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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

"Pela boca morre o peixe"

Retenho, como momento mais curioso do debate entre José Sócrates e Passos Coelho,  a afirmação por parte deste, durante a sua alocução final, de que o país precisa de um primeiro-ministro com capacidade de diálogo. Estranhas palavras estas vindas de quem vieram, porque essa é, precisamente, uma qualidade que, ao longo dos últimos tempos, ele tem demonstrado não ter. Face às posições intransigentes que  Passos Coelho tem tomado em matéria de possíveis soluções governativas, após as eleições, ele é, sem margem para dúvidas, de todos os dirigentes partidários, o menos aberto a qualquer espécie de negociação.
Será caso para dizer que "pela boca morre o peixe"?

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Sobre a seriedade no debate político

O debate quinzenal que hoje teve lugar na Assembleia da República fornece-se-nos alguns bons exemplos da pouca seriedade com que o debate político vem sendo travado entre nós.
Nem sequer falo de Manuela Ferreira Leite cuja intervenção no plenário só veio demonstrar, mais uma vez, que a líder do PSD é portadora duma agressividade (que só pode ser fruto de muita frustração) duma ignorância confrangedora sobre qualquer assunto (de que dá provas ao recusar-se a responder às questões suscitadas no debate) e duma pobreza de discurso que não consegue ir além da questão do endividamento do país. Questão a que o primeiro-ministro respondeu (e bem) chamando-lhe a atenção para a incoerência entre o discurso e os actos. Não se compreende, na verdade, como é que alguém tão preocupado com o endividamento do Estado, contribui, com o seu recente voto e do partido que lidera, para diminuir as receitas do Estado em 800 milhões de euros.
Refiro-me antes às intervenções de Francisco Louçã (BE) e de Jerónimo de Sousa (PCP).
Além de outros temas, Francisco Louçã, abordou também o do relacionamento entre o PS e o Presidente da República, criticando algumas recentes tomadas de posição de dirigentes do PS, que considerou injustificadas, a propósito de declarações de Cavaco Silva relacionadas com a aprovação da proposta de lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se bem que esteja no seu direito de ter o julgamento que muito bem entenda sobre o caso, dificilmente se compreende, numa perspectiva de seriedade, que tenha trazido o incidente ao debate e insistir nele, porque, ao fazê-lo, contribuiu para agravar o clima de crispação que se vive entre os vários órgãos de soberania, o que, claramente, contraria a sua alegada preocupação com a situação. Preocupação (?) que vai ao ponto de tomar a defesa de Cavaco Silva, como se da parte deste nada houvesse a censurar e como se o PR não pudesse ser objecto de crítica política. Com a defesa da posição de Cavaco Silva até parece que este foi eleito para a Presidência da República com os votos do Bloco e que este se prepara para apoiar a sua eventual recandidatura! Tudo leva, pois, a concluir que o caso serviu apenas de pretexto para Louçã desferir mais um ataque ao seu inimigo de estimação, o PS. Isto, porém, de sério nada tem.
Como não é sério, por parte de Louçã e de Jerónimo de Sousa, aproveitar o recente conflito suscitado pela proposta apresentada pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), admitindo a hipótese de o período normal de trabalho poder ser aumentado até às 60 horas semanais, para, sob falsa argumentação, pôr em causa o actual Código do Trabalho. Digo falsa argumentação, porque se dá a entender que o aumento pode ser imposto pelas entidades patronais (o que, a ser verdadeiro, seria realmente intolerável) quando, de facto, assim não é, pois tal aumento só pode concretizar-se por acordo entre as entidades patronais e os trabalhadores. Escamotear a verdade, com a finalidade de enganar a opinião pública e atacar legislação aprovada no anterior Governo, não é sério. Admito que o Código do Trabalho contenha disposições merecedoras de crítica. O que não releva da seriedade política é criticá-lo, usando argumentos não verdadeiros.
Finalmente, a meu ver, também não dignifica o debate político a prática seguida pela Assembleia da República de transformar a agenda de cada debate em simples pretexto para discutir tudo e mais alguma coisa, como aconteceu mais uma vez, o que acaba por inviabilizar um debate sério sobre as matérias agendadas, transformando-se, muitas vezes, o debate em simples duelos verbais em que cada interveniente parece mais interessado em ouvir a própria voz do que em apresentar ideias e soluções para os problemas do país. O debate arrisca-se assim a tranformar-se num espectáculo. Ora, isto, salvo o devido respeito, também não é sério. Acho eu.
(Também publicado em A Regra do Jogo)

Domingo, 13 de Setembro de 2009

A outra "padeira de Ajubarrota"

