Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Algumas considerações sobre as "duas irmãs Lúcias"


Quando tive a oportunidade de ler o livro de Socci (traduzido para o português lusitano), não hesitei “devorá-lo” em poucas semanas. Fiquei impressionado com algumas revelações que concernem ao mistério (ou mistérios) de Fátima. De fato, haja mistérios, as hipóteses de Socci, tem uma certa atração lógica para explicação de toda essa polêmica das “duas Lúcias”, mesmo sem ele saber e ignorá-la completamente.

Boa parte desses "mistérios", não eram desconhecidos por mim, mas a leitura do livro clarificou as minhas certezas. Quando publiquei a postagem anterior sobre o tema, não o tinha lido, fundamentava-me em outros sítios, particularmente no sítio da Montfort. Confesso que a melhor coisa que fiz foi ter aberto suas páginas e adentrar em sua envolvente leitura. A obra de Antonio Socci suscitou-me mais uma vez, a retomada da abordagem sobre a controversa “Irmã Lúcia II”.

Sim, controversa Lúcia II, e não Lúcia I, é preciso dizer, pois para mim, não resta dúvidas de que a “irmã Lúcia II” é uma farsante. É evidente, que o artigo da Dra. Marian Horvat, teve influência nessa minha posição. As fotos apresentadas por ela são inequívocas, só quem não quer ver é que acha alguém como a irmã Lúcia poderá mudar de maneira tão discrepante seu físico e estado de espírito, especialmente seu rosto, mesmo na velhice.

A Dra. Marian Horvat parece ser ligada a TFP, ela poderia ser até da OPUS DEI, mas é importante ter em mente seu argumento e suas provas, sua análise e principalmente as fotos, que foi o que mais me convenceu, visivelmente distintas e contraditórias.

Está muito claro, que a “substituição” da verdadeira Lúcia por uma falsa Lúcia fora algo premeditado, quando a verdadeira Lúcia, sob a ordem de Nossa Senhora, pediu a revelação do Terceiro Segredo em 1960, depois de tanto implorar aos papas Pio XI e Pio XII, pela consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração.

Quem foi o mandatário de tal “substituição”? Não sabemos, mas as suspeitas recaem mais uma vez na ala modernista do Vaticano e nos "homens de boa vontade". Poderia prever João XXIII que além da primavera da Igreja, uma violenta tempestade acabaria por surgir e arrastaria violentamente para fora da história um dos “profetas das desgraças” que tanto o incomodava? O fato é que após 1960, no ano posterior, João XXIII abriu o Concílio Vaticano II e a irmã Lucia foi momentaneamente esquecida e o segredo, de novo, engavetado.

Nessa nova postagem, exploro algumas contradições concernentes a Irmã Lúcia II, através do livro de Socci, bem como algumas considerações do mesmo que achei importante discorrê-las.

A suspeita cai somente sobre o Cardeal Bertone?

Segundo Socci, há suspeitas de que Bertone teria se esquivado ou até mentido, em resposta as críticas que surgiam, pois ele atribuía à "irmã Lúcia" a afirmação que a consagração da Rússia teria sido feita em 1984 por João Paulo II, por meio de uma estranha carta datada de 8 de novembro de 1989, digitada, sem assinatura e sem cópia.

Ora, conforme o mesmo Socci, a Irmã Lúcia não sabia usar um teclado de computador. E não sabia mesmo, em 1959-60 ainda não existia, pois quem usava com maestria e inegável habilidade um teclado, ainda que não fosse de um computador, era justamente a "irmã Lúcia II". Logo, certamente, poderia o pobre Bertone ter sido enganado por ela, embora isso não possa eximi-lo das outras suspeitas.

Socci ainda acha “estranhíssimo” um mês antes da publicação do segredo, o Cardeal Bertone ter decidido interrogá-la no Carmelo de Coimbra, sem trazer registros da entrevista em um gravador ou numa câmera de filmagem. Sem nenhuma preocupação em dizimar as dúvidas acerca do dossiê Vaticano sobre Fátima, suscitadas pelos tradicionalistas e pelo próprio Socci. Sobre a entrevista, Cardeal Bertone limita-se em dizer que o encontro foi importante para a decisão do Papa João Paulo II publicá-lo e para ele "revela-lo" em forma de relatório ao público.

A "Lúcia II", que não "sabia" usar computador, mas sabia digitar, escreveu um livro chamado Apelos da Mensagem de Fátima onde se diz que ela está submissa ao que a Igreja disser sobre o Terceiro Segredo, em notória aceitação às demandas conciliares.

Outro fato, certamente estranhíssimo para Socci, é que no relatório de Bertone, a farsante "irmã Lúcia II" diz que não foi Nossa Senhora quem pediu a publicação do segredo em 1960, mas sua intuição. Então, a intuição da “Irmã Lúcia” ultrapassava a ordem de Nossa Senhora. Temos então uma “Irmã Lúcia” em perfeita sintonia com os dons carismáticos.

