Que Lopes da Mota se devia ter demitido do Eurojust em Maio passado, a fim de evitar o enxovalho que Portugal está agora a sofrer nesse organismo de cooperação judiciária entre os países da União Europeia, é coisa que qualquer pessoa não comprometida percebe.
É que é sempre lamentável sair de empurrão.
Mas o caso ganha maior gravidade quando é o próprio advogado de Lopes da Mota, o bem relacionado Magalhães e Silva, a desmentir frontalmente Pinto Monteiro, dizendo que o seu constituinte "está a ser o bode expiatório das pressões que, em Janeiro, a hierarquia do MP fez para que o caso Freeport fosse arquivado".
Quer dizer: a defesa de Lopes da Mota diz que houve pressões da cúpula do Ministério Público para que o caso de corrupção do Freeport não desse em nada.
Exige-se agora que o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, confirme ou infirme esta acusação de Magalhães e Silva.
Sob pena de o seu silêncio dever ser interpretado como confissão. O que também já não surpreenderá, diga-se.
Não sei bem porquê, mas parece-me que a Pinto Monteiro vai suceder uma mulher...
A t-shirt ideal para quem governa em minoria.
"Eu pensava que eram vocês que tavam a fazer cenas"
"lembrem-me de prender os móveis do IKEA à parede" [João Quadros novamente, no twitter]
"Ah! Bem me parecia que aquilo da cómoda a abanar sozinha não era a trepidante vida sexual dos meus vizinhos." [Vasco Campilho, no twitter]
"O sismo provocou réplicas do Paulo Querido na minha timeline." [novamente, João Miranda]
O último sismo deste estilo foi logo a seguir ao Referendo do Aborto, eu lembro-me que a mesa do meu escritório andou 10 cm para a direita (muito esclarecedor) e hoje aprova-se o casamento gay e ehhhhpá eu cá não sei mas que tal adiar isto? É que desta vez cheira-me a aviso.
Eu quero é um grupo de apoio "eu ressonei alegremente durante o sismo de 2009"
"Terramoto de 1755 foi 32 mil vezes mais intenso que este. Ide dormir." [João Miranda, no twitter]
"Já há um grupo no Facebook "Eu Sobrevivi ao Sismo de 2009 "" [jonasnuts, no twitter]
Nota: link para o Facebook adicionado por mim
"Haverá um grupo Eu Sobrevivi ao Sismo de 1969? Assim podia estar nos dois." [novamente a Jonasnuts]
"É nestas alturas que um gajo se apercebe das banhas que tem. Chiça...tremeu tudo..." [novamente, Paulo Querido]
"não arriscando é tudo a trepar a serra Monchique " [João Quadros novamente, no twitter]
"Oiço uma ambulância em Alcântara. " [Paulo Pinto Mascarenhas, no twitter]
"Antes, qd se sentia um sismo corria-se para a rua, agora corre-se para o twitter." [Paulo Querido, no Twitter]
"a vantagem do tsunami é ter perceves na caixa do correio em vez do Ocasião" [João Quadros, no Twitter, claro]
no Twitter escreve-se:
"a protecção civil não tem um twitter? s calhar devia ter" [Fernanda Câncio]
(a partir do ABC, do Twitter e do Facebook). Mais informação sobre o tremor de terra aqui.
O que dirão das actividades de Lopes da Mota, suspenso pelo Conselho Superior do Ministério Público por ter pressionado os magistrados do processo Freeport? Que é uma cabala? Uma campanha negra contra o governo? Ou que o CSMP não tem credibilidade para suspender Lopes da Mota? Gostava mesmo de saber o que pensam os grandes defensores do Estado de Direito sobre este caso.
