A Aposta numa Tomar melhor! Geração Tomar!

25.9.09

Tá-se... a caminho da boa disposição

Como o BE corre o risco, segundo Louçã, de "ir para o poder", só não explicou com quem, urge uma pequena volta pelo "disparate da net", daquelas que recebemos todos os dias e muitas vezes nos rimos.

Não sei se quem inventou esta é do BE, que não conta com o meu voto: é que já não tenho idade para parvoeiras de ressabiados dos anos do PREC. Mas que é gira é. E, já agora, dá com o meu "tom de pele" anti-clerical e ateísta.

Pois que todos têm o direito de saber que "tipo" de Vereadores escolhem, saibam que com este "é sempre a abrir"... a caminho da boa disposição. E já agora votem PS, que não faz mal nenhum e nos evita muitos disparates futuros.

Pois a anedota é esta, que recebi hoje:


DIREITO PENAL - PERTINENTES QUESTÕES DE ÂMBITO JURÍDICO

Para a igreja, a pílula do dia seguinte já é aborto.


Então, surgem algumas dúvidas:
A masturbação masculina é homicídio prematuro ou premeditado?

E o sexo oral? Será canibalismo?
Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?
E o que dizer do preservativo? Será homicídio por sufocamento?


- *** -*** -***
Vemo-nos por aí no Domingo....

20.9.09

ASFIXIA DEMOCRÁTICA

De mão amiga, recebi este escrito, que não hesito em publicar, que assumo como meu, apesar de não ter vivido as situações aqui relatadas.

"Este senhor Rangel e Ms. MFL andam a delirar ou a brincar com coisas sérias.

Asfixia democrática vivi eu antes do 25 de Abril, obrigado a fazer uma guerra injusta em África onde morreram colegas meus e outros ficaram inválidos para sempre.

Asfixia democrática era sermos presos por lermos revistas como Seara Nova ou o República ou fazermos um simples comentário contra o governo.

Onde em cada café ou restaurante havia um agente da PIDE para ouvir as nossas conversas.

Esta ignorante da MFL inventou este chavão da asfixia e os carneiros seguidores andam a dizer esta lenga lenga mas não sabem do que falam."

17.9.09

Entrevista ao Jornal Cidade de Tomar

Esta é a entrevista, na íntegra, que deu ao Jornal "O Cidade de Tomar", desta semana.

1 - Como se sente o segundo lugar numa lista à câmara municipal?

Os membros das listas são essencialmente membros de uma equipa que solidariamente trabalham para o bem colectivo, neste caso do bem de Tomar em primeiro lugar. O facto de ser o número dois, só dá um acréscimo de responsabilidade no caso de poder ter de substituir o Presidente de Câmara, em razão de algum impedimento. De resto é um membro da equipa como outro qualquer. Mas globalmente, o numero dois do PS sente-se orgulhoso de integrar um projecto coerente, responsável, idóneo e liderado por um Homem Bom, o Arquitecto José Vitorino.


2 - Tomar perdeu protagonismo ou estão a ser valorizados conceitos de regresso ao passado?


Um dos problemas de Tomar é continuar demasiado agarrado ao passado, do qual eu muito me orgulho em particular. A presença romana, visigótica e o posicionamento estratégico da reconquista, como porta de entrada para o Vale do Tejo, deram-lhe a sua matriz de desenvolvimento. Na compreensão disso, devem os Tomarenses percepcionar que não é possível voltar a ter essa posição, na qual se funda a essência da sede das ordens dos Templários e de Cristo. Mas esses factos, esse passado, serão uma das nossas grandes mais valias, ainda por explorar.
As alterações havidas, no pós revolução industrial, com as indústrias, o caminho-de-ferro, o peso militar, fundam outro momento de afirmação regional irrepetível. Ficarmos "presos" a esse passado, pode ser o nosso maior erro. Compreendê-lo e daí retirar ensinamentos é importante, mais do que isso é viver noutro tempo e não perceber que tudo mudou nos últimos 20 anos.

O tempo das grandes indústrias passou.
O tempo da grande logística militar passou.
O tempo da centralidade regional passou.

Resta-nos, por isso, a especialização, por exemplo, no conhecimento (educação e formação) onde já temos alguns créditos instalados e nos serviços de apoio ao turismo e á cultura. Quantas terras conhecemos em Portugal, por exemplo, que têm uma Festa como a dos Tabuleiros e um Monumento Património Mundial, a escassos quilómetros de um centro de peregrinação internacional e de um conjunto de espelhos de água, como nós? Especialização. Nichos de mercado. Clusterização e complementaridade com os outros Municípios da região. Por aqui seremos protagonistas. Só assim poderemos dar a vida que ambicionamos para nós próprios, para os nossos filhos e netos.

Se não for para trabalhar para as pessoas, de pouco vale o esforço da actividade política. E o futuro de Tomar está nas vontades e nas competências dos Tomarenses. Por aqui seremos, também, protagonistas!

3 – Sete candidatos à câmara melhora as opções ou confude os munícipes?

Podiam e deviam ser mais. Ter muitas opções na vida só nos faz bem. Saibamos depois é perceber e separar o trigo do joio. O que interessa, o que perdura, o que tem consistência, o que existe, o que fica depois do foguetório. Os tempos não estão para aventuras irrealistas, mas sim para actuar com Imaginação, Trabalho e muita Persistência. Ao povo a decisão. Do povo o poder!

4 - Como se podem criar empresas e empregos no concelho?

Esse é um dos principais problemas do País, mas muito especialmente do Concelho. É um problema que não é de hoje, desta crise internacional, mas sim de uma persistente incapacidade do município ser pró-activo na busca de investidores por um lado, e por outro o de facilitar o desenvolvimento das actividades dos empresários existentes.
Sem Empresas e sem empresários não há riqueza, nem empregos!

O PS já propôs a criação do "GESTOR de NEGÓCIOS MUNICIPAL", conjunto de funcionários da autarquia, com formação superior adequada, especialmente nas áreas da gestão, capazes de acompanhar um projecto ou intenção de investimento, desde o primeiro ao último dia. Antever, apoiar e acompanhar (AAA), será a classificação "energética" da nossa Autarquia na sua relação com as Empresas e Empresários.

Mas há pequenas propostas que fomos apresentando, que melhoram a capacidade das empresas existentes. Desde logo o nosso compromisso de pagar TODAS AS FACTURAS da Câmara a 90 dias, NO MÁXIMO. Desde logo a redução da derrama (imposto Municipal sobre o lucro das empresas). Menos taxas, mais empresas, maiores receitas! Desde logo o taxar de forma diferenciada, conforme a sua classificação económica as empresas, nomeadamente as empresas comerciais existentes. Tem lógica, por exemplo, cobrar as mesmas taxas de saneamento básico a um restaurante ou a uma loja de roupa? Para o PS não.

No global a postura do Município deve passar da actual de dificultar o investimento, para a de facilitá-lo. Essa deve ser a essência da sua actuação.

O PS propõe ainda, desde há pelo menos 4 anos, a criação de três novos Parques Empresariais: um junto ao nó do IC9, na Estação de Fátima, que já conseguimos que fosse proposto pela equipa de revisão do PDM, estando portanto bem encaminhado, outro junto ao nó da Asseiceira e outro no Alto Pintado, reestruturando as respectivas áreas industrias já aí localizadas.

Terminar a revisão do PDM e incentivar, com política diferenciada de taxas, a recuperação urbana dos imóveis degradados, melhorará o mercado da construção e cumprirá um Concelho mais sustentável, onde as famílias maiores pagarão menos de água que as famílias pequenas, onde os residentes permanentes pagarão menos taxas, que os que têm segundas residências em Tomar.

Isto ajudará a economia local, que será ainda incentivada, a nível da Cidade, com a criação do CENTRO COMERCIAL de AR LIVRE e a introdução de um Programa de incentivo Municipal aos restaurantes, cafés, bares e dancetarias, denominado TOMAR FORA D'HORAS, transformando Tomar no local onde se vai, quase a qualquer hora, comer, passear, divertir, ouvir concertos e assistir a artes circenses de rua.

Outra das atitudes do Município será a de estar atento às oportunidades de colocação de serviços desconcentrados da Administração Pública, como por exemplo a futura sede do Círculo Judicial do Médio Tejo, a Base de Apoio Logístico do Distrito, a nível da Protecção Civil, conforme já propusemos ou os serviços de apoio às Escolas do Médio Tejo que no decurso do nosso Governo, trouxemos para Tomar.

Em todo o caso, motivar os funcionários da autarquia, reclassificando os que já melhoraram as suas competências e com a criação de prémios de incentivo, leva a uma melhoria substancial da capacidade do município dar resposta ás necessidades dos empreendedores, das famílias e no fundo de todos os cidadãos. Loja Social, para apoiar quem precisa, Gestor de Negócios para quem vai criar riqueza e empregos, Loja do Cidadão na Cidade e Posto de Atendimento ao Cidadão na Linhaceira, para melhorar o acesso aos serviços públicos. Proximidade e profissionalismo na actuação, será assim o Município de Tomar, na primeira gestão do SecXXI. Para melhor está bem está bem, para pior já basta assim, diz o povo, e com razão.

5 - Sente-se optimista em relação ao desenvolvimento do concelho e do país?

Correndo o risco de ser pouco original devo confessar que me reconheço na íntegra na expressão de que "não conheço nenhum general pessimista que tenha ganho uma batalha." Metade do nosso problema está na atitude com que enfrentamos as adversidades. Muito se calhar em função dos sete anos de vida militar que tive, acredito que os problemas se enfrentam com inteligência, mas sempre de forma vertical e com o estoicismo necessário. E mesmo sabendo que os optimistas fazem metade do que dizem, prefiro-os aos pessimistas que não fazem nada. Sou por isso um optimista, em relação ao nosso futuro colectivo, em Tomar e no país!

6 – Algumas razões para se votar na sua lista?

Os Tomarenses têm uma única razão para votar PS: sabem que com o PS, Tomar fica em boas mãos!

12.9.09

O responsável é quem?


Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), deixou esta reflexão, sobre nós todos.


Precisa-se de matéria prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.


Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.


Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.


Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornalE SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.


Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.


Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.


Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.


Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.


-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.


Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.


Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.


Não. Não. Não. Já basta. Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.


Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS .


Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.


Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier. Qual é a alternativa ? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?


Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !


É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.


Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.


Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.


Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO .


AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.


E você, o que pensa ?... MEDITE !

31.8.09

Tá-se...

Os meus amigos camaradas do Bloco de Esquerda em Tomar, andam muito entretidos com a preocupação dos louros na defesa do Mercado Municipal, e que tinham isso nos Programas Eleitorais e que os tipos do PS são uns malandrecos a desvalorizar o papel deles.

Vamos lá pessoal, mais calma e sem stress. O PS, como Partido que pretende gerir a Autarquia, foi apresentado propostas no sentido de dignificar o Mercado e no decurso da discussão pública sobre o plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado (2007), lançou mão de uma "petição", para a defesa do Mercado na sua localização, subscrita individualmente por mais de 1500 pessoas (podem consultar o documento em http://pstomar.blogspot.com/2007/03/ps-entrega-centenas-de-sugestes-em.html), tendo depois disso apresentado várias propostas de manutenção e intervenção urgente no seio do executivo Camarário.
Sempre essas propostas foram recusadas pela maioria PSD, tendo-se chegado ao desplanate do actual candidato do PP e vereador do PSD (coisa linda: só mesmo em Tomar!), ter garantido - HÁ UM ANO E MEIO - que íam arrancar as obras no Mercado. ATÉ HOJE!

Sem stress pessoal, que a malta do PS não anda a dormir na forma, nem esteve de férias estes últimos 4 anos. Fazer política é também mais do que aparecer de 4 em 4 anos com umas ideias. (Boas por sinal: é o que quase sempre as vossas são!)

Do companheiro de jornada da Esquerda sem espinhos na Rosa, numa boa de Verão

Meadros de um PSD insondável

O PPD/PSD, Partido que há 12 anos governa a nossa autarquia e que durante mais de uma década governou Portugal, especialmente através da mão de Cavaco Silva e amigos, é um Partido inter-classista, pequeno-burguês, sem qualquer ligação internacionalista ou ideologica como base de suporte, mais ou menos assim como que um saco de gatos, de interesses mais ou menos mesquinhos, sem visão certa ou sabida, quase que uma construção Portuguesa de chico-espertos, fascistas rapidamente reciclados por alturas do 25, retornados ansiosos do tempo dos pretos e ultra-montanos clericais. Ou seja, pouco mais do que uma amálgama viscosa, sem rei nem roque, como aliás nós em Tomar temos visto muito bem.

Mas este Partido, um dos dois do poder, em Tomar e no País, tem um líder não assumido, que em 1995 fugiu da ribalta, para ter voltado há poucos anos para substituir o Dr.Jorge Sampaio, exemplo de seriedade, cultura e representação condigna de um país Europru do Sec.XXI.
Cavaco Silva, que vem tentando ser o coveiro do poder socialista, não por vontade do povo, mas sim por parte das elites que se vêm alimentado do Estado (que dizem amiúde combater!), está atolado até ao pescoço no caso BPN.

Recebi de anónimo o escrito seguinte, que republico e que assumo as perguntas como minhas: HÁ DEMASIADAS MATÉRIAS que um Presidente da República deveria esclarecer num País da Europa do Sec.XXI. É por essas e por outras que eu em 2011 não tenho dúvidas em apoiar MANUEL ALEGRE, que até pode ser prejudicial ao PS de quando em vez, mas é Homem, e Homem que é Homem, não é por ser duro com os seus que deixa de ser HOMEM!


"Tenho umas perguntinhas a sugerir à nossa prestimosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída.
A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN?
O PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco.
Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou?
À própria SLN?
A algum accionista?
Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)
Outra pergunta que não me sai da cachimónia:
Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção?
Atiraram moeda ao ar?
Consultaram a bruxa?
Recorreram a alguma firma especializada?
Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.

Outra pergunta:
Cavaco pagou?
E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso.
Passaram dois anos.
Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa.
Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que o comprador apareceu prontamente, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado.
E quem foi o benemérito comprador, quem foi?
Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.

Cito o Expresso online:
«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.»
Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara.
Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 140 %?

Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:
1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?
2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?
3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.
4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?
5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!
6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?
7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 140% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?

E já agora, se Cavaco Silva é tão preocupado com a pobreza e a inclusão dos cidadãos mais desvalidos, por que não aufere apenas o ordenado de Presidente da República?!
Será porque é mal pago e tem que acumular com as reformas de professor, do Banco de Portugal e de primeiro-ministro?!
Se estivesse sinceramente preocupado com os pobres e a recuperação das finanças do Estado, não deveria e poderia dar o exemplo e renunciar às reformas enquanto estivesse no activo?! Antes do Governo do dito senhor era assim, só se auferiam as reformas depois de deixar completamente o activo e os descontos eram englobados e pagas numa única prestação!

Que espera o professor para dar um exemplo de Catão como é o do seu apoiante Ramalho Eanes, o único que renunciou ao pagamento de muitos milhões que o Estado lhe devia?
Afinal o dinheiro de todos e que é dos nossos impostos tem um valor muito diferente, consoante a moral dos governantes sérios e dos que se governam …

Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social."

21.8.09

"E eu é que sou António Preto?"


Leiam só este primor do cabeça de Lista do PSD por Santarém e, como todos sabemos, muito amigo do Presidente da Assembleia Municipal de Tomar Miguel Relvas.
Com a defesa que Manuel Ferreira Leite faz de António Preto, se ela fosse líder do PSD há mais tempo, até Pedro Marques teria sido candidato pelo PSD. É que cada um tem o "António Preto" que quer e merece...

