Para quem entender turco, aqui fica uma entrevista que dei há alguns meses (mas só agora publicada...) sobre a situação em Portugal para o site da Organização Liberal Turca 3H.(3H vem de Hürriyet Hukuk Hoşgörü, ou seja, Liberdade, Ordem e Tolerância).
Para a minoria que não entenda Turco, têm de contentar-se em clicar aqui para uma tradução googliana em Inglês (embora eu esteja disponível para nos comentários esclarecer dúvidas que certamente surgirão). Evitem comentários demasiados sarcásticos. Lembrem-se que eu não escrevi a entrevista, e muito menos o 1º parágrafo...
A entrevista foi dada parte no Porto (tendo a foto sido tirada muito apropriadamente enquanto almoçavamos uma francesinha - literalmente) (e sim, adorei a escolha, de entre as que ele tirou) e também por e-mail, onde foram respondidas questões adicionais e dados alguns esclarecimentos. O trabalho jornalístico foi da autoria de Ekin Can Genç, meu amigo no Facebook e um liberal turco a viver em Bruxelas. Os temas foram os da altura: a Wikileaks, o eminente colapso Português e as suas causas, as greves e a situação do liberalismo em Portugal.
Para quem viva em Portugal, a entrevista não trará grandes novidades, mas fica aqui a referência pois esta foi incluída na revista da organização (com uma tiragem de milhares de exemplares) e será distribuída em todos os eventos da organização nos próximos meses (o que só torna o pormenor da fotografia ainda melhor).
Fica a nota de que há uma organização liberal de razoável dimensão na Turquia, o que se me tivessem dito à ano e meio eu teria duvidado.
Site da 3H. 3H na Wikipedia. Exemplo de pequeno evento (fotos).
Todos vós já disseram mal do Sokrates. Mas quantos de vós em... Turco? ;)
A demagogia na resposta do PS a esta mensagem é de bradar aos céus. Atente-se ao que diz de facto o PSD e o que vocifera o partido do Governo. São rosas senhor, são rosas...

Na vida como em tudo não podemos fugir a determinados momentos, saobretudo ao momento de escolher. É onde estamos hoje. Escolher! Os portugueses nestas eleições têm a obrigação de escolher um caminho. Existe no ar a ideia de que tanto faz em quem se vai votar, pois vão todos chegar a acordo a seguir ao dia 5 de Junho. Ora, isto não é verdade.
Hoje estamos perante uma crise. Não nos podemos demitir de no próximo dia 5 ir votar e escolher quem nos vai governar. É de loucos pensar num Governo PS+PSD+CDS. Isso é garantir que vamos ficar na mesma. Uma democracia vive de liderança e oposição. Vive de alternativas sempre que alguma solução governativa falha.
Sabemos que o próximo Governo terá necessariamente de ter um apoio maioritário no Parlamento. Sabemos também que quem chegar à meta primeiro, será convidado a formar Governo.
Importa ainda esclarecer um ponto: Paulo Portas. Ora, Paulo Portas é um político esperto, batido, com muita experiência e enfrenta a sua, salvo erro, 4ª Eleição Legislativa!!! É de loucos Paulo Portas, dizer que é candidato a Primeiro-Ministro. Fernando Nogueira tem toda a razão no que disse. É impensável Portas vir dizer que pode liderar um Governo se tiver 23,5% e o PSD 23%. Por mais respeito que tenha por Portas é de um topete enorme esta afirmação. Mas, mais que isso, considero que se dá muita importância a Portas. Declarações como Nogueira, Miguel Veiga, o próprio Passos Coelho quando questiona Portas sobre se não concorda que só há dois candidatos a Primeiro-Ministros. Isto não se pergunta! Afirma-se e fecha-se a página.
No cenário que estamos hoje, penso que uma coligação pré-eleitoral tinha sido uma boa escolha. Desde logo a dinâmica de vitória. A base de apoio aumentava, o sinal que se dava de união e de capacidade para entendimentos futuros. Fechava-se um lado e partia-se na conquista do espectro do centro e centro-esquerda com Nobre incluído.
Não foi esse o caminho, agora é necessário ter bom senso e explicar a todos que existem dois caminhos a seguir. Os portugueses têm a palavra.

