quinta-feira, 30 de Abril de 2009
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Pedro Picoito
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100 Dias na Vida de Barack Obama (1)
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Miguel Morgado
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Qual será a loucura deste Papa?
In Praise of Folly, por John Berwick, no New York Times.
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Paulo Marcelo
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Combater a riqueza ilícita para proteger a lícita
Outra das classes “debaixo de fogo” tem sido a dos políticos. Todos ouvimos falar de certas pessoas que atingem, de um momento para o outro, um património muito acima da remuneração normal da sua actividade. Apesar dos indícios, nestes casos a Justiça não tem sido capaz de punir os alegadamente corruptos. Veja-se o caso de Mesquita Machado, no poder há 32 anos em Braga. Fala-se sobre corrupção, tráfico de influências e cumplicidades com empreiteiros (ex. Bragaparques), mas nunca se conseguiu provar nada. Podia também aqui falar dos casos de Fátima Felgueiras ou Avelino Ferreira Torres. São raras em Portugal as condenações por corrupção.
Como tento evidenciar neste texto no Diário Económico de ontem esta situação gera um sentimento de impunidade. Como o sistema judicial não se consegue punir os culpados, separando o "trigo do joio", tende a generalizar-se a ideia de que os políticos são desonestos. Que só querem “governar-se”. Esta generalização, apesar de muito injusta, pode tornar-se uma ameaça para a democracia.
O combate à corrupção e ao crime económico deve ser uma prioridade política de todos os partidos. Acredito mesmo que único modo de construirmos um país mais próspero, capaz de gerar riqueza legítima, é através de um combate “sem quartel” à riqueza ilícita. Não adianta discutir soluções teoricamente perfeitas que não funcionam na prática, como se tem visto. Não faz sentido invocar a defesa do estado de Direito, como fez o PS na semana passada no Parlamento ao justificar o chumbo do projecto de lei do PSD sobre Enriquecimento Ilícito, quando é esse mesmo estado de Direito que está em causa se nada fizermos para combater a corrupção.
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Paulo Marcelo
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quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Os próximos 100 serão mais importantes
O meu artigo completo no site da TVI24
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Nuno Gouveia
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É por estas e por outras que compro a Spectator (mesmo que só a leia uma semana depois)
"Wole Soyinka has several problems as a playwright. One, he`s not Shakespeare but wants to be. A common failing but he might disguise it better."
Lloyd Evans, "Game`s up", in The Spectator, 18/4/09
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Pedro Picoito
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Nuno Álvares Pereira e os seus heterónimos (2)
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Pedro Picoito
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Nada de novo nesta coisa ocidental
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Carlos Botelho
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O equívoco do PS
Este erro é a imagem da campanha do Partido Socialista e do seu cabeça de lista. Ainda ontem no debate da SIC Notícias, Vital Moreira demonstrou a verdadeira tragédia que representa para o PS nestas eleições. Os alarmes já devem ter soado na sede socialista, e parece-me que Vital irá andar (ainda) mais desaparecido desta campanha.
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Nuno Gouveia
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100 dias de Obama
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Nuno Gouveia
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Post sobre um senador que não é um Jefferson Smith
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Maria João Marques
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terça-feira, 28 de Abril de 2009
O impacte económico da educação deficiente
Para além dos custos sociais habitualmente enunciados quando se discute estas questões educativas, o relatório procura salientar o custo económico da subutilização do potencial dos alunos americanos: se os EUA tivessem conseguido diminuir a distância que os separa dos países com melhores resultados educativos, como a Finlândia e a Coreia, o PIB de 2008 poderia ter sido entre $1.3 e $2.3 biliões mais elevado (um acréscimo de 9 a 16 por cento). Dito por outras palavras: o custo económico dos maus resultados educativos nos EUA equivale a uma recessão nacional permanente, com um custo económico anual maior do que a recessão que actualmente afecta a economia americana.
Segundo o relatório, o custo económico dos maus resultados educativos nos EUA não afecta apenas as classes baixas, mas estende-se às classes médias; aliás, ao contrário das famílias mais desfavorecidas, que estão conscientes de que as escolas dos filhos ensinam mal os seus filhos, o estudo revela que as famílias das classes médias não têm consciência de que os seus filhos estão a ser deficientemente preparados para os desafios que a economia global do conhecimento naturalmente lhe irá impor num futuro muito próximo.
