olímpico em Atenas e presente nos Jogos Olímpicos que estão a decorrer na China.
A Professora Doutora Anna Ávila de Borba foi destacada atleta de Heptatulo (7 disciplinas de atletismo), sendo actualmente Professora em Literatura Alemã na Universitária de Augusburg.

O simpático casal à conversa com o Verdelho. Todos os anos vão ao Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., reabastecer-se do genuíno vinho de Verdelho. Será este o segredo de tantos campeões olímpicos? Mas... segundo o Verdelho, ficamos sabendo que está fora dos planos de Carlos Ávila de Borba regressar a Portugal como treinador profissional.

BDU deseja ao casal Ávila de Borba os maiores êxitos e que o Verdelho os acompanhe sempre!


Sábado, 9 de Agosto de 2008

Deputada Ana Isabel Moniz nos Biscoitos

A Professora Doutora Ana Isabel Damião de Serpa Arruda Moniz e o Dr. Camilo Moniz, Director Geral da Zon TV Cabo Açoreana, S.A., visitaram ontem com grande interesse a Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha dos Biscoitos, na ilha Terceira, bem como o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.
O simpático casal ficou a par da história da vinha e do vinho daquela região (de)marcada, assim como da qualidade dos vinhos produzidos pela família Brum e das perspectivas futuras para a vitivinicultura biscoitense. Comunicaram com as duas castas recomendas para aquela região, a "Verdelho dos Açores" e o "Terrantez da Terceira", tendo mais tarde havido um interessante debate com os vinhos brancos "Donatário" e "Da Resistência", intervindo, também, o conhecido "Chico Maria".
De realçar que a cativante Ana Isabel Moniz, Professora de Economia na Universidade dos Açores e Deputada pelo Partido Socialista na Assembleia Legislativa dos Açores acabou por votar no Verdelho produzido por aquela mais do que centenária Casa Agrícola da ilha Terceira.

João Gonçalves Matos

Encontra-se de férias, em casa de familiares, na Vila das Lajes, na ilha Terceira, o Designer Gráfico João Matos, funcionário de uma editora de revistas e jornais em Lisboa. Com frequência faz publicações sobre vinhos, como suplementos de vinho para o Jornal Expresso, Revista Exame e Clube de Vinhos do Continente.

Ia a caminho da orla marítima dos Biscoitos, quando me apercebi que estava perto do Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. e não resisti a visitá-lo.

BDU deseja-lhe uma boa estada naquela ilha do arquipélago dos Açores.

Gastronomia Cabo-Verdiana

Enriquece feira da Praia da Vitória

O restaurante da Pousada da Quinta da Montanha na ilha de Santiago, República de Cabo Verde, em boa hora, foi convidado para estar presente na cidade da Praia da Vitória, como principal responsável, este ano, pelos sabores estrangeiros naquela que é a melhor mostra gastronómica que se faz nos Açores, agora na sua IX edição, como Feira Gastronómica do Atlântico.

Sem dúvida foi uma feliz iniciativa, para além da prova provada, que Cabo Verde é um dos países africanos, que nos últimos tempos, mais se tem desenvolvido, sem esquecer a vertente do turismo, uma das suas maiores potencialidades.

Esta iniciativa, evidentemente, se merece o aplauso a Roberto Monteiro e Carlos Armando Costa, encontrou, simultaneamente, o apoio dos órgãos do governo deste país arquipelágico, sem esquecer a Cabo Verde – Investimentos, a Embaixada de Cabo Verde em Portugal e do seu Cônsul nos Açores, Jácome de Bruges Bettencourt, um entusiasta de tudo o que promova este pequeno País, que representa.

Eva e Lindorfo Ortet proprietários da Pousada da Quinta da Montanha
com o Presidente da C.M.P.V

O próprio Embaixador Arnaldo Andrade Ramos fez questão de se deslocar à Terceira (é a terceira vez que visita esta ilha) afim de participar no dia dedicado a Cabo Verde, no passado domingo, 3 de Agosto, em que houve provas de vinhos da ilha do Fogo, um almoço bastante concorrido, animado por Óscar Reis, Lindorfo Ortet e Carlos Alberto Moniz, que tocaram (viola) e cantaram. Presentes para além de autoridades, uma ampla assistência da comunidade existente na ilha de Jesus. À noite actuaram, junto ao areal da Praia da Vitória, Calu Moreira e a sua Banda, bem assim Jenifer Almeida, que encantaram a numerosa assistência amante da música cabo-verdiana (mornas e coladeiras).

