Este blogue acaba hoje, a pouco mais de uma semana de celebrar três anos. O aniversário seria já no próximo dia 12 de Janeiro, data da minha primeira "experiência atlântica" na blogosfera. Perante a opinião claramente maioritária dos Atlânticos, expressa no próprio blogue ou por email pessoal, esta é a única decisão lógica, que assumo como minha. Também para mim, fecha-se o ciclo atlântico. Depois da suspensão de uma revista de debates e de ideias que conseguiu publicar ininterruptamente durante 36 meses - e de que fui director durante 26 deles - segue-se o fim do blogue. Sem dramas. Basta ler os jornais diários, semanários e revistas, escutar rádios e acompanhar as televisões, mas também os blogues e as boas livrarias, para constatar que o espírito da revista Atlântico e do blogue Atlântico está bem vivo, prometendo continuar a andar por aí. Agradeço uma vez mais o empenho e o esforço dos autores que tornaram possível esta verdadeira aventura em Portugal. O meu agradecimento também a todos os leitores e comentadores.
1, 2, 3 - até à próxima.
[Paulo Pinto Mascarenhas]
Uma semana em Istambul, e, de regresso, uma pessoa depara-se com uma coisa destas. O Paulo de partida – espero que não para o fim do mundo, de bloco na mão, como acontece aos jornalistas da TSF -, um coro de choros de despedida, mais rodopiante que o mais rodopiante dos derviches, a altiva hombridade do Henrique, e o blogue a entrar tranquilamente pela não-existência dentro. Não é que o final de 2008 – em que descobri que aos olhos de uma cidadã ateniense eu próprio era nem mais nem menos do que o primeiro-ministro de Israel - não me tivesse já preparado para sinistros pensamentos de lancinantes rupturas. Três dias consecutivos, dois passos atrás da imperiosa compradora, a carregar tapetes, especiarias e faianças pelo labirinto do Grande Bazar, com o ocasional chá de maçã no intervalo das compras e a milésima resposta a um inquérito sobre a minha nacionalidade (um passatempo favorito dos locais), iam sendo destruídos por um jantar em que, a partir de certa altura, o único diálogo, se é que a palavra convém, se reduzia ao dedilhar das teclas do telemóvel pela representante da civilização helénica, que enviava furiosamente mensagens a personagens por mim ignoradas. Nestas situações (é um conselho que dou, e garanto que sei do que falo) convém exorbitar de delicadeza: juro que funciona. Passado o último espasmo da raiva adversa (um comentário subtil sobre o facto de umas tímidas gargalhadas matinais com o Hot Water de Wodehouse incomodarem mais o sono do que o canto do muezzin da Mesquita Azul – em plena forma, de resto, naquela manhã nevosa), tudo voltou à perfeição, e o mundo reconstruiu-se propiciatório para 2009. Muito propiciatório, mesmo. Com o blogue, desgraçadamente, não é a mesma coisa: acaba a sério. Como é tarde demais para me lançar ao Bósforo, só me resta agradecer ao Paulo, e aos outros, os tempos do blogue. Foram bons tempos. Quanto ao jantar, a meio caminho entre Lisboa e Porto, cem por cento de acordo. Como diria o inventivo Packy (ver livro acima): Cigarettes? Wine? Why, this looks great. It’s the old Omar Khayyam stuff.
Bem... foi bom, mesmo muito bom. Obrigado ao Paulo por esta magnífica oportunidade e continuarei no A Grande Alface e para quem não grama o que escrevo também por aqui.
Se alguém se lembrar de fazer uma noite final dos Atlânticos é favor avisar que eu não pude ir da última vez.
'brigadinhos!
Não podia acabar sem uma destas.
Já há 4 anos que me encontro neste mundo virtual que são os blogs. Desde há dois anos que tenho o prazer de escrever e partilhar este espaço que é o Blog Atlântico. Tudo tem o seu fim. Despeço-me agradecendo a todos os leitores e comentadores que por cá passaram, aos meus colegas Atlânticos e um agradecimento muito especial ao Paulo pela oportunidade e privilégio que me deu para escrever neste espaço. Desejo-lhe o maior sucesso no seu próximo projecto.