Curiosas as reacções ao corajoso e excelente artigo do Pedro Marques Lopes “Mártires da Opinião”. Segundo dizem, no geral, a esquerda aplaudiu e a direita esmagou as palavras do Pedro. É um sinal dos tempos! E começa a ser habitual… Eu penso que sou de direita, o Pedro seguramente também. Actualmente, cada vez que alguém de direita se manifesta contra aquilo que considera ser um flagrante atropelo às garantias dos cidadãos e aos valores do Estado de Direito, é rotulado pelos “seus” como uma espécie de vendido à causa do Sócrates.
Lopes da Mota demite-se do Eurojust após ter sido suspenso por 30 dias.
Há pessoas que não percebem logo à primeira.
Fico a saber que a Isabel Moreira me imagina de gabardina exibindo despudoradamente mastro e bandeira a quem passa. Meu Deus (o outro) como lhe invejo as certezas, as inabaláveis convicções e o sentido de serviço público. Eu gosto (mesmo) da Aura Miguel.
Depois de amanhã nem homossexuais podemos ser.
A Administração Central comprou o Red Bull Air Race para Lisboa.
Isto ainda acaba com as caves do vinho do Porto transferidas para a cordoaria nacional.
Amanhã Isabel Moreira vai tentar escrever um post sem falar sobre a Igreja Católica.
"Sempre acompanhados por jovens muito “irreverentes” mas ainda tão parecidos com os seus avós. Só em público, espero. Pois eu gosto de decotes. Sempre e em qualquer lugar. E gosto de mulheres que não têm medo de os usar, sempre e em qualquer lugar. E que se estão nas tintas para a boçalidade que as rodeia."
Daniel Oliveira no seu Arrastão
Sou mesmo parecido com o meu avô. Como ele gosto tanto de decotes que sou esquisito com a matéria. Como em tudo na vida há quem possa. Há quem não possa. E quem não pode devia ser alvo de imediata, inflexível e intolerante intervenção da ASAE. Eu, por exemplo, evito passear-me de tanga. Mas só porque está muito frio.
Parece que vai para aí uma grande confusão. O Pedro Marques Lopes escreveu um artigo que recebeu grande aclamação da esquerda blogosférica - what else is new - e o Pedro Lomba respondeu no seu blogue.
Nada mais normal.
É tudo boa rapaziada. Todos rapazes que se podem juntar a uma boa mesa, para uma boa discussão e gargalhada.
O Vasco Campilho também pode vir e tirar fotografias. A noite pode ser animada e bem-disposta. O anleite, provavelmente, iria tentar sentar-se com estes rapazes mas não faz mal, quando chegar a conta já se teria mudado para outra mesa.
Terribil.
Eis como Camões definiu Afonso de Albuquerque.
Comandante militar, estratega geopolítico e soldado de Quinhentos, Albuquerque foi ainda integracionista convicto e percursor de um multiculturalismo sem complexos. Um líder nato.
Sob o seu governo, conquistámos Goa, Ormuz e Malaca, fechando quase por completo as portas do Índico à navegação árabe e ao comércio de turcos, genoveses e venezianos.
É sua a ideia de fazer um raid a Meca com a finalidade de raptar o corpo do Profeta, apenas o entregando caso os muçulmanos devolvessem Jerusalém à Cristandade. É também seu o plano de, por meio de levadas, desviar o curso do rio Nilo do Mediterrâneo para o Mar Vermelho, a fim de secar o poder do sultão do Egipto, que ameaçava os interesses portugueses no Oriente.
Proibiu o sati, o abominável costume hindu de sacrificar a viúva na pira funerária do marido morto. Prática a que os ingleses apenas no séc. XIX ousaram por termo.
Armas e balas eram, para Albuquerque, “a moeda em que El-Rei de Portugal mandava aos seus capitães” pagar impostos a Estados estrangeiros que reclamassem o senhorio de terras conquistadas pelos Portugueses.
Na última carta a D. Manuel, Albuquerque escreve, desgostoso, que “mal com os homens por amor del Rey, e mal com El Rey por amor dos homens, bom he acabar”.
