Arquivo da Categoria 'Política'

As “escutas” na Presidência

Uma operação fracassada

Carlos Completo
cavacoefernandolima_72crop.jpgNão é que essa gente do aparelho e do governo PS não seja capaz de mandar fazer escutas a qualquer um. Conhecemos bem como agem. Mas, no caso das pretensas escutas do governo de Sócrates ao Presidente da República, as coisas parecem configurar uma inábil manobra desencadeada a partir de Belém para dar uma ajudinha a um PSD em dificuldades. Como, na prática, pouco divergem PS e PSD, as batalhas eleitorais não podem fazer uma demarcação entre estes dois partidos do bloco central e, logo, não se revelam fáceis. E, como os interesses e os tachos em jogo falam alto, vale tudo neste combate. Ler o resto do artigo »


Os prisioneiros sírios e o “humanismo” do governo

Manuel Raposo
guantanamoflag_72crop.jpgO governo prontificou-se a acolher presos libertados de Guantânamo, no que passa por ser um gesto “humanitário”. Na verdade, trata-se de mais um serviço prestado aos EUA. As autoridades portuguesas apoiaram sem condições a “guerra santa” lançada por Bush em 2001 contra o “terrorismo”. Desde então, os EUA raptaram e prenderam quem quiseram em todo o mundo sem que as autoridades portuguesas dessem um pio. Os voos com gente raptada passaram por território português com o compadrio de sucessivos governos. Agora que os EUA encerram Guantânamo por não saberem o que fazer aos presos, o governo português acede de novo, aceitando a exportação dos detidos. Ler o resto do artigo »


”Estamos no começo de um longo período de perturbações e de revolução social”

Três perguntas a Tom Thomas

Manuel Vaz
crise-financeira-castelo.jpgTom Thomas é um economista marxista prolixo que nos últimos vinte anos publicou livro atrás de livro sobre as mutações capitalistas nos diferentes sectores da sociedade contemporânea (o trabalho, a mundialização, o Estado, o programa de transição para o socialismo, o capital financeiro, as crises cíclicas, o fascismo, o indivíduo…). A sua análise teórica, rica e variada, constitui, como o próprio autor diz, “um comentário actualizado de Marx”. Ler o resto do artigo »


Um espelho do regime

Manuel Raposo
alberto_joao_jardim.jpgA mais recente ideia que passou pela cabeça de Alberto João Jardim é uma revisão constitucional que ponha o comunismo fora da lei. Melhor que debater ou comentar o assunto em si (rapidamente esquecido, depois da agitação superficial que suscitou) é avaliar as reacções dos que, não sendo geralmente considerados pela opinião pública palhaços ao nível de Jardim, compõem todavia com ele o campo do regime. Ler o resto do artigo »


Plataforma Anticapitalista

xadres_72.jpgEntre Abril e Julho deste ano, algumas organizações e pessoas encontraram-se em Lisboa para debater a situação do país, particularmente a que é vivida no quadro da crise mundial do capitalismo. O seu intuito foi procurar pontos comuns de análise da situação e discutir as condições para uma actuação política conjunta.
Os que participaram nos encontros não se iludem sobre a actual fraqueza da esquerda anticapitalista. E sabem que fraca continuará a ser se não forem encontradas formas de juntar forças na base de uma plataforma política mínima, comummente aceite.
Nesse sentido, a plataforma O capital que pague a crise, aprovada nos referidos encontros, representa um passo em frente. Ela permite, com efeito, dar a conhecer, de forma mais sistematizada e alargada, posições anticapitalistas de resposta à crise actual. E cria, portanto, condições para colocar a questão da resistência dos trabalhadores, não em termos de partilha de sacrifícios ou de medidas aceitáveis pelo patronato e pelo poder, mas em termos de luta pelos interesses de classe dos assalariados.
A Plataforma Anticapitalista em que as citadas organizações convergiram é uma base de colaboração aberta a demais grupos e pessoas. O seu ponto central é combater a pilhagem a que os trabalhadores e os pobres estão a ser sujeitos, dizendo-lhes que nada têm a esperar deste regime.
Publicamos de seguida um comunicado sobre os Encontros e o texto da Plataforma Anticapitalista O capital que pague a crise, apelando aos nossos leitores para que os apoiem e divulguem. Ler o resto do artigo »


Fraude maciça nas eleições no Afeganistão

Tentativa de legitimar a ocupação militar vira-se contra as potências ocupantes

Manuel Raposo
afeganistaocartune_72.jpgO artigo que agora divulgamos (escrito em final de Agosto e publicado na última edição em papel do MV) está neste momento desactualizado. Apenas por uma razão: os factos que entretanto vieram a lume, dando conta da fraude que foram as eleições no Afeganistão, ultrapassaram em muito as suspeitas que há poucas semanas era possível fundamentar. Pode hoje dizer-se, sejam quais forem as fontes, que se confirma por completo a viciação dos resultados da votação. Mas, acima de tudo, o descalabro que ficou à vista resultou numa inequívoca vitória política da resistência afegã e, consequentemente, em mais um problema sem saída para as forças ocidentais que levaram a guerra ao Afeganistão. Como tirar os pés do lamaçal é, agora, a única questão que as potências ocupantes têm a resolver. Ler o resto do artigo »


Editorial

Portugal fora da Nato!

As autoridades portuguesas, correspondendo à pressão dos EUA, preparam o envio de mais tropas para o Afeganistão. Como no Iraque ou no Kosovo, os teatros de guerra abertos pelos norte-americanos vão sendo suportados por homens e meios de países que são comprometidos na agressão por governos subordinados aos EUA.

A campanha para convencer a população portuguesa da “obrigatoriedade” de enviar mais tropas está em marcha. Os ministros Luís Amado (Negócios Estrangeiros) e Severiano Teixeira (Defesa) são os ponta-de-lança da operação. Na frente jornalística, de novo em prontidão, o Público advogava, em editorial de 20 de Agosto, ser “importante que se tenha em Portugal consciência de que os nossos soldados vão correr riscos, que podem morrer porque vão combater, mas que não podem deixar de ir”. Ler o resto do artigo »


Iraque

“As tropas dos EUA retiram porque a resistência a isso as obriga”

Três perguntas a Gilles Munier

Manuel Vaz
gilles-munier-1.jpgA Associação de Amizade Franco-Iraquiana (AFI) foi fundada em 1985 por um grupo de personalidades defensoras da política árabe do governo francês. O seu secretário-geral desde 1986, Gilles Munier, é um profundo conhecedor desta região do mundo na qual efectuou mais de 150 viagens entre 1974 e 1983, tendo encontrado por várias vezes os principais dirigentes do partido Baas, então no poder. A agressão norte-americana de Abril de 2003 veio alterar profundamente as relações franco-iraquianas e, por tabela, o funcionamento da associação.
Antes de 2003, Gilles Munier participa activamente no programa “Petróleo por alimentos”, único meio concedido às autoridades iraquianas para atenuar os efeitos do embargo económico ao Iraque imposto pelos EUA e sancionado pela ONU. Em 2005, Munier é acusado, conjuntamente com outras personalidades, de ter furado o embargo. As autoridades judiciais decidem-se a instruir um processo (que continua sem data de julgamento marcado), retiram-lhe o passaporte e proíbem-lhe a saída do território nacional. Ler o resto do artigo »


É preciso ter lata!

Manuela Ferreira Leite, em campanha eleitoral pela Madeira na companhia de Jardim, afirmou que esta região autónoma é exemplo de “um bom governo do PSD”. E a mesma senhora que tem andado pelo país a gritar que “há asfixia democrática” em Portugal, diz que tal problema não existe na Madeira! Como em campanha eleitoral vale tudo, é de esperar mais declarações deste tipo, como aquela outra descabelada afirmação do vice-presidente do PSD Aguiar Branco de que a saída de Moura Guedes do Jornal Nacional da TVI constituía “o maior atentado à democracia portuguesa depois do 25 de Abril de 1974”!


Dick Cheney, Bush e o Tribunal Penal Internacional

Pedro Goulart
tpi_72dpi.jpgO Tribunal Penal Internacional (TPI) – que é um tribunal permanente com sede em Haia e que se diz vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU) – pretende “promover o Direito Internacional” e afirma procurar julgar indivíduos acusados de crimes de genocídio, de agressão, de crimes de guerra e de crimes contra a humanidade. Isto, quando os Estados não possam, ou não queiram, julgar esses indivíduos.
O TPI, cuja criação foi incentivada pelos EUA, surgiu na sequência de alguns tribunais provisórios, que resultaram, por sua vez, de uma resolução da ONU, de 1973. Mas a ironia é que o TPI só pode investigar em Estados que tenham aderido ao Estatuto de Roma, de 1998. E os EUA são um dos países que não aderiram a este Estatuto. Ler o resto do artigo »


É o fim da crise, diz Sócrates

Mas há mais de 700 mil desempregados com outra opinião

Manuel Raposo
rooster_crop_web.jpgTodos perceberam que o fim da crise alardeado por Sócrates soa a propaganda. Para fazer crer que foram as medidas do governo que salvaram a “economia” e o “país”. E, obviamente, para lhe agradecermos o favor. Mas soam igualmente a falso as vozes da oposição que atacam a euforia do primeiro-ministro apenas para daí tirarem dividendos eleitorais. Como a sua política é de curto alcance, atribuem ao governo mesmo aquilo que ele não domina, como é o caso da crise capitalista, para poderem apresentar-se como mais aptos e mais competentes. Ler o resto do artigo »


Sindicatos dos EUA contra G20

A cimeira do G20 juntará, nos EUA, os 20 países mais ricos do mundo, em 24 e 25 de Setembro, na cidade de Pittsburgh. A crise mundial do capitalismo vai ser o centro das conversações. Ao mesmo tempo, no dia 20, terá lugar uma Marcha pelo Emprego. Esta mobilização de protesto, organizada por forças anticapitalistas norte-americanas, teve um grande impulso na semana passada com a adesão de dois dos maiores sindicatos dos EUA que têm sede nacional em Pittsburgh: a United Steel Workers Union (metalúrgicos) e a United Electrical Workers (electricidade) – que decidiram apoiar a iniciativa e mobilizar os seus membros para o protesto.


Colômbia cede bases militares aos EUA

Obama realizou um acordo com Álvaro Uribe para a criação de 7 bases militares na Colômbia. Isto, a acrescentar às mais de 800 bases militares que os EUA detêm no estrangeiro. Aqui, a pretexto do narcotráfico e do terrorismo, os EUA visam impedir o desenvolvimento do processo bolivariano na Venezuela e em outros países da América central e do sul, de modo a controlarem as riquezas naturais destes países. Se a isto juntarmos a intensificação da guerra no Afeganistão, dispomos de elementos suficientes para concluir que Obama mais não faz que prosseguir, ainda que com métodos diferentes do seu antecessor, a velha e criminosa política imperialista dos EUA.


Boicote a Israel

A Amnistia Internacional anunciou na semana passada que vai retirar o apoio ao fundo criado pelo cantor Leonard Cohen com receitas do concerto dado em Israel. Esta decisão decorre da pressão de activistas BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) em todo o mundo, incluindo Portugal, que acusam o fundo de Cohen de se destinar a lavar os crimes do apartheid israelita. Também o banco de investimentos britânico BlackRock anunciou que retirou o financiamento aos projectos de construção em colonatos israelitas. Esta decisão resulta da pressão de três bancos noruegueses que participam nos fundos do BlackRock. O banco era o segundo maior accionista da empresa de construção israelita África-Israel. (Comité Palestina)


O dilema afegão

Sondagens vindas não se sabe de onde, previam que o presidente afegão Karzai obteria 44% dos votos nas eleições de 20 de Agosto e o seu principal rival, Abdulah Abdulah, 26%. Ora isto obrigaria a uma segunda volta. O dilema discutido nos meios políticos e militares é este: se Karzai vence à primeira volta, dá ar de que o resultado foi fabricado; se há segunda volta, um provável aumento da abstenção (não esqueçamos que o país está em guerra!) evidenciaria a falta de legitimidade das eleições e de quem fosse eleito. Como os resultados definitivos só serão divulgados em meados de Setembro, há tempo para decidir pela melhor das vias.


Não esquecer Gaza

As Nações Unidas publicaram esta semana um relatório sobre o impacto humanitário do bloqueio israelita a Gaza que em Julho passado entrou no seu terceiro ano. Dados a destacar: desemprego acima dos 40%, mais de 75% das famílias dependentes de assistência alimentar, impossibilidade de reconstrução das mais de 6 mil estruturas destruídas ou danificadas durante a última ofensiva israelita, mais de 20 mil pessoas a viver em habitações precárias, 2-8 horas de cortes de electricidade diários, cerca de 10 mil pessoas sem acesso a água corrente, impossibilidade de tratamento médico fora de Gaza, salas de aulas superlotadas. (Comité Palestina)


Ler, escrever, contar

O governo veio ufanar-se de ter “reduzido para metade o insucesso e o abandono em todos os níveis de ensino”, procurando atribuir os resultados à bondade da política governamental. Mas é fácil ver que parte significativa deste “êxito” se deve a diminuição do grau de exigência na avaliação dos alunos. Não defendemos como critério o autoritarismo dos professores e a dificuldade das provas, como faz a direita. Dizemos é que aquela simplificação revela que o nível de formação dos alunos se vem degradando, por razões pedagógicas, materiais, organizativas. Pioradas estas, disfarça-se o mal afrouxando a avaliação. O regime precisa de pouca gente instruída e de muita gente instruída pelo mínimo.


O regateio

A não nomeação de João Lobo Antunes para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida voltou a gerar polémica entre PS, PSD e “círculos da Presidência da República”, com o habitual destaque nos média do sistema. Tal como antes acontecera com a nomeação do novo Provedor de Justiça. Nada de fundo está em causa, como se tem visto pela convergência do PS, do PSD e do PR nas questões políticas essenciais para o regime. Trata-se apenas de uma disputa em torno da distribuição de poderes e de tachos entre a gente do bloco central. Um sinal antecipado do regateio que irá pautar a formação do próximo governo?


Apartheid fora do futebol

Dia 6 de Agosto, das 18h às 21h, simpatizantes da causa palestiniana juntam-se frente ao estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, onde o Paços de Ferreira joga com a equipa israelita Bnei Yehuda. A iniciativa, do Comité de Solidariedade com a Palestina, visa denunciar a ocupação da Palestina e o regime israelita de apartheid. Respondendo a apelos de organizações palestinianas, estão em curso duas campanhas internacionais contra Israel: uma, de “Boicote, desinvestimento e sanções”, como aconteceu contra a África do Sul na era do apartheid; outra, designada “Chutem o apartheid para fora do futebol”, para que a FIFA aplique sanções às equipas israelitas, tal como fez à África do Sul.


Estatísticas marteladas

Agora foi a GNR a dizer (em relatório) que houve 3194 alertas de fogo feitos por esta instituição que não foram contabilizados nas estatísticas oficiais de 2008. Dada a polémica levantada, o Comando Geral da GNR veio esclarecer que foi apenas a “harmonização de processos” e não a pretensão de esconder alguma coisa. Tal como tinha acontecido há pouco tempo com umas dezenas de milhares de desempregados que, no IEFP, desapareceram dos registos de um dia para o outro, por “erro informático”! Por estas e por milhentas outras razões, aquele nariz de Pinóquio que aparece nas manifestações tem muita razão de ser no que se refere ao governo de Sócrates e aos seus apaniguados.


Uma dança de conselheiros

Pedro Goulart
cavaco_loureiro.jpgO Presidente da República, responsável pela designação de cinco elementos para o Conselho de Estado, anunciou ter escolhido o economista Vítor Bento para substituir Dias Loureiro naquele órgão. Fê-lo só após um grande escândalo, uma demorada e atribulada demissão deste seu ex-ministro.
Dias Loureiro, fortemente suspeito no caso SLN/BPN e actualmente arguido no respectivo processo, era, até há bem pouco tempo, homem da inteira confiança do PR. Mas, parece, não de muita confiança daqueles que, votando habitualmente Cavaco, tinham investido ou depositado dinheiro naquele complexo financeiro, onde se verificaram as graves irregularidades e fraudes, nem tão-pouco daqueles que conhecem os factos que hoje são do domínio público. Ler o resto do artigo »


Jardim, demagogo e fascistóide

Alberto João Jardim, chefe do governo regional da Madeira e do PSD madeirense, assim como membro do Conselho de Estado, tem desempenhado com enorme prepotência o poder naquela região autónoma e atacado com forte insolência todos os que se lhe opõem. Conhecendo a colaboração de Jardim com o poder derrubado em 25 de Abril de 1974, a sua enorme ambição e as habituais chantagens e negócios com os dinheiros do Orçamento do Estado, tudo se pode esperar daquele ser. A sua actual campanha anticomunista faz parte desse jogo. Tal como Salazar não estava sozinho – tinha milhares que o apoiavam, o mesmo acontece hoje com Jardim. Há ainda muitos fascistóides neste país.


