sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Não ao PECado da gula dos especuladores

O acordo do governo PS com o PSD “para acalmar os mercados” protege o capital e penaliza trabalhadores, pensionistas e desempregados.
Só não pode acalmar o povo e os trabalhadores.
O essencial do pacote é o imposto sobre o trabalho e o consumo dos produtos e bens de primeira necessidade.
Por isso dizemos NÃO!

CGTP | Grande Manifestação Nacional | 29 de Maio de 2010 | Lisboa - 15h - Marquês de Pombal > Restauradores

Mais inf. aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Um livro para ajudar a esclarecer a história recente

»«

Falo de Álvaro Cunhal, sete fôlegos do combatente. Memórias, de Carlos Brito, hoje mesmo lançado em Lisboa.

Pelo que pude ler das primeiras impressões (p.e., aqui e aqui), este testemunho ajudará a esclarecer a história recente de Portugal através duma espécie de dupla 'viagem' biográfica, a do autor e a de Álvaro Cunhal, ambos dirigentes do PCP durante o meio século abordado na obra. Se outro contributo não tivesse, este já seria meritório. Mas parece-me que o livro vai mais além, permitindo ter uma versão mais desapaixonada e distante da história dum partido político que suscita controvérsias pontuais e emoções fortes junto de muitas pessoas. E também contribuirá para esclarecer a posição deste partido num período histórico sobre o qual paira ainda muitas sombras e pouca prova documental diversificada, que é o do PREC. Mais inf. neste post de Nuno Ramos de Almeida.

Zangam-se as comadres...

Contra ventos e marés, Lisboa bate Roma e Nova Iorque, ora tomem lá e embrulhem

E quem é que disse que ser radical é mau?

«Rainha Isabel II proclama "programa radical para um governo radical"», por Ana Fonseca Pereira

terça-feira, 25 de Maio de 2010

Lutas pela memória

Rocío, documentário anti-franquista censurado em plena democracia, será transmitido em Coimbra e Lisboa, em sessões com a presença do cineasta, Fernando Ruiz Vergara, e do historiador Francisco Espinosa Maestre, co-fundador da Associação Todos Los Nombres e membro da comissão que colaborou com o juiz Baltasar Garzón na investigação dos crimes cometidos durante a Guerra Civil de Espanha e o franquismo.

O filme, que se centra numa romaria de Almonte (Huelva), vai além da contextualização político-social deste evento, revelando ainda a guerra civil e a posterior violência franquista na zona, identificando vítimas e principais responsáveis pela repressão. Este desaforo custou ao cineasta um processo judicial movido pela família Reales no início de 1980, pelo qual teve que pagar uma avultada indemnização, além da condenação a 2 anos e meio de prisão, de que só se descartou após recurso.

A este propósito Cláudia Castelo escreveu em 2007 o post Fernando Ruiz Vergara: crónica de uma perseguição política, com informação de Dulce Simões sobre este processo político e por sugestão de Paula Godinho. Nesse post podem ler-se comentários muito interessantes de Dulce Simões, de Francisco Espinosa Maestre (que refere outros casos de perseguição política) e do próprio Fernando Ruiz Vergara.

A versão integral do documentário permanece censurada em Espanha, mas em Portugal será possível vê-la, hoje em Coimbra, no Teatro da Cerca de S.Bernardo (21h30); amanhã, em Lisboa, na Livraria Ler Devagar da Lx-Factory (21h). A organização é da Cultra. Mais inf. sobre filme, lutas da memória, cineasta e historiador aqui.

segunda-feira, 24 de Maio de 2010

Ferreira de Castro e a emigração, ontem como hoje

Começou hoje o Colóquio Internacional Ferreira de Castro e a Emigração, em Lisboa, que reúne especialistas de diferentes áreas para uma reflexão conjunta sobre a obra do escritor Ferreira de Castro relativa à emigração no Brasil e possíveis pontes com a actualidade.

Nele participam estudiosos como Antônio Dimas, Maria Eva Braz Letízia, Bernard Emery, Eugénio Lisboa, Miguel Real, Artur Anselmo, Luís Crespo de Andrade e Maria Beatriz Rocha-Trindade.

