Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Saúde - Como funciona a democracia norte-americana

Terça-feira, 29 de Setembro de 2009


Democracia norte-americana
.
Dezessete manifestantes foram presos por protestar contra o sistema de saúde estadunidense. É desse jeito que a coisa funciona, mas ou menos parecido com o jeito tucano de governar.
.
.
in Bodega Cultural 2009.09.29
.
.

E Agora o que se segue?




-- LatinRose wrote:

...como é possível alguém decidir só efectuar as buscas depois das legislativas, no caso "portasgate"?!
-terá o PR não deixado?
-terá o juiz encarregue do caso,medo do comunismo?
-será ele militante ou simpatizante do CDS?
-será que está a pensar em trocar de carro?
-terá sido obra do Pinto da Costa?
concluo:
-não é preciso ser comentador politico para imaginar o que aconteceria, CDS ficava pelos 5% dos votos e o PSD subiria 5%
-a justiça deve funcionar a tempo inteiro,como para a maioria dos portugueses
-36 milhões de euros dava para muita "lavoura"
-as legislativas foram viciadas
-a corrupção aumenta de forma despreocupada
exijo:
-saber quem apoiou a firme ideia do juiz
-saber porque motivo todos os computadores da firma de advogados no Amoreiras avariaram na véspera (terá sido um trojan de um cliente insatisfeito?)
-não esperar 2 anos para saber o desfecho do caso
-alguém duvida que o discurso patético de um PR foleiro,relegou para segundo plano o caso(só o correio da manhã fez hoje manchete)?
por isso:
-vou ver muita gente a esconder a cabeça na areia
-MAS VOU CONTINUAR A LUTAR...
.
.

Crimes de Guerra de Israel sobre Palestinianos

Relatório Goldstone aponta crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza

Informe da Comissão Goldstone, que começa a ser debatido pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, analisa detalhadamente as operações militares levadas a cabo na Faixa de Gaza no início de 2009.
[mais]

.

in DW-World 2009.09.29

.

.

Eleições na Alemanha

Novo governo poderá mudar rumos de política econômica alemã

O novo governo alemão, formado por uma coalizão entre CDU/CSU e FDP, poderá dar novos rumos à política econômica do país. Há temores de que as forças liberais queiram cortar drasticamente benefícios sociais.
[mais]

Imprensa internacional destaca virada liberal nas eleições alemãs

Imposto sobre transações financeiras é quase consensual entre políticos alemães

Resultado das eleições alemãs pode influenciar parcerias com o Brasil no setor energético

.

in DW-World 2009.09.29

.

.


WSWS News - 29 September 2009

Perspective

The political significance of the Balmoral Estate Action Committee

The courageous step taken by tea plantation workers on the Balmoral Estate in Sri Lanka in establishing their own action committee, independent of the trade unions, has broad political significance for workers throughout the island and internationally.


News & Analysis

German election: The collapse of the Social Democratic Party

The most important feature of Germany's Bundestag (federal parliament) elections last Sunday was the dramatic loss of votes by the Social Democratic Party.

Three months after coup: Honduran regime imposes state of siege

US, NATO reach "consensus" to sanction rigged election in Afghanistan

Australian government lawyers demand Guantánamo compensation case be stopped to protect US alliance

Severe dust storm hits Australian coastal cities

US Army abandons effort to court-martial Iraq war resister

Political Statements

Once again, on the ex-left and Iran

Book Review

What does reality require from fiction?: Aravind Adiga and Indian society

Arts Review

A dramatic account of the death of Jean Charles de Menezes: Stockwell, by Kieron Barry

Socialist Equality Party

Public meeting---70 years since World War II: Origins & consequences of a historical catastrophe

Sri Lankan SEP to hold election meeting in Galle

Workers Struggles

Workers Struggles: The Americas

Correspondence

Letters from our readers

Read more at wsws.org


.
.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

2009 - Eleições Legislativas e Autárquicas - Análise do PCP


Reunião do Comité Central do PCP
.
Terça, 29 Setembro 2009
logo-pcp.jpgJerónimo de Sousa, na apresentação das conclusões da reunião do Comité Central do PCP, afirmou que o país precisa de uma política que assuma claramente a ruptura e a mudança, tendo como matriz um crescimento económico sustentado, uma mais justa repartição do rendimento nacional, a valorização do trabalho e dos trabalhadores, o reforço das funções sociais do Estado, a afirmação e defesa da produção nacional e o controlo pelo Estado dos sectores estratégicos da economia.

.

O Comité Central do PCP, nesta sua primeira reunião após as eleições do passado Domingo, procedeu à análise dos resultados eleitorais e ao quadro político delas decorrente, bem como a uma avaliação da preparação e desenvolvimento da campanha eleitoral para as eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro.
.
Em relação aos resultados eleitorais, o Comité Central confirmou os aspectos essenciais da análise constante na declaração tornada pública na noite das eleições, realçando o significado e a importância de a CDU ter obtido um novo crescimento nestas eleições para a Assembleia da República.
.
De facto, o resultado alcançado pela CDU significa mais um passo no sentido do crescimento sustentado que nos últimos anos vem registando e que se traduziu, nestas eleições, num novo aumento da sua expressão eleitoral alcançando 446.179 votos (sem os círculos da emigração), uma percentagem de 7,9% e a eleição de 15 deputados. Este resultado constitui um factor de inegável significado, tanto maior quanto identificado com um projecto claro e distintivo de ruptura e mudança para o país.
.
Os resultados agora obtidos pela CDU são um importante estímulo para mais e maiores avanços nas próximas eleições autárquicas, bem como para as batalhas políticas que continuaremos a travar por um Portugal mais justo, igual e soberano.
.
No que se refere aos resultados do PS, a sua acentuada quebra eleitoral com a perda da maioria absoluta e de mais de meio milhão de votos, é a expressão clara e inequívoca de condenação da política de direita do actual governo.
.
O resultado do PSD, associado à perda da maioria absoluta pelo PS, confirma o descrédito da política da direita e veio confirmar quanto artificial era a encenada dramatização que o PS ensaiou sobre o regresso da direita para voltar a obter votos que serão agora utilizados, a não serem impedidos, para prosseguir com a mesma política.
.
Beneficiando da verificada dificuldade do PSD em progredir à direita e de uma campanha construída na base da demagogia e da instrumentalização de sentimentos, o CDS-PP progrediu nestas eleições.
.
O resultado do BE reflecte a opção de muitos eleitores ditada, nesta conjuntura, por razões de hesitação ou recusa em expressar um voto determinado pela exigência de uma efectiva ruptura com a política de direita.
.
A perda da maioria absoluta pelo PS constitui um factor da maior importância no quadro da luta contra a política de direita e por uma viragem na política nacional.
.
Apesar das esperadas acções para recuperar o terreno perdido, a perda da maioria absoluta cria não só novas e melhores condições para o desenvolvimento da luta por uma nova política, mas novos condicionamentos e obstáculos à insistência nas mesmas políticas que têm sido realizadas.
.
Neste quadro assume uma maior importância e peso decisivo o papel que a luta de massas deve ser chamada a assumir, para conter e condicionar novos projectos e prosseguir a ofensiva contra direitos e conquistas sociais.

O Comité Central frisa que não há alternativa de esquerda sem o PCP e o reforço da sua influência e do seu papel, essencial e insubstituível para ampliar a convergência de energias e de vontades dos que querem sinceramente romper com a política de direita e construir um outro rumo e um outro caminho para o país.
.
O Comité Central alerta desde já para os perigos da continuação das opções políticas das últimas décadas, de agravamento das injustiças sociais, invocando agora simultaneamente o chamado combate à crise e ao défice das contas públicas, para uma nova fase de imposição de sacrifícios aos trabalhadores e às populações.
.
A necessidade de uma política de ruptura patriótica e de esquerda emerge, como o PCP tem afirmado, como a mais crucial e decisiva questão para pôr termo ao caminho de declínio económico, injustiça social e submissão nacional a que a política de direita conduziu o país.
.
O que o país precisa é de uma política que assuma claramente a ruptura e a mudança, tendo como matriz um crescimento económico sustentado, uma mais justa repartição do rendimento nacional, a valorização do trabalho e dos trabalhadores, o reforço das funções sociais do Estado, a afirmação e defesa da produção nacional e o controlo pelo Estado dos sectores estratégicos da economia.
.
No sentido da execução destes objectivos, o PCP dará prioridade à apresentação de iniciativas políticas e legislativas que dêem concretização ao conjunto de medidas que apresentou ao país, designadamente as que visam o alargamento do acesso ao subsídio de desemprego, a revogação do Código do Trabalho e da legislação laboral da Administração Pública, o aumento do salário mínimo nacional, a valorização das pensões de reforma, a salvaguarda do direito à reforma aos 65 anos e possibilidade da sua antecipação sem penalizações para carreiras contributivas de 40 anos e a revogação do Estatuto da Carreira Docente.
.
Mais uma vez se reafirma que, quaisquer manobras e especulações para fixar cenários sobre governos ou maiorias, não pode iludir que a questão decisiva para o futuro do país reside no conteúdo das políticas e da assumida disposição de uma mudança a sério.
.
O Comité Central deu, nesta sua reunião, uma particular atenção à preparação e desenvolvimento da campanha eleitoral e considera que as eleições autárquicas são uma oportunidade para confirmar o reconhecido património de trabalho e realizações que a CDU tem para apresentar ao país.
..
Na realidade, nestas eleições para as autarquias locais a CDU, pelo valor do seu projecto, a dimensão da sua obra e o exemplo da sua gestão, apresenta-se determinada a consolidar e reforçar as suas posições em mais freguesias e concelhos do país, afirmando-se como a grande força de esquerda no Poder Local.
.
Estas eleições constituem um novo momento para garantir o continuado e sustentado crescimento eleitoral da CDU com mais votos, mais mandatos e uma maior percentagem. Essa determinação, visando a ampliação da sua influência no Poder Local é reforçada pelo êxito político que constitui a apresentação de candidaturas a 301 municípios e sobretudo a apresentação de 2275 listas às freguesias, o que constitui a mais expressiva presença de candidaturas desde 1989.

As candidaturas apresentadas confirmam a CDU como um amplo espaço de participação democrática e intervenção unitária, expresso na presença de milhares de cidadãos independentes ao lado dos militantes do PCP e do PEV, num projecto que faz da unidade em torno dos problemas concretos, um factor de agregação de vontades e de trabalho para a construção de uma vida melhor para as populações.
.
Um espaço de convergência democrática onde milhares de homens e mulheres agem e trabalham, em maioria ou minoria, em defesa dos interesses locais e da melhoria das condições de vida das populações.
.
Na CDU e na intervenção dos seus eleitos locais está presente, de facto, um reconhecido património de trabalho e realizações, uma inegável obra realizada e um percurso marcado pelo trabalho, honestidade, competência e isenção.

Um projecto alicerçado em mais de 30 anos de acção nas autarquias, durante os quais a CDU deu prova de uma intervenção distintiva nos mais diversos domínios.

.
A CDU afirmou-se — como largamente é reconhecido, mesmo entre adversários, como uma força associada ao que de melhor e mais inovador foi feito na gestão das autarquias.
.
Partimos para estas eleições com a disposição de construir uma campanha assente em critérios de verdade, de esclarecimento e apelo à reflexão dos eleitores sobre o valor e o mérito das candidaturas em presença, e prontos a assegurar no próximo mandato uma gestão participada e democrática, orientada para garantir um desenvolvimento com dimensão social, promover a valorização das pessoas, defender um serviço público de qualidade para todos e garantir a construção de um espaço público e ambientalmente qualificado ao serviço das populações.

.

.

O Voto, única Arma do Povo?

Este domingo vamos votar CDU! (Gabi)



clicar na imagem para ler
.
.
Respigando D'Ali e D'Aqui
.
.
1 -Vota CDU - A força da mudança para uma sociedade mais justa e solidária. O resto vale o que vale, i.e., nada! (VN - 23 Set 10:00)
.

2 - Vamos? Este povo não tem consciência da sua força e está tão infectado por 500 anos de Inquisição, Pide e política «súcial» que continua a crer que mais vale «botar» na ditadura da «súcia» que votar na democracia dos comunas. (VN - 23/Set 22:56)
.
3 - Votar - Um direito, um dever! Contra o Reyno do «Súcial» e seus mandantes, ilusionistas, cortesãos e marionetas. Vota pela Democracia. Eu voto CDU ! - (VN 26/Set 16:39)

.

4 - Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis

(Brecht)

.

5 - Olá. camarada!

Ou o chamado 3º Mundo consegue dar a volta a isto, ou o capitalismo destruirá o Planeta, a Humanidade e a Vida na Terra! Quanto aos comunistas em Portugal, ainda não conseguiram fuzilá-los ou gazeá-los, embora vontade não lhes falte!

Mas ...,. Roma e Pavia não se fizeram num dia (VN - 27/Set 23:14)

.

6 )

a) quem tem capacidade não quer saber da vida politica para nada! a conversa é sempre a mesma (XYZ - 27/Set 22:32 )

.

b) PS - Discordo do XYZ e não me considero nem sou considerado estúpido, incompetente ou incapaz, burro e matarroano. Nem vou à minha vidinha nem coloco a minha parcela de liberdade e de decisão nas mãos dos outros. Se assim fosse, ainda viveríamos na Idade da Pedra. Mas 500 anos de Inquisição, Pide e Reyno do «Súcial» parece terem castrado a inteligência de muitas pessoas! (VN - 27/Set 23:30)

.

7 - Ai, teen, teen! A Europa está moribunda! Não fossem os emigrantes e o falhanço da via para o socialismo no campo socialista, e já os europeus tinham morrido à fome e os imigrantes tomado o poder! Quanto aos EUA, a bolha rebentará ou destruirão o Mundo com eles!

.
E depois o Parlamento é apenas uma das frentes de actuação. E eles têm medo, não do BE, mas da capacidade de mobilização do PCP. Vê como se juntaram todos, uns em defesa da «Esquerda Possível», outros com Só-Ares, todos «esquecidos» dos males do neo-liberalismo, de que o PS e Sócrates, mas não só, têm sido zelosos executantes. E da outra banda, todos se convidaram para ver se a «Leytaria» não morria, comparecendo ... ao «enterro», mesmo não tendo sido convidados :-)

.

Na hora da verdade ou do aperto, os bons espíritos entendem-se e desta nem ligaram à bandeja da «saída» dum «histórico» do PCP. Antes preferiram andar,como sempre, com um bé-bé ao colo! (VN - 28/Set/2009 1:10 )

.