Unir a luta dos imigrantes com o movimento operário

Três perguntas a Tendance Claire, fracção do Novo Partido Anticapitalista

Manuel Vaz
travailleurs_unis_72dpi.jpgNa série “Três perguntas a…”, que Manuel Vaz iniciou com centro na realidade francesa de hoje, publicamos desta vez um texto que aborda a questão antiga mas actual da presença e do peso dos imigrantes na luta de classes em França – na sequência dos acontecimentos, de que o Mudar de Vida deu conta, da Bolsa do Trabalho de Paris. Vistos sempre e paradoxalmente como um motor de luta e um freio pelas organizações operárias indígenas, os imigrantes constituem sem dúvida um ponto de referência clássico em matéria de internacionalismo e solidariedade. Destacam-se, nesta entrevista, os esforços dos meios da esquerda revolucionária francesa para reerguer um movimento operário anticapitalista assente em critérios de luta de classe. Ler o resto do artigo »


Contra o golpe militar nas Honduras

Concentração de apoio ao povo hondurenho, dia 28 às 19 horas, Rossio, Lisboa

honduras72dpi.jpgNa próxima terça-feira, 28 de Julho, tem lugar em Lisboa (Rossio, 19 h) uma concentração de solidariedade com o povo hondurenho e de repúdio do golpe de Estado levado a cabo há um mês que instaurou uma ditadura militar neste país centro-americano.
Desde 28 de Junho, sucedem-se as manifestações populares em defesa das liberdades e do presidente eleito Manuel Zelaya. Foi lançado um apelo à greve geral e solicitado apoio internacional à resistência do povo hondurenho. A repressão policial e militar causou já numerosas mortes e detenções. Ler o resto do artigo »


O modelo de Soares e de Perestrello

Carlos Completo
Em recente entrevista a um semanário, Marcos Perestrello, actual candidato do PS à Câmara de Oeiras, critica o PSD e o CDS por atacarem o investimento público e pretenderem “rasgar” os avanços sociais que o governo de José Sócrates teria levado a cabo nos últimos tempos. Perestrello sugere que, como consequência da crise e da política do PSD e do CDS, aqueles dois partidos de direita deixariam parte dos portugueses “à beira da estrada”, excluídos da economia e da sociedade. Eles representariam, assim, o capitalismo desumano, o mau capitalismo. Ler o resto do artigo »


14 de Julho em França

Balanço de uma festa espectacular e chauvinista

A luta operária não foi enterrada pelos festejos

Manuel Vaz
fete-nacionale-johnny-sarko-bis-72dpi.jpg14 de Julho é o dia da festa nacional em França comemorativa da tomada da Bastilha, início do processo revolucionário que conduziria à queda da monarquia absoluta em 1789. Hoje, a burguesia rodeia o acontecimento de festejos espectaculares, demagógicos e chauvinistas com o intuito de seduzir as multidões.
Segundo os números da polícia, que neste caso pratica a inflação – e exactamente o contrário quando se trata de manifestações hostis ao governo – as multidões afluíram por toda a parte onde o Estado lhes proporcionou encontro. Ler o resto do artigo »


Nem Sócrates, nem Ferreira Leite

Quanto menor for a “governabilidade”, mais condições terão os trabalhadores de fazer valer os seus direitos

Manuel Raposo
socrates72dpi.jpgPerigo de o país se tornar “ingovernável”, foi o que o PS atirou à cara dos eleitores na própria noite em que soube da derrota nas europeias. Desde então, o mote tem-se repetido em jeito de campanha para assustar os temerosos. É fácil de perceber o propósito: dramatizar o confronto partidário daqui até às eleições legislativas para justificar a necessidade de uma nova maioria absoluta. Ler o resto do artigo »


Bispos bascos pedem perdão

Os bispos bascos de Bilbau, Donostia (S. Sebastian) e Gasteiz (Vitória) pediram agora perdão pelo “injustificável silêncio dos meios oficiais da nossa igreja” em relação à execução de catorze religiosos bascos pelas tropas franquistas durante a guerra civil espanhola (1936-39). A restante igreja católica espanhola, tão disposta a vir para a rua manifestar-se por causas reaccionárias, mantém, ao longo destes 70 anos, absoluto silêncio sobre as suas cumplicidades com os crimes do franquismo.


Editorial

“Governabilidade”, dizem eles

Passadas as eleições para o parlamento europeu, abriu a caça ao voto para as eleições autárquicas e legislativas. Percebe-se a razão do afã: está em jogo a escolha da equipa que vai gerir o país, concretamente os negócios que se oferecem às classes dominantes, nos próximos quatro anos.

No meio da intensa vozearia – particularmente dos dois partidos do bloco central, PSD e PS – não se vislumbra nenhuma abordagem de medidas imediatas contra os despedimentos, para a criação de emprego, pela melhoria das condições de vida da população trabalhadora, etc, problemas estes que constituem a verdadeira emergência que o país vive. O que está em causa na disputa é outra coisa: como dar continuidade à política dos últimos quatro anos. Ler o resto do artigo »


Sinais de fogo

O gesto insultuoso que custou a demissão a Manuel Pinho foi o último acto de arrogância de um ministro que, a respeito dos trabalhadores de uma empresa em dificuldades, dizia que “podia pôr toda aquela gente a votar nele”; ou que, quando já estava demitido sem o saber, ainda se gabava de “andar a safar empregos”. Boçalidade à parte, a atitude não representa nem mais nem menos que a prepotência de um Sócrates, uma Maria de Lurdes Rodrigues ou um Santos Silva – enquanto se sentiram escudados por uma maioria absoluta e por um apoio inequívoco do patronato. Neste sentido, o destempero do ex-ministro é também um sinal da impaciência, próprio dos fins de festa, que atinge todo o governo.


A campanha dos EUA para desacreditar as eleições no Irão

Paul Craig Roberts / MV (CM)
irao.jpgA campanha de descrédito lançada sobre as eleições no Irão, com origem nos EUA e no Reino Unido, é desmontada por Paul Craig Roberts, num artigo publicado no site norte-americano CounterPunch, de que divulgamos um resumo. Paul Roberts, economista e ex-secretário adjunto para o Tesouro no governo de Reagan, conhece bem os processos usados pelos EUA, sendo uma das mais vozes mais críticas da política belicista da Casa Branca. Ler o resto do artigo »


Manifesto dos 28

De Catroga a Medina Carreira, de Campos e Cunha a Miguel Cadilhe, de Daniel Bessa a Silva Lopes, de Rui Moreira a Vítor Bento, são 28 as personalidades que pretendem, em manifesto, alertar o governo e o país para a necessidade de repensar os grandes investimentos. Só ex-ministros do PS e do PSD são 13. A generalidade desta gente teve ou tem elevadas responsabilidades nas leis, nas políticas, nos conselhos de administração das empresas e no estado a que o país – economia e trabalhadores – chegaram. Não temos quaisquer simpatias pelo governo de José Sócrates, mas estas “luminárias” não acrescentam nada de novo nem têm autoridade moral para sustentarem seja o que for de bom.


Saneamento à inglesa

Pela primeira vez em mais de 300 anos, o presidente do parlamento britânico teve de se demitir por actos de corrupção. Em causa, o uso de dinheiros do Estado para pagar despesas pessoais, como corridas de táxi da mulher do dito presidente. No acto de moralização, porém, ficou a saber-se que muitos outros deputados de todos os partidos estavam envolvidos em pagamentos da mesma espécie, que iam de limpezas de piscinas até trabalhos de jardinagem e decoração de interiores. Quer dizer que, antes do caso vir a público, toda a gente sabia do assunto e tolerava-o como prática corrente. Presume-se, portanto, que estas pequenas acções de saneamento no parlamento britânico ocorram de 300 em 300 anos.


O capitalismo em coma profundo sobrevive ligado à máquina

Afonso Gonçalves
capitalism_graffiti.jpgO capitalismo global, tal como o moribundo, pode permanecer vivo mais 15 ou 30 anos alimentado a soro e apoiado com sucessivas terapias de reanimação. O G20, Banco Mundial, FMI, etc. tentam em vão resolver a grave crise que se abateu sobre a economia capitalista e o seu sistema financeiro. Pouco há a fazer senão recorrer a despedimentos, aumentar impostos e aliviar as despesas do Estado com cortes na Segurança Social e práticas afins – desmantelando um sistema que durante longos anos foi o rebuçado e o sedativo que amestrou a classe trabalhadora e uma grande franja da pequena burguesia ligada à gestão de serviços e, também, a pequena intelectualidade universitária e artística. Ler o resto do artigo »


Um planeta à beira da catástrofe

A violência de massas cresce com o agravamento da crise mundial

Michael T. Klare / Manuel Raposo
grecia-molotov-no-choque72dpi.jpgO texto que divulgamos é um resumo de um artigo do norte-americano Michael T. Klare, que lecciona sobre paz e segurança mundial no Hampshire College, EUA. Foi publicado em Março no site CounterPunch e aborda a actual crise mundial do capitalismo por um ângulo interessante e actual: o crescimento da violência de massas num quadro de aumento da pobreza e do desespero.
Numa altura em que as forças da ordem (políticas, policiais, judiciais, morais) visam criminalizar as acções de protesto social – insistindo na tecla do aumento da criminalidade e iludindo a relação entre crime e pobreza – o texto de Michael Klare mostra bem a relação directa que existe entre a crise em curso e os protestos massivos. E mostra mais: a inevitabilidade da violência como reacção ao aumento da pobreza e à falta de perspectivas de futuro. Ler o resto do artigo »


Sindicatos da Noruega propõem boicote a Israel

Urbano de Campos
palestinelatuff72dpi.jpgA maior central sindical da Noruega, a LO, lançou em 16 de Maio a todo o país um apelo para liderar um boicote internacional a Israel se não for alcançado um acordo de paz com os palestinianos. A posição foi aprovada durante o congresso da LO realizado na véspera. Ler o resto do artigo »


Voos da CIA não passaram por aqui

Como seria de esperar, o Departamento de Investigação e Acção Penal (DCIAP) mandou arquivar o inquérito ao caso dos aviões da CIA que passaram por Portugal a partir de 2002. O DCIAP terá concluído que não havia indícios suficientes para fazer uma acusação. As fundadas denúncias internacionais (que várias vezes aqui referimos), como as da ONG britânica Reprieve, ou até o reconhecimento da existência desses voos por parte do procurador Pinto Monteiro assim como pelo ministro Dias Amado, parece que pouco valem para quem quer ilibar a gente graúda do bloco capitalista, no caso, quatro chefes de governo: Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates. É esta a “justiça” que temos!


Otegi apoia Iniciativa Internacionalista

Arnaldo Otegi, destacado militante da esquerda independentista basca e ex-dirigente de Herri Batasuna, apelou ao voto na Iniciativa Internacionalista. Recordamos que o aparelho judicial espanhol tentou ilegalizar esta lista, mas que o Tribunal Constitucional decidiu favoravelmente à sua participação nas eleições europeias. Otegi, em conferência de imprensa, justificou este apoio, pois, embora não seja uma lista da esquerda abertzale, a Iniciativa Internacionalista aposta na alternativa social e no reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação. E sublinha que esta lista pode contribuir para uma solução pacífica e democrática no País Basco.


Contra o bloqueio a Gaza

Visando quebrar o bloqueio a Gaza, várias delegações internacionais tentam entrar no território palestiniano. De uma delas, promovida pela CodePink, organização norte-americana de mulheres contra a guerra, faz parte um médico português recém-licenciado, André Trassa. Um grupo de 66 outros activistas conseguiu entrar, em 26 de Maio, com imensa dificuldade, apesar da intimidação dos serviços secretos egípcios que colaboram com os israelitas no bloqueio. Centenas de outros activistas estão acampados em Rafah, impedidos de entrar. Esta pressão internacional procura chamar a atenção para a desumanidade do bloqueio, que dura já há dois anos, e forçar as autoridades israelitas a mudar de atitude.


Conversas da treta

Em campanha para as eleições europeias, Sócrates e Zapatero fizeram comícios conjuntos em Valência e Coimbra onde, para além de algumas picuinhices eleitoralistas, falaram dos seus valores “democráticos” e de “esquerda”. Conhecendo bem as políticas de José Sócrates, designadamente nas Reformas (Segurança Social), no Código de Trabalho ou na Educação, assim como o seu apoio a Durão Barroso para a Comissão Europeia, ou a repressão no estado espanhol (ainda agora a tentativa de ilegalizar a Iniciativa Internacionalista), bem se pode dizer que se trata de conversas da treta, para confundir os tolos.


Abstenção sem mistério

Uma sondagem feita em Maio prevê que 57% dos eleitores europeus irão abster-se no dia 7 de Junho. Apesar de ter baixado dos 66% estimados em Janeiro, o nível de abstenção mostra não só alheamento mas recusa em dar crédito às eleições. Dados do inquérito apontam, com efeito, que as preocupações maiores dos eleitores são, por esta ordem, a quebra económica, o crescimento da criminalidade e o futuro das reformas, tudo questões decorrentes da crise do capitalismo. Deveriam ser estes os temas debatidos, dizem os inquiridos. Não é difícil deduzir que, para os eleitores, os debates passam ao lado das questões decisivas para as suas vidas. Não há mistério portanto.


O poder imuniza-se

Um advogado britânico foi condenado em Milão por falsas declarações em tribunal que permitiram ilibar o primeiro-ministro italiano. Berlusconi e a sua firma Fininvest eram acusados de subornar funcionários das Finanças para terem favores fiscais e de terem criado uma empresa fictícia com a qual financiavam ilegalmente partidos políticos. O tribunal de Milão provou que o advogado recebeu um suborno de 430 mil euros e condenou-o a quatro anos e meio de prisão. Mas Berlusconi, que começou por ser co-acusado no mesmo processo, não chegou a ser julgado graças a uma lei, que ele mesmo fez aprovar, que lhe dá imunidade enquanto for primeiro-ministro, suspendendo assim as acusações de que era alvo.


Portugal, a CIA e os EUA

Todos os dias vamos descobrindo novos pormenores das ligações de alguns conhecidos “democratas” portugueses aos EUA, na preparação do golpe militar de direita do 25 de Novembro de 1975. De Mário Soares já eram sobejamente sabidas as suas ligações a Carlucci. Agora, no livro “Carlucci vs. Kissinger”, é tornada pública a ligação de Melo Antunes a Kissinger, ligação confirmada pelo então chefe de gabinete daquele militar de Abril e Novembro. É hoje bem claro como esta gente contribuiu para entregar as classes trabalhadoras portuguesas ao capital e o país ao imperialismo norte-americano. O propósito, dizem, era repor nos carris a democracia: o resultado vê-se na qualidade do regime actual.


Editorial

Eleições

A sequência de eleições que aí vem é uma temporada óptima para fazer crer que as respostas à crise económica e social estão nos programas dos partidos concorrentes. E que para curar os males do país basta escolher “bem”.
Ora, se em tempo de negócios normais as eleições não têm a virtude de fazer valer os interesses da massa trabalhadora, em tempo de descalabro económico ainda menos. Toda a propaganda dominante, com efeito, vai no sentido de sugerir “medidas”, propor “alternativas”, penalizar “más políticas” – sugerindo que o êxito na “resposta à crise” é uma questão de competência. Ler o resto do artigo »


Turismo de anexação

Anúncios de turismo israelitas foram retirados do metropolitano de Londres em resultado de pressões e queixas massivas. No princípio de Maio, a Campanha de Solidariedade com a Palestina começou a receber informação de apoiantes seus acerca de anúncios do ministério israelita do Turismo com um mapa que incluía a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e os Montes Golã, territórios que fazem parte da Palestina e da Síria.