O Strauss-Kahn (DSK) é possivelmente um malandreco, quiçá um violador, eventualmente uma vítima de uma armadilha política. O que é certo é que esta notícia é, pelo que me dizem os meios de comunicação social ao longo do dia de hoje, o facto político mais relevante para a discussão da vida pública, política e económica do país.
Diz-me um senhor na RTP que é uma desgraça para todos nós que sejamos governados por Instituições lideradas por homens destes sem ética nem moral... Um outro senhor afirma que o facto de DSK ser um violador/malandro/vítima-de-cabala é um facto muito grave para a situação financeira de Portugal e da Grécia. A Fátima Campos Ferreira faz-me crer por esta altura que o facto de DSK ter eventualmente abusado de uma empregada de hotel em Nova Iorque vai trazer ao país a instabilidade dos acordos firmados para o resgate das nossas finanças.
E eu que, incauto, liguei a TV para ver o Telejornal das 9, seguido do Prós-e-Crontas, na esperança de obter alguma informação sobre a pré-campanha eleitoral e o debate em torno das soluções para a recuperação económica e financeira do país, apercebo-me que afinal o nosso destino reside na braguilha do senhor DSK. Agora percebo o que queria dizer Catroga com a discussão em torno de pentelhos...
Pelos vistos, o Fundo Monetário Internacional está irremediavelmente desacreditado porque DSK é um criminoso/abusador/vítima-do-sacana-de-d
Importa agora perceber afinal o que se passou no tal quarto de hotel em Nova Iorque, se possível saber alguns detalhes por forma a obtermos todos uma discrição mais gráfica do que lá se passou, para que se possa avaliar a validade dos contractos que estabelecemos com este senhor e o seu Fundo.

Assisti já aos diferentes debates nesta pré-campanha. Uma palavra sobre quem os modera (especialmente, RTP e SIC): incapazes!
Ora, com a campanha eleitoral, a vinda da Troika, a preocupação dos portugueses pelas finanças do País, não seria melhor um moderador que soubesse do tema? Assistir a Clara de Sousa e Vítor Gonçalves chega a ser confrangedor.
Perde-se muito do debate e sobretudo por questões de espuma política. Neste ponto é um claro cartão encarnado, não aos políticos, mas a quem os modera!
Paulo Portas anda de peito inchado com sondagens que o tornam no novo BE. Não é de agora já o tenho dito. É o novo brinquedo dos media. É a última Coca-Cola do deserto. E que pomposo ele anda qual Louçã renascido. Que sério é. Não se comprometeu. Não se coloca em jogadas políticas. E é o único que nada tem que ver com o PS. Passa bem a mensagem para os mais desatentos. Mas é uma mensagem muito fraca.
Paulo Portas é o melhor powerpoint que alguma vez vi. É tudo muito bonito, bem apresentado e faz todo o sentido. Mas depois de esmiuçar a coisa er... afinal não é bem assim.
Haja alguém que o coloque na ordem.

Pois é... Li o documento.
Eis o resumo e citando...
“O Partido Socialista não receia o balanço da sua acção no Governo e nunca receou o julgamento dos portugueses.
Com visão de futuro, com ambição e com coragem, foi possível lançar e concretizar, em meia dúzia de anos, um amplo movimento de modernização e de reformas que fizeram o País progredir bastante.”
Não, claro que não se ficam só por isto! Se é para o disparate, é em grande! O tipo que escreveu o programa tinha acabado de jantar no Eleven com o Sócrates e estava inspirado...
“Por isso, não obstante os indicadores socio-ecónomicos que inevitavelmente registam os efeitos da crise económica internacional, quando comparamos Portugal em 2004 e Portugal em 2011, as diferenças são profundas e são evidentes as melhorias nos factores críticos e estruturais de coesão e competitividade.”
Mais nada! Vai buscar! Depois disto ainda se fumou um bom charuto de erva para animar o espírito e libertar das realidades terrenas, pelo que prossegue:
“A partir de 2005, o Governo do Partido Socialista conduziu uma política orientada para dois objectivos fundamentais: corrigir o desequilíbrio das finanças públicas e retirar Portugal da situação de incumprimento na União Europeia; e lançar um amplo conjunto de politicas estruturais de modernização da economia e da sociedade portuguesas.”
Pum!!!! Grande! Que grande estalo! Mas não se fica por aqui! Já nem um risquinho de branca justifica o que aí vem... O que aí vem só mesmo de uma dose de cavalo...
“Essas políticas produziram resultados. Não apenas na rápida e profunda correcção do défice das contas públicas, como também na profundidade das mudanças estruturais que hoje constituem uma importante mais-valia para enfrentarmos as dificuldades resultantes de uma inserção externa cada vez mais exigente.”
Como diria a Palmira Silva, esta gente passa-se big big big time. Mas a expressão não chega para descrever este manifesto de amor ao grande líder. Esta gente droga-se big big big big big time!

Ontem, José Sócrates deslocou-se ao Distrito de Braga. Um Distrito importante no País e que conta com António José Seguro como cabeça-de-lista pelo PS. Ora, quando esperávamos ver o momento de apelo ao voto lado a lado de Sócrates e Seguro, vemos apenas o Primeiro-Ministro isolado, com a máquina do autocarro atrás.
E Seguro? Bem, esse jogou mesmo pelo seguro para o seu futuro e nem vê-lo!

Os meus parabéns ao Duarte Marques e votos de bom trabalho à nova direcção do YEPP.