6 - Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo. (Lincoln) - 23 Set 18:50
.
.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Homenagem à luta dos trabalhadores da Pereira da Costa


.
.
Ícone de canal

SIPDORLPCP

.
Os trabalhadores da Pereira da Costa travam à meses uma luta heróica. Esta apresentação junta a música "Venceremos" às imagens dessa luta. Uma mensagem de confiança produzida pela SIP/DORL do PCP.
.

Tempo de Antena da CDU 2009.09.22



.
.

Tempo de Antena da CDU 2009.09.21



.
.

A CDU está a crescer! O Programa da CDU !


Grandioso comício no Porto
A CDU está a crescer!
.
Cinco mil pessoas encheram a transbordar, no domingo, o Palácio de Cristal, no Porto, para o comício da CDU. Depois de Évora, foi o segundo dos «grandes momentos» da campanha, ela própria grande e a crescer. O terceiro é hoje à noite no Campo Pequeno, em Lisboa.
.
«Como eu gostava que vissem o que eu vejo: o Palácio de Cristal cheio de cor e alegria, de homens e mulheres que são a força da CDU», afirmou a dada altura a apresentadora do comício. A visão era simplesmente impressionante: milhares de pessoas que não paravam de chegar enchiam por completo o recinto e as bancadas; o elevado número de jovens presentes e o entusiasmo com que participaram do princípio ao fim; a alegria combativa estampada em tantos rostos; os constantes aplausos e vivas à CDU nos momentos mais «quentes» das intervenções políticas ou do espectáculo de Samuel e Luísa Basto, que as antecedeu.
.
Mas a animação começara já momentos antes, nas ruas da cidade do Porto. Ainda se estava longe do Palácio de Cristal e já se sentia que o comício seria grandioso. Dezenas de automóveis formavam uma caravana à qual ninguém pôde ficar indiferente, tantas foram as buzinadelas e as bandeiras agitadas às janelas. Outros seguiam a pé, em grupo, com a mesma determinação.
.
Samuel e Luísa Basto ainda fizeram o que parecia impossível, aquecendo ainda mais o ambiente antes dos discursos. Canta canta, amigo canta – e a assistência cantava. Antes, os acordes d’ A Carvalhesa tinham já levantado a multidão, que entre saltos espreitava as jovens bailarinas que dançavam no palco.
.
A oito dias das eleições legislativas, o comício do Porto demonstrou que a adesão popular à CDU continua a crescer. O segundo «grande momento» da campanha cumpriu-se, ultrapassando as expectativas mais optimistas e mostrando que cada vez mais é a própria campanha a tornar-se, toda ela, num «grande momento».
.
Uma força imensa
.
Se a satisfação era visível nos rostos dos que ali estavam, o de Jerónimo de Sousa não era excepção. À entrada, enquanto distribuía cumprimentos aos apoiantes, o dirigente do PCP não conseguia – nem pretendia – esconder a sua imensa alegria que sentia ao olhar em redor do magnífico pavilhão e ao ver tanta e tanta gente.
.
E na sua intervenção (ler nas páginas seguintes) destacou mesmo o «mar imenso de vontades e determinação» que ali estava. Que constitui uma «imensa força» na qual reside uma «sólida confiança de que não só é necessária como é possível e está ao nosso alcance conquistar uma nova política e construir uma vida melhor».
.
Naquele comício, afirmou Jerónimo de Sousa, sentiu-se a «imensa confiança de uma força a somar apoios e sobretudo uma corrente de esperança que vê na CDU, na sua acção e nas suas propostas a oportunidade de um rumo novo e de uma nova política». Esta corrente sente-se com especial incidência no Norte do País e particularmente no distrito do Porto, como se viu nas eleições para o Parlamento Europeu de 7 de Junho, nas quais a CDU aumentou mais de 12 mil votos em relação a 2004.
.,
Depois das intervenções e de todo o pavilhão cantar a uma só voz o Venceremos (cuja nova versão tornou-se já um hino da coligação), veio uma vez mais A Carvalhesa, dançada com especial entrega por milhares de pessoas, ou não fosse a que marcava o final de uma grandiosa acção da CDU. Entre elas estava Jerónimo de Sousa, que se juntou aos jovens, dando largas à satisfação que o invadia.
.
Eleger três deputados!
.
Honório Novo, deputado e primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral do Porto, alertou para as sondagens que, uma vez mais, colocam a CDU a descer, ao contrário daquilo que se observa por todo o País nas várias acções de campanha.
.
«Está nas mãos dos trabalhadores e das populações dar uma resposta à altura a todas estas tentativas de influenciar o voto popular», apelou, manifestando a sua confiança na eleição, no domingo, do terceiro deputado pelo distrito – em 2005, a CDU elegeu, além de Honório Novo, Jorge Machado. A CDU, garantiu o cabeça de lista da coligação, «quer e vai ter» mais votos e mais deputados no Porto: «Vamos eleger também a Fátima Monteiro para dar mais voz à voz dos trabalhadores e das populações, para continuar a nossa luta de sempre, a luta da CDU contra as injustiças, por uma vida melhor.»
.
Acusando PS e PSD de serem «irmãos siameses», Honório Novo lembrou que esses dois partidos «querem parecer diferentes, queimam páginas de jornais a dizer que são diferentes, mas a verdade é que, nas políticas fundamentais de que têm sido executantes ao longo de mais de trinta anos são muito idênticos».
.
Para além do Código do Trabalho, dos sucessivos cortes no investimento público e do «desprezo» e «cumplicidade» face à destruição de empresas e ao aumento do desemprego, as diferenças são também difíceis de encontrar numa outra questão: na tão falada «asfixia democrática, isto é, na tentativa de condicionar e limitar direitos e garantias constitucionais».
.
Em várias escolas do distrito, exemplificou o candidato, a polícia quis saber quantos e quais eram os professores que se iriam manifestar; também no Porto, a mando da então governadora civil (e actual candidata do PS) Isabel Oneto, vários jovens, alguns menores, foram impedidos de se manifestarem e levados a juízo, «como se de criminosos se tratasse»; foi também no distrito, por ordem da mesma governante, que se tentou «impedir manifestações sindicais, condicionar e limitar movimentações de trabalhadores, se identificaram e levaram a tribunal os seus dirigentes pelo simples facto de defenderem e exercerem o direito constitucional de manifestação».
.
Para Honório Novo, quem falar de limitações aos direitos e liberdades sem falar do que se passa nas empresas «é porque quer esconder a falta de liberdade da acção sindical, o condicionamento e pressão que existe sobre os trabalhadores, as ameaças e os despedimentos de quem exerce ou quer exercer livremente os direitos sindicais, é porque quer esconder o inaceitável clima antidemocrático que atinge milhares e milhares de trabalhadores no interior de muitas empresas e que prossegue com a total complacência e cumplicidade do Governo do engenheiro Sócrates».
.
Antes, Manuela Cunha, dirigente do PEV, tinha já feito um saldo muito negativo da acção do actual Governo também no que ao ambiente diz respeito. Em sua opinião, foi mesmo aquele que apresentou os piores indicadores desde que existe Ministério do Ambiente. O presidente da Intervenção Democrática, João Corregedor da Fonseca, por sua vez, reafirmou a necessidade de aplicar uma nova derrota à política de direita. Ana Sá, da Juventude CDU, realçou estar-se a «escassos dias de se poder alterar o rumo do País», votando na CDU.
.
Jerónimo de Sousa no comício do Palácio de Cristal
O voto que conta para uma nova política
.
Olhando para este comício, para este mar imenso de vontades e determinação, bem podemos afirmar que aqui nesta imensa força que é a CDU reside uma sólida confiança de que não só é necessária como é possível e está ao nosso alcance conquistar uma nova política e construir uma vida melhor. Aqui estamos chegados a este grande comício com a imensa confiança de uma força a somar apoios e sobretudo uma corrente de esperança que vê na CDU, na sua acção e nas suas propostas a oportunidade de um rumo novo e de uma nova política.
.
Um comício de uma grande força nacional, com uma presença e influência crescentes no Norte do país, que inscreve como objectivo ir mais longe em votos e eleger mais deputados.
.
A uma semana das eleições está cada vez mais claro o que nelas se decide. Está cada vez mais clara a oportunidade de mudança que estas eleições constituem. Uma oportunidade única para romper com o ciclo da política de direita e afirmar uma outra política e um outro governo de ruptura e mudança capaz de responder com a emergência que a situação exige aos problemas do País.
.
Aos que parecem não acreditar que é hora e é possível mudar daqui lhes dizemos: Sim, é possível mudar. Sim, é possível com o seu apoio e o seu voto na CDU impor uma viragem na política nacional, derrotar a política de direita e abrir caminho a uma alternativa de esquerda. Aos que imaginam que o seu voto não conta e que depois de 27 de Setembro nada mudará daqui lhes dizemos: o seu voto na CDU pode fazer toda a diferença para impedir que no domingo à noite se vejam condenados, não apenas a um horizonte das mesmas e injustas políticas que tanto penalizam as suas vidas, como se vejam perante a séria possibilidade de verem prosseguidas e agravadas essas mesmas políticas.
.
Porque ninguém duvide que o que PS, PSD e CDS têm para oferecer são as mesmas receitas que conduziram o País ao definhamento e ao crescente empobrecimento dos portugueses.
.
Vencer hesitações
.
Ninguém duvide que o que preparam não é nenhuma resposta nova para resolver os problemas do País e das pessoas, como uns e outros juram como sempre juraram, mas sim a retoma da política de sempre e a continuação da ofensiva contra os direitos sociais e laborais dos trabalhadores e do povo, contra os salários e as reformas, contra os serviços públicos que deveriam garantir o bem-estar do povo.
.
Aos muitos milhares de homens e mulheres que votaram PS e que agora se encontram desiludidos lhes dizemos: É tempo de confiar na CDU, de apoiar aqueles que ao seu lado estiveram nas pequenas e grandes lutas em defesa dos seus direitos, que nunca faltaram nas horas mais difíceis.
.
Aqui na CDU mora a força em quem se pode confiar pelo que faz e propõe. Aqui na CDU está quem mais pode pesar e decidir de uma nova política. O voto que não trai esperanças e confiança, a força que não faltará na hora de dar combate à política de direita, os deputados que hão-de pesar para impor uma nova política, um outro rumo e um outro governo para o país. A hora não é de falsas resignações ou de saídas ilusórias. A hora é de mudança. Uma mudança que só é possível construir com mais influência, mais votos e mais deputados da CDU. Mais deputados como aqueles que a CDU elegeu pelo distrito do Porto, exemplos de iniciativa, trabalho, competência e dedicação ao serviço dos trabalhadores, do povo deste distrito, da região Norte e do País.
.
É hora de vencer hesitações, de não deixar nas mãos de outros uma decisão que pesará na vida e no futuro de cada um e de todos, de optar pela CDU e por uma vida melhor.
.
Trágicas semelhanças
.
Trinta e três anos de política de direita são prova bastante para exigir uma mudança e uma ruptura com esta política. Uma política alimentada na falsa ideia de uma alternância, reduzida a uma falsa escolha entre quase iguais, sempre prontos a disputar o voto em nome de uma mudança destinada a deixar tudo na mesma. Uma diferença alimentada em casos de lana caprina que à falta de melhor lá vai dando para disfarçar tanta identidade no que é essencial.
.
Enquanto o TGV pára e arranca conforme os dias e os discursos de uns e outros, lá vai passando entre a chuva a mesmíssima veneração perante o capital financeiro, a mesmíssima recusa de fazer pagar à banca os impostos que qualquer pequeno ou médio empresário se vê obrigado a pagar;
.
Enquanto se atiram uns aos outros, entretendo-se a zurzir na falta de diploma do primeiro-ministro ou na batota eleitoral interna do partido do outro, lá se vai iludindo esta imensa prova de um caminho feito de braço dado de que é exemplo a eleição de Durão Barroso com o que ele significa de plena identidade pelo modelo neoliberal de construção europeia, ou seja, mais constrangimentos ao desenvolvimento do país, com mais Pacto de Estabilidade da estagnação, da recessão, do corte das funções sociais do Estado e mais Estratégia de Lisboa das privatizações e liberalizações que são a ruína da nossa economia e a sorte grande para o grande capital.
.
Enquanto uns e outros se entretêm a vozear com o do lado, lá vai ficando no silêncio do que não dizem, o que não querem expor sobre o que verdadeiramente interessa ao povo e ao País, para se não perceber quão parecidos são.
.
Parecidos na opção por uma injusta distribuição do rendimento nacional, penalizadora dos rendimentos de trabalho que querem manter inamovível. Parecidos nessa postura e função de guarda pretoriana do grande capital financeiro, dos seus lucros e benesses. Parecidos na mesma vontade destruidora de direitos dos trabalhadores como seu viu no Código de Trabalho.
.
Parecidos na comum opção de promover a financeirização da economia, em detrimento dos sectores produtivos, da nossa indústria, das nossas pescas, da nossa agricultura e que conduziu aqui no Porto, em todo o Norte e por todo o país ao aumento vertiginoso do desemprego e da precariedade do trabalho e ao acelerar dos fenómenos da pobreza e da exclusão. Parecidos na opção de favorecer a grande distribuição, em detrimento do pequeno comércio. Parecidos nas manobras de ocultação e mistificação da verdadeira natureza das suas políticas.
.
Mistificações e realidade
.
Manobras de ocultação e mistificações como as que ensaiam PSD e CDS para fazer esquecer o seu passado e as suas responsabilidades governativas e que têm no apelo de anteontem de Paulo Portas que pede aos portugueses para que não olhem para as políticas ou para os compromissos, mas apenas para as pessoas, mais um exemplo. Não querem que olhem para o que fizeram no governo e que foi exactamente o contrário do que prometeram.
.
Querem fazer das eleições uma espécie de concurso de beleza, esquecendo tudo o que são e o que fizeram! Mistificações também como aquela que esta semana José Sócrates ensaiou na sua ida a Bruxelas à reunião de preparação do G-20, ao apresentar com grande alarido para consumo interno um arremedo da velha taxa Tobin sobre as operações financeiras, para dar aquele ar de esquerda que precisa para captar o voto útil. Esse ar de esquerda com que anunciava aqui há uns tempos a morte dos offshores, mas cujo anúncio, como dizia o poeta, foi, sem dúvida manifestamente exagerado.
.
Propõe lá fora o que não faz cá, mesmo quando, camaradas, vergonha das vergonhas, indecência das indecências, desplante dos desplantes, acabamos de saber que a taxa de IRC efectiva paga pela banca em Portugal em 2008 se ficou pelos 9,6 por cento. Uma taxa inferior àquela que pagam os trabalhadores do mais baixo escalão, isto é dos que ganham menos. É este o País da justiça social que PS, PSD e CDS com o seu silêncio cúmplice querem construir!
.
Combater a direita
.
Não se combate a direita fazendo-lhe o frete de fazer a política que é dessa mesma direita. Não venha agora o PS agitar o papão do PSD e da direita, para continuar a fazer o que a direita gostaria de fazer directamente.
.
É em nome desse papão que o PS tem conseguido eleição após eleição levar ao engano milhares de eleitores. O tempo e a situação do País não está para mais e novos enganos.
.
A direita, o PSD e o CDS, combatem-se como o PCP sempre os combateu, resistindo às suas políticas e não dando-lhe apoio, denunciando os seus objectivos e políticas e não imitando-os logo que ocupam o seu lugar.
.
Se há verdade indesmentível na história recente do nosso País é que a direita avança e ganha crédito sempre que o PS lhe abre portas, sempre que o PS rasgou as suas promessas de esquerda, sempre que o PS caçou votos em nome de um alegado perigo que rapidamente esqueceu.
.
Não há governo à esquerda, não há política de esquerda sem a contribuição decisiva do PCP e da CDU. É na CDU que está a mais firme e sólida garantia de combate à direita e à política de direita. Mas sobretudo a mais sólida garantia de construção de um Programa de mudança e de ruptura capaz de responder aos problemas do País, dos trabalhadores e do povo.
.
Programa de ruptura e mudança
.
Um Programa de ruptura, patriótico e de esquerda capaz de responder com a emergência que a situação exige aos problemas que afligem os trabalhadores e o povo.
.
Um Programa que inscreve como nenhum outro a questão dos salários, das pensões de reforma e dos direitos dos trabalhadores como questão central de qualquer política ou governo que se afirme de esquerda.
.
Um Programa que sem hesitações vai ao problema mais fundo das desigualdades e das injustiças e que coloca o problema de uma justa distribuição do rendimento nacional no centro daquilo que pode decidir do combate à pobreza, da elevação do poder de compra, da melhoria das condições de vida da larga massa dos trabalhadores e do povo.
.
Um Programa que vai ao que mais dói ao capital financeiro e aos grandes grupos económicos e que inscreve como opção essencial de uma nova política fiscal o desagravamento dos rendimentos de trabalho e uma mais justa taxação sobre os grandes lucros, as fortunas e a especulação bolsista.
.
Um Programa com uma clara opção por um crescimento vigoroso da economia, assente na dinamização do mercado interno, do aumento do investimento público no controlo pelo Estado dos sectores estratégicos postos ao serviço do país e do seu desenvolvimento.
.
Um Programa para afirmar e defender as funções sociais do Estado e os serviços públicos, para assegurar uma Escola Pública Gratuita e de Qualidade, um Serviço Nacional de Saúde Gratuito e universal, uma Segurança Social pública e solidária.
.
Um Programa para responder aos problemas do presente e para construir um melhor futuro para a juventude e as novas gerações. Um Programa que tem por objectivo o pleno emprego, o combate à precariedade e o direito a salários dignos.
.
Um Programa que abre um caminho de esperança e estabilidade na construção de uma vida nova para milhares de jovens casais hoje precarizada pela incerteza do emprego ou a usura das taxas de juro bancárias.
.
Um Programa para responder a prementes problemas dos que mais precisam e mais dificuldades enfrentam nas suas vidas, com medidas como as do alargamento dos critérios de acesso e prolongamento do período de atribuição do subsídio de desemprego; do aumento imediato do salário mínimo nacional; da distribuição gratuita dos manuais escolares para o ensino obrigatório, entre outras.
.
O voto que não trai
.
Este é um Programa de uma força que fala claro ao País e aos portugueses. A proposta de uma força que quanto mais pesar o seu voto, mais pesará nas decisões e na definição das políticas para o futuro.
.
Daqui partimos para uma última semana de campanha decisiva para confirmar e ampliar a CDU como a grande força de alternativa necessária ao país e a uma nova política.
.
Aqui reside a força da ruptura e da mudança, o voto mais seguro e coerente para derrotar a política de direita, o voto mais sério e decisivo para derrotar o PSD e o CDS, o voto de facto útil para todos quantos desejam uma viragem à esquerda na política nacional.
.
Aqui na CDU reside a oportunidade que não pode ser perdida de dar coerência à indignação e ao protesto pelas promessas não cumpridas pelo PS e o seu Governo. Aqui reside a oportunidade que não pode ser perdida de com o seu voto na CDU não deixar esquecer as responsabilidades passadas do PSD e do CDS.
.
Aqui reside o voto que não trai, que não esquece os seus compromissos depois dos votos recolhidos, que não deserta de nenhuma luta em defesa de direitos e mais justiça social.
.
Aqui reside o voto que conta para uma nova política, tão mais próxima e possível quanto mais votos, mais deputados, mais força a CDU tiver no dia 27.
.
Daqui reafirmamos. Aqui reside uma grande força nacional, com proposta e soluções para os problemas nacionais, com provas dadas em trabalho e obra ao serviço do povo em centenas de autarquias, indispensável ao governo do País, pronta a assumir todas as responsabilidades que os trabalhadores e o povo lhe quiserem atribuir.
.
Vale do Ave
Terras de exploração
.
Antes do comício do Porto, Jerónimo de Sousa participou em várias acções de campanha no distrito de Braga, onde a CDU elegeu um deputado em 2005. No concelho de Guimarães, situado no coração do Vale do Ave, o Secretário-geral do PCP falou de exploração e de desemprego, realidades que aqueles trabalhadores tão bem conhecem.
.
Nas várias localidades por onde passou, o dirigente comunista criticou o Governo do PS pelas alterações para pior do Código do Trabalho e pelas normas para a atribuição do subsídio de desemprego, que exclui desta prestação social cerca de metade dos trabalhadores que se encontram nesta dramática situação.
.
Acompanhado por Agostinho Lopes, deputado do PCP eleito pelo distrito e novamente candidato pela CDU, Jerónimo de Sousa lembrou as frequentes visitas que fez à região, fora do período de campanha eleitoral, sem olhar à cor política de cada freguesia. No concelho de Guimarães, são já quatro as freguesias de maioria CDU.
.
Numa delas, Moreira de Cónegos, o Secretário-geral do PCP, perante centenas de pessoas, lembrou algumas das propostas da CDU, nomeadamente o aumento do salário mínimo nacional para 600 euros até 2013 e a valorização dos restantes salários. Como sempre acontece nestas acções de rua, Jerónimo de Sousa foi interpelado por várias pessoas. Umas apenas para o cumprimentar enquanto outras fizeram questão de fazer alguns comentários. Um deles revelou que algumas empresas da região «não chegam sequer a pagar o salário mínimo», realçando em seguida a necessidade de combater as desigualdades nos salários.
.
Em Moreira de Cónegos, lembrou Jerónimo de Sousa, há cerca de meio milhar de desempregados, ou seja, perto de 10 por cento da população. Novas demais para a reforma, têm à sua frente um futuro «inquietante» pois não há trabalho e o subsídio não dura sempre.
.
A comitiva da CDU rumou depois à freguesia vizinha de Gandarela que, para além de ter maioria CDU na Junta, votou maioritariamente na coligação a 7 de Junho e em Jerónimo de Sousa nas eleições presidenciais de 2006. Depois de uma breve passagem por Serzedelo, os candidatos e activistas da coligação dirigiram-se para Pevidém, onde os esperavam largas centenas de pessoas.
.
Aqui, Jerónimo de Sousa falou da dramática situação que se faz sentir na região, referindo que algumas empresas assemelham-se mais a «fantasmas» do que a locais de produção. Foi também aí que acusou o PS de ter recusado sete vezes a proposta comunista de alargar o período de atribuição do subsídio de desemprego bem como as normas para lhe aceder.
A manhã terminou com um piquenique numa praia fluvial na margem do rio Cávado.