Apesar das tentativas de ilegalização

Iniciativa Internacionalista concorre em Espanha às eleições europeias

Pedro Goulart
iniciativainternacionalista.jpgA fúria persecutória do estado espanhol contra quem defenda a independência dos povos ou ponha em causa o sistema capitalista vigente parece não ter limites. As classes dominantes espanholas, com os seus principais instrumentos partidários – PSOE e PP – quando pressentem o perigo mandam avançar o aparelho judicial. E começa a ser claro que o fazem mesmo independentemente da participação ou não de elementos ligados à ETA. Ler o resto do artigo »


Lei do financiamento partidário

A revisão agora feita não é nem inocente nem desinteressada

Manuel Raposo
finaciamentopartidos72dpi.jpgO que terá levado, recentemente, a totalidade dos partidos parlamentares a mudar uma lei do financiamento partidário (aprovada em 2003) que era tão compatível com os interesses das forças do poder? Fazer o jeito ao PCP? Também. Mas, não só. Ler o resto do artigo »


Portagens para entrar em Lisboa

Uma ideia peregrina

António Louçã
transito1.jpgNa apresentação da sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, o dirigente bloquista Luís Fazenda apresentou várias ideias, de que a imprensa diária destacou duas: a requisição de casas devolutas e a criação de uma portagem para o acesso ao centro de Lisboa. Ler o resto do artigo »


A luta de classes ganha novo fôlego

A maioria dos franceses apoia o sequestro de patrões

55% justificam os sequestros e 64% são contra as acções judiciais

Manuel Raposo
patronssequestres.jpgNo passado dia 28, o canal francês TV5 transmitiu um interessante debate intitulado “Patrões sequestrados: até quando?”. Em discussão, não apenas o sequestro de patrões e administradores, mas de uma forma geral as acções cada vez mais destemidas da parte dos trabalhadores franceses em resposta aos efeitos da crise, particularmente os despedimentos. Ler o resto do artigo »


Editorial

Que resposta?

Existe resposta revolucionária para a crise actual? A pergunta tem de ser posta quando se toma consciência da profundidade da crise que o capitalismo mundial atravessa e quando, ao mesmo tempo, se verifica que o poder do capital não está a ser abalado na sua base política. Sem uma resposta dirigida para enfraquecer o poder, o capital fica com toda a margem para reedificar, com mais uma dose de violência, o mecanismo de exploração, cobrando pesados juros à massa trabalhadora. Ler o resto do artigo »


Abril-Maio

As lições de 74-75 e a crise actual

Pedro Goulart
25abril1_72dpi.jpgA maior parte dos que levaram a cabo o golpe militar do 25 de Abril de 1974 pretendiam apenas estabelecer uma democracia formal e acabar com a guerra colonial. Mas, derrubado o regime salazarento, os trabalhadores e a gente de esquerda deste país deram uma lição que hoje devia permanecer bem presente. Não ficaram como abúlicos observadores ou meros analistas dos acontecimentos. Fizeram história pelas próprias mãos.
Os trabalhadores e o povo vieram para a rua, correram com capitalistas e latifundiários, ocuparam fábricas, terras e casas. Geriram, eles próprios, empresas, cooperativas e unidades colectivas de produção. Ganharam liberdade, experiência, auto-confiança, aumento de salários e salário mínimo. Assumiram parte significativa do poder económico e político. Ler o resto do artigo »


Tribunais

O Regabofe

António Louçã
tribunais72dpi.jpgÀ primeira vista, parece ser um sinal animador, este de ser acusado de homicídio por negligência um agente da PSP que baleou na cabeça, a um metro de distância um jovem de 14 anos, presumível delinquente e presumivelmente armado. Em toda esta presunção, o agente não hesitou – agora o juiz de instrução do processo entende que ele foi “negligente”. Alguma satisfação havia que dar aos habitantes da Quinta da Laje e do Casal de Santa Filomena, que na altura se manifestaram contra o homicídio. Ler o resto do artigo »


“Cabe aos EUA mudar de política”

Representante da Frente Nacional da Resistência Iraquiana visitou Portugal a convite do Tribunal-Iraque

Manuel Raposo
p1000500reduz.jpgA convite do Tribunal-Iraque, e com o apoio da CGTP e do CPPC, esteve em Portugal entre 5 e 8 de Abril o dirigente e porta-voz da Frente Nacional da resistência iraquiana dr. Abu Mohamad.
Nos contactos que teve com diversas organizações, deu conta da situação actual no Iraque, relatou as acções da resistência contra a ocupação e expôs o programa político defendido pela Frente Nacional. No dia 5, Abu Mohamad foi recebido pela comissão organizadora do Tribunal-Iraque, realizando depois um encontro com activistas e organizações empenhados na luta contra a ocupação do Iraque, em que o Mudar de Vida esteve presente. Ler o resto do artigo »


Afeganistão: evolução na continuidade

Nuno Severiano Teixeira, ministro da Defesa, disse ao jornal Público que o compromisso de José Sócrates na recente cimeira da Nato, “implica um reforço significativo das forças portuguesas” no Afeganistão. Assim, o governo de José Sócrates, na continuidade do governo de Durão Barroso, propõe-se intensificar o apoio à política imperialista dos EUA no Afeganistão, agora sob a batuta de Barack Obama. O governo arranja dinheiro para esta política criminosa, enquanto lhe falta dinheiro para apoio aos trabalhadores em dificuldades!


Manifestação contra a Nato

Cerca de 5 milhares de opositores à Nato, participantes de uma grande manifestação contra a realização da cimeira deste bloco militar agressivo, em Estrasburgo, no dia 4, entraram em confronto com as forças policiais. Como rescaldo, há a salientar a existência de vários feridos, a detenção de alguns manifestantes, assim como vários edifícios incendiados, entre eles um hotel da cadeia Ibis.


Sócrates – argumentos e instrumentalizações

Se os protestos dos trabalhadores forem mais contundentes, o governo acabará por ouvi-los

Pedro Goulart
manif13marco2009.JPGQuando Vieira da Silva desvalorizou a manifestação da CGTP do passado dia 13, dizendo que não havia alternativa às medidas do PS (“ investir mais e trabalhar com as empresas, para garantir emprego”) ou Pedro Adão e Silva afirmou que “ a manifestação de ontem é um exemplo de mobilização política do movimento sindical sem uma componente visível de conflitualidade laboral”, cumpriram o seu papel de batedores de Sócrates, preparando a opinião pública para aquilo que o chefe viria dizer a seguir sobre esta manifestação. Ler o resto do artigo »


Manifestação contra a Nato em Bruxelas

A polícia belga prendeu 450 pessoas que participavam, no dia 22 de Março, numa acção de desobediência civil contra a Nato. Os manifestantes, em número de 700, idos de vários países, foram acusados pela polícia de tentarem entrar na sede da Nato. Exigiam o fim da participação das tropas agressoras e ocupantes daquela aliança militar no Afeganistão e no Iraque, assim como a retirada imediata das armas nucleares da Bélgica. Esta acção em Bruxelas faz parte da preparação de uma iniciativa contra a Nato, a realizar em 3 e 4 de Abril, por ocasião dos 60 anos da organização militar imperialista.


Iraque, ano 7

Colóquio em Lisboa, sábado dia 28, evoca a passagem dos seis anos da invasão do Iraque

invasao-do-iraque.jpgComo em anos anteriores, diversas organizações portuguesas evocam a data da invasão do Iraque e a situação geral no Médio Oriente, desta vez com destaque para a Palestina. Os seis anos da resistência iraquiana para libertar o país e os mais de sessenta anos de luta do povo palestiniano pelos seus direitos nacionais serão justamente destacados num colóquio a realizar em Lisboa, sábado dia 28 de Março, no auditório do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, Rua Fialho de Almeida, 3 (metro S. Sebastião). A iniciativa partiu do Tribunal-Iraque, CGTP e CPPC e conta com o apoio da Associação Abril, Movimento Democrático de Mulheres, Movimento pela Paz na Palestina (MPPM), Comité de Solidariedade com a Palestina, Associação José Afonso, Colectivo Múmia Abu-Jamal, Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e FENPROF. Ler o resto do artigo »


A esquerda e o apoio à resistência anti-imperialista

Nadine Rosa-Rosso / MV
forumbeyrouth.jpgTeve lugar, em 17 de Janeiro deste ano, o Fórum Internacional de Beirute, dedicado à resistência, ao anti-imperialismo, à solidariedade dos povos e às alternativas que se lhes colocam. A militante comunista belga Nadine Rosa-Rosso proferiu uma importante intervenção de que apresentamos um resumo das principais passagens. Ler o resto do artigo »


Austeridade, diz o bispo do Porto

Segundo o bispo do Porto, que divulgava uma mensagem de Quaresma, “temos, como sociedade, de procurar uma vida mais austera”. Devemos, disse o bispo, gastar menos “de modo a que os bens cheguem para todos”. Ou seja: cada um, segundo as suas posses e disponibilidades, deve portanto contribuir como puder – os abonados esbanjando um pouco menos, os remediados cortando numa extravagância ou outra, os pobres resignando-se a partilhar cristãmente o pão. Deve ser nesta base que o senhor bispo concebe a “solidariedade activa” para com os que “não têm emprego” ou estão “em risco de o perder”.


Cúmplices e sem vergonha

Acumulam-se provas do envolvimento dos governos portugueses no tráfico de prisioneiros praticado pela CIA

Pedro Goulart
vooscia.JPGDocumentos entregues pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, à organização não governamental britânica Reprieve, terão contribuído para libertar agora um preso de Guantánamo, o cidadão britânico de origem etíope Binyam Mohamed. Nesses documentos mostra-se como o preso passou duas vezes por Portugal (em 2002 e 2004), transportado por aviões da CIA, durante os governos de Durão Barroso e Santana Lopes. Ler o resto do artigo »


Colômbia ameaça países vizinhos

Juan Santos, ministro da Defesa do presidente colombiano Uribe e candidato à Presidência da República da Colômbia, afirmou recentemente o direito das forças armadas colombianas intervirem militarmente na Venezuela e no Equador. Isto, a pretexto de perseguir “grupos armados terroristas”, (FARC?) o que, segundo o ministro, seria “um acto de legítima defesa”. Esta doutrina defendida por Juan Santos, e que é seguida pelo imperialismo norte-americano, obteve o apoio das forças armadas colombianas, que contam hoje com mais de 400 mil militares. Na Venezuela e no Equador estas afirmações já provocaram uma justa indignação.


A China é banca dos EUA

Carlos Simões
hillary-na-china72dpi.jpgEm Fevereiro, Hillary Clinton esteve na China na última paragem da sua viagem ao Oriente. No encontro com os líderes chineses, a secretária de estado norte-americana garantiu o financiamento do programa de retoma económica dos EUA e iniciou uma nova fase nas relações entre os EUA e esse país. Ler o resto do artigo »


Como dantes

Na sua primeira visita a Israel, a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton defendeu a criação de um Estado palestiniano como medida “inevitável” para acabar com o “conflito no Médio Oriente”. Reafirmou, ao mesmo tempo, o apoio “firme e duradouro” dos EUA a Israel. Como a origem do conflito no Médio Oriente é Israel, como as agressões aos países vizinhos têm sido apoiadas pelos EUA, como os EUA financiam e armam Israel – as palavras de Clinton não dizem nada de novo.


Bons e maus offshores

Pedro Goulart
madeira72dpi.jpgFalando na cimeira de Bruxelas, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos referiu-se aos offshores reconhecendo que “a bem da transparência e da própria estabilidade dos mercados financeiros internacionais, estaríamos bem melhor se não tivéssemos essa realidade pela frente”. Mas, logo a seguir, o ministro considerou também que, “se não existisse a zona franca da Madeira, essa realidade ocorreria noutras praças ou noutros offshores, necessariamente não transparentes”. E, como que para nos sossegar o espírito, tentou dar a garantia de que “nós na Madeira ainda temos capacidade de supervisionar, ainda há regras, ainda há informação”. Ler o resto do artigo »


Editorial

A primeira medida

Uma operária com 54 anos, acabada de ser despedida, dizia à televisão em Fevereiro: “A empresa fecha, mas não fecha por minha culpa, que eu sempre dei mais do que podia”. É um resumo exacto da situação em todo o país: depois de ter sido sugada até ao tutano, a massa operária é atirada para o lado à medida que o capital se retira esperando a ocasião para novas aventuras lucrativas. Ler o resto do artigo »


Independentistas bascos votaram nulo

Depois de a “Justiça” do estado espanhol ter proibido todas as candidaturas independentistas do País Basco, grande parte do eleitorado destas correntes decidiu-se pelo voto nulo, seguindo a orientação dos independentistas de esquerda da proibida D3M e da ETA. O resultado está à vista. Para além de mais de 30% de abstenções, os votos nulos que, em 2005, foram apenas 4 mil, subiram agora para 100 mil! São, pelo menos, 100 mil bascos excluídos da participação política legal no seu país! Mas, entre nós, os médias do sistema preferem dar relevo ao decréscimo de votos no Partido Nacionalista Basco, ao aumento dos votos dos partidos espanholistas e esconder os votos nulos e o seu significado.


A crise e as medidas do governo PS

Pedro Goulart
cimpor.jpgRecentemente, e sob a capa da crise, o governo/CGD presentearam o capitalista e especulador Manuel Fino com, pelo menos, 60 milhões de euros. Para muitos, tal constituiu escândalo, mas acho que não têm razão. Tratou-se, antes, de um acto normal (só que este foi mais às escâncaras) de um governo cujo papel é a defesa e a gestão dos interesses do sistema capitalista. E, aqui, quem mais ordena é mesmo o grande capital. Ler o resto do artigo »


Obama, apoiante da pena de morte

António Louçã
pena-de-morte72di.jpgNo seu discurso de 25 de Fevereiro, Barack Obama distanciou-se enfaticamente da prática da tortura que a quadrilha Bush-Cheney-Rumsfeld vinha assumindo com toda a desfaçatez. O encerramento do centro de tortura de Guantánamo parece um sinal concebido para reforçar essas categóricas garantias verbais do novo presidente. Fica por observar o que fará Obama doutros centros de tortura, como o de Bagram, no Afeganistão, e até onde responsabilizará os torcionários e seus mandantes, que durante a administração anterior praticaram a tortura sem peias nem escrúpulos. Ler o resto do artigo »


Governo/CGD “ajudam” Manuel Fino

O empresário Manuel Fino pedira à Caixa Geral dos Depósitos muito dinheiro para compra de acções. Como a especulação desta vez correu para o torto, o empresário deu à CGD 10% das suas acções da Cimpor, à conta da dívida. Só que as acções valiam no momento 244 milhões de euros e a CGD adquiriu-as por 305 milhões, dando a M. Fino uma prenda de mais de 60 milhões. Mais: a CGD não pode vender as acções durante 3 anos, mas o empresário pode recomprá-las. Se o valor continuar abaixo do preço de compra, perde a Caixa; se o valor tender a subir, M. Fino pode comprá-las e ganha de novo. Na “resolução da crise”, aqui, como em outros exemplos, é clara a opção do governo PS pelo grande capital.


Flores de Gaza, lucro de Israel

Carlos Simões
boicotisraeligoodsmargem.jpgApós 20 meses de bloqueio, Israel permitiu a exportação para a Europa de 25 mil cravos provindos de Gaza. Desde a eleição, em Junho de 2007, do movimento Hamas para governo da autoridade palestiniana que Israel e Egipto, com o apoio dos Estados Unidos da América e da União Europeia, impuseram uma proibição à entrada e saída de bens da Faixa de Gaza. Alimentos, combustível e medicamentos, sejam mercadorias ou ajuda humanitária, são inspeccionados e confiscados na fronteira. Durante a breve trégua do Outono de 2008, Israel permitiu movimento de bens, mas o seu volume manteve-se abaixo de 3% dos valores de 2007. Ler o resto do artigo »


“Viva Palestina”

Para Gaza, com amor

Rita Moura
london_gaza_map.jpgUm mês depois do genocídio em Gaza, o trio terrorista – Livni (que levou a cabo o último massacre), Netanyahu (que a criticou por ter terminado o ataque cedo demais), e Lieberman (que pretende negar cidadania aos israelitas árabes) – ganhou as eleições em Israel. Os cidadãos israelitas, na sua maioria, mostraram mais uma vez que são pela guerra em vez da paz, pela morte em vez da vida. Ler o resto do artigo »


Seminário sobre Gaza

A Catástrofe Humanitária em Gaza é tema de um seminário internacional promovido pelo MPPM que terá lugar em Lisboa a 14 de Fevereiro. Como socorrer os palestinianos? Como assegurar a sua sobrevivência como povo? Como garantir o seu direito a um futuro independente e em paz? – são algumas das questões a abordar. As intervenções estarão a cargo do jornalista Miguel Urbano Rodrigues, Silas Cerqueira (MPPM), Michael Kingsley (director da Agência das Nações Unidas para Apoio aos Refugiados Palestinianos) e Pierre Galand (da Associação Belga para a Palestina). A sessão realiza-se no Hotel Holiday Inn Lisboa, Av. António José de Almeida 28-A, entre as 15 e as 20 horas.