Por outro lado, uma visão optimista dos resultados, sustentada, sobretudo, no facto de alunos com uma herança social semelhante obterem resultados muito diferentes de sistema escolar para sistema escolar e de escola para escola, sugere que os resultados podem ser substancialmente melhorados se os alunos forem sujeitos às melhores práticas educativas: não obstante os factores sociais extra-escolares terem uma influência nos resultados dos alunos, o estudo revela que as boas práticas educativas, naturalmente associadas às boas políticas educativas, são igualmente determinantes para a melhoria dos resultados escolares dos alunos e consequente melhoria das suas perspectivas de vida.
O relatório também chama a atenção para a necessidade de se desenvolver cada vez mais e melhores mecanismos uniformes de avaliação, prestação de contas e comparação dos resultados dos alunos e dos professores, pois só assim será possível distinguir as boas práticas educativas das más e adoptar conscientemente as primeiras em detrimento das segundas.
É impossível ler o relatório da McKinsey & Company e não se pensar no caso português. Os resultados do PISA 2006 mostram que os alunos portugueses estão ligeiramente abaixo dos americanos, concretamente no 26º lugar a matemática e 24º em ciência, logo, também muito abaixo da média dos resultados dos restantes países da OCDE e a uma distância substancial dos países com melhores resultados. É certo que Portugal é um país muito diferente dos EUA e que as ambições de um e de outro não são exactamente as mesmas. Talvez os EUA tenham razões para se sentirem particularmente alarmados com a distância que os separa dos países com melhores resultados educativos; por outro lado, precisamente porque Portugal não tem as potencialidades dos EUA, os maus resultados educativos dos alunos portugueses devem ser alvo de uma preocupação acrescida da nossa parte.
Seria interessante percebermos, também nós, quais os custos económicos que pagamos pelo facto de estarmos consideravelmente distantes dos países com melhores resultados educativos. Não menos interessante seria avaliarmos com propriedade quais os custos económicos que pagamos por termos um Ministério da Educação que adopta uma política educativa centrada na propaganda em desfavor da verdadeira aprendizagem. Não é por acaso que a primeira nota do relatório da McKinsey & Company diz o seguinte: “In this analysis, we focus mainly on ‘achievement,’ which reflects the mastery of particular cognitive skills or concepts as measured through standardized tests, rather than ‘attainment,’ which measures educational milestones such as graduation rates.” Em suma: o PISA revela o estado da educação portuguesa e os números do Ministério da Educação revelam o que a Ministra quiser.
Finalmente, está mais do que na hora de Portugal começar a desenvolver mecanismos uniformes de avaliação, prestação de contas e comparação dos resultados das escolas, professores e alunos; está mais do que na hora do Ministério da Educação começar a publicar os resultados das escolas, dos professores e dos alunos. A inexistência de indicadores educativos torna praticamente impossível que se desenvolva em Portugal um estudo semelhante ao que a McKinsey & Company desenvolveu para o caso americano. Sem indicadores não há estudos; sem estudos não há boas políticas públicas de educação; sem boas políticas públicas de educação não há boas práticas educativas; sem boas práticas educativas não há boas escolas, bons professores e bons alunos; sem bons alunos não há bons profissionais; e sem bons profissionais não há desenvolvimento e crescimento económico.
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Nuno Lobo
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País faz de conta
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Nuno Gouveia
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Há mais coisas entre o céu e a terra, etc.
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Miguel Morgado
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Auto-conhecimento ideológico
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Paulo Marcelo
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Combater a corrupção e o enriquecimento ilícito (1)
Este processo gerou um grande equívoco. Ao contrário do que alguns disseram, certamente sem ler o texto, o diploma do PSD não inverte o ónus da prova. Pelo contrário, diz claramente que a “prova da desproporção manifesta que não resulte de outro meio de aquisição ilícito (…) incumbe ao Ministério Público”.
É pois respeitado o princípio constitucional da presunção de inocência, competindo à acusação provar os elementos do crime, inclusive o nexo de contemporaneidade entre o enriquecimento suspeito e o exercício das funções públicas. Ao “suspeito” cabe apenas defender-se das provas apresentadas contra si, tal como acontece com qualquer outro crime.
Não colhe pois o argumento de inconstitucionalidade. Só assim se compreende que este tipo criminal seja recomendado na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, já ratificado por Portugal. Aliás, se o PS estivesse mesmo empenhado em combater a corrupção, poderia ter-se abstido para aperfeiçoar o diploma na especialidade, ou submeter ao juízo do Tribunal Constitucional.