Lindorfo Ortet, Óscar Reis e Carlos Alberto Moniz
animaram o almoço Cabo-Verdiano

Calu Moreira e a sua Banda

A Pousada Quinta da Montanha, localizada nas montanhas de Rui Vaz, no interior de Santiago, vem proporcionando ao longo destes onze dias alguns dos mais saborosos pratos típicos, em que qualidade e variedade foram uma constante.

O grande prato nacional, tanto apreciado, a cachupa, nas suas variantes, a Djagacida, o guisado de S. Nicolau, cabritada com xarém, galinha com totoco, galinha com molho de mancarra, carneiro com mandioca e couve, filete de serra, cozido de peixe seco com molho de coco, caldeirada de lula à Montanha, polvo gratinado, caril de atum com leite de coco, arroz de lapa, entre outros admiráveis manjares, isto com acompanhamentos em que sobressaem a batata doce, banana frita, mandioca frita, xarém, couve com chouriço, etc.

No capítulo das abundantes sobremesas, o doce de leite à Quinta da Montanha, doce de papaia com queijo de cabra fresco, mousses de limão, manga e calabaceira, pudim de queijo, doce de mancarra, doce de azedinha, aranha de papaia, doce de caju, cuscus de mel, filos de banana com mel entre outras especialidades.

Embaixador de Cabo Verde em Portugal, Cônsul de Cabo Verde nos
Açores e Presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória.

Para beber marcaram presença os vinhos de Chã de Caldeiras, na ilha do Fogo (branco tinto e rosé), os licores de Santo Antão, sumos de calabaceira, tamarinho, bissap, ou maza, cerveja Ceris e a para finalizar uma refeição o famoso groge (aguardente de cana) de Santo Antão, o café do Fogo ou um chá de xali, de folha de abacate ou gengibre.

Perante isto vale a pena provarem-se os sabores praticados neste autêntico “laboratório” de sabores das majestosas montanhas de Rui Vaz, em Santiago.

A.H.F.

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Agrupamento 943 de Assomada

O Clã S. Valentim, nº5 sediado em Assomada, concelho do Caniço, da Região Autónoma da Madeira, está neste momento na Região Autónoma dos Açores. Segundo um dos seus membros: partimos com o objectivo de conhecer os vizinhos atlânticos.
Depois de terem andado pelas ilhas de São Miguel e Terceira, este grupo encontra-se agora na ilha do Pico, onde está prevista a subida à montanha mais alta de Portugal. Seguidamente atravessarão o canal para conhecerem a ilha do Faial.
De referir que o Clã S. Valentim está sendo orientado pelo seu Chefe Damião Coelho, um conhecedor dos Açores.
O seu relações públicas adiantou-nos: quando chegamos à ilha Terceira, movidos pela curiosidade de entender um pouco mais acerca do processo que resulta nos vinhos que podemos depois encontrar nas nossas mesas, parámos nos Biscoitos para visitar o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda., uma referência na região.

Sempre à alerta
BDU deseja a este discípulos de Baden Powell um boa estada naquele arquipélago.

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

A Sé de Angra

A Sé de Angra e uma chaminé de mãos postas...
A 11 de Outubro de 1535 foi criado o bispado de Angra.

A respectiva bula designava para Sé a igreja de São Salvador, em Ponta Delgada, da ilha de São Miguel.

Deste erro resultou que uns entendiam dever ser a capital micaelense a sede do bispado, outros sustentavam, naquela época, que devia ser a capital terceirense, a honrada com esta distinção, pois era das ilhas a que tinha com a invocação designada na bula.

Prevaleceu a segunda opinião, provavelmente porque houve mais diligentes procuradores por parte da cidade de Angra.

Os micaelenses nunca se preocuparam muito por questões honoríficas.

Resolvida a pendência era necessário que a igreja designada para Sé do novo bispado reunisse as precisas condições.

Para isso necessitava -se ampliar o antigo templo de S. Salvador d’Angra.

As diligências do prelado D. Nuno Álvares Pereira, secundadas pelas doutros que tinham influencia na corte foram afinal atendidas.

Eis o teor do Alvará:

“ Eu El-rei, Faço saber aos que virem, que por serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo e à obrigação que tenho como Governador e Administrador que sou da Ordem de Cavalaria do Mestrado de N.S. Jesus Cristo: Mando ora fazer de novo a Igreja da Sé, na cidade d’Angra, na ilha Terceira.

