abril 30, 2010
O que pode fazer para combater a crise financeira de Portugal
Nos tempos em que vivemos, neste momento a moeda europeia chamada, o “Euro” está a sofrer um ataque especulativo por via da crise da dívida pública Grega e por contágio também a Portuguesa, Espanhola, Italiana e Irlandesa. A “Standard and Poors” que é uma empresa que analisa o risco de incumprimento de empréstimos por parte de empresas e países aumentou a classificação de risco de Portugal, assim como a da Grécia e Espanha. Grandes especuladores então a usar o pressuposto de sermos membros do euro e termos grandes dívidas externas em relação ao nosso PIB (Produto Interno Bruto=todos os produtos e serviços produzidos em Portugal) e défice elevados nos nossos orçamentos, para justificar que o euro é uma moeda mais fraca, estando esses grandes especuladores mundiais a vender euros contra dólares americanos essencialmente e a fazer grandes fortunas no mercado de divisas também chamado de mercado “Forex”. Os artigos de pânico nas grandes revistas de economia e finanças americanas que tem sido publicados não são nada inocentes, tenho mesmo fortes suspeitas que esses artigos são feitos por “medida e ordem” utilizando “alfaiates” conhecidos, tais como ex-membros das chefias do FMI e fazedores de opinião económica. É verdade, estamos a ser vitimas de especulação, mas metemo-nos a jeito ao não controlar as nossas despesas públicas desde há muitos anos. Eu duvido da seriedade das casas de análise de risco de crédito, pois estas mesmo davam classificações de baixo risco aos certificados de seguro de crédito que cobriam o crédito de cobrança duvidosa (o chamado subprime) existente nos Estados Unidos, até o “Lehman Brothers” tinha baixo risco antes de falir atestado pelos relatórios dessas casas de análise financeira. A credibilidade destas casas de análise de risco é questionável, mas os bancos e as empresas financeiras utilizam-nas como referência e não podemos contrariar os seus hábitos. A consequência do aumento do Risco da Dívida Pública Portuguesa é o aumento do custo do crédito, “vulgo custo do dinheiro”. E como o “rating” de risco da república influencia também a classificação de risco das empresas e pessoas que vivem nesse território, neste caso Portugal, irá também aumentar o custo do dinheiro dos empréstimos que você contrair.
Agora o que podemos fazer para contrariar este problema?
O governo português tem diversas medidas para combater o deficit, a maioria delas atinge-nos no bolso como sempre, ou aumentam impostos (geralmente o IVA e IRS) ou cortam benefícios fiscais.
Mas o que pode você mesmo fazer ao nível pessoal?
Existe uma máxima que diz: “Só é verdadeiramente livre quem participa no poder”. Mas como é que podemos participar no poder económico? Simples, todos nós somos consumidores e alguns de nós investidores e todos contribuintes e nesses papéis económicos temos poder de decisão e por consequência poder económico.
Comprar produtos e serviços Portugueses:
Como consumidores temos como dever comprar artigos e serviços de empresas portuguesas ou pelo menos fabricados em Portugal. Com esta atitude ajudamos a que as empresas portuguesas tenham encomendas, preservem os seus postos de trabalho e até aumentem as suas vendas e por consequência a sua necessidade de mão-de-obra. Na prática gera-se emprego, aumenta-se a receita de IRC, IRS e as contribuições para a Segurança Social. Reduz-se o desemprego e claro a necessidade de pagar subsídios de desemprego, tirando despesa do Estado Português. De uma só vez reduzimos a despesa e aumentamos a receita, reduzindo o deficit do orçamento público português. Outra vantagem é a auto alimentação da economia interna, ou seja o multiplicador da nossa produção, pois o capital não irá sair por via de pagamento de importações. Se compra artigos “made in Portugal”, o dinheiro fica em Portugal circulando entre pessoas, empresas e bancos portugueses gerando mais riqueza e poder económico nacional.
Como comprar produtos e serviços portugueses?
Isso é simples de fazer, nos produtos deverá olhar para o Rótulo das Embalagens e ver o “Código de Barras” do produto. Todos os produtos portugueses tem um código que se inicia por “560”, alguns produtos alimentares não tem códigos de barras desta nomenclatura, no entanto os seus códigos começam por PT. Em caso de dúvida veja a morada de origem do produto. Lembre-se que a roupa e o calçado “made in Portugal” duram anos, o “made in China” dura dias. Eu tenho camisas e sapatos portugueses que tem mais de 10 anos, os mesmos artigos chineses muitas vezes nem dias duram, o barato sai caro.