Editorial

O capital que pague

Sejamos claros: é a classe operária que sofre em primeiro lugar, e acima de todas as outras, o desgaste da crise. Basta ver as notícias e os números dos despedimentos. E o grosso dos apoios do Estado exclui precisamente os que mais sofrem com a situação.
Não é de espantar: para os capitalistas, sair da crise é forçar os assalariados a produzirem mais valor por cada euro de capital investido. Ignorar isto é ignorar tudo. Ler o resto do artigo »


Iraque: qual vitória?

A propósito das eleições locais iraquianas realizadas em 30 de Janeiro – que a imprensa fiel ao dono norte-americano elogiou como mais uma “vitória da democracia” – o jornal The Nation (EUA) publica um artigo em que John Tirman (director executivo do Centro de Estudos Internacionais do MIT) lembra, com base em números indesmentíveis, o resultado dos 6 anos de ocupação do Iraque: 4,5 milhões de desalojados, 1 a 2 milhões de viúvas, 5 milhões de órfãos, 1 milhão de mortos. De um modo ou de outro, lembra o autor, um em cada dois iraquianos foram atingidos. “Será difícil”, comenta John Tirman, “descrever isto como uma vitória seja de que tipo for”.


Entrevista com Alan Stoleroff

“Israel não actua em meu nome”

Manuel Raposo
p1000437_reduz.jpgSociólogo e professor universitário, Alan Stoleroff é cidadão norte-americano e português. Faz parte de uma corrente, ainda minoritária, de judeus que combatem o sionismo e que recusam contribuir para a legitimação da ocupação da Palestina e do papel de Israel no Médio Oriente. “A única esperança de saída para a situação”, afirma, “é o fim da ocupação, a unidade palestiniana, a negociação com todas as forças representativas do Povo Palestiniano e a criação de um Estado Palestiniano”. Ler o resto do artigo »


Vinho roubado

O embaixador israelita na Grécia enviou em Dezembro a Theodoros Pangalos, deputado grego, três garrafas de vinho de boas-festas. Pangalos devolveu-as dizendo: “Reparei que o vinho que me enviou foi produzido nos Montes Golã. Desde criança ensinaram-me a não roubar e a não aceitar coisas roubadas. Não posso, pois, aceitar o presente e tenho de devolvê-lo. O seu país ocupa ilegalmente os Montes Golã que pertencem à Síria, de acordo com a lei internacional. Espero que Israel encontre segurança dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas, mas também espero que o seu governo cesse de praticar a política de punição colectiva aplicada em escala maciça por Hitler e os seus exércitos”.


Como em outras cidades do mundo

Manifestação em Lisboa exige condenação dos agressores israelitas

cimg3152desfile_72dpi.jpgOntem em Lisboa, dia 24, uma concentração no Largo Camões, seguida de desfile até à Praça do Município, juntou cerca de 1500 pessoas em apoio da população palestiniana.
Apesar de os agressores israelitas terem parado o ataque, o problema não está resolvido, como salientaram os oradores que intervieram em nome dos promotores da manifestação – CPPC, MPPM, CGTP, MDM, Tribunal-Iraque e dezenas de outras organizações que tinham já promovido as concentrações realizadas em Lisboa nos dias 5 e 8 deste mês. Ainda no Largo Camões, uma bandeira da Palestina foi largada em balões e sobrevoou boa parte da Baixa da cidade. Os manifestantes gritavam “Palestina vencerá”. Ler o resto do artigo »


Em apoio do povo palestiniano

Basta de crimes, basta de impunidade

Manifestação em Lisboa, dia 24, sábado, 15 horas, Largo Camões

Tribunal-Iraque / MV
gaza_meninos.jpgO Tribunal-Iraque, uma das organizações que apoiam a realização de uma manifestação, amanhã em Lisboa, em apoio do povo palestiniano, divulgou uma convocatória em que exige o fim do bloqueio a Gaza e o julgamento dos responsáveis israelitas por crimes de guerra.

“Em 22 dias, as tropas de Israel mataram 1 300 palestinianos, metade deles crianças e mulheres.
Bombardearam casas, escolas, hospitais, sedes de agências noticiosas. Usaram munições de urânio e fósforo branco contra a população. Destruíram culturas e gado, oficinas, redes de saneamento e de energia. Mataram condutores de ambulâncias e de camiões de ajuda humanitária. Impediram o socorro aos feridos. Deixaram 100 mil pessoas sem abrigo e 400 mil sem água. Não se sabe quantos corpos estão ainda debaixo de escombros. Ler o resto do artigo »


As ilusões alegristas e o chamado Fórum das Esquerdas

Pedro Goulart
Quem tenha acompanhado, ou se dê ao trabalho de inventariar criticamente o passado político de Manuel Alegre, desde o seu apoio ao golpe de direita do 25 de Novembro de 1975, passando pela sua participação e/ou conivência, ao longo das últimas décadas, com a política anti-trabalhadores do PS, não pode alimentar ilusões sobre o que Alegre ainda possa fazer pela esquerda e pelos trabalhadores. Não são mais uns dos já muitos arrufos de Alegre com o PS ou um ou outro voto do poeta com os partidos da esquerda parlamentar que dão quaisquer garantias de que ele pretenda cortar com o seu passado. Ler o resto do artigo »


Bolívia e Venezuela cortam relações diplomáticas com Israel

Um exemplo de como isolar internacionalmente o estado israelita

Manuel Raposo
O presidente boliviano Evo Morales deu a conhecer no dia 14 o corte de relações diplomáticas da Bolívia com Israel e disse que ia pedir ao Tribunal Penal Internacional para acusar os responsáveis israelitas de genocídio. Também a Venezuela expulsou o embaixador israelita no dia 6. Dois exemplos que contrastam com a postura cúmplice das autoridades portuguesas diante do massacre. Ler o resto do artigo »


Acção de solidariedade em Faro, dia 16

Realiza-se em Faro, no dia 16, às 21:30 h, no Clube Farense (Rua de Santo António, 30) uma sessão de solidariedade com o povo palestiniano. Participarão representantes da Associação da Cultura Islâmica do Algarve, do Comité de Solidariedade com a Palestina, do Fórum pela Paz e Direitos Humanos, do Conselho Português para a Paz e Cooperação e do Tribunal-Iraque. A sessão contará com leitura de poemas por Afonso Dias e será moderada pela professora Eugénia Taveira. Esta iniciativa segue-se a uma acção de rua, no passado sábado, convocada por várias organizações da região e na qual se fizeram ouvir vozes de protesto e de repúdio pela guerra a que os palestinianos estão de novo sujeitos.


Sessão pública em Lisboa, dia 15

Promovida pelo Fórum pela Paz e pelos Direitos Humanos, vai ter lugar uma sessão pública sobre a situação na Palestina no dia 15 de Janeiro, às 21h, no Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma) com intervenções de Luís Moita, Francisco Assis, Manuel Carvalho da Silva, Miguel Portas e Domingos Lopes. A convocatória sublinha o importante papel da opinião pública “na defesa de uma paz justa em toda a região, com o reconhecimento da independência da Palestina e no respeito pelas resoluções da ONU”.


Gaza e o Ghetto de Varsóvia – um inventário de analogias

António Louçã
ghetto_varsovia.jpgA invasão de Gaza pelo exército israelita reproduz uma série de padrões de procedimento bem conhecidos noutros genocídios do passado. Acusa-se o Hamas de ter provocado a invasão ao lançar morteiros sobre as antigas povoações palestinianas, hoje colonizadas por Israel. O nazismo afirmava também que tinham sido os judeus a provocar a nação alemã, através duma conspiração mundial contra ela. A Alemanha nazi nunca proclamou a sua intenção de exterminar os judeus e sim a necessidade de se “defender”. Ler o resto do artigo »


Maquinistas noruegueses param por Gaza

No dia 8 de Janeiro todos os comboios na Noruega, e todos os eléctricos e o metropolitano de Oslo, pararam por dois minutos em protesto contra a invasão israelita de Gaza. O sindicato divulgou a seguinte informação aos passageiros: “Devido à situação em Gaza, o Sindicato dos Maquinistas da Noruega decidiu manifestar a nossa solidariedade com o povo palestiniano. O protesto consiste em acrescentar mais dois minutos de paragem na estação. A mesma acção vale para todos os comboios de passageiros da Noruega simultaneamente. Exigimos a imediata retirada de todas as tropas israelitas do território palestiniano. Obrigado pela vossa compreensão.” Um exemplo de solidariedade internacionalista.


Provas da barbárie de Israel sobre a população civil de Gaza

Al-Jazira, Nações Unidas e Cruz Vermelha comprovam crimes de guerra e violação do direito humanitário

Manuel Raposo
gazafosforobranco.jpgA cadeia de TV árabe Al-Jazira tem denunciado repetidamente, desde dia 10, a utilização de fósforo branco contra a população de Gaza pelas tropas de Israel. O uso de fósforo branco contra pessoas é proibido e a violação desta interdição constitui crime de guerra.
A Al-Jazira divulgou imagens que mostram o lançamento de bombas de fósforo através de meios aéreos, as densas cortinas de fumo que se formaram nas zonas urbanas e ainda pedaços do mesmo fósforo a arder no meio das ruas. Foram igualmente mostradas imagens de feridos com queimaduras consistentes com o tipo de lesões causadas pelo fósforo. Ler o resto do artigo »


Concentração em Lisboa

Manifestantes exigem ao governo que condene a agressão israelita

p1000433_reduz.jpgDepois de, no dia 5, perto de 400 pessoas se terem reunido no largo de São Domingos, em Lisboa, para denunciar a agressão de Israel a Gaza, hoje, dia 8, concentraram-se a partir do fim da tarde em frente da embaixada israelita mais de meio milhar de manifestantes que acusaram de assassinas as autoridades de Israel e reafirmaram “Palestina vencerá”. Ler o resto do artigo »


Pela Palestina, contra a agressão israelita

Conselho da Paz, revista Política Operária e STML denunciam terrorismo de estado de Israel

gaza.jpgEm comunicado divulgado no dia 5, o Conselho a Paz (CPPC) condena o ataque israelita a Gaza como “um exemplo particularmente cruel da política de terrorismo de Estado que Israel pratica há várias décadas contra o povo da Palestina e o seu direito a constituir-se em Estado soberano”. Salientando a impunidade de que Israel goza entre a chamada “comunidade internacional”, o CPPC afirma que é isso que permite ao estado sionista “violar o direito internacional, invadir, ocupar, assassinar, cortar fontes de energia, alimentos, impedir assistência médica e humanitária” ao milhão e meio de pessoas de Gaza que “vivem encarceradas naquela que é já considerada a maior prisão do mundo”. Ler o resto do artigo »


Sessão pública

O MPPM (Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Médio Oriente) promove hoje, dia 7, às 18:30h, uma sessão de informação sobre a situação na Palestina. Exigindo o fim imediato da agressão israelita à Faixa de Gaza, a convocatória anuncia a participação de Mário Ruivo, de Carlos Almeida e do jornalista José Goulão. A sessão decorre em Lisboa na Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, Rua da Palma 248.


Os nomes dos mortos

Um site chamado Serviço de Notícias dos Árabes Indignados publica uma lista com os nomes de 187 palestinianos mortos no primeiro dia do ataque israelita, que já dura há 11 dias, lembrando simplesmente: “Os nossos mortos têm nome e cara”. Consulte a lista, leitor, porque as vítimas do terror israelita são pessoas concretas.


Genocídio!

Comunicado de imprensa do Comité de Solidariedade com a Palestina denuncia massacre de crianças em escola de Gaza

gaza2.jpg“As agências noticiosas acabam de divulgar a notícia do bombardeamento, pela força aérea israelita, duma escola da ONU em Gaza. Segundo as primeiras informações, há pelo menos 40 mortos e um número indeterminado de feridos, provocados pelos estilhaços das granadas utilizadas no bombardeamento. Com esta nova carnificina, eleva-se a mais de 600 o número de baixas, em grande parte civis e em grande parte crianças, causado pela invasão de Gaza. Ler o resto do artigo »


Harold Pinter

A voz desassombrada do dramaturgo e activista político

haroldpinter.gifNascido em 1930, em Londres, faleceu no passado dia 25, o grande dramaturgo (Prémio Nobel da Literatura, em 2005) e activista político Harold Pinter. Foi poeta, romancista e ensaísta, mas ficou particularmente conhecido pelas suas peças de teatro. As acusações sem rodeios que fez a Bush e a Blair acerca da guerra contra o Iraque são de toda a actualidade diante do massacre dos palestinianos de Gaza. Ler o resto do artigo »


Solidariedade grega com Gaza

Milhares de gregos, à semelhança do que se está a verificar por todo o mundo, manifestaram hoje em Atenas o seu repúdio pela agressão militar israelita a Gaza, atirando pedras e sapatos contra a embaixada de Israel. Uma parte significativa do povo grego, que ultimamente se tem batido valentemente nas ruas da Grécia contra a grave situação económica e social no seu país, bem como contra o governo de direita no poder, dá, assim, mais uma exemplar prova de solidariedade internacionalista.


Fim do ataque israelita e do bloqueio a Gaza!

Lisboa: concentração na embaixada israelita, dia 8, 18 horas / acção de rua, Largo de S. Domingos-Rossio, dia 5, 18 horas. Porto: “Noite de inquietação”, Púcaros-Bar, Arcos da Ribeira, dia 8, 22 horas.

gazaholocaust2_72dpi.jpgO ataque das tropas de Israel contra os palestinianos de Gaza já fez mais de 400 mortos e 2500 feridos. A ameaça de uma invasão terrestre promete ainda mais morticínio e destruição. À semelhança do que está a acontecer por todo o mundo, várias organizações portuguesas decidiram protestar publicamente contra mais estes crimes. Ler o resto do artigo »


Cavaco e as suas prerrogativas

Cavaco Silva promulgou rapidamente, no fim do ano, o decreto regulamentar sobre o regime simplificado de avaliação dos professores, manifestando o seu apoio a esta teimosa e oca medida governamental. Como, aliás, tem dado aval, com raras hesitações, à numerosa legislação antitrabalhadores provinda do governo PS. O mesmo não se passou com o estatuto autonómico dos Açores, onde o PR parece ter descoberto que mexiam nas suas prerrogativas. Aí, Cavaco estrebuchou bastante, mostrando por duas vezes a sua indignação perante a comunicação social. Entretanto, a luta dos professores prossegue nas escolas, estando a ser preparada uma greve para o dia 19 de Janeiro.


Direitos ou esmolas?

As Pensões e o Complemento Solidário para Idosos

Pedro Goulart
esmola.jpgO governo do PS é um governo que não respeita os direitos de quem trabalha nem os direitos de quem vive das suas pensões, respondendo habitualmente às justas reivindicações de trabalhadores e pensionistas com arrogância e prepotência. Mas, a par disto, a propaganda, a encenação e as preocupações eleitoralistas, que estão sempre presentes na actuação governamental, acabam por se traduzir, muitas vezes, em actos demagógicos, caso da atribuição do Complemento Solidário para Idosos. Ler o resto do artigo »


A opção da paz no Iraque

Declaração internacional apoia propostas de paz da resistência

Cristina Meneses
iraqeuaferido.jpgUm conjunto de activistas, responsáveis nos seus países de origem pela organização de sessões do Tribunal Mundial sobre o Iraque – que culminaram em Istambul em Junho de 2005 (1) – reuniu em Agosto último em França para debater os meios e a forma de prosseguir acções de solidariedade e contra a ocupação do Iraque. Organizados agora sob a designação «Rede Internacional Anti-Ocupação» (International Anti-Ocupation Network, IAON) adoptaram a «Declaração de Le Feyt: A paz no Iraque é uma opção» (2), de que foram os primeiros subscritores. Ler o resto do artigo »


Editorial

Sem ilusões

A ideia da presidente do PSD de suspender a democracia por seis meses para se poder fazer “reformas verdadeiras”, foi atacada pelos adversários como uma falta de sentido democrático, foi disfarçada pelos adeptos como uma “ironia” e foi motivo de piadas por parte dos humoristas. Em todos os casos, o assunto foi tratado como uma questão da pessoa de Ferreira Leite. Ler o resto do artigo »


Para Bush, a prenda é o próprio sapatinho

Protesto 3.ª feira, 23 de Dezembro, às 18h, em frente da embaixada dos EUA (Sete Rios, Lisboa). Liberdade para o jornalista Muntader al-Zaidi

bushshoeiraq72dpi.jpgOs milhares de manifestantes iraquianos, sunitas e xiitas, que saíram à rua mal souberam do ataque, à sapatada, contra Bush não deixam dúvida de que o acto corajoso de Muntader al-Zaidi não foi em vão. O mesmo mostra o apoio que a sua atitude teve por todo o mundo fazendo renascer a questão iraquiana, tão apagada dos meios de comunicação – como se no Iraque, no sexto ano de ocupação, nada se passasse. Ler o resto do artigo »


O massacre de Bombaim

Manuel Raposo
condirice72dpi.jpgCom os dados que vieram a público não é possível saber ao certo quem promoveu os atentados em Bombaim e para que fins. Como também não se sabe quem terá provocado os atentados que, dias depois, mataram dezenas de pessoas no Paquistão. As acusações mútuas entre Índia e Paquistão de que os responsáveis pelas chacinas se encontram do outro lado da fronteira podem querer dizer que alguém procura espicaçar ódios de ambas as partes. Ler o resto do artigo »


Dia de acção internacional

Solidariedade com o povo grego

Lisboa e Porto, Sábado 20

greciamotins2_72dpi.jpgRespondendo ao apelo feito em 12 de Dezembro pela Assembleia de Ocupantes da Universidade Politécnica de Atenas (ver texto no final), vão realizar-se em Lisboa e no Porto acções públicas no âmbito de um Dia de Acção Internacional de solidariedade com o povo grego.