Outros Títulos:
.
Confirmar nas urnas a força da CDU
«É preciso dar mais força à CDU»
Penalizar a política de direita
A força da alternativa
Com Deus ou com o Diabo?
Ligação à vida
«Isto vais meus amigos isto vai»
Força crescente
.
in Avante 2009.09.24
.
.
Consciências ganhas

CDU - O que faremos com esses votos?

mupi-abril-novo.jpg







O que faremos com esses votos?
.
Está a chegar ao fim a campanha eleitoral da CDU, a segunda de um exigente ciclo de três eleições. Tal como afirmámos, a acção eleitoral da CDU foi uma grande campanha de mobilização e participação popular, uma grande acção de contacto directo com os trabalhadores e com as populações, numa intervenção ímpar de esclarecimento e convencimento junto das massas, levada a cabo por milhares de activistas que deram forma a mais esta jornada de luta.
.
Uma campanha que foi encarada por todo o colectivo partidário como a mais importante batalha política do momento, e que foi determinante para combater a barreira de silenciamento e discriminação imposta pela comunicação social e de escandalosa promoção e favorecimento de outras forças políticas – todas sem excepção –, numa tentativa, tanto escandalosa quanto evidente, de condicionamento da vontade popular e de construção de um resultado à medida dos interesses dos grupos económicos e financeiros.
.
Uma campanha que trouxe para o debate político os problemas dos trabalhadores, as injustiças e desigualdades, os salários, os apoios do Estado aos grupos económicos, a destruição do aparelho produtivo e a necessidade de aumentar a produção nacional.
.
Uma campanha que deu expressão à exigência de melhores serviços públicos, denunciou as consequências das privatizações e colocou como questão central para a democracia económica e soberania do País o controlo dos sectores estratégicos da nossa economia, designadamente na banca, na energia, nos transportes e nas telecomunicações, pelo Estado.
.
Uma campanha que falou daquilo que interessa, dos problemas, das políticas, das opções de cada força política, da situação do País e das propostas para uma vida melhor e que, por isso, recusou ficar prisioneira dos «casos», das «notícias do dia», que diariamente foram sendo lançadas para facilitar a vida a PS e PSD na afirmação de «diferenças» quando a sua política, nos eixos essenciais, é há mais de 33 anos a mesma.
.
Uma campanha onde os eleitos e candidatos da CDU prestaram contas do trabalho realizado e apresentaram propostas para o País. Onde se afirmou a necessidade de uma ruptura e de uma mudança e a possibilidade de construção de uma política alternativa de esquerda. Uma campanha dirigida em primeiro lugar aos trabalhadores, vítimas do agravamento da exploração e da crise capitalista e dos desmandos do avanço da política de direita, mas também aos reformados, à juventude, aos pequenos empresários, aos agricultores, ao povo português.
.
Eleger mais deputados
.
Esta campanha, aliás inseparável das muitas jornadas de luta que fomos travando contra a política de direita, combateu ainda a resignação, o conformismo, a descrença e introduziu ânimo e confiança na possibilidade de uma mudança a sério na vida política nacional. Foi uma campanha que combateu a direita e a política de direita, recusando a velha e gasta chantagem com que o PS tem levado ao engano milhares de eleitores que temem genuinamente o regresso do PSD e CDS-PP ao poder.
.
Uma campanha que falou verdade ao Povo, que recusou as frases feitas, o verbo fácil, o assunto da moda. Que com seriedade combateu a mistificação de que estamos a eleger um «primeiro-ministro», como fez PS, PSD, CDS e BE, e que reafirmou ser da correlação de forças que se vier a verificar na próxima Assembleia da República que sairá não apenas o Governo mas também as medidas que num sentido ou noutro venham a ser aplicadas.
.
E tendo sido esta a campanha que realizámos, são muitas as razões que temos para confiar nas possibilidades de crescimento e avanço da CDU no dia 27. Mais votos e mais deputados, é esse e não outro o objectivo que queremos alcançar nestas eleições. Mais votos e mais deputados que, seja em que circunstâncias for, serão transformados em acção e luta depois das eleições. Mais votos e mais deputados que serão sempre, mas sempre, um passo em frente na exigência de uma ruptura e de uma mudança, na defesa dos ideais de Abril e do regime democrático. Mais votos e mais deputados para contrariar medidas negativas e dar força a resoluções e leis favoráveis à justiça social, ao desenvolvimento económico, aos direitos dos trabalhadores e à soberania do País. Mais votos e mais deputados que contam sempre para determinar um governo de mudança capaz de responder aos gravíssimos problemas do País e de construir uma vida melhor.
.
Conscientes de que a tarefa principal que temos por diante até às 19 horas do dia 27 de Setembro é a de mobilização e convencimento, um a um, para o voto na CDU, bem podemos dizer que a principal tarefa que se nos vai colocar depois das 19 horas é a da realização de uma grande campanha eleitoral para as autarquias locais, que começará ainda nessa noite e para a qual vamos novamente necessitar de todas as forças, de toda a determinação e confiança que nos trouxeram até aqui.
.
.
in Avante 2009.09.24
.
.

Marquês de Fripor


[sócrates+marquês.bmp]

.

Vem, sua alteza, o inefável líder da verborreia falaciosa, rodeado do seu bando de baratas rastejantes, apregoar as ideias que aponta para o rumo a seguir na liderança do país. Fá-lo com a arrogância e fanfarronice que todos lhe conhecemos... Porém, mais do que a apresentação do que pensa fazer, na eventualidade do cataclismo de ele e a sua camarilha serem reeleitos se abater sobre nós, o que era importante era mostrar obra feita e isso ele não faz nem fará. O motivo é simples: não existe. O retrato que deixa do seu obscuro mandato é um sem fim de obscuridades e suspeições, a começar nas suas habilitações literárias, até à forma como conduziu a sua vida, e a da sua família e amigos, em negócios ainda mais obscuros do que as licenciaturas ao domingo e os exames feitos por fax.

.

O Marquês de Fripor, ou o primeiro fax, para além disso só tem para apresentar a tensão social que criou com todas as áreas e classes profissionais e sociais da sociedade. No seu estandarte deveria colocar a divisa

:

.

Eu minto com a naturalidade com que respiro.

.

.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios com Jerómimo de Sousa




Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios (2009)


Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios 6 - Jerónimo de Sousa - Parte 1


Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios 6 - Jerónimo de Sousa - Parte 2


Gato Fedorento - Esmiúça os Sufrágios 6 - Jerónimo de Sousa - Parte 3

.
no Galeria & Photomaton
.
.

GATO FEDORENTO ZE CARLOS Manuela Ferreira Leite (4 Pudins)


.
.
Ícone do canal

Djbatnavo

.
GATO FEDORENTO ZE CARLOS Manuela Ferreira Leite (4 Pudins)
.
.