Em relação aos serviços, utilize os portugueses. Faça seguros com empresas portuguesas, empréstimos em bancos portugueses e claro, se fizer férias (a maioria dos portugueses não faz férias, eu sou um deles, indepentemente se exista crise ou não), faça-as em Portugal. Portugal é lindo e a maioria das pessoas desconhece os nossos cantinhos mais bonitos e alguns com mais história que muitos destinos de moda como “Cuba, Brasil, Republica Dominicana e Dubai”. Pode sempre ir para os Açores, Madeira, Alentejo. Minho, Estremadura, Beira Alta, Beira Baixa e o Algarve que se encontra com menos “Bifes”e mais convidativo não deixando sair capitais e alimentando a nossa economia com mais trabalho criando emprego e gerando mais receita fiscal para combater o nosso malfadado deficit. IVA pago no estrangeiro e receita dada a empresa estrangeira não paga a nossa despesa pública, tão pouco as reformas e os medicamentos dos nossos velhos e nem o subsídio de desemprego de quem perde o emprego em Portugal. Por isso, compre produtos e serviços portugueses porque os chineses não pagam o nosso subsídio de desemprego e tão pouco as nossas reformas, pelo contrário a longo prazo reduzem os nossos salários e arruínam a nossa indústria.
Combater a fraude fiscal e fuga ao fisco:
Sim, se você pensa que não tem papel activo no combate à fuga e à fraude fiscal desengane-se acerca da sua impotência. Nós temos mais poder do que possamos imaginar, temos e demos pedir factura para tudo o que compramos. Se vai ao supermercado ou hipermercado o talão de compra não chega! Peça factura sempre, assim evita que os supermercados tenham contabilidades paralelas e fujam ao fisco (o que é bastante habitual). Se vai ao restaurante, ou pastelaria, padaria, ou papelaria, peça factura sempre, não custa mais e em caso de ter comprado um produto em mau estado pode ser usada como prova em tribunal, se não precisar da factura pode sempre a deitar fora. Pode ser um pouco incómodo pedir sempre factura, mas é um dever de cidadania que devemos ter e cultivar entre nós. Chega de só quem trabalha e tem recibo de vencimento pagar impostos, estamos fartos de sermos sempre os mesmos a pagar a crise e a despesa. Os empresários também têm que pagar IVA e IRC nas suas empresas e IRS sobre os lucros que recebem das suas empresas. Se todos, mas TODOS pagarmos impostos haverá mais receita e não haverá necessidade de aumentar o IVA que é um imposto indirecto que atinge ricos e pobres (os que recebem baixas pensões de reforma, os que recebem o salário mínimo) igualmente e como em Portugal existem poucos ricos quem irá pagar esse imposto e sofrer quebra de rendimento será os que menos tem para gastar e os que tem mais necessidade de dinheiro para assegurar a sua subsistência.
Poupar e Investir:
Devemos também poupar combustível, pois são as importações de petróleo, gás e carvão que desequilibram as nossas contas externas. Todos os investimentos em eficiência energética e em produção de energia renovável ajudam a que menos dinheiro saia de Portugal. Investir em isolamento térmico, painéis térmicos de aquecimento de água, em lâmpadas económicas irá a longo prazo beneficiar a nossa economia e finanças públicas.
Se você conseguir poupar e querer investir, pode por exemplo comprar Obrigações do Tesouro ou então fazer uma amortização voluntária extraordinária no seu empréstimo da sua casa (aumentará o dinheiro disponível do seu banco e este irá ter menos necessidade de se financiar no exterior e irá reduzir o custo final da sua casa, pois num empréstimo a 30 anos no final do mesmo você pagou 3 casas em vez de 1, se amortizar antecipadamente irá pagar menos, muito menos a longo prazo e claro reduz o valor da sua prestação mensal), irá reduzir a necessidade nacional de financiamento externo. Evite fazer empréstimos ou comprar coisas a prestações, sempre sai mais caro e prejudica o nosso país. Poupe e ensine a poupar aos seus filhos incutindo-lhes o hábito de acumular capital para mais tarde comprar o que querem com descontos de pronto pagamento e assim terem o mesmo produto por preço mais baixo.
