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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

Passos corta nas regalias do Governo

Ministros deixam de ter direito a carro para uso pessoal ou fora da agenda oficial, acabam os cartões de crédito para despesas de representação e passa a haver limites salariais para os requisitados.

Já era sem tempo… tens o meu incondicional apoio companheiro Coelho (ainda estou na minha onda burguesa pós-férias). Mas porquê ficar por aqui? Cortem nas regalias da administração local com igual penache. Presidentes de Câmara, Vereadores, Administradores, com carros e mordomias pagos pelo contribuinte.

Mas esses são um pedrinha no oceano decadentemente espetacular das Forças Armadas. Sabem quantos Coronéis, Majores e Generais mandam as esposas às “compras” do continente para a Base Americana das Lajes? Em aviões da Força Aérea.

Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

Um empréstimo que rende juros

Como se diz nas Américas… a merda está prestes a ir de encontro à ventoinha na zona euro.

E o que me motivou a fazer uma asserção tão fecal? Muito simples, as taxas de crescimento das economias da zona euro. A Alemanha e a sua colega falicamente comprometida, a França, ambas ultrapassaram confortavelmente as mais optimistas previsões de crescimento.

A periferia europeia, no entanto, está em muitos maus lençóis. Portugal, Grécia e Irlanda estão a atravessar recessões brutais. Esta recessão e as medidas de austeridade que a acompanham, está a provocar uma revolta social sem precedentes, agravada pelo facto de a percepção pública ser de que a austeridade é a mando de Bruxelas para a protecção dos bancos e não dos cidadãos.

A disparidade no crescimento entre os diversos países da zona euro, só veio piorar a situação. A política monetária de um país deve (idealmente) reflectir as condições económicas do mesmo. Quando o crescimento é forte e o risco de inflação é alto, sobe-se as taxas de juro de modo a tentar controlar as coisas. Quando o crescimento é fraco, e avizinha-se uma recessão, mantêm-se taxas de juro baixas e evitam-se medidas socioeconómicas austeras.

O problema é que temos os países “fortes” do centro/norte a ir na direcção oposta à periferia do sul da Europa. Levando a que a política monetária comum da zona euro, se torne num emaranhado de contradições.

Não faz sentido termos a Alemanha e Portugal a partilhar as mesmas taxas de juro… é ridículo. Se a Alemanha continuar a crescer a este ritmo, as pressões inflacionárias sobre o seu mercado irão levar certamente a que o Banco Central Europeu promova um aumento das taxas de juro de modo a proteger o seu “cavalo de batalha económico”. Do outro lado da barricada economia, temos Portugal, Grécia e Irlanda a tremerem com a perspectiva de um aumento dos juros e consequentemente um descalabro económico ainda maior.

A solução a curto prazo, poderá passar pela reestruturação da divida pública dos países em crise. Contudo, basta referir a palavra “reestruturação” em Bruxelas, para ver que a ideia não tem pernas para andar junto dos colossos europeus.

Mas porquê essa reticência em sequer discutir a viabilidade da ideia? Por parte da Alemanha e da França, a resposta é simples… os respectivos bancos detêm boa parte da divida portuguesa, grega e irlandesa.

Ou seja, é a crise “subprime” outra vez, mas agora a um nível nacional. Portugal, Grécia e Irlanda acabaram de perder o emprego, não conseguem pagar aos bancos (alemães, franceses) a mensalidade das respectivas casas, e os bancos estão de mãos atadas a uma enorme bomba de produtos tóxicos, a qual não podem deixar explodir de modo algum.

Não estamos perante um benevolente pacote de ajuda a Portugal, mas sim uma ajuda encoberta ao sistema bancário.

Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

A responsabilidade do PPD/PSD/Açores no chumbo do PEC IV

A estratégia do PPD/PSDAçores parece simples e até simplista, atribuir culpas ao “PS do continente” e chamar à colação problemas da política regional.

Berta Cabral enveredou por um discurso estranho, num primeiro plano, bebe da estratégia da São Caetano à Lapa e procura edificar uma tese própria. Ora, estas construções são incoerentes e contraditórias. Berta Cabral não pode usar os argumentos de Pedro Passos Coelho e simultâneamente atacar o PS/Açores por insuficiência na negociação com a troika.

Vejamos. Pedro Passos Coelho chumbou o PEC IV e provocou as eleições de próximo dia 5 de Junho, a argumentação foi a de que o PEC IV não ia “suficientemente longe”, não era suficientemente duro.

Importa, acrescentar os argumentos de Berta Cabral e ainda do Grupo Parlamentar do PPD/PSD no debate de ontem na ALRAA, que argumentam “que o governo regional não tenha tido a capacidade de negociar”.

Berta Cabral utiliza dois planos argumentativos e faz um “mix” – vocábulo muito em voga na São Caetano à Lapa.

Torna-se da maior pertinência analisar a responsabilidade do PPD/PSD/Açores no chumbo do PEC IV, no contributo que deram para a crise política e consequente pedido de ajuda externa.

Para a Região, o acordo é um bom acordo quando comparado com o acordo para o resto do país, sinteticamente, porque respeita a Autonomia e a diferenciação da Região.

Contudo, quando comparado com o PEC IV o Memorando da Troika é muito mais agressivo para os Açorianos. Ora, como é possível o PPD/PSD/Açores ter contribuído para o chumbo do PEC IV e assinar o Memorando da Troika?