2º "Esmiúça os Sufrágios" Gato Fedorento... (1/3)


.
.
Ícone do canal

FicaaSaber

.
Programa com Manuela Ferreira Leite
.
.

2º "Esmiúça os Sufrágios" Gato Fedorento... (2/3)


.
.
FicaaSaber

Programa com Manuela Ferreira Leite
.
.

2º "Esmiúça os Sufrágios" Gato Fedorento... (3/3)


.
.
Ícone do canal

FicaaSaber

.
Programa com Manuela Ferreira Leite
.
.

Domingo, Setembro 20, 2009

Manuel Alegre: se estivesse estado calado, hoje só ele saberia do "caso"

Domingo, Setembro 20, 2009

Manuel Alegre: se estivesse estado calado, hoje só ele saberia do "caso"


.

Manuel Alegre foi sempre assim: muita parra e pouca uva!

.

Esta histórica figura do PS tem o seu lugar na História, sem dúvida, como resistente ao fascismo; e um lugar na Literatura, como poeta. Porém, as duas facetas, reunidas numa só, deram-lhe uma enganosa auréola de romantismo político nada condizente com os valores da Esquerda, que apregoa.

.
Manuel Alegre, que peca muito por vaidade, não vale mais do que os outros resistentes à ditadura – uma boa parte deles, ainda hoje, com privações e situações de pobreza – e em relação a muitos escritores deste país, também em situação similar; a circunstância – a oportunidade do seu tempo na História – fê-lo beneficiário das regalias que todos os políticos parlamentares – da Esquerda à Direita – recebem e acumulam pela vida fora.

.
Manuel Alegre, a seguir ao 25 de Abril, na qualidade de então Secretário de Estado, foi o directo responsável pelo encerramento do jornal “Século”; nas vésperas dos Congressos do PS lança a chantagem política alegando discordância em relação aos líderes, mas as divergências acabam sempre num abraço em público; há anos, devido aos problemas ambientais no distrito de Coimbra, falou, falou e discordou, ameaçou demitir-se do partido… mas acabou por esquecer o assunto; em 2006, na sua candidatura à Presidência da República arregimentou atrás de si simpatizantes socialistas, comunistas, do BE, antigos membros da LUAR e da extrema-esquerda mais radical, monárquicos, marialvas, gente conservadora e de direita… só porque não fora o candidato oficial escolhido pelo PS; descobriu-se entretanto que recebe uma choruda aposentação, por “meia dúzia de dias” de trabalho na RDP; logo a seguir, criou o MIC – Movimento Intervenção e Cidadania, agora em “águas de bacalhau”; o ano passado, ameaçou fundar um novo partido, mas agora junta-se ao líder, José Sócrates.

.
A missão de Manuel Alegre no PS, ao longo destes 35 anos, é mostrar falaciosamente aos portugueses a diferença dentro do partido – diferença que não existe nem é possível nesta lógica actual de intervenção –, para legitimar as políticas liberais dos dirigentes. Caso contrário, já tinha sido expulso.

.
A diferença de posições no seio das direcções dos “partidos estruturantes” do regime tem sido combatida em todas as formações políticas; o “centralismo democrático” não ocorre apenas no PCP, que sempre combateu o que designa por “fraccionismo” quando dois ou mais militantes se reúnem mas não em nome do líder. Veja-se, por exemplo, Manuel Serra (PS), em 1975; Carmelinda Pereira (PS), em 1977; Carlos Macedo (PSD), em 1988; e os críticos do PCP, na década de 90.

.
Manuel Alegre faz lembrar um cônjuge que se dizia traído e entrou em pânico: bateu no seu par, destruiu os móveis da casa, abandonou a residência, chorou, chorou, queixou-se aos filhos, denunciou a alegada traição a toda a família, aos vizinhos, aos amigos, a toda a gente… mas, pouco dias após, voltou para casa, para o aconchego do seu par. Como um cordeiro! Se esse cônjuge estivesse estado calado, hoje só ele saberia do denunciado caso.

.

Sábado, Setembro 19, 2009

O Gato Fedorento e as Eleições em Portugal

.
Paulo Rangel, eurodeputado do PSD, submeteu-se ao atrevimento de Ricardo Araújo Pereira no programa da SIC 'Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios'. Veja ou reveja ainda as entrevistas de Sócrates , Manuela Ferreira Leite , Paulo Portas e Francisco Louçã . (Veja o vídeo dentro do texto)
.
.

PS - Cenário de um entendimento parlamentar com o Bloco de Esquerda em cima da mesa


Eleições legislativas 2009

Sócrates admite aliança

Eleições legislativas 2009

Sócrates admite alianças à esquerda

por Ana Sá Lopes, Publicado em 16 de Setembro de 2009
.
Sócrates admite alianças à esquerda
Eleições legislativas 2009

Sócrates admite alianças à esquerda

por Ana Sá Lopes, Publicado em 16 de Setembro de 2009 no «i»
.

Cenário de um entendimento parlamentar com o Bloco de Esquerda em cima da mesa

.
Em 2005, um homem preocupado com a "governabilidade" andou a convencer José Sócrates a falar com o Bloco de Esquerda. Chamava-se António Costa e acreditava firmemente que só seria possível aguentar um governo minoritário com um acordo com os bloquistas em ascensão. A chaga dos governos guterristas de geometria variável que redundaram no "pântano" estava demasiado próxima para que a repetição da aventura passasse pelas cabeças dos socialistas mais experientes.
.
José Sócrates aceitou a estratégia e convenceu-se que se o PS tinha que fazer pontes para algum lado, o Bloco de Esquerda seria o parceiro mais realista. Como o CDS tinha estado no governo com o PSD, estava fora de questão. Fazer um bloco central era inimaginável. À excepção do acordo autárquico em Lisboa, as relações PS-PCP foram sempre difíceis. O Bloco apareceu a Sócrates como uma hipótese de aliança, mas não foi preciso: conseguiu a primeira maioria absoluta da história do PS e não precisou de falar com mais ninguém.
.
E agora? Pela primeira vez na vida, o cenário regressa, embora todos os contendores fujam de falar nele em público. Óbvio: qualquer palavra a mais pode prejudicar um voto no próprio partido e ninguém é suicida. Mas, esta semana, em entrevista à Antena 1, José Sócrates pela primeira disse essa palavra a mais. "Eu aprendi desde cedo que a democracia é o reino do compromisso, impõe compromissos". O PS procurará "um compromisso" em nome de uma "solução estável para assegurar a governabilidade". Foi isso que Maria Flor Pedroso lhe arrancou a ferros: inicialmente, o secretário-geral do PS não estava disponível para abandonar a cassete do "não antecipar cenários", que acabam por ser "um desrespeito pelos portugueses".
.
O mesmo se passa com o Bloco de Esquerda. Não pode haver uma palavra a mais e o BE tudo fará para ser dissociado daquele que entre o eleitorado mais à esquerda aparece quase "monstrificado": José Sócrates, ele mesmo. Francisco Louçã tem repetido que o Bloco de Esquerda é "um partido responsável" e a estratégia está definida: se o PS vencer as eleições sem maioria absoluta, não será o Bloco de Esquerda a rejeitar o programa do governo. Os programas de governo, segundo a Constituição, não precisam de ser aprovados, mas podem ser rejeitados. Ora, o Bloco de Esquerda não tenciona matar um governo PS à nascença e nunca aprovará qualquer moção de rejeição do programa do governo que possa ser apresentado por outros partidos.
.
Este é o primeiro passo. O resto acontecerá em sequência: os dirigentes do Bloco de Esquerda sabem perfeitamente que não irão conseguir reorientar os fundamentos da política económica do país, mas estão preparados para viabilizar o governo minoritário do PS, aprovando os orçamentos se, em troca, conseguirem ver renegociadas a dimensão e a escala das políticas públicas. Esta é a questão que, se o PS ganhar as eleições, vai estar em cima da mesa, como alternativa ao Bloco Central que, apesar de ser mais fácil - atendendo à comunhão entre socialistas e sociais-democratas em políticas essenciais - é muito fracturante no interior do PS, aliás como dentro do próprio PSD.
.
As negociações entre o PS e o Bloco de Esquerda não nasceram ontem. Em 1999, durante o governo minoritário de António Guterres, o Bloco de Esquerda esteve quase a aprovar o orçamento de Estado, depois de uma negociação que parecia bem sucedida relativamente ao imposto sobre as grandes fortunas. Estava quase tudo arrumado, mas a dois dias da aprovação do orçamento, António Guterres optou pelo voto do queijo limiano - que marcou, de resto, o início da imersão do guterrismo no pântano.
.
Acresce a isto uma razão fundamental para que o Bloco de Esquerda não fuja a entendimentos com o governo minortiário PS - não poderá ser responsabilizado, se se mantiver inflexível, de voltar a atirar o país para os braços da direita, caso o governo PS caia a curto prazo e o PSD apareça então finalmente reforçado. Para um partido que agora definiu como estratégia a prazo "disputar o governo do país", não seria grande cartão de visita aparecer daqui a seis meses como o responsável pelo regresso da direita à governação. O PRD fez esse trajecto e acabou mal.
.
Falar em público sobre o futuro apoio do Bloco de Esquerda a um governo PS minoritário é quase um tabu, tanto para dirigentes bloquistas como para dirigentes socialistas. Os socialistas querem captar o máximo de voto útil da esquerda para o PS, travando a transferência de votos para o partido coordenado por Francisco Louçã. Os bloquistas morrem de medo que o eleitorado os associe, ainda que remotamente, a José Sócrates, catalisador de vários ódios por estes dias, tanto à esquerda como à direita. "Um governo minoritário não pode governar de olhos fechados à correlação de forças. Utilizaremos os nossos deputados para favorecer as medidas de esquerda", diz o dirigente João Semedo ao i.
.
Foi no seu estilo habitual que Jerónimo de Sousa comentou a anunciada abertura de José Sócrates a "compromissos" com a esquerda: "A minha alma está parva", disse o secretário-geral do PCP, evocando os quatro anos e meio em que o PS "não se esforçou".Tentando afujentar o voto útil e colando o rótulo de "partido de protesto" ao Bloco, por meias palavras, o PCP tem insistido na sua responsabilidade: "Este não é um programa de uma força que se limita ao protesto e à contestação. É um programa de uma força que não só está apta ao exercício do poder, como está pronta para assumir as mais elevadas responsabilidades no país", disse Jerónimo. "Temos dito que seremos governo, se e quando o povo português quiser", afirmou.
.
.

MAIS ALEMANHA! E PORQUE NÃO MAIS PORTUGAL?


O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL ALEMÃO QUER A EUROPA MAIS DEMOCRÁTICA

.

António Justo
.

Em democracia o executivo tem de ser controlada com eficácia. A política da EU não pode continuar só nas mãos do Governo e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, decidiu o Tribunal Constitucional Alemão em Karlsruhe. O Parlamento nacional além do papel de legitimador das disposições da EU tem de ser envolvido também na sua feitura. O Tratado de Lisboa (espécie de Constituição da EU) não pode ser aplicado sem mais.

.

Pela terceira vez os políticos são admoestados por decisões do Tribunal, que exige maior legitimação democrática na aplicação do Tratado de Lisboa. Como na Alemanha não houve plebiscito nacional para legitimação do Tratado de Lisboa, o Tribunal põe-se ao lado do povo exigindo mais poder de participação e intervenção dos deputados federais em questões da EU e de outras.

.

A política europeia não pode continuar reservada aos governos. Estes fazem passar decisões importantes na vida dos povos à margem do parlamento reduzindo-o a um mero papel de legitimador no fim do processo.

.

Em países de consciência menos democrática a política da EU ainda continua a ser considerada matéria reservada ao Governo e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, que sem grande dificuldade marginalizam o Parlamento. O Tribunal Constitucional Alemão diz não a esta situação. Admoesta os deputados para assumirem mais responsabilidade. Critica o facto de a Assembleia da República ter abdicado levianamente do seu direito de intervenção delegando sem mais competências em Bruxelas. O legislativo tem de se ocupar de novo com o Tratado de Lisboa, para o submeter às rédias do povo e assim o disciplinar. O Parlamento não pode continuar a dar-se por satisfeito com informações vagas do Governo nem aceitar a mania sistemática dos segredos. O grande aliado da Assembleia Nacional é o Tribunal constitucional.

.

Os políticos, depois do puxão de orelhas do Tribunal, parecem ter aprendido a lição. Convencionaram considerar o Parlamento como parceiro nobre em questões de EU e não só. A parceria deverá relacionar-se a tudo o que tenha a ver com política interna e externa da EU e com convenções económicas internacionais.

.

Muitos assuntos europeus terão de passar a ser discutidos na Assembleia da República da Alemanha antes de saírem de Bruxelas. Até agora Bruxelas fez praticamente o que quis sob a vontade dos governos.

.

O melhor modelo de comparticipação popular em questões de EU é o dinamarquês. Aqui o Governo, nas suas conversações, está dependente das indicações do Parlamento.

.

Em Portugal o governo continua a actuar sem necessidade de se justificar. Os interesses do governo podem passar à margem dos interesses do povo.

.

Temos mais Alemanha e menos Portugal porque a Alemanha é mais povo, mais nação enquanto Portugal é mais governo, a pretexto de povo e de nação.

.

In PortugalClub

.

.

Nos meandros de uma campanha eleitoral [ PS / PSD ]

* Manuel Miranda - Coimbra

.

A campanha eleitoral aproxima-se do fim. Os resultados das eleições vão determinar a nossa vida.

.

Os políticos fazem promessas para esquecer depois de contados os votos.

.

Agora, são promessas de não aumentar impostos, promessas de mais justiça social, de mais atenção à situação dos reformados e idosos, à saúde, à educação, e por aí fora.

.

Já nos habituaram a este fadário de promessas. Mas também nos habituaram que o discurso a seguir vai ser o do défice, o da dívida externa e o de tudo submeter aos ditames das contas públicas, às imposições vindas de Bruxelas.

.

Nas campanhas eleitorais há técnicas de manipulação dos eleitores. É sempre assim, a mentira e as habilidades para esconder verdades.

.

Os cidadãos eleitores votam candidatos a deputados em listas por distrito. E é frequente as listas serem encabeçadas por arrivistas que não são nem conhecem o distrito. E a verdade é escondida pelos cartazes que nos colocam à frente dos olhos, onde predominam figuras que não são do nosso distrito.

.

Nos cartazes vêem-se políticos que são candidatos por Lisboa, por Castelo Banco, por outros distritos. Arrivistas.

.