O que já parece ter problemas constitucionais é a proposta do Governo que atribui à Administração Fiscal, directamente dependente do Governo e, por isso, passível de instrumentalização política, o poder de aplicar taxa fiscal agravada (60%) para certos rendimentos “suspeitos”. Esta “pena fiscal” aplicada administrativamente, sem as garantias de defesa do Processo Penal, parece ser inconstitucional. Note-se que seria o contribuinte a ter de provar que os seus rendimentos não são suspeitos, afastando a taxa agravada de 60%.
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Paulo Marcelo
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Músicas de genéricos (14)
Barry Lyndon, Stanley Kubrick (1975)
Sarabande, da Suite em Ré Menor para cravo, de Händel (HWV 437), arranjo de Leonard Rosenman
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Carlos Botelho
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Etiquetas: Músicas de genéricos
segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Um acordo
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Paulo Tunhas
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Para leitores atentos
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Keep your friends close
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Maria João Marques
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Como se escreve campanha negra em inglês?
Será que o eng. José Sócrates também processou os jornalistas do Daily Mail?
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Paulo Marcelo
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Músicas de Genéricos (27)
Black Hawk Down (2001)
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Miguel Morgado
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domingo, 26 de Abril de 2009
Nuno Álvares Pereira e os seus heterónimos (1)
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Pedro Picoito
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Da série "O Som e a Fúria"
"The Bible tells us to love our neighbors, and also to love our enemies; probably because they are generally the same people."
G. K. Chesterton
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Pedro Picoito
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Músicas de Genéricos (13)
La vita è bella (1998)
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Miguel Morgado
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Fitas

'Eu, quando estava sentado ontem a ouvir o discurso do líder da bancada do principal partido da oposição, o que me ocorreu foi aquela visão cinzenta, (...) salazarenta do desenvolvimento do país, que nos deixou um país atrasado, sem infraestruturas!...'
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Carlos Botelho
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sábado, 25 de Abril de 2009
Tyson
Há uma tendência para vermos no boxe um simples mecanismo de controlo social, como se o ringue fosse uma reprodução simétrica e domesticada da violência na vida real. Joyce Carol Oates escreveu no seu livro O Boxe: “A vida é semelhante ao boxe em muitos aspectos inquietantes. Mas o boxe só se parece com o boxe.” Não basta ser preto, pobre e sem futuro. O boxe requer disciplina, treino, sacrifício. Talento. Arte. Isto é fácil de perceber quando vemos um combate do elegante Muhammad Ali. O estilo de Tyson era outro. Ao vê-lo a liquidar adversários em poucos segundos, somos levados a crer que estamos perante uma manifestação de força bruta e destruidora. O que vemos, no entanto, é uma quase impossível aliança entre força, velocidade e precisão. Uma máquina construída não para vencer, mas contra o próprio medo de falhar.
Tyson diz algo como isto: “Nasci para dar amor, não para receber”. Quem nada recebe, nada pode perder. Na sua relação com as mulheres, com o dinheiro, tudo é desequilibrado. A desconfiança com que olhou para o seu treinador no início transformou-se, mais tarde, numa lealdade absoluta e incondicional: “Se ele me dissesse para morder, eu mordia”. A amizade com Don King acabou com o empresário a ser pontapeado por Tyson no meio da rua. O que aprendeu com o boxe serviu apenas para nunca mais ser humilhado fisicamente, mas não lhe eliminou as fraquezas emocionais. Invencível no ringue, capaz de quebrar o espírito do adversário mesmo antes de o combate começar, na vida real Tyson continuou a ser um homem vulnerável. Nunca deixou de ser o miúdo gordo de pulmões débeis, a antítese do monstro dos ringues. Porque o boxe só se parece com o boxe.
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Bruno Vieira Amaral
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25 de Abril e qualidade da Democracia
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Paulo Marcelo
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Geometria variável
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Pedro Picoito
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Há 70 anos em Espanha
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Miguel Morgado
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sexta-feira, 24 de Abril de 2009
O Leitor
O momento do julgamento foi para mim particularmente interessante porque me fez lembrar a série de 8 palestras que Eric Voegelin deu no Semestre de Verão de 1964, na Universidade de Munique, intitulada Hitler e os Alemães. Por entre cerca de 250 páginas com a interpretação mais original que alguma vez li acerca da subida de Hitler ao poder na Alemanha, Voegelin refere numa página ou duas que um dos sintomas da corrupção moral e espiritual do povo alemão manifestava-se no facto do enquadramento moral das classes baixa e média na Alemanha já não ser determinado pelas virtudes cristãs mas antes por virtudes pequeno burguesas: a fé, humildade, caridade e ascetismo deram lugar à disciplina, pontualidade, higiene e diligência no trabalho.