Já que Bertone a declarou lúcida e consciente, e perfeitamente Socci concorda neste ponto com o Cardeal, podemos então criar quatro hipóteses em cima disso: 1- A irmã Lúcia se sentiu coagida e sob pressão psicológica para dizer isso, logo Bertone é o causador de grave pressão. 2- A irmã Lúcia jamais disse isso, logo Bertone mentiu. 3- Ela não é a verdadeira irmã Lúcia, logo Bertone foi enganado. 4- Ela não é a verdadeira irmã Lúcia, mas Bertone sabia.

Quem ler seriamente o livro, perceberá que a suspeita de Socci oscila entre a 1 e a 2 hipótese. Eu prefiro ficar, ao menos por enquanto, com a 3 hipótese.

Além de ter uma intuição dialética, ela também isenta de culpa o Vaticano, pois que a ordem atribuída a Nossa Senhora passa a ser um fruto da imaginação de "Lúcia", e daí, essa perigosa afirmação cria margens para dúvidas sobre a autencidade da aparição.

Segundo a Lúcia falsa, que obviamente concordava com a interpretação do Vaticano sobre o segredo, o papa que é fuzilado é João Paulo II. Uma contradição notória, pois a visão fala de um papa que é fuzilado e morto, em conseqüência cronológica muito óbvia.

É portanto prudente dar-se crédito somente aos escritos da irmã Lúcia até sua famosa e última entrevista, de que se tem notícia, com o Padre Agostin Fuentes em 1957. Todavia, para Socci, a “hipótese” de uma falsa Lúcia, poderia comprometer a articulação do seu livro, tornando-o num "romance de ficção policial". Talvez por falta de evidências mais convincentes, como as da Dra. Horvat.

Deus não castiga?

A "Lúcia II", a falsa, ainda afirmaria uma inverdade sobre Deus contradizendo-se explicitamente, que aparentemente também passara despercebida por Socci. É sobre uma carta que lhe atribuiram dirigida ao Papa João Paulo II citado no livro Memórias da Irmã Lúcia oficializado pelo Vaticano: "E não digamos que é Deus que assim nos castiga; mas sim, que são os homens que para si mesmos se preparam o castigo"(Socci apud "Lúcia" p. 59).

Era só comparar com que "ela" tinha afirmado antes ao Padre Fuentes:

"(...) a Rússia será o instrumento escolhido por Deus para punir o mundo" (pg. 114).

Socci mantem sérias ressalvas quanto a autencidade da carta, mas não se atentou para essa contradição, embora não fizesse diferença na sua opinião em relação a Lúcia II.

Cartas ou cartadas da "irmã Lúcia II"?

Esses fatos, como diria Socci, também parece estranhissímos. Na visita do Sumo Pontífice Paulo VI em Fátima em 1967, o Bispo Venâncio de Portugal entregou ao Papa uma carta solicitada pela impostora. Em 1982, no dia 13 de maio, uma carta foi entregue pessoalmente pela "Lúcia II" à João Paulo II, e por fim, a "Lúcia II", aparecendo nas câmeras de tv no momento da solene publicação do Terceiro Segredo em 2000, ainda entregaria uma outra carta, ao vivo, ao mesmo João Paulo II.

O que isso significa? Para mim, surge duas hipotéses sobre o conteúdo das cartas. Primeiro: apenas recados informais. Segundo: Haviam realmente "coisas sinistras" ali escritas, mas que não tinha nada ver com o Terceiro Segredo. Socci só consegue desconfiar de que essas cartas seriam um aviso da "Lúcia" aos papas Paulo VI e João Paulo II para que publicassem a explicação do terceiro Segredo.

Conclusão da minha hipótese, a irmã Lúcia II nunca viu e nem ouviu Nossa Senhora, e é claro que essas cartas não estavam vazias. Presumo que se lá estava alguma coisa escrita sobre o Terceiro Segredo, seus conteúdos eram mais de contradições do que esclarecimentos.

Video Extra

Para finalizar, vejam esse video, em que aparece a Dra. Branca Paul que cuidou da "Irmã Lucia II" até sua morte. O video é uma entrevista de tv, em espanhol, em que a Dra. Paul confessa ao apresentador que a "Lúcia" confidenciou-lhe não haveria mais nada do segredo a revelar. O que diria Socci ao ver esse video?

Referência bibliográfica:

SOCCI, Antonio. O Quarto Segredo de Fátima, tradução de António Maia. Ed. Caderno. 2006

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Pura maçonaria


Não é segredo para nenhum historiador sério de que D. Pedro I era maçon. Segredo ainda para muitos é o que foi o papel da mesma maçonaria no que tange as implicações politicas no Brasil. É tudo muito perfumado e proporcionalmente venenoso o que se ensina atualmente nas escolas sobre isso. Em contrapartida, quando se "investiga" o descobrimento do Brasil, pretendem passar uma ideologia perversa de que os navegadores portugueses de 1500 foram os grandes vilões da história, saqueadores, exploradores (no sentido mais comunista da palavra), e daí, passam a fase adulta para chegarem a conclusão de que foram: assassinos, criminosos, é um salto.