Lisboa: concentração na Praça da Figueira às 15h00
Porto: actividades na Casa Viva (Praça Marquês de Pombal, nº 167) às 15 horas Ler o resto do artigo »


O buraco financeiro no Serviço Nacional de Saúde

Governo esconde o sub-financiamento crónico do SNS

Ismael Pires
Um dos aspectos mais curiosos no debate do Orçamento de Estado para 2009 foi o aparente desconhecimento, por parte do Governo, do défice no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A ministra Ana Jorge quando questionada meteu os pés pelas mãos até acabar por reconhecer que de facto desconhecia o seu valor exacto. Ler o resto do artigo »


Mais dados sobre os voos da CIA

Depois de o governo espanhol ter comprovado que pelo menos um prisioneiro da CIA escalou os Açores, num voo entre Guantánamo e o Cairo, o jornal El País revelou documentos provando a implicação do governo de Madrid nos voos da CIA. Aznar recebeu das autoridades norte-americanas comunicação dos voos e autorizou-os. E, como nota o El País, o mesmo aconteceu com todos os governos europeus nas mesmas condições. No caso português, a suspeita recai sobre os governos de Guterres, Durão Barroso e Sócrates, mas o seráfico ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, continua a negar a existência de provas. Esperemos. Ao ritmo a que as denúncias vão aparecendo é uma questão de tempo.


Os colonatos são a essência do sionismo

António Louçã
palestina-nablus.jpgO título deste artigo deve parecer despropositado, no momento em que a polícia israelita, numa operação-relâmpago, invadiu e desocupou o edifício de Hebron que se encontrava ocupado por cerca de duas centenas de colonos.
O edifício, cinicamente baptizado pelos colonos como “Casa da Paz”, era propriedade de um palestiniano que nega tê-lo vendido. Os colonos instalaram-se nele e afirmaram tê-lo comprado. O Supremo Tribunal israelita ordenou a sua evacuação, até que uma instância judicial inferior decidisse sobre o assunto. Os colonos recusaram sair e a questão arrastou-se durante várias semanas. Ler o resto do artigo »


Merecem uma medalha

Os últimos quatro governos PS ou PSD apoiaram a guerra ao Afeganistão. Alinharam na invasão do Iraque, reunindo com Bush nos Açores e autorizando a passagem pelas Lajes de aviões militares. Consentiram os voos com presos para Guantánamo (onde chegaram a estar mais de 700 prisioneiros, com idades entre os 11 e os 75 anos, em condições infra-humanas). Negaram sempre as evidências e recusam-se a investigar o crime. Agora, num gesto de “humanidade”, Luís Amado oferece asilo em Portugal a alguns dos prisioneiros, para branquear os crimes dos EUA e a cumplicidade das classes dirigentes portuguesas. Pelo elevado grau de cinismo, governo e Luís Amado merecem uma medalha!


Grécia insurrecta

Motins prosseguem, pelo quinto dia seguido. Greve geral paralisou o país.

Manuel Raposo
greciamotins.jpgDesde sábado, dia 6, milhares de manifestantes vêm protestando contra a polícia em mais de uma dezena de cidades da Grécia, e até fora do território grego, nas representações diplomáticas em Londres, Berlim e Paris. Centenas de lojas, agências bancárias e viaturas foram destruídas ou danificadas com pedras e bombas incendiárias em todo o país. Esquadras de polícia foram atacadas. Dezenas de polícias foram feridos. A indignação generalizada contra as forças repressivas cresceu poucas horas após o assassinato pela polícia, em Atenas, de um jovem de 15 anos, Alexandro Grigoropoulos. Ler o resto do artigo »


Keynes ou Marx

Pedro Goulart
Com a amplitude e a profundidade da crise que actualmente assola o sistema capitalista, a maior desde 1929, os nomes de Keynes e Marx têm andado frequentemente na baila. Keynes é referido particularmente por governantes, economistas e jornalistas, que pretendem salvar o actual sistema económico-social. Mas Marx e o marxismo, odiados pela burguesia, ganham hoje nova força sobretudo entre jovens trabalhadores e revolucionários, que rejeitam esta sociedade e procuram uma nova sociedade, liberta de opressão e de todas as formas de exploração do homem pelo homem – a sociedade socialista. Ler o resto do artigo »


Governo Sócrates

O maior ataque aos serviços públicos em Portugal

Ismael Pires
manif_profs.jpgA governação de Sócrates tem-se caracterizado pelo maior ataque alguma vez desferido contra os serviços públicos em Portugal. Os sectores onde este ataque mais se fez sentir foram sem dúvida os da Saúde e da Educação. Só a luta das populações conseguiu afastar o ministro da Saúde Correia de Campos. Também agora só a luta dos professores, pais e alunos conseguirá demitir a ministra Maria de Lurdes Rodrigues e travar o descalabro para onde ela está a conduzir o ensino em Portugal. Ler o resto do artigo »


O Polvo

Dias Loureiro, conselheiro de Estado e ex-administrador da SLN/BPN, nada viu, nada sabe, nada desconfiou, em relação às falcatruas praticadas nestas empresas. Quem observou com atenção as suas respostas à RTP1, e o desmentido de António Marta (antigo vice-governador do Banco de Portugal), ficou elucidado sobre a “inocência” daquele ex-ministro de Cavaco Silva. Talvez o mesmo se passe com outras personagens que também têm transitado entre os negócios privados e o aparelho de Estado, como Rui Machete e Daniel Sanches. E, talvez, no fim, só fique Oliveira e Costa (que já acautelou o seu património) a passar uns tempos na cadeia, para “calar a boca do povo”. É importante estar alerta.


Em defesa do Sara Ocidental

De acordo com informação prestada pela Plataforma Internacional de Juristas por Timor-Leste (IPJET), até ao dia 4 de Dezembro encontra-se a circular pelo mundo inteiro uma petição pelo Sara Ocidental. O objectivo é que o território do Sara Ocidental não seja incluído no Estatuto Avançado que está a ser negociado entre Marrocos e a União Europeia. Se esse território for incluído nas negociações, a União Europeia estará claramente a legitimar a ocupação ilegal do Sara Ocidental levada a cabo por Marrocos, o que é inaceitável por constituir uma violação inequívoca do direito internacional.
Contactos IPJET: labarek@gmail.com ipjet2@gmail.com


Só se perderam os que caíram no chão

Estudantes e professores querem ver pelas costas a ministra da Educação

Manuel Raposo
ensinosecundario.jpgO presidente da República, o presidente da Associação Nacional de Pais (paga com dinheiros do governo), os defensores da ordem a todo o custo, a imprensa reverente apressaram-se a condenar o ataque, com ovos e tomates, que os estudantes do ensino secundário fizeram à ministra e aos secretários de Estado da Educação. A condenação é inútil e soa a pânico. Ler o resto do artigo »


A vantagem das crises

Ismael Pires
Nem tudo é mau nas crises. A crise do Banco Português de Negócios (BPN) tem a virtude de mostrar, a quem ainda tivesse dúvidas, a verdadeira face dos políticos pertencentes ao bloco central de interesses que governa Portugal há décadas. E saem dela todos irremediavelmente esturricados. Ler o resto do artigo »


A marcha do mundo força os EUA a mudar

Manuel Raposo
obama2_72dpi.jpgO mundo está a mudar e por isso os EUA estão a ter que mudar. E por isso também surge, neste momento, o “fenómeno” Obama. Os termos da questão colocam-se, portanto, exactamente ao contrário do que fazem os comentadores superficiais quando falam dos efeitos do sucesso eleitoral de Barack Obama. Não é a mudança na “América” que vai mudar o mundo, é a mudança no mundo que está a forçar a “América” a mudar. Ler o resto do artigo »


A força dos negros num Estado cinzento

Rita Moura
obama1_72dpi.jpg4 de Novembro de 2008. O dia começou chuvoso na Carolina do Norte, mas a maioria das pessoas estava confiante que o sol ia espreitar mais tarde, com os primeiros resultados das eleições presidenciais. Desde Outubro que se vivem dias interessantes nesta parte do mundo. A última vez que a Carolina do Norte votou democrata foi em 1976. Ainda no ano passado foi referido como “o estado eternamente republicano”. Mas nos últimos meses, a corrida presidencial ficou em aberto. E a força da mudança está nos negros e negras da Carolina do Norte. Ler o resto do artigo »


A “nacionalização” do BPN

Pedro Goulart
bpn72dpi.jpgO governo de José Sócrates anunciou no dia 2 de Novembro, após uma reunião extraordinária do conselho de ministros, a apresentação de uma proposta à Assembleia da República com o objectivo de nacionalizar o BPN (Banco Português de Negócios). A justificação para este acto do governo centra-se na situação de falência técnica em que se encontrava o banco, com perdas acumuladas de 700 milhões de euros, na necessidade de assegurar os depósitos de alguns milhares de portugueses (incluindo as centenas de milhões de euros da Segurança Social que lá se encontram), assim como em tentar evitar a contaminação de todo o sistema financeiro. Ler o resto do artigo »


A crise e as suas consequências

José Luís Félix
Em meu entender nos dias de hoje o sistema capitalista esgotou as capacidades que lhe permitam dar uma resposta positiva aos problemas com que se depara e não consegue satisfazer as necessidades do conjunto das populações do globo. Isto tudo apesar das capacidades de produção terem atingido uma dimensão sem paralelo na história da humanidade, mas a distribuição é distorcida e a obtenção generalizada de bens e serviços só se encontra ao alcance daqueles que têm capacidade aquisitiva. Mesmo segundo os paradigmas do sistema, iníquos e destrutivos, a sede do lucro que é o principal móbil do sistema não encontra saídas que permitam satisfazer as necessidades básicas das populações. Ler o resto do artigo »


Outras guerras

João Bernardo
sarkozy-la-guerre.jpg“Tirem da palha as espingardas, a metralha, as granadas
“Oh! matadores! à bala e à faca, matem depressa
“Oh! sabotador! atenção ao teu fardo, dinamite”
Este apelo ao terrorismo, ao assassinato e ao derrube violento das instituições, que pelo simples facto de ser escrito suscitaria hoje ao autor sérios problemas com as autoridades e que, se fosse posto em prática, levaria os executantes − caso não fossem mortos − para Guantánamo, foi impassivelmente escutado pelo presidente da República Francesa, Nicolas Sarkozy, e proferido por um coro de militares fardados, com o cabelo cortado à escovinha, perante um público de generais e de senhores enfatiotados com ar de serem alguma coisa. Ler o resto do artigo »


Se até nisto eles mentem…

Quando chegou, perto das 17h, à cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE, em Bruxelas, Sócrates justificou o atraso de quase uma hora com o voo comercial em que veio de Lisboa. O ministro dos Negócios Estrangeiros, que viajou com o primeiro-ministro, já lá estava desde as 16h.


Editorial

Os termos do confronto

Os meios políticos e capitalistas nacionais começaram por fazer crer que a crise era “americana” e que o sistema financeiro português não iria sofrer grandes danos. Agora, que a recessão é dada como certa, aproveitam a mundialização da crise para justificar a deterioração das condições de vida dos trabalhadores. A afirmação do ministro da Economia de que acabou “o mundo de prosperidade (?) em que vivemos durante 10 a 15 anos” é um primeiro sinal de uma nova ofensiva sobre o trabalho a coberto das “dificuldades”. Ler o resto do artigo »


Sete reflexões sobre a actual crise

João Bernardo
Contrariamente ao que é hábito afirmar na esquerda, tenho defendido desde há bastantes anos a inutilidade de proceder a uma teoria das crises no capitalismo. Cada crise é específica e resulta do facto de o sistema económico, com o agravamento de certas contradições, não conseguir dar uma resposta a obstáculos que noutras circunstâncias seriam facilmente superados. Tudo depende, então, de saber quais as contradições que se agravaram, e este diagnóstico muda de uma crise para outra.
Além disso, as crises sectoriais são frequentemente confundidas com crises globais ou, pior ainda, o funcionamento cíclico da economia é confundido com uma crise. Na verdade, a extrema-esquerda revela nestas ocasiões a sua fragilidade fundamental, esperando que se consiga, graças à crise do capital, o que não se tem obtido pela força própria do proletariado. As luminárias da revolução ainda estão sem decidir se o capital se há-de destruir a ele mesmo ou se há-de ser a classe trabalhadora a destruí-lo. Enquanto andar nesta indecisão, a extrema-esquerda nunca terá uma estratégia própria. Ler o resto do artigo »


Existe ‘uma posição revolucionária’ sobre «A Crise do Capitalismo»?

Rui Pereira
“a vitória universal da irresponsabilidade e do cinismo”
Cornelius Castoriadis (*)


A pergunta do título da peça não é retórica. Trata de saber, em primeiro lugar, que pode ser uma posição ‘revolucionária’. Posição ‘revolucionária’ por oposição ao sentido de ‘reformista’; transformadora, por oposição ao sentido de ‘reformadora’. Muitas diferentes propostas poderão ser revolucionárias, não custa imaginar, relativamente àquilo que nos é quotidianamente representado como a «crise do capitalismo»? Ler o resto do artigo »


Os chineses de Guantánamo

João Bernardo
chinesesguantanamo.jpgUm despacho da Associated Press com data de 8 de Outubro noticiava que nos Estados Unidos, a pedido do governo Bush, um tribunal federal de recurso suspendera temporariamente uma decisão judiciária que ordenava a libertação imediata de 17 muçulmanos chineses presos em Guantánamo desde 2001. Chineses? Em Guantánamo? Encarcerados há sete anos? Nunca de tal eu ouvira falar. Procurei a explicação, e de um texto razoavelmente embrulhado consegui perceber o seguinte. Ler o resto do artigo »


Os voos da CIA

O governo espanhol dá como provado que pelo menos um prisioneiro da CIA escalou os Açores, num voo entre Guantánamo e o Cairo. Interpelado sobre este facto – o governo português tem sempre dito desconhecer que tal tivesse acontecido – o ministro Dias Amado confessou na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros que “seria totalmente irresponsável o actual executivo português ter levantado essa questão quando em causa estava o próprio presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso”. Sem mais, o governo de Sócrates e Durão Barroso amigos e cúmplices dos crimes de sequestro e tortura praticados pelos EUA!


Mesmo assim, muito sereno é o povo

O crescimento da criminalidade acompanha o descalabro das condições de vida da população

Manuel Raposo
pobrezalisboa72dpi.jpgO directo sobre o assalto ao banco em Campolide, com esse tempero especial que foi ver-se a polícia a balear os dois assaltantes, foi uma espécie de motor de arranque para uma campanha sistemática de toda a comunicação social dirigida a dois alvos: exigir reforço dos poderes policiais e apontar o dedo aos imigrantes. Ler o resto do artigo »


Preocupação com os pobres

No seu discurso do 5 de Outubro, onde afirma que “o que é vivido pelos cidadãos não pode ser iludido pelos agentes políticos”, Cavaco Silva manifestou-se preocupado com o desemprego, as pensões de miséria dos reformados, a pobreza e a exclusão social existentes no País. É um facto curioso - muitas vezes os governantes parecem esquecer-se das particulares responsabilidades que têm enquanto titulares do aparelho de Estado. Ontem, enquanto primeiro-ministro (e com os empresários seus amigos), hoje, como PR, em parceria com José Sócrates (e ambos como gestores das classes dominantes), Cavaco Silva é um dos grandes responsáveis pela actual situação vivida em Portugal.