Por Paula Sá , DN Portugal

No blogue Jamais, o cabeça de lista de Santarém admite "erros graves" nas listas do partido, mas diz ter engolido "sapos" para derrubar o PS. Paulo Marcelo, membro da Comissão Política Nacional, também é contra a escolha de Preto


Pacheco Pereira tinha prometido falar sobre a polémica das listas de candidatos do partido às legislativas e cumpriu. No blogue Jamais lança a pergunta -"Há erros, mesmo erros graves?" - e responde: "Certamente que há". Admite, aliás, que ele próprio teve que "engolir sapos", mas sustenta que é preciso salvar o País do "desastre nacional" que seria um novo mandato de José Sócrates. O que não o inibe de considerar António Preto "uma ferida em aberto nas listas do PSD".

"Não vos agrada a pessoa A e B, tirariam a pessoa A e B, entendem que a A e B são prejudiciais ao partido e que foi um erro Manuela Ferreira Leite tê-los lá colocado? Acham que eu também concordo, que também gosto, que eu não acho mal?" - escreve o cabeça de lista social-democrata por Santarém. Pacheco Pereira nunca dá rostos ao A e ao B, mas os dois nomes incluídos nas listas que mereceram maiores críticas internas e externas foram os de António Preto e Helena Lopes da Costa, um acusado e outra arguida em processos judiciais.

No primeiro post que data de 15 de Agosto, o também comentador político deixa ainda sob a forma de pergunta a sua versão do que se pode esperar das equipas de Ferreira Leite: "Não há razões máximas, gloriosas teoricamente atractivas, 'ismos' perfeitos, não há equipas a reluzir de novo, saídas não se sabe bem donde, não há governos maravilhas, mas apenas governos possíveis , não há regenerações de varinha mágica?" E volta a responder: "Talvez".

No mesmo blogue, um dos membros da Comissão Política Nacional do PSD, Paulo Marcelo, manifesta a sua discordância pela integração de António Preto nas listas do partido. Este dirigente social-democrata entende que "Preto não tem condições para se apresentar como candidato a deputado, nem o PSD devia aceitar a sua candidatura". E defende que os partidos devem fazer uma "avaliação política" dos nomes que escolhem.

Nota:

1. Ora não poderia concordar mais com o "companheiro" do PSD. Foi precisamente por isso que desde 1996 que o PS em Tomar decidiu "despedir" e manter bem longe da sua porta o "António Preto" de Tomar.

2. Todas as referências a "Preto" tiveram que ser corrigidas para "António Preto", em virtude de já andarem por aí umas "virgenzinhas impolutas", muito escandalizadas com o pretenso teor racista da mensagam, que obviamente não tinha.
Por isso mesmo, caros amigos, os "Antónios Pretos" tanto podem ser pretos, brancos ou amarelos, mas que não os quero por perto de mim e muito menos em qualquer função na Autarquia Tomarense, ai isso estejam descansados que não! [24/8/2009]

20.8.09







Promovemos a equidade e combatemos a fraude e a evasão fiscal

Eliminámos subvenções e regimes especiais que não tinham fundamento nem justificação.

As pensões vitalícias e indemnizações por cessação de funções – para detentores de cargos políticos. Os regimes especiais de aposentação e outros benefícios para gestores públicos e administradores do Banco de Portugal. Os regimes especiais de protecção na saúde para certos corpos profissionais, com justa excepção das Forças Armadas e de Segurança.

Revimos o imposto sobre o rendimento, de modo a beneficiar as famílias com menos rendimentos e mais despesas.

Introduzimos a taxa de 42% no IRS e majorámos as deduções com os juros de empréstimos à habitação, para os escalões mais baixos deste imposto.

Combatemos a fraude e evasão fiscal.

Em 2007, foram cobrados coercivamente 1.633 milhões de euros de dívidas fiscais. Em 2008, 1.547 milhões de euros. Publicámos as listas dos maiores devedores ao fisco, recuperando por esta via várias centenas de milhões de euros. Aumentámos as circunstâncias de derrogação do sigilo bancário em caso de exibição de sinais exteriores de riqueza e introduzimos uma tributação agravada para os acréscimos patrimoniais superiores a 100 mil euros que decorram de rendimentos não justificados.

Fonte: www.socrates2009.pt

18.8.09

A aposta em instalações desportivas continua


É para mim mais um motivo de orgulho que mais 2 Associações de Tomar, tenham concorrido e conseguido financiamento, para duas obras essenciais para a continuação da sua actividade.


Desta feita foram a Associação de Santa Cita, com um financiamento de 20.000€ para a cobertura do seu Pavilhão e a Associação da Linahceira com 17.500€ para a construção dos seus Balneários do campo desportivo.


A nível deste programa do instituto do desporto, desde que me encontro no Governo Civil, foi já possivel dar apoio à Associação da Pedreira, para o novo ringue, do Paço da Comenda(Madalena), para a cobertura e casas de banho, de Vila Nova (Paialvo), para balneários e casas de banho, além destas que assinaram na passada Quinta-feira, na Direcção Regional de Desporto, em Rio Maior.


Um total de mais de 80.000€ que depois deram origem a um investimento de cerca de 150 mil euros, pelas Associações destas localidades do nosso Concelho.


Fico feliz que no final deste mandato governamental, Tomar tenha podido beneficiar de programas e as suas Associações terem sido incentivadas por nós, a apostarem nas populações.


Como eu costumo dizer, tarde ou cedo o trabalho, quando é bem feito, dá os seus resultados.

12.8.09

A Lista do PS para a Assembleia Municipal

O PS escolhe hoje a sua Lista para a Assembleia Municipal.

Mantendo não só o essencial das suas escolhas, mas também da sua estratégia, vai o PS propor uma Lista de candidatos à Assembleia onde pontuam, sem desprimor para todos os outros, o Hugo Cristóvão, a Anabela Freitas, o Zeca Pereira e o Hugo Costa.

Por motivos diferentes cada um deles é para mim uma referência:

- Hugo Cristóvão, representa o líder, o amigo de longa data e o quadro mais bem preparado do PS em Tomar na actualidade, sem qualquer dúvida será um excelente Presidente da Assembleia Municipal;

- Anabela Freitas, além de minha companheira e muito para além disso, não tenho dúvida que, tirando o Paulo Arsénio até este e infelizmente ter tido o terrivel acidente que sabemos, é a pessoa mais empenhada, trabalhadora e profissional que alguma vez conheci. Dará uma excelente Deputada, na Assembleia da República e na Assembleia Municipal;

- Zeca Pereira é um camarada de longas lutas do PS em Tomar e no Distrito de Santarém. representa o passado de sucesso do PS, de Tomar e da Região. É para mim um orgulho, como socialista e como tomarense, poder contar novamente com ele como Deputado Municipal;

- Hugo Costa, além de ser o líder da JS local é um Economista que como Parlamentar soube sempre"dar nas orelhas", policamente, quer ao Vitor Gil, quer ao António Paiva, quer ao Miguel Relvas. Tomar ganha em ter este excelente quadro como seu deputado Municipal e Lisboa em o ter como dirigente nacional da Juventude Socialista.

Uma palavra de obrigado aos meus colegas de bancada António Oliveira, que continua, Anabela Estanqueiro, que me acompanhará também na Câmara, Vera Simões que irá ser Deputada Municipal em Rio Maior onde hoje reside e Jorge Franco, que faz agora uma pausa, pelo especial empenhamento que estes tiveram para que o trabalho do PS na Assembleia durante este mandato, que ora termina, tivesse sido coroado de sucesso.

Um obrigado sentido e amigo, ao Paulo Arsénio, que neste momento de convalescença, torce por nós e voltará em breve para as Lutas, que só ele sabe fazer!

E VAMOS POR ESTA TERRA NA ORDEM, COMO METEMOS O PS!

Nota: [de 17/8/2009]

Este texto deve ser lido com espírito aberto e capacidade democrática de perceber que, passados mais de 35 anos do 25 de Abril, querer "pôr na ordem" o nosso Concelho, só pode mesmo significar acabar com o desmando, a roubalheira e a completa irresponsabilidade que por ela tem passado.

Exemplos não faltam, como o contrato de concessão do Estacionamento tarifado de Tomar, que coloca um prejuízo de mais de 10 milhões€ ao Município e entregou a uma empresa privada todo o estacionamento da cidade, por 20 anos e com a qual já esta Câmara perdeu um caso em Tribunal, que nos custou mais de 1 milhão€. E pergunto eu: SOMOS NÓS QUE TEMOS DE PAGAR ISTO? Ninguém vai a Tribunal pagar esta e outras decisões? Não é mesmo preciso PÔ-LOS NA ORDEM?

Se foi isso que fizemos no PS, depois de 2004, é isso que iremos fazer no Município. por muitos nomes que nos chamem, esta terra também é nossa e temos o direito de que ela não seja mais MAL GERIDA e VILIPENDIADA, como tem sido.

Aos velhos do restelo dizemos: cuidem que nós estamos a chegar e nada será como dantes, porque TODOS SOMOS PRECISOS!

14.7.09

Morreu o Libertário Palma Inácio


Herminino da Palma Inácio, faleceu pelas 11:15 de hoje de dia 14 de Julho de 2009, em Lisboa,na Associação Casapiana de Solidariedade, onde travou a sua última batalha.

Citando um amigo comum que hoje escreveu:
"morreu o último Herói romântico da luta pela Liberdade. Homem simples, mas de enorme craveira intelectual. Foi uma honra e um privilégio tê-lo conhecido. Com ele morreu uma parte dos nossos ideais de liberdade da nossa juventude. Homem de palavra de honra. Leal como nenhum outro. Amigo fraterno e solidário. Símbolo do inconformismo. Anti-fascista até ao dia de hoje. Honremos o seu testemunho. Prestemos homenagem à memória de Hermínio da Palma Inácio. Ditadura nunca mais!".

Palma Inácio o "Velho" nascaeu em Ferragudo a 29 de Janeiro de 1922, mecânico da Aeronáutica, destacado militante e fundador da LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) em 1967.


Protagonizou algumas arrojadas operações de sabotagem contra o regime salazarista: em 10 de Novembro de 1961, numa acção projectada por Henrique Galvão e comandada por Palma Inácio e Amândio Silva, Camilo Mortâgua, João Martins, Fernando Vasconcelos e Helena Vidal (já falecida), lança sobre Lisboa através de um avião da TAP panfletoss com o Manifesto da Frente Anti-Totalitária dos Portugueses Livres no Estrangeiro.


Em Maio de 1967 foi um dos preincipais intreventores no assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, por um comamdo da LUAR por si chefiado e com Camilo Mortágua, António Barracosa e Luís Benvindo.


Foi indicado pelo presidente Mário Soares, em 1995, para receber a Ordem da Liberdade, ordem que não viria a ser-lhe conferida por alegadas pressões exercídas por sectores mais conservadores da sociedade portuguesa.

O corpo encontra-se desde as 20 hoas de hoje na sede do PS no Largo do Rato em Lisboa e segue amanhã pelas 18 horas para o Cemitério do Alto de S.João onde será cremado pelas 19 horas.


MORREU MAIS UM HOMEM LIVRE, OUTROS QUE SE LEVANTEM E SIGAM O SEU CAMINHO!

10.7.09

…e o futuro aqui tão perto!

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz FM98, transmitida hoje após os noticiários das 13H e 17H, retransmitida Domingo dia 13 de Julho, depoisa das 13H]

A Câmara de Tomar começou finalmente a pagar a parte dos seus fornecedores, depois de ter recebido do Governo um financiamento de quase 5 milhões de euros, do Programa “Pagar a tempo e horas”, o que constitui uma boa notícia.

Outra boa notícia foi a aprovação do Programa Integrado de Valorização Urbana, com um importante financiamento do QREN, que se não fosse a estratégia do Governo PS, para a valorização dos centros das Cidades, na linha aliás das intervenções POLIS, não seria realizado. Mas em Tomar uma boa notícia trás quase sempre um lado negro e na penúltima reunião de Câmara o Estudo Prévio da envolvente ao Convento de Cristo foi aprovado pelo Município, com o voto contra do PS, integrando um buraco financeiro – sem qualquer financiamento – de 2,8 Milhões de Euros, além de prever escavar a encosta para instalar mais Parques de Estacionamento.

Será que é isto que o Presidente Corvelo vai explicar à população na sessão de apresentação, que irá realizar na próxima Sexta-feira? Ou é mais uma acção de campanha eleitoral do PSD, paga com o dinheiro dos contribuintes?

Não fez sessões públicas para recolher opiniões da população sobre o modelo, ou propostas concretas de intervenção. Já recusou, por diversas vezes, propostas do PS para desenvolver o Orçamento participativo, para ouvir a população sobre o PDM, para melhorar as candidaturas a fundos comunitários e agora, a dois meses de eleições vem fazer sessões públicas com Projectos fechados? Se isto não é fraude política, o que é que é fraude?

Sobre o PDM, que continua a marinar na incompetência de 12 anos de maioria PSD, sem que se veja uma luz ao fundo do túnel, consideramos que este novo PDM, deverá marcar o princípio de uma nova forma de melhorar significativamente a qualidade de vida das populações.

Não queremos que, como se escreve, por exemplo no actual relatório de análise, a exemplo do que eu Deputado Municipal na altura chamei também à atenção, que

“as regras do PDM de 1994 influenciaram de forma marcante a estrutura do povoamento do concelho de Tomar, que é caracterizado por uma forte dispersão da construção. Esta situação deve-se, em parte, à forma como foram delimitados os espaços urbanos (ou antes, à ausência de critérios na sua delimitação) e às regras de construção em espaço agrícola e agro-florestal no PDM de 1994.”
Relatório da 2ºFase do PDM, Capítulo 7, Pg 25 – CESUR (IST) 2009

Os que contribuíram assim, para criar desde 1994 esta situação, muito especialmente os que durante 11 anos, entre 1997 e 2008, nada fizeram para a alterar, deveriam ser pelas populações DIRECTAMENTE RESPONSABILIZADOS, pelos prejuízos criados ás pessoas individualmente consideradas e à comunidade, colectivamente estudada.

E dizemos isso porque o PS ouviu a população em sessões públicas e concluiu que o que preocupa especialmente os nossos concidadãos, é o facto de não terem soluções que lhes permitam fixar familiares directos na sua área e de faltarem muitos equipamentos e serviços que valorizem as vivências, fora da cidade. Sempre dissemos que o Concelho é composto por 16 Freguesias!

Os rostos do passado: Pedro, Paiva e Corvelo, são os responsáveis pela situação que se vive no Concelho e devem por isso pagar caro o prejuízo que têm feito a Tomar!

Para terminar, só dar-vos mais um exemplo da razão que têm tido os autarcas do PS, quando desde há 2 anos vêm propondo que o municio inicie conversações com o Instituto das Lojas do Cidadão para instalação em Tomar de uma dessas Lojas, que possa ter todos os serviços ao público num só local, com melhores horários a exemplo do que já é feito em cerca de 30 Cidades do país.

Pois sempre tem a maioria PSD recusado, com o argumento de que não sabem quanto custaria implementar isso. Uma Câmara que estraga dinheiro em processos judiciais, como os dos Parques de Estacionamento do Pavilhão e por detrás da Câmara, devia ter vergonha.

Mas mais vergonha devia ter quando a Câmara de Torres Novas assinou a semana passada o Protocolo com o Governo para instalação nessa Cidade de uma Loja do Cidadão com mais de 1000 m2 de serviços, onde até a emissão de passaportes está contemplada, com um investimento que passa pelo pagamento da água, da luz e da manutenção durante 15 anos, do edifício que o Estado vai construir, orçado em 1,2 Milhões de Euros.

Ou seja, Torres Novas vai ter já em 2010 uma Loja do Cidadão, onde os Tomarenses passarão a ir, que não custa literalmente nada ao Município, porque o PSD em Tomar é de vistas curtas e incapaz de sair da letargia em que nos mergulhou, vai para 12 anos.

