Quinta-feira, 20 de Maio de 2010
A poupança passa pela lei das rendas

Os banqueiros têm de perceber uma coisa: não há poupança num país preso no crédito à habitação. A ausência de um mercado de arrendamento criou uma dívida bruta de 215% do PIB.

 



por Henrique Raposo às 12:13 | link | partilhar

Ja chega de Guterres

Dói, mas é verdade: quando eu nasci (1979), Portugal estava somente a sair do terceiro-mundo. O país da minha infância (o Portugal dos anos 80) era - no máximo - uma terra de remediados. Mas, apesar de tudo, este Portugal era realista; os portugueses tinham os pés bem assentes no chão rugoso da sua História. O problema surgiu nos anos 90. Durante esse longo sono guterrista, Portugal começou a pensar que já era 'europeu'; os portugueses esticaram os sonhos e começaram a viver como holandeses. O mal-estar que agora percorre Portugal é, na verdade, o fim dessa ilusão criada por Guterres. Os portugueses (ainda) não são holandeses.

Não podemos esconder Portugal atrás dos biombos guterristas elaborados no tear do "power point" semanal. Temos de sair da mentira de 1998 (Portugal: país 'europeu') e regressar à dura realidade de 1988 (Portugal: país a caminho de ser 'europeu').

 

Maio de 2008



por Henrique Raposo às 12:12 | link | partilhar

Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
Essa coisa de trazer a Magna Carta para o cinema não resultou



por Henrique Raposo às 14:17 | link | partilhar

Medida necessária a médio prazo: refundar o mapa autárquico. Temos mais de 4 mil juntas de freguesia

A necessária dieta estatal passaria, por exemplo, pela reforma do mapa autárquico. A actual arquitectura do poder local assenta em pilares arcaicos. Em 2009, é simplesmente ridículo vermos o país dividido em 4251 freguesias e 308 municípios. Como é que um país tão pequeno está esquartejado desta forma? Esta situação chega a ser caricata, mas os partidos nunca executarão mudanças no mapa autárquico. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caciques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real.



por Henrique Raposo às 14:02 | link | partilhar

Acabar com (alguns) feriados

Em alturas de crise, os países têm de mudar. Portugal tem feriados e 'pontes' a mais. Acabar com alguns feriados seria um sinal positivo. E não seria apenas um sinal simbólico.



por Henrique Raposo às 12:49 | link | partilhar

Terça-feira, 18 de Maio de 2010
Venha daí o 'tecto' constitucional

A ideia de um limite constitucional 'contra' a dívida e o défice é excelente, e já vem tarde. Os demagogos do presente não podem ter a possibilidade de destruir o futuro.



por Henrique Raposo às 10:55 | link | partilhar

Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Cuidado com essa 'estória' da perda de soberania

Ler aqui João Marques de Almeida.



por Henrique Raposo às 19:22 | link | partilhar

O PSD de Passos devia pensar antes de falar. Os tempos não estão para politiquices feitas em cima do joelho

"Outra vez errado", Miguel Noronha.



por Henrique Raposo às 15:22 | link | partilhar

Porra

Há uma crise de regime, com evidentes perdas de soberania, e o Presidente vai falar do casamento gay. Senhor Presidente, ide gozar com outro.



por Henrique Raposo às 15:13 | link | partilhar

Adorar a "natureza" para odiar a "humanidade"

Cães e gatos, Bruno Vieira Amaral. O neo-paganismo é uma festa. Adoram salvar o mundo, mas detestam o vizinho do segundo esquerdo. Adoram os bichos porque desprezam os outros homens.



por Henrique Raposo às 12:41 | link | partilhar

Servidão fiscal através da boa educação

Em Portugal, existe um complexo católico contra o dinheiro. "Falar de dinheiro é feio", dizem. É por isso que nunca se fala a sério de impostos. "Aquele que fala de impostos é um economicista insensível", dizem.

 




por Henrique Raposo às 11:11 | link | partilhar

Sábado, 15 de Maio de 2010
O fim do eurocentrismo

 

Não tem a sofisticação discreta de "The Two Faces of Liberalism", mas "A Morte da Utopia" confirma John Gray como um dos grandes críticos do eurocentrismo. Mesmo perante a emergência das novas potências, o velho Ocidente continua a pensar que é a vanguarda indiscutível do progresso e do próprio sentido da História. Neste obsessivo sonho eurocêntrico, os outros povos podem participar na civilização universal do futuro, desde que abdiquem das suas ideias e abracem as ideias ocidentais. Entre outras coisas, "A Morte da Utopia" contesta, e bem, esta pretensão eurocêntrica. Não existe uma única via para o 'progresso'. Não existe uma única 'modernidade'. Ante este novo mundo pluralista, a pergunta é inevitável: conseguirá a elite ocidental raciocinar sem o seu Prozac (a ideia de 'progresso' para toda a 'Humanidade')?



por Henrique Raposo às 13:10 | link | partilhar

Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
Só acredito vendo

O Executivo diz que vai seguir as orientações da OCDE, que tem pedido uma maior flexibilização dos despedimentos.

 




por Henrique Raposo às 11:25 | link | partilhar

Era um grande senhor

O percurso de Saldanha Sanches foi marcado pela irreverência

 

Ler Saldanha Sanches, Pedro Lomba.



por Henrique Raposo às 10:15 | link | partilhar

Portugal não merece ser o Alabama socialista da Europa

 

Mesmo a calhar: "a longa noite socialista", a crónica de sábado passado:

 

... A não ser que o dr. Jorge Coelho surpreenda o mundo com a invenção da 'obra pública exportável', Portugal não pode continuar a apostar neste capitalismo de betão. De uma vez por todas, as construtoras civis têm de sair do centro da nossa economia. Esta longa noite socialista tem de acabar. Portugal não merece ser o Alabama socialista da confederação europeia.



por Henrique Raposo às 10:13 | link | partilhar


autores
Henrique Raposo
henrique.raposo79@gmail.com

Rui Ramos
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