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29 Maio 2011

Quando os conhecimentos são colhidos...


... ainda verdes, amadurecendo à força de malabarismos e fora do seu meio natural, o estudo honesto, ao serem utilizados como alimento político dão origem a coisas assim, anti-natura, como esta e esta (via Fiel Inimigo).
Entretanto, leiam também no FI este excelente reparo, acabadinho de sair.

10 Maio 2011

A Guarda Verde

Arcimboldo, Primavera

O texto que se segue foi retirado daqui (via Fiel Inimigo). No blogue, Bolinas, suspenso desde o final do ano passado por motivos que desconheço, encontram-se outros, bastante interessantes, cuja leitura recomendo, pelo que o seu endereço passa, a partir de hoje, a fazer parte do meu Miradouro, para maior facilidade de consulta.

«Quando nos finais dos anos sessenta do século passado Mao-Tsé- Tung achou que a sua revolução estava a descambar, convocou os chinocas mais novitos, passou-lhes para as mãos um livrinho com a sua versão dos mandamentos e mandou-os “reeducar” o povo pela nova cartilha. Ficaram conhecidos por “guardas vermelhos” e a sua intervenção na sociedade chinesa para repor a revolução nos carris que Mao idealizara está bem documentada .

Tal como muitos outros personagens, nem todos célebres, também Mao percebeu que a juventude é um campo fértil para cultivar doutrinas. Como naturalmente lhe falta experiência de vida e tem pressa de mundo, a rapaziada é mais receptiva a soluções idílicas do que a dúvidas concretas. Aprender a questionar sempre dá mais trabalho e requer mais tempo do que a papaguear ideias pré-fabricas. Por isso, independentemente do seu valor intrínseco, qualquer proposta inovadora constitui um plus para a incontornável vocação catequista do activismo juvenil. E daí não viria mal de maior ao mundo se nele não houvesse quem tivesse percebido como usar essa disponibilidade para dar corpo a agendas no mínimo questionáveis.

Poderia pensar-se que actualmente o mundo estaria mais sensato e evitaria esses abusos da idade da inocência, mas não é o que parece. A demonstrá-lo está aí um remake da actuação da guarda vermelha em horário nobre e na televisão pública. Armada de uma cartilha pseudo-científica e motivada pela fantástica ideia de que o planeta precisa de ser salvo, uma simpática miúda camufla-se de tonta e entra pelas casas da malta a etiquetar a eito de “culpado e eco-criminoso” o desprevenido consumidor. E o coitado pasma! Boquiaberto, nem sequer consegue questionar como é que a mesma caixinha que passa o dia a incentivá-lo a comprar tudo e mais alguma coisa, tem o topete de o vir insultar às dez para as dez quando o gajo finalmente se senta em frente ao televisor e se prepara para rematar mais uma esgotante jornada de produção consumindo o telejornal da Felgueira ! Não fosse a estupefacção e decerto punham a moça na rua. Mas não. Revelando um notável estoicismo, submetem-se. E a procissão lá foi fazendo o seu caminho sem que o Sr Paquete de Oliveira dê mostras de ter algo a dizer.

O programinha chama-se “desafio verde” e não é novo mas mudou de atitude! Uma mudança que não passaria de mais um desvario televisivo se não se desse o caso de várias escolinhas e muitos professores fofinhos apoiarem e promoverem a iniciativa. Acham, dizem, que estão a fazer educação ambiental. Mas o que assim revelam é que são uns imaturos semi-instruidos que não percebem nem o que é educar nem o que é ambiente. Levianamente, estes kidos estão apenas a fazer da escola uma variante verde aos campos de treino onde se doutrinavam as juventudes maoistas. E a contribuir activamente para que o site recentemente criado pela PGR para recuperar a tradição pidesca dos bufos, possa também vir a revelar-se um enorme sucesso para a denúncia verde anónima.»

21 Outubro 2010

Certezas renováveis e sem alternativa


O aldrabófilo mais propagandístico da área dos ecologismos, seus afins e respectivos negócios e negociatas, bem como ex-candidato à presidência dos USA, mister Al Gore, veio a público elogiar o governo do senhor Engº José Sócrates pela posição de liderança que Portugal ocupa mundialmente na área do investimento em energias alternativas.
Foi nessa altura que percebi, sem margem para dúvidas, que a carteira me será devolvida com os documentos.