Pelo que Hei por bem e Me Apraz, enquanto a obra durar se entreguem da minha Fazenda, cada ano se entreguem da Minha Real Fazenda, cada ano, á pessoa que servir de Recebedor de dinheiro que se nella despender, três mil crusados para despesas da dita obra, que serão pagos pelo Feitor da ilha de S. Miguel pelo primeiro rendimento que cada anno tiver o pastel. E por tanto Mando ao feitor da dita ilha de S. Miguel, que adiante for, que antes que faça despeza alguma cada anno, de rendimento do tal pastel, por importante e necessária que seja, entregue que seja, entregue ao dito Recebedor do primeiro deste mez de Janeiro de 1568 em diante, três mil crusados cada anno, em quanto tal obra durar, sem embargo de quaesquer provisões e regimentos que sobre isso haja em contrário. E pelo treslado deste Alvará, que será registado no livro da despesa do Feitor pelo escrivão da Feitoria com conhecimento em torna do dito Recebedor&&. Alvaro Fernandes o fez em Lisboa ao dez de Janeiro de 1568. Manoel Soares o Fez escrever. O CARDEAL INFANTE. O Conde D. Fernando.”


O cardeal Infante que assinou este diploma foi D. Henrique, então regente em nome do Rei Desejado, D. Sebastião e mais tarde seu sucessor.

Os micaelenses perderam o pleito sobre se deveria ser em S. Miguel ou na Terceira, a sede do bispado nos Açores.

Todavia foi à custa de impostos cobrados na Ilha de São Miguel é que se construiu a Sé.

E não pareça que eram qualquer insignificância os três mil cruzados que esta Ilha deu anualmente para a construção da Sé episcopal.

O trigo naquele tempo vendia-se a menos de 50 reis o alqueire, ou menos de 3#000reis o moio.

Reputando-se agora a 40#000 reis o moio temos os 3:000 cruzados de 1568 rendiam pelo menos 24 contos da actualidade.

Ao prelado em 1535, foram assinadas as congruas seguintes:

Bispo, 500 crusados; Deão, Mestre-escola, Chantre, Thesoureiro- Môr e Arcediago, a cada um 16#000 rs. a 14 conegos, 12#000 rs. a cada um.

Em 1568, já o Bispo se assinou 400#000 reis de dote e mercê 200#000 rs.para despesas em visitas às outras ilhas, com a obrigação de só lhe serem pagos os 200#00 reis quando residissem no bispado.

Além disso taxou-se-lhes mais 2#000 por cada visita à igreja de S. Sebastião de Ponta Delgada e 18#000 reis por todas as outras d`desta cidade. Por cada uma das outras visitas 30#000 reis.

Se hoje se desse a um Prelado proventos equivalentes, considerar-se ia isso enorme esbanjamento.

Nos antigos tempos remuneravam-se bem melhor os serventuários do estado.

È verdade que o numero d´elles era imensamente menor.

Desde que começamos a empresa de funcionalizar o país inteiro, veio a necessidade de retribuir mais parcamente os empregados públicos.

Notam-se grandes desigualdades entre as suas diferentes classes, pois a algumas se paga ainda como há 60 anos.

Não obstante, há sempre muito por onde escolher quando se trata de preencher qualquer vaga”.

F.M.Supico. no Almanach Açores AnnoII 1905. Página 124 a 126 Sousa & Andrade. Angra do Heroísmo.

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

João José Carvalho Ghira

Na companhia da sua Esposa, Dr.ª Maria da Conceição Santos Ghira, encontra-se nos Açores, o Eng.º João Carvalho Ghira, figura de destaque no mundo vitivinícola.

Ontem de tarde visitaram a Região (De)marcada dos Biscoitos e o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Limitada.

Natural do Cartaxo, Carvalho Ghira é Engenheiro Agrónomo pelo I.S.A. – Instituto Superior de Agronomia, e ao longo dos anos tem dado grande contributo ao sector vitivinícola. Começou por trabalhar no CNEN, actualmente Estação Vitivinícola Nacional, em Dois Portos, onde trabalhou em investigação e desenvolvimento, publicando diversos trabalhos.

Prestou assessoria em diversos gabinetes do Governo e desempenhou o cargo de Presidente do IVV – Instituto da Vinha e do Vinho de 187 a 1992.

Representou o Estado em diversas CVRs da Estremadura, desempenhando actualmente os cargos de Presidente da Comissão Executiva e do Conselho Geral.

Internacionalmente, ocupa presentemente a vice-presidência do Groupe desperts Analyse dês marchés et dês filiéres vitivinicoles de l’Office International de la Vigne et du Vin (O.I.V.), em Paris.