Outra verdade escondida é a de que não votamos para primeiro-ministro. Votamos numa lista de um partido e do resultado nacional dos votos expressos vai surgir um governo que vai ser deste ou daquele partido, ou coligação de partidos. Governo formado pela correlação de forças dependente dos votos nas urnas expressos.

Esta campanha centrou-se num assunto que até não é prioritário para o comum dos cidadãos.

.

Foi assunto recriado no debate entre José Sócrates e Manuel Ferreira Leite e fez-se disso assunto primeiro. Desemprego, saúde, educação, agricultura e pescas, pensões dos idosos tudo ficou silenciado para dar passagem aos comboios de alta velocidade, os TGVs.

.

Encontraram nos comboios que não passam assunto para divertir e esquecer outros mais importantes para o comum das pessoas. Tudo calado pelo apito dos comboios.

.

Eles, os dois, sabem o jeito que lhes dá calar saúde, educação, défice, economia, porque os dois têm culpas na situação que vivemos.

.

E o apito dos TGVs ecoou em Espanha.

.

E as explicações são compreensivas.

.

Há muito dinheiro vindo de Bruxelas para investir em linhas de alta velocidade.

.

É que de Bruxelas vem dinheiro para investir na rede de linhas para comboios a grande velocidade. Mas não nos chega dinheiro para investir nas linhas dos comboios que circulam pelo interior do País. E as linhas que temos pelo interior do País degradam-se e tornaram-se obsoletas. Muitas fecharam.

.

E os investimentos nas linhas de alta velocidade vão endividar o País e aumentar a dívida externa, que já é pesada.

.

Os investimentos nas linhas de alta velocidade não vão ter rentabilidade futura, porque não vão ter passageiros em número que as façam sustentáveis, pelo que vão ser os contribuintes, com os seus impostos, a pagar um luxo ao serviço de uma reduzida classe de executivos.

.

Os investimentos na alta velocidade vão encurtar uns 15 minutos numa viagem entre Lisboa e Porto, cidades já luxuosamente bem servidos pelos comboios rápidos, Alfa e Intercidades.

.

Antes das linhas de alta velocidade seria vantajoso duplicar as linhas ainda em via simples e investir para que nessas linhas se pudesse circular a outras velocidades e com mais segurança.

.

As linhas de alta velocidade serão financiadas por dinheiros vindos de Bruxelas. O que merece fortes reservas, porque os burocratas da Comissão Europeia sedeada em Bruxelas não devem, não deveriam levar seus poderes tão longe e a tanta velocidade.

.

E estas políticas de Bruxelas despertam reservas, porque deixam no ar a suspeição de que quem de facto ganha com a alta velocidade não são os cidadãos. Tudo sugere que vão ser os bancos, que financiam, e as grandes empresas, que constroem e que ganham com projectos megalómanos e com orçamentos de arromba.

.

E obras dessa envergadura já cá temos que cheguem para aprender.

.

Foi há poucos anos que fomos arrastados para a loucura dos estádios de futebol, agora encargos pesados para as câmaras municipais onde poisam para utilidade passageira quando Benfica, Porto, Sporting descem a esses relvados. E no resto do ano os relvados pedem água e tratamento, escondidos e inúteis, embalados por aplausos silenciosos.

.

E são os apitos dos comboios que marcam as diferenças entre os dois grandes partidos.

.

E os eleitores esperam a ver passar comboios.

.

.

in PortugalClub

.

.

Domingo, Setembro 13, 2009

Saúde - Chantagem dos privados

publicada por xavier em Saúde SA
.
Domingo, Setembro 13
.
Chantagem dos privados
.
Sector faz menos 70 mil cirurgias e 550 mil dias de internamento do que o previsto. E critica Estado por não aproveitar as vagas

.

Os prestadores particulares de saúde estão a produzir abaixo da capacidade instalada, revelam dados da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada. A produção aquém dos planos estará na origem das críticas ao Governo, acusado de manter doentes em lista de espera quando há vagas no privado e a custos menos elevados do que no SNS. O Ministério da Saúde mantém a opção política: a utilização de unidades particulares é o último recurso. semanário expresso 12.09.09
.


A reboque das propostas eleitorais dos partidos de direita aí temos os privados da saúde à pedinchice dos dinheiros públicos.
.


Etiquetas:
posted by xavier at 11:09 PM


.


.

Sábado, Setembro 12, 2009


As propostas da CDU para a reforma da política fiscal PDF Imprimir EMail
Quinta, 10 Setembro 2009
.
euros2.jpgJerónimo de Sousa participou hoje numa Conferência sobre Perspectivas Fiscais para a Legislatura e a Recuperação Económica no CCB, organizada pela TSF e pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, onde apresentou as propostas da CDU para a reforma da política fiscal, propostas orientadas no sentido da superação da situação de injustiça fiscal hoje existente no país, capazes de dar um novo impulso a um desenvolvimento económico mais sustentado e com mais justiça social.

Senhoras e senhores
Caros ouvintes da TSF



Solicitaram-nos uma intervenção sobre as Perspectivas Fiscais para a Legislatura e a Recuperação Económica, mas como irão verificar tomámos a liberdade de acrescentar ao tema mais três palavras: com justiça social.


De facto, não podemos tratar desta matéria sem ter como pano de fundo esse objectivo. Isto é, os encargos públicos que a sociedade deve suportar, global e solidariamente, deverão ser repartidos entre os cidadãos e instituições que prosseguem fins lucrativos na proporção mais equilibrada possível, em função das respectivas capacidades contributivas.


O objectivo primeiro prosseguido por qualquer sistema fiscal, da cobrança de impostos em geral, é o de fornecer ao Estado os recursos financeiros necessários para fazer face às despesas em que este incorre com a realização das funções que lhe estão atribuídas.


Em Portugal verifica-se, por um lado que o volume de impostos arrecadados pelo Estado é insuficiente para corresponder às despesas necessárias, daí decorre a problemática do nível dos défices orçamentais.


Por outro lado, igualmente se regista no nosso país uma arrecadação de receitas de forma injusta, sem ter em conta as capacidades contributivas de cada um.


Mostram-no quer o enorme peso relativo dos impostos indirectos no total das receitas fiscais, 58%, quer o facto incontestável de os rendimentos do trabalho serem excessivamente tributados quando comparados com os rendimentos de capital e com o património.


As forças políticas de direita defendem a ultrapassagem do desnível entre receitas e despesas através da redução do papel do Estado na sociedade a um mínimo de subsistência. É uma opção de natureza ideológica. Uma opção que se ilude ao sabor dos interesses eleitorais, como é o caso do PSD, que, por exemplo, em relação ao Pagamento Especial por Conta, muda de posição conforme é governo ou oposição.


Mas há igualmente forças políticas que ideologicamente dizem defender um Estado social forte mas que, quando no Governo, praticam uma política orçamental conduzindo ao objectivo prosseguido por aquelas mesmas forças políticas.
É este o caso do actual Governo do PS, que estabeleceu a redução do défice orçamental como objectivo estratégico e reduziu o défice orçamental com base, essencialmente no corte das despesas com pessoal, na redução substancial das novas reformas dos trabalhadores, na desprotecção dos desempregados, no aumento das taxas moderadoras e na redução das comparticipações em medicamentos no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, no estrangulamento financeiro do sector do ensino e na diminuição nominal do investimento público.


A nossa perspectiva sobre o controlo do défice orçamental é necessariamente outra, completamente diferente.
Sem prejuízo dos exigíveis rigor e eficácia da despesa pública, o défice orçamental deve ser contido em limites adequados e sustentados na perspectiva macroeconómica através de um aumento das receitas do Estado.


E para que isso seja possível, sem esbulho dos que já hoje pagam bastante, impõe-se o alargamento da base tributária e a reorientação dos recursos resultantes da actual floresta de benefícios fiscais que aproveitam aos grandes rendimentos de capital e aos mais elevados rendimentos singulares, para as tarefas da promoção do desenvolvimento económico geral, particularmente para o desenvolvimento dos sectores produtivos nacionais e para apoiar a dinamização da alteração do perfil de especialização produtiva do país, com mais inovação e desenvolvimento tecnológico.


A superação das actuais injustiças e iniquidades fiscais e as necessidades de promover a modernização e o desenvolvimento do país exigem a tributação de todos os tipos de rendimentos e de acréscimos patrimoniais e a repartição mais equilibrada dos impostos sobre os rendimentos do trabalho e os da propriedade.


Nesta perspectiva elencámos aquelas que são as principais linhas de força que devem sustentar a reforma fiscal que defendemos para a próxima legislatura e que entendemos permitirá viabilizar financeiramente um Estado social forte, impor a justiça e equidades fiscais e permitir a recuperação económica, a pensar particularmente no universo das micro, pequenas e médias empresas que são, sem dúvida, as que enfrentam as maiores dificuldades face à crise e as que dão uma contribuição decisiva no plano do emprego e da criação de riqueza.


Permitam-me que comece pelos impostos indirectos, por razões sociais e por razões económicas.


Já afirmei o peso excessivo dos impostos indirectos, cerca de 58%, das receitas fiscais arrecadas pelo Estado e dentro destes, o peso do imposto sobre bens de consumo (IVA), cerca de 33% do total da receita fiscal.


Os impostos indirectos são pela sua natureza impostos cegos, pelo que tanto os pagam os ricos como os pobres, com uma agravante a de que é muito maior a percentagem dos orçamentos familiares das famílias com mais baixos rendimentos que são gastos em despesa de consumo e como tal sujeitas a este imposto.


Por outro lado, quer o aumento do IVA, quer o diferencial das taxas praticadas no nosso país, nomeadamente a nossa vizinha Espanha não só cria dificuldades acrescidas a uma parte significativa do nosso território transfronteiriço, como é mais um contributo para a retracção na procura.


Neste sentido defendemos aliás na nossa proposta de política fiscal a redução das taxas do IVA, designadamente da taxa normal de 20% para 19%, a eliminação da dupla tributação que hoje se verifica com o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) e com o Imposto Sobre Veículos (ISV) e da mesma forma que do lado das empresas defendemos a redução dos prazos do seu reembolso.


Quanto à tributação do rendimento das pessoas singulares (IRS), o chamado imposto sobre o rendimento das famílias, ele é hoje um imposto que praticamente só incide sobre os rendimentos do trabalho, sendo necessário transformá-lo, de facto, num imposto único sobre todos os rendimentos auferidos pelas pessoas singulares (famílias).


Isso passa, para lá da tributação das mais-valias, pelo englobamento da totalidade dos rendimentos de capitais e consequentemente eliminação de todas as taxas liberatórias, que deveriam restringir-se aos rendimentos auferidos por não residentes e aos prémios de jogos.


Em contrapartida, como forma de baixar o IRS sobre os rendimentos do trabalho mais baixos, defendemos o aumento da dedução específica sobre os rendimentos do trabalho, dos 72% do salário mínimo nacional actuais, para os 80% já em 2010 e de forma a se atingir os 100% do salário mínimo nacional até 2013.


Medidas de justiça social, mas também contributo para reforçar a capacidade aquisitiva das camadas populares de menores rendimentos.


No âmbito do imposto sobre o rendimento de pessoas colectivas (IRC), o imposto sobre o rendimento das empresas, as nossas propostas vão no sentido de melhorar a situação fiscal das micro e pequenas empresas e melhores condições para enfrentar a crise e garantir que as actividades com mais elevados resultados e rentabilidade, como é o caso do sector financeiro e das empresas dos grandes grupos económicos assumam uma efectiva participação nas receitas do Estado.
Assim, consideramos necessárias as seguintes alterações:


- diminuição em 10% da taxa geral do IRC passando de 25% para 22,5% aplicável às micro empresas (volume de negócios inferior a 10 milhões de euros), em contrapartida agravamento em 10% da taxa de IRC passando de 25% para 27,5% na parte dos lucros empresariais superiores a 50 milhões de euros;


- garantia de uma taxa efectiva mínima de IRC na Banca de 20%;


- taxa de IRC de 40% sobre os dividendos distribuídos;


- Eliminação do Pagamento Especial por Conta para as Micro e Pequenas Empresas


No que se refere aos benefícios fiscais, o seu montante financeiro e consequentemente a despesa fiscal anualmente suportada pelo país é imoral e insustentável.


Só no ano passado o montante desses benefícios fiscais acendeu a 1 300 milhões de euros e se juntarmos a esses os benefícios fiscais atribuídos pela Zona Franca da Madeira, mais 1 796 milhões de euros, chegamos aos 3 096 milhões de euros.


Isto é, o total destes benefícios fiscais de que beneficiaram fundamentalmente os grandes grupos económicos e financeiros representaram cerca de 7,6% das receitas fiscais totais arrecadadas em 2008.


Consideramos necessária uma profunda revisão do Estatuto dos Benefícios Fiscais, visando a eliminação da generalidade dos benefícios concedidos a rendimentos e operações financeiras e que conduzem a que na prática as empresas paguem uma taxa efectiva de IRC bastante inferior à taxa nominal, em favor de empresas e actividades produtivas, sempre com carácter provisório, que contribuam efectivamente para o crescimento e desenvolvimento económico e social do país através da inovação, investigação, formação profissional, grandes projectos de investimento estruturantes e desenvolvimento das zonas interiores e os decorrentes de acordos internacionais.


Defendemos assim que deve ser posto fim aos benefícios concedidos às zonas francas da Madeira e da Ilha de Santa Maria nos Açores.


Da mesma forma consideramos indispensável acabar com todos os paraísos fiscais existentes no mundo e que mais não servem do que ser fundamentalmente espaços financeiros onde é feita a lavagem dos capitais resultantes de actividades económicas ilícitas.


Vale a pena lembrar aqui, que só nos últimos 6 meses o Banco de Portugal registou a saída do país de 5 mil milhões de euros para paraísos fiscais e de que essa saída de capitais foi de 9,3 mil milhões de euros em 2008, 12,2 mil milhões em 2007 e 13,2 mil milhões de euros em 2006.


A não taxação destes capitais constitui para o nosso país uma quebra nas suas receitas fiscais de muitas centenas de milhões de euros.


Quanto às contribuições efectivas para a Segurança Social, do nosso ponto de vista é errada a ideia espalhada pelo actual Governo e vista com bons olhos pela direita, de que a redução das contribuições sociais para a segurança social, a redução da chamada taxa social única, constitui uma medida eficaz de estímulo ao emprego.


Esta medida sustenta-se na convicção ideológica de que o desemprego resulta essencialmente dos elevados custos do trabalho, o que não é verdade já que o trabalho representa pouco mais de 20% dos custos totais das empresas.
Enquanto os custos financeiros que as empresas suportam, os custos com a energia, com os transportes, com as comunicações, pesam hoje em muito casos mais do que os custos com o trabalho.