CM
Votar PS nem falo. Agora quem me honra com o seu tempo fazendo leitura dos meus escritos já sabe que considero que BE e CDS são os partidos franja não consequentes com o que dizem, prometem ou advogam. E nestas eleições o CDS uma vez mais prova aqui que é. Quem está a pensar votar CDS leia o programa, veja as propostas e venha aqui discutir comigo de onde virá o dinheiro para tudo o que é proposto. Eles vão sempre dizer o que dizem pois NUNCA terão de o provar como Governo per si.
Votar CDS é votar PS.
Votar CDS é desperdiçar o voto.
Votar CDS é votar na demagogia bem vestida, bem falante e que muito bem disfarça o beluga e a perrier.
Votar CDS só para não votar PSD é simplesmente um grande disparate. E o CDS sabe disso...
Nos últimos dias tenho tido o privilégio de trabalhar com pessoas excepcionais. Pessoas com quem partilho a vontade de mudança. Pessoas com quem não tenho de estar sempre a justificar e a argumentar as minhas escolhas políticas, pessoas que não são peritas em fogo amigo, pessoas que têm um propósito altruísta e digno. Sofremos das mesmas frustrações mas também partilhamos das mesmas alegrias e das mesmas ambições. Não estão ressabiados. Recebem todos de braços abertos. Dão o litro e mais outro.
E toda esta envolvente lembra-me um discurso de Obama que se me ficou gravado na memória desde a campanha que o lançou para o cargo mais elevado na política mundial.
Oiçam; Bush é Sócrates. Washington é São Bento.

Na senda do post do Rui, que a distancia não seja uma desculpa para a abstenção daqueles que por razoes profissionais ou académicas se encontram fora de Portugal.
É possivel votar antecipadamente junto do Consulado de Portugal mais próximo do sítio onde se encontram entre os dias 24 e 26 de Maio.
O processo é simples e rápido. Mais informações podem ser consultadas aqui.

(links das notícias nas respectivas imagens...)
Deixem lá ver então se eu percebi bem... Portanto, o desemprego é provocado pela necessidade de consolidação orçamental... Portanto é consequência do défice excessivo que resulta de uma decisão política clara deste governo, que defendeu essa política orçamental como solução para atenuar os impactos da crise financeira internacional em 2009. Para os mais esquecidos, aqui têm a cábula:
Portanto, o candidato a primeiro-ministro acabou de assumir em entrevista a responsabilidade pela actual taxa de desemprego. Gostaria que alguém pudesse confrontá-lo políticamente com este facto.
Em segundo lugar, o ex-ministro da Economia, assume também publicamente que a recessão verificada no primeiro trimestre é consequência directa da necessidade de re-equilibrar as contas públicas, logo, responsabilidade directa das opções políticas claras de 2009 supra-citadas.
O que é curioso é que países como a Grécia e Irlanda que estão já a aplicar um programa de grande austeridade financeira escaparam à recessão económica, enquanto Portugal que até há poucas semanas apresentava um supéravit inédito entrou em recessão. Seria interessante que o candidato fosse também confrontado com estes factos. Aqui fica novo exercício de memória:
Fica ainda provado que para avaliar a responsabilidade da crise económica, financeira e social que vivemos não é necessário ouvir o PSD ou a demais oposição... Basta ler o próprio governo, ter alguma memória de curto prazo e ler o Diário Económico...
A todos os estudantes deslocados e que não podem exercer o direito e dever de voto nos seus círculos eleitorais. Saibam como votar antecipadamente. Osjovens têm de se fazer ouvir nestas eleições. O 12 de Março a isso obriga...
Parabéns à JSD Concelhia de Lisboa por esta iniciativa. Os jovens precisam de mobilização ao voto, independentemente das suas escolhas.
Com o calor no horizonte, aproveito o spin de uma das minhas músicas preferidas du jour para agradecer a todos os Bombeiros!
Espero que a comunicação social não fique muito ofendida... Vivemos tempos da mais alta exigência moral e de etiqueta social! É preciso ter muito cuidado com a nova comissão de defesa e promoção dos bons costumes, ups, perdão, queria dizer comunicação social...