Curiosamente, muitas cenas que aparecem insistentemente na primeira parte do filme, sem aparente significado especial, adquirem uma outra transparência à luz do discurso de Voegelin. Para além do problema moral que evidentemente subsiste numa mulher de 36 anos que seduz um adolescente de 15, vale a pena notar o aprumo com que Hanna se veste (ela aparece no filme a engomar a sua roupa interior); a eficiência que manifesta no trabalho (que tem como consequência uma promoção); e a sua preocupação com a higiene (uma constante desde a cena inicial do balde de água até aos inúmeros banhos tomados por ela e Michael). É como se toda a primeira parte do filme nos estivesse a dirigir, sem que disso déssemos conta, para o momento do julgamento; por sua vez, os actos de que Hanna é julgada e o veredicto final não podem ser devidamente interpretados sem se atender às cenas que acabei de enunciar. Finalmente, a relação entre ambas as partes do filme é especialmente iluminada pela análise de Voegelin em Hitler e os Alemães.
Michael, juntamente com os colegas de Universidade, procurava compreender o passado recente da Alemanha. Nenhum deles teve uma experiência directa do nazismo e o professor, apesar de mais velho, não parecia ser capaz de corresponder às perplexidades dos alunos. Também nós aprendemos mais sobre o passado alemão quando atendemos aos pequenos pormenores do filme do que através do debate que professor e alunos mantêm explicitamente nas aulas dedicadas ao assunto.
Quanto a Voegelin, as suas palestras de Munique tentavam alertar os estudantes para a cumplicidade dos alemães durante o governo nazi na Alemanha e a incapacidade que os alemães revelavam em “lidar com o passado” pelo facto de não conseguirem “lidar com o presente”; para Voegelin, a sociedade alemã das décadas de 30 e 40 não era diferente da sociedade alemã da República Federal da década de 60: o fenómeno nazi nunca seria adequadamente compreendido sem a assunção de que a corrupção moral do povo que assistiu e protagonizou a subida e permanência de um regime vulgar como o de Hitler não desaparece pelo simples facto do regime ter sido derrubado pela força das armas durante a guerra.
O Leitor de Stephen Daldry com David Kross, Kate Winslet e Ralph Fiennes (ALE/EUA 2008) + Hitler and the Germans de Eric Voegelin [1964 (University of Missouri Press 1999)]
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Nuno Lobo
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Músicas do Tempo da Outra Senhora - 5
Festival RTP 1967: "O Vento Mudou". Intérprete: Eduardo Nascimento. Letra: João Magalhães Pereira. Música: Nuno Nazareth Fernandes.
Eduardo Nascimento foi o primeiro negro a pisar um palco do festival da canção da Eurovisão.
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Fernando Martins
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Combate à corrupção?
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Paulo Marcelo
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Coisas que se ouvem pela Europa (4)
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Paulo Marcelo
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quinta-feira, 23 de Abril de 2009
O fim de Sócrates?
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Miguel Morgado
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O teste à democracia portuguesa
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Miguel Morgado
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Não há vergonha em Portugal
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Nuno Gouveia
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Os EUA e a Alemanha Nazi (contado por Luís Osório)
Pedro S, num comentário ao post ali em baixo do Nuno Gouveia, faz uma referência crítica e oportuna ao que Luís Osório disse hoje no Rádio Clube. Segundo o Luís Osório (e estou a citar de memória o que ouvi de manhã na rádio), o início do século XXI assemelha-se muito ao início do século XX e os EUA adoptam hoje os mesmos métodos que a Alemanha Nazi usava no passado; disse ainda que os EUA não são a China ou o Irão, e que os EUA, porque são o farol do mundo (quem diria!), têm uma responsabilidade acrescida. Curiosa esta interpretação dos factos, não só porque o Luís Osório aparentemente está esquecido que também ele é um "farol" para os muitos que o ouvem (razão pela qual deveria saber que estas comparações desproporcionadas em nada ajudam as pessoas a compreender com propriedade o que se passou na Alemanha Nazi e o que se passa hoje nos EUA), mas ainda porque o que o Luís Osório disse, bem vistas as coisas, pouco ou nada se distingue do discurso que habitualmente sai da boca de Ahmedinejad.
