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Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

25 de Abril, que raiva.




Mais um ano passa sobre o 25 de Abril de 1974.
Confesso que prometi a mim mesmo que não ia assistir às comemorações organizadas no Palácio de Belém.
Mas, levantei-me tarde, liguei a televisão e aí estavam eles: os mesmos do costume.
Ia mudar de canal e, não sei porquê, fiquei a ouvir os discursos.
Jorge Sampaio, Mário Soares, Ramalho Eanes e Cavaco Silva. Que ramalhete................................
O sentimento, ao ouvi-los, não é descritível.
Apelos à coesão nacional, diagnósticos sobre o que correu mal no passado, mensagens de esperança para o futuro. Enfim...
Quanto à coesão nacional, já se sabe o que pretendem. Um Governo PS/PSD/CDS (o famoso arco da governação).
Esperança no futuro, não é mais do que o discurso de sempre, a mensagem que já não passa (ainda por cima feita por homens do passado recente).
Prendi-me, então, naquilo que correu mal nos últimos 35 anos.
O diagnóstico, por mais incrível que pareça, até foi feito, embora de uma forma tímida e envergonhada (se não me engano, por Mário Soares e por Jorge Sampaio), por quem não estará muito bem com a sua consciência.
Destruição do aparelho produtivo (agricultura, pescas, indústria, etc.).
Ao olhar para aquele cenário, uma dúvida me assalta: Onde se adquire tamanha lata?
Estes quatro homens, que hoje nos lançam apelos patéticos, são rostos marcantes das políticas que nos conduziram ao estado deplorável em que nos encontramos.
Foram (são) Presidentes da República, primeiros-ministros, líderes partidários (todos eles). No fundo, representam os últimos 35 anos da política em Portugal.
Agora, colocam-se no alto do pedestal, quais senadores da República, a apontar erros e caminhos.
Anafados e bem na vida, "dizem umas coisas".
Recebem umas honras e uns cumprimentos.
Distribuem umas medalhas e umas condecorações.
Arrancam dali, nos BMWs e nos Audis, para o próximo banquete. Comem tudo e não deixam nada.
Que tristeza, que angústia, que raiva.
São estes os homens que falam pelo 25 de Abril!



Sexta-feira, 1 de Abril de 2011

1º de Abril



Hoje, como é dia 1 de Abril, o Governo optou por não anunciar nenhuma previsão.
É pena. Se calhar, acertavam.

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Corrida ao Pote




Há uns dias atrás, Passos Coelho informava o país que ainda não tinha fome para ir ao pote.
O PS, sempre esfomeado, tranquilizou-se. Podia continuar a comer sozinho. Só não sabia até quando.
Entretanto, a família de Passos Coelho começou a ter a estranha sensação que o pote estava a ficar mais longe. Pior, começou a recear que, com a vinda do FMI, o seu recheio minguasse.
Perante este cenário, José Socrates e Passos Coelho decidiram que tinha de se declarar aberta a corrida ao pote, marcando o início para o dia de hoje. 
Estão alinhados na partida.
O PS parte com o argumento de que só eles conseguem evitar a entrada em Portugal do novo gestor do pote e que não estão dispostos a partilhá-lo.
O PSD não quer saber. O que lhe interessa é lá chegar, 6 anos depois.
O PP, segundo o seu próprio Líder, já começou esssa corrida há um ano.
Mas, a sua força é tão pequena que continua junto à linha de partida.
Está disposto a partilhar o pote, desde que lhe toque qualquer coisinha.
O BE não quer lá chegar, mas também não quer que ninguém lá chegue. Fica contente com a simples existência do mesmo. Por isso descurou a sua participação nesta corrida.
O PCP, pura e simplesmente, está contra a existência do pote. Vai correr em sentido contrário.
Os trabalhadores, os pensionistas, os desempregados e os precários, que não tem pote mas que o alimentam, estão fartos.
Ainda não perceberam isto?




Ainda é possível dar a volta ao resultado

PEC - 4
Trabalhadores, Pensionistas e Desempregados - 0



O antigo ministro socialista diz que o país deve ir a votos perante a perda de confiança no Governo de José Sócrates.

"Rompeu-se a confiança em torno do Governo", diz João Cravinho em declarações à Renascença, comentando uma notícia hoje avançada pelo Diário Económico, que dá conta que o défice orçamental de 2010 está em risco de ser corrigido, ultrapassando claramente o valor inferior a 7% que tem sido adiantado pelo Governo e furando a meta prometida ao país, à Comissão Europeia e aos mercados de divida.

Para o socialista, a "criatividade" e os "malabarismos" contabilísticos já deram o que tinham a dar: "Há regras de contabilização de encargos, de despesas, de inscrições orçamentais segundo os anos em que devem ocorrer e, portanto, eu suponho que o Eurostat queira que sejam cumpridas e não haja excepções. Em matéria de contabilidade pública (...) sejam quais forem as regras é preciso que sejam aplicadas com bom senso, mas também com verdade", justifica.

João Cravinho defende que o país deve ir a votos perante a perda de confiança no Governo de José Sócrates. O socialista diz entender os apelos do PS para que se evite uma crise política, mas não os subscreve.

"Compreendo perfeitamente os apelos que têm sido feitos no sentido de se evitar a realização de eleições. Haverá consequências negativas para o país. Simplesmente rompeu-se a confiança em torno do Governo tanto em Portugal como nos meios comunitários. Nestas condições julgo que é preciso ter um Governo que seja efectivamente capaz de dialogar, pelo menos, sem ser sob suspeição ou num clima - a priori - de grande tensão de alguma desconfiança", defende.

Sexta-feira, 18 de Março de 2011

José Mário Branco FMI farto do é para amanha

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Woody Guthrie "Vigilante Man"

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Manifestação de 12 de Março

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Governo à rasca


PSP atenta às redes sociais e aos grupos extremistas - Portugal - DN

Os "cortes salariais falam mais alto"



Segundo a revista "Sábado":
"O Procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, colocou esta quinta-feira, 10 de Março, um processo contra o semanário Sol, o seu director António José Saraiva e as jornalistas Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo.
No processo, que foi entretanto distribuído à 8ª vara cível de Lisboa, Pinto Monteiro pede 360 mil euros.
Questionado pela SÁBADO sobre quais os motivos deste processo, Pinto Monteiro preferiu não responder. A resposta oficial do seu gabinete diz apenas "O Procurador-geral da República não comenta estas informações."
Já a jornalista Felícia Cabrita ainda não tinha sido informada do mesmo: "O Pinto Monteiro? É um orgulho, será mais uma medalha na minha carreira de jornalista", disse à SÁBADO".