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  • Tratado de Tordesilhas: PS/PSD

    29 de Setembro de 2009 por Bruno Sena Martins

    Sem grandes pudores,  Augusto Santos Silva deu-se ao trabalho de explicar ontem no Prós & Contras como deve funcionar o Tratado de Tordesilhas entre o PS e o PSD. Santos Silva oferece-nos uma preciosa epifania do acordo tácito de repartição de poder que há muito preside à  democracia portuguesa. Imprescindível: a partir dos 44:30 deste vídeo (não dá para embutir).

    Isto não tem nada a ver com as Zonas de Protecção Especial (ZPE), com as áreas dos hospitais de Lisboa que serão desactivadas, com a Frente Ribeirinha, com os Projectos de Interesse Nacional (PIN)… No fundo isto não tem nada a ver com os homens que fazem o ordenamento do território em Portugal

    29 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

    Oh, The Temptation from Steve V on Vimeo.

    Não desgostei lá muito do resultado das últimas eleições

    28 de Setembro de 2009 por António Figueira

    Será preciso explicar porquê? Na esperança de que não me forcem a recuar à odiada aritmética infantil, deixo-vos aqui, de peito aberto, algo de completamente diferente (e raios partam aquele ou aquela que vir nesta singela homenagem ao grande Carlos Ramos uma mensagem subliminar qualquer).

    Ficções simplex

    28 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida

    Telefonaram-lhe de um jornal para comentar o seu despedimento. Despedimento? Não sei de nada. Perguntaram-lhe se tinha estado envolvido na investigação de notícias pouco agradáveis para sua excelência. Claro, noticiar era o seu trabalho, não sabia que existiam notícias para agradar. Se queriam panegíricos deviam fazer folhetos de supermercado. A única coisa estranha é que não trabalhava naquele jornal. Será a realidade é que se engana?

    A coligação responsável

    28 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida

    Não se esqueçam, de preferência, faz-se tudo por ajuste directo e quando as empresas não cumprirem as contrapartidas, pagam, em substituição, uma multinha de 10% do valor das ditas contrapartidas. Quem é amigo, quem é?
    Viva a economia de mercado suportada pelos contribuintes!

    Como eu te entendo…

    28 de Setembro de 2009 por Jorge Mateus

    mafalda

    Apoio a tolhidos de maioria absoluta

    28 de Setembro de 2009 por Jorge Mateus

    portas-muleta

    De que chateia-me! Prontos. Amigos como dantes.">De que chateia-me! Prontos. Amigos como dantes.

    28 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

    Eu só me importo de que tudo fixe, sucede aos melhores. obrigado pela sinceridade e clareza. política interna do jugular, compreendo. aqui a malta é menos sectária.

    Tenham mas é juízo

    28 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal


    CILDO MEIRELES. “Zero Dollar”. 1978.

    O Rui Tavares, permanentemente instalado naquela sua imagem suave e bem educada, falava hoje na sua coluna do “Público” de uma esquerda maioritária em Portugal. Onde!?

    Bom, depois das megamanifestações populares, de centenas e centenas de milhares de pessoas oriundas dos estratos e classes marcadamente “trucidadas” nos últimos anos (palavra de um Secretário de Estado socratista de há um tempinho), depois desta genuína voz ou vozes da esquerda nas ruas de todo o país, alguém pode alguma vez pensar que aqueles votos ontem depositados no PS pertencem à esquerda?? Porra, são todos votos contrários, sim, à esquerda, à que esteve nas ruas a lutar e a pronunciar-se incessantemente.

    Em segundo lugar, o Rui Tavares dizia outro tenebroso disparate: diz estar em espera para ver e saber para onde se virará Sócrates (esquerda ou direita). Que conversa é esta? Que expectativa mais absurda. O que vai fazer Sócrates!?

    Simples, não? : vai obcecadamente avançar com um governo minoritário autista (ele é um indivíduo para quem ”esquerda” e “direita” nada lhe dizem como conceitos e como nada), vai “tentar” governar, vai esperar ser derrubado ao fim de um ano e culpabilizar quem não o deixou governar e, como dizia o outro, quem não o deixou ”trabalhar” (ele é o teórico da “campanha negra”, não nos esqueçamos). Irá depois tentar recuperar a maioria absoluta da mesma forma que Cavaco obteve a sua primeira à custa dos disparates do PRD. É só e apenas isto que nos espera. Queriam o quê?? (E ainda vão ver pulularem por aí inúmeros cheques-dentista e cheques-bebé — campanha em marcha, já.)

