Mostrar mensagens com a etiqueta cds. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cds. Mostrar todas as mensagens

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Amanhã votarei contra os projectos que Bloco, JS, PS e PSD apresentaram sobre a Procriação Medicamente Assistida e a Maternidade de Substituição (Barrigas de Aluguer). Faço-o por convicção, em obediência à minha consciência e depois de muito ler e reflectir sobre a questão. Conforta-me saber que é o que a esmagadora maioria dos eleitores CDS esperam de mim, mas, por favor, não tenho pachorra para mails e mensagens de eleitores de outros partidos que agora exigem do CDS uma postura que os seus partidos não têm...

Sábado, Janeiro 07, 2012

Será verdade?

Isto de haver figuras relevantes do CDS envolvidas nas maçonarias?

Sábado, Junho 18, 2011

Temos Governo!

Quis o destino que começasse a escrever aqui no Nortadas no dia em que conhecemos o novo Governo de Portugal. É-me assim facilitado o tema, com a particularidade de me dar prazer escrever sobre o mesmo.
O modo como Passos Coelho e Paulo Portas conduziram o processo até aqui foi a todos os níveis exemplar. O recato, a responsabilidade, a solidariedade e, acima de tudo, a confiança com que se processaram as negociações, deixam antever o melhor para o futuro.
Nunca antes a formação de um governo tinha sido tão discreta e blindada. Provou-se que os oráculos dominicais e quejandos não passam de meros especuladores. Nenhum dos partidos da coligação caiu na tentação de “libertar informação” via opinion makers. Foi uma prova bem superada e um importante sinal.
Quanto ao governo propriamente dito, é uma excelente surpresa. A primeira boa surpresa prende-se com a novidade e a juventude; a receita de ir buscar quadros altamente qualificados e competentes, mas jovens, parece-me uma boa abordagem à revolução tranquila que o Estado tanto precisa. O afastamento de fórmulas já experimentadas parece-me avisado, porque se fossem eficazes não estaríamos onde estamos…
A segunda boa surpresa é que é um governo curto, mas operacional, com responsabilidades muito bem definidas e inovador na articulação das áreas da governação. Espera-se que seja um sinal claro e consequente para toda a máquina do Estado.
Por fim, é uma equipa muito equilibrada. É eminentemente uma equipa de trabalho e não um desfile de vedetas. A mim, assustaram-me alguns nomes que fui ouvindo nas especulações da imprensa, entendo que o governo neste momento do país não pode ser meio de satisfação de qualquer vaidade pessoal ou ambição de carreira; a hora é de trabalho, muito trabalho e de grande qualidade.
Se todos sabemos que este mandato vai ser a confirmação de Paulo Portas como grande homem de estado, deixo aqui uma palavra interessada, porque de amigo, na certeza de que a Assunção Cristas e o Pedro Mota Soares vão ser dois excelentes ministros por terem todas as qualidades que acima enunciei.
A sorte e sucesso que desejo ao novo Governo são provavelmente os votos mais egoístas de sempre, porque do sucesso deste Governo depende como nunca o nosso futuro colectivo, o futuro da Pátria.

Domingo, Junho 05, 2011

Eleições

A pouco mais de 3 horas de sabermos oficialmente quem venceu as eleições, deixo aqui ficar a minha projecção:

psd - 36 a 38%
ps- 27 a 29%
cds - 13 a 15%
cdu - 7 a 9%
be - 4 a 5%


ou seja, a mais que esperada e desejada maioria psd/cds será quem nos governará nos próximos tempos.

A tarefa não será fácil mas o dever patriótico de superarem divergências impôe-se e só assim conseguirão servir o país. Nós portugueses agradeceremos.