Quase que apetece citar Sérgio Godinho quando este canta que “estive quase morto no deserto, e o Porto aqui tão perto”.
E Porque TODOS SOMOS PRECISOS, eu digo que “Estamos quase mortos num deserto, de ideias, e o futuro aqui tão perto”.
Agarre-mo-lo!

8.7.09

Investimentos realizados em Tomar, nos últimos anos

Só a título de exemplo, vou listar alguns dos investimentos realizados pelo Governo, directamente em Tomar, desde Abril de 2005.


1. Mais de 50 acordos de cooperação da Segurança Social com IPSS: 15 Milhões de euros em 5 anos;

2. Centro Novas Oportunidades na Escola Gualdim-Pais;

3. Novo Centro Escolar dos Casais; [Em adjudicação/Obra]

4. Nova Escola Básica Integrada de Nuno Alavares Pereira (ex-Colégio);[Em adjudicação/Obra]

5. Nova Escola Secundária de Jácome Ratton;[Em adjudicação/Obra]

6. Nova creche da Sociedade Guladim-Pais;

7. Loja Ponto Já a funcionar - erradamente - no Complexo desportivo);

8. Nova Esquadra da Secção Policial de Tomar;

9. Novo tribunal de Trabalho de Tomar;

10. Obras no Tribunal Judicial de Tomar;[Em adjudicação/Obra]

11. Comparticipação (12.500€) para novas carrinhas às IPSS: Venda Nova, Olalhas e Gualdim-Pais;

12. Modernização Administrativa, para mobiliário, pequenas obras e pinturas, nas Juntas de Freguesia de Junceira, Asseiceira, Beselga e Sabacheira;

13. Pinturas e Impermeabilização do edifício sede da Sociedade Gualdim-Pais;

14. Apoio à Canto Firme para edicção do Díptico Coral de homenagem a Lopes Graça;

15. Novo Polidesportivo da Sociedade da Pedreira;

16. Obras na Igreja de Carregueiros;

17. Novos balneários e adapatações nas instalações das Associações do Paço da Comenda , Vila Nova e da ACR da Linhaceira [esta em adjudicação/Obra];

18. Recuperação de Charola do Convento de Cristo e Telhados;

19. Limpeza da Mata Nacional dos Sete Montes (Agris);

20. Nova cobertura para a associação de Sta.Cita; [Em adjudicação/Obra]
21. Cuidaddos Paliativos na Unidade de Tomar do CHMT;

22. Comparticipação para Nova sede do Sporting Clube de Tomar; [Assinado ontem, aqui com foto realizada após o evento]



Nota: faço notar que esta não é uma Lista exaustiva, mas que só aqui estamos a falar de mais de 100 milhões de euros de investimento, nestes cerca de 4 anos e meio, muitos dos quais não teriam sido possiveis se não fosse este Governo a definir, por exemplo, a estratégia de financiar a construção de novas escolas e a recuperação das antigas, a isso afectando verbas do QREN ou a explicação que foi necessária fazer junto de vários departamentos e Ministérios da sua relevância. Para tal contribuiram as instituições, as autarquias (Juntas de Freguesia e Municipio) e alguns dirigentes do PS e membros do Governo PS. Mas a jeito de conclusão é preciso mais lobing a favor de Tomar.

7.7.09

Manuel Pinho fez jantar de despedida com trabalhadores


in, Diário de Notícias online, 6/7/09

Manuel Pinho despediu-se do seu 'staff' num jantar num restaurante de Lisboa, onde também estiveram trabalhadores da Autoeuropa e da Bordalo Pinheiro.

Os trabalhadores de empresas apoiadas por Manuel Pinho enquanto ministro da Economia não quiseram faltar à despedida do governante, a qual decorreu no sábado no restaurante Solar dos Presuntos, em Lisboa.

Num ambiente de brindes e palmas, António Chora (do BE), responsável da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, afirmou que "o ministro fez muito pela indústria do País". Os responsáveis da Comissão de Trabalhadores da Bordalo Pinheiro, com quem Pinho desenvolveu uma relação estreita, chegando a afirmar que ia lanchar com eles, também marcaram presença no jantar, que juntou todo o staff do ex-ministro.

Cá fora, já à saída do restaurante, Manuel Pinho foi abordado por pessoas num carro que passava e que lhe disseram: "Sr. ministro, estou consigo." O DN sabe que, nos últimos dias, têm sido vários os portugueses que abordam o ex-governante na rua, mostrando--lhe o seu apoio.
Sem querer falar com os jornalistas, Manuel Pinho acaba por ir- -se embora, no carro ainda do ministério, com motorista, já que até à tomada de posse de Teixeira dos Santos como ministro da Economia, Pinho é ainda responsável pelo cargo, tendo todas as regalias a este associadas.
Ao DN, Manuel Pinho apenas revelou que vai de férias. "Vou para os Estados Unidos na terça-feira", afirmou o governante, que está visivelmente abatido com todos os acontecimentos dos últimos dias.

O rumo do Ministério de Economia fica agora nas mãos de Teixeira dos Santos, o novo "superministro". Depois da tomada de posse de hoje, o governante passa a ser responsável pelos dois ministérios, mas em separado. Ou seja, as estruturas vão ficar independentes, sendo que o elo comum será o governante, que terá de acumular as pastas por apenas dois meses.
Assim sendo, os secretários de Estado de Manuel Pinho - António Castro Guerra, adjunto, com a pasta da Indústria e da Inovação; Fernando Serrasqueiro, com a pasta do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, e Bernardo Trindade, do Turismo -, também presentes no jantar, serão reconduzidos.


COMENTÁRIO: Ora aí está um Ministro socialista pelo qual o trabalhadores, mesmo que do BE ou do PC, reconhecem empenhamento na resolução dos problemas do País. Que diferença com outros representantes de trabalhadores que fazem dos problemas das suas empresas uma arma de arremesso político-partidário, sem cuidarem de se preocupar que as empresas e os empregos possam sobreviver. Sim estou a pensar na IFM e no mau serviço prestado aos trabalhadores e à empresa, que o espectáculo público que os dirigentes sindicais têm promovido, possivelmente a mando de interesses directos ou indirectos da concorrência da empresa. Mas isso será motivo para uma outra abordagem mais tarde...

6.7.09

O que desejei para 2009

Relembro aqui as respostas que dei a uma entrevista do Jornal, "O Cidade de Tomar":

- Quais os acontecimentos relevantes em 2008, a nível local e nacional?

A nível nacional o aumento dos abonos de família em mais de 25%, com especial incidência para as famílias de menores recursos. A nível local a saída definitiva do EngºAntónio Paiva da Presidência da Câmara de Tomar, deixando o Município a braços com uma situação de quase insustenabilidade financeira e inúmeros processos em Tribunal, que vão demorar imensos anos a resolver.

- Escolha figuras locais e nacionais que pensa tenham sido relevantes em 2008.

A nível nacional o Ministro do Trabalho Vieira da Silva pela consistência de levar a cabo um conjunto de políticas sociais, que permitem atenuar a crise internacional e os sucessivos aumentos dos preços que se observaram até há cerca de 2 meses atrás, provando que é possivel, mesmo em situação económica difícil, desenvolver políticas de esquerda, com a responsabilidade de não colocar em causa a sustentabilidade do País. A nível local, claramente o Arquitecto José Becerra Vitorino, Professor de profissão, pela coragem de dar a cara pelo PS para a Câmara de Tomar, num ano em que ser Professor e do PS não parece ser muito compatível. De facto só um homem bom, sério e com visão de serviço público como ele, poderia assumir esta responsabilidade, em nome de uma outra visão de desenvolvimento para Tomar, sem oportunistas, nem situacionistas.

- O que espera de 2009, a nível local e nacional?

Que haja o bom senso de ouvir com atenção o que a generalidade das pessoas desejam: humanidade, responsabilidade e determinação nas decisões. Quer a nível Nacional, quer a nível local, precisamos de não embarcar no canto dos cisnes, que sempre nestes tempos de crises várias (económicas e de valores), têm tendência em nos tentar adormecer com falsas promessas de amanhãs que cantam, de riqueza e favores para todos.

- 2009 vai ser um ano em que vão decorrer várias eleições. Quais as perspectivas a nível das Autárquicas Locais e a nível das Legislativas?

A nível das Legislativas espero que o PS volte a ganhar e o EngºJosé Sócrates se mantenha como Primeiro Ministro, porque tem demonstrado coragem nas reformas, sensibilidade no apoio aos sectores mais débeis da sociedade, num amplo investimento no apoio aos idosos, às famílias e aos mais jovens, sem descuidar de manter a sustentabilidade do sistema para o futuro. A nível local espero que muitos homens e mulheres de diversas matizes, se possam juntar e ajudar a construir o Projecto autarquico socialista, liderado pelo Arquitecto Becerra Victorino.

Estou certo de que manter o que temos não serve, como a maioria já diz e voltar para trás é apenas apanágio dos cobardes, sendo que Tomar precisa de mulheres e homens com H grande, que possam voltar a dar à região uma Tomar liderante e onde se possa viver, sem favores, nem oportunismos, mas sim com ética republicana de serviço público!

3.7.09

UM BOM PENSAMENTO PARA O FIM DE SEMANA

"É realmente difícil viver em democracia em Portugal.
É por isso que a aspiração democrática é tentadora.
É difícil que a democracia, em Portugal, conviva com a seriedade.
É por essa razão que a democracia é aliciante. "


António Barreto


28.6.09

Que venham mais Cinco!

Finalmente alguém, além do PS, diz alguma coisa sobre as próximas eleições autárquicas.

Desta feita o BE, que como o PS, sempre vai apresentando programas eleitorais e propostas para se lerem e saberem.

No manisfesto que estão a divulgar junto da comunicação social, retiramos esta, única, referência ao papel do BE nos últimos anos em Tomar.

"Em 2006 começou de novo com os Transportes Públicos, bandeira e causa do Bloco em 2001; em 2009 o Parque de Campismo começará de novo, por causa da força do Bloco na Assembleia Municipal."

Parece um pouco de exagero considerar que a proposta do BE em 2001 sobre Transportes Públicos em Tomar foi a razão próxima para os TUT - financiados pela Ex-Direcção Geral dos Transportes Terrestres, dentro de um Plano de proleferação de transportes colectivos, alicerçado na Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável. Exagero ainda porque já nas eleições anteriores a essas (1997) havia o PS falado e insistido no interesse da implementação do mesmo. Recordo-me aliás de intervenções minhas e do Paulo Arsénio na Assembleia Municipal do mandato de 1994-97, propondo isso mesmo.

Mas como estamos em maré de transportes que tal o BE se juntar ao PS na propositura, desde 2004, na implementação da FERROVIA LIGEIRA DE SUPERFÍCIE, como espinha dorsal de uma verdadeira rede de transportes públicos para o Médio Tejo, a ligar por exemplo as três unidades hospitalares? Isso é que seria de "esquerda"... (e revolucionário, já agora!)

Mais, considerar que o BE, pela intervenção do seu deputado municipal, foi determinante para a reabertura (coxa), que se fará do Parque de Campismo, é no mínimo de uma falta de humildade, que faz corar de inveja o mais pedante dos "betos" da Cidade. Esquecer o papel de contestação social, desde 2004 existente. Esquecer o papel político do PS, na pronta denúncia política da intenção, a par com o BE, quando ninguém pareceu dar relevo à situação. Esquecer que na luta contra a prepotência de António Paiva e Corvelo de Sousa, nesta matéria sempre houve convergência entre diferentes protagomistas e forças políticas é no mínimo deselegante, isto para não lhe chamarmos outra coisa.

Convenhamos que para quem pretende "ser diferente" dos outros partidos e para quem se diz "de esquerda", soa mais a "mais do mesmo", na conversa de café, fiada, pedante e elitista, onde burgueses "travestidos" de homens de esquerda, nos dizem banalidades e tentam viver com o trabalho e louros de outros. Até Marx saberia catalogá-los no seu devido sítio...

Mas deixemos o passado, no seu sítio!

19.6.09

A propósito de coligações e outras lamechices

O PS integra, na lista que já divulgou de candidatos à Câmara Municipal, sete cidadãos independentes e nove militantes, sendo que as Listas que apresenta são maioritariamente constituídas por pessoas não filiadas.

Na sua acção nas diferentes autarquias, o PS tem colaborado sempre com outras forças, estabelecendo com elas as necessárias confluências de votação para prossecução do bem comum, sendo sua prática votar a favor de propostas de outras forças políticas, sempre que as mesmas nos parecem correctas. Aliás, tem sido essa a prática na Câmara e Assembleia Municipal, onde o PS tem votado imensas propostas do PSD, dos IpT, da CDU e do BE.

Infelizmente o mesmo não se tem verificado em relação às propostas do PS, normalmente votadas contra pelos outros partidos apenas e só, por serem apresentadas pelo PS. Muitas vezes voltam as mesmas propostas a serem apresentadas pelo PSD ou pelos IpT com roupagem diferente, sendo então aprovadas. Apesar de tudo, o PS desde o início do actual mandato, manteve sempre a mesma postura de responsabilidade.

Só a título de exemplo, para se perceber como outros agem perante o PS, está a fazer um ano que o PS apresentou uma Moção de Censura à maioria PSD. Como votou a oposição? O BE e a CDU abstiveram-se, os IpT votaram a favor e o PSD, claro, votou contra.

Que acto de maior relevância política há do que uma Moção de Censura a um "Governo", neste caso Municipal?

As esquerdas, não combatem, como sabemos a dita "direita". Historicamente sempre combateram os socialistas. As confluências, acordos e coligações são a excepção e não a regra.

Eu pessoalmente, sempre que tive responsabilidades de coordenação directa, procurei trabalhar com todos os sectores das "esquerdas". Fi-lo em 93, enquanto responsável das Relações internacionais da JS e como Director do Conselho Nacional de Juventude, onde, sob a coordenação de socialistas, trabalhava em convergência com comunistas, verdes e jovens do então PSR, para afirmação de uma política de juventude, baseada na justiça social e igualdade de oportunidade para todos.

Depois, em 2004, quando assumi responsabilidades como Presidente da Concelhia do PS, no quadro da preparação das Autárquicas de 2005, com honestidade liderei duas reuniões com o BE e a CDU, realizadas a pedido do PS, para eventual feitura de coligação geral das esquerdas em Tomar, contra o déspota Paiva. O PC nas duas reuniões não apareceu, transmitindo que não estava interessado e o BE participou tendo sido posteriormente desautorizado pela sua nacional por fazer conversações nesse sentido. Da parte do PS, obtive a respectiva autorização política para feitura de coligação ou outra forma tida ou achada por conveniente.

Mais de 4 anos de caminhos diferentes, na percepção do que é hoje a responsabilidade do Estado, num mundo em rápida transformação, não auguram qualquer hipótese de conciliação prática entre um PC mais estalinista hoje, que no tempo do "pai dos povos" José Estaline e um BE, mais sectário e arrogante que nunca o PSR dos anos 90 ou a UDP dos anos 70 haviam sido. Quanto aos independentes nem há quase comentários a fazer: representam hoje apenas a corporação dos excluídos, interesseiros e outras espécimes larvares existentes em qualquer manta terrestre.

Possível membro da comissão política interessado em fazer parte de um "caldo knorr" das esquerdas alternativas, ao PS, à CDU e ao BE? Que novidade há nisso? Como as Listas não dão para todos, há sempre alguém que se julga melhor que os outros e procura guarida noutra árvore. Alguém acha que os Homens são perfeitos? Porque haveriam as organizações de Homens de o ser?

Os Partidos e todas as outras organizações fazem-se com os que estão, não com os que não estão.