A iniciativa, que decorre até 4.ª feira no Auditório 1 da FCSH-UNL, é organizada pelo Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com o  Centro de Estudos Ferreira de Castro. O seu programa pode ser consultado aqui.

A crise grega explicada às crianças



domingo, 23 de Maio de 2010

Os linces invadiram Lisboa!

É verdade, mas não se preocupem, que é só em lona e papel. Trata-se duma mostra de fotografia dedicada ao felino mais ameaçado do planeta, o lince ibérico, lynx pardina. Já só existem c. de duas dezenas deles e o fotógrafo espanhol Andoni Canela foi no seu encalço para nos oferecer este singular trabalho documentário e artístico.

Além do mais, a mostra está concebida dum modo simples e atraente: aproveita o acolhedor Jardim Botânico Tropical de Lisboa (por cima dos pastéis de Belém...) para aí colocar telas com grandes fotos nos relvados, ligadas entre si por sequências de patadas de lince pintadas com tinta branca nos caminhos... No fim do trilho chegamos ao edifício principal, no topo, agora reaberto justamente para encerrar esta exposição e para albergar uma outra, também muito interessante, sobre insectos dos países lusófonos.

A exposição dedicada ao lince abriu ao público ontem e encerra a 22/VII. O fotógrafo Canela recebeu o Prémio Godó de Fotojornalismo de 2009 (reportagem sobre o lobo-ibérico) e tem dezenas de reportagens nas revistas National Geographic, BBC Wildlife, Geo e Newsweek. Mais informações em «Terra de Linces».

sábado, 22 de Maio de 2010

Pac-Man, 30 anos: brinde fantástico, só para verdadeiros fãs!

Basta ir ao Google e iniciar jogo numa caixa que diz «Inserir moeda», por debaixo do logo comemorativo desta consola única...

sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Quando a realidade supera a ficção mais extravagante...

Até a morte era negócio (só mais um esforço: criem as farmácias sociais, há 10 anos no papel)




Desenvolver a mente através do jogo


Chamam-se "jogos de tabuleiro" e estimulam processos mentais equivalentes aos da prática matemática. Por isso ajudam as crianças a usar a cabeça com prazer. Quem disse que uma boa actividade intelectual tem de ser chata?


Assim começa o apelativo texto «Jogar com a cabeça», de Rita Pimenta. Como o acesso ao resto é só para subscritores, deixo aqui as referências dos jogos e links de livre acesso. Além de lista de livros com truques de magia e outras maravilhas!

1) jogo do semáforo (um jogo do galo maiorzito...)
2) lobisomens d'Aldeia Velha (para quem gosta de cluedos e afins)
3) jogo real de UR, da Babilónia (o mais antigo)
4) cartas (é isso mesmo, o velho baralho de cartas...)
5) surakarta, da ilha de Java
6) shakes up (da família do tangram, com tabuleiro, ampulheta e peças coloridas)
7) traverse (versão práfrentex do jogo das damas)

Leituras: Os matemágicos (de Jorge Nuno Silva e filhos, Apenas Livros, 3€); Jogos velhos, regras novas (João Pedro Neto, Clássica Editora, 13,50€).

quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Divagações

Começar um livro no comboio para o Porto com significativo prefácio, «Assim, o romance que o leitor tem entre mãos representa menos uma saga multi-geracional do que uma viagem de descoberta literária. É um romance para quando estamos acordados a meio da noite e um foco de busca percorre o horizonte. É para quando estamos numa sala de espera, preocupados com notícias devastadoras. É para quando estamos resolvidos a nunca mais nos metermos no problema em que nos metemos ontem à noite. É para quando estamos no comboio, entre estações. É para quando estamos sós como nunca estivemos. É para quando nos embriagam as complexas ilusões e ambições de Verão e dançamos na rua. É para quando precisamos de mais testemunhos, de um pouco mais de contexto, a respeito do afecto.» Só podia ser o livro certo.
No Porto, a exposição de Lourdes Castro. Caminho de depuração artística até à obra Peça (c/ Francisco Tropa, 1998): uma mesa, um rolo de lençol branco, projectores. A impressão do que já é incorpóreo. O «negativo» de outro artista, outra exposição, Bartolomeu Cid dos Santos, a sua mesa com roldanas impressoras, o papel saturado de negro até ao limite, a sobreposição de imagens, paisagens, textos.
A demanda da artista vai connosco para fora do museu. Chove e faz frio e a exploração das «novas» ruas da cidade acaba na mais perfeita Pensão/Creperie. A Favorita.
Já em Lisboa, o livro certo termina com conselhos sensatos: «[...] Nunca durmam ao luar. Segundo os cientistas provoca loucura. Cortem o cabelo uma vez por semana. Comam peixe fresco ao pequeno almoço sempre que possível. Mantenham-se sempre aprumados. Apreciem o mundo [...]».
N.B.: O livro certo é de John Cheever, Crónica de Wapshot, Relógio de Água.