Se não conseguir comprar produtos ou serviços de origem portuguesa, escolha os de origem europeia, de países que tem como moeda o euro, de preferência de Espanha (que é o nosso maior cliente) e da Grécia (que bem precisa de ajuda). Evite comprar produtos chineses, são na sua grande maioria de má qualidade e de um país que explora o seu povo e não democrático que faz dumping social no mundo. Se tiver mesmo que viajar para o estrangeiro de férias porque fez uma promessa à sua esposa e o seu não cumprimento poderá pôr o seu casamento em risco escolha Espanha ou a Grécia, se não for possível viagem dentro do espaço económico do euro, ajude quem nos pode ajudar de futuro e foi obrigado a ajudar a Grécia para não cairmos num mal maior.
Publicado por olddog às 01:51 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)
junho 15, 2009
Tourada, touros de morte, a favor ou contra?
Sou a favor das corridas de touros, também chamadas de touradas. E até sou a favor da morte do touro na arena (quem não goste que feche os olhos).
Se existem pessoas que gostem mais de touros são os aficionados de touradas. Sem touradas a raça dos touros bravos extinguia-se, pois não é comercialmente interessante para a indústria do bife de vaca/copo de leite.
Um touro de morte é mais feliz durante a sua vida de 3 a 5 anos em pastos naturais (até faz sexo de maneira natural, os outros animais fazem sexo com veterinários, através da inseminação artificial), que os vitelos de engorda intensiva que com poucos meses de vida em estábulos são mortos para bife ou as vacas leiteiras que nunca conheceram o sol até a sua viagem para o matadouro.
Pessoalmente penso que quem é contra touradas só conheceu touros em fatias embalados em plástico no supermercado e nunca visitou um matadouro ou uma quinta industrial que alimenta a sua barriga na procura incessante do lucro e dos baixos preços que permita ao consumidor esticar o seu salário.
Com os meus 10-12, era eu que ajudava a minha avó a matar coelhos, galinhas e patos (agarrava-os para não fugirem à faca) e aos 14 já lhes cortava o pescoço.
Sou um assassino, não sou? Nas vossas mentes devo ser um "serial killer" de coelhos, galinhas e patos. Mas tenho cumplices, aliás voce que lê este "post" é um cumplice destes crimes! Comete os seguintes crimes: Profanação com talheres e ocultação de cadáveres no estômago;
Agora podem dizer que até as matanças do porco são proibidas, por isso as touradas também deviam ser.
Vou desmontar esse argumento: Foram proibidas por razões sanitárias, não por causa do sofrimento do animal. E as autoridades fecham os olhos a essa lei, a bem da "Tradição Nacional", o que eu aprovo, pois uma matança de porco é pura cultura e tradição do nosso povo e dos povos ocidentais.
Se formos proibir todas as nossas tradições numa neurose de hipocrisia do bem e do politicamente correcto, passo a passo perdemos a nossa "Identidade Nacional" sem nos apercebermos e em vez de comermos um bom arroz de cabidela, arroz de lampreia, uma santola/lagosta (vai para a panela viva), estaremos a comer tofus (e o outros derivados de soja) insípidos geneticamente modificados (que dão lucro a alguém), plantados em terrenos desflorestados algures na floresta tropical. Como passatempo para passar os fim de semana, andaremos às voltas nos centros comerciais que nem loucos, ir à praia só para ficar deitado estilo iguana ou na melhor das hipóteses a secar como bacalhau, a ter longos convívios com a TV a viver o drama ficcionado das telenovelas e claro está a vibrar com um pseudo drama desportivo televisivo chamado futebol e a sermos estimulados intelectualmente com perguntas do “Rui Santos” em programas de televisão onde políticos da treta utilizam como viveiros de auto-imagem para se poderem-se eleger com o voto do “Zé” que pouco pensa. Seremos uns clones de humanos com cultura de "plástico", sugiro até que nos tirem o nome e nos passem a chamar por Cidadão Nº x do BI.