É co-Fundador da Associação Portuguesa de Enologia, da LASVIN – Liga dos Amigos da Saúde do Vinho e Nutrição, da Sociedade Portuguesa de Viticultura e Enologia e membro de diversas associações da classe.

Tem desenvolvido grande actividade no movimento das confrarias báquicas, sendo membro de confrarias nacionais e estrangeiras e da federação internacional.

É Confrade Honorário da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

Tem publicado diversos livros como a bela obra Os Vinhos da Estremadura, inserida na Enciclopédia dos Vinhos de Portugal.


BDU deseja ao senhor Eng.º João José Carvalho Ghira e Senhora uma óptima estada naquelas ilhas açorianas.

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Agora Comunicação

A Empresa Agora Comunicação é a responsável pelas excelentes revistas DRG-Do Restaurante & Gourmet; Da Vela; Do Barco a Motor; Da Mota; Da Moto Clássica e Do Papel.
Alguns dos seus jornalistas encontram-se de alma e coração, ou seja por sua conta e risco, na ilha Terceira, registando as belezas naturais e muito naturalmente a rica gastronomia terceirense, onde se inclui os vinhos dos Biscoitos, ao contrário de outros meios de comunicação que muitas vezes se esquecem dos vinhos daquela Região (De)marcada, bem como de uma outra, a Graciosa...Um serviço que o público não esquece.
Alice Machado, um nome sonante na comunicação social em Portugal, fez questão, desta vez, de levar consigo dois jornalistas da mesma empresa na propaganda da sua ilha, a Terceira.
Trata-se de dois profissionais, Susana Santos e Jorge Canário. Os três estiveram no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., onde trabalharam e provaram o vinho branco"Donatário" o "Da Resistência"e o generoso"Chico Maria

Jorge Canário, Alice Machado e Susana Santos

Os jornalistas Jorge Canário e Susana Santos
lendo a mensagem do "Da Resistência"



BDU deseja a estes profissionais uma boa estada naquela ilha açoriana

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Rancho Folclórico de Arcozelo da Torre

Num intercâmbio com o Grupo Folclórico Fontes da Nossa Ilha, da freguesia das Fontinhas, concelho de Praia da Vitória, estão na ilha Terceira os elementos e directores do Rancho Folclórico de Arcozelo da Torre, tendo participado nas Festas de verão daquela viva Freguesia terceirense.

Como é apanágio dos terceirenses, os anfitriões tem-se esmerado na recepção deste Grupo da A.R.C.A. – Associação Recreativa e Cultural Arcozelense.

No último fim-de-semana estiveram a noroeste da Ilha, tendo visitado o litoral da freguesia dos Biscoitos, onde se encontra a Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha e ainda o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., fundada há 118 anos na freguesia das Fontinhas, por Francisco Maria Brum.

Eles comem tudo...

Melro-preto (Turdus merula), muito comum em Portugal

Eles comem tudo...eles comem tudo... quer tenham bico amarelo, azul, vermelho ou de qualquer côr!...

Domingo, 3 de Agosto de 2008

Raízes da Terra na Praia da Vitória

Encontram-se nos Açores, mais concretamente na ilha Terceira, o jovem Grupo de Música Popular Portuguesa, Raízes da Terra, de Aguiar da Beira.
Integrado no programa das Festas de Praia da Vitória, actuaram ontem no Restaurante "Cabicanca" da Região Dão-Lafões, que a convite da organização, participa na Feira Gastronómica daquela cidade.
Como não podia deixar de ser o "Cabicanca" faz acompanhar durante as refeições vinhos da sua região.
Este Grupo, volta a alegrar corações durante a noite de hoje, no mesmo local.

Bessa Carvalho nos Açores

O Eng Bessa de Carvalho foi um dos criadores da nova unidade das Caves da Cerca em Amarante. Exerce actualmente as funções na Autoridade para as Condições do Trabalho.
Bessa de Carvalho fez-se acompanhar pela Professora Lurdes Fonseca (filha de uma Casa de produtores na Região dos Vinhos Verdes, no concelho de Felgueiras), na visita à Região (De)marcada de Biscoitos, concelho de Praia da Vitória, apreciaram a Paisagem não Protegida da Cultura da Vinha e o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda., tendo dito: quem passa pelos Vinhos é abençoado pelo deus Baco e jamais o esquecerá.

Vinho é cultura e a cultura é outra natureza

O Eng.º Bessa Carvalho na degustação dos brancos "Donatário" e "Da Resistência"

BDU deseja a estes simpáticos visitantes um boa estada naquelas ilhas do Atlântico norte.