Tal como Tomar se faz com os autarcas que existem, não com os que deviam existir.
Por exemplo: quantas pessoas competentes e com respeito pelos seus pares ou subordinados e empenhamento em prol da causa pública, amizade aos cidadãos Bombeiros, gosto pela Escola Pública, respeito pelos Pais e Professores e muito especialmente pelas crianças, conhecemos em Tomar? Imensos. Porque razão nos haveriam de calhar, logo dois Vereadores, Rosário e Ivo, que não são assim?
Outro exemplo: Quantas pessoas competentes, sérias e empenhadas nas suas profissões/missões conhecemos em Tomar? Imensas. Porque sorte nos haveria de calhar um, como Vereador, que é o que todos sabemos?

Enfim! A alternativa ao que temos, na minha humilde opinião, só se pode fazer mudando claramente de paradigma (estilo).
Em primeiro lugar, na prevalência do interesse público e geral, em detrimento do interesse pessoal e mesquinho;
Em segundo lugar, no respeito pela opinião e pressão legítima das partes, mas na capacidade de decisão, tendo em conta o interesse público e geral;
Em terceiro lugar, no acompanhamento e valorização do que fazemos bem, em detrimento de valorizar o que fazemos mal.

Neste paradigma, independentemente dos partidos, o interesse de Tomar passa por nos libertarmos das burguesas amarras de um passado contemplativo, arregaçando as mangas para começarmos a fazer algo pelo nosso futuro: CHEGA DE LAMECHICE!

Quanto a coligações? O PS que continue a trabalhar numa coligação com o Concelho. E os outros que façam o mesmo. E cada um com os votos que conseguir, que assuma a sua parte da responsabilidade. Não se queira é que o PS fique refém de posições ou grupos políticos minoritários.

12.6.09

Nota do dia - Rádio Hertz

Esta foi a nota do dia hoje, na Rádio Hertz (Quinzenalmente), depois do noticiário das 13H e 17H, repetindo no Domingo dia 14 depois das 13H. Próxima nota do dia dia 26 de Junho.

Numa semana, em que a maioria dos Tomarenses se vão espraiando entre a preparação das sardinhas dos Santos e a fuga para uma das belas praias da nossa Região de Lisboa e Vale do Tejo, houve eleições europeias, as quais muito justamente o PSD venceu. E digo justamente porque, como é evidente teve mais votos que o PS, no País, no Distrito e no Concelho, tendo elegido assim mais deputados para a longínqua Bruxelas e, como eu usualmente digo, o povo tem sempre razão.

Parte do eleitorado está aborrecido com o PS e com o Primeiro Ministro José Sócrates e fez notar isso de forma clara, ao deslocar o seu voto, de forma massiva, para os nulos, para os brancos e especialmente para o voto de protesto, quase todo no Bloco de Esquerda, mas também no PCP e noutros partidos menores. E fez bem, digo eu, porque pode ser assim que as “inteligências” que lá de Lisboa nos vão, sempre, Governando, percebam que é absolutamente necessário continuar a alterar comportamentos na nossa sociedade, fazendo-a evoluir para uma SOCIEDADE EUROPEIA DO SEC.XXI, que é necessário por exemplo pôr a Educação e a Justiça a funcionar como deve ser, mas que há decididamente outras formas de o fazer: ESPECIALMENTE ENVOLVENDO OS AGENTES nessa, necessária, transformação.

Mas quem ganhou agora, PSD, e quem como o Bloco ou a CDU agora subiram, desenganem-se em tentar repercutir este resultado para as Autárquicas de 11 de Outubro.

Aí muitas mais questões irão estar em apreço em Tomar. Desde logo a capacidade que esta Câmara, ao longo dos últimos 12 anos, tem tido para piorar, globalmente, a vida dos Tomarenses, com erros e taxas sucessivas que afastam os empregos do nosso Concelho. Desde logo a capacidade, seriedade e honestidade dos Homens que se candidatam a Presidente de Câmara em alternativa ao que lá está hoje. Mas também a capacidade técnica e política das equipas que do PSD, do PS e dos outros se candidatam para exercer as funções de Vereadores.

Mas mais importante do que tudo isso, são as efectivas capacidades que cada uma das forças com expressão eleitoral podem ter para concretizar o que propõem.

Com uma expectável vitória do PS, sem maioria, nas Legislativas de Setembro e a expectável vitória de Paulo Fonseca, pelo PS, na Câmara de Ourém, querem os tomarenses que a sua Câmara seja a única dos Grandes Concelhos do Médio Tejo (Abrantes, Ourém, Tomar e Torres Novas) a ser governada por um Partido que não é poder em Lisboa? Não perderia Tomar imenso com tal facto? Acham que será possível continuarmos a “puxar” por Tomar, por exemplo construindo um Novo Tribunal de Trabalho, como o fizemos, ou uma nova Esquadra da Polícia, ou as duas novas Escolas na Jácome Ratton e na Nuno Álvares ou o grande investimento no financiamento às creches, ao desporto e outro associativismo que temos promovido a partir do Governo?

Não seria justo entregarmos a gestão do nosso Município a quem aprovou a execução do IC9 que nos ligará à Nazaré até ao Verão de 2011, ou que quer construir o IC3 de Tomar até Coimbra?

Manter os mesmos, com as mesma, velhas, soluções na Governação de Tomar, serve o interesse de quem?
Que venha o Santo António, que venha o S.João, que já foi o 10 de Junho e há-de vir a Restauração.
E como diz um amigo meu, para melhor está bem está bem, porque para pior já basta assim.
Saúde para todos e bom fim-de-semana.

9.6.09

Santarém já tem novo Governador




O novo Governador Civil do Distrito de Santarém, tomou à pouco posse em Lisboa, na Salão Nobre do MAI, onde tive oportunidade de estar presente.

É Joaquim Adriano Botas Castanho, de 69 anos, consul honorário do Brasil, residente em Santarém, tendo exercido, entre outros, os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Santarém e Presidente dos Serviços Municipalizados de Santarém.

Exerce a partir de amanhã, já nas comemorações do 10 de Junho, as funções de Governador Civil.
Todo o Gabinete foi reconduzido nas suas funções.

Uma análise eleitoral às Europeias

Porque quando alguém escreve o que é devido, de pouco vale tentar inventar.

O meu camarada Hugo Costa, já agora Deputado Municipal pelo PS, escreveu uma excelente e sintetica análise ao resultado eleitoral, que vos convido a ler.

http://paisrelativo.net/geral/7-ideias-da-noite-de-ontem/

7.6.09

Estivemos lá, sem vergonha


Obrigado Vital!

Este poderia ter começado por ser um ano de vitórias, se em tempo o PS tivesse podido perceber que não se pode fazer transformações profundas num País como o nosso, numa sociedade como a nossa, sem cuidar de ter toda a "máquina do Estado" a remar para o mesmo lado, com todas as estruturas intermédias da Administração a executarem, com convicção, as determinações do poder político.

Por diversos motivos isso não foi possivel, quer fosse porque temos uma das piores e mais atrasadas esquerdas comunistas e proto-comunistas de toda a Europa, fosse porque uma parte da classe de "patrões" continua a achar que do Estado só deve receber e pouco dar, fosse porque havendo poucos entre os mais de 700 mil funcionários do Estado, que são de facto maus exemplos, são normalmente os que mais se fazem ouvir e atrapalham quaisquer tranformações de paradigma.

Já agora deixem-me lembrar-vos que o PS é um Partido que respeita de onde vêm as pessoas e por isso me sinto bem nele.

Com o PS sempre respirei Liberdade, sempre senti que estava a construir, primeiro um caminho para a Europa, depois a integração nas regras e na construção europeia e hoje, de facto, a construir o futuro da Europa.

Sinto que este é um legado importante que vamos deixar para os nossos filhos.
E sinto que tal é feito com pessoas como Vital Moreira, que em tempos militou no PC, mas que há mais de vinte anos percebeu que não era esse o caminha para um País Moderno como Portugal e como José Vitorino, que em tempos militou no PSD, mas que há quase vinte anos entendeu começar a escolher o PS, como seu parceiro de jornada para o futuro de uma Tomar, com Geração!

Obrigado José, por dares nos tempos difíceis, a cara pelo PS. Juntaste-te em 2005 a nós como independente, hoje militante sabes que não é fácil ser Socialista em Tomar e em Portugal. Não é fácil em tempos de disparate, ter um discurso optimista, positivo, sério e responsável para a condução de um Concelho em crise profunda!

Obrigado a ambos. Espero continuar à altura para vos ajudar a melhorar a nossa vida!

3.6.09

BPN / Ex-dirigentes do PSD - É TUDO GENTE SÉRIA!

A polémica vai alta, sobre a questão da ligação entre altos dirigentes do PSD e um Banco que os simpáticos senhores criaram para cuidar das "suas fortunas". Tudo boa gente e gente séria, acima de tudo.





Mas vamos ler uma pequena prova de quem viveu na primeira pessoa parte da ROUBALHEIRA.

Camilo Lourenço

BPN: memória curta

camilolourenco@gmail.com

Março de 2001.

A revista "Exame", que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao Banco Português de Negócios. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: o ex-ministro Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente.

A conversa com o ex-ministro foi breve... mas elucidativa: Dias Loureiro estava desagradado com o tratamento dado ao BPN; o assunto tinha criado um problema com a imagem do banco; não havia qualquer problema com o Banco Português de Negócios; Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, e à época Presidente do Conselho de Administração daquele Banco (hoje em prisão preventiva) referiu que estava muito "incomodado" com a matéria da capa(para a qual tinha contribuído, com uma entrevista) e pensava processar a revista (como efectivamente aconteceu).

Depois da conversa comuniquei a Pinto Balsemão que não tinha ficado esclarecido com as explicações de Dias Loureiro e que, por mim, a "Exame" mantinha o que tinha escrito. O que aconteceu depois é conhecido...

Ao ouvir Dias Loureiro na RTP fiquei espantado. Porque o ex-ministro disse que ficara tão preocupado com o artigo que foi, de "motu propriu", ao Banco Central comunicar que a instituição devia estar atenta.

Das duas uma: ou Dias Loureiro soube de algo desagradável entre a conversa comigo e a ida ao Banco de Portugal; ou fez "fanfarronice" nessa conversa para esconder os problemas do BPN.

Há uma terceira hipótese... Feia. Mas depois do que vi no assunto BPN já nada me espanta!

Nota:

este jornalista foi despedido da "Exame" pelo "democrata" Balsemão, enquanto que o dr Loureiro continuou a "aconselhar" o Presidente da Répública nas suas funções de Estado !?!

29.5.09

Da Tomar do Sec.XIX à Tomar do Sec.XXI

Devemos em Tomar parte do nosso crescimento histórico pela fixação de indústrias desde tempo imemoriais, mas as indústrias do presente milénio são claramente as indústrias do conhecimento.

Tivemos ontem em Tomar o reconhecimento, por parte do Governo da República, de uma das nossas mais importantes indústrias existentes hoje em Tomar: a educação.

Com a presença da Sra. Ministra da Educação, Lurdes Rodrigues e do Secretário de Estado Adunto, Jorge Pedreira, foi dada posse à nova Directora do Agrupamento de Escolas Gualdim-Pais, a Profª Luísa Oliveira, apenas um dia depois da também tomada de posse da nova Directora da Escola de Santa Maria do Olival, Profª Celeste Sousa.

A presença em Tomar dos mais destacados representantes da Educação do País poderá parecer estranho, se levarmos em conta que há quem diga que em Tomar não se faz nada bem feito, que isto é só crise, que não saímos da cepa torta e outras quantas inverdades que alimentam o ego dos “velhos do Restelo”, mas não alimentam a “barriga do povo”.

Mas a Ministra e o secretaria de Estado da Educação estiveram em Tomar em reconhecimento pelo EXCEPCIONAL TRABALHO que vem sendo realizado pelo Agrupamento de Escolas Gualdim-Pais, que teve o ano transacto numa avaliação externa realizada em centenas de escolas por todo o País, a nota máxima em todos os itens avaliados, facto só alcançado por 5 Escolas a nível nacional.

Ou seja, Tomar tem uma das suas Escolas entre as 5 mais bem avaliadas do País, por uma equipa de peritos externos ao próprio Ministério da Educação. Não só o agrupamento da Gualdim-Pais, há vários anos gerido pela equipa da ProfªLuisa Oliveira, está de parabéns, como todo o Concelho de Tomar.

De recordar que também a Secundária de Santa Maria e de Jácome Raton conseguem ter sistematicamente alunos seus entre as melhores médias do País e o nosso Politécnico, apesar de todo o mal que alguns sectores de Tomar insistem em afirmar ali existir, tem cursos únicos e que são referência nacional, como por exemplo os da área do Restauro, Património, Fotografia ou Turismo Cultural.

Tomar afirma-se hoje e cada vez mais, como um Concelho que aposta na excelência da sua formação básica, secundária e superior, fruto do empenhamento e dádiva dos seus profissionais. O afastamento que a Autarquia teve desta iniciativa, que tentou mesmo boicotar pela tentativa da Vereadora da Educação de marcar uma reunião sobre a educação, com vários agentes, para a mesma hora, não abona nada, em relação ao que deveria ser a atitude da Câmara, na aposta nesta indústria do Sec.XXI.

Numa semana em que após o sequestro da Empresa Platex, esta voltou à laboração, e em que o Governo mantém uma linha de actuação, desde 14 de Maio, na busca de uma solução conjugada entre o IAPMEI, o BES e a Empresa, para a viabilizar para o futuro e que no presente aceitou o Lay-off, para defender os empregos de 200 trabalhadores, a industria histórica de Tomar vai definhando e a nova industria de Tomar, a do conhecimento, ganhou reconhecimento nacional.

Aqueles que se têm procurado alimentar das dificuldades das antigas industrias, PSD, BE e PCP, deviam era de olhar para este sector, que gera em Tomar alguns milhares de empregos directos e indirectos, a tempo inteiro e a tempo parcial e que cuidam, sem grande envolvimento da Câmara Municipal, de guindar Tomar para o sec.XXI, transformando a Cidade Industrial do Sec.XIX e XX, na Cidade do conhecimento do sec.XXI.

Saibamos reconhecê-lo e afirmar que a Tomar de hoje e de amanhã é uma Tomar onde dá gosto viver, crescer, estudar e trabalhar. Saibamos valorizar o que sabemos e fazemos bem, sem vergonha.

Sabemos ser por isso, todos, também, Geração Tomar!

27.5.09

Aviso à navegação

Tive oportunidade de ler no blogue do António Rebelo a transcrição de uma insinuação sobre a minha pessoa, que não sendo verdade, me compete negá-la de forma clara.

O relacionamento que tenho com Paulo Fonseca é estritamente político e pessoal, não envolvendo hoje, como no passado, qualquer relacionamento empresarial ou financeiro. O mesmo se dá entre mim e o candidato do PS a Presidente da Câmara Municipal de Tomar, Arquitecto José Vitorino.

Vivo unicamente do meu salário por conta de outrém, há muitos anos. Tenho aliás 20 anos de serviço ao Estado, no Exército, na Guarda Fiscal, na Administração central e na administração autárquica. Como sabem sou do quadro de informática da administração pública, estando em comissão de serviço extraordinária no Gabinete do Governador Civil de Santarém. Tenho portanto a minha profissão, não vivendo de quaisquer benesses à mesa do orçamento, como se usa a dizer.

Façam, os meus adversários políticos, o favor de me contestar e contrapor nas minhas opiniões, nas minhas ideias, na minha activiade política, mas nunca mais me confundam com pessoas como as que fizeram da política um estratagema para se guindarem a uma situação económica, por meios duvidosos, que nunca augurariam ter de outra forma. Eu não me chamo ......