Não ensinam o bem que fizeram, antes se aproveitam da fraqueza humana, dos pecados, para generalizar pontos negativos de algo tão secundário, comparado a real intenção e aos atos benévolos dos colonizadores. Pelo contrário, o bom mocinho é o bom "político", que segue os principios da liberdade, igualdade e fraternidade. É aquele que luta pela simples liberdade politica e da rejeição prática ao conhecimento da verdade, que luta pelo subjetivismo e relativismo liberal, enfim, é alguém como D. Pedro I.

D. Pedro I, às margens do Rio Ipiranga em São Paulo gritou: Independência ou morte! Poderia gritar também liberdade, igualdade e fraternidade até ficar rouco e perder a voz. O famoso e suposto grito deste notável imperador maçon, já não ecoa mais nas mentes dos sócio-democratas ou socialistas liberais. Certamente, a ganância e a usura gritam ainda mais alto, junto com a batida perfeita de Brasilia.
Contundo o que era secreto, está cada vez mais explícito. Os atos secretos de Sarney e as manifestações eletrônicas da maçonaria. Pois então, esse é o Hino à Maçonaria, que soa tão inocente e puro (vejam só!) aos nossos ouvidos, composto por D. Pedro I, segundo fontes maçônicas da internet:

"Da luz, que si difunde, sagrada filosofia
surgiu no mundo assombrado, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Da razão, parte sublime, sacros cultos merecia
altos heróis adoraram, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza vingai direitos, da natureza.
Da razão, suntuoso templo, um grande rei erigia,
foi então instituída, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Nobres inventos não morrem, vencem do tempo a porfia
há de os séculos afrontar, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Humanos sacros direito, que calcará a tirania
Vai ufana restaurando, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Da luz deposito augusto, recatando à hipocrisia
Guarda em si com zelo santo, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Cautelosa, esconde e nega, a profana a gente ímpia
Seus mistérios majestosos, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza.
Do mundo o Grande Arquiteto, que o mesmo mundo alumia
Propício protege, ampara, a pura maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza
vingai direitos, da natureza".

E não falta bispos brasileiros que vinguem direitos e esquerdos, da natureza do povo, cantam junto essa infeliz republicana e democrata melodia, à pura maçonaria.

Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Polônia rejeita tentativa de "reescrever" história da 2ª guerra


Esse negócio de reescrever histórias é uma "arte" surpreedentemente comunista. Foi através de tal "arte" que denominaram o governo militar como "ditadura" de 1964-1985 no Brasil. Graças a Deus que as autoridades polônesas, ao contrário das autoridades brasileiras, não silenciaram a verdade de sua história.

Polônia rejeita tentativa de reescrever história da 2ª guerra

Por Gabriela Baczynska e Denis Dyomkin

Reuters

GDANSK, Polônia (Reuters ) - O presidente polonês, Lech Kaczynski, alertou na terça-feira contra tentativas de reescrever a história, enquanto quase 20 líderes europeus se reuniam na costa do Báltico para marcar o 70o aniversário do início da Segunda Guerra Mundial.

A Rússia e seus ex-aliados do Leste Europeu estão em atrito por causa do papel exercido em 1939 pelo então ditador soviético Josef Stálin, cujo acordo com a Alemanha nazista permitiu a invasão da Polônia e o início da guerra.

Enquanto os russos se orgulham profundamente da sua vitória sobre as forças de Adolf Hitler em 1945, os poloneses, bálticos e outros dizem que Stálin também foi diretamente responsável pelo início da guerra, ao dividir a Polônia com Hitler e anexar os países bálticos.

"(Precisamos) nos opor às tentativas de escrever de novo a história, de questionar as verdades da Segunda Guerra Mundial, a escala das vítimas do nazismo e também do comunismo totalitário", escreveu Kaczynski no diário polonês Rzeczpospolita.

Ecoando essa ideia, Adam Michnik, que foi dissidente do regime comunista polonês, escreveu na Gazeta Wyborcza que "para nós, como para muitos democratas russos, Stálin foi um criminoso e agressor". "O criador das terras do Gulag (prisões para dissidentes ) é inteiramente comparável a Hitler."

Numa cerimônia realizada antes do alvorecer em Westerplatte, na costa do Báltico, onde os alemães dispararam os primeiros tiros no começo da invasão da Polônia, em 1o de setembro de 1939, Kaczynski comparou o assassinato de 20 mil oficiais poloneses pela União Soviética na floresta de Katyn e em outros lugares ao genocídio nazista contra os judeus.

"Qual é a comparação entre o Holocausto e Katyn? Há uma coisa ligando esses crimes, embora sua escala fosse diferente. Os judeus pereceram porque eram judeus, os oficiais poloneses pereceram porque eram oficiais poloneses", disse.

"Não é que a Polônia tenha de aprender as lições da humildade. Não temos razão para isso. Outros têm - os que causaram a guerra", disse o presidente, um nacionalista conservador, em uma reunião de veteranos de guerra e funcionários do governo.

A Polônia quer que Moscou se desculpe pela decisão de Stálin de matar todo um batalhão polonês em Katyn em 1940.