Começa-se a cortar e vai tudo a eito, que nem uma bola de neve

«Manifesto critica falta de estratégia cultural em Évora»

Ou se aprofunda este caminho ou continuaremos à mercê dos seus interesses predatórios...

«Proibição dos movimentos especulativos na Alemanha atira bolsas para o vermelho»

Simplesmente ridículo

Depois de uma semana plena de feriados e «pontes» para acolher a visita papal, agora duas deputadas «católicas» do PS vêm propor o fim de 4 feriados e a sua 'substituição' pelo «Dia da Família» (enfim, dalgumas famílias, não deve ser a pensar nas famílias homosexuais).
Dizer o quê? Que os portugueses trabalham mais do que os alemães que, por sua vez, têm mais feriados e não dão sinal de quererem prescindir deles?
Se calhar era melhor começar por certas concessões e certas «tolerâncias de ponto» que só beneficiam alguns.
Já não bastam os cortes que aí vêm?! Os baixos salários? As maiores desigualdades salariais da Europa?

quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Henri Cartier-Bresson vive, e a Brigada Lincoln revive.

Foi descoberta uma cópia do documentário "Con la Brigada Lincoln en España" da autoria de Henri Cartier-Bresson. A história está aqui: Cartier-Bresson esteve em Espanha durante a Guerra Civil para realizar filmes de apoio aos Republicanos, dois desses filmes eram já conhecidos, mas um terceiro continuava a ser não mais do que um rumor. Para muitos a existência desse terceiro filme era um mito, uma lenda sem fundamento, mas houve quem continuasse a procurá-lo. O filme retrata a vida da Brigada Lincoln, composta de idealistas estadunidenses, canadianos e britâncios, que lutavam sem uniforme do lado das Brigadas Internacionais republicanas. A cópia foi encontrada na sede dos antigos combatentes da Brigada Lincoln, em Nova Iorque.

terça-feira, 18 de Maio de 2010

Hip, hip. Hurray!


segunda-feira, 17 de Maio de 2010

Tugalândia, modo de usar

Nb: +inf. sobre o programa em apreço aqui (caso tenha dificuldades em ver o video até ao fim, sugere-se a sua visualização nesta hiperligação).

O que tem que ser tem muita força

Se a ferrovia é prioritária, não deviam cortar isto:

1) melhoria da oferta da rede (com reformulação de horários e redução de transbordos)
2) obras de modernização da linha do Norte (Lisboa-Porto com 1/3 de linha antiga)

O protesto de saias

Skirt Bike 1

Com o objetivo do promover o uso da bicicleta em vez do automóvel, um grupo de 200 mulheres romenas promoveu no último sábado um passeio ciclístico pelas ruas de Bucareste. Até tudo bem não fosse um pequeno detalhe: todas as ciclistas estavam de saias. O evento chama-se “Skirt Bike”, e portanto o uso de saia foi quesito obrigatório. Tai um ideia que deveria ser copiada. É sexy, charmosa, elegante e fundamentalmente ecológica. Fonte

