A hora de alimentar o monstro
Gostei de ler esta aventura na Segurança Social. Isso dos números é coisa de que não damos (não dou) conta até que saímos do padrão. É o momento em que o monstro da burocracia sai da toca para se vir alimentar.
a política na vertente de cartaz de campanha
Gostei de ler esta aventura na Segurança Social. Isso dos números é coisa de que não damos (não dou) conta até que saímos do padrão. É o momento em que o monstro da burocracia sai da toca para se vir alimentar.
Quem usa o Windows Live Writer (WLW) e gosta de partir os posts numa parte visível e noutra acessível depois de clicar num link a dizer "Ler mais" já reparou que o ícone que permite fazer isso está desinibido no Blogger. Parece que a malta da Microsoft ainda não topou que o Blogger também já tem essa funcionalidade.
O botão do meio, para inserir a
quebra de post, está desinibido
É fácil contornar este problema:
Aproveito para explicar porque é que funciona. O texto do ponto 3 é um comentário, não no sentido de comentário a um texto mas sim de comentário HTML no contexto da informática. Isto é, é uma nota que será ignorada pelo software, neste caso pelo browser. Estes comentários têm a forma <!- qualquer-coisa-aqui-que-será-o-comentário -->. Tudo o que for colocado entre os dois marcadores azuis será ignorado pelo browser. Por isso, o WLW aceita que se coloque isto no HTML (código fonte), pois é HTML válido. No entanto, para o Blogger, este é um comentário especial e não será ignorado (o que destrói por completo o conceito de comentário; shame on you, Blooger!). Em vez disso, será interpretado e será produzido HTML que implementará a funcionalidade "Ler mais". Aliás, pode-se verificar no editor do Blogger que o que é feito ao inserir o "Ler mais" é apensas a inserção deste comentário especial.
Vídeo "Plan Transporte Mercancías" disponível no Youtube, do qual destaco estas imagens:
É notório
Os aspectos de rede europeia são ainda mais evidentes se olharmos para o tipo de tráfego nas linhas: não existe uma única ligação de mercadorias entre Portugal e a restante Europa. Bom, existem uns atalhos. Mas uma linha que torne Portugal como uma porta de entrada na Europa é que não existe. Aliás, parece que nem mesmo em Portugal tal coisa está prevista, já que o TGV não terá ligação directa aos portos marítimos.
Outros aspectos são explicados num texto de Rui Rodrigues no Público, que me parece não estar a ter o destaque necessário face às questões que coloca:
Há alturas em que a água apenas satisfaz pobremente. É quando o fresco amargo de uma mini cai a matar em dois sedentos goles. Ontem à noite foi assim. Dirigi-me ao frigorífico, a antever a visão amarelo-suada mas eis que as cervejas pareciam ter emigrado para outra paragem. Nem uma! Bati com a porta numa força proporcional à minha frustração que chegou a 6 na escala de Richter.
As minhas desculpas pelo susto causado. Espero que o grupo do Facebook "Eu Sobrevivi ao Sismo de 2009!" não me leve a mal. E lamento imenso ter feito o Ministro da Administração Interna sair cedo da cama para ir à sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil fazer umas declarações palermas para a comunicação social. Já dos jornalistas que acederam ao convite de ir ouvir o ministro não tive pena. Podiam ter optado por ficar a dormir. Penitencio-me também por ter sido a causa de eminentes twitters terem debatido em 140 caracteres o facto de outros terem twittado este incidente.
Espero sinceramente que não existam réplicas. Em particular, que não abanem o governo nem destabilizem o Parlamento. E que este abalo não seja usado pelo primeiro-ministro como desculpa para deixar o governo cair. É que o governo é bom e bem intencionado e eu não quero ser responsabilizado por haver eleições antecipadas decorridos apenas uns meses depois das últimas, apenas por o frigorífico estar vazio.
A animação foi feita aqui, à qual juntei uns pós próprios. No mesmo site há outras animações possíveis.
Fundação investigada pelo PSD em risco de extinção
Estatutos da Fundação do Magalhães indicam que, no próximo ano, os membros dos órgãos gerentes terminam o mandato. Por outro lado, um dos objectivos da FCM era gerir as contrapartidas das operadoras, que já se esgotaram
Sim, e… Lá porque não faz sentido existir mais, coloca-se uma pedra no assunto e não se olha para o que se fez com o dinheiro?
Entretanto, ainda no DN, ficamos a saber que as contas de Estado agora prestam-se num canal de televisão de sinal fechado:
Os números do E.escola, segundo Lino
Apesar dos esclarecimentos do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, a informação mais detalhada sobre o E.escola foi dada na última quinta-feira à noite na Quadratura do Círculo pelo ex-ministro Mário Lino. No programa da SIC Notícias, Lino disse que o custo total do programa até agora foi de 870 milhões de euros, revelando que 216 milhões desse "bolo" foram pagos pelo Estado, o que corresponde a cerca de 25% do investimento. Lino explicou ainda que desses 216 milhões, 36 vieram de lucros do Instituto de Comunicações de Portugal - Autoridade Nacional de Comunicações e 180 milhões da Acção Social Escolar. O ex-ministro revelou também que do total de 1.200.000 computadores, 80 mil foram entregues a professores e 839 mil estudantes a estudantes. Lino avançou ainda que 280 mil computadores foram entregues a alunos inscritos nas Novas Oportunidades. O ex-ministro referiu-se várias vezes ao E.escola como "um sucesso".
Finalmente, pelo i e pelo Público voltamos a ouvir dizer que há quem não partilhe da mundivisão socialista de dar negócios públicos sem concurso e achar que está na legalidade.