Durante décadas, os russos atribuíram essas mortes aos nazistas, só admitindo a responsabilidade de Stálin após o fim do regime soviético.

http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/090901/mundo/mundo_polonia_guerra_cerimonia

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Campos de outrora: Padre Rifan sai de cena e entra o aggionartado Bispo Rifan ( Parte III Final)



Uma mitra, uma nova indentidade. Deposição de armas em Campos, lastimável!

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

As 12 mentiras históricas contra a Igreja

1. A Inquisição matou 1. 000. 0000. 000 de pessoas entre bruxas, judeus e hereges.

A Inquisição tratou somente de julgar os católicos caidos em heresia, e pouquissimas vezes, vale salientar, foi-se aplicada a pena de morte. Na verdade, a Inquisição Eclesiástica mais aplicou penas leves aos hereges que variam de multas e peregrinações a Terra Santa e não chega nem a 1/3 das mortes que lhe atribuem.

2. A Inquisição relaxou contra os abusos sexuais em crianças de ambos os sexos nas navegações portuguesas.

Primeiro que a Inquisição somente tratava de investigar possiveis hereges, e não abusos em matéria sexual contra crianças. Segundo, se houve tais abusos, não foram das primeiras navegações portuguesas que comportavam somente homens e adultos, mulheres e crianças eram proibidos de embarcar. Terceiro, não havia necessidade naquela ocasião de crianças ou mulheres sairem de suas casas para acompanhar seus esposos nas primeiras expedições a territórios desconhecidos, perigosos e incertos. Esta decisão foi tomada logo após se concretizar as colonizações, e por decisão de Portugal, Dom João decidir a vir ao Brasil com sua familia.

3. A Inquisição matou os próprios católicos: Santa Joana D'arc e os templários.

Quem julgou Joana D'arc fora um tribunal forjado pelos ingleses e pelo interesseiro Bispo Pedro Cauchon, ocultando todo o processo do Papa Martinho V. Enquanto o julgamento dos templários, fora imposto por outro interesseiro, o Rei da França Felipe o belo.

4. A Igreja vendeu indulgências, Lutero confirmou o fato.

Lutero é o famoso autor da frase: "Que mal pode haver se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja?". E convenhamos, como é possivel vender indulgências? E se porventura algum clérigo, representativamente as "vendeu", esse era tão relapso e desonesto quanto Lutero.

5. Durante o período das cruzadas e dos tribunais inquisitórios, a Igreja batizou os judeus e mulçumanos a força.

A Igreja sempre proibiu o batismo forçado, os padres sempre perguntam aos padrinhos das crianças ou aos catecumenos se desejam o compromisso com Deus.

6. A Igreja perseguia a ciência, tomamos o exemplo de Galileu.

A Igreja nunca perseguiu a ciência, pois nunca barrou estudos científicos verdadeiros dos padres. Antes foi Galileu que embaraçou-se com suas próprias teses errôneas sobre os cometas e as causas das marés. Ele foi julgado, preso e solto, depois de algumas advertências sobre sua pretensa interpretação pessoal da biblia para valer a tese do movimento da terra que na realidade ele tomou "emprestado" do Padre Copérnico, e principalmente por causa de sua insinuação acerca da transubstanciação da hóstia, que segundo ele, não poderia conservar os acidentes de pão. Se a Igreja perseguisse a ciência, teria que condenar também o Padre Copérnico.

5. Na idade média, a Igreja proibia a leitura e o conhecimento, pois queriam todos os seus fiéis ignorantes.

As universidades e as escolas fundadas pela Igreja são provas reais que desmascaram essas calunias. O que era proibido aos católicos eram os livros de conteúdo herético e imoral, por isso eram colocados na lista de livros proibidos chamado Index Librorum Prohibithorum.

6. Na idade média, a Igreja proibia a leitura da biblia aos leigos.

O que a Igreja com prudência proibia era a interpretação pessoal da bíblia, por isso aos leigos não é recomendado a leitura de uma tradução da biblia que não seja reconhecida por seu Magistério ou que não tenha as devidas notas de explicação.

7. A Igreja esconde o fato da existência da Papisa Joana.

A Papisa Joana nunca existiu, diz Mons. Cauly sobre essa lenda: "Esse fantasma não acha lugar para se colocar entre Leão IV e Bento III. Leão IV morreu a 17 de julho de 855; Bento III foi (...)eleito no mesmo mês e sagrado a 29 de setembro do mesmo ano (...) Essa mulher (...) nasce ora em Athenas, ora em Monguncia, ora na Inglaterrra"(Cauly, 1914 pg. 479). Outro fato, é que seus contemporâneos e os historiadores dos três séculos posteriores, nada falam a respeito da papisa. Há evidências de ter sido uma invenção do século XIII dos gregos cismáticos e difundida pelos protestantes seguidores de Lutero e Calvino.

8. A Igreja apoiou o massacre de São Bartolomeu.

A questão do assassinato aos protestantes no dia de São Bartolomeu foi meramente politica, sem nenhum apoio direto e indireto da Igreja. A culpabilidade cai primeiramente sobre o General inglês Colligny, que organizou um massacre semelhante contra os católicos franceses, destruindo e saqueando igrejas, assassinando padres e freiras.