    Ver J Sócrates a negociar? O quê e com quem?

    Análise sintética

    28 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

    À direita parece-me simples (CDS ganhou, PSD perdeu). À esquerda não consigo ver estas eleições pela perspectiva dos vencedores e vencidos.

    O PS abdicou definitivamente de ser de esquerda, e ainda conseguiu levar muito dos seus votos. Para mim é inexplicável que o PS mais à direita da Europa e liderado por um primeiro ministro sobre o qual recaem graves suspeitas ainda tenha obtido a votação que obteve. Ainda mais inexplicável é que durante a campanha, surgiram novos dados e suspeitas sobre Sócrates e foram arrumadas todas as vozes que na comunicação social lhe eram aziagas, sem que isso tenha tido algum significado eleitoral expressivo.

    O BE cresceu muito e conseguiu capitalizar parte do protesto contra o anterior governo. Pessoalmente esperava que subisse mais, tinha condições para o fazer com o claudicar do PS.

    A CDU não subiu o que eu esperava, mas também não se afundou o que outros previam. Uma análise mais detalhada permitirá verificar se é verdade a nível nacional o que sucedeu nalgumas freguesias de Lisboa: a CDU desce nas mesas de eleitores mais antigos e sobe nas mesas dos residentes mais recentes.

    Guardo uma análise mais detalhada para depois de se saber o resultados dos deputados da Europa.

    engano

    28 de Setembro de 2009 por Paulo Jorge Vieira

    olá Ana como não há hipótese de comentar o teu post ilustrativo no jugular era só para te dizer que te enganaste na bandeira. a bandeira arco-íris que representa a luta LGBT tem apenas 6 cores e não 7 como colocaste no referido post. a que utilizaste é mais simbolo dos pacifistas!

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    Dos dezanove por cento de votos na esquerda radical ou uma belíssima fissura no sagrado princípio da propriedade privada

    28 de Setembro de 2009 por Zé Neves

    A esquerda radical – é tempo de aceitarmos o epíteto sem prurido? – alcançou um resultado muito interessante, confirmando a possibilidade de interrompermos os mecanismos do inevitável, que reduzem a política a um simples acto de gestão do que já existe. Trata-se de uma lição. Há dez anos atrás, ninguém acharia este resultado possível, mas foi. E foi porque existiram homens e mulheres que lutaram por um conjunto de princípios por eles tidos como elementares – princípios afirmados independentemente de supostas impossibilidades derivadas de condições ditas objectivas e dependentemente de possibilidades resultantes das suas vontades subjectivas - que acabámos por chegar a este ponto de situação. Em proporção muito diferente, é certo, BE e PCP cresceram. Há uns anos atrás, cinco, dez, quinze anos, alguém aqui arriscaria, porventura, que uma força à esquerda do PS, e dissociada do PCP, pudesse chegar aos 10% de votos? E alguém igualmente arriscaria que o PCP manteria e até subiria a sua votação? Talvez. Mas nunca ninguém pensaria que acontecessem ambas as coisas, todos achávamos que uma coisa seria feita à custa da outra. O facto de não ter sido assim é o elemento mais enigmático que o presente cenário político-eleitoral oferece a todos os militantes, activistas e eleitores que votaram à esquerda do PS, ou, até, a muitos dos que votaram no próprio PS. Cabe-nos não desaproveitar este “sinal dos deuses”, o que nos deverá levar muito além do próprio âmbito partidário e institucional. É claro que os 19% da esquerda radical não retiram efeito mediático ao resultado do CDS. E os significados da subida do partido de Paulo Portas não devem ser minimamente menosprezados - aliás, é pena que houvesse gente que se lembrasse do fantasma salazarista a propósito de um tgv e não a respeito do culto do trabalho e da ordem feito por Portas. Mas, notem bem, qualquer anticomunista que se preze, a si, aos seus e aos seus bens, estará seguramente mais preocupado com os nossos 19% da esquerda radical do que estará aliviado com os 10,5% do CDS de Paulo Portas. A votação de BE e PCP vem alargar os campos do possível de modo inusitado; deverá, por isso mesmo, colocar de sobreaviso todos os que  classificaram as propostas da esquerda radical como sintoma de loucura, irracionalidade, extremismo. Há 19% de pessoas que votaram em partidos que, de acordo com a maioria dos comentadores e especialistas, querem desprivatizar tudo e mais alguma coisa. E mesmo que não seja verdade que esses partidos tenham planos de tal ordem, o facto de se neles se ter votado diz-nos muito acerca dos limites desse respeito supostamente natural que a espécie humana nutriria pelo princípio sagrado da propriedade privada. Enfim, o anticomunismo primário de tantos e tantas comentadores conseguiu criar este monstro que é a esquerda radical. O monstro seguramente agradece e, nos próximos anos, tudo faremos para ajudá-lo a engrandecer-se na sua disformidade. O velho comunismo, o novo esquerdismo, a democracia económica, se não os encontramos matematicamente programados nas verdades proclamadas pelos partidos que a eles são associados, seguramente se reanimam com as mentiras com que os seus adversários pretenderam caluniar tais partidos. Destruidores de pátrias, ateístas empedernidos, adeptos da preguiça, redistribuidores obsessivos, inimigos da concertação, peões da luta de classes – saibamos estar à altura destas calúnias, aceitando-as se não com orgulho, palavra de que não gostamos, pelo menos com um sorriso nos lábios.