Sexta-feira, Maio 27, 2011

Paulo Portas e o CDS

Ao contrário do entretanto transferido José Manuel Durão Barroso – que sabia que ia ser primeiro-ministro, só não sabia quando – Paulo Portas, o actual líder do CDS (antigo PP), sabe que vai fazer parte do próximo governo, só não sabe é com quem. Ou talvez não – vide as inflamadas, surpreendentes e laudatórias declarações do socialista Francisco Assis sobre Pedro Passos Coelho – mas isso serão avatares a seguir lá mais para a frente. Seja lá no que for que dêem as prometidas e nunca assumidas coligações pós-eleitorais, o certo é que Paulo Portas é destacadamente o grande vencedor da primeira semana de campanha eleitoral – lugar que, aliás, vinha ocupando desde o período da pré-campanha. O líder do CDS (antigo PP) preparou-se bem: desde logo, calou o que de melhor há em si (a facilidade intelectual com que defende pontos de vista extremos) e recentrou o partido numa direcção mais ‘eleitorável’: muito menos liberal e muito mais democrata-cristã, aumentando assim o segmento-alvo a que se dirige. Perde alguns incondicionais do liberalismo mais desabrido, mas ganha a massa de povo que fica com uma lágrima ao canto do olho sempre que encontra um pobre.


Por outro lado, Paulo Portas mostrou inegável mestria enquanto os responsáveis do FMI andaram a passear por Portugal, na tentativa de radiografarem as suas mazelas, descobrirem as suas fraquezas e desvendarem os seus estigmas. Não fez como o Bloco de Esquerda e o PCP – que se escudaram numa pouco feliz e levemente mal-educada recusa em irem ao seu encontro, como se não fizessem parte deste mundo e não demonstrasse bem mais coragem política irem dizer-lhes pessoalmente que não estavam interessados nas suas soluções. E principalmente não fez como o PS e o PSD – que transformaram o final de cada reunião com a ‘troika’ numa espécie de arena de vaidades saloias e num esgrimir de musculatura partidária que, salvo melhor opinião, não têm, nem tão pouco era para ali chamada. Inversamente, Portas assumiu-se como um dos parceiros das negociações e não andou todos os dias a deitar foguetes com as suas soluções, como se o FMI (e restantes comandos externos) não passasse de um impertinente vizinho que teima em vir regar as plantas do nosso próprio quintal.

Terça-feira, Maio 24, 2011

PS vai na queda

Na sexta sondagem do jornal Público o psd consegue pela primeira vez desempatar com o Ps e o CDS mantêm-se nos 12%. Claramente a coisa começa a compor-se e vemos o partido socialista em queda e o BE a voltar ao lugar donde nunca deveria ter saído. E espero que a poção da Alice no País das Maravilhas desapareça quando aquela malta atingir os 2%.

Mas voltando ao que interessa, sente-se que o CDS atingiu um patamar do qual só pode crescer e que dessa forma é claramente vital e útil para uma governação após o dia 5 de Junho.

Quarta-feira, Março 30, 2011

Pagar ou não, eis a questão

Pelos vistos já não sou o único a achar que não devíamos pagar tudo o que o actual regime nos fez ficar a dever - ou prometeu que ficaríamos a dever, como no caso das PPP.

Barry Eichengreen, considerado pelo Economist um dos mais importantes economistas do pós-crise financeira, afirma-o aqui no Público.

Pela minha parte, penso que devíamos começar por renegociar todas as PPP, o que implica explicar aos bancos financiadores das mesmas, e às empresas financiadas, o que é que não vamos pagar, em que novos prazos o vamos fazer e a que novos juros o aceitaremos, depois de termos repartido melhor os riscos envolvidos; é que sem partilha de risco não há PPP verdadeira, como bem tem sublinhado o Tribunal de Contas.

Além disso deveríamos aproveitar o próximo recurso aos fundos europeus (e ao FMI) para reduzir parcialmente a dívida externa junto dos nossos credores.

Finalmente deveríamos criar impostos que discriminassem negativamente (mais impostos) a compra de bens supérfluos, por forma a reduzir drasticamente o consumo de importações, sobretudo automóveis.

Mas tudo isto só fará sentido se nos propusermos a nós próprios um programa de correcção financeira que reequilibre as contas do Estado, em primeiro lugar, e a dívida externa em segundo. Em dois anos.