Apoios às PME não se destinam aos trabalhadores

Mais de mil milhões de euros beneficiam pequenos e médios patrões

Manuel Raposo
camionista72dpi.jpgNo mesmo dia em que Ferreira Leite criticava o governo por não apoiar as pequenas e médias empresas, o governo destinava mais 400 milhões de euros de crédito para as ditas PME, depois de outros 750 milhões se terem esgotado em pouco tempo.
A imprensa brincou com a coincidência, dizendo, conforme a cor, ora que o PS ia a reboque do PSD, ora que as propostas do PSD eram tardias e inúteis. Mas há algo mais do que este lado anedótico. Ler o resto do artigo »


Paradoxos da história georgiana

António Louçã
Quem seguiu pela televisão a mais recente guerra no Cáucaso, pôde pasmar diante das imagens de uma estátua de Estaline na capital georgiana, Tbilisi. Não é pouca coisa, numa ex-república soviética, quando sabemos que a implosão da antiga URSS foi acompanhada pelo sistemático derrubamento das estátuas de dirigentes bolcheviques. Ler o resto do artigo »


Não vamos ganhar esta guerra

Segundo o Sunday Times, o general Mark Carleton-Smith, comandante das forças britânicas no Afeganistão, declarou numa entrevista que a guerra não podia ser ganha militarmente e que era desejável entrar em negociações com os Taliban. “Não vamos ganhar esta guerra”, disse o general. “Temos de reduzi-la a um nível de insurreição que não constitua uma ameaça estratégica e possa ser controlada pelo exército afegão”. A violência no país atingiu o pior nível desde 2001.


Bolívia: o dilema

João Bernardo
bolivia1_72dpi.jpgO regime de Morales representa uma enorme ruptura porque surgiu não dos partidos políticos mas dos movimentos sociais, movimentos de massa organizados na base em torno de luta concretas. Foram eles que o levaram ao poder e o têm sustentado. Na Bolívia, a clivagem social corresponde a uma diferença étnica. Os pobres são índios ou mestiços, enquanto os ricos são descendentes dos colonizadores espanhóis. Isto faz com que os confrontos sociais sejam mais drásticos e visíveis, reforçados por uma diferença muito vincada nas tradições culturais, contribuindo para reforçar o racismo da direita. Ler o resto do artigo »


Muito complicado

A atribuição de casas a amigos pelos serviços da Câmara Municipal de Lisboa foi, ao que parece, prática corrente de todas as vereações. As justificações de Carmona Rodrigues são as mais interessantes. Confessou “algum desleixo” e “grande admiração” com os casos que lhe foram revelados, admitindo mesmo “desgoverno na gestão do património”. Mas quando lhe perguntaram porque não pôs cobro ao abuso respondeu que “era muito complicado”.


O carácter de classe da candidatura de Obama

Larry Holmes (Workers World, adaptado)
A campanha presidencial de Obama não foi lançada por um movimento de massas mas por uma parte da classe governante dos EUA e do seu aparelho político. Alguns apoiaram-no para combater os Clinton dentro do Partido Democrático, mas outras daquelas forças vêem-no mais bem preparado do que Hillary Clinton e McCain para enfrentar a crise central do imperialismo norte-americano. Querem encontrar uma forma de deter o rápido desgaste da posição dos EUA como poder económico e militar dominante. Ler o resto do artigo »


A democracia electrónica das espingardas

As eleições no Rio de Janeiro

Alexander Hilsenbeck
O governo brasileiro, com a finalidade de garantir os “direitos políticos” e o bom andamento das eleições democráticas no Rio de Janeiro [eleições autárquicas de 5 de Outubro], está a ocupar 27 favelas, identificadas como “curral eleitoral”, com um “manto de segurança” formado pelo Exército e pela Marinha. A ocupação militar (pré-agendada para evitar confrontos reais) deve-se ao facto de que traficantes e milicianos (polícias que extorquem a população) estabeleceram tabelas de “portagens” para os candidatos às eleições entrarem nas comunidades, colarem cartazes e pedirem votos. Ler o resto do artigo »


Propaganda do ódio

Em duas semanas, 28 milhões de famílias estadunidenses receberam gratuitamente um DVD do filme de propaganda Obsessão: A guerra do radicalismo islâmico contra o Ocidente. Os destinatários residem nos estados onde o resultado das próximas eleições presidenciais é mais incerto (em particular Ohio, Michigan, Flórida, Colorado, Carolina do Norte, Pensilvânia e Missouri). Trata-se de convencê-los da existência de um perigo islâmico e de os incitar a votar no candidato republicano, John McCain. A operação, de um custo calculado em 28 milhões de dólares, foi financiada pelo produtor do filme, o rabi Ephraim Shore. (Voltaire)


Jerónimo e os gatunos

João Bernardo
balzac72dpi.jpgNo seu discurso por ocasião da Festa do Avante!, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português, proferiu algumas curiosas declarações acerca de «o sobressalto e a justa preocupação dos portugueses» relativamente às «medidas concretas que no curto prazo possam suster o avanço da criminalidade». Mas quando as pessoas mais recordadas da dialéctica marxista esperariam que Jerónimo de Sousa reivindicasse uma repartição menos desigual dos rendimentos e uma luta contra a pobreza nos bairros marginalizados das periferias, o que ouviram foi a reclamação contra a «falta de polícias nas ruas das nossas vilas e cidades». Ler o resto do artigo »


Iraque: um crime de guerra continuado

Workers World *
A administração Bush quer convencer-nos de que controla o Iraque. Depois de ter procedido a uma guerra e a uma ocupação criminosas, de ter morto mais de um milhão de iraquianos, de ter convertido outros 5 milhões em exilados, de ter destruído a infra-estrutura do que fora previamente uma terra próspera e de ter promovido a repartição do território por grupos que se guerreiam, Washington procura agora apoderar-se permanentemente dos frutos da vitória numa guerra efectivamente perdida. Ler o resto do artigo »


Monstros

Ex-patrão dos patrões propõe reduzir salários reais dos trabalhadores em 30%!

Faria de Almeida *
A receita é conhecida. Quando a economia, estatal ou empresarial, está em dificuldades, as primeiras medidas incidem sobre os trabalhadores e os salários. Reduzir custos é a fórmula garantida, mas sempre com enfoque imediato sobre o custo da mão-de-obra. Despedir, reduzir direitos de quem trabalha, com o crescimento da precariedade em primeira linha, cerceando as reivindicações e aumentando a subserviência, colocar os trabalhadores em limbos com a rescisão em pano de fundo, são os principais, quase sempre os únicos, factores escolhidos pelos gestores. Ler o resto do artigo »


Ar bafiento

Diz José Luís Arnaut, representante do PSD na Convenção do Partido Republicano dos EUA, que Sarah Palin, candidata à vice-presidência deste país, foi uma “lufada de ar fresco” na política norte-americana. Esta mulher da direita mais conservadora, “pitbull” de McCain no dizer de alguns, é contra a educação sexual nas escolas, pela abstinência sexual antes do casamento, contra o aborto e pelas teses da “Criação” contra o evolucionismo. É, ainda, membro do principal lóbi norte-americano a favor da venda livre de armas (National Rifle Association), defende a pena de morte e afirma que a guerra do Iraque foi “uma benção de Deus”. Será que Arnaut queria dizer lufada de ar bafiento?


Editorial

Não perder forças

As grandes manifestações da CGTP no último ano e meio e as iniciativas de protesto das populações foram a face mais consistente da oposição à política do governo.
Crescentemente, as movimentações tomaram como alvo o governo. Foi isso que muitos dos 250 mil manifestantes de 5 de Junho expressaram ao gritar “governo para a rua”. Ler o resto do artigo »


Dossiê sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto, Brasil

“Construir formas colectivas e solidárias de existência e organização”

Manuel Raposo
lizanda.jpgDesde há uma década que o MTSTdesenvolve, nas periferias de algumas das grandes cidades brasileiras, acções de ocupação de terrenos desafectados para aí instalar casas de trabalhadores e de desempregados que não têm tecto (ver dossiê do MV 4 e notícia sobre o MTST publicada neste site em 30 de Julho). Centenas ou mesmo milhares de famílias participam nestas acções que chocam com os interesses dos proprietários e fazem movimentar políticos e poderes policiais locais e nacionais.
Sobre o assunto, entrevistámos Lizandra Guedes, activista brasileira do MTST, por ocasião da sua passagem por Lisboa, onde participou numa sessão organizada em Julho pelo MV. Ler o resto do artigo »


Há que pedir contas

Onde estão os 150 mil novos empregos prometidos pelo PS?

Pedro Goulart
Na campanha eleitoral de 2005, o PS prometia 150 mil novos postos de trabalho. Muita gente ingénua terá acreditado então que numa nova legislatura, com este partido no poder, diminuiria efectivamente o desemprego. Julgavam tratar-se da promessa de um saldo líquido positivo entre a criação de novos empregos e a destruição de emprego resultante da modernização, encerramento e deslocalização de empresas. Hoje, com um desemprego real envolvendo mais de 500 mil trabalhadores, está bem à vista como essa credulidade saiu cara a alguns, assim como o tipo de manipulação eleitoralista que se escondia em tal promessa. Ler o resto do artigo »


Intox soma e segue

“A secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, considerou que a Rússia se comporta como «fora-da-lei» recusando retirar imediatamente as suas tropas da Geórgia”, refere um despacho da Lusa reproduzido sem comentários pelo Expresso, pelo Diário de Notícias e pela TSF. Fora de qual lei? Os EUA só conhecem a lei da sua própria força militar e dos seus interesses imperiais. Como se pode publicar uma notícia destas sem referir que a própria Rice está à cabeça do que há de pior no banditismo e na selvajaria internacionais? Órgãos de intoxicação social…


A chave é a China

Carlos Simões
bushinchina_72dpi.jpgEstes Jogos Olímpicos são muito interessantes em termos políticos. George Bush esteve tranquilamente ao lado da liderança chinesa e fez questão de dizer que assistia ao início dos jogos em “homenagem ao povo chinês.” A atitude dos média é insistir na questão da liberdade de expressão, que é a sua primeira, última e intermédia preocupação. Mas os políticos não estão maçados com a liberalização da China. Ler o resto do artigo »


Ossétia-Geórgia-Rússia: imbróglio imperialista made in USA

José Mário Branco
ossetia1.jpgNa esteira da queda da União Soviética ocorreram muitas declarações de independência. Quando a Geórgia se tornou independente, os ossetas do sul ficaram em território nacional da Geórgia. Daí resultou uma violenta guerra civil, que terminou com a declaração unilateral de independência pela Ossétia do Sul, no princípio dos anos 90, plebiscitada em 2006 por mais de 95% da população mas nunca reconhecida pelas potências e instâncias internacionais, e muito menos pela Geórgia. Ler o resto do artigo »


Sete guerras em 21 anos

Segundo o jornal on-line russo Lenta.Ru, Sergey Shamba, ministro dos Negócios Estrangeiros da República Autónoma da Abekázia (que, como a Ossétia do Sul, faz parte da Geórgia mas é independente de facto) apelou à comunidade internacional para que proíba a Geórgia de ter forças armadas. “Nos últimos 100 anos, a Geórgia foi um Estado independente durante 21 anos: de 1918 a 1921, e de 1990 até agora. Nesses 21 anos, desencadeou 7 guerras”, disse.


32 trabalhadores despedidos

O Primeiro de Janeiro tem edição ilegal

Rui Pereira / Rui Ferreira
Após dois meses de salários em atraso, o despedimento ilegal dos jornalistas e outros trabalhadores e um reinício clandestino da edição, às mãos de redactores de um outro órgão de comunicação do grupo, O Primeiro de Janeiro, título com 140 anos de vida na imprensa portuguesa e portuense, tornou-se um exemplo emblemático da selvática gestão capitalista da comunicação social. Ler o resto do artigo »


Propaganda enganosa (II)

A “Cinemateca do Porto” − anúncio do ministro da Cultura largamente noticiado e muito aplaudido porque corresponde ao desejo dos portuenses expresso numa petição que andou a circular − é pura ficção. Há apenas umas salas na Casa das Artes a precisarem de restauro total. E uma cinemateca é muito mais do que isso: instalações técnicas de manutenção e recuperação de filmes, equipamentos caríssimos de laboratório e projecção, programadores e projeccionistas, centro de documentação, etc. Num ministério onde não há dinheiro sequer para pagar aos vigilantes dos museus, com que dinheiro (e com que competências) vai o ministro cumprir a promessa?


Propaganda enganosa (I)

Anunciar “medidas” muito mediatizadas é uma das técnicas do governo para deixar vestígios “positivos” nas mentes dos eleitores. Algumas delas são negócios bem duvidosos. Um dos exemplos mais recentes são os 500 mil notebooks a que chamam “computadores”: o “Magalhães” para crianças do ensino secundário que já existia com o nome “Classmate” na Intel e está, aliás, tecnicamente ultrapassado. Só difere no nome e em alguns pormenores de aspecto. Os grandes beneficiados são os fabricantes: a multinacional Intel, a JP Sá Couto e a Prológica. E, claro, os fornecedores de acesso à internet, que ganham novos clientes, como já tinha acontecido com os computadores das “novas oportunidades”.


FICA: dinheiros públicos para os audiovisuais privados

Salazar, M.S. Fonseca e o negócio da “cultura”

Cândido Guedes / Youri Paiva
salazar72dpi.jpgDecididamente, com a ajuda do “concurso” que a RTP inventou no ano passado para determinar “o maior português de sempre”, está na moda o ditador fascista Salazar. Uma sequência de acontecimentos culturais inteligente e oportuna (não veio Salazar, em 1932, “salvar Portugal da crise”? e não estamos nós “em crise”?) veio, a seguir a esse “concurso”, pôr a render os “aspectos humanos” do homem que nos impôs o analfabetismo, a opressão religiosa, o atraso económico, a Pide, o campo de concentração do Tarrafal e milhares de mortos em 13 anos de guerra colonial. Nomeadamente Os meus 35 anos com Salazar, da afilhada do ditador Maria da Conceição Rita e de Joaquim Vieira, e o livro da jornalista Felícia Cabrita Amores de Salazar. Ler o resto do artigo »


A falta que o Zé fazia

Acordo PS/BE em Lisboa começa a dar resultados

Manuel Monteiro / Manuel Raposo
ozefazfalta.jpgA organização concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda criticou, em comunicado de 24 de Julho, o vereador Sá Fernandes, eleito por esta força política para a Câmara Municipal de Lisboa, por “ter perdido a oportunidade de proceder à fusão da Gebalis com a EPUL, uma das vinte medidas prioritárias do programa Lisboa é Gente” com que o BE se candidatou à autarquia. Estas críticas devem-se ao facto de Sá Fernandes, à revelia do programa do Bloco, ter alinhado com o PS na votação da alteração estatutária da EPUL, aprovada na reunião da Câmara na última quarta-feira. Ler o resto do artigo »


Porto: a luta dos moradores do Bairro do Aleixo

Os negócios imobiliários de Rui Rio

António Cunha
bairrodoaleixo_72dpi.jpgNa terça-feira, 22 de Julho, cerca de 50 moradores do Bairro do Aleixo manifestaram-se em frente à Câmara Municipal do Porto (CMP), enquanto, no interior, o executivo decidia, veio-se mais tarde a saber que com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS e também do PS, o projecto para a demolição do bairro. Os manifestantes empunhavam cartazes onde se lia “Rio exterminador social” ou “Cansados de ser discriminados” e gritavam palavras de ordem como “Rui Rio cabrão, só vês o cifrão”. No mesmo espaço, cerca de duas dezenas de agentes policiais, quase um para cada duas pessoas. Rio, o mesmo que, em campanha eleitoral para o primeiro mandato contestou a demolição, tem medo dos pobres, pelo menos quando é apanhado a mentir-lhes. Ler o resto do artigo »


Os termos da troca

Rita Moura
libano_72dpi.jpgNo site do MV, em Março deste ano, publicámos o texto de um autor anónimo, “Regras dos noticiários de todo o mundo sobre o Médio Oriente”. O jornal Público decidiu mostrar que sabia a lição. A propósito da troca de prisioneiros entre Israel e o Hezbollah, lia-se nas edições de 16 e 17 de Julho que a “festa no Líbano” contrastava com o país vizinho que “chora a morte de dois soldados”. A tónica era posta sobre a libertação do mais antigo prisioneiro libanês em Israel, Samir Kantar, em troca dos corpos de dois soldados israelitas capturados no Líbano em 2006. Ler o resto do artigo »


Escutas “democratizadas”

Carlos Completo
escutastelefonicas.jpgJorge Bacelar Gouveia, presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa (CFSIRP), diz que é indispensável que as polícias secretas recorram a escutas telefónicas, como uma forma de “adequar” os serviços de informações “às novas ameaças e novas realidades” resultantes do 11 de Setembro nos EUA. E afirma não acreditar que no passado, em Portugal, se tenha recorrido a esses meios (de escuta) ilegalmente. Quem ousa duvidar da palavra do senhor presidente? Os vários casos de escutas que ao longo dos anos têm vindo a público (além dos outros que não se conhecem) certamente que são produto de mentes doentias ou subversivas! Ler o resto do artigo »


Consumam menos, diz o FMI

“Recomendações” ao governo para prosseguir o aperto do cinto, a três meses da apresentação do orçamento de Estado para 2009

Manuel Raposo
vendacasas_72dpi.jpgA três meses apenas da apresentação pelo governo do orçamento de Estado para 2009, o FMI recomenda “aos portugueses”, em relatório agora publicado, que façam mais poupança e reduzam o consumo, de modo a poder prosseguir a consolidação das contas do Estado e a redução do défice externo. Trata-se evidentemente de uma indicação dada ao governo de Sócrates no sentido de continuar o aperto de cinto que tem imposto aos assalariados. Ler o resto do artigo »


Os limites da democracia

João Bernardo
haackestargazer.JPGCom frequência se ouve dizer em alguma extrema-esquerda que é preciso aproveitar as possibilidades da democracia capitalista. Por meu lado, parece-me mais útil forçar a democracia a mostrar os seus limites. Vou contar três histórias, que servem como parábolas.