Porque hoje acordei a divagar...
Há inúmeras formas de olhar, analisar e pensar o mundo. Há outras tantas de pensar o ser humano e mais ainda para analisar a sua interacção em sociedade. Uma forma muito interessante de analisar o comportamento do ser humano em sociedade são os afectos e a forma como toldam os seus comportamentos diários.
É um exercício ao alcance de todos. Basta olhar em redor com sentido crítico. Quantos jovens, hoje em dia, se levantam para ceder o lugar ao idoso num transporte público? Quantas pessoas se insurgem perante um assalto a poucos metros? Quantas pessoas se insurgem perante quem vandaliza, perante quem suja o espaço público? Quantas pessoas prestam auxílio a um estranho caído? Quantas pessoas oferecem ajuda a quem se mostra perdido ou desorientado? Todos estas observações que estão ao alcance de todos são resultado de uma perda de afectividade entre as pessoas. Essa perda de afectividade é resultado de inúmeros factores, mas sobretudo pela mudança radical no que toca à infância e ao convívio familiar. Cada vez mais as crianças crescem e desenvolvem-se alheadas de um verdadeiro ambiente familiar, onde a troca de afectos se manifesta mais por diálogos mas menos por gestos, por ausências ou silêncios. Há uma crescente valorização da comunicação, mas uma menor vivência dos afectos. As crianças crescem sem contactar com familiares, muitas vezes sem contactar com avós, primos, ou irmãos. Isto promove o alheamento durante a adolescência e a pura abstracção social enquanto adultos. A afectividade é algo concreto. É a empatia que desenvolvemos pelos idosos aprendida pelo acompanhamento da velhice dos nossos avós. É a empatia que sentimos na partilha, que desenvolvemos pela partilha com os irmãos. É essa empartia e os laços que desenvolvemos com outros humanos que promovem um sentimento de comunidade e de espécie. É a afectividade que leva a que valorizemos muito mais a vida de um humano que a vida de um animal. Pela mesma razão, e generalizando um pouco, essa afectividade sustenta a construção do conceito de identidade subjacente à comunidade, etnia, etc. Pela mesma razão ainda será fácil a qualquer um de nós categorizar o valor da vida das restantes espécies pela afectividade que temos para com elas: valorizamos certamente mais a vida de um cão ou de um gato que a de um gafanhoto ou de uma formiga. E eventualmente valorizaremos mais a vida de uma árvore que a vida de uma alga.
O conceito da afectividade pode ser levado mais longe: este conceito está subjacente à própria valorização da vida. A sacralidade da vida é resultado da afectividade que sentimos pelo ser vivo, e não pelo significado biológico de uma célula que replica o seu DNA. No limite, a sacralidade de uma vida ou de um feto em gestação é valorizado pela afectividade que os progenitores sentem por ele e não pela meiose do zigoto. Assim, um aborto é apenas aberrante quando é praticado contra o afecto dos progenitores. A forma como a sociedade actual promove a vivência dos seus afectos explica ainda o sucesso das novas formas de comunicação. Hoje, certamente uma maioria de jovens com menos de 30 anos sentir-se-á mais à vontade de comunicar sentimentos através de um chat que através de um telefonema, e substancialmente mais que numa conversa presencial... O principal resultado prático desta nova forma de socialização é uma solidão evidente que se manifesta não só no idoso que passa a tarde sozinho no banco de jardim, mas também do jovem que se alheia do mundo que o rodeia no conforto de uns headphones.
As confusões entre Eduardo Catroga e Passos Coelho. Um diz que a taxa intermédia do IVA deve desaparecer, outro diz que não e puxa dos galões, para dizer que no PSD quem manda é o Presidente. Certo. Mas quem fez o programa de Governo foi Catroga.
Para terminar o dia está tudo indignado com a expressão "pentelho" que Catroga usou na SIC Notícias.
Enfim...não está fácil!
Homens da Luta não vão à final do Festival da Eurovisão da Canção.
Isto é censura à luta, pá! Camaradas, a Reacção foi travada!
Os senhores candidatos a deputados laranja e afins andam profícuos no que toca a elucidar e a desmascarar a eterna k-7 xuxalista.
Desta vez o candidato a deputado à AR pelo círculo do Porto disse algo que me parece tão claro e tão óbvio que tenho pena de não me ter lembrado antes;

"Devo esclarecer mais uma vez que Francisco Assis confunde Estado Social com Estado socialista, que é despesista, gastador e que deu origem a esta situação de pré-bancarrota"
Gosto muito. Está tudo aqui.
O psicolaranja teve a acesso a uma informação bombástica que José Socrates e seus lacaios têm preparada, ainda no rescaldo das negociações com a troika:
OS JACARANDÁS NÃO VÃO PAGAR IMPOSTO PARA FLORESCER!!!

Uma imagem (ou quatro) valem por mil palavras!
O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes afirmou esta segunda-feira ser «claro que votar em Paulo Portas é votar em Sócrates» criticando o «entendimento tácito» que parece existir entre os dois.
«Há uma questão que todos os portugueses, face às declarações de Paulo Portas recentemente, querem ver esclarecida. É se, como aparenta, Paulo Portas está disponível para, numa eventualidade que não vai acontecer, ser a muleta de Sócrates. Tudo aponta para que haja uma certa comiseração e até um certo entendimento tácito de Paulo Portas com Sócrates», disse à Lusa Luís Filipe Menezes, horas antes do debate televisivo entre os dois.
Para Menezes «parece que hoje já é claro que votar em Paulo Portas é votar em Sócrates, independentemente desse esclarecimento».
Acrescentou mesmo que «quem no centro está farto de Sócrates e considera que o país precisa de mudar sabe que aritmeticamente, o voto de hesitação no Dr. Portas é votar no Eng. Sócrates».(...)