Ora, para conseguirmos este segundo objectivo será necessário encontrar caminhos de crescimento económico, como o CDS bem tem sublinhado. Quanto a mim proponho já duas áreas que merecem atenção redobrada dos próximos governantes: a floresta e o imobiliário para não residentes.

Estas são áreas de potencial ainda pouco explorado; reúnem capacidade de captação de investimento e perspectivas de aumento das exportações. Se se criar um regime fiscal atractivo, poderão traduzir-se a curto/médio prazo em aumento do emprego. Dizem-me ainda que há grande potencial na exploração das reservas de lítio existentes em Portugal; parece que se andam por aí a cozinhar os negócios do costume para entregar o esquema a alguns, poucos, amigos do regime; sabendo-se que a procura de lítio tende a aumentar e que as nossas reservas são importantes, uma solução óbvia seria liberalizar esse mercado e flexibilizar o licenciamento dos projectos de investimento já existentes e em preparação.

Para já não falar da venda de património do Estado, começando precisamente pelas florestas e prédios. Ao melhor preço e não aos valores de balanço dos institutos. O que interessa é liquidez.

Enfim, há por aí muito que fazer. É preciso e ter vontade. E preparar um programa que permita explicar aos portugueses que um esforço de 2 anos poderá ser recompensado com a retoma de crescimento no terceiro ano, em condições mais saudáveis do que actualmente. Sem défice. E com a dívida externa controlada.

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

Domingo, Março 27, 2011

O FMI e Portugal

Confesso que sempre me baralhou esta relutância da nossa classe política em recorrer ao FMI. Não tanto pela relutância em si, mas antes pelo consenso que parece reunir.

De facto, o recurso ao FMI, ou ao Fundo Europeu que é a mesma coisa com ou sem participação do FMI(que, diga-se, é a instituição com mais experiência neste tipo de situações), é uma válvula de escape que se impõe quando os Países chegam a situações de endividamento tal que começa a ser provável que não consigam financiar as suas necessidades monetárias e financeiras. O anormal, portanto, não é o recurso ao FMI; anormal é o percurso anterior que conduz à necessidade de recorrer ao FMI.

No caso português, na minha humilde opinião, é duplamente anormal. Primeiro pelos esquemas de desorçamentação a que recorremos há anos, para "fingir" que temos uma situação orçamental equilibrada ou a caminhar para isso, num processo em tudo semelhante à fraude grega, embora conduzido de forma mais elegante e menos descarada. Muita gente sabe e muita gente fala, há anos sublinhe-se, que as dívidas de CP, Refer, NAL, NAVE, Metro de Lisboa e do Porto, etc. etc, são de facto dívida pública encapotada, porque as receitas são essencialmente transferências do OE. Em segundo lugar, é anormal, por causa do desbaratar de dinheiros públicos em projectos megalómanos que deram cabo da nossa economia e hipotecaram o nosso modelo económico. É verdade que isso se agravou muito nos últimos anos, mas o problema já vem de há muito tempo. A única surpresa, no meio disto tudo, ainda é a resiliência das nossas empresas privadas que, contra tudo e contra todos, continuam a manter uma dose muito razoável de competitividade e a aumentar significativamente as suas exportações - significativamente na medida em que o conseguem a ritmos muito superiores aos do crescimento económico nacional, apesar ou contra as dificuldades de financiamento. Tirando o sector financeiro, obviamente, que engordou a financiar as PPP ao ritmo das ilusões oníricas dos nossos governantes e o consumo dos particulares, bem entendido, ao ritmo da incompetência e incúria dos responsáveis do Banco de Portugal que, aparentemente, não perceberam que mais tarde ou mais cedo os juros subiriam, nem anteciparam as dificuldades ou, ao menos, o risco de dificuldades orçamentais que agora nos afogam, nem muito menos se preocuparam em separar trigo de joio, nem mesmo quando a actividade bancária roçou a mafiosidade e a criminalidade...