    Meus caros amigos: o BE perdeu (quer dizer, perdemos todos)

    28 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal


    GODARD. Histoire(s) du Cinéma.

    Sobre Godard, Jean-Luc Godard. Sempre o considerei não apenas como um dos grandes cineastas de sempre, mas também como um dos grandes pensadores do nosso tempo. Não, não me refiro apenas à condição de “pensador da imagem”, falo de um pensador num sentido muito vasto, total, um ensaísta, um filósofo, um pensador do fragmento como Montaigne, mas também um pensador, ao mesmo tempo, de um corpus global, como – que dizer – Deleuze, Badiou, Habermas, Peter Sloterdijk…

    É evidente que o cinema ocupa aqui uma centralidade, mas também se pode dizer que a partir daqui é todo o mundo, todo um mundo, que é pensado, cirurgicamente dissecado. Impiedosamente (e é isso que faz deste homem alguém de uma grandiosidade indiscutível: pessimista, lírico, visionário, humano!) E sobre o cinema diz-nos Godard nessa obra de pensamento única (repito: ÚNICA!) que é Histoire(s) du Cinéma - o cinema falhou porque não impediu a direita, o fascismo, a guerra, Hitler…

    Faço um paralelo com as eleições de hoje: não, não andava aqui, neste pleito eleitoral, nenhum Hitler, não é isso. Mas refiro-me ao discurso triunfalista de Francisco Louçã há pouco. Absurdo. Ele, Louçã, devia ter aprendido com Godard, Jean-Luc, que, já agora, não sei se é um cineasta de cabeceira de Louçã como é meu (permita-se-me que o diga). O BE perde estas eleições. O BE fracassou, porque não impediu a direita dura de Portas de ficar em terceiro lugar, nem impediu Sócrates de cantar vitória. Fracassámos todos. Nenhuma esquerda “renascida” estas eleições põem em marcha. NENHUMA. E contra isto não há sofismas, nem belos ou labirínticos discursos. Até amanhã.


    GODARD. Histoire(s) do Cinéma

    E Portas veio hoje com o vento alegre

    27 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal

    Pergunto ao vento que passa
    Notícias do meu país
    E o vento cala a desgraça
    O vento nada me diz.

    Note-se que o autor do lido em cima também é um dos vencedores desta noite. Parabéns pois, como diz e muito bem a Agustina Bessa Luís, ao “maior dos poetas de segunda” (o seu candidato Sócrates também ganhou — grande comício em Coimbra!!).

    (E não sei se, para a próxima, Francisco Anacleto escolherá melhor as suas companhias.)

    Ora, a mim o vento traz-me uma governação que já não é inédita: o sr. Soares já a fez – PS/CDS é coisa antiga e nisso Soares é expert, mais do que o poeta.

    Resumindo: vitória retumbante da direita (PS) e da extrema-direita (CDS/PP). Avançar Portugal, pois!

    NO NOSSO REINO ABJECTO DA MÁXIMA ESTUPIDEZ: Por favor, que ninguém felicite os “vencedores” portugueses!!