07 Outubro 2010

Imagens do futuro que nos espera


Antes de lerem o que se segue, seria conveniente terem em atenção este excelente texto.

Todos (?) nos lembramos do enorme escândalo internacional que atingiu o centro mundial de estudos e pesquisa sobre as alterações climáticas, o efeito de estufa provocado pelo CO2, o alargamento dos buracos do ozono e por aí fora, há menos de um ano. Todos (?) nos lembramos da dificuldade que os seus responsáveis tiveram em negar convincentemente que as actividades do instituto adquiriram um carácter verdadeiramente mafioso, com tentáculos espalhados pelo seu tão bem-amado planeta. Desde manipulação de dados ou mesmo a sua eliminação, com vista à confirmação das “realidades” apocalípticas consequentes à” feroz e irracional exploração capitalista”, até à ameaça física aos cientistas que os contestavam, passando pela extorsão disfarçada às empresas que os não financiassem, de tudo se pôde encontrar nos arquivos que julgavam inexpugnáveis.

Ao descrédito e à desconfiança vieram somar-se os cada vez mais numerosos e patentes dados sobre a vigarice planetária perpetrada e os sempre zelosos órgãos de comunicação, quando se trata de explorar o filão d’ “o drama, a tragédia, o horror” (conforme a expressão do inigualável Artur Albarran) começaram a perceber que era melhor mudarem de esquina e de peditório, pelo menos até o burburinho acalmar e, assim, poderem começar a inverter o discurso e a retórica. As coisas, porém, não são assim tão simples, nem se ficaram nem ficarão por aqui. Se os hackers, infinitamente mais do que quaisquer dados, vieram desmascarar iniludivelmente a natureza dos “climatologistas” e afins concentrados em diferentes universidades e institutos, sustentados por chorudos subsídios oficiais e particulares, minando-lhes a credibilidade e a influência, isso não significa que os desmandos produzidos pela sua acção desapareçam tão depressa como se desejaria.

Um primeiro factor diz respeito ao facto da “ciência” ecológica ser, no primarismo dos seus pressupostos, de fácil e leve digestão - umas noçõezitas básicas de biologia, de física, acompanhados de uns quantos slogans e está formada, finalmente, a sabedoria a sério, nada daquelas coisas abstractas e secantes que nos querem impingir na escola, agora é que eles vão perceber que não brincam connosco, que a gente sabe muito bem o que quer. Em suma, uma ciência que proporciona, ao ego de quem não se quer maçar muito com isso do rigor no conhecimento e do correspondente trabalho de investigação, um curso de formação rápida em profetismo - ainda por cima, com estatuto “científico” - que o eleva acima da massa ignorante, crédula, incauta e, sobretudo, consumista como, ainda por cima, nos dá uma arma de ataque “àqueles gajos”.

Não se pode querer mais de uma ciência ao alcance de qualquer “mente razoável” e, naturalmente, bem-intencionada, senão que seja o veículo que proporciona a uns quantos serem os olhos da multidão predadora - cega, oprimida ou simplesmente cobarde e desprezível. Os “cientistas do ambiente” multiplicaram-se mais depressa do que os cogumelos, do café à internet e, inevitavelmente, foram recebidos de braços abertos pela esquerda, que, mesmo nas barbas da ASAE, aproveita tudo para derrubar o “imundo sistema capitalista”.

Mas a simples pregação da mensagem ecológica não conseguiu demover a maioria das consciências adormecidas ou renitentes em aceitar as evidências dos pecados cometidos contra a Mãe-Natureza. E , se bem que a democracia seja, por definição, o sistema assente no diálogo e o ecologista se considere a si mesmo como que o único e universal (porque tem em conta todos os seres vivos) democrata e pacifista, quando o apocalipse vem aí e a Palavra que traz a Luz por mais que se ele esforce não penetra, há que recorrer à acção directa e etc.. O “ecologista” torna-se militante, endurece o discurso e os propósitos. Há que travar o matricídio, há que cumprir a missão que a Mãe-Terra lhe confiou de a preservar inalterada e inalterável, para que, para sempre, possa continuar a dar-nos o leite e o mel. Venha a Green Peace da Humanidade eterna! Formemos “o Partido”, sejamos “os Verdes” e conquistemos o Poder, pela acção reforçaremos as nossas reivindicações nos Parlamentos!