O cabeça de lista do PS por Lisboa, Ferro Rodrigues, defendeu hoje que o PSD cumpriu a "ameaça" de fazer um programa eleitoral "de radicalização do acordo com a 'troika'", para desmantelar o "Estado Social".
(...)
À entrada para um debate no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política (ISCSP) da Universidade Técnica de Lisboa, Ferro Rodrigues apelidou ainda de "profundamente anti-democrática" a forma como os sociais-democratas se estão a posicionar perante os eleitores, considerando que "os portugueses não estão dispostos a ser condicionados".
Deve haver um fã de Goebels no PS ("Uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade").
Ninguém aqui quer desmantelar o Estado Social. Dá é jeito que aja dinheiro para esse mesmo dito Estado Social!
Acabar com a Segurança Social é não fazer nada, e deixar que um esquema em pirâmide imploda (mas, em abono da verdade, o senhor já terá a sua pensão, não é sr. dr. Ferro Rodrigues?) sobre o peso da Demografia.
Acabar com a Escola Pública é irrelevante. O Ensino é que é o Bem Público a ser protegido. Se é dado pelo Estado ou por Privados, é uma mera questão de implementação. Até o Primeiro Ministro o admite: afinal não são os seus filhos que estão em escolas privadas?
O Serviço Nacional de Saúde não serve a ninguém. Por alguma razão a ADSE existe, e um lobby de 750 mil eleitores dele não prescinde.
Quem desmantelou o Estado Social foi o Partido Socialista. Ou agora esquece-mo-nos de que se levou o País à falência?
Não está em causa fazer mais ou menos uma ponte. Está em causa não ter dinheiro para pagar salários! Está em causa terem atrasado um pedido de resgate que veio tarde, e foi mais duro por isso. Está em causa 15 anos de desgoverno, como não há memória neste país desde há 160 anos. Citando outro socialista - Sousa Franco - estes foram os piores governos desde D. Maria II.
Há pessoas que perdem grandes oportunidades... para estarem calados!
“The Greek government played it relatively straight but Portugal’s crisis management has been, and remains, appalling.
José Sócrates, prime minister, has chosen to delay applying for a financial rescue package until the last minute. His announcement last week was a tragi-comic highlight of the crisis. With the country on the brink of financial extinction, he gloated on national television that he had secured a better deal than Ireland and Greece. In addition, he claimed the agreement would not cause much pain. When the details emerged a few days later, we could see that none of this was true. The package contains savage spending cuts, freezes in public sector wages and pensions, tax rises and a forecast of two years’ deep recession.
You cannot run a monetary union with the likes of Mr Sócrates.
Em vez do País andar entretido com videos com piadas a países nórdicos, devia parar para pensar no acima citado - entre tantas outras coisas!
Dia 5 de Junho não é um jogo de Futebol!