    27 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal

    Primeira impressão 20:17 –

    Se George W. Bush conseguiu ser reeleito

    Se Berlusconi também

    PORQUE É QUE EM PORTUGAL O RESULTADO DAS ELEIÇÕES NÃO SERIA ESTE QUE AS SONDAGENS DAS 20HORAS APONTARAM?????

    PORQUÊ????

    Notícias do Almocreve

    27 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal


    MALEVICH, MATIUSHIN, KHLEBNIKOV. De “A Vitória Sobre o Sol”.

    O Almocreve das Petas, um blogue que leio sempre com gosto, decidiu atribuir estes prémios (entre outros):

    Melhor Blog de Direita – Blasfémias
    Melhor Blog de Esquerda –
    Cinco Dias

    Melhor Blogger –
    Luís Januário
    Melhor Blogger apoiante do PS – Medeiros Ferreira
    Melhor Blogger apoiante do PSD – João Gonçalves

    Melhor Blogger votante no BE –
    José Neves
    Melhor Blogger votante da CDU – Carlos Vidal

    Acho lógico, abandonando todo e qualquer tipo de modéstia, que o Cinco Dias seja considerado o melhor blogue de Esquerda. Nem vejo como discutir isto. Certíssimo Almocreve. Bem visto  e grato.

    Eu o melhor blogger CDU já pode ser visto com um pouco de exagero, pois a minha aversão política ao PS/Sócrates às vezes pôde ter desequilibrado o discernimento e racionalidade desejada nestas coisas. Mas se o Almocreve o acha, eu recebo o prémio, que alargo ao Vitor Dias e ao meu colega Tiago Saraiva.

    Quanto ao Zé Neves, melhor blogger da área e votante BE, sobre isso nenhuma dúvida!

    O Zé Neves veio, na sua área (onde “parece” estar o “arrastão”), elevar a bitola da qualidade de reflexão a um ponto que nunca o dito “arrastão” conseguiu (NUNCA!). Desculpem-me a grosseria, mas comparar os textos do Zé Neves aos do “arrastão” (nomeadamente aos do Daniel Oliveira) é comparar o melhor leite Parmalat com água suja de OMO ou TIDE, água esbranquiçada cinzenta e sem densidade que parece “leite” e nos engana bem enganados. Ou engana quem se deixa enganar, claro.

    Democracia e Livre Iniciativa?? (Conversando com Miguel Serras Pereira)

    27 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal

    Demo

    Bom, em 1996 – que ainda parece há pouco tempo caramba – era eu mais novo, imaturo e ignorante (oh, como agora provavelmente, um pouco tosco quero dizer). No entanto, por essa altura, publiquei o meu primeiro livro (Democracia e Livre Iniciativa: Política, Arte e Estética, na Fenda do nosso amigo Vasco Santos), de que reproduzo orgulhosamente a capa (que pretendi então um “manifesto”). O livro foi apresentado no Solar do Vinho do Porto, por cá, pelo meu amigo António Cerveira Pinto e pelo Miguel Serras Pereira. Claro que me lembrei disto, pelo post em baixo (excepcional e a reler) do Zé Neves, que trancreve uma mensagem do mesmo Serras Pereira, intelectual por quem sempre tive enorme consideração. No texto do Miguel Serras Pereira sobre o meu livro, a dado momento, surgia uma série de perguntas interessantíssimas sobre a capa:

    A inspirada capa do livro de Carlos Vidal, concebida por João Bicker a partir do título do autor e de uma fotografia de Acácia Maria Thiele, documenta bem o corpo-a-corpo do sentido que a luta democrática não pode deixar de ser em carne viva. Lemos “democracia e livre iniciativa” e vemos uma mulher jovem com o cano de uma pistola prestes a disparar metido na boca. O que quer isto dizer? Que a democracia e livre iniciativa tendem a não poder ser outra coisa que não o suicídio, enquanto última recusa ou única afirmação vital? Que a democracia e livre iniciativa, na sua versão oficial, matam quem as tome à letra, através de uma espécie de duplo vínculo inescapável? Que a mesma significação imaginária dos dois termos não só não tem alternativa como assassina o sentido que livre iniciativa e democracia nos prometem se ousarmos ler essas palavras um pouco menos tempestivamente? Que seria melhor apontar a pistola para outro lado ou dizer as coisas de outra maneira para não errarmos o tiro? Que mais ainda? [Sublinhado meu]