A este primeiro factor, composto por tão altos e nobres desígnios, junta-se um outro, bem mais prosaico. As empresas criadas para produzirem e comercializarem as diferentes mercadorias “verdes”, essas, no entanto, têm continuado as suas actividades altruístas, apoiadas quase sempre pelos diferentes governos, “preocupados com o bem-estar e o futuro saudável dos cidadãos”, acompanhados por banda e foguetório eleitoralista, criando uma rede de interesses e de dependências políticas e económicas. Tais empresas, como quaisquer outras, visam fazer valer os seus produtos sobre os restantes existentes no mercado, pelo que assentam no alargamento do número de consumidores desses produtos. Nesse sentido, estão, muitas delas, em vantagem concorrencial com as “tradicionais”, uma vez que os governos se servem delas como meio de propaganda de imagem, subsidiando, por diferentes meios, esses produtos.

Em estreita ligação com os dois factores anteriormente referidos vem a “ideologia” verde, entretanto imposta às escolas pelos pedagogos de serviço desses mesmos governos. E lá se decretou a “ciência verde” como atitude a inserir na formação cívica, permitindo às crianças e aos adolescentes papaguear sabiamente uma teoria “à la Disney”, fundada em dados cuja real compreensão se encontra muito para além das suas possibilidades de análise e sistematização. E, uma vez mais, inflando e modelando um ego em construção, o ego de uma cidadania responsável. Tudo em nome do melhor dos mundos. E da, a cada dia mais facilitadora (ora, pois…!), Escola do Saber dos Dias Melhores.

Assim se logra uma educação ainda mais “harmoniosa” pela interacção entre propaganda e clientela políticas, ilusão sobre a posse de um conhecimento visionário ou, pelo menos, real, e garantia de um permanente alargamento futuro da clientela das referidas empresas que o Estado acalenta. Já há bastante tempo que um conhecido escritor de FC, entretanto falecido, escreveu um romance sobre uma tramóia mafiosa assente no alarido sobre as catastróficas e iminentes alterações da “saúde” do planeta. A rede estendeu-se, porventura, ainda mais para além do que a imaginação lho permitiu perspectivar. Estamos perante um 1984 de risonha face democrática.

Junte-se, por fim, o factor que cimenta tudo isto, aquilo que é conhecido da natureza humana e que se chama autodefesa do ego. Toda a acção desenvolvida pela dupla mistificadora constituída pelos interesses político-económicos e respectivo sucesso tem por base a fraca exigência da escola em relação ao que é uma rigorosa compreensão dos conceitos fundamentais a reter por parte dos “aprendentes” e sua organização e a preguiça generalizada quanto ao alargamento e aprofundamento de conhecimentos pela generalidade dos cidadãos. Não há democracia sem conhecimento e, por isso, não existirá democracia sem uma escola exigente. Uma escola “facilitadora” é um sinal de alarme para a ditadura que se prepara na sombra.

“Educado” na falta de rigor, no facilitismo e na indisciplina, o carácter humano tende a cair no laxismo moral e mesmo na perversidade. Agostinho da Silva, professor que, como Einstein e tantos outros, desde sempre esteve contra a escola surgida no século XVIII, considerava, no entanto, ser um dever frequentá-la. Justificava-o, lembrando que as crianças teriam, desde cedo, que compreender as noções de necessidades e deveres partilhados por todos (pais, trabalhando nas suas empresas; filhos, trabalhando nas escolas para adquirirem conhecimentos que lhes permitissem ser pessoas), para que pudéssemos viver humanamente. E, também a exemplo de outros, nesse sentido afirmou - e percebe-se muito bem porquê, face ao descalabro vivido por Portugal a este nível - que “mais importante que educar é não deixar deseducar”.

Quanto menos sabedor e pouco disciplinado no saber e na persistência da sua busca, menos se é permeável a novas ideias ou sequer à sua reformulação - na medida em que tal acarreta, inevitavelmente, uma mudança no estar e, provavelmente, no modo de ser daquele que as muda ou reformula. Assim, o militante de base do “ecologismo” tenderá a persistir cegamente no que já se viu não coincidir com a realidade. A exemplo da esquerda, na qual frequentemente milita ou de que é simpatizante e votante, faz orelhas moucas a tudo o que contrarie os seus “princípios” e a sua “ciência contestatária” (“daqueles gajos”), o seu estatuto messiânico, mesmo o que o mais elementar bom senso lhe aponte uma realidade bem diferente dos pressupostos que lhe moldam o raciocínio. Ou isso ou, por falta de norte, cai numa dolorosa desorientação para o ego e na mais que provável depressão. Reagir implica conhecer a sério e isso dá muito trabalho e exige um treino da atenção - que não tem e em que a escola, pouco rigorosa, não o iniciou suficientemente no tempo em que a frequentou.