domingo, 16 de Maio de 2010

O cinema contra os silêncios políticos

Os filmes incómodos:
Draquila, l'Italia che trema, de Sabina Guzzanti [sobre a farsa da reconstrução da cidade L'Aquilla pós-terramoto e sua encenação para promoção de Berlusconi
Hors-la-loi, de Rachid Bouchareb [polémica sobre episódio da libertação argelina: o massacre de Setif]
O festival que os divulga: Cannes
Uma notícia relativa à perseguição ao segundo filme: «La polémique enfle autour du film "Hors-la-loi"»
Uma intervenção de cientistas sociais sobre as guerras da memória: «Le film "Hors-la-loi" de Rachid Bouchareb : les guerres de mémoires sont de retour»
Uma reportagem que destaca ambos os filmes: «A política meteu-se no cinema», por Vasco Câmara

sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Castigo sem crime

«El poder judicial suspende a Garzón y aplaza su salida a La Haya», por Lázaro, Hernández e Altozano

«Un juez ante la historia», por José Antonio Martín Pallín (magistrado emérito do Tribunal Supremo, membro da Comisión Internacional de Juristas)

«CGPJ [Consejo General del Poder Judicial], un órgano lastrado por la política», por Francisco Gor

«Único objetivo: suspender a Garzón», por Araceli Manjón-Cabeza Olmeda (prof.ª de Direito Penal na Universidad Complutense de Madrid)

«"Es un golpe similar al 23-F"»: reacções de juristas, familiares de vítimas e defensores dos direitos humanos

«Garzón suspenso da Audiência Nacional», por Nuno Ribeiro

Saldanha Sanches (1944-2010): sempre irreverente, sempre incómodo

«Saldanha Sanches e as traquibérnias da República», por  Ricardo Noronha

«Viagem ao centro do mundo da Maria José e do Zé Luís», por Anabela Mota Ribeiro

PS: uma boa colecção de textos seus de opinião pode ser consultada aqui.

Mais novas sobre movimentos cívicos

«Foi revogado o regime de excepção da Parque Escolar», por Tiago Mota Saraiva

Se a inconstância pagasse imposto...

«A anatomia de um vaidoso incompetente», por Tiago Mota Saraiva

Novos movimentos cívicos ditam debate parlamentar sobre qualidade de vida das populações vs. interesses económicos

«Linha de alta tensão em Sintra vai hoje à discussão no Parlamento», por Carlos Filipe
«Oposição quer regras para a alta tensão»

Blogofrase da semana

«Queixarmo-nos das sobremesas serem demasiado doces, é como queixarmo-nos de que a nossa mulher é demasiado sexy.»
É da Time Out, e é muito boa. Escrita na crítica ao restaurante alentejano Galito e a propósito, claro está, das sobremesas alentejanas.

quinta-feira, 13 de Maio de 2010

Estava tudo a correr tão bem


a belíssima missa no Terreiro do Paço, o cultural encontro no CCB, até que...

Ó Zé, aperta o cinto!

«Taxa adicional de IRS vai vigorar até ao fim de 2011», por Paulo Miguel Madeira

«Comunicado do Conselho de Ministros de 13/V/2010 [com parte sobre PEC 2010-2013: medidas adicionais]»

«Cortes nas autarquias ameaçam "apoio social" às populações»

«Os trabalhadores têm de se indignar: os ricos para serem cada vez mais ricos obrigam os trabalhadores a ficar mais pobres [comunicado de imprensa da CGTP]»

«Não pode ser igual para todos», por Daniel Oliveira

Nb: na imagem, cartoon «Paixão popular», de Rafael Bordalo Pinheiro (para ler a legenda é favor clicar na imagem).

A União Europeia numa encruzilhada

Por fim, a UE aprovou um fundo de estabilização de 750 mil milhões de euros passível de ser utilizado pelos países da União em dificuldades financeiras, o que é uma medida história de aprofundamento da integração europeia. Todavia, de par foi imposto um controlo mais rigoroso dos planos de estabilidade e crescimento de cada Estado-membro, «em particular antecipando e agravando as medidas mais recessivas nos países com maiores dificuldades financeiras». Ora, tal redundará no «mergulho da Eurozona em nova e mais profunda recessão. E como nenhum dos seus membros pode conduzir sozinho o relançamento da sua economia, o que é que nos espera?». Esta é a interrogação de Jorge Bateira, que responde aqui com 3 cenários possíveis. A ler com atenção.

quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Ainda sobre a mostra «Portugal nas trincheiras»: notas críticas

Há umas semanas atrás falei aqui da exposição «Portugal nas trincheiras: a I Guerra da República», alertando para o seu final eminente. Agora, aproveito para referir uma excelente recensão à mesma por Eduardo Cintra Torres. A crítica começa pela foto que encabeça a mostra, nada representativa por ser mera propaganda, ainda por cima mal conseguida: um solitário soldado na planície de guerra esforçando-se por mostrar contentamento (pela vitória militar). Depois refere-se ao facto da concepção seguir uma linha demasiado conservadora, omitindo a guerra entre alemães e portugueses em Angola e Moçambique, que redundaram em tantas mortes quanto na frente europeia. Na parte literária alude só a 3 escritores recorrentes (Jaime Cortesão, André Brun e Hernâni Cidade), olvidando Augusto Casimiro, António Granjo, Carlos Selvagem e António de Cértima.
Isto dito, a mostra tinha vários pontos de interesse, a começar pela encenação das trincheiras, os sons da guerra, a reconstituição da frente de batalha e a exibição contextualizada de muitos objectos e documentos de soldados e oficiais. Para quem quiser acompanhar os argumentos recomendo a leitura de «Propaganda, 1918» (Público, 7/V, p. 12-P2).
Nb: imagem retirada de Ilustração Portugueza, n.º 464, 11/I/1915 (via blogue Ilustração Portuguesa).

terça-feira, 11 de Maio de 2010

Ainda a Feira do Livro de Lisboa

É verdade que este ano, apesar da antecipação não favorecer os passeios de fim de dia, a Feira do Livro de Lisboa está com maior adesão.
Além disso, adaptou-se às crianças e tem uma novidade há muito anseada pelos bibliófilos: a prévia divulgação dos livros do dia!!! Aleluia, meu irmão!!!
Contudo, há aspectos que podiam ainda ser melhorados, a começar pelos livros do dia, pois a pesquisa no site é difícil, para não dizer desencorajadora (e não dá para estar a imprimir listas diárias durante não sei quantos dias a ver se vem lá o tal que queríamos comprar). Devia ser possível fazer pesquisa por autor, tema, género e editora.
Outro ponto são os espectáculos de fado ao ar livre, que não são estimados nem pelos organizadores, pois enquanto aqueles decorrem continua o altifalante irritante a debitar sessões de autógrafos e não sei quê naquela voz inaudível e fanhosa de estação de transportes, calamidade já ironizada oportunamente em filme do sr. Hulot. Seria útil que os promotores vissem este filme.
Também deveria haver mais lugares de descanso e mais espaço entre pavilhões, eventualmente só 3 filas, subindo um pouco mais a feira de ambos os lados. Quanto ao sítio, o Parque Eduardo VII, ainda bem que o mantém, faz sempre bem passear, além da ocasião para espairecer vistas...

Sustentabilidade mundial em xeque: novos dados

«Perda da biodiversidade ameaça o ponto de ruptura, indica relatório das Nações Unidas», por Nicolau Ferreira

Caso Garzón mantém juiz em causa própria

«Juiz Garzón deverá será suspenso nos próximos dias», por Nuno Ribeiro

UNESCO mancha imagem com más companhias

«Críticas à UNESCO e ao Prémio Obiang [nome do ditador da Guiné Equatorial que patrocina um prémio de  Pesquisa em Ciências da Vida]»

Lukánikos, o cão veterano dos protestos

A propósito dos protestos gregos, o jornal The Guardian descobriu uma história fabulosa, a dum rafeiro grego que vai a todos os protestos em Atenas desde 2008, e se coloca sempre do lado dos protestantes. Isso mesmo comprovaram com esta galeria de fotos. Este cão resiste a tudo, desde gás lacrimogéneo a mangueiradas. De dia e de noite, lá está ele. Uma reportagem em tom bem humorado pode ser lida em «El perro 'antisistema'». Aí há outra galeria de imagens e hiperligações para outra imprensa internacional. Sim, porque a admiração pelo canídeo anti-sistema já se espalhou urbi et orbi. O nome Lukánikos significa salsicha, uma alcunha corriqueira. O cão por vezes dá um ar de Rantanplan nas fotos, mas é só o ar, pois a atitude é bem diferente.