Quando o generalíssimo Franco decidiu apoiar-se na Opus Dei para proceder a uma modernização conservadora e tecnocrática do fascismo, tomou certas medidas de abertura política e de liberalização da cultura. Ler o resto do artigo »


A Guerra pela Água na Bolívia

Trabalhadores vs Transnacionais na luta pelo controle dos bens naturais

Alexander Hilsenbeck Filho / Daniel Caribé
guerradaagua72dpi.jpgEm 2000, na cidade de Cochabamba (com cerca de 700 mil habitantes, considerando-se a área urbana e rural), na Bolívia, houve a privatização da água e do já precário sistema de abastecimento e redes de esgoto, ficando a cargo da Aguas del Tunari, um consórcio criado por capitais dos EUA, Itália, Espanha e Bolívia que, da noite para o dia, aumentou as tarifas em até 300% sem que houvesse sequer melhora nos serviços ou ampliação da área de cobertura para as zonas mais pobres. Ler o resto do artigo »


Pretos e brancos

Manuel Raposo
As listas de deputados do MPLA para as eleições de Setembro próximo têm sido tema de chacota de todo o bicho-careta da comunicação social portuguesa. Isto porque o MPLA – como qualquer burguesia no poder – se rodeou das figuras públicas a que podia deitar mão, incluiu nas listas familiares dos dirigentes, enfim, mobilizou os fiéis do poder. Os nossos finos comentadores podiam, por exemplo, aproveitar para denunciar os chorudos negócios de muitos empresários portugueses com o governo de Luanda e contabilizar os subornos que fazem passar por baixo da mesa para obter os favores da classe dominante angolana. Mas não. Ler o resto do artigo »


«Não gosto que nos chamem ladrões»

Com efeito, são só capitalistas

João Bernardo
galp72dpi.JPGEm Junho de 2008, segundo a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço sem impostos da gasolina e do gasóleo em Portugal era superior ao preço médio no núcleo de 15 países da União Europeia (anterior ao alargamento de Maio de 2004). Em relação à gasolina era superior em 0,6% e, relativamente ao gasóleo, era superior em 1,9%. Como estas médias ocultam variações consideráveis, é útil saber que em relação à Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Irlanda, Reino Unido e Suécia, o preço da gasolina sem impostos em Portugal era superior entre 1,4% (Finlândia) e 16,9% (Irlanda), sendo superior ao da Alemanha e Suécia sem impostos em mais de 7%. Quanto ao gasóleo, e relativamente à Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Irlanda, Inglaterra e Suécia, o preço sem impostos em Portugal era superior entre 2% (França) e 21,1% (Irlanda), sendo superior ao preço sem impostos da Finlândia e Inglaterra em mais de 7%. Ler o resto do artigo »


M. Ferreira Leite e a homossexualidade

Eleitoralismo incompetente

M. Gouveia
Na entrevista à TVI de Manuela Ferreira Leite ouvimos algumas afirmações sobre a homossexualidade que são um exemplo do que é uma má jogada eleitoralista: tentar disfarçar o reaccionarismo com argumentos incompetentes. Não só desmascara o reaccionarismo como revela a incompetência. Ler o resto do artigo »


Pobres, nem a pão e água

Consumo de pão baixa 20% só este ano. Preço da água vai subir

Manuel Raposo
pao.jpgNos últimos dois anos, o consumo de pão pelos portugueses baixou de 30%. Só no ano corrente a quebra foi de 20%. Os dados, fornecidos pela Associação das Indústrias de Panificação, traduzem uma pioria absoluta das condições de alimentação das camadas mais pobres da população, uma vez que aquela quebra não corresponde a uma substituição de alimentos – os portugueses mais pobres, que já comiam pelo mais barato, agora comem cada vez menos e pior. Ler o resto do artigo »


Jornalismo e poder

Uma técnica que vem de longe

Rui Pereira
moniteuruniversel.jpgSem prejuízo de, em breve, aqui se dar uma visão desta técnica tal como é utilizada hoje pela comunicação social, eis um exemplo de como o discurso – neste caso, os títulos – de um jornal da época vai acompanhando, dia a dia, a evolução da relação de forças na política francesa.
Primeiro, os factos. Em 1815, no curto período de 12 dias, Napoleão Bonaparte, então forçado ao exílio na ilha de Elba, evade-se, regressa a França, reagrupa as forças que lhe são fiéis e avança rapidamente para Paris. Aí, nas Tulherias, retomará o poder para o que ficou conhecido como os “Cem Dias” (após os quais seria de novo destituído e desterrado para a ilha de Santa Helena, onde acabaria por morrer). Ler o resto do artigo »


Milhares na rua em 28 de Junho

Manifestações em todo o país contra o governo e as leis laborais

manifporto28junho.jpgEm mais de 20 cidades em todo o país os trabalhadores saíram à rua em protesto contra a reforma das leis laborais, promovida pelo patronato e pelo governo do PS e apoiada pela direcção da UGT.
Dezenas de milhares de trabalhadores manifestaram o seu repúdio por umas leis crescentemente favoráveis aos capitalistas (que já falam na necessidade de se ir ainda mais longe nesta legislação) e expressaram a vontade de prosseguir a luta contra o patronato e o governo de José Sócrates. Ler o resto do artigo »


Astúcias do dispositivo mediático

Algumas técnicas de fabricação de noticiários

Pedro Sanches Duarte
O indivíduo contemporâneo encontra no dispositivo mediático um sistema de referências orientador da sua prática quotidiana, sendo precisamente aí que germinam as suas representações do mundo. Apesar desse dispositivo lhe revelar uma microscópica parcela do mundo em que vive – na medida em que os médias têm por missão dissimular o que não convém mostrar do real: as hierarquias, a miséria, a desumanidade –, o espectador julga sempre aceder à totalidade desse mundo. Por outro lado, a informação a que tem acesso inibe-o de confrontar o modelo de sociedade em curso. Ler o resto do artigo »


Comida é o que não falta. Dossiê sobre a crise alimentar (II)

100 milhões à morte

Manuel Raposo
africa3_72dpi.jpgEm poucos meses a subida dos preços dos bens alimentares colocou milhões de pessoas em todo o mundo na condição de famintos. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) 100 milhões de pessoas podem morrer sobretudo na América Latina, em África e na Ásia.
Os preços de bens alimentares vêm a subir desde 2000 mas desde 2006 foi a escalada, coincidindo com o início da crise do crédito imobiliário nos EUA. O arroz mais que triplicou; o trigo, o milho e a soja mais que duplicaram.
As consequências são incomparavelmente mais graves para os pobres. Enquanto as populações mais ricas gastam de 10 a 30% dos seus rendimentos na alimentação, os pobres gastam de 60 a 90%. A carestia é catastrófica para os quase 3 mil milhões de pessoas (perto de metade da população mundial) que subsiste com menos de 1,50 € por dia. Ler o resto do artigo »


Comida é o que não falta. Dossiê sobre a crise alimentar (I)

Falta de alimentos ou falta de dinheiro para os comprar?

João Bernardo
fome3_72dpi.jpgEm termos globais, não há hoje no mundo escassez de alimentos. A primeira grande revolução económica do capitalismo operou-se na agricultura e não na indústria. Há seis séculos atrás, na zona mais densamente urbanizada da Europa só cerca de 5% da população vivia nas cidades e os restantes 95% viviam nos campos. Isto significa que eram necessários 95% da população para prover à subsistência da totalidade da população. O capitalismo inverteu esta proporção. Hoje, nos países mais desenvolvidos bastam menos de 5% da população para produzir alimentos que não só chegam para satisfazer todos os habitantes destes países mas que ainda são exportados em enormes quantidades. Nos primeiros tempos do capitalismo, foi este colossal crescimento da produtividade agrícola que libertou força de trabalho para a indústria e para os serviços. Depois estes ramos de actividade começaram a acelerar-se uns aos outros e os progressos das indústrias mecânica e química permitiram melhorar ainda a produtividade agrícola. Ler o resto do artigo »


Zimbabwe

As falsas escolhas do costume

José Mário Branco
zimbabwe72dpireduz.jpgO circo internacional, ONU incluída, em torno das eleições presidenciais no Zimbabwe é mais um momento esclarecedor da hipocrisia e do desplante das grandes potências, dos dois pesos-duas medidas que sistematicamente aplica na política internacional conforme os seus interesses de domínio. Ler o resto do artigo »


Editorial

União a golpe

O Tratado Constitucional europeu é um passo na unificação política do capitalismo do Velho Continente. Três pontos são chave: criar o cargo de presidente da União; designar um ministro dos Negócios Estrangeiros; e revogar as regras de decisão a favor dos centros capitalistas mais poderosos.
A Europa dos patrões precisa desta couraça institucional para enfrentar os seus competidores mundiais; e para disciplinar as centenas de milhões de trabalhadores que o esbater de fronteiras vai colocando lado a lado. Ler o resto do artigo »


Suíça

O capital que nos espreita

Néstle contratou Securitas para espiar actividades da ATTAC

António Louçã
nestlemonster.jpgEra um punhado de jovens, activistas da associação ATTAC em Lausanne, que tinha decidido investigar as actividades de uma das grandes multinacionais suíças: a Nestlé. O tema não era inocente, porque não se tratava de ver como eram feitas papinhas para criar bebés sorridentes, rosados e gordinhos. Da investigação não iria resultar um cliché de publicidade sobre a empresa que mata a fome às crianças do mundo.
Pelo contrário: tudo levava a crer que a Nestlé ficaria mal na fotografia, que a sua voracidade pelos lucros poderia ser relacionada com a destruição de recursos naturais, com a perseguição de sindicalistas latino-americanos, e em especial com a política de privatização da água. Ler o resto do artigo »


A directiva da vergonha

União Europeia aprovou medidas para expulsão de imigrantes indocumentados. Detenções podem durar ano e meio

M. Gouveia
imigrantes72dpi.jpgDepois de ter sido aprovada por unanimidade pelos ministros dos Assuntos Internos europeus, foi agora aprovada pelo Parlamento Europeu a chamada Directiva do Retorno, que pretende harmonizar, a nível comunitário, as regras para o repatriamento de imigrantes ilegais. Com 369 votos a favor, entre os quais 34 “socialistas”, um deles português (Sérgio Sousa Pinto). Das 109 abstenções, 49 também foram de “socialistas”.
Basta um olhar por alguns artigos para ficarem claros a hipocrisia e o cinismo desta directiva e a razão por que é chamada a “directiva da vergonha”. Ler o resto do artigo »


O “percalço referendário”

Abençoada Irlanda!

Ou: Se os povos tivessem voz…

José Mário Branco
irlandanao_72dpi.jpgAntónio Esteves Martins, em reportagem na RTP, exprimiu, como é seu papel, o ponto de vista das classes dominantes europeias. Sabemos que o “não” irlandês ao tratado europeu é o resultado dos votos conjugados da direita nacionalista e da esquerda independente contra uma versão maquilhada da “constituição” europeia chumbada há 3 anos na França e na Holanda. Mas Esteves Martins diz tratar-se de um mero “percalço referendário” que urge ultrapassar “com inteligência, habilidade e determinação”. Ler o resto do artigo »


Praça Skoda-in-Lisbon

Repete-se a cena do Rock in Rio. Vereadores do PS e do BE da Câmara de Lisboa cedem espaço público a privados

pracadasflores_72dpi.jpgA primeira denúncia sobre o que a seguir se comenta chegou-nos de José Neves (“eleitor e apoiante do Sá Fernandes”) e resume-se assim:
A Câmara Municipal de Lisboa e os seus vereadores Marco Perestrello (vice-presidente, PS) e José Sá Fernandes (Bloco de Esquerda) acharam por bem alugar a Praça das Flores, em Lisboa, a uma marca de automóveis. Durante 17 dias de Junho, no âmbito do seu Convénio Mundial de Vendedores 2008, a Skoda realiza várias festas nocturnas (só para convidados) de lançamento internacional de um novo modelo automóvel, ocupando ininterruptamente o local. Transeuntes, moradores, turistas não têm acesso à praça entre as 17h e a 01h, enquanto decorre a festa privada da Skoda. Ler o resto do artigo »


200 mil trabalhadores na rua contra o novo código laboral e as políticas anti-sociais do governo Sócrates

Manuel Monteiro
manif5junho_72dpi.jpgConvocada pela CGTP, realizou-se no dia 5 deste mês uma grande manifestação em Lisboa. Com palavras de ordem contra o novo Código de Trabalho e contra as políticas sociais do governo Sócrates, a manifestação arrancou do Marquês de Pombal com os trabalhadores nela integrados a gritar contra o desemprego, contra as reformas de miséria, contra a precariedade no trabalho. Ler o resto do artigo »


Não pode ser o capital a ditar como se organizam os sindicatos

Comentário ao artigo “De boas intenções…” (MV, 25 de Maio)

Francisco Raposo
Concordo em absoluto com o artigo do José Mário Branco. Mas creio que há um aspecto da referida entrevista [feita pelo Público a Bruto da Costa] – que o artigo não aborda – que merece ainda um comentário.
A certa altura, Bruto da Costa despe a máscara de técnico e investigador – já agora, equiparado a ministro – para assumir a parcialidade necessária aos dias que correm. Diz ele que a CGTP não tem credibilidade porque integra na sua direcção dirigentes do PCP. Espanto e novidade? Claro que não. Ler o resto do artigo »


A aprovação do Plano México pelo Congresso dos EUA

Centro de Mídia Independente (Brasil) / MV
O Plano México (oficialmente conhecido como Iniciativa Mérida) foi aprovado em Maio pelo congresso dos EUA. Proposto pelo presidente Bush em Outubro de 2007, o Plano destina 1400 milhões de dólares durante 3 anos para apoiar o governo mexicano na “guerra contra as drogas, luta antiterrorismo e segurança fronteiriça”. Neste ano, o plano prevê gastos de 550 milhões de dólares, dos quais 50 milhões destinados à América Central. Ler o resto do artigo »


Quem sai aos seus…

João Bernardo
prescottbush.jpgHá alguns dias publicámos uma curta notícia relativamente aos negócios que Prescott Bush, avô do actual presidente dos Estados Unidos e pai do penúltimo presidente, manteve com o regime nazi. Estas relações prosseguiram mesmo depois de os Estados Unidos terem entrado na 2ª guerra mundial e só terminaram no final de 1942, quando o governo norte-americano interveio em empresas ligadas à família Bush. Ler o resto do artigo »


Negócios em família

Como o SIRESP foi adjudicado por cinco vezes mais do que vale

Carlos Completo
siresp.jpgO SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) é um sistema de comunicações que permite uma ligação permanente entre os Serviços de Informação, as várias polícias, a emergência médica e a protecção civil.
O presidente do grupo de trabalho que preparou o primeiro relatório sobre este assunto, Almiro de Almeida (e que nunca foi ouvido no inquérito aberto pelo Ministério Público à muito questionada adjudicação do sistema), veio agora dizer publicamente que se gastou cinco vezes mais do que o negócio valia. Ler o resto do artigo »


O arcebispo Tutu pronuncia-se acerca da situação em Gaza

The Independent / MV
O arcebispo Desmond Tutu, que foi uma das vozes significativas na luta contra o apartheid na África do Sul, sabia do que falava quando, em 29 de Maio, denunciou «o silêncio e a cumplicidade» da comunidade internacional relativamente ao bloqueio «abominável» imposto por Israel em Gaza. Ler o resto do artigo »


O que é uma esquerda que não seja anticapitalista?