Assim Unidos podem realmente MUDAR!
(eis um Ministro que até tem razões para sorrir)
Exmo. Sr. Ministro Jyrki Katainen,
Escrevo-lhe como portuguesa, embora seja também finlandesa. Admito: escrevo com uma raiva profunda em mim. Há de passar, mas por enquanto irrita.
Dia sim, dia não, tem-se discutido o apoio da Finlândia ao meu outro país, Portugal. Por um lado, todo o meu patriotismo português, a terra que me criou, faz-me pedir que nos ajude. Por outro, não tenho argumentos nenhuns que justifiquem essa ajuda.
Se é verdade, que em tempos mais gloriosos, Portugal teve um papel de relevo no mundo e até apoiou em víveres a jovem Finlândia, hoje não é mais que uma antiguidade envelhecida que ninguém quer restaurar e que continua a ser comida pelo bicho até se transformar em pó.
Em Portugal, tenho colegas licenciados, advogados, médicos, engenheiros e afins, que não sabem falar e muito menos escrever.português. A primeira vez que o finlandês surgiu em forma escrita data do séc. XVI. Por essa altura Camões já escrevia Os Lusíadas, que não foram de todo a primeira publicação escrita da língua portuguesa mas um dos seus apogeus. Por essa mesma altura Portugal já tinha palmilhado o mundo.
Ainda assim, nos dias de hoje, o analfabetismo não foi radicado. Porque por mais competências que os licenciados tenham, de que serve se nem a sua língua mãe conhecem? E se devemos apostar no inglês, como é que se justifica que jornalistas, políticos e até o primeiro-ministro sejam uma nódoa a falar inglês?
Na Finlândia, não é um drama não se ser licenciado. Porque mesmo sem formação superior, os cursos profissionais dão a oportunidade de se ser verdadeiramente bom como secretário, mecânico, ladrilhador, canalizador, entre outros. Trabalho não é deshonra.
Aos 18/19 sai-se de casa dos pais. Se for caso disso casa-se, trabalha-se e ainda assim tira-se um curso. Com trabalho tudo se atinge.
Os finlandeses vivem por vezes mal para as suas capacidades, mas pelo menos poupam.
Em Portugal, seria muito pouco provável termos um Ministro das Finanças de 39 anos. Mas a idade não o tornou menos competente, muito pelo contrário. Em 37 anos de democracia, Portugal não se conseguiu governar sozinho. Emprestar dinheiro não nos vai salvar, muito pelo contrário. Vivemos acima das nossas capacidades, continuaremos a fazê-lo enquanto cada agregado familiar tiver pelo menos dois automóveis, enquanto se for almoçar fora ou jantar fora porque dá trabalho cozinhar em casa, enquanto os altos cargos da Administração Pública e o Governo tiver carros novos e de luxo ano sim - ano sim, etc. etc. Enquanto simultâneamente um deficiente motor em Portugal não tem infra-estruturas para se movimentar, muito menos autonomia, ou equipamentos gratuitos, cuidados gratuitos, medicamentos a custos simbólicos, como na Finlândia.
Com que argumentos podemos pedir uma ajuda, que não é nem mais nem menos que um empréstimo à Finlândia? Não podemos continuar a pedir que os portugueses paguem a factura de estádios de futebol, de rotundas, mais auto-estradas e TGV's. E dos juros brutais com que vendem o país a retalho. Não podemos continuar a exigir que as empresas sejam asfixiadas por mais impostos e contribuições que as impedem de contratar e forçam a despedir. A culpa não é de um código de trabalho rígido. A culpa é do peso oneroso que recai sobre as empresas, sobre quem contrata.
E chega de atirar areia para os olhos, de permitirem que os socialistas tenham razão quando são responsáveis por esta farsa. É hora de cair, de passar de novo fome como vocês passaram, como lutaram muitas vezes sozinhos, há pouco tempo até, para valorizarem o que é nosso. Um lar, comida na mesa, trabalho em vez de emprego.
É hora do povo português acordar. E só pode fazê-lo se o sistema implodir. Enquanto não se chegar ao fundo do bolso, os olhos continuarão fechados.
É hora de os abrir.
Se a Finlândia quiser ajudar, que ajude com ideias e não com dinheiro. É altura de deixar-se de pescar pelos portugueses e dar-lhes uma cana para aprenderem a pescar sozinhos.
P.S.- Dedicado à CM de Cascais - Se acham que os finlandeses são ignorantes ou analfabetos, desenganem-se. A Finlândia não fica na América do Norte ;) E também não é com factos históricos maioritariamente centenários que convencem os finns!

O PPD/PSD faz hoje anos. Uma data que deveria ser para celebrar. Deveria pois os tempos hoje não estão fáceis. E não estão fáceis porquê? Ora, vivemos há 6 anos com uma Governação de um Actor sem carácter, que faz o que quer e lhe apetece. Um actor que já teve CINCO adversários em nome do PSD. Ora, em 6 anos, CINCO líderes da Oposição é obra! Mas mais obra que a nossa inconsistência, é a certeza de que hoje, passados 6 anos do golpe que existiu, vivemos pior em todos os sentidos.
Voltámos a recorrer à ajuda externa e vivemos num País que parece ter o PSD como o apoiante da Troika e o PS como o grande defensor de Portugal. Isto é tão mais surreal como aparecer o PSD a fazer o papel de mau da fita, quando quem tem a culpa de tudo é quem governa há 6 anos! Repito: 6 anos!
As sondagens de hoje preocupam. Preocupam porque demonstram que a mensagem não está a passar. Ora, é necessário um programa claro e simples para os portugueses perceberem. Escrevo hoje, sexta-feira, julgo que Domingo virá o programa para o País. Acontece que o programa para o País são as folhas do memorandum da Troika. O resto é conversa. Neste cenário eleitoral parece-me que temos algumas medidas a tomar.
É preciso ter duas a três mensagens para o País. Passos Coelho fala muito e de vários temas, a mensagem perde-se. As pessoas não ficam com o que realmente o senhor quer fazer. Mudar? Sim, Obama também queria, mas aqui a diferença entre Obama e Passos Coelho é enorme. Ora, concentremo-nos em mensagens fortes, simples e directas.
Depois é fulcral existirem mais pessoas (de valor) a passarem a mensagem. Aparecer agora Catroga apenas, como dono e senhor do PSD não chega. É fundamental já que captámos as personalidades da Sociedade Civil, nos seminários Mais Sociedade, que venham agora defender as ideias do PSD. Que venham para fora. É ainda importante o actual Líder do PSD, mobilizar os seus. E os seus passa por mobilizar os ex-Líderes do Partido. São o rosto do passado? Pois. Mas segundo se sabe foram convidados para listas. Logo, a renovação da mudança não era bem por aí. Então que se peça ajuda. Que se apele à união de todos.
Por fim, considero fundamental duas coisas. Apresentar a equipa. Não estamos numa de mudança? Vamos a isso. Vamos mostrar quem temos. Gente séria, honesta, que a sociedade portuguesa confie. Do outro lado é One Man Show? Então aqui é equipa e espírito de entre-ajuda para realmente mudar.
Depois falta GARRA! É notório que Passos Coelho fala bem, muito eloquente nas suas intervenções. Mas que diabo. E espevitar este País? Ser duro com esta corja que nos governa? Já chega de santinhos e bem falantes sem dar ao povo a mensagem de que podemos confiar. Não se trata de falar alto ou ser homem providencial. Trata-se de dizer ao que vem, convicto e sobretudo que nos quer guiar com um rumo bem definido.
Estou cansado de tiros nos pés.