9. A Igreja apoiou o Fascismo e omitiu-se ao Nazismo.

Pio XI condenou o nazismo e o totalitarismo fascista de estado numa mesma encíclica chamada Mit brenneder Sorge.

10. A Igreja dizia que os negros não tinham alma.

Mas é claro, por isso canonizou São Benedito, Santa Bakhita, São Martinho de Porres...

11. As tribos de indios da américa do sul foram todas dizimadas pelos colonizadores sob a conivência da Igreja.

No Brasil, ainda existem tribos que remotam aos 500 anos. Portanto falar de dizimação é exagero e rídiculo. Se houve injustiças dos colonizadores católicos, deveriam incluir na culpa também os indios que praticavam antropofagia contra colonizadores e padres, e os colonizadores protestantes principais semeadores de revoltas. A Igreja nunca foi conivente com isso, os jesuítas, além de educadores, eram exemplares protetores dos indios.

12. A Igreja apoiou a escravidão.

A Igreja nunca apoiou a escravidão, ela fora condenada por vários papas através de enciclicas e cartas que influenciou os estados marcados pelo iluminismo do século XVIII, fazendo a escravidão desaparecer em meados do século XIX na europa e em seu final no Brasil.

No futuro, haveremos de refutar mentiras da época conciliar, se for preciso.

Domingo, 23 de Agosto de 2009

Sedesimplistas

Suponho que o cérebro de tais articulistas sedevacantistas é que estão vacantes de inteligência, pois para eles o que vale é o que julgam ser formalmente heresia. Ora, mas o que é heresia? São Pio X ensina que heresia "é um erro culpável de inteligência (neste caso, se a minha suposição fosse equivalente a dos sedevacantistas, eles estariam isentos de culpa), pelo qual se nega com pertinácia alguma verdade de fé".

Sabe-se que a liberdade religiosa ou o ecumenismo do Vaticano II, não são em si heresias, mas são ideologias liberais tais quais são o marxismo na política e o iluminismo na filosofia. E o liberalismo é pecado, mas que pode a vir ser heresia, se se parte do liberalismo para fraudar e negar com pertinácia as verdades de fé reveladas pela Igreja.

E se fulano defende com pertinácia e com plena convicção do que é a separação entre a Igreja e Estado, segundo ensinou os grandes padres da Igreja, ou ele cai em heresia ou no mínimo peca gravemente. Porém fulano não pode ser excomungado ipso facto se a defende em sua plena ou meia ignorância, vendo o "lado católico da coisa". É extremamente difícil apontar os erros de consciência dos católicos de hoje (incluindo as autoridades eclesiásticas) sobre a liberdade religiosa e o ecumenismo, é mais ainda tarefa difícilima provar quem cometeu pecado neste âmbito. Imagina então se é suficiente provar o erro culpável de inteligência de um papa cujo poder e autoridade é impossivel de ser julgado por outros que não seja outro papa. Isso é se aproveitar da situação para criar um caminho fácil de solução para a crise.

Ao entendermos os argumentos acima, percebemos que defender simplesmente o governo mundial da ONU, por mais tenebrosa tal defesa seja, não é uma sustentação formalmente herética.

Sendo assim, quais seriam as heresias dos papas pós-conciliares?

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Fé católica versus poligenismo (Parte I)


Com a língua adaptada para a ortografia portuguesa vigente no Brasil, exponho um estudo e trabalho apologético centrado na oposição entre o catolicismo e antropologia, de autoria de Monsenhor Cauly. Neste Curso de Instrução Religiosa datado de 1914, no capitulo abordado, Mons. Cauly aponta a heresia do poligenismo, que nega particulamente, a veracidade bíblica da existência de Adão e Eva, por consequência, nega o dogma do pecado original. Heresia que mesmo condenada por Pio XII na encíclica Humanis Generis, continuou sendo pregada, mais tarde, por alguns "teólogos" seguidores da "Nova Teologia" e difundida após o Concílio Vaticano II até os dias de hoje. Aos caros leitores, boa leitura!

Artigo III

Unidade da espécie humana. A fé e a antropologia poligenista.

I- A teoria poligenista e o dogma católico.
II- Histórico da questão
III- Divisão deste artigo.

A teoria poligenista e o dogma católico.

Dá-se o nome de poligenistas aos que negam a unidade da espécie humana e pretendem que há muitas espécies existentes, independentes umas das outras e sem uma mesma origem de um só e único par. Esta opinião é formalmente contradita pela Bíblia, que ensina que todos os homens se originaram de Adão e Eva, e chama a esta “a mãe de todos os vivos”.