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Nuno Lobo
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Músicas do Tempo da Outra Senhora - 4
"Kanimambo". Intérprete e autor: João Maria Tudela (1959).
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Fernando Martins
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Introdução ao "bota-pracimismo"
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Paulo Tunhas
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quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Finalmente
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Carlos Botelho
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Uma caipirinha com Henry Fox (não o pai do Charles James)
A decisão das leituras para as pequenas férias que se avizinham ficou mais fácil: o livro de crónicas do Henrique Raposo sai na sexta-feira (depois estejam atentos à Feira do Livro e às sessões de lançamentos das obras respeitáveis). Com doses de álcool, açúcar e acidez bem regulados para provocar estados de espírito inquisitivos a estes vários socialismos (de esquerda e de direita) que nos têm governado, estou certa.
(Ao ler a capa com o seu porreirismo não pude deixar de me recordar da minha sexagenária professora de português do 10º e 11º anos - muito eficiente, por sinal - que se queixava perpetuamente do nacional-porreirismo. Não me admirava que fosse uma boa liberal, ainda que com algum pendor conservador. Se não lhe tivesse perdido o rasto, comprava o livro do Henrique para lhe oferecer.)
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Maria João Marques
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Os inimigos dos meus inimigos etc.
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Pedro Picoito
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O peso da cruz
Pois não. Não há homem, não há hominídeo, não há primata, não há mamífero, não há cordado que aguente o que José Sócrates anda a aguentar. Cordado Sócrates, estamos contigo!
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Carlos Botelho
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A irresponsabilidade da Administração Obama
Um dos problemas dos serviços secretos americanos é serem periodicamente utilizados como “joguetes” de arremesso político. E a fábula em redor da CIA prossegue, desta vez sob alçada do próprio Presidente.Antes de passar ao problema causado por Obama, um relato sobre um sucesso da CIA nos últimos anos. Sabemos hoje que a CIA utilizou a técnica de 'waterboarding' sobre três terroristas: Khalid Sheikh Mohammed, Abu Zubaydah e Rahim Al-Nashiri. No interrogatório a Sheikh Mohammed foram recolhidas informações relevantes que impediram um ataque terrorista, tipo 11 de Setembro, a Los Angeles. A CIA apenas tinha autorização para recorrer a este método quando possuísse “informações credíveis sobre um iminente ataque terrorista”. Será que as vidas salvas em Los Angeles não mereciam esta operação? Desde sempre que os serviços secretos de todo o mundo utilizam métodos agressivos para “sacar” informação a perigosos criminosos. Só por ingenuidade se pode pensar o contrário.
Agora a Administração Obama está a utilizar os serviços de inteligência para fins políticos. A divulgação parcial de relatórios da CIA sobre os métodos de interrogação aplicados a terroristas é um grave erro político e estratégico, e que coloca em perigo a segurança nacional dos Estados Unidos. Além de desmoralizar os operativos dos serviços secretos que lutam contra A Al-Qaeda, fornece informações relevantes aos terroristas, que deste modo ficam a conhecer o modus operandi dos americanos.
O almirante Dennis Blair, responsável pela espionagem americana, considerou que os métodos coercivos de interrogação produziram “informação essencial” e forneceu aos Estados Unidos um “conhecimento profundo da organização da Al-Qaeda”. Essas declarações foram conhecidas na quinta-feira passada, no mesmo dia em que o Departamento de Justiça divulgou relatórios de interrogatórios da CIA durante a Administração Bush. E estes memorandos não foram revelados na totalidade, sendo omissos nos resultados obtidos durante essas inquirições. Ou seja, há quem na Administração Obama considere que esses métodos são eficazes, e que salvaram vidas americanas, mas por outro lado, a política da Administração é culpabilizar os anteriores responsáveis políticos, negando o sucesso dessa estratégia. Além da incoerência gritante, será que alguém acredita que se os americanos prenderem um perigoso terrorista, e estiver iminente um ataque, não irão utilizar métodos agressivos para obter informações? O que devem é manter essa informação secreta, e não divulgá-la, como se tratasse de um aspecto recorrente da vida pública.