Nunca José Sócrates o temível Primeiro-Ministro esteve tão frágil e tão vulnerável. E o que assistimos? A sondagens como estas.

É muito mais do que isso. Ontem, para surpresa dos ditos 6 milhões de benfiquistas, o seu clube foi, e contra um adversário em teoria acessível, afastado da ambicionada final em Dublin. Descobrimos também que o PS voltou a ultrapassar o PSD nas previsões de intenção de voto. Os paralelismos entre ambas as situações são mais do que muitos. Em piadas entre amigos, sempre disse que o Benfica era o reflexo da nossa sociedade. Um clube que vive no passado, que pensa ser mais do que é realmente, que julga que o pensar que é chega. Não exige mais e, ano após anos, os desaires continuam. Eventualmente, lá ganha alguma coisa, e toda a gente fica extasiada, pois são os maiores outra vez. Mas, na época seguinte, tudo volta ao mesmo, e voltam-se a verificar os desaires que toda a gente vê, mas decide ignorar e continuar a viver noutros tempos áureos.
Bem-vindo a Portugal. Um país com um povo esquizofrénico, que muito critica mas continua a abanar as bandeirinhas. Um país que viveu tempos áureos e que continua a assumir que é o maior, quando tudo aponta na direcção oposta. Um país que continua amorfo e a querer apostar nos erros, quando se sabe que é possível fazer bem melhor. Só isso explica que se continue a apoiar fervorosamente o PS. Ou será o Benfica?
Há uns meses a nossa Elisabete fez uma pausa no Psico para dar inicio a uma outra viagem.
Destino: Moçambique.
Plano de viagem: oferecer um ano de vida ao serviço dos outros.
Foi com alegria que hoje recebi noticias suas e o testemunho que aqui partilho.
2011 é o Ano Europeu do Voluntariado. Porém, ser-se voluntario, estar atento e disponível para os outros não é uma questão de calendário, é uma forma de estar na vida. É saber que na diferença de um olhar está um Mundo por encontrar, e não o perder de vista.
Em Moçambique como na porta vizinha à nossa existem vidas que precisam de ser levadas pela mão para que (re)encontrem sentido.
Nesta viagem que começou há cinco meses e que transporta já tantas estórias, tenho-me sentido sempre perto do essencial.
O essencial que vive em todas as pessoas, que nas Comunidades me dão esse enorme privilégio de partilhar a sua vida comigo, todas as pessoas que me fazem entrar pelas suas “machambas” e me explicam com a sua infinita paciência os tempos da terra, que são os seus tempos e dão a cada instante “ tantos mundos novos” ao meu mundo.
Que está em todos os “quintais” onde permaneço e onde por entre cabritos, galinhas e maçarocas, falamos do que precisam e do procuram, do que desejam: “ Se houvesse mais um poço de água na aldeia, já não teriamos que estar quatro horas à espera de manhãzinha”… “ Havia tantas coisas que gostava que existissem na comunidade! Então e qual era a mais importante? Que chegasse luz… Então porquê? Para haver escola à noite… Queria estudar e de dia estão lá os meus filhos, não pode ser”
Que encontro em todos os monitores, que em comunidades profundamente isoladas e com tantos contrangimentos para as suas vidas, abrem todas as manhãs a sua escolinha, porque acreditam que isso é verdadeiramente importante para as “suas” crianças “ antes de haver escolinha, criança ficava só sentada, não tinham estes conhecimentos que lhes abrem os olhos”. Em todos os Supervisores, parceiros privilegiados, cuja capacidade de trabalho e entusiasmo me fazem acreditar que há ainda mesmo muitos frutos para colher. Às crianças, que dão sentido ao trabalho dos tantos que colaboram com este Projecto e a quem as Escolinhas permitem tempo e espaço para serem crianças.
O essencial que sei que habitaem Ti. Tuque me deste a confiança de partir, de me colocar à disposição. Tu que dás sentido aos meus passos e estás presente em todos os caminhos que faço por dentro e por fora.
Num ano em que abraçamos esse desafio tão dificil, quanto estimulante, de procurar uma direcção que permita a sustentabilidade das Escolinhas Comunitárias do Niassa, o meu olhar começa a ser de dentro e não de fora. Um olhar que se funde com todas as vidas com quem se cruza, um olhar que se deixa tocar e transformar.
Um olhar consciente que só o que se dá é para sempre e que acredita que o verdadeiro desenvolvimento se constrói com as pessoas e não para as pessoas.
Porque é a partir dos seus desejos e das suas necessidades que se percorrem os seus (novos) caminhos. Porque é nas suas vidas, que moram as dificuldades, mas é também aí, sempre aí, que moram as possibilidades…
Por aqui os dias são ganhos assim. Em todos os momentos em que conseguimos estar inteiros com as pessoas.
Porque aqui, os dias são ganhos com o essencial.
Elisabete Oliveira, Moçambique 2011
.. e pode estar a fazer uma campanha insípida e tudo o mais... mas, pelo menos, não tem provas dadas sobre como afundar um país e vitimizar-se por tal.
Se PPC fará melhor trabalho que Sócrates? Talvez sim, talvez não. Teremos que dar-lhe o benefício da dúvida. O que não percebo é a defesa cega de Sócrates, alguém que, infelizmente, nos conduziu a esta situação.