Estou certo que encontrarei os meus camaradas Atlânticos noutros espaços e noutras lutas, por isso espero que o adeus seja breve. E tal como Edward Murrow, despeço-me com um simples Good night, and good luck.
Não tenho grande jeito para despedidas. Que seja um eclipse rápido, então: obrigada por este tempo. A todos, atlânticos e leitores, mas muito especialmente ao Paulo e ao Henrique. Obrigada por me terem feito sentir bem vinda durante este quase ano e meio.
Celebrando o Dia Mundial da Paz, falou-se das disparidades sociais como geradores de violência. A pobreza como causa e consequência dos conflitos armados deverem fazer-nos olhar não só para o que passa por esse mundo fora (e a realidade lá fora é triste), mas também ao que está a acontecer à porta das nossas casas.
O Estado garantia em que nos fizeram acreditar, habituou-nos mal e preparou-nos pior para o que possa aí vir. Um Estado que se substituiu à família em todo e qualquer apoio social, nomeadamente ao nível educativo, assitencial e financeiro, desresponsabilizou-a. Perante a crise que veio para ficar, a população vai exigiar cada vez mais do Estado: vai querer que lhe dê emprego ou um subsídio, vai querer que lhe dê incentivos, vai querer que lhe eduque as crianças e lhe dê de comer; vai querer que lhe fique com os velhos. Vai querer tudo e mais alguma coisa. Cada vez mais.
Distribuindo dinheiro a quem lhe estende a mão, priveligiando os ricos e os pobres, o Estado puxa pelas pontas e cria, no meio, tensões cada vez mais graves. A classe média estica, estica e fica cada vez mais magra. A corda vai acabar por partir e o conflito vai estourar.
Hoje em destaque na newsletter do Portal do Cidadão, o que deveria ser um motivo de preocupação para o País.
Este é o meu último post no blogue atlântico. O meu obrigado a todos aqueles que me leram durante o ano que aqui passei. Gostaria de agradecer a todos os restantes atlânticos que partilharam comigo este cantinho da blogosfera, e em especial ao Henrique e ao Paulo, que me convidaram para aqui escrever. Aproveito para desejar ao Paulo um grande sucesso nesta sua nova fase profissional, que tenho confiança que alcançará. A todos, adeus e obrigado.
6 Dias, menos que uma semana. Antes que fechem definitivamente o blogue, deixo dois posts que aguardavam nos rascunhos. Depois volto para o meu cantinho. Da parte que me toca, obrigado pelo tempo de antena.
Não gosto de blogues, embora escreva neles há quase cinco anos, o que faz de mim um caso clínico. Entrei nisto a convite do Paulo, mantive-me por causa dele, e sairei com ele, como aliás já tinha decidido há muito tempo. Para mim a blogosfera é o Paulo Pinto Mascarenhas, sem menosprezo para todos os que diariamente se dedicam a ela. Eu confesso que a minha pica pelos blogues já conheceu melhores dias. Sem mister, então, esqueçam. É importante que se fechem capítulos e se abram outros e é isso que certamente irá acontecer. Abraços a todos os que tiveram a paciência de me ler por aqui. Grazie a tutti. Ci vediamo.
Bernardo Pires de Lima
Há uma velha história soviética de uma orquestra sem maestro. Abolir as hierarquias e tal. A experiência não deve ter resultado muito bem porque não fez escola. O maestro é necessário. O Paulo tem sido desde o início o maestro do blog. Não é daqueles maestros autoritários e que se fazem notar mais que os músicos. É um maestro que potencia a qualidade dos elementos que compõem este blog. O mais notável é que o faz com discrição, o que pode levar a crer que não é indispensável. É uma liderança invisível mas a sua ausência seria penosamente visível. Por este motivo cesso a minha colaboração no blog. Foram dois anos de colaboração intermitente mas que me deram muito gozo. A minha participação deve-se ao Henrique e ao Paulo. Agradeço aos leitores do blog. Agradeço à minha mãe que teve a bondade de nunca ler o que eu escrevi. Vou continuar a escrever aqui: o circo da lama.