Não sem que antes recomendasse ao monarca o seu filho nos seguintes termos: “as cousas da Índia ellas falaram por mim e por elle: deixo a Índia com as principaes cabeças tomadas em vosso poder, sem nella ficar outra pendença senam cerrar se e mui bem a porta do estreito” de Áden.
Cumprem-se hoje exactamente 494 anos sobre a morte de Afonso de Albuquerque. E daqui a dois dias 48 sobre o fim do Estado Português da Índia. Que teve como um dos últimos heróis Aniceto do Rosário, morto a defender Damão em 1954.
Já alguém se perguntou porque é que algumas empresas portuguesas odeiam os seus clientes? Experimentem telefonar para o call center de uma delas com uma dúvida legítima. Em primeiro lugar tenham em atenção que essa dúvida tem de caber nas hipóteses do atendimento automático ou irão para à última hipótese que vos premeia com 17 minutos do Bolero de Ravel tocado por um macaco num xilofone, pim-pi-pim-pim. Se aguentarem a provação não há prémio e é rezar que não caia a chamada.
Celebre o 25 de Dezembro evocando o 25 de Novembro.
A ONU afirmou que a acção do Homem causou um aquecimento do globo. E as pessoas duvidam. Duvidam do efeito e duvidam das causas. A OMS afirmou que existe uma pandemia e recomendou a vacinação. E as pessoas duvidam. Duvidam da pandemia e da vacina. Como se milhões de pessoas tivessem – repentinamente – tirado o curso de climatologia ou de ciências biomédicas. Há uns anos atrás seria improvável que tanta gente duvidasse da ONU ou da OMS. Hoje vivemos num mundo de especialistas. A sociedade de informação tem destas coisas.
O homem que ao mínimo sinal de pressão pôs o rabo entre as pernas e fugiu do governo, anda agora a falar e a fazer pressão. (Com o dinheiro dos nossos impostos: quanto custará fazer um programa daqueles na RTP, que ninguém quer patrocinar?)
- ou te portas bem ou obrigo-te a ouvir o Vitorino a cantar em castelhano

José Pacheco Pereira não pode ignorar que ao promover uma oposição personalizada ao Primeiro-Ministro, está a oferecer um free pass ao PS.
Leia na íntegra aqui.

Depois de ouvir Ban Ki Moon falar em inglês percebo porque razão as nações do mundo não se entendem em Copenhaga

Ambos se chamam João Salgueiro. Um é economista. O outro é cavaleiro. Um gere dinheiro. O outro actua em touradas.
Qual deles acusa o Governo de andar a tourear os Portugueses?
Veja a resposta aqui.
Um dirigente associativo queixava-se indignado: vai haver desemprego nos médicos. Há 10% de desemprego em Portugal. Em todas as áreas e em todos os sectores. Menos na medicina. É preferível haver portugueses sem médico que médicos sem emprego.
O exemplo vem do país do mensalão.
Sócrates já não está bem nem para o Brasil...
Mugabe chegou a Copenhaga para participar nas negociações relativas à Conferência da ONU sobre os problemas ambientais. I rest my case.
A câmara de Paredes vai construir um mastro de bandeira com 100 metros para comemorar o centenário da República. A iniciativa vai custar à autarquia um milhão de euros. O que dá 10.000 euros por metro.
Questionada sobre o assunto, a comissão de comemoração da coisa achou a ideia interessante e considerou a possibilidade de intervenção de um "escultor português de mérito para o mastro".
Sem tempo para mais, "dou-vos" música. Excelente música.
Henri Salvador: Jardin d'hiver
Aqui e ali ao lado.
Um excelente artigo de Paulo Marcelo. A ler.
E que tal começar a governar? Não será essa a sua responsabilidade?


Em sua opinião, qual destas imagens se adaptará melhor ao projecto em estudo?
Segundo o Jornal Expresso, uma mulher de 75 anos foi condenada a 40 chicotadas e a quatro meses de prisão na Arábia Saudita, por se ter encontrado com homens que não eram da sua família.