A teoria poligenista, se fosse verdadeira, seria a destruição do cristianismo, que se baseia nestes dois fatos; 1 a queda da humanidade inteira em seu chefe, com a transmissão genealógica do pecado original a todos seus descendentes; 2 a Redenção do gênero humano inteiro por Nosso Senhor Jesus Cristo. Ora, negando a unidade da espécie humana, é manifesto que a culpa de Adão e Eva não poderia viciar outras raças que não tivessem com nossos primeiros pais relação alguma de descendência e hereditariedade; e, por outra parte, a Redenção não se explicaria mais, porque, neste caso, Jesus Cristo não teria tomado a natureza humana inteira: não se teria unido senão a uma fração da humanidade e a Redenção não seria universal. E assim que desabaria o cristianismo sobre a ruína das suas bases.

Esta questão da unidade da espécie humana é pois muito importante no ponto de vista dogmático. Mas é também importantíssima sob o aspecto filantrópico e social, porque se os homens não têm ascendente comum, acaba-se a fraternidade humana, a igualdade não é mais do que uma palavra vâ, se a origem deixa de ser comum, e a liberdade terá que desaparecer no triunfo da espécie mais forte ou melhor dotada. Enfim, historicamente falando, o grande fato da dispersão dos povos não teria base, e seria preciso fazer de novo a história do mundo. Portanto, é claro que esta questão merece ser estudada com afinco.

Histórico da questão.

Antes do Cristianismo, cada povo se atribuía a uma origem particular: os pelasgos, os helenos, os troianos e muitos outros se declaravam autochtónes. O evangelho derrubou a barreira que separava todos os grupos e os povos se julgaram irmãos pela origem. A doutrina da unidade da espécie humana achou, nos séculos cristãos, o seu primeiro adversário em um certo Isaac Lapeyrere, discípulo de Calvino, que, no século XVII, publicou na Holanda um livro intitulado Systema theologicum ex praedamitarum hypothesi (1655). Julgou poder valer-se da Bíblia para ensinar a existência de uma raça humana que teria precedido Adão: os preadamitas. E a raça de que Moisés conta a criação, e que teve Adão por pai, não seria mais do que a raça judaica. Lapeyrere, indo a Roma, no pontificado de Alexandre VII, reconheceu facilmente o seu erro teológico, e morreu católico.

Depois dele, os filósofos do século XVIII, os enciclopedistas, com Voltaire à sua frente, negaram a unidade do gênero humano, unicamente porque a Bíblia a ensina. Em nossos dias, certos naturalistas, em nome da ciência, professaram o poligenismo. Citemos entre os americanos, Nott e Gliddon; entre os alemães, Waitz, Giebel, e particularmente C. Vogt. Na França, Virey, Desmoulins, Bory de Saint- Victor, Gerdy, e finalmente um sábio católico, Agassiz, suíço de origem, professor na Universidade de Boston, tornou-se particularmente conspícuo na luta, inimigo irreconciliável do transformismo e da variabilidade das formas vivas, julgou consolidar o seu sistema afirmando a fixidez dos tipos humanos e admitindo raças humanas separadamente criadas por Deus. Mas acrescentemos logo que essa teoria tem contra si os sábios modernos mais distintos, que ensinaram, por argumentos independentes da Bíblia e puramente científicos, a unidade da espécie humana: Linneu, Buffon, Lamarck, Cuvier, Blainville, os dois Geoffroy-Saint HIlaire, Humboldt, Muller, Tiedman, Flourens, Quatrefages foram unânimes a este respeito. Este ultimo mostrou-se o defensor ardente e vitorioso da causa no seu magnífico trabalho: L’ Espèce humaine.

Divisão deste artigo.

Afim de desenvolver com ordem e precisão nossa tese sobre a origem única e comum de todos os homens e por, conseguinte, sobre a unidade da espécie humana, 1 daremos as provas fornecidas pela ciência atual, 2 responderemos as objeções opostas a este ensino em nome da pretensa ciência moderna.

Domingo, 2 de Agosto de 2009

Campos de outrora: Padre Rifan e o Fraticelli moderno (Parte II)

Mais uma série de "Campos de outrora"!



Padre Rifan é interrompido e contestado por.. "Francisco de Assis"?



Padre Rifan ensinava sobre a obediência responsável de Pio IX..e agora?

Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

O Quinto Segredo de Fátima?

Antes de falar sobre o contundente artigo da Dra. Marian T. Horvat Phd, volto um pouco, e escrevo um resumo histórico, lembrando a trajetória de Antonio Socci, jornalista italiano e católico, que envolveu-se em uma intensa polêmica contra o Cardeal Bertone, que conseqüentemente envolveu toda a Cúria Romana. Socci, outrora negador do acobertamento do Terceiro Segredo de Fátima, “virou a casaca” e chegou a um nível de questionamento lógico acerca da publicação e divulgação visivelmente incompleta do Terceiro Segredo. Sua indignação se transformou em um livro de sua autoria chamado “O Quarto Segredo de Fátima”, que pretendia denunciar o encobrimento do Terceiro Segredo publicado em 2000. Socci repudiou a idéia do “bispo vestido de branco que cai morto era João Paulo II”, percebendo um sofisma envolto num quarto segredo ( que esconde a interpretação correta da visão profética de Lúcia) com que o Vaticano implicitamente deixou pistas por meio das interpretações simplistas e enganadoras do Cardeal Bertone, Ratzinger e Sodano.