O Paulo, pelas melhores razões, abandonou o blog. Não vou repetir o que o Henrique escreveu sobre a importância do Paulo para este espaço por me parecer demasiado óbvio. Também não vou voltar a apregoar a amizade que me une ao grande Mascas nem a profunda dívida de gratidão que tenho para com ele.
O Paulo é um daqueles tipos que dá tudo e não pede nada em troca. Foi assim comigo desde o primeiro momento. Para mim, nada pode definir melhor o carácter de um homem.
Adiante. Na minha cabeça sempre foi claro que sairia quando o Paulo saísse.
Ficaram bons momentos aqui passados mas mais importante que tudo foram os amigos que fiz neste espaço ou por causa deste espaço e que, tenho a certeza, vou conversar para a vida.
Queria agradecer a todos os que tiveram a paciência de me ler, aos meus parceiros de blog, aos que deixaram comentários e demais criaturas que circulam por este sitio espantoso que é a blogosfera.
“E agora eu vou-me embora
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor
E parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor”
Prometi no outro dia discordar do Miguel Morgado, e ainda que ninguém me tenha cobrado a promessa nem seja previsível que alguém o venha a fazer, eu sou um homem de palavra ou pelo menos faço por isso.
Há dias sintonizei o computador para o Rádio Clube a tempo de apanhar o fim do programa em que o Afonso Azevedo Neves e o Miguel Morgado comentavam a actualidade política do momento. Como não podia deixar de ser, o Estatuto dos Açores estava na ordem do dia. A propósito da votação na Assembleia da República, o Miguel comentou que a generalidade dos partidos políticos tinha sido captada pelos interesses dos seus ramos regionais, e rematou especulando sobre a possibilidade de a regionalização do Continente poder vir a desmultiplicar este tipo de problemas.
Parece-me que este é um argumento inválido contra a regionalizaação. Desde logo porque a regionalização do Continente, a acontecer, será administrativa, isto é, os órgãos políticos regionais serão de natureza autárquica e não autonómica. O que proporciona muito poucas ocasiões de interferir nos equilíbrios institucionais do regime.
Mas sobretudo, já hoje os partidos têm órgãos locais e distritais onde estão bem representadas as elites políticas locais. Ninguém duvida da sua importância na distribuição anual do PIDDAC e mesmo - horresco referens - dos fundos europeus*. Será caso para suprimir o poder local democrático que suporta essas elites?
Parece-me que é antes caso para Portugal aprender finalmente a viver de forma descomplexada com a representação política de interesses territoriais, tanto a nível local como a nível regional, tanto nas ilhas como no Continente.
______
* Esta soou mal. Aqui referia-me à importância das elites políticas locais na distribuição do PIDDAC e dos fundos europeus, não à dos órgãos locais e distritais dos partidos. Enquanto membro de um, sei bem que não é por ali que passam esse tipo de arbitragens...
O interesse mediático pode ser menor, as televisões podem desinteressar-se, mas a vida de "Esmeralda" continua. Aqui.
Para que não possam restar dúvidas ou possíveis mal-entendidos, a minha mensagem de despedida do Atlântico funciona também para o 31 da Armada. A todos, um grande 2009.
Como todos os atlânticos sabem, sempre disse que não há blog sem o Paulo. Se o Paulo – devido a óptimas razões profissionais – não pode andar por aqui, então, o blog morre. Por isso, este é o meu último post neste cantinho. Ninguém, muito menos eu, pode fazer de “PPM”. Isto não é como no futebol: não se muda de treinador. Se o “mister” sai, os jogadores também saem. O Paulo, como é um mostro de humildade, ainda queria acreditar que isto poderia viver sem ele. Mas não pode. Nem faz sentido.