Eis porque a bola de neve, embora abrandando, continua ainda o seu percurso destrutivo de uma verdadeira e necessária política ambiental - ninguém, por exemplo, fala dos desmandos ambientais e económicos que são permitidos à construção civil, ocupando com betão hectares e hectares de terras excelentes para a agricultura, tendo ao lado outras, pedregosas e estéreis. Porque está formado o seu núcleo, difícil de desmantelar: o que diz respeito à inércia e ao medo. E é esse núcleo, facilmente manobrável, que os poderes político e económico, numa comunhão de interesses apoiada no “prestígio universitário” que subsidiam, não descuram nem cessam de alimentar. Em nome da sua incessante e sincera luta pela vida dos cidadãos. Confirmando-a na educação que dão aos futuros cidadãos. Na escola. Sempre na escola, campo aberto à socialmente indispensável e democrática militância pelo futuro.

A que propósito vem tudo isto? A propósito desta notícia, que se pode ler na página 15 da edição do PÚBLICO do passado domingo, a qual transcrevo integralmente de seguida e que não diz respeito à Al-Quaeda:

«Campanha Mundial para cortar CO2 suspende filme polémico

O objectivo era difundir ainda mais a campanha 10:10, lançada em 2009 no Reino Unido e que convida cidadãos, empresas e outras entidades a, com atitudes simples, cortarem dez por cento das suas emissões de CO2 num ano. Mas o filme, que seria lançado nas televisões e nos cinemas, foi engavetado no mesmo dia da sua antestreia em alguns sites da Internet, na sexta-feira.

Com cerca de quatro minutos, o filme mostra inicialmente uma cândida professora estimulando os seus alunos a juntarem-se à campanha. “Não se sintam pressionados”, diz ela. Alguns dizem que não e a professora, com o premir de um botão, explode-os literalmente. A cena, misturando humor e realismo, repete-se num escritório, num treino de futebol e num estúdio de gravação.

Supostamente, o filme deveria ser visto com humor, mas assim que foi pré-publicado na net, nos sítios do diário Guardian e da campanha 10:10, choveram reacções negativas.

Ao fim da tarde de sexta-feira, o filme foi retirado do sítio da campanha e substituído por um pedido de desculpas. “Com as alterações climáticas a tornarem-se cada vez mais ameaçadoras e cada vez menos faladas nos media, queríamos encontrar um modo de trazer este assunto crítico de volta às manchetes e, ao mesmo tempo, fazer as pessoas rirem”, argumenta o texto. “Muitas pessoas consideraram o resultado extremamente engraçado, mas algumas não, infelizmente, e pedimos sinceras desculpas a quem se tenha ofendido.”

Cerca de 90 mil pessoas já aderiram à campanha 10:10. Em Portugal, onde a iniciativa arrancou este ano, há já cerca de 900 inscritos, mais duas dezenas de empresas.»

O resto é com todos nós. Como, aliás, não poderia deixar de ser.

NOTA: Uma vez mais, não tive tempo para corrigir o texto, escrito, como o anterior, de rajada. As minhas desculpas. Fica a intenção.

18 Setembro 2010

Heil, Greenpeace!


Da juventude nacional-socialista à Mocidade Portuguesa, tudo o que este vídeo relembra é alarmante. E, pior ainda, quando se sabe que é passado em escolas pelos imbecis prá-frentex do politicamente correcto, cheios da sabedoria fast-food sobre os famosos e já decrépitos (porque a mentira não se conseguiu aguentar assim tanto tempo) "efeito de estufa" e "aquecimento global"! Para quando um curso de formação em "bufaria", inserido nas Novas Oportunidades, com passagem incluída para a Universidade? (vídeo citado numa caixa de comentários, também do Fiel Inimigo).

Nota - Repare-se no elemento teatral do capuz, no tipo de iluminação utilizada...

01 Setembro 2010

Deixei de ler o Expresso...


... vão para aí uns trinta anos. E quando, ocasionalmente, em casa de um ou outro amigo, lhe passo os olhos por cima, mais sinto justificada a minha aversão. Ora vejam bem esta, que recolhi via Fiel Inimigo.