Segundo Socci, o Vaticano esconderia algo mais no “etc”, o restante da mensagem que Nossa Senhora confidencia a Lúcia: “Em Portugal sempre se conservará o dogma da fé e etc”. Mas não foi só Antonio Socci que percebeu a incoerência nas interpretações dos textos e o controverso “etc” na frase de Nossa Senhora. Infelizmente, ele e os outros críticos teriam razão, infelizmente, há outros etcs, outros enigmas que envolvem o Terceiro Segredo de Fátima, que daria um ótimo filme de suspense.

É doloroso, como católico, pensar que além desses etcs, o Vaticano, seguindo as coordenadas do Pacto de Metz ou atendendo os apelos dos homens de boa vontade aceitariam a infiltração de uma agente duplo, uma espiã da KGB, uma impostora no Carmelo de Coimbra. E nem quero pensar muito sobre tal possibilidade, contundo, deixo claro, para não haver mal-entendidos, que esse é o meu pensamento.

Sabemos que a revelação do Terceiro Segredo deveria ter se tornado público pelo Sumo Pontífice em 1960. A Irmã Lucia queria sua publicação em 1960 porque Nossa Senhora mandou que assim o fosse, tal fato foi confirmando por vários prelados, um deles, o último entrevistador de Lúcia antes de 1960, o Padre Fuentes.

A Irmã Lúcia trocou a Ordem das Irmãs Dorotéias da Espanha pelo Carmelo de Coimbra, de lá pra cá, após o Concílio Vaticano II, Irmã Lucia apareceria a Paulo VI mais forte (ver foto acima), ou gorda, e desinibida, seu comportamento tímido, fechado e sua expressão triste haviam sumido, dando lugar uma expressão alegre, aberta e satisfeita com que não foi cumprido.

Essas observações foram feitas pela Dra. Marian Horvat (não a conheço, só enfatizo como ela se apresenta) embora eu as coloque com minhas próprias palavras, ela mesma suspeita que “Irmã Lúcia II”, a versão gorda e alegre, só reapareça depois de 1960. Sem dúvida, a “Irmã Lúcia I” tinha uma feição triste e sofrida, conforme se observa nas fotos da fonte (obviamente, não na foto ao lado esquerdo). E Padre Fuentes tinha tido a mesma impressão dela pessoalmente na sua entrevista em 1957.

É duro o que Marian Horvat nos apresenta. São duas irmãs lúcias completamente diferentes, no físico, comportamento, expressão facial. Há detalhes que não resta duvida, por exemplo, a diferença da boca, do sorriso, dos dentes da Irmã Lúcia I Dorotéia.

Em relação à boca da Irmã Lúcia I, quando sorri forma um “U”, enquanto a Irmã Lúcia Carmelita, a Irmã Lúcia II, seu sorriso forma um “U” invertido. Outro argumento da Dra. Horvat é que a “Irmã Lúcia II” aceita a missa nova e não combate os erros do Vaticano II. De fato, isso poderia ser explicado pela regra da obediência, porém hoje em dia é um argumento tipicamente sustentado por “conservadores”. Para finalizar coloco aqui alguns questionamentos pertinentes:

1- Onde está a verdadeira Irmã Lúcia (viva ou morta)?

2- Por que só a Dra. Horvat conseguiu perceber em fotos a diferença gritante entre a Irmã Lúcia Dorotéia e a Irmã Lúcia Carmelita o que Antonio Socci, FSSPX, Padre Kramer, Prof. Orlando Fedeli e tantos outros naõ conseguiram perceber na Irmã Lucia ainda em vida?

3- Onde estão os parentes da verdadeira Irmã Lúcia? E por que não se manifestaram?

Essas e outras interrogações devem estar com os leitores, se for mesmo uma impostora, está lá uma farsante com nome da Irmã Lúcia na lápide, sepultada na Basílica de Fátima ao lado de Francisco e Jacinta.

Rezemos pela a consagração da Rússia que venha o mais breve possivel! Para que os anseios da verdadeira Lúcia e a vontade de Deus e a Santa Virgem de Fátima enfim se concretizem! Rezemos!

É só.

Ver os artigos da Dra. Horvat aqui:

Two Sisters Lucys of Fatima?

Photos and Facts

Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

O sobrenatural



“Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes milagres e prodígios (...)" (Mt 24, 23-29)

Para nós cristãos, não há como duvidar da profecia de Jesus. Se não tem como negar a enxurrada de pseudo videntes, no Brasil e no mundo do pós-concílio, nos quais destaco os cincos divertidos, e estranhos, videntes de Medjugorje e a perturbada greco-ortodoxa Vassula Ryden, não tem como negar mesmo assim que são falsos profetas. Além do que, também, os falsos profetas são aqueles que fazem falsas profecias atribuidas a Nosso Senhor, a Virgem Santíssima e aos seus Santos e Anjos.