Além de nascer livre, tive a educação suficiente para me manter sério e se pensam que em algum momento, através até de pessoas que respeito, como o António Rebelo, me ofendem na minha honorabilidade e seriedade estão muito enganados: sou daqueles que não têm medo de pagar para serem LIVRES!

Defendo hoje, como ontem, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade e pauto a minha vida pela Verdade, pela Justiça, pela Honra e pelo Progresso.
Podem os meus detractores dizer o mesmo? Duvido!

26.5.09

UMA PEQUENA VERDADE SOBRE A IFM

Não me lembro de alguma vez a temática da dificuldade de uma empresa em Tomar ter sido utilizada numa campanha eleitoral de forma tão demagógica e por uma conjugação de actores tão insólitos. Os últimos a entrarem em cena, para dar maior cobertura e consistência à deturpação de factos que dirigentes e candidatos do PCP e do BE têm vindo recorrentemente a esgrimir, foi, nada mais, nada menos, do que o candidato e coordenador do BE em Tomar junto à Fábrica, depois de na semana anterior o Deputado António Filipe do PCP o ter feito junto ao Governo Civil.

Alguém seria capaz de imaginar um comportamento destes de pessoas que sendo deputados (da República e da Europa), quando das suas bocas se não ouviu uma única solução para o problema?

O Governo, pelo seu lado, mantém uma linha de actuação na busca de uma solução conjugada entre o IAPMEI, o BES e a Empresa, para a viabilizar para o futuro e no presente aceitou o Lay-off para defender os empregos de 200 trabalhadores. Disponibilizou ainda técnicos da segurança social para fazer o acompanhamento a situação sociais mais emergentes, pela falta de parte da remuneração, prontamente adiada pelos sindicatos e actuou no sistema de apoios à internacionalização (Plano para o sector das Madeiras), permitindo conjugar soluções de formação, já em preparação pelo Centro de Formação do IEFP, para melhorar a “saída” dos trabalhadores desta crise com melhor nível formativo.

Pelo contrário a actuação destes dirigentes e deputados do BE e do PCP, bem como já em anterior episódio pelo Deputado e Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas (PSD), foi apenas no sentido de tirarem partido de uma empresa em dificuldades, de trabalhadores em dificuldades, de uma economia em dificuldades. A verdade para eles, a relevância social de quem teve que pagar aos sindicatos 3 euros para se deslocar a Santarém (pasme-se!), quando ainda não haviam recebido um cêntimo de salário de Abril, isso não lhes interessa. A isso Miguel Relvas (PSD), António Filipe (PCP), Francisco Louça e Miguel Portas (BE), dignas sanguessugas da miséria alheia, em pura e dura campanha eleitoral à custa das desgraças dos outros, não apontaram um único caminho. Apenas contra, apenas a tentar tirar partido das dificuldades. Soluções, népia!

Para que conste, convém esclarecer que contrariamente ao que tem sido dito, até este momento, ninguém minimamente sério pode dizer que a empresa não paga porque não quer. Que a empresa não paga porque alguém na sua administração se apropriou ilicitamente de quaisquer bens, como oportunistamente alguns agitadores mal intencionados puseram a circular. Mas alguém imagina que uma empresa pode pagar o que quer que seja, se não vender? Que pode manter mais de 200 empregos se não produzir? Que o Estado ou algum Banco viabilizam uma empresa bloqueada, que não produz, nem vende?

A tentativa de mediação por um Presidente de Câmara que mantém uma dívida gigantesca a outro grupo empresarial do Concelho (João Salvador), mais não surge, neste contexto, como um acto de covarde oportunismo de quem não tem qualquer credibilidade pública para ser mediador entre empresários e trabalhadores, por ser ele próprio parte do problema.

A politização do processo tem sido uma vergonha: em primeiro lugar para os trabalhadores e para os dirigentes das empresa e em segundo lugar para Tomar. Não há campanha de promoção para a fixação de empresas, de desenvolvimento de um Concelho que possa assentar numa actuação como esta que se tem vindo a observar. Não há marketing que possa “simular” um Concelho onde todos (PSD, PCP e BE) parecem querer aproveitar-se do mal alheio. Assim não vamos lá!

Desde responsáveis de sindicatos a dizerem verdadeiras barbaridades, como o facto de a empresa não poder estar em Lay-off e ter dívidas aos trabalhadores, até a pseudo-liberais do PSD a pedirem a intervenção do Estado, sem quaisquer análises ou garantias de colocação do dinheiro dos impostos de todos nós, como se estivéssemos no tempo do Gonçalvismo. Destruir a economia nacional e ao mesmo tempo delapidar os cofres do Estado, parece ser a estratégia comum.

Mas a resposta é muito simples: não estamos já em 1975! Intervencionar as empresas, foi precisamente o erro mortal do Grupo Mendes Godinho, que se arrastou até hoje e de onde a IFM vem. Aliás parte substancial do crédito que o BES tem sobre esta empresa vem ainda desse arrastado e rocambolesco ”processo revolucionário em curso” e da nacionalização do Grupo empresarial.

Defender o trabalho e as empresas hoje, não é actuar da forma que se vem vendo na IFM. Sem empresas não há trabalho. Sem trabalho não há salário. E sem salário, só há desemprego. Isso parece ser, sinceramente, o que PSD, PCP e BE querem que aconteça em Tomar.

Permitam-me que eu, os autarcas socialistas de Tomar e os socialistas no Governo de José Sócrates não queiramos isso. Nós não seremos os coveiros da IFM, nem da economia nacional. Quem acredita que destruindo as empresas e a economia herdará uma Cidade, um Concelho ou um País viável e com futuro, continue a alimentar-se da miséria e na miséria acabará.

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25.5.09

Um exemplo

Manuela Moura Guedes vs Bastonário da Ordem dos Advogados

É digno de se ouvir, quem consegue dizer olhos nos olhos a verdade a outrém, sem se deixar intimidar, por um segundo que seja.

Ouvir Marinho Pinto é hoje, em Portugal, um dos poucos bálsamos para o seguidismo e falta de coragem quem por aí grassa.

23.5.09

Sopas do campo na Linhaceira


Com um agradecimento à autarca da Assembleia de Freguesia da Asseiceira, Silvia Marques, que me inunda sempre com as inúmeras actividades da sua Associação.
É de qualquer forma, uma excelente ocasião para dar uma saltada a esta bonita Freguesia do Concelho.
Para que se saiba esta Assicação tem também um sítio cá no burgo virtual que é em www.acrlinhaceira.pt.vu
Boas sopas e boas viagens.

15.5.09

Plano de Apoio ao Sector das Madeiras

[Nota do dia lida hoje aos microfones da Rádio Hertz FM98 - repete hoje ás 17H e Domingo, dia 17 às 13H]

Foram hoje recebidos no Governo Civil representantes dos trabalhadores da Platex, para entregarem memorando e pedido de intervenção do Governo, na solução dos problemas aí existentes, que passam por a empresa estar a entrar em lay-Off e os salários de Abril não estarem ainda honrados.

Em primeiro lugar convém explicar que o Lay Off é um regime de excepção, solicitado por uma empresa, que reduzindo o horário de trabalho a METADE, garante ao trabalhador o pagamento de 2/3 da sua remuneração, sem perda de vínculo ou de quaisquer outros direitos ou tempo de serviço. Tem o período máximo de 6 meses e, durante estes, não depende da anuência dos trabalhadores. Cerca de 17% do vencimento é assegurado pela Segurança Social e a qualquer momento pode um trabalhador ser retirado deste regime.

Entretanto já o Governo Civil tinha há cerca de dois meses proposto ao Ministério da Economia o lançamento de uma intervenção prioritária para o sector, que viria a ser anunciada há uma semana, que se denomina PLANO DE APOIO AO SECTOR DA MADEIRA E DO MOBILIÁRIO , constituído por 4 eixos e 31 medidas, que visam criar condições para a manutenção do emprego e desenvolvimento da capacidade exportadora do sector.

"Este programa tem características inovadoras, porque, pela primeira vez, estamos a integrar a madeira e o móvel", sublinhou o Ministro Manuel Pinho na sua apresentação, onde destacou também "o grande enfoque dado à internacionalização e inovação, com apoios concretos para o desenvolvimento do cluster da madeira e do móvel".

A assinatura do memorando de entendimento foi realizada entre um conjunto de entidades públicas e privadas, incluindo representantes da tutela dos sectores da indústria, trabalho e agricultura e ainda várias associações empresariais dos sectores do mobiliário e das indústrias florestais.

O plano de apoio governamental, idêntico ao adoptado para os sectores do automóvel, turismo, têxtil, calçado e cortiça, prevê apoios ao financiamento das empresas, através da facilitação do acesso ao crédito. Mais de 2700 empresas já acederam às linhas de crédito apoiadas pelo Governo, segundo dados do ministério da Economia. O apoio às exportações do sector do mobiliário também está previsto através da partilha do risco com as seguradoras, onde ganha destaque a compra anunciada pelo estado da Importante seguradora COSEC e outras medidas para a internacionalização dinamizadas pelo ICEP. Já a pensar no ciclo económico posterior à crise, o plano prevê ainda medidas de ajustamento ao perfil industrial e tecnológico do sector, apoiando financeiramente, até 40%, a fusão ou aquisição de empresas.

Os cerca de 80 trabalhadores da Platex, hoje recebidos no Governo Civil, foram instados a apostarem na empresa, mantendo os seus postos de trabalho, acreditando que o Governo tudo está a fazer, através de negociações directas que já decorrem com o IAPMEI, para rápida injecção financeira na empresa, que permita recuperar a credibilidade desta junto dos seus fornecedores, RECEBENDO ASSIM MATÉRIA PRIMA e pagar os salários aos seus trabalhadores.

Esse é e sempre foi o entendimento e empenhamento do Governador Civil, num estreito trabalho com os sindicatos e com a administração da empresa, para a manutenção deste importante sector da indústria em laboração no nosso Concelho.

Foram ainda aconselhados os trabalhadores da Platex, a junto do serviço local da segurança social, requererem as actualizações necessárias das suas prestações familiares, em virtude da alteração significativa que seguramente durante os próximos meses vão ter Nos seus rendimentos.

Para isso se criou o ESTADO SOCIAL.

Para isso tem o Governo, ao longo dos últimos 4 anos, aumentado, por exemplo em mais de 25% os respectivos abonos de família, bem como muitas das prestações de apoio familiar.

Para apoiar quem precisa, quando precisa e na medida em que precisa, continuaremos a apostar em defender quem trabalha e quem cria riqueza: é o caso dos trabalhadores e da empresa IFM.

8.5.09

DAS FAMÍLIAS E PELAS FAMÍLIAS

[Artigo publicado no Jornal "O Cidade de Tomar"]

São já conhecidas as propostas que os socialistas vêm apresentando na Câmara, para melhorar a condição social das famílias Tomarenses. Só a título de exemplo relembro a nossa proposta de que as famílias mais numerosas pudessem ver a sua factura da água descer, a partir da contagem dos consumos serem feitos por pessoa que vive na habitação, per capita e não por contador como é actualmente. Há três anos, que sucessivamente apresentamos esta proposta e há três anos que a Câmara a recusa.

Ainda em passada semana o PSD recusou, mais uma vez, a Criação da loja Social de Tomar, instrumento de articulação entre as IPSS, a Segurança Social e a Câmara, de forma a fazer chegar o apoio, na habitação, na alimentação e na educação a quem precisa, de forma articulada e única. Recusou também, com o apoio do grupo dos independentes (a outra face dos anos sucessivos de incapacidade e oportunismo social), a redução das taxas do Mercado Municipal, que visava facilitar a venda dos produtos agrícolas produzidos no Concelho.

Recusou baixar os impostos sobre as empresas da Concelho (Derrama e Taxas sobre investimento), ao mesmo tempo que nada disse sobre quando ia PAGAR os MAIS DE 13 MILHÕES de euros que deve às empresas, muitas delas do Concelho, como por exemplo a João Salvador.

Recusou proposta do PS, de apoio às famílias com crianças com menos de 10 anos e de atribuição de subsídios a fundo perdido por nascimento, entre 400€ e 800€. Esta é a actuação da Câmara PSD, aqui e ali, com a conivência activa dos independentes. Partes do problema, nunca da solução.

Por outro lado o Governo PS, para apoiar mais as famílias atingidas pelo desemprego, irá reforçar com novas medidas o apoio social às famílias, no seu endividamento com a habitação própria e nas suas despesas com a educação.

Na habitação, as famílias serão auxiliadas com empréstimos para habitação própria e que tenham um dos membros do casal em situação de desemprego há mais de três meses.
Será criada, com as instituições financeiras, uma moratória nas prestações de crédito à habitação.

Esta moratória poderá prolongar-se por dois anos e pode ser requerida até ao fim de 2009. Já em Maio estará esta medida em condições de funcionar. Durante este período, as famílias com desempregados beneficiam de uma redução de 50% na prestação da casa. O Estado, através de uma linha de crédito específica, financiará o custo decorrente desta alteração, a uma taxa abaixo da própria Euribor em 0,5%. Hoje e para um empréstimo de 100 mil euros, a 25 anos, representaria uma redução de mensalidade de 431€ para 235€, considerando a Euribor a 3 meses.

O governo irá também reforçar a bonificação dos juros, para os desempregados titulares de empréstimos no regime de crédito bonificado.

Já em Maio, entram também em vigor medidas extraordinárias, dirigidas aos alunos beneficiários do abono de família que tenham pelo menos um dos pais desempregados há mais de três meses, e enquanto se mantiver a situação de desemprego: esses alunos passarão a ter 100% dos apoios, quer no ensino básico quer no ensino secundário. Este alargamento significará um maior benefício nos manuais escolares para o próximo ano lectivo, mas será concretizado desde já noutros apoios, como as refeições escolares. Significa um apoio, só nas refeições, que pode chegar a mais de 30€ por mês.

O esforço colectivo, que o Estado, através da política solidária do Governo PS, está a fazer, poderá parecer irrelevante para os que têm a sorte de ter uma situação financeira desafogada. Mas 196 euros a menos no crédito á habitação, 30€ nas refeições dos filhos na Escola ou 120€ de devolução de despesas médicas e de educação, como os Socialista propuseram em Tomar, são muito dinheiro, quando se tem 400 ou 500€ por mês para disponibilizar para uma família.

Nisto, como em muitas outras matérias se vê a diferença entre quem faz e quem finge fazer, mas não faz.

5.5.09

Curiosamente é um local ligado à CDU (de Torres Novas), que divulga a denúncia de que terão sido pessoas próximas ao BE, a fazerem a provocação ao cabeça de lista do PS às europeias, na manifestação do 1º de Maio da CGTP.

http://canhotices.blogspot.com/2009/05/olho-loiro.html

Já não há dúvidas que determinada "esquerda" não olha a meios, a métodos, a atitudes, próprias e típicas das ditaduras, que há uns anos diziam combater.

Ninguém acredita que "ordeiros" passeantes do 1º de Maio estivessem prevenidos com pequenos sacos cheios de água, para distribuir aos camaradas. Vai-se a ver foi isso. Mas como passou por ali um senhor, que até havia sido do PCP até há 20 anos, pumba...

Que foi propositado foi.
Que há desordeiros nas fileiras do PCP/CDU e do BE, ninguém duvida.
Que os inflamados discursos sectários e a continuada prática anti-democrática destes dois agrupamentos fomentam o ódio, a intolerança, o dogmatismo e a malvadez mais arcaica e acéfala, também o sabemos há mais de 30 anos.

Basta olharmos para o que dizem alguns dos actuais e ex-esquerdista e comunistas em Tomar, dos renunciados comunistas independentistas Oliveira e Simões, aos discursos de estilo estalinista que Custódio e Graça de quando em vez proferem, para se perceber que desta esquerda não pode o País, o Concelho e a Cidade esperar absolutamente nada.
Estão SEMPRE do lado dos PROBLEMAS, nunca das soluções!