O debate entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite teve o mérito de nos revelar outra "padeira de Aljubarrota", mas uma "padeira" incapaz, antiquada e incoerente.
Pesei as palavras "incapaz" e "antiquada" e "incoerente", antes de as escrever e só porque as pesei é que não vou mais longe.
Na verdade, vir afirmar que não avança com o TGV por este só interessar aos espanhóis revela a incapacidade de ver que Portugal, estando numa posição geográfica excêntrica em relação a toda a Europa, é o país que mais interesse tem na ligação à rede europeia de comboios de alta velocidade. Se o não vê, é porque, repito, é incapaz de compreender o que está à vista de toda a gente. Menos dela.
E como não chamar-lhe "antiquada" quando da sua boca saem pérolas como estas: "não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa" ou "Portugal não é uma província espanhola"? Este discurso cheira a mofo, de fio a pavio. Como é que uma "política", como Ferreira Leite, pode vir ressuscitar fantasmas há muito enterrados ao proferir um tal discurso, quando sabe, ou devia saber, que Portugal e Espanha são os dois, actualmente, membros da União Europeia e que existe um excelente relacionamento, a todos os níveis, entre os dois países ?
E não será incoerente quem, como ela, arrasta às costas a responsabilidade de, enquanto ministra das Finanças no Governo de Durão Barroso, ter assinado um compromisso com Espanha visando a construção de quatro linhas, de TGV, e se recusa (recusará?) agora honrar o compromisso que assinou, mesmo se já não estão em causa quatro linhas, mas apenas duas?
A sua rigidez mental (só ela é detentora da "Verdade") e a sua desonestidade intelectual (o caso do TGV é um exemplo, mas há outros como a alegada "asfixia democrática" que, na boca dela, se vive no Continente, enquanto na Madeira, sob o regime opressivo de Alberto João Jardim, se vive, ainda segundo ela, na mais ampla liberdade, ou como o "abalozito de terra" expressão que ela usa para qualificar a maior crise económica que o mundo já viveu nos últimos oitenta anos) até assustam.
É claro que Manuela Ferreira Leite, venceu o debate com Sócrates: em matéria de hipocrisia não há político em exercício que a consiga bater.
E esta "política"("séria" ?) quer ser primeira-ministra de Portugal ? Zeus nos livre !
(Imagem daqui)

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

A estocada do telemóvel

Cada um é como é e Francisco Louçã e Paulo Portas são como são e isso ficou claro no debate entre ambos. Políticos inteligentes, sem dúvida: um mais agarotado (Portas) outro mais sisudo (Louçã), mas ambos agressivos. Francisco Louçã, no entanto, parece em baixo de forma. Ainda não recuperou do debate com Sócrates, ao que parece. E a terminar, Portas, de direita até à medula, sem dúvida, mas sempre matreiro, presenteou-o ainda, no final, com uma estocada: a do telemóvel.
Claro que não foi bonito, mas não usa Louçã, com frequência, dos mesmos expedientes?

Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

KO

Para definir o debate Portas/Ferreira Leite não são precisas muitas palavras.
KO técnico, ouvi dizer na SIC Notícias. Simplesmente KO, julgo eu. Por má preparação simplesmente, ou algo mais ?
Algo mais, diria eu, vendo-a defender, novamente e com todos os tiques de alguém que não admite que a contrariem, a política de Alberto João Jardim.
A senhora não terá ouvido o "Fuck them" do Alberto João, ou não saberá inglês ?
E que dizer da insistência dela em falar dos votos de Alberto João para justificar a vergonha do que se passa na Madeira ? Saberá ela que, no tempo de Salazar, este ganhava as eleições, com maiorias bem mais expressivas do que as do Alberto João ? E não serão essas maiorias (ou unanimidades) a melhor prova da "asfixia democrática" ?
Pelos vistos, durante a ditadura, Ferreira Leite nunca se sentiu "asfixiada". Já desconfiava disso. Agora tenho a prova.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Tão amigos que nós somos !

O debate entre Manuela Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa, foi um não debate. Talvez um encontro, tão morno que, se nos ativessemos apenas ao que foi dito, pensaríamos estar na presença de dois partidos muito próximos. Só não direi que foi um encontro entre o senhor Feliz e a senhora Contente, porque são ambos infelizes. E também não direi que se preparam para fazer uma coligação governamental, porque nem ela, nem ele têm estofo para tal. Basta atentar no facto de Manuela Ferreira Leite se ter referido, repetidamente (4 vezes, suponho) a uma taxa de IRC de 42%, (que só existe na cabeça dela) sem qualquer reparo do seu opositor, para concluir que nem um nem outro têm competência para governar, pois nem sequer sabem do que estão a falar.
Disse.
Post Scriptum:
Para ser inteiramente justo na minha referência à taxa de 42% de IRC repetidamente feita por Manuela Ferreira Leite, tenho que admitir que Jerónimo de Sousa pode, no meio do debate, não se ter apercebido do dislate da sua companheira de diálogo, hipótese que admito com algumas reticências, pois a líder do PSD insistiu 3 ou 4 vezes na percentagem. Manuela Ferreira Leite, economista e ex-ministra das finanças não tem desculpa: ou não sabe do que fala (o que é grave, tratando-se de matéria supostamente da sua especialidade) ou (o que é mais grave) faltou uma vez mais e repetidamente à "Verdade" com que enche a boca. Ela que escolha.

Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Louçã: a estratégia falhada

Não nego que Francisco Louçã seja um político brilhante e de verbo fácil, mas, neste debate com José Sócrates, a sua estratégia, que passa por chamar à colação um ou outro caso concreto, para depois generalizar, falhou redondamente. Não só encontrou pela frente, um político com igual ou superior capacidade, como cometeu o erro (fatal?) de se referir a um caso (o da adjudicação duma auto-estrada à Mota-Engil) que, garantiu Sócrates, não é verdadeiro. Se se vier a confirmar que as afirmações de Louçã são falsas, a imagem que ele tenta transmitir de paladino da seriedade e da transparência na vida pública vai sofrer um grande rombo.
E, manda a verdade (a minha, pelo menos) dizer que Sócrates, ao usar o programa eleitoral do BE, e ao referir-se às nacionalizações e à extinção dos benefícios fiscais (propostas do Bloco de Esquerda) conseguiu aquilo que, à partida, não seria suposto: pôr Louçã à defesa.
Quem se atreve a dizer que a melhor defesa não é o ataque?

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Tão amigos que nós somos !

Não nego que não haja todo um mundo de divergências entre o PCP e o CDS. É evidente que sim, mas o debate entre Jerónimo de Sousa e Paulo Portas pareceu-me mais uma confraternização do que um confronto. A estratégia eleitoral falou mais alto do que os princípios: o objectivo de ambos não foi atacar o opositor, mas atacar o Governo. Paulo Portas, ao tratar do tema "agricultura", deixou este ponto bem claro: "o meu adversário não é Jerónimo de Sousa. É Jaime Silva". Não seria, aliás de esperar outra coisa, pois o eleitorado dos dois partidos não se sobrepõe. Já "roubar" votos ao PS, interessa aos dois.
Um outro aspecto a sublinhar: Jerónimo de Sousa, talvez demasiado civilizado, consentiu que Paulo Portas, usando de expedientes em que é perito, o impedisse, quando o tentou, de pôr a nu as fragilidades e erros dos Governos em que Portas participou. Por outras palavras, "entregou o ouro ao bandido".

Domingo, 6 de Setembro de 2009

A Drª Manuela está quase a aderir ao BE

Mais um debate e a Drª Manuela Ferreira Leite, apertada por Francisco Louçã, como foi neste, ainda acaba por aderir ao BE!
Até deu dó vê-la, no debate com Louçã, a engasgar-se, a meter os pés pelas mãos. E nada está no "seu" programa. "Pobrezinha"!

Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

O senhor (in)feliz e o senhor (des)contente

O debate entre Jerónimo de Sousa e o Francisco Louçã pode resumir-se a um bate-papo entre o senhor (in)feliz e o senhor (des)contente. O governo, como "bombo da festa". What else ?
Crise económica mundial ? What's that ?
Com o paraíso que nos prometem, mesmo à mão de semear, que mais poderíamos desejar?
O busílis: por qual dos "gémeos" optar ?
Adenda:
Antecipando o debate, Louçã afirmou que a identidade de cada partido (BE e PCP) e a interpretação de cada um sobre o que é o socialismo determinam a distância entre bloquistas e comunistas. No debate não notei qualquer divergência de interpretação, digna de registo. Repetindo-me, diria que foi mais um diz mata, outro esfola.

Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

A peixeirada do "Paulinho"

Abreviando e resumindo: Paulo Portas, violando, por sistema, as regras acordadas, e contando com a complacência e a incompetência de Constança Cunha e Sá, conseguiu transformar o debate entre ele e o primeiro-ministro numa "peixeirada", onde foi difícil ouvir os argumentos e as razões de uma e outra parte.
Para Paulo Portas pouco interessa, pelos vistos, o esclarecimento dos eleitores. O seu repetido "vá perguntar aos seus camaradas de partido" como resposta às observações de José Sócrates, a que, sistematicamente, se recusou responder é a mais cabal prova disso. Interessa-lhe mais, seguramente, o "barulho" das feiras. Ele lá sabe porquê. E eu também.
Se esta experiência acabar por vir a repetir-se, uma e outra vez, pouco haverá a esperar dos debates agendados. Em todo o caso tenho fé que tal não venha a acontecer, pois nem todos os políticos envolvidos nos debates são "paulinhos", nem todos moderadores têm o estofo da Dª Constança.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Dar parte de fraco.




Sócrates, ao mesmo tempo que afirma que o PS quer o debate sobre o Código do Trabalho e que "vai estar mobilizado" para ele, dando às forças de esquerda (PCP e BE) todo o tempo necessário para que o mesmo se realize, lamenta que as forças de direita (CDS e PSD) " se encontrem ausentes deste debate".

(A ilustração foi retirada daqui)