Por tudo isto e para pôr um fim a isto tudo é que me parece fundamental que o País recorra rapidamente ao FMI (= Fundo Europeu). Sem despudor e com humildade. Ao menos para nos virem os estrangeiros dizer o que nós não queremos ou não sabemos assumir; como este senhor do banco central austríaco que afirmou sem hipocrisia que "faz sentido económico Portugal recorrer ao FMI" (ver aqui no Sol). Claro, na medida em que o juro a pagar seja menor do que aquele que o Estado possa conseguir nos tão mal afamados "mercados". Infeliz e brevemente o veremos, já em Abril.

Por tudo isto e para pôr um fim a isto tudo, é que não compreendo as movimentações actuais da nossa classe política para tentar "tapar o sol com a peneira" e não falar do verdadeiro buraco português, da sua verdadeira dimensão, ou sequer do desejo de o conhecer. Folhear o Expresso desta semana foi esclarecedor. Não me parece democraticamente correcto, nem formalmente admissível. Democraticamente, porque o Povo, neste caso os contribuintes mais do que os eleitores, têm direito a conhecer a realidade. Formalmente, porque quem ambicione a chegar ao Governo tem o dever de expôr e conhecer a verdadeira situação.

E as autoridades europeias que se lixem; se não quiseram ser exigentes no passado, que aguentem agora com as consequências da respectiva incúria. E até é melhor que o façam já, se querem realmente evitar que a situação venha a contaminar a Espanha - o que duvido que ainda seja possível.

Mais uma vez arriscamos a pagar um preço alto para defender a honra de uns senhores que não a tem. Se tivessem não tinham deixado o País chegar até aqui. Esperemos que alguém tenha coragem para o fazer. Esperemos que seja o CDS, e a breve trecho, porque se não fôr mais ninguém será - à esquerda populista e trauliteira isso não interessa, porque pode implicar mais sacrifícios e mais privatizações; o que, aliás, me parece inevitável. Como dizia a minha Avó, "vendem-se os anéis para salvar os dedos". Neste caso os anéis são, ou deviam ser, todo o património do Estado que não esteja directamente ligado à soberania (e mesmo aí, se calhar ainda há coisas a vender) e a dívida decorrente das PPP que ainda se possam suspender a nenhum ou algum custo (desde que economicamente sustentável, há muitas situações em que mais vale pagar um pouco do que correr para a falência ...). Os dedos, pura e simplesmente, somos nós.

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

Quarta-feira, Março 23, 2011

Soluções para a crise

Finalmente, o Governo demitiu-se.

O País pode começar agora a preparar-se para conhecer a verdadeira dimensão do descalabro. Espero que se aproveite bem este tempo de pré-campanha, que já começou, para revelar todas as dividas encapotadas que por aí andam: PPP, CP, REN, Estradas de Portugal, Metros do Porto e de Lisboa, etc., etc.

Creio que chegaremos rapidamente à conclusão de que não teremos condições para pagar tudo. E portanto, das duas uma: ou não pagamos aos nossos credores externos ou renegociamos as PPP. Ou, quiçá, talvez até tenhamos de fazer as duas.

De qualquer dos modos, será rapidamente certo que não vamos lá sem ajuda externa. Não apenas no sentido em que continuaremos a necessitar de empréstimos externos, mas também no sentido em que precisaremos de "conselhos" externos sobre as medidas a aplicar e, sobretudo, de "acompanhamento" externo da execução dessas medidas. Numa palavra, do FMI ou equivalente.

Quaisquer que sejam essas medidas e qualquer que seja o próximo Governo, passaremos tempos de muita dificuldade, provavelmente acompanhados de convulsões sociais.

É minha profunda convicção que só conseguiremos evitar desgraças se se conseguir encontrar uma forma de propor e executar medidas que sejam "justas" e possam, por isso, ser aceitáveis aos olhos dos mais desfavorecidos e dos desempregados. Esperemos que impere o bom-senso e que Passos Coelho consiga ter mão na apetência pelo poder do seu partido.