Para além de tudo isto todos sabemos que o desemprego depende fundamentalmente da escassez da procura.
Quando a procura se reduz, as empresas deixam de vender, param de produzir e encerram, e não é a redução da taxa social única defendidas pelo PS, PSD e CDS, que as levará a reabrir as portas.


O que a Segurança Social necessita é do aumento das contribuições sociais, de forma a assegurar pensões e reformas dignas para todos os pensionistas e reformados e não a redução cega da taxa social única.


Por essa razão defendemos a diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social, deixando as contribuições sociais para a Segurança Social de depender apenas dos salários pagos e passando a incidir também, de forma integrada e ponderada, sobre o valor acrescentado gerado nas empresas.


Desta forma seria possível reduzir a carga contributiva sobre as empresas que geram mais emprego e fazer com que as empresas capital-intensivas contribuam, mais adequadamente, para o financiamento solidário do sistema da segurança social, garantindo em permanência, a sustentabilidade do sistema.


Por fim, no que à tributação do património diz respeito, ela é insustentavelmente ineficiente e iníqua.


Hoje, a maior e mais gorda parcela do património não é tributada, pois as principais formas de constituição dos patrimónios individuais privilegiam a acumulação de bens mobiliários (como acções, obrigações, títulos de dívida pública, etc.).


Um imposto geral sobre o património é um elemento essencial num sistema fiscal que se pretenda baseado no princípio da capacidade contributiva.


Como característica determinante desse imposto, é essencial que ele incida sobre o património mobiliário e imobiliário.


A actual exclusão de tributação da riqueza mobiliária significa a opção por uma política de benefício, ilegítimo e escandaloso, da riqueza, dos rendimentos e das aplicações e actividades financeiras.


Porque, nos dias de hoje, os detentores de grandes fortunas não as têm aplicadas em prédios, mas sim em acções, em títulos e em participações em fundos da mais diversa natureza ou em obras de arte.


Em conclusão as nossas propostas de política fiscal para a próxima legislatura que atrás aflorei e que entendemos poderem contribuir para a recuperação económica, procuram dar resposta às cinco principais e mais graves injustiças do nosso sistema fiscal:


1. Combater o crescente peso dos impostos indirectos (Imposto sobre o valor acrescentado (IVA), Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), Imposto de Selo (IS), etc..) face aos impostos directos sobre o rendimento (IRS e IRC) e sobre o património, que em 2008 era de 58% e 42%.


2. Combater o peso excessivo do IVA na receita fiscal total. Constitui o principal imposto e representa 33% da receita fiscal total.


3. Combater a crescente desproporção que se verifica entre o imposto sobre os rendimentos das famílias (IRS) e o imposto sobre os rendimentos das empresas (IRC), que em 2008 correspondiam respectivamente a 23% e 15% da receita fiscal total.


4. Taxar de forma eficaz o património mobiliário das famílias;


5. Combater o peso que no imposto sobre o rendimento das famílias (IRS) tem o imposto pago pelos trabalhadores por conta de outrem, cerca de 80%


Estas nossas propostas têm impacto orçamental muito positivo já que para além de contribuírem para uma muito maior justiça fiscal, e desta forma contribuírem para um menor desequilíbrio na distribuição dos rendimentos, pondo a pagar mais impostos quem mais pode, permitirão ao Estado aumentar consideravelmente a arrecadação das suas receitas fiscais e garantir também recursos para apoiar as tarefas do desenvolvimento económico.


Se nuns casos se verifica a redução da receita fiscal arrecadada, como acontece com a redução do IRS a pagar pelos trabalhadores com rendimentos mais baixos e com a redução do IVA e do IRC das Micro, Pequenas e Médias Empresas, noutros a receita fiscal arrecadada aumentará consideravelmente, como é o caso do IRC sobre a Banca, o IRC sobre lucros superiores a 50 milhões de euros, o IRC sobre dividendos distribuídos e a redução dos benefícios fiscais.


A nossa contribuição para a reforma da política fiscal aqui fica em síntese, abertos que estamos à consideração de todas as contribuições alheias que visem superar a actual situação de injustiça fiscal no país e dar um novo impulso a um desenvolvimento económico mais sustentado e com mais justiça social.

33ª edição da Festa do “Avante!”

http://4.bp.blogspot.com/_EdNQ3oQR0_c/SmaYvU7qlwI/AAAAAAAABtA/Nmwc0yMjUWg/s400/Imagem033.jpg


“Não há festa como esta”
.
Sofia Moreira | 11-09-2009
.

Realizou-se a 33ª edição da Festa do “Avante!” que contou com a Gala de Opera na abertura da mesma. Milhares de pessoas passaram pela Quinta da Atalaia, no Seixal onde assistiram a diversos concertos, peças de teatro, exposições, debate, entre muitas outras actividades culturais e desportivas.




Muitos foram os palcos distribuídos pelo recinto da Festa do Avante, que receberam os mais diversos estilos musicais. No palco 25 de Abril os concertos que tiveram mais espectadores foram os Clã, Peste & Sida, Ska P e David Fonseca.
.

O Espaço Central, o Espaço Internacional, a Feira do livro e a Feira do Disco estiveram em destaque contando com a visita de muitas pessoas.

.

Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP no comício referiu que esta “é e será sempre a Festa da cultura, da amizade, da fraternidade e da solidariedade internacionalista, como ficou mais uma vez bem patente este ano de forma bem marcada. Uma festa que é um enorme abraço solidário entre todos aqueles que por esse mundo fora travam, nas mais diversas condições, importantes lutas pelo presente e o futuro dos trabalhadores e dos povos, e da própria Humanidade.”

.

Salientou o facto de que “realizamos a nossa Festa do Avante de 2009 num momento excepcional da vida do país. Excepcional porque vivemos uma situação de grave crise e de grandes dificuldades para o nosso povo e excepcional porque temos pela frente duas importantes batalhas eleitorais – para a Assembleia da República e para as Autarquias Locais – que são uma oportunidade para mudar o rumo do país e a vida de muitas das nossas terras, dos nossos concelhos e freguesias.”

.

Acrescentou ainda que “nestes quase cinco anos de Governo PS de José Sócrates o balanço da sua governação não podia ser pior e as consequências mais desastrosas para a vida dos portugueses. Prolongou a situação de estagnação e levou o país até à recessão, ao agravamento dos nossos défices crónicos, ao crescimento avassalador da dívida externa e ao endividamento geral das famílias e empresas.”

.

Jerónimo de Sousa apelou ao voto para “uma CDU mais forte”.

.

in Jornal do Barreiro

.

.

As críticas do PS à Festa do Avante e Quinta da Atalaia (Seixal)



Samuel Cruz critica valor baixo dos terrenos da Festa do Avante


Samuel Cruz, candidato pelo PS à câmara do Seixal, considera “escandaloso” o facto de o terreno da Quinta da Atalaia, local onde decorre a Festa do Avante, estar avaliado “em 185 euros”, acrescentando que o espaço não é sujeito a avaliação “há mais de vinte anos”. O socialista considera que esses terrenos deviam ter uma avaliação “superior a um milhão de euros”.


O socialista refere ser “caricato” que o terreno da “maior festa do PCP” esteja avaliado em “menos de 200 euros”, considerando que “não existe um culpado, mas sim um provocador, o PCP”. Esta medida acontece porque o local ainda não teve “o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) actualizado”, algo que não acontece com “os imóveis dos cidadãos da autarquia”. Esta é uma “questão de desigualdade”, sublinha.

A Quinta da Atalaia está classificada, actualmente, como um “local rústico”, algo com que Samuel Cruz discorda, pois considera ser uma zona de “grande negócio”, já que acolhe a Festa do Avante. Desse modo, o socialista entende que deverá haver “uma mudança” nesse sector. De acordo com Samuel Cruz, “o preço está a aumentar cada vez mais” e, por isso, os terrenos devem ser reavaliados o quanto antes, pois a autarquia está em “desvantagem evidente”, na medida em que “não recebe nada com o dinheiro em falta”.

A Festa do Avante é, segundo o candidato, a “principal festa da região”, esclarecendo que “não se encontra contra” a festa, pois que tem uma “forte importância cultural” na região. Samuel Cruz salienta ainda que, se for eleito, a Festa do Avante irá manter-se desde que regularizada, apesar de “não concordar com certos aspectos”. A Câmara Municipal do Seixal, contactada sobre esta matéria, não prestou até ao momento quaisquer esclarecimentos ao “Setúbal na Rede”.


Miguel Alexandre Pereira - 09-09-2009 21:23
.
.

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Um brasileiro reporta a Festa portuguesa do Avante!

Cultura

Vermelho - 8 de Setembro de 2009 - 17h47

.

Quinta da Atalaia, Seixal. Quem atravessou o Rio Tejo entre os dias 4 a 6 de setembro e chegou a 33ª Festa do Avante!, organizado pelo Partido Comunista Português, para sustentar seu jornal, o semanário Avante!, pôde conhecer uma Cidade do Sol. Muito parecida com aquela idealizada por Tommaso Campanella no século 16, ali brilhou por três dias um sol radioso, exceto quando deu lugar a uma lua que iluminava quase com a mesma intensidade.

Por Kerison Lopes, de Lisboa

.

Parece que o sol havia respondido ao chamado da música Avante Camaradas. A canção que tem letra de Luís Cília e foi imortalizada pela voz de Luísa Basto, quando ambos estavam exilados pela ditadura de Salazar, era tocada o tempo todo na Festa. Avante Camarada, junte a tua a nossa voz. Avante Camarada, o sol brilhará por todos nós, dizem os versos que cada militante comunista conhece bem, pois viraram o hino da resistência e depois da própria Revolução dos Cravos. Aliás, a revolução que libertou Portugal da ditadura este ano completou 35 anos e foi muito saudada no evento.
.
Cidade comunista
.
A Festa do Avante! acontece em um terreno adquirido pelo PCP, onde é construída uma verdadeira cidade de alvenaria, plástico, ferro e muita garra comunista. O trabalho militante de cerca de 7.500 membros e amigos do PCP somou mais de 50 mil horas de trabalho para projetar, arquitetar construir e edificar um município com centenas de milhares de pessoas. Em três dias, toda essa gente se encontra em espetáculos, exposições, artes plásticas, artesanato, Feira do Livro e do Disco, gastronomia, esporte, Espaço Criança, Novas Tecnologias, Espaço Ciência, Espaço Internacional e Debates Temáticos sobre os mais variados temas.
.
Depois dos dias intensos, a Festa terminou em uma grande nuvem de poeira. Após Seyne Torres, que falou em nome da Juventude Comunista Portuguesa, declarar “oficialmente encerrada a Festa do Avante!”, os alto-falantes tocaram A Carvalhesa e os milhares de jovens, alguns com mais de oitenta anos, como Maria Alves, começaram a pular e dançar, levantando muita poeira. A música é um tema popular português que em 1985, por iniciativa do PCP, foi objeto de um arranjo instrumental e desde então transformou-se num símbolo musical da Festa, abrindo e encerrando os seus palcos.
.
O PCP não divulga oficialmente o número de participantes da Festa, mas o que se via no Comício de Encerramento era um mar de gente em frente ao palco principal. Dezenas de milhares de comunistas e participantes da Festa em geral. Naquele encerramento, o secretário geral do PCP, Jerônimo de Sousa, afirmou que a Festa será sempre a “Festa da cultura, da amizade, da fraternidade e da solidariedade internacionalista. Uma festa que é um enorme abraço solidário entre todos aqueles que por esse mundo afora travam, nas mais diversas condições, importantes lutas pelo presente e o futuro dos trabalhadores e dos povos, e da própria humanidade”.
.
Eleições
.
O Comício de encerramento é tido pelos comunistas como o “momento mais marcante”. Como a edição deste ano acontece quando faltam três semanas para as eleições legislativas e pouco mais de um mês para as autárquicas, o discurso de Jerônimo de Sousa teve um grande apelo para a importância do voto na CDU (Coligação Democrática Unida, formada pelo PCP e o PVE, Partido Ecologista os Verdes). “Este momento é uma oportunidade para mudar o rumo do país e a vida de muitas das nossas terras, dos nossos concelhos e freguesias”.

A América Latina mereceu uma saudação especial de Jerônimo, quando agradecia a presença das delegações internacionais. Para ele, o povo latino-americano é protagonista de uma “onda progressista que varre o continente, de intensas e apaixonantes lutas, de processos novos que desbravam novos caminhos na construção de sociedades mais justas, solidárias e fraternas”. No comício de encerramento falou também José Casanova, do Comitê Central do PCP e diretor do Jornal Avante!, além de Seyne Torres, da JCP.

A Festa continua

Quem achava que a Festa terminava com aquele Comício, se assustou ao chegar no Espaço Internacional, que tinha bem na entrada os stands do Partido Comunista do Brasil de uma lado e do outro o Partido Comunista da Espanha. A mesma Carvalhesa era tocada e uma multidão de jovens pulava e dançava regada a muita Caipirinha. Aquela cena se repetiu durante os três dias. O local foi o mais concorrido do Espaço Internacional, que contou com stands de 23 organizações, das 43 que prestigiaram a Festa.