Dizer que considera "de grande gravidade amanhã se vir o Dr. Passos Coelho vitorioso e primeiro-ministro de Portugal" porque "não está preparado neste momento para governar o país e não tem máquina que o consiga preparar para governar o país" é, simplesmente, estúpido. Estúpido, e ridículo, e desesperado, e triste, e aflitivo, e animalesco, ...
Sócrates teve a sua oportunidade. E teve outra, quando não deveria ter tido. E muda de argumento todos os dias, mentindo, de acordo com o que mais lhe favorece. Já chega. Que venha outro, que faça o melhor que consiga. Que tudo corra da melhor forma, é o que se deseja, mas, caso corra mal, por ser inexperiente ou por qualquer outro motivo, então que venha outro depois. É essa a beleza da democracia.
On June 5, Portugal holds parliamentary elections that will shape its future for years to come. If the country is to recover from its current financial crisis, these elections will have to return a government that can deliver reform and rebuild market confidence.
Recent events highlight just how crucial the need for change has become. On April 6, Portugal was forced to seek an estimated €80bn in financial aid from the European Union. This was the culmination of a long-term loss of market confidence in the government’s ability to improve external competitiveness, restore public and banking sector creditworthiness and get the economy growing again.
Turning this situation around is difficult but not impossible, if Portugal focuses its energy on growth. The country’s problems have built up over a number of years as it spent too much, and earned too little, running annual current account and budget deficits often close to 10 per cent of gross domestic product. The crucial difference with other eurozone countries is that macroeconomic imbalances were underpinned by a decade of meagre growth. The disappearance of private savings created a vicious circle between public and external debt.
Reducing costs through an austerity programme is urgently necessary. The most effective, and fairest, way to achieve this is through a leaner and more efficient public sector. Portugal needs to restructure general government, state-owned enterprises and public-private partnerships and concessions that do not provide value for money and are not economically productive. The three previous government austerity packages (not implemented as agreed) and the fourth (unanimously rejected by parliament) were focused too much on austerity for ordinary citizens, rather than reducing the size of the state.
Raising revenues is also critical, although only in the context of enabling growth. A simple example illustrates this point. Two weeks ago Portugal released first-quarter budget figures, which showed a narrowing deficit that was mostly due to earlier tax rises. Raising the tax take on the existing revenue base – rather than seeing tax income grow as a function of GDP growth – is not a sustainable strategy in the long term.
Which leads us back to growth. Fiscal consolidation, while necessary, is not enough to deliver long-term budget stability and debt reduction. In the medium to long term, economic growth is the only solution to Portugal’s fiscal problems.
The financial assistance package being negotiated with the EU, the International Monetary Fund and the European Central Bank is a vital, if depressing, step. Portugal’s cost of borrowing, which stood at over 8 per cent on five-year bonds the day before the vote on the latest austerity package, and has since risen to more than 11 per cent, was unsustainable. The assistance package is necessary to provide the liquidity the country needs to meet short-term funding requirements.
However, it is only a short-term measure that buys some time. The money is still owed, and must be paid back. This is why growth is all. It will be achieved by lowering costs in the short-run and bringing about productivity gains in the long-run; and it must be more export-driven. This means strengthening existing export markets and expanding to new ones, especially in Africa, Asia and Latin America.
The country needs a productivity boost from lower labour and other regulated costs, such as energy, that have a direct impact on the tradable sector; and structural reform has to lead to a more qualified labour force, greater accountability and effective conflict resolution.
Underlying all of this is the matter of transparency. Markets rely on confidence and certainty, and one reason investors have been pricing in a bail-out for Portugal since 2010 has been the lack of both in budget figures. These fears have been borne out with the budget deficit twice revised upwards in recent months.
The next government has to be committed to complete transparency on the real budgetary and contingent debt situation. This is essential to ensure effective fiscal consolidation and guarantee that Portugal will not remain reliant on financial assistance from abroad. The next prime minister will need to have the determination to bring about change and the willingness to reach out across ideological divides that will allow Portugal to deliver growth while honouring its international debt commitments.
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