Resta-me a esperança e a confiança que Paulo Portas tem finalmente uma boa equipa ao seu lado e percebeu a oportunidade única que se lhe apresenta e ao CDS. Estou convicto que o CDS será o garante de que as "correcções" necessárias serão as adequadas. E estou esperançado que o eleitorado o vai perceber e finalmente escolher a mudança.

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

Segunda-feira, Março 21, 2011

Os mercados é que sabem

A julgar por esta notícia, ver no Público, os mercados também já perceberam que o actual Governo já não tem capacidade para fazer promessas de rigor orçamental...

Não quer isto dizer que os juros não venham a "subir" novamente até às eleições ou sobretudo depois delas, enquanto não se perceber que condições há para fazer novo e diferente governo e qual o programa desse governo. Bem pelo contrário.

O que quer dizer é que a confiança na economia de Portugal e na capacidade de pagar a dívida já não está ligada à sorte deste Governo.

Razão tem Paulo Portas ao perceber que estão reunidas condições únicas para uma verdadeira mudança em Portugal. E que, à Direita, só o CDS reúne potencial para capitalizar essa mudança.

Adivinham-se tempos extraordinários, para o País, para o CDS e para Paulo Portas. Finalmente.

É possível um Portugal melhor. Basta querer.

E o CDS quer.

Terça-feira, Março 02, 2010

As vossas tarefas

Óleo de Ernst Ludwig Kirchner "Artistas" - 1927

Não costumo fazer futurologia e as mais das vezes que faço, engano-me.
Mas algo me diz que seria importante que houvesse à direita um partido sólido, sério, corajoso e prestigiado.
Dir-me-ão que o CDS está lá para isso. Pois eu responderia que há um PP que tem essa pretensão mas que lhe falta o músculo e sobretudo o esqueleto para ocupar plenamente o lugar.

Comecemos pelo esqueleto, ou seja, pela ideologia, os princípios, os valores. Aquilo é liberal ou democrata-cristão? É conservador ou social? Como se posicionam em relação à Europa?
No fundo, quer ser tanta coisas ao mesmo tempo que os contornos se desfocam.

Um exemplo: numa época em que o desemprego ultrapassa os 10% e a pobreza alastra, certos dirigentes em vez de invocarem a propósito os valores da dignidade humana e as pistas da encíclica "Rerum Novarum", gritam aos beneficiários do rendimento mínimo: "Vão trabalhar, seus madraços!".
Outro exemplo: como se explica que um discurso contra a corrupção permaneça ainda minado por práticas de financiamento submarinas que estão aliás sendo alvo de processos judiciais? Como se compatibiliza uma linguagem contra a ocupação partidária do aparelho de Estado com uma realidade em que pululam ex-ministros CDS em administrações do sector público, sendo que a reivindicação é de que haja mais lugares para os seus militantes?

Não basta exigir mais polícias para se arrogar como o partido da ordem, nem basta benzerem-se ou ajoelharem-se em capelas para se mostrarem como defensores da tradição.

Quando o esqueleto é esponjoso, o músculo não pode ser forte. Uns exercícios em nome dos pensionistas, dos agricultores em geral (como se fossem todos iguais), dos ex-combatentes ou dos ourives assaltados não faz uma política nem é um programa. Propor, nesta conjuntura, um choque fiscal sem mais, também pode dar votos, alguns, mas não chega para lhe confiarmos a chave do cofre.

E, todavia, insisto, era importante que a direita social e política do país tivesse um partido rijo e democrático em que se pudesse rever, sob o risco de ser seduzida por aventureiros bonapartistas ou por uma extrema-direita folclórica. E era importante que um tal partido pudesse ser, não uma muleta santanista, mas o parceiro crítico, vigilante e inovador da para já única alternativa que se apresenta ao descalabro socratino, um PSD renovado.

Como o prova aquela coluna à direita, há gente boa no CDS, mas é preciso mais do que isso.
Força companheiros!

Domingo, Fevereiro 28, 2010

A ruptura

Apareceram umas vozes a dizer que, face à calamidade financeira em que nos atolaram, o país precisaria de um Governo de coligação, leia-se um Governo PS/PSD que garanta a estabilidade política necessária para levar à prática um PEC dolorosíssimo.