Creio que Berta Cabral está a esquecer-se que o PPD/PSD/Açores contribuiu para o chumbo do PEC IV, por ventura, Mota Amaral e Joaquim Ponte estavam distraídos no dia da votação do PEC IV.

O Memorando da Troika é mais duro do que o PEC IV, porque Pedro Passos Coelho assim o exigiu e aqui Berta Cabral tem que partilhar responsabilidades, pois não se distanciou do “insuficientemente longe” de PPC.

A conciliação de teses por Berta Cabral é absolutamente incoerente. Berta Cabral acha que o acordo é mau para os Açores e acusa o PS, mas o programa eleitoral que compromete o PPD/PSD/Açores vai além do Memorando, isto segundo Pedro Passos Coelho.

Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Geronimo o Índio Narcolepsico

O debate de ontem entre José Sócrates e Jerónimo de Sousa foi realmente um exercício de tédio intelectual. Falta de carisma, de discurso coerente ou medidas governativas exequíveis. O
revolucionário comunista apresentou-se como uma figura política presa ao passado.

De qualquer modo, uma breve nota sobre o debate:

"José Sócrates tem uma "maneira esquisita de defender o Estado Social"

Eu tenho uma dor esquisita no cotovelo. O PS fez mais pelo estado social do que o PCP alguma vez fez quando foi governo... oops, tá certo, o PCP nunca foi governo, aparentemente o povo português também acha esquisita a noção de estado social comunista.

"Só produzindo mais é que vamos criar riqueza"; "É preciso aumentar a competitividade";

No entanto, quer limitar os horários de funcionamento das grandes superfícies, fixar o preço dos combustíveis... ou seja, condicionar o mercado com barreiras à livre concorrência. Confesso não perceber muito de macro-economia, mas o condicionamento do sector privado não me parece ser o caminho mais fácil para a competitividade.

Poderia continuar ponto por ponto, mas o caro leitor já deve ter apanhado a ideia do post, de que este tipo faz carreira política da constante demanda pelo escalpe do PS. Pelo menos que o faça de modo mais cativante.

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Privatizar o País

Desde que nacionalizamos metade do país no pós-25 de Abril, que debatemos a necessidade (ou não) de devolver ao mercado as empresas monopolistas do sector público empresarial. Ultimamente a discussão está a centrar-se nas possíveis privatizações da RTP (em parte), TAP, CTT, CGD, GALP, EDP, REN, ANA, Carris, Águas de Portugal, Metro de Lisboa, Parque Expo

Tudo muito bom e bonito, mas numa economia terceiro-mundista como a nossa, temos que nos certificar que três condições essenciais são cumpridas antes de avançarmos para a privatização do sector público, não vá criarmos uma situação pior do que a anterior.

Primeira condição… promover a consolidação financeira do sector público, ou seja, rentabilizar/racionalizar as empresas públicas antes de as privatizar. Uma empresa falida não vale um cêntimo a quem quer que seja, ou mostramos aos investidores que «sim senhor, vale a pena» ou nem vale colocar a empresa no mercado… BPN?

Segunda condição… a desregulamentação dos preços e a abolição completa dos subsídios do estado às actividades económicas envolvidas directamente ou indirectamente na privatização. O estado português precisa de se excluir de todos os níveis de intervenção nas finanças do sector público, que acabam por distorcer a avaliação correcta do sector público por parte de possíveis investidores.

Um investidor na EDP por exemplo, terá que ter a garantia absoluta de que pode fixar qualquer preço no fornecimento de energia eléctrica ao cliente, é o único modo de promover um sector privado forte.

O estado devia-se abstrair da preocupação de que essa mesma EDP (agora privatizada) iria cobrar demasiado pelos seus serviços. Se tal acontecer, o cliente procurará a concorrência… Mas e se não houver concorrência?

Terceira condição… a abertura do mercado à concorrência (doméstica e estrangeira), temos pena da menina SATA, mas tem que ser. Abolir todas as leis, regulamentação, que inibem ou proíbem a concorrência.

Porque é que os Açores só podem ter uma companhia aérea? Eu sei que não é bem assim no papel, mas na realidade a obrigação de serviço público é isso mesmo. Porque não companhias low-cost a voar para as maiores ilhas (as que tem mercados rentáveis)?

A história económica mundial mostra-nos uma verdade muito simples… a concorrência leva a melhores produtos e serviços… a custos menos onerosos para o consumidor. E este consumidor aqui… está farto de ser chulado pelo estado.

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Será que era este?


Para memória futura:

A 17 de Fevereiro de 2011, sim 2011, Pedro Passos Coelho, líder do PSD, disse em entrevista à RTP1 que "o PSD não está cheio de vontade de ir ao pote", como relata esta notícia.

A 23 de Março de 2011, sim de 2011, o PSD e a demais oposição parlamentar rejeitaram o PEC no Parlamento, obrigando à demissão do Primeiro-Ministro.

Até hoje, e já passaram 34 dias, não conhecemos a alternativa do PSD para o país. Mas uma coisa já posso afiançar com certeza, o pote a que se referia Passos Coelho é o da imagem acima e que faz parte de uma das salas do rés-do-chão da residência oficial do primeiro-ministro.