Outros tão loucos que se vestem como o próprio Cristo, mas sem fazer milagres e grandes prodígios, tem trazido para seu lado muita gente considerada equilibrada nas suas faculdades mentais, enquanto que aqueles que se "vestem" de profetas quais tais à Cristo e dizem receber revelações enviadas por Ele, balbuciadas em línguas que não chegam a ser nem um dialeto, enquadram-se no rol da mística fajunta. Esses são os carismáticos.

Muitos destes, e os que não foram citados por mim, não têm feito grandes milagres e grandes prodígios, e sim muitos sofismas e blá-blás, talvez com raríssima exceção para Medjugorje, pois pode ser, acredito, que há alguma coisa de demoniaca nos prodígios atribuidos a “aparição” de lá, se isso proceder, é de ordem sobrenatural. O que é ordem natural, com certeza, é que atualmente esses videntes lucram bastante com tal empreendimento.

Agora, falando de uma evidência forte de ordem sobrenatural, há um jovem chamado Christopher Nicholas Sarantakos, o Criss Angel, mágico e ilusionista, que está fazendo muito sucesso no canal fechado da A&E Mundo. Este seria um belo exemplo de falso messias!

Primeiro observem um trecho de sua biografia:

“Estudou misticismo, mágica, música, artes marciais e dança quando adolescente”.

Agora atentem para esse curto video:







Este video pelo menos me diz alguma coisa sobre a ordem sobrenatural, afirma inequivocadamente que ela existe e refuta o argumento imbecil de que foi inventada pela Igreja. Para aqueles mais céticos porém sempre será um truque. Aos olhos do mundo, Criss Angel é apenas um rapaz simpático que gosta de se divertir vendendo ilusões. Contundo Nosso Senhor fez milagres e prodígios ainda maiores do que estes e não foi reconhecido pelo mundo, pois seu Reino não é desse mundo.

Uma resposta a Padre Fábio de Melo




Milagre de Lanciano

A antiga Anxanum dos “Frentanos” (povo da Roma antiga) conserva, depois de mais de doze séculos, o primeiro e maior Milagre Eucarístico da Igreja Católica. O Milagre aconteceu no século VII d.C., na pequena igreja de S. Legonziano, pela dúvida que teve um monge da Ordem Basiliana sobre a verdadeira presença do Cristo na Eucaristia. Durante a celebração da Santa Missa, depois da consagração, a hóstia transformou-se em Carne viva e o vinho tornou-se Sangue vivo, aglutinado em cinco glóbulos irregulares e de diversas formas e tamanhos.

A Hóstia-Carne, como se pode ver muito bem hoje em dia, tem o mesmo tamanho da hóstia maior usada na Igreja latina, é de côr levemente escura e torna-se rósea quando posta contra a luz.

O Sangue é coagulado, de côr pálida tendente ao amarelo-ocre.

A Carne fica guardada, após 1713, num artístico ostensório de prata, elegantemente cinzelado, da escola napolitana.

O Sangue fica dentro de uma rica e antiga âmbula em cristal de rocha.

Os frades Menores Conventuais guardam o Milagre desde 1252, por vontade de Landulfo, bispo da vila de Chieti, e com bula pontifícia de 12 de Maio de 1252.

Os monges da Ordem de São Basílio guardaram o Milagre até 1176 e os Beneditinos até 1252.

Em 1258 os Franciscanos construiram o santuário atual, que foi transformado em 1700 de românico-gótico em barroco.

O “Milagre” foi colocado antes numa Capela ao lado do altar maior e depois, desde 1636, num altar lateral da Nave, onde ainda se conserva a antiga custódia de ferro lavrado e a epífrage comemorativa.

Desde 1902 o Milagre está custodiado no secundo tabernáculo do altar monumental, erigido pelo povo de Lanciano no centro do presbitério.

Após várias inspeções efetuadas pela Igreja a partir de 1574, um exame científico foi efetuado em 1970-71 e outra vez em 1981 pelo Professor Odoardo Linoli, catedrático da Anatomia e Histologia Patológica e Química e Microscópica Clínica., coadjuvado pelo Professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena.

Os resultados das análises, efetuadas de forma rigorosamente científica e documentadas por uma série de fotografias ao microscópio, são os seguintes:

A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro.

A Carne e o Sangue pertencem à espécie humana.

A Carne é um CORAÇÃO completo na sua estrutura essencial.

A Carne contém, em seção, o miocárdio, o endocárdio, o nervo vago, e, no considerável espesor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo.

A Carne e o Sangue pertencem ao mesmo grupo sangüíneo: AB (mesmo grupo sangüíneo encontrado no Santo Sudário).

As proteínas observadas no Sangue encontram-se normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal.

Encontram-se no sangue os seguintes elementos: Cloreto, Fósforo, Magnésio, Potássio, Sódio e Cálcio.

A preservação da Carne e do Sangue milagrosos, deixados ao estado natural durante doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos, e biológicos constitue um Fenômeno Extraordinário.

Ao final, podemos dizer que a ciência chamada em causa, forneceu uma resposta certa e exauriente a respeito da autenticidade do Milagre Eucarístico de Lanciano.

Fonte: http://www.santotomas.com.br/?p=155