Essas vozes não têm a coragem de esclarecer se um tal casamento inclui a figura do “engenheiro”, mas parece óbvio que a união com um cadáver político seria ineficaz, senão impossível. Admitamos, portanto, que essas vozes concedem implicitamente que uma tal coligação implicaria uma nova liderança no PS, de par com a mudança de liderança no PSD.

E então?
Pois considero que, mesmo recambiando para Castelo Branco o zombie que se arrasta em S. Bento, deixou de ser possível qualquer aliança séria com um PS que se descredibilizou completamente ao longo da governação socratina. Insistir nesse caminho, mais a mais com base num PSD que acumulou tantos genes idênticos de manipulação da máquina do Estado e do mundo dos negócios (veja-se caso BPN), seria dar o sinal errado ao país e agravar ainda mais a desconfiança geral.

Espero que a “ruptura” de que fala Paulo Rangel resista a essas musas situacionistas que apenas exigem a repartição do bolo, para que tudo fique na mesma, em nome de uma união ou salvação nacional feita de consensos pôdres, de práticas antigas e de receitas caducadas.

Ora é aqui que entra um outro actor político que tem de acordar do seu imediatismo, tantas vezes oportunista: o CDS.
Mas isso é conversa para mais tarde.

Sexta-feira, Fevereiro 12, 2010

"Vai um tabefe?"

Compreendo que a questão de saber quem seja o próximo Governador do Banco de Portugal é uma questão importante e que o Parlamento e os partidos têm o direito e a obrigação de tal acompanharem muito de perto.

Mas alguém me explica que relação é que isso tem com a votação do orçamento de Estado?
Estarei eu completamente ultrapassado e a precisar de uma manta, ou isto soa a birra de menino que ameaça guinchar ou partir o copo de cristal se não lhe derem o sorvete?

Num filme português antigo, o actor António Silva tinha esta réplica genial: "Vai um tabefe, vai?"

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Para Nunca Mais....



um debate historico e onde Mario Soares assume que está a favor que os trabalhadores se mantenham à frente das empresas e com 75% do sector empresarial nacionalizado...

infelizmente alguns eleitores já não se lembram

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Eleições no cds Porto

Foram ontem e UPS, capote. Paciência. Fico com a consciência tranquila. Agora volto para a toca e os que ganharam, a quem dou os parabéns, que trabalhem.

Nota: os assuntos internos ficam para debate interno.

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Eleiçoes no CDS/PP Porto - um sinal dos tempos

Hoje é dia de eleiçoes no CDS Porto.

Nao podendo eu votar fica aqui publicamente assumida a minha preferencia pela lista B.

Mas se me perguntarem se na pratica tudo isto tem grande utilidade. Entao ai a minha resposta é nao!!!

Na verdade e em teoria as concelhias podiam desempenhar um papel interessante e muito importante.

Mas na verdade nao o tem feito. E sinceramente nao me acredito que va mudar seja qual for a lista vitorioso.

Fui membro de uma comissao politica e ja na altura o Afonso Rangel (actualmente um dos elementos da lista B) tambem fazia parte. E, bem sabemos que na realidade nada foi feito e cada proposta por mais valida que fosse ficava no limbo dos Deuses.
E, no mandato anterior pouco ou nada mudou.

A lista B é composta por algumas pessoas que ja estiveram no mandato anterior incluindo o Miguel Barbosa e por outras pessoas com qualidade e isso deixa-me uma restia de esperança de que algo possa mudar (caso vençam).

Mas este acreditar é desde ja e tambem um desacreditar. Pois na verdade bem sei que a vontade autentica que possa existir em alguns nao vai passar de isso mesmo.

Na realidade todos sabemos que estas pequenas eleiçoes acabam apenas por ser patamares que é necessario percorrer para quem deseja percorrer a escada do "carreirismo" politico.

é certo que nem todos os membros das listas terao essa intençao e muitos deles ate estarao pelos bons motivos

mas rapidamente irao concluir que assim é.