Sábado, 2 de Agosto de 2008

O sorriso

Contrariamente ao riso, esse “exaspero jubiloso dos nervos”, que ao lançar sobre o semblante um festivo relâmpago de beleza o decompõe, o sorriso serve sempre para aformosear.

Segundo dizem, muitas das elegantes, sorriam constantemente, mas nunca riam.

O sorriso serve para o amor e para a ironia, de incentivo e de defesa. Com um sorriso arteiramente colocado, alimentam-se esperanças, criam-se simpatias. O sorriso percorre grandes distâncias, vence os maiores obstáculos, sorrateiramente, sem que ninguém o pressinta.

Às vezes parece comovido e perturbado, e feliz ou não, entreabre constantemente o guarda-jóias encantador que encerra a pérola dos dentes.

Apesar das suas variedades, o sorriso é sempre uma linguagem divina que ninguém sabe empregar sem certos graus de sensibilidade, de coração ou de inteligência.

O mau sorri pouco. O indócil raras vezes. O embrutecido nunca.

O sorriso é um raio que, pela fenda nacarada dos lábios, foge do nosso santuário íntimo.

Que cores tem os sorrisos?

Todas as cores, todos os cambiantes, todos os matizes, conformem o fogo que arde no santuário.

Os sorrisos das crianças são rosados. Os das religiosas, azuis celestes. Os sorrisos dos namorados passam do rubro fogo aos pálidos cambiantes do luar. O sorriso de uma mulher bonita é um prisma variado. O das mães é de cor da alvorada, reflectindo os olhos dos filhos.

A maneira de sorrir constitui uma arte.

É necessário evitar o sorriso forçado, néscio, pretensioso. Todavia, pode nele pôr-se um bocadinho de malícia.

Pois não é tão feiticeiro um sorriso travesso? A inocência, a melancolia e a bondade tem também os seus sorrisos. Cuidado, porém, em não sorrir muito. Lembrem-se de que, sorrindo, se rasga quase sempre o véu que oculta o nosso íntimo.

O sorriso é feito para dominar,

Quando uma bonita boca sorri é como se um raio de sol, em céu caliginoso, rompesse o seio das suas nuvens.

Um sorriso abranda a maior cólera. Domina um gigante. Rende um tirano. Escraviza um déspota.

Por um sorriso sacrifica-se uma honra, conquista-se um país.

É a arma mais forte da mulher, porque é a mais sedutora.

Num sorriso revela-se tudo. Todas as paixões, todos os afectos afloram aos lábios.

Um sorrir é a vida.

...O caso é saber sorrir.

(autor desconhecido)

Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Touradas à corda na ilha Terceira - Agosto 2008

Desde a abertura da época taurina na Terceira, que temos vindo a publicar a lista das respectivas touradas à corda. Um trabalho do senhor Orlando Melo. Foi assim em Maio, Junho, Julho e agora para este mês de Agosto:

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Agosto: Provérbios

Uvas, pão e queijo sabem a beijo.

O primeiro de Agosto o primeiro de Inverno.

Agosto tem a culpa, Setembro leva a fruta.

Agosto maduro, Setembro vindima.

Em Agosto o frio no rosto.

Quem quiser o homem morto, dê-lhe couves em Agosto.

Quem não debulha em Agosto, debulha com mão rosto.

Pede São Lourenço (dia 10) vai à vinha e enche o lenço.

Dia de São Lourenço (dia 10), vai à vinha se não achares que vindimar, hás-de achar que peniscar.

Se desejas o silvedo morto, arranca-o na lua nova d’Agosto.

Quem no Agosto cava, riquezas prepara.

A terra mexida em Agosto, à estercada dá no rosto.

Se pretendes boa madeira para edificar, corta na lua velha da preia-mar.

Casar em Agosto trás desgosto

Agosto e vindima não vêm cada dia, mas sim cada ano, uns com ganância, outros com dano.

Com o tempo maduram as uvas.

Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.

O medo é que guarda a vinha.

Pais comem uvas verdes e filhos sentem o azedo.

Quando a raposa se zanga com a vinha, muitas uvas se poupam.

Uvas, figo e melão, são sustento de nutrição.

Vindima molhada, acaba cedo e aliviada.

Vindima molhada, pipa azinha despejada.

Chuva em Agosto apressa o mosto.

Chuva em Agosto não compre mosto.

Em Agosto sardinha e mosto.

Por cima das pêras vinho bebas e tanto que nadem as pêras.

Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.

Trovoadas em Agosto, abundância de uva e mosto.