O espaço ganhou o nome de Esquina Brasileira, em homenagem aos botecos de esquina de Minas Gerais, terra natal dos que construíram e trabalharam naquele stand, além claro, da localização geográfica em forma de esquina. De um lado ficou a loja do PCdoB, do outro o Bar do Brasil, que servia caipirinha, caipifrutas, angu à baiana, bobó de camarão, caldo de feijão e de frango. Além dos brasileiros, trabalharam intensamente todos os dias militantes do PCP destacados para auxiliar no stand do PCdoB. Coordenados por Nuno Gonçalves, nove portugueses ali estiveram, a maioria da sua própria família, que tem na sua tradição a militância comunista.
.
Presença do PCdoB
.
O stand Político do PCdoB se tornou a grande novidade do Espaço Internacional. Foi o mais procurado e comemorado pelos comunistas e portugueses em geral, além de ser o ponto de encontro de mais de uma dezena de comunistas brasileiros que estavam “perdidos” pela Festa.
,
Nas décadas anteriores o PCB representava o Brasil e há 16 anos o PT participa oficialmente da Festa. Este foi o terceiro ano que o PCdoB participa e o primeiro em que teve um stand exclusivamente político. Este foi um fato comemorado pelo PCP, pois apesar do respeito com o PT, a solidariedade entre os comunistas é a de partidos irmãos. Além disso, muito se ouve na Terrinha sobre o crescimento e as vitórias acumuladas pelo PCdoB. Aquele foi o momento destes desfazerem suas dúvidas. As perguntas mais frequüentes eram em relação a opinião dos comunistas sobre “o governo de Lula da Silva”, “a diferença do PCdoB com o PCB”, “o número de filiados e de parlamentares do partido”.
.
Centenas de bottons do Partido foram vendidos, assim como camisetas feitas especialmente para a Festa. Muitos materiais impressos foram adquiridos pelos portugueses, como as teses do 12o Congresso. Os materiais mais procurados diziam respeito a brasileiros admirados na Terrinha. Cartazes de Luis Carlos Prestes, pintado por Candido Portinari, esgotaram ainda na sexta-feira, assim como a obra de Portinari sobre a Coluna Prestes e sua pintura O Patriarca com o rosto de José Bonifácio, que foi um dos heróis da resistência portuguesa contra a invasão napoleônica e é um dos cem mais importantes cientistas de Portugal.
.
Os portugueses também demonstraram sua admiração por Oscar Niemeyer. A revista Princípios que o trouxe na capa com uma entrevista exclusiva e fotos de suas obras esgotou-se rapidamente. A feliz coincidência da atual edição da Princípios expor na capa um desenho de Álvaro Cunhal trouxe grande procura. O histórico secretário geral do PCP é dos mais adorados por todos os portugueses e além de ser um dos principais nomes do comunismo internacional com vasta obra teórica, era também artista plástico e escritor, deixando clássicos da literatura como Até Amanhã Camaradas e Cinco Dias, Cinco Noites, todos assinados com o pseudônimo de Manoel Tiago, por serem lançados no período da ditadura de Salazar.

.

A participação brasileira se deu também no debates. No Palco da Solidariedade do Espaço Internacional, o PCdoB participou na tarde do domingo de uma discussão sobre “A crise do capitalismo, repressão e militarismo” ao lado do representante do Partido Comunista da Grécia e do Partido Socialista da Letônia. Centenas de pessoas acompanharam atentamente as idéias comunistas dos brasileiros, representados ali por Ricardo Abreu, membro do secretariado do Comitê Central do PCdoB.
.
A Festa da Juventude
.
Um dos aspectos que mais chamou a atenção é na Festa a presença da juventude. São milhares deles, andando quase sempre em bandos. “Uma festa que a juventude tomou como sua”, justifica Jerônimo de Sousa. Quando ainda faltavam dois dias para a abertura dos portões, uma enorme fila já se formava com jovens que queriam conseguir um bom lugar no acampamento montado para abrigá-los.
.
Foi a juventude que protagonizou um dos momentos mais bonitos nestes 33 anos de Festa, pelo menos na opinião do militante Joaquim do Carmo, que participou de todas elas. “O ponto mais alto cultural destes anos todos foi ver mais de 50 mil pessoas, a maioria jovens, cantar e se emocionar com a “ópera apresentada no primeiro dia, aquilo é algo inédito em Portugal”.

Se é “algo inédito em Portugal”, para o observador brasileiro aquilo desperta mais interesse ainda. Foi uma cena sem igual. Na grama em frente ao palco principal, dezenas de milhares de jovens deitados com roupas e cabelos que lembravam o Festival de Woodstock. Além da poeira que levantava, o cheiro de cigarro lembrava ainda mais o Festival nos Estados Unidos que marcou gerações. Para completar as similaridades, no palco era cantada uma das músicas símbolos de Woodstock, Summer Time, a canção composta por George Gershwin em 1935. As coincidências param por aí, pois se no festival norte-americano a música ficou imortalizada por Janis Joplin, quem entoava os acordes na Festa do PCP era a soprano portuguesa Ana Paula Russo, acompanhada de um coral e de mais de cem músicos de uma orquestra sinfônica comandada pelo maestro japonês Kodo Iamagishi.
.
Vermelho
.
Dizer que trabalha para o portal Vermelho abre muitas portas do outro lado do Atlântico. Fica fácil entender porque Portugal é um dos países país que mais acessam o portal. Os que procuravam o stand do PCdoB sempre se referiam a ele. Além disso, nas andanças pela Festa era só se identificar como brasileiro para não raro alguém se referir ao portal do galo.
.
Foi o caso do encontro com Margarida Martins, militante do PCP na região da Amadora. Ela cuidava das vendas do stand central e se disse leitora assídua. “Leio sempre o Vermelho, principalmente para me informar das questões da conjuntura brasileira e da América Latina. Não só da sua região, pois acompanho e gosto muito das análises que surgem sobre a realidade chinesa”. “Mesmo quando não estou lendo o Vermelho me deparo com ele”, brinca a comunista. “Quando faço uma procura de algum assunto no Google, sempre digo: 'Lá vem o Vermelho de novo'”, conta rindo Margarida, que elogiou bastante as últimas mudanças no portal. “Agora posso deixar meus comentários”.


.
.
in Vermelho
.
.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Hitler, os EUA e o Grande Capital


vvvv
Hoje e há 70 anos

Há 70 anos, a 1 de Setembro de 1939, a Alemanha sob a direcção do regime nazi e de Hitler desencadeou a segunda guerra mundial invadindo a Polónia. A catástrofe que então se abateu sobre a humanidade e que custou 80 milhões de mortos não foi como se procura hoje fazer crer obra de um ditador louco e sanguinário. Foi antes o resultado de um plano bem preparado pelo imperialismo alemão e pelo revanchismo que na Itália de Mussolini e no golpe franquista em Espanha procurava por um lado travar o avanço impetuoso do movimento operário estimulado pelas conquistas do socialismo na União Soviética e por outro lado dirimir rivalidades entre as potências do mundo capitalista, particularmente entre a Alemanha e a Inglaterra.
.
Quem sabe hoje que a 26 de Janeiro de 1932, o grande capital alemão com Fritz Thyssen à frente decidiu no Clube da Indústria de Dusseldorf levar Hitler ao poder?
.
Quem sabe que as primeiras vítimas do Nazismo foram comunistas e que no 1.° de Maio de 1933 os sindicatos foram brutalmente atacados e milhares de sindicalistas lançados nas prisões para gáudio de uma classe exploradora que estava sempre a acusar o movimento operário de não colaborar nem aceitar as dificuldades da crise de 1929?
.
Quem sabe hoje que sem a ajuda da General Motors, os camiões militares e as colunas motorizadas da guerra relâmpago nunca teriam conseguido chegar a Viena e a Praga, que o combustível com que os aviões nazis bombardeavam Londres, Coventry, Birmingham, Liverpool e Manchester vinha da Standard-Oil norte-americana ou ainda que sem o sistema de cartões perfurados da IBM a máquina de extermínio hitleriana nunca teria conseguido organizar o trabalho escravo de modo tão perfeito e eficaz?
.
Quando o capital fala em «democracia» está a pensar na liberdade para os seus negócios e para exploração, não na liberdade dos povos decidirem do seu destino e de poderem viver em paz e em liberdade.
.
A derrota do nazi-fascismo traduziu-se pela instauração de uma nova ordem fundada no direito internacional, no respeito pela soberania dos povos e por enormes conquistas sociais dos trabalhadores dos próprios países capitalistas. A correlação de forças favorável ao socialismo que então se verificou tornou possível tais avanços civilizacionais. Mas nos últimos 20 anos temos vindo a assistir à destruição dessas conquistas e ao reforço do poder antidemocrático do grande capital à escala mundial e ao retomar das guerras imperialistas sob o manto da defesa dos «direitos humanos» ou do «combate ao terrorismo».
.
Com o objectivo de ilibar-se dos seus crimes e responsabilidades, o grande capital e os seus governantes têm vindo a falsificar a História e a confundir as vítimas com os algozes. Inventam teorias como a dos «dois totalitarismos» para ficarem com o terreno livre para prosseguirem o anticomunismo de Estado em que se fundamentou não só o nazismo hitleriano mas uma infinidade de ditaduras fascista de Pinochet a Videla, de Mobutu a Somoza, de Salazar a Ferdinando Marcos ou a Suahrto.
.
E no que diz respeito a guerras e agressões é o que se vê. As centenas de civis que a NATO assassina quase diariamente no Afeganistão são totalmente ignoradas pelos dirigentes de um mundo capitalista que se afirma «humanista». Hoje como há 70 anos é necessário que os povos não se deixem contaminar por essa amnésia colectiva com que o capital pretende novamente convencer os povos de que não há alternativa para a exploração, a guerra e o militarismo. A resistência e a luta contra a opressão e a mentira acabará por abrir caminho a um mundo de paz, justiça social e liberdade, um mundo socialista.
.
in Avante 2009.09.10
.
.

Domingo, Setembro 06, 2009

Debate Sócrates x Sócrates



.
.
Ícone do canal

31daarmada

.
O debate político do ano entre dois grandes parlamentares: Sócrates líder da oposição e Sócrates líder do Governo. Uma maravilha.
.
Enviado por Maria (hi5)
.
.

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

PETRÓLEO DE ANGOLA PARA OS GRANDES FALCÕES

Segunda-feira, Março 2

PETRÓLEO DE ANGOLA PARA OS GRANDES FALCÕES


É evidente que a estratégia norte americana para o Golfo da Guiné não se pode limitar à ênfase que o nóvel AFRICOM, o Comando África do Pentágono que continua com sua chefia instalada na Alemanha, (apesar dos esforços de toda a ordem visando a sua instalação em África), passou a ter, com a deslocação do USS Fort McHenry (LSD 43) e do navio experimental HSV-2 SWIFT para a região, a fim de serem utilizados, o primeiro, durante seis meses, como “África Partnership Station”, e o segundo como “atracção tecnológica”, visitando um a um todos os países com litoral oceânico.
.
.
Muito antes da criação pela administração republicana de George W. Bush, do AFRICOM, já os Estados Unidos, interligando a diplomacia com os interesses económicos das grandes corporações norte americanas presentes em África, privilegiavam os nexos com aqueles que operavam em vários sectores da indústria mineira, na indústria de prospecção e exploração de petróleo e com os operadores prestadores de serviços, influentes até na super estrutura do poder em Washington, (seja com o concurso dos republicanos, seja com o concurso dos democratas), a fim de garantir relacionamentos bilaterais e multilaterais com os países africanos, de norte a sul.
.
.
A Halliburton e a sua subsidiária até 2007, Kellog Brown & Root, multinacionais que têm como referência a figura de Dick Chenney, vice-presidente dos Estados Unidos, fazem parte do conglomerado de corporações norte americanas já com historial em África, seja quando estão no poder republicanos, seja quando estão os democratas.
.
.
Elas têm distribuído a sua actividade a nível global, não só em suporte das multinacionais do petróleo, mas também em função de outros desempenhos civis e militares, no âmbito dos interesses interligados que suportam os relacionamentos de Washington, não só por via pacífica, mas também nos seus esforços de guerra, por todo o planeta.
.
.
A 5 de Março do ano corrente, um analista do Global Research no Canadá, Andrew G. Marshall, publicou uma investigação-síntese, sob o título “Martial Law, Inc”, em que realçava as actividades da Kellog Brown & Root desde a década de 40 do século passado e particularmente desde a guerra do Vietname.
.
.

No que diz respeito a África o investigador do Global Research do Canadá fornece a síntese da presença do KBR nos acontecimentos do Ruanda e da República Democrática do Congo.
.
.

No que diz respeito ao Ruanda, o investigador, que se apoiou nas revelações de Wayne Madsen sobre o derrube do avião que transportava os presidentes do Ruanda e do Burundi, conforme as investigações também levadas a cabo pelos Franceses em 2004, indicou que houve um estreito relacionamento nesse acto, com os operadores ruandeses (tutsis) enquadrados no Rwandan Patriotic Front de Paul Kagame, da International Strategic and Tactical Organization, que representava “poderosos interesses políticos e corporativos” incluindo os da Armitage and Associates LC, uma firma fundada pelo antigo Adjunto da Defesa de George W. Bush, Richard Armitage e a Kellog Brown & Root.
.
.
Em 1994, na sequência da instalação do governo do Rwandan Patriotic Front no Ruanda, o KBR beneficiaria dum contrato sob a denominação de “Operation Support Hope”, no valor de 6,3 milhões de dólares.
.
.
Desse enredo, segundo o mesmo analista, houve três beneficiários em 1994 e um beneficiário em 1995:Paul Kagame, que se viria a tornar Presidente do Ruanda, Kofi Annan que se tornaria Secretário Geral da ONU e Madeleine Albright, que seria Secretário de Estado durante a governação democrata de Bill Clinton. O próprio Dick Chenney tornar-se-ia CEO da Halliburton de 1995 a 2000.
.
.
Em relação à República Democrática do Congo, sob os auspícios ainda da International Strategic and Tactical Organization e explorando o êxito da operação do Ruanda, a KBR construiu uma base militar junto à fronteira Congolesa-Ruandesa, onde foram treinados os efectivos ruandeses que deram apoio ao líder rebelde Laurent Kabila, no derrube do regime de Mobutu.
.
.