Para a esquerda do BE, da CDU e de outros inorgânicos grupelhos, tipo independentes, só pode a sociedade esperar problemas, como os que, infelizmente, vitimaram o cabeça da lista do PS às Europeias. A cobardia é o seu estilo e a arruaça a sua prática.

E ainda alguns, de quando em vez, pensam em "querer" obrigar o PS a coligar-se com tal tipo de gente.
Safa!

4.5.09

Cenário macro-económico

As previsões de primavera da UE, para o corente ano e para 2010, apontam para:

Crecimento do PIB (produto interno bruto) na Zona Euro(€): 2009: -4,0 e em 2010: -0,1

Em Espanha: 2009: -3,2 e em 2010: -1,0
Em Portugal: 2009: -3,7 e em 2010: -0,8


Desemprego, na Zona Euro(€) 2009: 9,9 e em 2010: 11,5

Em Espanha: 2009: 17,3 e em 2010: 20,5
Em Portugal: 2009: 9,1 e em 2010: 9,8


Inflação, na Zona Euro(€) 2009: +0,4 e em 2010: +1,2

Em Espanha: 2009: -0,1 e em 2010: +1,4
Em Portugal: 2009: -0,3 e em 2010: +1,7
"TUDO O QUE É NECESSÁRIO PARA O TRIUNFO DO MAL, É QUE OS HOMENS DE BEM NADA FAÇAM"

Edmund Burke

1.5.09

O SR. JOSÉ TAMBÉM GOSTA DO CALÓ

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz - FM98, a seguir ao noticiário das 13H00. Repete no Domingo, dia 3, a seguir ao mesmo noticiário]

Hoje, dia do Trabalhador, criado em homenagem aos confrontos havidos e mortes de trabalhadores da Chicago do Sec.XIX, temos hoje em Tomar um pouco, também, do nosso passado.

Estamos hoje inundados, por uma parte do nosso orgulho do passado recente: a Homenagem à primeira equipa que, do Distrito de Santarém, acedeu à 1ªDivisão do Campeonato Nacional de Futebol. Mais do que espelho do interesse por uma forma de desporto de massas, capaz de gerar e mover multidões em todo o mundo, o Futebol e a sua dinâmica ajudam, muitas das vezes, a retratar os índices de desenvolvimento económico de uma determinada região.

Se há quarenta anos, entrámos na 1ª divisão, fruto da pujante indústria de segunda geração que aqui se desenvolvia, alicerçado numa postura regional liderante, hoje disputamos, com todo o mérito, honra e espírito de sacrifício, a distrital com o Riachense, equipa da simpática e desenvolvida vila do vizinho Concelho de Torres Novas.
Está tudo dito. Ou quase…

Termino com duas notas muito breves.

A primeira de forte, empenhado e muito sentido OBRIGADO ao Barnabé, Conhé, Kiki, Caló e colegas, por terem ajudado a que Tomar estivesse no Mapa, durante alguns anos, também em resultado do Futebol. Ajudou de forma decisiva à geração dos meus pais, a serem mais felizes na sua terra e na terra que fizeram sua, da qual têm orgulho e na qual se fizeram geração de Tomar.

A segunda, de reconhecimento pelo exemplo de vida que o Sr.José, operário fabril do nosso Concelho, que seria um “puto” de 10 ou 12 anos, quando Barnabé e companhia eram os heróis locais. O Sr.José que comigo se cruzou há três semanas, que não me conhece, nem eu a ele, deu-me um exemplo de vida, que não esquecerei.

Que fazia aquele homem às oito da noite, junto a uma empenhada funcionária administrativa da sua empresa que lhe dava uma folha a assinar, metido nas suas calças de sarja dura, completamente comidas pelo pó do cimento, provavelmente depois de mais de 10 horas de trabalho duro, a fabricar manilhas?

Assinava a folha e agradecia, com ar condoído, olhar vago e longe dos sonhos de puto, que nos anos sessenta, tinha os calós como heróis. E dizia: "ao menos dará para que não me cortem a luz".
Acabara de receber uma nota de 50 euros, que eu vi, assinando o respectivo vale de adiantamento sobre o seu salário em atraso. Do atraso de um pagamento que a Câmara de Tomar não fez.

E eu dei comigo a pensar o que iria ser o jantar daquele Homem, que era um puto com sonhos, quando eu era pouco mais do que um bebé de colo.

Obrigado Sr.José. Também por si, sou eu hoje, geração de Tomar!

30.4.09

PLATEX E JOÃO SALVADOR – O fim de um sonho?

Nas últimas semanas a situação das empresas IFM (Platex) e João Salvador, ameaça colocar em causa mais de 400 empregos no Concelho de Tomar.

São casos absolutamente diferentes. Se por um lado a João Salvador passa por três problemas diversos, seja a internacionalização de parte do seu investimento, seja pela falta de liquidez e dificuldade de a obter junto da Banca, seja pelas dívidas de milhões de euros que a Câmara de Tomar não paga. Já a IFM, por outro lado, o problema tem essencialmente a ver com a dificuldade de encontrar liquidez e financiamento bancário, para poder honrar os compromissos com fornecedores e assim, dar cumprimento às encomendas existentes.

A Assembleia Municipal desta segunda-feira solidarizou-se, por unanimidade, com o empenhamento do PS em tal tomada de posição.

Pena é que o Sr.Presidente da Câmara PSD, sobre o pagamento das dívidas da Câmara à empresa João Salvador nada tenha dito. Pena é que a Câmara, a quem competiria ajudar as centenas de famílias de Tomar, que em resultado desta situação já passam há meses por situações muito difíceis, sobre esta situação se tenha mantido MUDA e QUEDA. Aliás, o facto de várias (14) propostas do PS terem sido recusadas e que melhoravam o apoio às famílias do Concelho, demonstram que a Câmara PSD insiste, em Tomar, em fazer parte do problema e não da solução.

O programa Governamental de QUALIFICAÇÃO-EMPREGO, à qual está já a IFM a desenvolver as demarches para aderir, poderá permitir que 35% dos seus funcionários acedam a Formação Profissional, enquanto não é possível desbloquear junto da Banca financiamento “à tesouraria”.

Esta solução, à responsabilidade do conjunto de políticas sociais que o Governo PS tem lançado, ajudará parte substancial dos trabalhadores a saírem desta crise em melhores condições de manterem e desenvolver a sua capacidade de trabalho. Se a isto juntarmos a extensão do subsídio social de desemprego, para aqueles que, infelizmente tenham que a ele aceder, criam condições para que, até à retoma económica, seja possível sobreviver.

No Concelho de Tomar, só no último ano, já com 6 meses de acentuada crise, foi ainda assim possível criar cerca de 750 empregos/colocações, ou seja mais de 2 empregos por dia. Para os trabalhadores que vierem a ficar nestas duas empresas sem trabalho, o sonho de um trabalho nelas pode estar desfeito, mas com o conjunto de políticas que continuam a ser apoiadas pelo Governo é expectável que muitos venham no próximo ano a encontrar trabalho noutras empresas. Mesmo nas mesmas áreas, da construção civil ou das madeiras, haverá soluções.

Nem tudo está perdido e o momento é de esperança mas também de responsabilidade, assumida pelo Governo e não pela Câmara. O Presidente Corvêlo de Sousa dizer que “a prioridade da sua agenda é a situação da IFM”, não deixa ninguém descansado, sabendo nós que em 8 anos de autarca, não é conhecido propriamente por ser muito rápido a fazer o que quer que seja. Por aí não podem os trabalhadores ficar descansados.

Mas connosco podem, como sempre, contar!

*Assinado, na qualidade de Coordenador da bancada do PS na AM de Tomar

24.4.09

UM NOVO ABRIL EM TOMAR

[Artigo publicado na edição de hoje do Jornal "O Templário", sobre uma visão sobre o Abril que é necessário HOJE!]


Em Junho de 2006, após dois anos de insistência, a Assembleia Municipal aprovou uma Moção no sentido de Tomar constituir uma equipa de trabalho, com vista à implementação de uma Agenda XXI Local.

Visando dar corpo ás melhores práticas internacionais de constituição de “comunidades sustentáveis”, na linha de intervenções realizadas, por exemplo em Halifax e Burnley, em Inglaterra, onde o equilíbrio entre o desenvolvimento económico e o equilíbrio ambiental, se concretiza sem deixar de ter sempre um olhar atento no desenvolvimento social.

Por isso mesmo, tem o PS insistido ao longo dos últimos anos, na importância da REDE SOCIAL, só efectivamente criada há dois anos. Por isso mesmo, têm vindo os seus autarcas a insistir, desde há um ano, na criação da LOJA SOCIAL (ver www.tomar.psdigital.org).

Muitos dos problemas de DESIQUILÍBRIO social, motivado pelo acelerar da crise social, que há vários anos, assentou raias no Concelho, teriam melhores instrumentos de resolução se Tomar não tivesse sido o penúltimo Município do País a criar a sua rede social. Se a decisão da Assembleia de criar uma AGENDA XXI Local, não estivesse há quase 3 anos parada ou se já estivessem a serem dados os passos para a criação da LOJA SOCIAL.

Uma Loja Social, mais não é do que um sistema, baseado num “Balcão Único” de atendimento social onde, por exemplo, o apoio à habitação ou às refeições escolares, responsabilidades dos Municípios, se interpenetram com as subvenções sociais de responsabilidade da Segurança Social e integrassem, por exemplo, as disponibilidades existentes das IPSS, da Caritas ou de outras expressões de apoio social existentes no Concelho.

UMA RESPOSTA INTEGRADA.
Um conceito de ENFOQUE no cidadão. De resolução do seu problema, HOJE!

Mas no desenvolvimento do que é hoje entendido como a COMUNIDADE SUSTENTÁVEL, os aspectos de onde vivem as pessoas (no centro das cidades/aldeias ou nas suas periferias, por exemplo), cruzam-se com os modos de acesso aos principais serviços (a pé, de transporte público ou de carro).

A revisão do PDM em Tomar é também parte deste processo, que há mais de 10 anos se arrasta sem fim à vista. Por exemplo, a facilitação da junção de artigos matriciais, para recuperação de habitações no centro da cidade e aldeias do Concelho, já proposto pelo PS no Município, é também um caminho para a concretização desta vivência no Sec.XXI.

E como tudo está interligado, a existência de Escola de proximidade (por Freguesia), no mínimo no pré-escolar, é parte integrante deste conceito, ideológico pois sim, de querer que Tomar viva sob o paradigma do DESENVOLVIMENTO a caminho de UMA COMUNIDADE SUSTENTÁVEL.

Se Abril deu pleno caminho aos 3 D’s (Democracia, Desenvolvimento, Descolonização); em Tomar falta concretizar o NOVO ABRIL, com os 3 S’s, de Sustentável, Serviço e Solidariedade.

Que venham mais cinco!

23.4.09

Artigo no Jornal "Cidade de Tomar"

Este é o artigo de opinião que saírá no Jornal "O Cidade de Tomar" de amanhã, dia 24 de Abril, apesar de já estar disponível nas bancas hoje.

A DEMAGOGIA DEVE TER LIMITE

Já muito se falou da crise económica internacional e das suas consequências sociais que um pouco por todo o mundo e também no nosso Concelho, vão surgindo.
Já se teve conhecimento dos contributos dados pelo PS, nestes últimos anos, para minorar os efeitos da crise nas Famílias e nas Empresas do Concelho e disponíveis para consulta em www.tomar.psdigital.org

Infelizmente nas últimas semanas duas situações se agravaram no nosso Concelho, tendo levado a uma tomada de posição do PSD, através dos seus deputados, encabeçados por Miguel Relvas, que enquanto oposição ao Governo se mostram muito preocupados, mas enquanto maioria PSD na Câmara de Tomar, só vêm prejudicando as empresas do Concelho.

Acham que exagero? Então pensemos em conjunto: devia ou não a Câmara Municipal de Tomar mais de 2,5 milhões de euros à empresa João Salvador no final do ano de 2008? Devia e os valores constam da conta de gerência aprovada na passada semana pela Câmara.
Devia e deve!
Mas sabem quanto custa isso, só em juros bancários desde o início do ano à empresa? Mais de 100 mil euros, ou seja mais de 320€ a cada um dos seus trabalhadores. Isto é responsabilidade da Câmara Municipal. Não responsabilidade de nenhum Governo. A isto não diz o Deputado Miguel Relvas, nem o PSD em Tomar nada? Não convém, decerto!

Mas já sabem fazer requerimentos ao Governo sobre a situação da IFM, apenas para encher Jornais em Tomar, porque sabem, como eu sei, como o Sr. Presidente da Câmara sabe, que não compete ao Governo tratar da situação da IFM ou de qualquer empresa em concreto.
O problema que a IFM tem é um problema que tem como causa primordial, a Banca não disponibilizar dinheiro, em tesouraria, a uma empresa que factura mais de 26 milhões de euros ao ano e exporta 75% da sua produção.
O problema não está, como os deputados do PSD induzem, na falta de apoio GOVERNAMENTAL ao sector exportador das madeiras ou qualquer outro. Os apoios já existem, os seguros de crédito à exportação, com aval do Governo, estão já a funcionar.
O problema não é esse.
O problema é que a Banca não liberta fundos de tesouraria, que servem a maior parte das vezes para pagar SALÁRIOS e a PEQUENOS FORNECEDORES. Pelo menos a banca privada não o está a fazer. Esse é o problema.

Aquilo que os deputados do PSD e os seus companheiros da maioria da Câmara estão a fazer com a IFM, baseia-se na MENTIRA, chama-se OPORTUNISMO e configura uma verdadeira CHANTAGEM POLITICA.
E demonstra uma coisa que é já PATOLÓGICO neste tipo de pessoas que nos vem GOVERNANDO EM TOMAR: além de falsos são irresponsáveis! Nunca têm a culpa de nada.
Têm atrofiado a economia local com taxas absurdas. Obrigam, por exemplo um pequeno café ou um cabeleireiro a pagar mais de 3000€ em compensação de lugares de estacionamento, mesmo antes de abrir um negócio, que nos primeiros anos grandes dificuldades vai ter para ter lucro. Mantêm dívidas de mais de 13 milhões de euros (entre a despesa corrente e a despesa de investimento), com forte relevância na economia local, às empresas pequenas, médias e grandes sedeadas no Concelho.

Vão começar a pagar agora porque o GOVERNO PS lhes facultou o “Programa Pagar a tempo e horas” e os obrigou a reduzirem os prazos de pagamento para 90 dias.
Disso não fala Miguel Relvas e o seu PSD? Não lhe convém?
Quem será responsável pela não falência imediata de diversas empresas no Concelho, a quem a Câmara deve milhões, é o Governo PS que obrigou a Câmara PSD a lhes pagar.
Mas sabem vir falar de uma empresa onde a responsabilidade do Governo é nula.
Mas não pagaram durante meses à João Salvador e os seus funcionários tiveram que suportar, sem receber, os juros que a empresa teve de pagar pelos DOIS MILHÕES E MEIO de dívida da Câmara PSD de Tomar. Uma vergonha. Um desprestígio para o poder político.

É inconcebível que Miguel Relvas, Corvelo de Sousa e o PSD, se comportem assim com as empresas, com os trabalhadores das empresas de Tomar e suas famílias.
É necessário que estes e estas lhes façam, ao PSD, PAGAR O PREÇO DA SUA MENTIRA, DA SUA IRRESPONSABILIDADE.