04 Julho 2010

Do interesse...


... em salvar o mundo ou "A petrolífera verde e as suas bactérias amestradas" (com vénia ao RioD'Oiro, do Fiel Inimigo).

03 Outubro 2009

05 Agosto 2009

Um blog interessante


Quando, muitos anos atrás, eu frequentava a secção de Ciências, alínea f), do curso dos liceus (para os mais novos que por aqui passem: o equivalente ao actual 12º ano), podia ler-se no compêndio (manual) de Geologia que a Terra, segundo os cálculos da época, iniciaria um novo período glaciário cerca de 1980.
Alguns anos depois, porém, em ligação estreita com os "malefícios da lógica e do sistema capitalistas", com o "recurso desenfreado à tecnologia" e com a "progressiva desumanização e individualismo típicos das sociedades contemporâneas", começou a ouvir-se falar do "aquecimento global" causado pela "acção humana predadora da natureza", termo que tem vindo, cada vez mais, a ser substituído por "alterações climáticas", que esse "aquecimento global" agravaria catastroficamente.
Já falei aqui, neste post antigo, numa tia minha, octogenária, camponesa de raiz, que desde a sua juventude regista mensalmente as condições metereológicas, para se certificar da justeza dos provérbios antigos sobre o tempo. E que encolhe os ombros e se ri quando lhe falam em alterações climáticas. Para ela, "isso é tudo um negócio, mais um negócio que por aí anda".
Pela minha parte, tenho verificado que, ao longo desta década, lendo com atenção os jornais, as notícias referentes a meses com temperaturas abaixo do que era esperado e a invernos muito rigorosos são frequentes, embora em notícias publicadas num décimo do espaço que é concedido às que são dedicadas ao tal aquecimento. No que se refere a estudos contrários à teoria do aumento da temperatura, aí a percentagem sobe a pouco mais de 0%. Quanto às declarações recentes do "pai" da teoria do aquecimento global (de momento não me lembro do nome dele), segundo o qual não há, de facto, segundo os registos efectuados desde 2000, razões para continuar a sustentá-la, a notícia foi quase ignorada.
Num post inserido no Fiel Inimigo, o Range-o-Dente, que se tem dedicado desde há anos ao assunto, chama a atenção para este blog, polémico, mas, a meu ver, de interesse indiscutível. Isto sem esquecer o trabalho que o Alf fez até hoje no Outra Margem e ainda o Mitos Climáticos (ambos os links aí ao lado).
Boas leituras.
Até já.

25 Maio 2009

Vejam...


... este post no Mitos Climáticos (que também tem o link na minha lista), que encontrei via Fiel Inimigo, e um outro, neste último.
Volto já.

01 Setembro 2008

Ouçam ainda, mas ouçam mesmo...


... isto.
Já volto. Lá para o fim da noite, como disse antes.

30 Julho 2008

Do mérito e do susto


O primeiro-ministro fez hoje gala na apresentação do Magalhães, o primeiro computador inteiramente montado em Portugal, com o apoio da Intel, e destinado aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. Mais ainda: o computador poderá ser adquirido por somente 50 euros e, em casos que requeiram apoio social escolar, conforme o escalão em que se encontrar, o aluno verá o preço reduzido para 20 euros ou mesmo para custo zero. O Magalhães, tal como o nome indica, destina-se também a dar a volta ao mundo e já existem contratos com a Venezuela, a Líbia e outros países de África.
A iniciativa é, sem dúvida, meritória a diferentes níveis, embora eu não tenha a certeza de que a substituição do papel pelo monitor, por muito "ecológico" que pareça ser a curto prazo, não venha a constituir, daqui a alguns anos, um motivo de mais um desgaste da natureza e de uma qualquer acumulação de resíduos, devidos ao acréscimo de fabrico de material oftalmológico. Isto, é claro, pondo de lado o facto de que os olhos humanos também fazem parte da natureza... A não ser que a próxima luta de alguns grupos ecologistas seja pelo analfabetismo, não estou a ver, aliás, como se resolverá o problema da conciliação entre uma humanidade totalmente alfabetizada (como é o seu direito, de acordo com o que é também o ideário do ecologismo) e o consequente desiquilíbrio que isso inevitavelmente provocará. Só os chineses e os indianos a cultivarem-se todos...! Nem a partilha de livros (a de lentes, então, é que não dá mesmo jeito nenhum...) resolve a coisa. Sem falar das implicações do aumento do consumo de energia eléctrica...
Mas voltando ao anúncio do governo: a medida é o equivalente, portanto, a pôr ao alcance da bolsa média das famílias portuguesas material escolar sofisticado, ao nível dos novos "amanhãs que cantam" que aí vêm (a esquerda, como se vê, deixou um "rasto útil" para todos os partidos políticos). Dessa perspectiva, repito, seria uma óptima decisão, para a qual só poderiam ir elogios. Porém, não nos iludamos: as máquinas não serão capazes de ultrapassar a falta de exigência e a verdadeira catástrofe pedagógica a que se assiste no ensino no país desde há vinte anos e que a actual equipa ministerial têm levado ao grotesco, hipotecando o país por décadas. Antes, exactamente pelas suas potencialidades, a reforçarão!
Mais: se ouvirmos bem o que está no filme de apresentação, veremos que nele se reforça implicitamente a ideia de algo bacocamente sinistro e delirante que esta mesma equipa ministerial associou à consubstanciação da figura de professor-tutor, que implementou ao nível dos ensinos básico e secundário. Ora ouçam e assustem-se, e, se não se assustarem, informem-se devidamente, que vale a pena assustarem-se.