A tortura não deve ser método de uma democracia tratar os seus criminosos, e os Estados Unidos não a devem utilizar como ferramenta usual. Mas os serviços secretos (e só estes) devem ter alguma liberdade de acção para enfrentar lunáticos como Abu Zubaydah ou Khalid Sheikh Mohammed. Ninguém pense que em casos extremos (e no caso de Los Angeles foi), métodos agressivos como o 'waterboarding' deixarão de ser usados. Obama ao divulgar estes memorandos, sem consequência prática porque já disse que ninguém deverá ser julgado, apenas coloca em risco a segurança nacional. Normalmente este tipo de relatórios apenas é divulgado muitos anos após a sua ocorrência, até para proteger os envolvidos e não “dar” armas aos inimigos. Uma ‘politiquice’ desnecessária, apenas para agradar os sectores mais liberais do Partido Democrata.
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Nuno Gouveia
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A vetusta "opinião" do Diário de Notícias
Ah!... E não fiquei com vontade de voltar a comprar o Diário de Notícias.
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Paulo Marcelo
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O estado da educação (por Nuno Crato)
- Os exames em Portugal não são sérios
- Ninguém acredita que em 2 anos a média a matemática subiu de 8 para 14
- Os exames têm de sair da alçada do Ministério da Educação
- O Ministério da Educação não deve fazer os programas - deve, simplesmente, traçar metas e avaliar os resultados
- Os professores devem ser avaliados com base no progresso dos resultados dos alunos
- Os professores têm de passar a ter uma boa preparação científica
- Os futuros professores devem realizar um exame de entrada na profissão
- É necessário acabar com o Ministério que tem a Educação como sua pertença e construir o Ministério pela Educação... e depois deixar as escolas funcionar
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Nuno Lobo
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O 25 de Abril de 2009
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Fernando Martins
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14:28
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Músicas do Tempo da Outra Senhora - 3
"Tempo Volta Pra Trás". Letra de António Mourão que foi, também, o mais popular intérprete do tema. Interpretou-o pela primeira vez em 1965 no Teatro Maria Vitória, na revista "E Viva o Velho!", numa clara (e também irónica) alusão a Oliveira Salazar. Como não há no youtube qualquer vídeo de António Mourão a interpretar esta canção, escolhi um com Tony de Matos.
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Fernando Martins
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11:48
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"Fair and balanced"
De vez em quando sou obrigado a justificar aos meus amigos esquerdóides que a FOX News foi a melhor coisa que podia ter acontecido à democracia americana. Eles não acreditam. Mas é por estas e por muitas outras que a razão está do meu lado.
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Nuno Lobo
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09:15
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terça-feira, 21 de Abril de 2009
D. Nuno chega à televisão
Amanhã, estarei na RTP 2, às 14h, para falar da canonização de Nuno Álvares Pereira no programa Sociedade Civil. Espero alguma polémica, ou não fosse o título da emissão "Nuno Álvares Pereira: santo ou conquistador?".
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Pedro Picoito
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23:33
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Uma curiosidade literária
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Paulo Tunhas
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22:55
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Lindo menino!...
A coisa é esta: um jornalista é elogiado por um primeiro-ministro que acaba de processar nove jornalistas. Isto não faz soar nenhuma campainha?...
Ah claro, o primeiro-ministro não processou nove jornalistas, não: ele processou "nove indivíduos" difamadores - que, por acaso, são jornalistas. E Sócrates, fazendo de todos nós parvos, quer convencer-nos que o ser-jornalista é apenas uma qualidade inócua num "indivíduo" processado por um outro "indivíduo" que, por acaso, até é o primeiro-ministro. Tal como processar um motorista ou um padeiro, não é?
Pobres Judite de Sousa e Alberto Carvalho, que não terão a subida honra de um elogio de Sócrates como o teve o atento Marcelino. É que não faziam as perguntas que Sócrates queria que lhe fizessem. O tom desagradável (e mesmo bruto) com que o primeiro-ministro se dirigiu várias vezes a Judite de Sousa foi, a esse respeito, eloquente.
Sócrates devia ler Saint-Just: não se governa impunemente.
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Carlos Botelho
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22:04
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Músicas do Tempo da Outra Senhora - 2
Canção Vencedora do Festival RTP de 1966: Madalena Iglésias, "Ele e Ela".
P.S.: Post e canção dedicados ao meu querido camarada Manuel Pinheiro.