Meus amigos, nada melhor que partilhar o ambiente de uma matança, a solidariedade natural (espirito solidario puro, que duvido que exista em muitos grupinhos dos pseudo-amigos dos animais que defendem valores vazios de amor ao ser humano próximo, aliás já ouvi da boca de alguns que preferiam que os humanos morressem porque são maus e os animais é que são puros e bons, olhando de lado num puro estado fundamentalista a todos os que comem carne, tendo já havido ataques terroristas nos Estados Unidos a criadores de animais de peles e a laboratórios que utilizam animais em experiencias que visam desenvolver medicamentos para humanos e por consequencia tambem para animais), todos a ajudar a agarrar o porco, todos a ir procurar caruma para chamuscar e limpar a pele do porco, as filhoses de sangue doce, o almoço de miudezas, (que saudades). Qualquer dia tenho que ver a onde fazem matanças, pois sei que existem quintas que as fazem como turismo para reviver a minha infância.
Para quando uma lei anti-morte de melgas, piolhos, pulgas e carraças? Também são animais, pequenos, mas são.
Está chocado com estas minhas palavras? Calma que o terrível “serial killer” de animais de quinta ainda não acabou de justificar os seus terríveis actos bárbaros.
Você ama os animais? Aposto que nunca viveu no campo entre os bichinhos que tanto ama e estima, certo? Nunca matou o que comeu, certo?
Dá-me impressão que muitos defensores dos direitos dos animais nunca mataram nada, excepto aquelas arranhinhas que lhes causam pânico e são mortas com o sapato/jornal a medo com gritinhos tipo “ai o bicho!”.
Em certas culturas, um homem só é homem quando faz a sua primeira morte de caça. Por exemplo os “Inuit” (esquimós) só tem uma palavra para "homem" e "caçador".
Será que você é contra a enfiar o gado em boxes, onde não vêem o sol, a engordar a farinhas (de composição duvidosa) e ao fim 9-12 meses ter peso para abate ou se for vaca leiteira ficar a produzir leite até ser velha e ir também ver o Sol pela única e última vez a caminho da fábrica da morte? Como vê estes animais também se defendem e "tiveram uma existência natural" como os touros bravos de arena.
Humanizar animais é algo estúpido, então humanizar touros bravos é patético. Seria tão patético como humanizar uma morte feita na natureza por um leão (espero também uma sugestão de censura aos programas sobre a vida selvagem, os animais predadores são "maus" e "torturadores", como é bom humanizar animais, vamos também ser vegetarianos e só ver filmes de desenhos animados Disney onde nenhum animal morre?).
Assim como a fantástica sugestão de alguns “ambientalistas” de cidade de criar turismo à volta do touro bravo em reservas ecológicas. Imaginem uma família a fazer um pic-nic num campo cheio de touros bravos, espero que o chefe de família ponha uma toalha vermelha no chão porque vai precisar dela, assim como dotes de toureiro se quiser não ter vitimas e mortes na sua família.
O Homem é um ser caçador e predador, apenas a sociedade moderna alterou essa qualidade natural através de quintas industriais e matadouros (fábricas de morte) artificiais devido à Natureza não conseguir alimentar a densidade populacional existente na maioria do espaço do nosso planeta.
Sugestão:
Amigos dos animais visitem matadouros e quintas industriais e possivelmente libertarão a vossa mente da "hipocrisia do bem" que é irmã do "politicamente correcto".
Se já viram um matadouro e o horror que aquilo é. Como solucionar o problema?
1- Que fazer para reduzir o horror nos matadouros?
Colocar um psiquiatra veterinário (para os vitelos um pedopsiquiatra veterinário), afim de preparar psicologicamente os animais para a morte? Musica ambiente celestial nos matadouros? Funcionários de matadouros vestidos com roupa padrão vaca (padrão branco com malhas pretas) afim dos animais não estranharem o ambiente? Salas de espera com brinquedos próprios para ruminantes com animadores que contarão estorinhas que é bom ser-se transformado em bife de bitoque e em carne picada de hambúrguer?
Transporte dos animais em óvnis super rápidos afim de lhes reduzir o stress da viagem de camião? Dar injecções de corante branco nas vacas para o sangue se tornar cor-de-rosa?