Mas querem saber o que o Governo está a preparar para resolver esta e outras situações? Muito simplesmente CRIAR CONDIÇÕES para que possam ser as Associações Empresarias, como é o caso do nosso NERSANT, com o qual aliás a Câmara PSD de Tomar nunca quis quaisquer relacionamentos ao longo dos últimos 12 anos, para poderem servir de ligação entre as empresários e a banca, para que com o aval do estado, não seja cada empresário a negociar os “Fundos de Tesouraria”, a “Renegociação das letras” ou das “contas caucionadas” de forma isolada, mas sim em bloco e através da força do Associativismo Empresarial.

Esta é a solução para empresas como a IFM, viáveis, em sectores competitivos e exportadores. Este é o caminho que vem sendo defendido, pelo que é público, pelo Sr. Governador Civil e pelo Sr. Presidente do NERSANT.
Este é o contributo que o Governo PS pode e deve dar neste caso, que ao contrário dos deputados PSD do Distrito, com Miguel Relvas à cabeça, que mais parecem aves de rapina, que esvoaçando sobre os possíveis “restos” empresarias, tentam de forma oportunista daí tirar dividendos políticos.
Mas esquecendo-se de que quando têm responsabilidade, como é o caso da Câmara de Tomar, vão prejudicando AS EMPRESAS por NÃO PAGAREM a quem devem, a tempo e horas, COLOCANDO assim muitas FAMÍLIAS NA MISÉRIA.

É de facto inconcebível, que este tipo de pessoas possam ainda continuar a governar-nos em Tomar. Temos de os fazer PAGAR por isso, já que eles NÃO QUEREM PAGAR A QUEM DEVEM!

A demagogia deve ter um limite e esse limite, em Tomar, já foi atingido há muito.

20.4.09

A nossa Região (Lisboa e Vale do Tejo)


A Região de Lisboa e Vale do Tejo, a maior do País, onde Tomar se incluí, tem já cerca de 3,5 Milhões de habitantes.
A NUTIII Médio Tejo, a menor de todas as 5 que compõe a região tem 231304, na estimativa do INE, do final de 2007.
A dimensão dos Concelhos do Médio Tejo era o seguinte, em residentes (2007) e eleitores (2008):
Ourém - 50606 residentes (44466 eleitores)
Tomar - 42295 residentes (39466 eleitores)
Abrantes - 40349 residentes (37577 eleitores)
Torres Novas - 37101 residentes (33145 eleitores)
Entroncamento - 21329 residentes (16689 eleitores)
Alcanena - 14699 residentes (13242 eleitores)
Ferreira Zêzere - 9170 residentes (8412 eleitores)
V.N.Barquinha - 8122 residentes (6751 eleitores)
Sardoal - 3858 residentes (3711 eleitores)
Constância - 3388 residentes (3502 eleitores)

17.4.09

É INCONCEBÍVEL TAMANHA DEMAGOGIA

Já aqui falámos muito da crise económica internacional.
Já aqui lembrámos os contributos dados pelo PS na Câmara para minorar os efeitos da crise nas Famílias e nas Empresas do Concelho.

Infelizmente nas últimas semanas duas situações se agravaram no nosso Concelho, tendo levado a uma tomada de posição do PSD local através do seu deputado Miguel Relvas, que enquanto deputado da oposição ao Governo se mostra muito preocupado, mas enquanto verdadeiro “dono” da maioria PSD na Câmara, só prejudica as empresas do Concelho.

Acham que exagero? Então pensemos em conjunto: devia ou não a Câmara Municipal de Tomar mais de 2 milhões e meio de euros à empresa João Salvador no final do ano de 2008? Devia e os valores constam da conta de gerência aprovada esta semana. Devia e deve. Mas sabem quanto custa isso, só em juros bancários desde o início do ano à empresa? Mais de 100 mil euros, ou seja mais de 300€ a cada um dos seus trabalhadores. Isto é responsabilidade da Câmara Municipal. Não responsabilidade de nenhum Governo. A isto não diz Miguel Relvas nem o PSD de Tomar nada? Não convém.

Mas já sabe fazer requerimentos ao Governo sobre a situação da IFM, apenas para encher Jornais em Tomar, porque sabem, como eu sei, como o Sr. Presidente Corvelo Sousa sabe, que não compete ao Governo tratar da situação da IFM ou de qualquer empresa em concreto. O problema que a IFM tem é um problema que tem como única causa, aquilo que já aqui falamos, que é a Banca não disponibilizar dinheiro a uma empresa que factura mais de 26 milhões de euros ao ano e exporta 75% da sua produção. O problema não está, como os deputados do PSD induzem, na falta de apoio GOVERNAMENTAL ao sector exportador das madeiras, ou qualquer outro. Os apoios existem e os seguros de crédito à exportação estão a funcionar. O problema não é esse. O problema é que a Banca não liberta fundos de tesouraria, que servem a maior parte das vezes para pagar SALÁRIOS e a PEQUENOS FORNECEDORES. Pelo menos a banca privada não o está a fazer. Esse é o problema.

Aquilo que Miguel Relvas e os seus companheiros do PSD estão a fazer com a IFM, chama-se MENTIRA. Chama-se OPORTUNISMO. Chama-se CHANTAGEM. E demonstra uma coisa que é já PATOLÓGICO neste tipo de gente que nos vem GOVERNANDO EM TOMAR: são falsos e são irresponsáveis. Nunca têm a culpa de nada. Têm atrofiado a economia local com taxas absurdas. Obrigam, por exemplo um pequeno café ou um cabeleireiro a pagar mais de 3000€ em compensação de lugares de estacionamento, mesmo antes de abrir um negócio, que nos primeiros anos grandes dificuldades vai ter para obter lucro. Mantêm dívidas de mais de 13 milhões de euros, entre a despesa corrente e a despesa de investimento, com forte relevância na economia local, às empresas pequenas, médias e grandes sedeadas no Concelho.

Vão começar a pagar agora porque o GOVERNO PS lhes facultou o “Programa Pagar a tempo e horas” e os obrigou a reduzirem os prazos de pagamento para 90 dias. Disso não fala Miguel Relvas e o seu PSD? Não lhe convém? Quem será responsável pela NÃO falência imediata de diversas empresas no Concelho, a quem a Câmara deve milhões, é o Governo que obrigou a Câmara a lhes pagar. Mas sabem vir falar de uma empresa onde a responsabilidade do Governo é nula. Mas não pagaram durante meses à João Salvador e os seus funcionários tiveram que suportar, sem receber, os juros que a empresa teve que pagar pelos DOIS MILHÕES E MEIO de dívida da Câmara PSD de Tomar. Uma vergonha. Um desprestígio para o poder político.

É inconcebível que Miguel Relvas, Corvelo de Sousa e o PSD, se comportem assim com as empresas, com os trabalhadores das empresas de Tomar e suas famílias. É necessário que estes e estas lhes façam, ao PSD, PAGAR O PREÇO DA SUA MENTIRA, DA SUA IRRESPONSABILIDADE.

Mas querem saber o que o Governo está a preparar para resolver esta e outras situações? Muito simplesmente CRIAR CONDIÇÕES para que possam ser as Associações Empresarias, como é o caso do nosso NERSANT, com o qual aliás a Câmara PSD de Tomar nunca quis quaisquer relacionamentos ao longo dos últimos 12 anos, para poderem servir de ligação entre as empresários e a banca, para que com o aval do estado, não seja cada empresário a negociar os “Fundos de Tesouraria”, a “Renegociação das letras” ou das “contas caucionadas” de forma isolada, mas sim em bloco e através da força do Associativismo Empresarial.

Esta é a solução para empresas como a IFM, viáveis, em sectores competitivos e exportadores. Este é o caminho que vem sendo defendido, pelo que é público, pelo Sr. Governador Civil e pelo Sr. Presidente do NERSANT. Este é o contributo que o Governo PS pode e deve dar neste caso, que ao contrário dos Deputados PSD do Distrito, com Miguel Relvas à cabeça, que mais parecem ABUTRES esvoaçando sobre as possíveis carcaças empresarias, tentando de forma oportunista daí tirar dividendos políticos. Mas esquecendo-se de quando têm responsabilidade, como é o caso da Câmara de Tomar, não prejudicarem AS EMPRESAS e PAGAREM A QUEM DEVEM, NÃO COLOCANDO MUITAS FAMÍLIAS NA MISÉRIA.

É de facto inconcebível que este tipo de pessoas possam ainda andar na rua de cabeça erguida e merecerem de nós um tratamento respeitoso, a que urbanidade nos obriga. Temos de os fazer PAGAR por isso, já que eles NÃO QUEREM PAGAR A QUEM DEVEM!


[Crónica lida aos microfones da Rádio Hertz (FM98), após o noticiário das 13H00 – repete dia 19 (Domingo) após as 13H00]

13.4.09

A (des)propósito das dívidas da Câmara de Tomar

O nosso Município terminou o ano de 2008 com mais de 10 milhões de euros de dívidas de capital, essencialmente a fornecedores de obras, como por exemplo a firma João Salvador, com cerca de 2,5 Milhões de euros.

Estes 2,5 Milhões de euros, que esperamos venham agora a ser rapidamente pagos ao abrigo do programa lançado pelo Governo PS, de "pagar a tempo e horas", foram e são um dos muitos e graves problemas que a firma João Salvador tem tido nos últimos tempos.

Só para se ter uma ideia esta dívida da Câmara representa, à taxa média do juro praticado pela banca comercial para o tipo de risco que representa uma firma como a João Salvador, digamos de 18%/ano, qualquer coisa como 37.500€ só de juros por mês.

Como estamos certos que a Câmara de Tomar, desde 31/12/2008 não terá pago um único centavo ao João Salvador, temos portanto só em juros qualquer coisa como 112.500€, nos primeiros três meses de 2009.

Como todo o grupo terá cerca de 350 funcionários, cada um destes, teve que "pagar" directa ou indirectamente à Banca um montante na casa dos 321€, à RESPONSABILIDADE DA MÁ GESTÃO DA CÂMARA PSD DE TOMAR.

Este é mais um triste exemplo de que esta Câmara já ultrapassou o seu prazo de validade.

Pena é que no seu estretor, possa ajudar a levar à falência um grupo empresarial da dimensão da João Salvador.

Mesmo que tal não aconteça e muito sinceramente esperamos que não, já levou sei-o bem, muitas famílias ao desespero. Famílias de gente que vive em Tomar e que deveria ter da parte da sua Câmara outra sensibilidade, outro respeito, outra atitude.

A palavra de ordem para o futuro, como sempre o foi no passado, é essa mesmo: ATITUDE.

Só nos resta UMA: MUDAR!

8.4.09

A INDEPENDÊNCIA DA GUALDIM-PAIS

Falamos da colectividade e não da escola, para nos situarmos e falamos da instituição e não do seu voluntário presidente há 23 anos, para não nos equivocarmos.

Exemplo de desenvolvimento de um projecto colectivo, iniciado há mais de uma centena de anos, pelos homens de “além da ponte”, começou por ser mais uma Banda de Música no Concelho de Tomar.
Isto aconteceu ainda no tempo em que as Bandas serviam de afirmação, de uma cada vez maior pequena burguesia urbana e de um infindável operariado industrial emergente.
A colectividade viveu o percurso normal deste tipo de instituições durante o sec.XX, com actividades diversas no recreio, desporto e na cultura, da pesca ao campismo, do cinema ao xadrez, da música à dança, dos mini-trampolins às actividades de tempo livre, por exemplo.

Com o advento das novas necessidades de serviços nas áreas da cultura, do desporto e do social, a partir dos anos 80 a colectividade evoluiu para um sistema mais profissionalizado, que ganha especial destaque com a construção do então Pavilhão Desportivo.
O empresário da construção civil, responsável pela sua construção, foi recentemente homenageado publicamente, especialmente por ter sabido esperar 12 anos pelo respectivo pagamento.
Aliás, a história da Gualdim-Pais, que conheço pessoalmente desde 1983, é fruto de um conjunto bem sucedido de dádivas, empenhamento dos seus milhares de sócios, dezenas de dirigentes e muito especialmente das suas, também voluntárias, centenas de participantes e colaboradores.

A aposta no trabalho pelo colectivo, que aprendi cedo na música, na outra Banda da cidade diga-se em abono da verdade, encontrei diariamente durante dezenas de anos na Gualdim-Pais, no respeito pela diversidade individual e trabalhando sempre em prol do colectivo.
Esta forma de estar, fez-me a mim e estou certo que a milhares de jovens, ao longo das últimas décadas, melhores cidadãos, depois de termos passado pela música, pelo desporto ou pelos acampamentos da Gualdim-Pais.
Sempre foi aquela instituição, uma casa de diversidade, de respeito e de entre ajuda, fortemente alicerçada na construção solidária, onde as grandes discussões sempre aconteceram para melhoria e engrandecimento do projecto que, estou certo que todos, íamos construindo.

Varias vezes ao longo da sua história, foram tentados aproveitamentos partidários, a que sempre os seus sócios e dirigentes souberam por cobro e limite.
Esperemos que a expectável candidatura pela CDU à Câmara Municipal, do seu Presidente da Direcção, não venha a colocar novamente essa questão, sobre uma instituição que é pertença de todos os seus sócios, de todos os quadrantes partidários.
Para mim e estou certo que para muitos outros não comunistas, a Gualdim-Pais é muito mais do que o seu Presidente e as suas perfeitamente legítimas, participações cívicas na política Tomarense.

A Gualdim-Pais é uma instituição que deverá ser honrada na sua história, com total independência partidária, respeitando o trabalho que a todos permitiu fazer em prol da cultura e do desporto no Concelho de Tomar.

6.4.09


AS MULHERES NA PRIMEIRA REPUBLICA - Percursos e imagens
Na Biblioteca-Museu República e Resistência, Espaço da Cidade Universitária (Lisboa) - Rua Alberto Sousa 10A (Zona B do Rêgo)
CICLO DE CONFERÊNCIAS
22-Abril (18H30)
29-Abril (18H30)
6-Maio (18H30)
Parceria CML/Univ Nova/FCSH

25.3.09

Extracto do Jornal, O Cidade de Tomar, da passada semana.

Exemplo de uma actuação sindical correcta: denunciar erros do sistema, para que ele possa melhorar.

Desconheço neste momento, sinceramente, se esta questão é de todo assim, mas em todo o caso o que aqui é relevante são duas coisas:

1º Um exemplo de um sindicalismo, que não é de correia de transmissão de um qualquer comité central, ou dirigido localmente por um qualquer;

2º A prova de que muito falta ainda fazer no nosso Ministério da Educação, apesar de todas as críticas que se tem feito à actuação do Governo no sector: alguns dos serviços mantêm os velhos hábitos de não passarem cartuxo a ninguém, funcionando em verdadeira autogestão.

No final, vão ver, lá se assumirá o erro, com a coitada da Ministra a pagar as favas, mas ninguém dentro da estrutura administrativa do sector responsável, será responsabilizado pelo erro.

Não será tempo de pôr mesmo aquilo na ordem?

20.3.09

Precisamos em Tomar, de mudar!

Vimos dando nos primeiros meses deste ano, especial atenção às situações decorrentes da crise financeira internacional, que rapidamente alastrou por todo o mundo e começa agora a fazer-se sentir, de forma cada vez mais notória, também, no nosso Concelho.

Tendo uma origem bem identificada na total e absoluta irresponsabilidade da alta finança internacional, o colapso deste NEO-LIBERALISMO económico e político, tem levado à redução abrupta do consumo mundial.

Com a redução do consumo, cada vez mais empresas têm dificuldade em vender os seus produtos, e com o sucessivo aperto por parte das instituições financeiras, que renegoceiam os spreds comerciais, neste momento, já na ordem dos 15 a 20% ao ano, mais empresas têm dificuldade em se financiar para cumprir o pagamento dos salários aos trabalhadores e as contribuições ao Estado.