Sao formas de mediçao de forças e de avaliaçao de quem tem mais poder eleitorar que depois se pode traduzir ou nao noutros voos dentro do partido.

Sao peças que se movem num enorme xadrez que é a estrutura interna de um partido politico.

Na minha perspectiva tudo isto esta mal mas nao creio que va mudar.

Era necessario baralhar e dar de novo.

é importante reflectir se a estrutura partidaria com mais de 20 anos nao deveria ser radicalmente alterada.

Para que por exemplo a existencia de tantos orgaos? de tantas estruturas? qual a necessidade de uma distrital? ou ate mesmo das concelhias?

Na minha perspectiva esta visto que a forma como o CDS se organiza internamente esta desactualizada, nao contribui para se aproximar dos eleitores, nem para a diversidade e discussao de ideias, nem para a eficacia eleitoral.

E quem se convencer do contrario esta muito iludido.

O indicio esta desde logo nestas eleiçoes que deviam começar por nos convocar para uma serie de reflexoes e debate de ideias. O que uma vez mais nao aconteceu.

Porque o sistema é o do caciquismo, é o da angariaçao do voto.

Ganha quem fizer mais telefonemas e quem conseguir angariar mais apoios.

E é por estas e por outras que os partidos politicos e os politicos gozam da credibilidade que gozam junto dos eleitores.


a bem da Naçao!!!!

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Prós e contras

Há muito que deixei de ver o Prós e Contras. Tem sempre uma linha tendenciosa, a apresentadora não tem grande nível e como tal o resultado final acaba por ser fraco. Por isso não me admira ler que o CDS não foi convidado para participar num programa sobre o "Programa de Governo". Vai o PSD e o Bloco de Esquerda. Até admito que não queiram transformar o programa num "parlamento versão reduzida" mas é estranho a habitual ausência de elementos do CDS. Em contrapartida os da esquerda-caviar lá vão tendo palco. Será que o crescimento do CDS atrapalha alguém?

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Rescaldo total CDS

O CDS desta feita não consegue ser um vencedor. Não é para mim uma surpresa, mas deveria obrigar a uma reflexão séria.

Paulo Portas vale claramente mais do que o partido. Mas tem a obrigação de pensar o partido na sua organização regional.

Está visto que o CDS não pode continuar organizado por concelhias e distritais. O partido tem que se reorganizar, que unir concelhos, criar regiões, enfim partir para uma organização mais adequado à sua realidade e não continuar a viver num sistema envelhecido e fraco.

Bem sei que este é o principio da regionalização, mas até aqui poderiamos ser percursores na direita portuguesa e liderar esse debate que mais tarde ou mais cedo se vai colocar de novo aos portugueses.

Domingo, Setembro 27, 2009

Em grande forma

Como está? em grande forma! Como nunca me senti!

é desta "forma" que um amigo sistematicamente me responde ao cumprimento matinal. E eu hoje acordei em grande forma. não diria como nunca me senti, mas sinto-me bem.

E espero manter-me assim mesmo depois das 20 horas. Acredito que o CDS vai ter um bom resultado. Acredito que no Porto podemos meter o 3º o que será um prémio para Ribeiro e Castro pela entrega; acredito que no geral podemos recuperar em Santarém, aumentar em Braga, crescer em Lisboa, brilhar em Aveiro, e que isso será um prémio de Paulo Portas pelo trabalho incansável na campanha e pelo discurso claro e preciso que manteve.

E depois das 20 horas começa uma nova caminhada. Quer porque vamos entrar em período de campanha autárquicas, quer porque teremos um governo minoritário a necessitar de muleta. Vamos ver de que lado fica a muleta.

Terça-feira, Agosto 04, 2009

Tristeza.


A ser verdade esta notícia, ver aqui no Sol, provoca-me uma profunda tristeza.

Significa que já não há princípios nem valores. Pelo menos para uma das minhas "heroínas" políticas.

Dizem que a maturidade é quando "matamos" as ilusões de infância e as convicções da juventude. Talvez; mas é muito doloroso.