P.P.S.: Além da excelência da canção e da intérprete (já para não falar no profissionalismo de Henrique Mendes), chamo a atenção dos espectadores do "Cachimbo" para a entrada e saída de cena de Madalena Iglésias através da porta giratória colocada em segundo plano.
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Fernando Martins
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19:08
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Paradoxos governativos
E depois ainda há quem se aventure a dizer que o Estado existe para servir os cidadãos.
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Maria João Marques
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17:04
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O que fazer com Vital?
O debate de ontem à noite não foi grande coisa, isso é verdade. Mas um aspecto ficou esclarecido com a prestação dos cinco cabeças de lista: Vital Moreira é um grave erro de casting do Partido Socialista, tendo evidenciado uma total ausência de estofo político para este combate. Mas agora o que pode fazer o PS? O André Azevedo Alves deu o mote, que me parece o mais correcto: esconder Vital Moreira. Mas o problema do PS não é apenas o seu cabeça de lista, mas a confrangedora falta de atributos políticos nos nomes apresentados.A número dois, Edite Estrela, apenas estará nesta lista devido às suas relações pessoais de amizade com o Secretário-geral do PS. Diz quem anda pelos corredores do Parlamento Europeu que ninguém nota pela sua presença. A subida para número dois da inconsequente antiga presidente da Câmara de Sintra diz tudo da qualidade, ou falta dela, desta lista do PS. Totalmente irrelevante no xadrez político destas eleições.
Capoulas Santos é um expert em pescas e agricultura, mas denota uma evidente falta de carisma político para assumir-se como protagonista desta lista. Certamente também andará escondido nesta campanha.
Ana Gomes e Elisa Ferreira estão chamuscadas com o oportunismo óbvio da sua inclusão nesta candidatura. Estas são umas eleições secundárias para as candidatas de Sintra e Porto, e a sua autoridade para intervirem nesta campanha é diminuta. Provavelmente, apenas depois de Outubro é que irão ter novamente a Europa no topo das suas preocupações, quando forem derrotadas nas autárquicas. Por outro lado, se o PS desse palco a Ana Gomes, acredito que quem sairia a ganhar seriam os adversários.
Nos lugares elegíveis resta um nome com peso político e notoriedade: Correia de Campos. Mas depois da “popularidade” que almejou durante a sua estadia no Ministério da Saúde, este é um dos que o PS mais deseja esconder…
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Nuno Gouveia
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Hierarquias
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Manuel Pinheiro
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À prova de bala
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Manuel Pinheiro
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Proposta Darwinista
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Manuel Pinheiro
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segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Parodiante de Lisboa
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Miguel Morgado
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Esqueci-me do contexto
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Manuel Pinheiro
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17:37
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O semi-reboque
Publicada por
Pedro Pestana Bastos
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17:10
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Que farei quando tudo arde?
Publicada por
Manuel Pinheiro
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16:20
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HELP!
Publicada por
Maria João Marques
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16:17
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Piquenas e Médias Empresas
Publicada por
Manuel Pinheiro
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15:30
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Investimentos públicos
Publicada por
Manuel Pinheiro
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15:00
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Sistema Eleitoral e Democracia
Amanhã pelas 16.00 no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, investigadores e políticos debatem em conferência o "Sistema Eleitoral e a qualidade da Democracia".
Com participações de:
Prof. Manuel Meirinho (ISCSP)
Prof. André Freire (ISCTE)
Prof. Diogo Moreira (ICS-UL)
António José Seguro (PS)
Manuel Relvas (PSD)
António Filipe (PCP)
Pedro Pestana Bastos (CDS)
Pedro Soares (BE)
O ponto alto da conferência será o debate aberto a todos. Quem tiver interesse na temática está convidado a aparecer e a debater.
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Pedro Pestana Bastos
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11:40
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Músicas do Tempo da Outra Senhora - 1
António Calvário, "Chorona" (196?).
Publicada por
Fernando Martins
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11:06
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J. G. Ballard
Publicada por
Paulo Tunhas
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06:25
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Sobre Filipe Alberto Boa Baptista...
Publicada por
Fernando Martins
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00:04
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domingo, 19 de Abril de 2009
Se o PR não tivesse imunidade ainda lhe calhava um processo
Publicada por
Maria João Marques
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22:26
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Olivia Newton John & Nana Mouskouri: "Sing"
Publicada por
Fernando Martins
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22:16
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Anti-cachimbo
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Bruno Vieira Amaral
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21:59
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