Em 2009 vou participar na criação e lançamento de um novo jornal, o que me impede de manter presença assídua neste blogue. Como não consigo estar a meio termo em projecto algum, esta é a minha carta de despedida do Atlântico. Vou certamente continuar a andar por aí e até posso aparecer muito excepcionalmente por aqui para contar uma ou outra novidade do novo jornal. A partir de hoje a continuidade do blogue estará nas mãos e na escrita da fabulosa equipa de Atlânticos. Agradeço a todos a generosidade e o empenho na participação – aos que por cá continuam mas também aos que por cá já não escrevem – e especialmente aos leitores e comentadores que nos acompanharam durante quase três anos. Foi muito bom enquanto durou. A todos, sem excepção, um excelente ano.
A difamação é uma arte incompreendida. David Jell praticava-a com altruísmo. As vítimas da sua pena eram escolhidas ao acaso. Não era movido por um desejo de vingança e não consta que, para além de existirem e de se terem cruzado com ele, as vítimas o tenham humilhado. O acaso, porém, pode ser outro nome para critérios só conhecidos pelo difamador. Numa terça-feira luminosa (sublinho que literariamente não é possível uma terça-feira ser luminosa) David Jell decidiu que as suas vítimas seriam:
a) mulheres que entrem no autocarro sem cumprimentar o motorista
b) mulheres que tirem um livro da mala
c) mulheres com um ataque de soluços
Novo dia, novas regras:
a) mulheres parecidas com Debra Winger circa 1982
b) mulheres de saltos altos
c) mulheres que me lembrem a minha mãe depois do banho
Agora o tribunal proíbe-o de andar com canetas em público, o que o obrigará a esconder as armas do crime em sítios improváveis como bolsos, um chapéu de palha ou sob a plumagem de um papagaio amestrado. É uma pena severa e que ameaça fazer jurisprudência. Está mesmo a pedir um comentário de Francisco Teixeira da Mota no Público.
Falar sobre rigor institucional entre portugueses é o mesmo que falar sobre poder estratégico entre europeus: é uma batalha perdida à partida.

Radek Sikorski, ministro dos estrangeiros polaco, para próximo secretário-geral da NATO.
Depois do prolongamento do mandato presidencial russo para seis anos e da marcação de terreno na Geórgia, Moscovo virou-se para o lado que mais enregela os europeus: a Ucrânia. O gás é apenas mais um argumento para centrar as atenções nesta frente. Estamos a quatro meses da cimeira de Abril da NATO que dará uma resposta mais concreta às pretensões de de Kiev. Para se intrometer neste processo e na instável política interna ucraniana, Moscovo voltou à carga com a sua cavalaria moderna: o corte do gás por falta de pagamento de "juros mora e outras multas". Iuschenko já tornou isto num problema euro-atlântico, pedindo que todos assumam as suas responsabilidades. Em boa hora a presidência foi assumida pela República Checa. Eles sabem bem de que lado devem estar.

Depois de Sebald, a Bolañomania. Morrer faz bem aos escritores.
Já o PSD poderá ter uma missão mais difícil, ao não poder ficar refém de Belém. Para tal, tem de fazer algo que devia ter concretizado há muito: Desligar-se de Cavaco. Esquecê-lo. Perceber que o Presidente da República já não é do PSD, nada lhe deve e nada lhe dará. Sempre que olhar para Belém, o PSD deve ver, não a face de Cavaco, mas uma daquelas imagens negras e sem rosto. A de um homem sem ligações e sem passado. Assim, deve apoiá-lo quando sentir que lhe cabe fazê-lo, e criticá-lo quando seja essencial. Apresentar e defender, sem complexos de qualquer espécie, políticas e medidas alternativas à dos socialistas, que julgue indispensáveis para a resolução dos problemas que enfrentaremos em 2009. Não ter receio da inovação; da diferença; do confronto e da política. Só, dessa forma, a presença de Cavaco em Belém, não anulará a liderança social-democrata.
No incío da semana, com o pretexto do Estatuto dos Açores, Cavaco afastou-se definitivamente do governo. Ontem, no discurso de ano novo, referindo-se à estagnação económica que nos consume há 8 anos, declinou qualquer responsabilidade sobre o que nos vai suceder em 2009. Nasceu uma nova oposição. De início, poderá ser cooperante quanto baste. Depois de Outubro, e caso o PS não renove a maioria absoluta, será mais incisiva. A ‘batata quente’ está agora nas mãos de Sócrates.