O KBR, conjuntamente com a Bechtel Corporation, providenciou mapas elaborados a partir de fotografias obtidas por satélites de reconhecimento, relativos aos movimentos de tropas de Mobutu (a Bechtel Corporation integra interesses ligados ao antigo Secretário de Estado George Schultz e a Caspar Weinberger, quando do lado da KBR estava já no activo, à frente da Halliburton , Dick Chenney).
.
.
A actuação desse cadinho de corporações na fase do derrube de Mobutu, permitiu a abertura que Laurent Kabila teve de fazer a outros conglomerados como o American Mineral Fields e a Barrick Gold Corporation.
.
.
.
A AMF englobava interesses de Mike McMurrough, uma personagem próxima de Bill Clinton, enquanto a Barrick Gold Corporation, englobava interesses do então Primeiro Ministro do Canadá, Brian Mulroney e do assessor de Bill Clinton, Vernon Jordan, que nessa companhia tinha como assessor precisamente George W. Bush.
.
.
A evolução da situação na RDC, incluindo a morte de Laurent Kabila, tem muito a ver com o desenvolvimento desses enredos, que passaram também com armas e bagagens para Angola: rica em minerais, a RDC possui pouco petróleo, mas Angola é suficientemente rica para, com minerais e com petróleo, fazer com que os “lobbies” de suporte aos democratas (enraizados nas indústrias mineiras das corporações norte americanas e canadianas, assim como no cartel dos diamantes) e aos republicanos (fundamentalmente pela via das corporações do petróleo e associados), encontrem todas as razões para consenso político-operativo, económico, financeiro e se necessário militar, nesta escandalosa (sob o ponto de vista geológico) mistura de Texas e de minas de Salomão.
.
.
O Correio Digital de 24 de Março de 2008, dava a conhecer que “a empresa do Vice Presidente dos Estados Unidos fica com a refinaria do Lobito”, “depois dum longo período de negociações”.
.
.
Também para que isso acontecesse o poderoso “lobby” norte-americano teve de vencer concorrentes, entre eles os que, envolvendo interesses do Japão e da República Popular da China, apostavam muito e a prazos dilatados na refinaria do Lobito.
.
.
Para além das negociações visíveis, o “lobby” ousou mesmo “jogar tudo por tudo” e, segundo se faz constar em determinados círculos das novas elites angolanas, até bolsas de estudo têm sido pagas pela Halliburton em benefício duma conhecida entidade que tem trajectória sénior na área dos petróleos angolanos e é indicada por alguns, actualmente, como assessora da Presidência da República (às tantas e no mínimo, servindo de “discreta ponte” entre a Presidência Angolana e a Norte Americana).
.
.
Tudo seria razoável, não fosse o papel da Halliburton, da Kellog Brown & Root, de Dick Chenney e associados, não só em África (e na estratégia de relacionamentos dos Estados Unidos em África), mas sobretudo nas regiões onde se registaram sempre grandes convulsões e grandes lucros para os senhores da guerra global contra um tão oportuno quanto artificial “terrorismo”, nomeadamente no Afeganistão, no Iraque e nos Balcãs.
.
.
A enorme base de Camp Bondsteel, a maior base militar recentemente erigida pelos Estados Unidos na Europa, sobre a qual repousa a iniciativa da “independência vigiada” de Kosovo, foi construída pela Kellog Brown & Root, segundo Michel Chossudovski, analista sénior do Global Research do Canadá, a fim de garantir cobertura ao oleaduto AMBO (Albânia-Macedónia-Bulgária), o “pipeline” que leva o petróleo do mar Cáspio, passando pelo porto de Burgas (porto búlgaro do Mar Negro), até ao Adrático, atravessando os Balcãs.
.
.
A KBR aparece assim associada à estratégia de domínio, que se manifesta pela destruição de interesses que se manifestem contrários aos interesses dominantes, a fim de instalar os seus próprios interesses, seguindo quase sempre uma via armamentista e de guerra.
.
.
A acreditar na notícia publicada pelo Correio Digital, a interpretação de alguns analistas conduz à conclusão de que Angola cedeu: ao invés de continuar a dar oportunidade aos relacionamentos bilaterais com a RPC e coligados também no sector do petróleo, foi obrigada a abrir as portas aos interesses norte americanos em relação à refinação de petróleo no Lobito, coligados ou não aos sul coreanos, tendo como “aríete” o empenhamento de consórcios como a Halliburton e a Kellog Brown & Root, tão identificadas com os grandes falcões norte americanos..
.
.
Àcerca disso, é evidente que há “parceiros” ao mais alto nível por dentro do MPLA e do estado angolano que “alinharam”, mas o mutismo completo da oposição e de alguns que se dizem pacifistas (inclusivé com alguma expressão neste mesmo blog), perante a “prova de força” dos grandes falcões em Angola, é um evidente indicativo de quanto esses sectores são no mínimo ineptos perante os factos políticos de ordem estratégica que vão ocorrendo, sem melhores alternativas para os relacionamentos bilaterais, ou multilaterais...
.
.
Provavelmente estão ainda distraídos com a “novidade” que constituiu a visita ao porto do Lobito do HSV-2 SWIFT, nos dias 21, 22 e 23 de Fevereiro de 2008..
.
.

Por MARTINHO JÚNIOR
Maio 2009 Fevereiro 2009
.
.

Terça-feira, Setembro 01, 2009

1 Setembro 1939 - Invasão da Polónia pelos Nazis

70 anos do “Pior dia do século XX”

Posted: 01 Sep 2009 01:55 AM PDT


(El País)

(El Diario Vasco – via La Buena Prensa)

.

in Memória Virtual

.

El 1 de septiembre de 1939, la locura se hizo guerra: Alemania invadió Polonia y desencadenó la Segunda Guerra Mundial.

JULIÁN CASANOVA 29/08/2009

.

'El Peor día del siglo XX' es un reportaje del suplemento DOMINGO del 30 de agosto de 2009.

.

En la mañana del 1 de septiembre de 1939 el ejército alemán invadió Polonia y el 3 de septiembre Gran Bretaña y Francia declaraban la guerra a Alemania. Veinte años después de la firma de los tratados de paz que dieron por concluida la Primera Guerra Mundial, comenzó otra guerra destinada a resolver todas las tensiones que el comunismo, los fascismos y las democracias habían generado en los años anteriores. El estallido de la guerra en 1939 puso fin a lo que el historiador Edward H. Carr llamó "la crisis de veinte años" e hizo realidad los peores augurios. En 1941, la guerra europea se convirtió en mundial. El catálogo de destrucción humana que resultó de ese largo conflicto de seis años nunca se había visto en la historia.

.

La noticia en otros webs

.

Veinte años antes, Europa vivió guerras pequeñas, revoluciones muy violentas y varias guerras civiles

.

Aunque algunas explicaciones sobre sus causas se centran exclusivamente en Hitler y en la Alemania nazi, en el período que transcurrió entre 1933 y 1939, para obtener una fotografía completa debe rastrearse en los trastornos producidos por la Primera Guerra Mundial. Al final de esa contienda, el mapa político de Europa sufrió una profunda transformación, con el derrumbe de algunos de los grandes imperios y el surgimiento de nuevos países. De esa guerra salieron también el comunismo y el fascismo. Al tiempo que pasó entre el final de esa primera guerra y el comienzo de la segunda lo llamamos período de entreguerras, como si la paz hubiera sido la norma, pero en realidad en esa "crisis de veinte años" hubo algunas guerras pequeñas entre Estados europeos, revoluciones y contrarrevoluciones muy violentas y varias guerras civiles.

.

La caída de los viejos imperios continentales fue seguida de la creación de media docena de nuevos Estados en Europa, basados supuestamente en los principios de la nacionalidad, pero con el problema heredado e irresuelto de minorías nacionales dentro y fuera de sus fronteras. Todos ellos, salvo Checoslovaquia, se enfrentaron a grandes dificultades para encontrar una alternativa estable al derrumbe de ese orden social representado por las monarquías. Esa construcción de nuevos Estados llegó además en un momento de amenaza revolucionaria y disturbios sociales.

.

La toma del poder por los bolcheviques en Rusia en octubre de 1917 tuvo importantes repercusiones en Europa. En 1918 hubo revoluciones abortadas en Austria y Alemania, a las que siguieron varios intentos de insurrecciones obreras. Un antiguo socialdemócrata, Béla Kun, estableció durante seis meses de 1919 una República soviética en Hungría, echada abajo por los terratenientes y por el ejercito rumano. Italia, en esos dos primeros años de posguerra, presenció numerosas ocupaciones de tierras y de fábricas. Esa oleada de revueltas acabó en todos los casos en derrota, aplastadas por las fuerzas del orden, pero asustó a la burguesía y contribuyó a generar un potente sentimiento contrarrevolucionario que movilizó a las clases conservadoras en defensa de la propiedad, el orden y la religión.

.

El movimiento contrarrevolucionario, antiliberal y antisocialista se manifestó muy pronto en Italia, durante la profunda crisis posbélica que sacudió a ese país entre 1919 y 1922, se consolidó a través de dictaduras derechistas y militares en varios países europeos y culminó con la subida al poder de Hitler en Alemania en 1933. Los datos que muestran el retroceso democrático y el camino hacia la dictadura resultan concluyentes. En 1920, todos los Estados europeos, excepto dos, la Rusia bolchevique y la Hungría del dictador derechista Horthy, podían definirse como democracias o sistemas parlamentarios restringidos. A comienzos de 1939, más de la mitad, incluida España, habían sucumbido ante dictaduras.

.

Durante un tiempo, sobre todo en los años inmediatamente posteriores a la Segunda Guerra Mundial, analistas e historiadores echaron la culpa de todos esos males, y del estallido de la guerra, a la fragilidad de la paz sellada en Versalles y a los dirigentes de las democracias que intentaron "apaciguar" a Hitler, en vez de parar su insaciable apetito. El problema empezaba en Alemania, donde amplios e importantes sectores de la población no aceptaron la derrota ni el tratado de paz que la sancionó, y continuaba en otros países como Polonia o Checoslovaquia, que albergaban millones de hablantes de alemán que, con la desintegración del Imperio Habsburgo, habían perdido poder político y económico. Como les recordaban los grupos ultranacionalistas, ahora eran minorías en nuevos Estados dominados por grupos o razas inferiores.

.

Francia fue la única potencia victoriosa que trató de contener a Alemania en el marco de la paz de Versalles. Estados Unidos rechazó esos acuerdos y cualquier tipo de compromiso político con las luchas por el poder en Europa. Italia, sobre todo después de la llegada al poder de Mussolini, quería cambiar también esos acuerdos que no le habían otorgado colonias en África, y marcaba su propia agenda de expansión en el Mediterráneo. En cuanto a Gran Bretaña, su prioridad no estaba en el continente sino en el fortalecimiento de su imperio colonial y en la recuperación del comercio. Francia, por lo tanto, trabajaba para que Alemania cumpliera con los términos del tratado y Gran Bretaña buscaba la conciliación y la revisión de lo que consideraba un acuerdo demasiado injusto para los países vencidos. Esa diferencia dejó a Gran Bretaña y Francia en constante disputa y a Alemania dispuesta a sacar partido de la división.

.

Pese a todas esas dificultades, a las tensiones sociales y a las divisiones ideológicas, el orden internacional creado por la paz de Versalles sobrevivió una década sin serios incidentes. Todo cambió con la crisis económica de 1929, el surgimiento de la Unión Soviética como un poder militar e industrial bajo Stalin y la designación de Hitler como canciller alemán en enero de 1933. La incapacidad del orden capitalista liberal para evitar el desastre económico hizo crecer el extremismo político, el nacionalismo violento y la hostilidad al sistema parlamentario.

.

Las políticas de rearme emprendidas por los principales países europeos desde comienzos de esa década crearon un clima de incertidumbre y crisis que redujo la seguridad internacional. La Unión Soviética inició un programa masivo de modernización militar e industrial que la colocaría a la cabeza del poder militar durante las siguientes décadas. Por las mismas fechas, los nazis, con Hitler al frente, se comprometieron a echar abajo los acuerdos de Versalles y devolver a Alemania su dominio. La Italia de Mussolini siguió el mismo camino y su economía estuvo supeditada cada vez más a la preparación de la guerra. Francia y Gran Bretaña comenzaron el rearme en 1934 y lo aceleraron desde 1936. El comercio mundial de armas se duplicó desde 1932 a 1937. Las estadísticas alemanas revelaban que el gasto en armas en 1934 se había disparado y que el porcentaje del presupuesto alemán dedicado al ejército pasó, en los dos primeros años de Hitler en el poder, del 10% al 21%. Según Richard Overy, "el sentimiento popular antibélico de los años veinte dio paso gradualmente al reconocimiento de que una gran guerra era de nuevo muy posible".

.

Importantes eslabones en esa escalada a una nueva guerra mundial fueron la conquista japonesa de Manchuria en septiembre de 1931, la invasión italiana de Abisinia en octubre de 1935 y la intervención de las potencias fascistas y de la Unión Soviética en la guerra civil española. En apenas tres años, de 1935 a 1938, Hitler subvirtió el orden internacional que, pactado por los vencedores de la Primera Guerra Mundial, había intentado prevenir que Alemania se convirtiera de nuevo en una amenaza para la paz en Europa. El Tratado de Versalles impuso notables restricciones al poderío militar alemán. En 1935, la región del Sarre volvió a ser alemana después de que una mayoría de la población así lo decidiera en un plebiscito. En marzo de 1936, Hitler ordenó a las tropas alemanas reocupar Renania, una zona desmilitarizada desde 1919, y exactamente dos años después, el ejército nazi entraba en Viena, inaugurando el Anschluss, la unión de Austria y Alemania.

.

La Liga de Naciones, la organización internacional creada en París en 1919 para vigilar la seguridad colectiva, la resolución de las disputas y el desarme, fue incapaz de prevenir y castigar esas agresiones, mientras que los gobernantes británicos y franceses, hombres como Neville Chamberlain o Pierre Laval, pusieron en marcha la llamada "política de apaciguamiento", consistente en evitar una nueva guerra a costa de aceptar las demandas revisionistas de las dictaduras fascistas. Hitler percibió esa actitud como un claro signo de debilidad y, así las cosas, siempre prefirió lograr sus objetivos con acciones militares antes que enzarzarse en discusiones diplomáticas multilaterales.

.

Esa debilidad llegó a su punto más alto el 29 de septiembre de 1938, en Munich, cuando Neville Chamberlain y Edouard Daladier aceptaron la entrega de los territorios de los Sudetes a Alemania. El sacrificio de Checoslovaquia tampoco frenó las ambiciones expansionistas nazis y Hitler interpretó que Gran Bretaña y Francia le habían dado luz verde para extenderse por el este.

.

Cuado no había pasado ni un mes desde el acuerdo de Munich, Hitler ordenó a sus fuerzas armadas que se prepararan para la "liquidación pacífica" de lo que quedaba de Checoslovaquia. A mediados de marzo de 1939, las tropas alemanas entraban en Praga y Hitler planeó lanzar una guerra de castigo contra Polonia. Sólo la Unión Soviética, con fuertes intereses en esa zona, podía oponerse y para que eso no ocurriera, Hitler firmó con Stalin el 23 de agosto un pacto de no agresión entre enemigos ideológicos. Unos días después, la invasión de Polonia convenció a las potencias democráticas que la colisión era preferible al derrumbe definitivo de la seguridad europea.

.

La crisis del orden social, de la economía, del sistema internacional, se iba a resolver mediante las armas, en una guerra total, sin barreras entre soldados y civiles, que puso la ciencia y la industria al servicio de la eliminación del contrario. Un grupo de criminales que consideraba la guerra como una opción aceptable en política exterior se hizo con el poder y puso contra las cuerdas a políticos parlamentarios educados en el diálogo y la negociación. Y la brutal realidad que salió de sus decisiones fueron los asesinatos, la tortura y los campos de concentración. Hitler provocó la guerra, pero ésta fue también posible por la incapacidad de los gobernantes demócratas para comprender la violencia desatada por el nacionalismo moderno y el conflicto ideológico.

.

Julián Casanova es catedrático de Historia Contemporánea en la Universidad de Zaragoza.

.

.