    Depois, o Miguel reproduziu o texto no seu livro Poema em Branco (Fim de Século, 1999). E agora que recordei a prosa do Miguel Serras Pereira e felicito o Zé Neves por tê-lo trazido ao nosso convívio, acrescento que gostei bastante de ler aqui o texto de MSP sobre o seu voto no BE; mas uma coisa me intrigou, digamos, e essa mesma coisa ou questão gostaria eu, se possível, caro Miguel, de ver desenvolvida e detalhada. Algures, dizes que o PCP é irrecuperável e que qualquer projecto de vida autónoma tem de o remover do seu caminho, embora antes chames às gentes do PCP “companheiros de jornada”. Caríssimo, podes detalhar melhor um comentário em torno destes pontos (aqui ou noutro lugar)? Atento e agradecido desde já (como sempre).

    Voltando àquilo que eu e o meu colega Tiago Saraiva aqui já várias vezes dissemos e escrevemos: sobre as Honduras, perguntar à Palmira Jugular Silva (como também escreve João Rodrigues:)

    27 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal

    Estou a escrever a minha crónica para o i. Para variar, decido concentrar-me no vergonhoso golpe de Estado nas Honduras, que faz na próxima segunda-feira três meses. Situação volátil. A embaixada brasileira, onde o legítimo Presidente deposto, Manuel Zelaya, está refugiado, está a ser atacada pelo exército (via cinco dias). O governo brasileiro já fez saber que a única solução aceitável é o regresso de Zelaya à presidência. Claro. O que pensará agora Palmira Silva da esquerda neo-conservadora? Pergunta de um pobre “albanês”? [João Rodrigues, "Ladrões de Bicicletas"]

    Não, não esqueço o que o histerismo político desta senhora escreveu na noite em que Zelaya foi deposto. Não esqueço a admiração desta senhora de “esquerda” (e se ela é de esquerda, eu quero ser do PNR) pelos militares que acorreram a repor a “democracia” nas Honduras, onde hoje muito se sofre, numa América Latina que sempre sofreu disto. Porque não esqueço, basta consultar as minhas páginas no histórico do 5dias (ou as páginas do Tiago). Que os hondurenhos escorraçem os canalhas que por lá andam é o que eu desejo.

    Em exibição numa cidade a mil quilómetros de Lisboa

    26 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida

    Xutos, 30 anos

    26 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

    Os Xutos & Pontapés dão no Estádio do Restelo o concerto que assinala os seus 30 anos de carreira. A música dos Xutos marca várias gerações e vários momentos da vida do país. Em dia de reflexão, é ainda mais importante, recordar que pela mão do Tim e do Kalu foram escritas das mais certeiras músicas de intervenção que perpassam várias conjunturas, desde Desemprego ao Dia de São Receber. Pela nossa cultura e por um país com memória:

    em arquivo


    Honduras

    26 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 1 comentário

    Nas Honduras os golpistas atacam a embaixada do Brasil

    26 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 10 comentários

    Uma análise perversa (mas muito verdadeira) para o próximo dia 27 de Setembro

    26 de Setembro de 2009 por Carlos Vidal | 36 comentários

    Um voto para os radicais e extremistas

    25 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 18 comentários

    Bom dia de reflexão!

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | sem comentários

    O desejo do patrão embrulhado numa sondagem

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 17 comentários

    Do Miguel Serras Pereira e acerca das próximas eleições

    25 de Setembro de 2009 por Zé Neves | 5 comentários

    Do sectarismo

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 11 comentários

    Jornalismo de pastel de nata

    25 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 3 comentários

    Por uma Assembleia da República com múltiplas vozes

    25 de Setembro de 2009 por André Levy | 1 comentário

    O tipo que não gostava de fados

    25 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | sem comentários

    Uni-vos!

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 3 comentários

    JMP

    25 de Setembro de 2009 por Bruno Sena Martins | 3 comentários

    As televisões preparam a noite eleitoral em novilíngua

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 4 comentários

    Combate dos blogues, só falta um dia

    25 de Setembro de 2009 por Nuno Ramos de Almeida | 3 comentários

    O CDS explicado às criancinhas, no 31 da Armada

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | sem comentários

    Repetir para quê?

    25 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva | 1 comentário

    o último dia do simplex

    25 de Setembro de 2009 por Zé Neves | 3 comentários

    Declaração de Voto

    25 de Setembro de 2009 por Zé Neves | 19 comentários

    Bloco Central

    24 de Setembro de 2009 por Zé Neves | 5 comentários