segunda-feira, 10 de Maio de 2010

As escolhas dum seleccionador azulado demais

Carlos Queirós anunciou há um pouco os 24 futebolistas que escolheu para o Mundial de África do Sul e o mínimo que se pode dizer é que tomou opções discutíveis. O seleccionador português surpreendou convocando jogadores não esperados, convocando 4 do FC Porto (o maior contingente, incluindo um discutível Rolando e um guarda-redes que sofreu proporcionalmente mais golos do que o do Benfica: cf. aqui) e rejeitando todos os pré-seleccionados do Benfica, excepto Coentrão. De fora ficam jogadores centrais neste Benfica campeão, como Quim, Ruben Amorim e Carlos Martins (além de Nuno Gomes, que jogou menos). Miguel Veloso na vez de João Moutinho também não se percebe. Ver mais em: «Daniel Fernandes, Zé Castro e Ricardo Costa surpresas em lista de 24 convocados» e «Jorge Jesus: “Espero que no fim do Mundial Carlos Queiroz tenha razão”».
ADENDA: vd. ainda «E agora para algo completamente diferente», por Sérgio Lavos.

Joaquim Vital (1948-2010): exilado em Bruxelas e Paris, mentor da Éditions La Différence

A biografia de Joaquim Vital é marcada pela prisão, aos 16 anos, pela ditadura de Salazar. Foge para Bruxelas, e, 7 anos mais tarde, para Paris, onde criaria a editora La Différence, em 1976, já depois de ter voltado a Portugal e de não ter gostado do rumo das coisas. A La Différence editou mais de 1600 títulos, incluindo c. de 120 pertencentes a autores portugueses, o que significa uma impressiva divulgação da literatura portuguesa em França. Foi ainda autor de 4 livros, dispersos pelo ensaio, memórias e ficção (vd. aqui).

+inf. em «Joaquim Vital: literatura portuguesa em França era com ele», por Vítor Belanciano; e «Joaquim Vital (1948 -2010)», por Maria Luiza Rolim.

Vermelho, Vermelhaço, Vermelhusco, Vermelhante, Vermelhão

sábado, 8 de Maio de 2010

Até que enfim alguma cenoura...

«Eurolândia cria mecanismo permanente de socorro aos países em dificuldades»

A teologia da metralhadora

la pedrita

A Igreja Católica venezuelana condenou um mural que mostra o Menino Jesus com um fuzil, acompanhando da Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, instando os católicos a repudiar o uso de figuras sagradas com fins políticos e de violência.

O polêmico grafite está pintado numa parede do bairro 23 de Janeiro, um dos mais pobres e perigosos de Caracas e contém ainda a expressão “La Piedrita, venceremos” em alusão a um grupo armado simpatizante do presidente Hugo Chávez que reside na localidade.

“Manifestamos o mais firme repúdio por este uso indevido de imagens para fins políticos e de violência. A arte é para elevar e promover o gosto pelo belo não pela violência nem pela morte”, disse o cardeal Jorge Urosa Sabino, arcebispo de Caracas.

sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Anoribal, o contrabandista louco

Um dia Deus deu um traque e houve neve.

António Moreira, o louco da Bismula, conhecido pelo Anoribal, viu os campos todos brancos e disse no largo da aldeia
Hoje vou fazer contrabando de cães, quem quer vir comigo?
Passou diante da casa do senhor Mendes que tinha ideias da Rússia, toda a gente sabia e disse
Cão munista
Nisto ouviu um cão a ladrar para os lados do Escabralhado
É um cão positor
Chegou a casa e viu o pai cansado a comer uma cebola
Ó cão ponês, conheces algum cão terrâneo que queira vir comigo às Batocas apanhar um cão estipação.
O pai não tinha cães e pôs-se a chorar.
Manuel da Silva Ramos,
Três vidas ao espelho, P. D. Quixote, 2010, p. 114.

O patinho feio da política museológica não se dá por vencido

«Amigos do MNA avançam com acção popular contra mudança», por Alexandra Prado Coelho