Espero que em 2009 o Presidente da República não seja forçado a fazer de líder da oposição por incompetência ou falta de vontade da liderança do PSD.

Uma das minhas personagens: "Dude" (Dean Martin), em Rio Bravo.
Ontem passou na 2.
PS: espero que não me apelidem de socialista por estar a falar de filmes que passam na TV pública.
Há uns anos, Pinto Balsemão diagnosticou o cancro da sociedade portuguesa: a impunidade. A impunidade cria um vazio moral. Se o castigo não existe, nada é crime, tudo é possível. O que sobra é a consciência de cada um. Mas a consciência que condena Raskolnikoff também é a consciência que absolve Judah Rosenthal, nesse ensaio sobre a impunidade que é a obra-prima de Woody Allen, Crimes e Escapadelas. Vejamos o caso dos antigos gestores da Gebalis. A empresa acusa-os de gastos “supérfluos e sumptuários”. Desde refeições de 500 euros a 4500 euros em cheques-brinde da Fnac, a consciência dos gestores permitiu-lhes tudo porque a impunidade molda, adormece ou, em casos extremos, elimina a consciência. Os dilemas morais dão excelente ficção: mato a velha? Mando matar a amante incómoda? No cruzamento entre vida real e ficção de capitais públicos que é a Gebalis o dilema estava resolvido à partida. Se querem dilemas dilacerantes não juntem estes três ingredientes: empresa pública, cartões de crédito e impunidade.

(hoje na 2)
O homem já era muito bom em 1976, uns 15 anos antes da "consagração" da crítica. A mesma crítica que teve de esperar pelas palavras de Tarantino para reconhecer - finalmente - que Leone é um dos maiores de sempre.
Muitos destes meninos e meninas, dos Therion, têm formação em música clássica. Aliás, são músicos de orquestras. Quem tiver coragem para limpar os ouvidos dos preconceitos "musicais" vai perceber as semelhanças entre este metal e a música clássica.
No discurso do PR ontem, as palavras”futuro” e “crise” aparecem mais vezes que quaisquer outras , seguidas da palavra “verdade” e com excepção das palavras “Portugal”, “portugueses” e “país”.
Quanto ao conteúdo da intervenção e por muito que o Governo e restantes partidos da oposição assobiem para o ar, o que Pedro Lomba escreveu acerta na mouche.
Na sua mensagem de ano novo, o Presidente da República pediu ontem aos portugueses que não desanimem perante a crise, que continuem a acreditar. Esse tom já era esperado na mensagem: os inevitáveis apelos à união e à persistência de todos. Mas Cavaco Silva não se ficou por aí. Também disse: não acreditem, não se enganem e, sobretudo, não se deixem enganar. Há oito anos que Portugal se afasta do ritmo médio de crescimento da Europa, gastamos o que não produzimos e a dívida externa do país é uma catástrofe. Esta é, de facto, a realidade. Não se enganem. E não acreditem se algum governo anda por aí, cheio de truques, a querer vender-vos o contrário.
Pedro Lomba, no DN
A história do 5 Dias continua a provocar controvérsia. Mesmo quando se trata de uma homenagem. E ainda agora começou. Não sei se a culpa será, desta vez, do mensageiro. Bom ano ao pessoal das esquerdas não-socráticas, mas poucas vitórias em 2009.
Ao contrário do que li no Corta-Fitas, vejo que Pedro Mexia já voltou a escrever no Estado Civil em 2009. Boa notícia, até porque não quero ficar com mais pesos na consciência do que aqueles que mereço. Bom ano, Pedro.
Hamas Political Leader, Nizar Rayyan, Killed In Gaza
Obama defende Israel.
É verdade que as críticas não foram directas, mas quando Cavaco fala de "quase-estagnação económica" diz quase tudo. O discurso da verdade contra os vendedores de ilusões - ai, a dívida externa - aplica-se como uma luva ao discurso do primeiro-ministro José Sócrates.
Outros Mares
Outras Ondas