João Bernardo
Lembro-me de que há uns vinte ou trinta anos encontrei numa revista norte-americana dedicada a chefes de empresa uma publicidade constituída por uma série de fotografias da mesma pessoa, que iam progressivamente ficando menos nítidas. Debaixo de cada imagem estava uma temperatura, de modo que o rosto mais nítido correspondia, creio eu, a 21 graus e a última imagem, uma espécie de rectângulo de nevoeiro, correspondia a 42 graus. A toda a largura da página estava a frase: “Acima de 35 graus os seus trabalhadores evaporam-se”. Ler o resto do artigo »


Na aldeia árabe de Bil’in, perto de Ramallah

Aldeões palestinianos resistem à expansão colonial sionista

JewishPeaceNews.net / MV
bilin1_72dpi.jpgNa aldeia palestiniana de Bil’in, o exército israelita é o braço armado do movimento dos colonos, que tem mais poder do que quaisquer instituições do Estado, incluindo o Supremo Tribunal, como se verá adiante.
Situada perto de Ramallah na margem ocidental do Jordão, Bil’in tornou-se conhecida ao longo dos últimos anos pelos protestos semanais contra a construção do “muro da vergonha” – a muralha de 6 metros de altura com que o Estado sionista quer separar Israel da Palestina, roubando pelo caminho as melhores terras aráveis às aldeias árabes. Neste caso, o muro separou a aldeia de 60% das suas terras cultivadas (na sua maior parte, olivais e pastagens). Os protestos foram sempre pacíficos, mas os militares israelitas responderam com violência. Ler o resto do artigo »


Em comício unitário por “responsabilidade, exigência e esperança”

Bloco tenta capitalizar à esquerda do PS

José Mário Branco
A ocupação do espaço político da direita pelo neoliberalismo da linha “blairista” de Sócrates – com mais eficácia do que os governos PSD/CDS – tem vindo a desenvolver dois fenómenos no espectro político parlamentar: a paralisia política do PSD e do CDS-PP, que ficaram sem nada para fazer a não ser apoiar a escalada anti-social do governo, por um lado; e, por outro, a desmoralização do eleitorado do PS situado mais à esquerda que – como todos os comentadores, e Soares, e Santana vão avisando – pode vir a ser capitalizado pelo PCP e pelo BE, cada um à sua maneira e com o seu estilo próprios. Ler o resto do artigo »


As preocupações do dr. Soares

Pedro Goulart
Em artigo de opinião publicado no Diário de Notícias de 27/5, Mário Soares, antigo primeiro-ministro e ex-presidente da república, diz-se chocado e entristecido por Portugal aparecer na cauda dos 25 países da União Europeia quanto à pobreza e às desigualdades. Soares diz que somos o país da UE “socialmente mais desigual e injusto, ombreando com a América de Bush”. Com esta opinião certamente muita gente estará de acordo. Ler o resto do artigo »


Nepal: dez anos de guerra popular ditam o fim do regime feudal

Comunistas ganharam nas urnas porque ganharam na luta armada

Manuel Raposo
nepal1_72dpi.jpgO Partido Comunista do Nepal (maoísta) venceu as eleições gerais realizadas em 10 de Abril com mais votos do que todos os demais partidos juntos. Tido como “surpreendente” pela maioria da imprensa, o resultado, pelo contrário, vem na lógica do apoio dado pela população nepalesa à guerrilha conduzida durante dez anos pelo partido e ao seu programa de abolição do regime monárquico feudal com mais de duzentos anos. Ler o resto do artigo »


País Basco

A repressão tornada espectáculo

Rui Pereira
paisbascomanif_72dpi.jpgAnunciada no final deste mês de Maio, pelos governos espanhol e francês, com as velhas parangonas triunfais do costume, a (mais uma) prisão do “Número Um” da organização armada basca, ETA, teve um ingrediente novo: a convocação das televisões para a transmissão em directo de alguns rituais do espectáculo dito “antiterrorista”. Ler o resto do artigo »


Guerra imperialista na internet

José Mário Branco / João Bernardo
bigbrother_72dpi.jpgEm Abril de 2007 o governo da Estónia decidiu remover para um lugar esconso uma estátua em homenagem aos soldados soviéticos que haviam libertado o país da ocupação nazi, durante a segunda guerra mundial. Argumentava o governo estónio que o exército vermelho conquistara o país em vez de o ter libertado. Esta atitude talvez seja compreensível se soubermos que a Estónia foi o único país da Europa de Leste onde os nazis se comportaram de maneira relativamente moderada. Ler o resto do artigo »


Desinvestir no ensino público, para favorecer o privado

Câmara e Direcção Regional da Educação de Coimbra põem em perigo crianças do primário

Catarina Martins
A Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) e a Câmara de Coimbra estão a proceder à transferência de crianças das escolas básicas do 1º ciclo (escolas primárias) para as escolas básicas de 2º e 3º ciclos (EB 2/3, antigos ciclos preparatórios), já no próximo ano lectivo.
Trata-se de uma medida de enorme gravidade, uma vez que aquelas escolas são frequentadas por centenas de alunos (a capacidade é de 600 alunos ) com idades até aos 18/20 anos, e não foram concebidas para crianças dos 6 aos 10 anos. Ler o resto do artigo »


“Inadaptação”, alçapão para os despedimentos

António Louçã
Bem podem os patrões queixar-se de que a montanha pariu um rato e de que todas as promessas de “flexi-segurança” se reduziram à figura jurídica do despedimento por inadaptação a inovações tecnológicas. Representam desse modo aquela rábula sacramental dos descontentes, que não investem porque não lhes dão condições e que fariam desta economia um oásis de prosperidade se em tudo obtivessem satisfação. Ler o resto do artigo »


Mais trabalho precário com o novo código laboral

E aumento dos lucros dos patrões

Pedro Goulart
precario1_72dpi.jpgComo se esperava, na linha daquilo que tem sido a política do governo de José Sócrates e na continuidade da orientação resultante do Livro Branco das Relações Laborais, as normas e as alterações ao Código do Trabalho que o PS pretende fazer passar na Assembleia da República são, no essencial, favoráveis aos interesses do patronato e lesivas dos interesses das classes trabalhadoras. Ler o resto do artigo »


Voos da CIA

Embaixador dos EUA sai em defesa do governo português

Cristina Meneses
vooscia_72dpi.jpgUm dia depois de o governo português ter reconhecido a existência de voos de ou para a base de Guantânamo que passaram por Portugal (ate aqui firmemente negados), o embaixador dos EUA saiu em defesa de Sócrates.
Dois anos após a denúncia de voos ilegais da CIA, o governo comunica o que já todos sabíamos mas não explica por que razões os aviões não foram fiscalizados. Ler o resto do artigo »


De boas intenções…

Acerca de uma entrevista de Bruto da Costa

José Mário Branco
miseriaportugal_72dpi.jpgCoordenador de um novo estudo intitulado “Um Olhar sobre a Pobreza”, o professor Alfredo Bruto da Costa dá hoje (sexta-feira, 23 de Maio) uma interessante entrevista ao jornal Público, cuja leitura a todos aconselhamos. Trata-se de um repositório dos raciocínios labirínticos em que, acerca desse tema, se vai esfalfando tanta gente bem intencionada, caso do entrevistado. Desde há longa data envolvido na análise da pobreza em Portugal e da sua incidência no tecido social do país, e mesmo da sua denúncia, Bruto da Costa, quando é alvo de perguntas directas do jornalista acerca das razões e origens da pobreza, mostra-se sempre incapaz de assumir as causas que lhe estão na raiz e de mostrar o papel do Estado na (não-) distribuição da riqueza. Ler o resto do artigo »


Desigualdades, pobreza e exploração

Pedro Goulart
Segundo um relatório da União Europeia, Portugal é o país com mais desigualdade na distribuição de rendimentos no conjunto dos 25 países da Comunidade. Em 2004, havia em Portugal 957 mil pessoas a viver com 10 euros por dia, entre as quais cerca de 230 mil com menos de 5 euros. E também há as notórias desigualdades internas entre regiões e entre homens e mulheres. Ora, por aquilo que se conhece no que respeita ao agravamento do fosso que separa ricos de pobres em Portugal, de 2004 para cá a situação ainda deve estar bem pior. Ler o resto do artigo »


Maio de 68

A questão da exploração dos trabalhadores foi o eixo das reivindicações estudantis

João Bernardo
mai68_1.jpgUns jovens interessantes, embora um tanto ou quanto estouvados, erguendo barricadas e lançando pedras à polícia em nome de ideias generosas mas completamente impraticáveis − eis como o Maio de 1968 tem sido frequentemente apresentado na avalanche de artigos e conferências que celebram os quarenta anos passados sobre o acontecimento. Muitos comentadores simpatizam com esse movimento na medida em que o consideram utópico e, portanto, inofensivo. Simpatizam mais ainda quando só vêem estudantes envolvidos, cujos protestos e desordens não punham directamente em perigo a base económica do sistema. Mas Maio de 68 não foi um movimento utópico, foi um movimento derrotado, o que é muito diferente; e mesmo durante a fase inicial, restrita ao meio estudantil, a questão da exploração dos trabalhadores foi determinante. Ler o resto do artigo »


É só fumaça?

M. Gouveia
socratescigarro_72dpi.jpgÀ primeira vista, o incidente do cigarro de Sócrates não merece mais que um título “Se fumar mata, o ridículo também”.
Mas vejamos: houve uma denúncia sobre esta prevaricação do primeiro-ministro. Houve alarde em toda a comunicação social. Sócrates fez uma contrição pública. Não serão alarmantes sintomas de que estamos numa sociedade vigiada, hipócrita e moralista? E de que o exercício público da política está a ser intencional e subrepticiamente substituído por uma cultura telenovelesca para desviar a atenção dos cidadãos dos verdadeiros problemas e assim os reduzir a espectadores passivos de uma medíocre farsa, encenada para esconder a tragédia que se passa nos bastidores e de que eles são as vítimas? Ler o resto do artigo »


Bolívia: “Media Luna, NO!”

Daniel Caribé
bolivia2.jpgEntre Dezembro de 2007 e Janeiro de 2008, quando a nova Constituição foi aprovada – e a maioria dos trabalhadores bolivianos a apoiava – intensificou-se, entre as classes dominantes de algumas províncias, o propósito de divisão do país, a que chamaram “autonomia”. Na conturbada história da Bolívia, mais um momento de convulsão social se aproximava. Ler o resto do artigo »


Como a “reforma do Estado” dá dinheiro a ganhar

INA e privados facturam milhões em "cursos" e "acções de formação"

Urbano de Campos
siadap_72dpi.jpgO Instituto Nacional de Administração (INA), que pertence ao ministério da Economia, está a organizar acções de formação sobre a avaliação de desempenho dos professores. O curso custa 200 euros por pessoa. Como se pode ver no respectivo site, do total de nove acções de formação previstas, quatro já estão esgotadas. Em cada uma podem participar no máximo 25 professores, o que significa que só nestas quatro o INA arrecadou 20 mil euros. A Fenprof acusa o Governo de «fazer negócio à custa dos professores». Ler o resto do artigo »


Direita boliviana conspira contra o governo de Evo Morales

A embaixada dos EUA organiza a divisão da Bolívia

Manuel Raposo
boliviamorales_72dpi.jpgAs forças da direita boliviana – empresários, banqueiros e grandes proprietários – movem contra o regime do presidente Evo Morales uma acção subversiva que procura travar o processo de nacionalizações e de reformas populares. Esta oligarquia, com o apoio dos EUA, reclama a autonomia em quatro das nove províncias (departamentos) do país, não por acaso as mais ricas. Ler o resto do artigo »


Estão a mexer no nosso bolso

Impostos pagos pelos bancos voltam a diminuir

Faria de Almeida
lucrodosbancos_96dpi.jpgEm resposta a diversos protestos, o ministro das Finanças e o primeiro-ministro proclamaram a sua intenção de acabar com os privilégios fiscais da banca portuguesa que paga menos impostos do que a generalidade das empresas. Para além da injustiça evidente, o facto constitui um verdadeiro ultraje aos portugueses face aos elevadíssimos lucros auferidos pelo sector bancário num Portugal onde um quinto da população vive abaixo do limiar da pobreza. Ler o resto do artigo »


FERVE e Precários-Inflexíveis calados no “Prós e Contras”

A precariedade é uma bomba-relógio social que acabará por rebentar nas mãos dos que dela se aproveitam

João Pacheco, jornalista, membro dos Precários-Inflexíveis
precarios_72dpi.jpgFoi divertido ir ao programa “Prós e Contras” de segunda-feira. Passo a explicar: fui convidado a ir ao dito programa, para falar em nome dos Precários-Inflexíveis. Quando cheguei ao local (Casa do Artista, na Pontinha) conduziram-me aos camarins e disseram-me, numa escada de acesso, que afinal não iria falar. Havia muita gente para intervir e a apresentadora teria decidido que falaria apenas um dos representantes de um dos movimentos anti-precariedade, no caso o movimento FERVE (Fartos/as d’Estes Recibos Verdes). Ler o resto do artigo »


Dossiê 25 de Abril, 1974/75 (VIII)

Democracia de alterne ou a caixa negra do regime

Rui Pereira
elecciones_municipales_72dpi.jpgCom alguma nostalgia, por ocasião dos 30 anos do 25 de Abril de 1974, apareceu nas ruas de várias cidades, pintada, a frase: “Em Novembro, é de Abril e Maio que me lembro”. Desconheço se esta poesia anónima do século XXI terá porventura um autor identificável. Mas conheço a natureza da sua origem. E esta é o sentido de uma possibilidade, não direi perdida, mas deixada por realizar, por conhecer. Como poderia ter sido Portugal, se em vez do rumo de Novembro, tivesse trilhado o de Abril e Maio?… Ler o resto do artigo »


Dossiê 25 de Abril, 1974/75 (VII)

As lutas das mulheres e do proletariado rural

Milhares de trabalhadores participaram na ocupação e na gestão de empresas, de terras abandonadas ou de latifúndios

Pedro Goulart
reformaagrariacouco_72dpipbcrop.jpgAquilo que, em Portugal, ficou conhecido como Reforma Agrária foi, fundamentalmente, o produto de duras lutas levadas a cabo pelos assalariados rurais do Alentejo e do Ribatejo. E foi, inquestionavelmente, uma das grandes conquistas alcançadas pelos trabalhadores portugueses após o 25 de Abril de 1974. Ler o resto do artigo »


Dossiê 25 de Abril, 1974/75 (VI)

“Exército de azul e capacetes”

Cândido Guedes
operarioscapacetes_72dpi.jpgA geração do 25 de Abril de 1974 viveu os tempos em que o grande referencial das lutas de massas eram as “fortalezas operárias”, concentrações de grandes empresas fabris com milhares de proletários, onde se situava o núcleo da luta de classes e de onde iam saindo militantes e quadros revolucionários. Essa imagem de força, de organização e de determinação caracterizou muitas greves e manifestações imponentes. Ler o resto do artigo »


Dossiê 25 de Abril, 1974/75 (V)

Manifesto dos trabalhadores do República a todos os trabalhadores pobres e explorados de Portugal

republica_72dpi.jpg«[…] Nós, trabalhadores do “República”, somos conscientes de que estamos numa sociedade a que falta ciência e educação, a que falta, portanto, uma política de informação que em vez de mutilar as classes trabalhadoras exploradas e pobres, lhes dê o poder da inteligência e da economia. […]
É esta a ocasião propícia de proceder a uma remodelação completa da nossa política de informação, criando uma informação nas mãos das classes trabalhadoras, independente de todos os compromissos e de todas as solidariedades partidárias, inaugurando uma informação de desforra e de reabilitação, nas mãos dos explorados e dos pobres. […] Ler o resto do artigo »