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6 de abril de 2011

O cheiro do pilim

Num grande gesto de solidariedade nacional, os banqueiros portugueses decidiram que não emprestam mais dinheiro ao Estado. Já estão fartos de especular com a dívida portuguesa e agora entoam hinos ao FMI. Talvez seja o "internacionalismo monetário".


Frase do dia aqui

12 de janeiro de 2011

o preço que pagamos

Ouvi hoje Camilo Lourenço, a fazer o seguinte raciocínio:

"O Estado Português vai conseguir vender todas as obrigações do tesouro que colocou no mercado porque os investidores sabem que o risco de falência é muito reduzido."

Teve razão neste ponto. Todas as obrigações forem vendidas, na verdade a procura até foi 3,2 vezes a oferta. Porquê? Porque, de facto, não há risco de falência do país, e como as taxas de juro da divida publica portuguesa se situam nos 6,716%, torna-se um óptimo negócio!

Há dois anos atrás, os juros das mesmas obrigações, com a mesma maturidade e, sejamos honestos e realistas, com o mesmo risco de falência, estava nos 4%. É ou não uma boa compra?
Mas não tem razão em tudo o resto.

Um dos maiores problemas que Portugal enfrenta neste momento não se prende com a fraca competitividade, com os seus níveis de crescimento (e não estou a retirar importância a este factor) e muito menos com os elevados salários. O nosso maior problema neste momento é o preço ao qual estamos a pagar os empréstimos que pedimos, em relação ao qual não temos qualquer tipo de controlo.

Deixar a avaliação do nosso suposto risco de falência a quem ganha com a sua subida é suicida, e irracional. Da mesma forma, deixar quem compra a nossa dívida decidir e a avaliar as nossas políticas fiscais e económicas é anti-democrático.