10 Abril 2008

Alguém esclarece o pessoal?


Fui buscá-lo aqui, via Womenage à Trois (em novo endereço).

07 Abril 2008

A teia 1


Mais uma vez o Jornal das 13, na RTP1. O locutor anuncia uma nova peça, referindo que se fazem sentir já em Portugal as consequências das alterações climáticas. As palavras abrem caminho à entrevista de rua ao "cidadão comum" que, sem excepção, afirma que esta variação de tempo é... absolutamente normal, já que estamos em Abril e Abril sempre foi assim!
"Em Abril, águas mil", lembra um deles. "E em Abril, queima a velha o carril", diz também, ao meu lado, a tia de quem já falei noutro post, "que há anos em que este mês é muito frio...!".
Mas educador que é educador não desarma e, vai daí, a peça seguinte informa-nos dessas alterações pela boca de investigadores devidamente abalizados cá da terra.
Só faltou à RTP chamar Al Gore. É que isto do conhecimento aprofundado e actualizado é uma missão de que os nossos órgãos informativos não prescindem...!
Ouve lá...! Olha lá...!

18 Janeiro 2008

Pó! Pó!, Iô! Iô! / Sócrates já ganhô!


José Sócrates acabou de ganhar hoje as eleições legislativas de 2009 ao anunciar, em conjunto com Zapatero, a próxima constituição de uma unidade industrial destinada à produção de automóveis "amigos do ambiente". Nada poderia lisonjear tanto o portuga e curar-lhe o orgulho ferido como o também ele poder vir a fabricar automóveis! O português, detentor dos segredos da mais alta tecnologia dos transportes cinco séculos atrás, a que lhe permitia pôr-se a andar da miséria para fora (julgava ele!), tem atravessada na alma a superioridade que os gringos conseguiram sobre ele nesse campo. A esperança da grandeza renova-se-lhe desta maneira, com a possibilidade de passear pelos caminhos do seu país, da sua propriedade histórica salazarenta, modernizados pelo espírito visionário do actual presidente, enquanto profetiza, nos longes, a Vivenda O nosso Sonho, ou indo agora finalmente à conquista da Europa, de nariz empinado pela dignidade readquirida e, se for caso disso, que ele não é para se ficar!, amandando uma subtil escarreta de desprezo pela janela do veículo na direcção do do louro ex-patrão.
Atão não o queriam lá ver?!

16 Janeiro 2008

Lixo no ambiente


O meu conhecimento das questões técnicas, ambientais e quaisquer outras levantadas pelo sistema de co-incineração é absolutamente nulo. Pessoas em quem confio tanto pela sua formação científica como pelo discernimento, levam-me, no entanto, por aquilo de que já falei com elas sobre o assunto, a considerá-la como uma solução razoável e aceitável para o problema.
Mas num parque natural, no caso o da mais do que castigada Arrábida?! E porque não em Monsanto ou mesmo no Parque Eduardo VII?! Talvez fosse até o seu melhor e mais coerente enquadramento... Não acha, sr. Ministro do Ambiente? Não constituiria isso uma ainda superior "vitória do governo" (sic) do sr. engenheiro?

24 Dezembro 2007