Os socialistas saíram de uma maioria absoluta para a qual tinha sido eleitos com 45.05% dos votos dos portugueses. Agora formam governo depois de ganharem as eleições com 36.55%. Os 8.5% de pessoas que não repetiram o voto nos socialistas obrigam-nos agora a governar em minoria. Mas olhando as repetidas declarações de destacados socialistas das últimas semanas, primeiro-ministro incluído, constata-se o que desejam é repetir a eleição até que o resultado lhes agrade. Como outros fizeram na Irlanda com o Tratado de Lisboa. Chorem menos e trabalhem mais!
«A comparação entre o TGV e o Alqueva é legitima, criticando Assis quem defende que “se deve fazer mais tarde, que as condições orçamentais o impedem”. “São sempre os mesmos a fazer o mesmo discurso que ouvimos há muito tempo a atrasar a construção deste empreendimento”, afirmou aos jornalistas.» no Público
A comparação é de facto correctíssima. O Alqueva não está a servir para o fim com que foi vendido aos contribuintes: contribuir para a agricultura portuguesa. Em vez disso, foi um sorvedouro de impostos para agora alimentar campos de golfe. Muito bem Sr. Assis, desta vez estamos de acordo.
Questões para a Comissão «Magalhães» por Gabriel Silva no Blasfémias. Incontornável. São questões cujas respostas também eu gostava de ver respondidas e, veja-se só, até tenho direito a saber as respostas. Há que acabar com a prática de os governos não prestarem contas; há que exigir respostas.
Agora os velhos, isto é, aqueles que não são novos, têm um novo sinónimo no dicionário do politicamente hipócrita correcto. Chamam-lhes seniores. Tenho-o ouvido na publicidade, sempre atenta às modas, no discurso político e agora também na comunicação social ("público sénior"). Espero que quando eu for mais velho não me chamem sénior. As coisas são o que são e, independentemente da nomenclatura, não deixarei de ser velho. Serei idoso, um adjectivo correcto e que também pode ser substantivo.
De há algum tempo para cá que procuro saber quantos são os contribuintes em Portugal, individuais e colectivos, os que pagam alguma coisa de IRS/IRC e os que apenas pagam impostos indirectos.
Obviamente que no ministério das finanças isto é sabido. É com estes dados que anualmente se decide quanto é vamos pagar de impostos. O problema é o comum pagador de impostos conseguir aceder a estas informações, para aferir quanto lhe custam os devaneios despesistas.
Na demanda por estes sigilosos números encontrei alguma informação dispersa e até alguma relevante mas referente a 1999 (a mais recente). Anteriormente já tinha encontrado um artigo publicado no Acção Socialista (!) onde se referia que «o número de contribuintes em 1998 foi de cerca de 3.5 milhões».
Encontrei também quem tem, por lei, obrigação de publicar estes dados: o INE:
Eu sei que «assegurar a produção» não implica disponibilizar publicamente. Mas atendendo a que este trabalho é pago com o nosso dinheiro, importar-se-iam de os publicar? Agradece-se a colaboração.
Entretanto, se alguma alma caridosa quiser tirar da ignorância este curioso blogger, que faça o favor de deixar links relevantes nos comentários. Obrigado.
*saber quantas pessoas pagam impostos em Portugal é uma missão quase impossível.
«Quem relatou foi o Correio da Manhã: "José Sócrates e a sua equipa não gostaram nada" que a RTP tivesse ouvido, entre outros especialistas, Paulo Pinto de Albuquerque, que criticou o presidente do Supremo Tribunal de Justiça por ter considerado nulas escutas do caso Face Oculta. Mais: "fizeram questão de o dizer, de forma bastante viva e clara, ao director de Informação da RTP", J. Alberto Carvalho (CM, 04/12). » Eduardo Cintra Torres, Público 11.12.2009
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Mad Men é uma série fantástica. Num dos primeiros episódios abordava-se a estratégia comercial para uma marca de cigarros e a sugestão do craque da série foi usar um slogan a dizer algo como “o nosso tabaco é torrado”, ao que diz o cliente “mas todas as marcas o fazem”, “mas nós é que o dizemos” foi a resposta (cito de memória). Vou comprar as séries 1 e 2 na Amazon UK por 36.42€ (portes incluídos) por causa disto e disto.
Hoje foi aprovado no Parlamento mais um orçamento rectificativo. O Ministro das Finanças defendeu que não fazia sentido apresentar valores para o défice das contas do Estado nem os valor das dívidas das empresas públicas e afins como as Estradas de Portugal, o SNS, etc. Ficamos pois sem saber se foi aprovado um aumento de endividamento suficiente para pagar as despesas do Estado. O argumento é que as contas serão apresentadas com o próximo Orçamento de Estado. Eu acho que isso não acontecerá e tenho uma teoria. Pelos sinais
sou levado a concluir que o PS optou pela estratégia de procurar a demissão de funções mal tenha um pretexto que lhe permita ganhar umas eleições antecipadas num contexto de extrema dramatização. Neste cenário, importa esconder a realidade do país. Dividida externa, défice, desemprego, endividamento público, prazos de pagamento a fornecedores, entre outros, constituem indicadores a adocicar. Não foram apresentados hoje com o orçamento rectificativo nem serão tornados públicos de forma não disfarçada no próximo orçamento pois isso seriam más notícias para a eleição antecipada por volta de Abril. Cá estaremos para aferir a previsão.
FACE OCULTA "Foi um encontro fortuito, por acaso. [Manuel Godinho] não dava com o endereço de Paiva Nunes [administrador da EDP imobiliária] e foi perguntar-me". Foi assim que Vara justificou a ida do sucateiro de Aveiro às instalações do BCP no dia 25 de Maio, onde foi visto a entrar com um envelope - sem dinheiro, pelo menos para Armando Vara, que nega ter "alguma vez pedido dinheiro a alguém"., no i
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