Defensores dos animais lamento-vos informar, mas sobre matadouros sois uns líricos. Por isso resolvi apresentar soluções dentro desse espírito lírico;
2- Humilhação é nascer, reproduzir-se artificialmente e só ver a luz quando se vai morrer, viver numerado, engordado à pressa, ser-se morto quando ainda nem adulto se é e ter uma morte inglória após uma fila de espera de horas, ouvindo gritos de pânico dos companheiros sem dar luta;
3- Leram isto e agora querem ser vegetarianos? Ser-se vegetariano é algo contra a natureza humana. Os homens são hominívoros e como tal comer carne é natural. Não comer carne é que é anti-natural;
4- Reservas para Cavalos lusitanos e touros bravos. Outra dose de lirismo. Num pais onde não há dinheiro nem para incubadoras decentes para recém-nascidos, onde não existe ar condicionado em hospitais no Alentejo, criar uma reserva é um luxo e além disso nunca seria garantia da preservação desses animais. Aposto que em 20 anos o touro bravo extinguir-se-ia, tal como o burro está muito perto da extinção neste momento.
Sobre compararem touradas aos circos romanos:
Hoje em dia, estes renascem com lutas de vale tudo, de boxe de rua, etc.
E as mortes de cristãos só aconteceram durante breves períodos. As execuções de humanos que existiam, eram de criminosos (os que defendem que os defensores de touradas deviam ter o mesmo destino do touro) e olhem que em Portugal se calhar até valia a pena renascer essa tradição, porque não falta são criminosos violentos e traidores que destroem o nosso país e o nosso futuro.
Engraçado que o parlamento europeu queria proibir as touradas, mas esqueceu-se de proibir:
Os rituais de morte barbara: a shechita (judia) e a dhabiha (islâmica) que implica a morte do animal com o seu máximo sofrimento.
Isto sim, é que deveria unir todos nós contra, pois esta crueldade é praticada em Portugal (existem talhos islâmicos e kosher em Portugal e matadouros que executam estas mortes). Pois estes rituais de morte são completamente estranhos à nossa tradição lusa.
Compreendo que a imagem de touros mortos vos choquem, mas acreditem se fossem a uma quinta industrial de engorda/vacas leiteiras (onde os animais são numerados, tratados como maquinas de engorda industrializada) ou a um matadouro tenho a certeza que muitos tornavam-se vegetarianos ou no mínimo só comeriam peixe. Eu por razões profissionais já fui a matadouros e digo-vos, ainda hoje me lembro de algumas cenas tristes, vacas a berrar nos camiões e nos estábulos de espera porque pressentem a morte e ficam em pânico, o sangue, rios de sangue a escoar pelo chão, as vacas penduradas a serem estripadas. Muito mais macabro e chocante que uma tourada, uma autentica fabrica de morte (filme de terror ao vivo), mas não choca ninguém porque se passa entre 4 paredes. Coração que não vê, não sente.
A morte não é bonita, mas é natural, todos os animais morrem. Na Natureza não se pede aos lobos para serem mansinhos com os veados que caçam e a maioria das mortes na Natureza são "cruéis". A maioria das pessoas vivem em cidades e estão completamente afastados do campo e da Natureza (quanto muito tem um cão, gato, uns peluches e veem o National Geographic), depois desenvolvem pensamentos politicamente correctos: "Os animais são nossos amigos", "Touradas não". Mas esquecem-se que o bifinho do bitoque que comem foi morto, não por eles, mas por alguém. Se tivessem que matar o vosso bife tenho a certeza que seriam a favor da tourada ou tornavam-se vegetarianos, atitude que a vossa hipocrisia vos impede de tomar.
Se a raça do cavalo lusitano sobreviveu foi graças às touradas, porque é o unico cavalo q sabe lidar com os touros e se defende (desvia-se) dos golpes deste no campo e na arena. O cavalo lusitano não é um cavalo de trabalho, mas de desporto e touradas, por isso é que só existem cavalos de raça lusitana em Portugal, porque os outros paises só desenvolveram cavalos de trabalho. Proibir touradas só iria destruir a raça dos touros bravos e a longo prazo a dos cavalos lusitanos.
A todos os neuróticos com os direitos dos animais... só vos digo:
Olé! É Touro lindo! Viva a festa brava.
Publicado por olddog às 09:40 AM | Comentários (17) | TrackBack (0)