Apesar de estarmos, em Portugal, muito longe da situação que tínhamos há 24 anos, quando mais de meio milhão de Portugueses tinha mais de 6 meses de salários em atraso, a situação começa a ser preocupante.

Também no nosso Concelho situações em médios e grandes grupos como o Freitas Lopes, a Platex ou o João Salvador, que envolvem já perto de 700 trabalhadores, não podem deixar de nos preocupar. Especial atenção merece quando um destes grupos aponta, além da crise financeira internacional, o facto de o Município não honrar os compromissos financeiros que para com ele tem.

Especialmente agora que o tribunal de contas recusou aceitar o empréstimo para a Câmara pagar a decisão judicial de indemnizar a ParqT, em mais de 750.000€, não vai conseguir a Câmara pagar o que deve ao João Salvador ou a outra qualquer empresa.
A falência técnica da Câmara PSD é cada vez mais uma realidade, como sempre o PS disse.
O problema da crise em Tomar, não é assim de hoje, como muito bem sabemos.


A nível nacional e perante o avolumar de problemas financeiros, económicos e agora também sociais, tem o Governo dado resposta pronta, seja estendendo o subsídio social para desempregados por mais seis meses, que a título excepcional entra em funcionamento no próximo dia 1 de Abril, seja reduzindo o pagamento especial por conta e baixando o IRC às Empresas, por exemplo.

Também em inúmeros Municípios maiorias e oposições políticas confluíram para minorar os impactos sociais junto dos seus cidadãos. Em Tomar o assunto assumia especial ênfase em virtude de sucessivos anos de verdadeira RAPINA financeira feita pela Câmara aos seus cidadãos. Fosse nas taxas para a construção ou outras taxas aplicadas por exemplo para a instalação de empresas, na área do comércio, da indústria ou dos serviços. Só para se ter uma ideia um T3 em Tomar tem incorpurado em taxas para o Município, directas e indirectas, mais de 10.000 €, enquanto que em Abrantes ou Torres Novas, o valor não atinge 4.000€.

Nesse sentido, foi feito um esforço por toda a oposição para apresentar propostas que melhorassem a situação das pessoas e das empresas de Tomar. Na essência, o PSD recusou TODAS as que foram presentes pelo PS.

Recordo neste momento duas apresentadas pelo PS, e recusadas, que fazem todo o sentido.
A primeira que era a ISENÇÃO nos Transportes Urbanos de Tomar para todas as crianças até aos 10 anos e a redução de 75% nos bilhetes para os jovens até aos 18 anos e dos idosos com mais de 65, garantindo ainda a extensão da rede para a periferia da Cidade, que mais tarde os seus residentes vieram a exigir.
E, a segunda, a isenção total de taxas para investimentos do comércio local, das pequenas industrias e investimentos no turismo e a devolução de UMA HORA no Estacionamento a quem adquirisse produtos no Comércio local.

Estes exemplos, seguem na boa linha do que o Governo agora deliberou, criando uma moratória no pagamento das prestações à habitação.

Na habitação, as famílias serão auxiliadas com empréstimos para habitação própria e que tenham um dos membros do casal em situação de desemprego há mais de três meses.
Será criada, com as instituições financeiras, uma moratória nas prestações de crédito à habitação. Esta moratória poderá prolongar-se por dois anos e pode ser requerida até ao fim de 2009. Durante este período, as famílias com desempregados beneficiam de uma redução de 50% na prestação da casa. O Estado, através de uma linha de crédito específica, financiará o custo decorrente desta alteração, a uma taxa abaixo da própria Euribor em 0,5%.

Se o Governo PS defende as famílias, porque não o faz, também a Câmara PSD?

Ainda no que diz respeito ao investimento que vimos fazendo nas famílias e em Tomar, convém lembrar o Programa de Alargamento da Rede de Educação Pré-Escolar, estabelecido com municípios e instituições de solidariedade, de forma a poder garantir a TODAS as crianças com 5 anos o acesso ao PRÉ-ESCOLAR.

Com um investimento de 36 milhões de euros, 50% suportado pelos Ministérios do Trabalho e da Segurança Social e da Educação, o programa tem por base a concertação estratégica entre o governo, as autarquias e as instituições privadas de solidariedade social. 300.000€ já foram investidos em Tomar, na nova creche da Gualdim-pais, que será inaugurada no Sábado dia 28, às 15Horas pelo Ministro do Trabalho Vieira da Silva.
Com esta medida pretende-se generalizar o acesso ao ensino pré-escolar para combater as desigualdades.

Promover a justiça social é, sempre foi, o apanágio da governação socialista.
Por isso, precisamos em Tomar de mudar.
Mas já agora, só vale a pena mudar, se for mesmo para melhor.
O PS em Tomar vem demonstrando, de facto, ser a melhor solução para o nosso futuro.
Pode acreditar!


[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz - FM98, hoje após o noticiário das 13H00, repetido no Domingo, também após o noticiário das 13H00]

18.3.09

UMA SÓ ATITUDE: A DEFESA DE TOMAR!

Temos vivido os últimos anos em Tomar, naquilo que poderemos definir como a fuga contemplativa.
Fugimos permanentemente dos problemas, com isso ajudando a criar outros. De seguida contemplamo-los, colocando quase sempre a culpa em terceiros.

Primeiro foi a culpar a economia nacional ou internacional, pelas sucessivas falências, pelas sucessivas incapacidades de gerirem os seus grupos empresariais, demonstradas pelas famílias tradicionais e de referência de Tomar. Incapacidades cimentadas na inadaptação aos novos paradigmas tecnológicos e de gestão dos anos 70 e 80.

Depois, foi durante essas e seguintes décadas, a fuga à realidade alimentada pela sucessiva especulação imobiliária, que teve o seu auge em meados dos anos 90, brilhantemente continuado nos anos seguintes. Aos problemas existentes, sem resolução eficaz, juntaram-se outros, a começar pela sucessiva rapina aos bolsos dos tomarenses, com elevadas taxas administrativas e prestação de serviços ao nível do terceiro mundo.

Temos fugido assim da realidade, culpando sucessivamente todos os Governos pelos males que são de nossa responsabilidade, especialmente porque a escolha da Câmara só depende de nós e na escolha do Governo, os tomarenses contam apenas com 0,5% dos votos, ou seja não decidem absolutamente nada.

A defesa de Tomar, de quem defende verdadeiramente Tomar, a sua história, compromisso simbólico e futuro estratégico, faz-se fazendo. Não se faz dizendo que se faz. Essa é uma diferença a que pouco a pouco, cada vez mais pessoas vão dando valor: valorizam quem apresenta resultados.

Os resultados da Câmara ou a ausência deles, são cada vez mais notórios. Quanto ao resto é fácil de ver:

Quem resolveu em definitivo as acessibilidades de Tomar à Nazaré (IC9) e a Coimbra (IC3), o primeiro já adjudicado e que será concluído até ao Verão de 2011 e o segundo no final do processo de adjudicação?

Quem resolveu em definitivo a vergonha que era a manutenção do Tribunal de Trabalho nas suas velhas instalações e abriu novas e funcionais instalações para o mesmo?

E quem instalou a PSP numa nova esquadra, devolvendo ao Município um edifício de sua propriedade, que durante dezenas de anos por essa foi ocupada?

Quem trouxe para Tomar um dos cem mini-campos desportivos, sintéticos, a nível nacional e dos oito do Distrito, a instalar até final de Maio, junto à associação das Serras da Sabacheira, que beneficiará a prática desportiva informal?

E quem investiu de forma determinante na nova creche da Gualdim-pais e que o Ministro Vieira da Silva vem inaugurar oficialmente no próximo dia 28 de Março?

Quem investiu desta forma em Tomar, sem ter responsabilidade directa na gestão do Município, merece ter o apoio do povo para governar o Município de Tomar.

Essa decisão podemos nós tomar, sem a ajuda de ninguém.

E aí acabarão definitivamente as desculpas!


[Artigo publicado na edição de 20 de Março de 2009, do Jornal "O Templário"]

11.3.09

Uma pessoa a falar verdade?

MEDINA CARREIRA, dixit

"Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista».... Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito... Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir. O Português está farto de ser enganado! Todos os dias tem a sensação que é enganado!"


E eu até nem sou de citar muito os outros ou de propagandear quem diz "apenas mal", mas este apanhado do Prof.Doutor Medina Carreira é de facto exemplar.

Exemplar pela pluralidade do pensamento que denota. Pela sua acutilância e coragem que demonstra. Pela clareza com que afirma aquilo que muitos não querem ver, mas que é essencial: DIZER A VERDADE AO POVO.
Quem assim agir, estou certo, ganhará muitos inimigos, mas no final acabará por ter a população do seu lado.

Os valores e os princípios não são negociáveis. A ética republicana que na política devemos prosseguir, também não.

Não há Homens sempre certos, nem sequer ideias sempre correctas. Há sim circunstâncias (MOMENTOS) e pensamentos (IDEIAS) correctas e pessoas que em cada o momento as/os sabem colocar em marcha.

Que façamos nós parte desse movimento: PELA VERDADE NA POLÍTICA!

6.3.09

Nota do dia na Rádio Hertz

Nota do dia, na Rádio Hertz [FM 98], lida hoje, após o noticiária das 13H00, repetida noDomingo, dia 8 de Março, depois do noticiário das 13H00.


As últimas semanas têm sido muito positivas para Tomar, apesar de algum desânimo que representou a resposta do Município às dificuldades dos Tomarenses, nas medidas de combate à crise.

Dizemos isso porque, por exemplo, foi ontem assinado em Lisboa um contrato entre o Instituto do Desporto, a Federação Portuguesa de Futebol e o Município, para a instalação no Concelho de um dos 100 mini–campos desportivos, pagos pelo Estado, a serem colocados esta ano em todo o País.


Estes mini-campos, são conforme o próprio nome indica, pequenos campos, em piso sintético, com dimensões aproximadas de 22 por 12 metros, que permitem a prática desportiva informal de futebol, andebol, basquetebol ou outros jogos com bola.

O grande objectivo destes mini-campos é o de fomentar a pratica desportiva, não oficial, portanto de tipo informal e é totalmente pago pela administração central, ficando apenas a autarquia com a responsabilidade da sua manutenção. Trata-se assim de uma oferta do Governo ao Concelho de Tomar, facto que não é demais destacar, especialmente quando estamos em tempo de dificuldades financeiras.

Este mini-campo irá ser instalado e ficar, digamos assim, à guarda do Grupo Desportivo e Recreativo da Sabacheira, clube que vem tendo nos últimos anos um desenvolvimento espectacular na divulgação e captação de centenas de jovens para a actividade física e dirigido por uma equipa jovem e dinâmica.

A juntar a esta boa notícia temos uma outra, que devendo orgulhar todos os Tomarenses, motivou uma azeda troca de galhardetes na última assembleia municipal.

Falamos da assinatura, realizada no castelo de Leiria no passado dia 26 de Fevereiro, do contrato de concessão Litoral-Oeste, onde está inserido o nosso IC9. E digo nosso, porque em todos os discursos e divulgação de comunicação efectuada pelo concessionário, onde pontua entre outros o Grupo Lena, a relevância era colocada na construção do IC9 entre a Nazaré e Tomar.
Esta cerimónia, onde como vem sendo cada vez mais hábito a Câmara de Tomar optou pela ausência, garante a conclusão do IC9 que nos ligará à Nazaré, até Julho de 2011.

A importância desta estrada é de todos sabida e representa a redução de 46% dos acidentes rodoviários neste percurso existentes, bem como a redução de 33 minutos no percurso efectuado entre Tomar e a Nazaré.

Ao optar por estar ausente da cerimónia de assinatura, a Câmara de Tomar e o seu Presidente Corvêlo de Sousa, demonstram o desinteresse pela construção desta via, bem como pelo IC3, que o PS já garantiu continuar a pressionar para a sua concretização, que estamos certos poderá vir a ter desenlace de concessão até Junho deste ano.

Ainda sobre o IC9, as obras a partir da Estação de Fátima arrancarão brevemente. Com este importante investimento, que ficará 25% mais barato do que havia sido lançado a concurso, Tomar ganha finalmente acesso ao litoral e o nosso Convento de Cristo, dimensão real de parceria com o Mosteiro da Batalha e de Alcobaça.
Mais do que a candidatura ao QREN, onde o Município se envolveu, mas que com a incapacidade de execução que se lhe conhece, infelizmente não vai representar uma melhoria substancial na visibilidade do nosso Convento de Cristo, o IC9 vai tornar Tomar novamente um centro importante de desenvolvimento regional.

Devemos mais esta afirmação ao Governo socialista, que conseguiu finalmente tirar do papel uma estrada de importância crucial para o futuro de Tomar.

E por falar em futuro, foi também notícia na última Assembleia Municipal as questões relacionadas com a segurança na cidade de Tomar. Dando relevo a algumas situações, que envolveram recentemente alguns grupos de jovens e também um conhecido comerciante da noite da nossa Cidade, a bancada do PS apresentou uma recomendação à Câmara, prontamente recusada pelo PSD.

Num sectarismo sem precedentes, orientado apenas pela sua completa e absoluta fobia contra os socialistas, seja no governo ou às propostas úteis, ponderadas e responsáveis que o PS tem vindo a apresentar em Tomar, o PSD vota contra tudo o que o PS apresenta sem sequer ler.

A Lei permite que a Câmara Municipal, se proponha criar o Conselho Municipal de Segurança, de forma a serem tomadas medidas imediatas de actuação e de combate à violência e à criminalidade em Tomar. Mais, em Agosto do ano passado o Governo Socialista elaborou com a Associação Nacional de Municípios um protocolo visando, a criação de um CONTRATO DE SEGURANÇA, a assinar entre o Município e a autoridade de segurança respectiva (PSP e GNR), através de uma proposta que terá de partir da Câmara.

Portanto CONSELHO Municipal de Segurança e CONTRATO de SEGURANÇA, dois instrumentos ao dispor da Câmara PSD, que esta recusou mais uma vez, apenas e só, porque foi proposto pelo PS.

Além de omitir nas actas da Assembleia Municipal, a generalidade das intervenções dos deputados municipais eleitos pelo PS, o que levou este pela primeira vez a votar contra as respectivas actas, a maioria que Miguel Relvas gere na Assembleia Municipal, e a maioria que Corvêlo de Sousa gere na Câmara, bloqueiam propostas correctas e que melhorariam a vida dos Tomarenses, apenas por profundo sectarismo e incapacidade de as lerem antes de votarem.

É se calhar tempo para os aconselhar a frequentarem de novo a escola primária, porque lá, além de se aprender a ler e a contar e agora, desde que o PS está no Governo, se aprende muito mais como por exemplo Inglês, a maioria PSD da Câmara de Tomar, poderia apreender a estar ao serviço das populações, em lugar de estar ao serviço de si própria.

Ausente do IC9, desligado do IC3, recusando propostas do PS para a melhoria da segurança das populações, insensível aos problemas sociais dos Tomarenses e das suas Empresas, que vêm sendo roubados, na água e nas taxas ao longo dos últimos anos, o PSD em Tomar é cada vez mais parte do problema em lugar de ser parte da solução.

Felizmente que temos o PS para ser alternativa a esta gente!

20.2.09

Bombeiros, Medalhas e Carnaval

Nota do dia lida hoje aos microfones da Rádio Hertz [FM 98], retransmitida Domingo, dia 22, após o noticiário das 13Horas.



Tivemos esta semana o aniversário dos Bombeiros Municipais de Tomar, onde foi notória a importância que as entidades públicas dão aos homens e mulheres que aí prestam serviço, voluntário e profissional, para ocorrer a todas as solicitações de emergência que vão ocorrendo no Concelho. Lamentável foi, que nesta cerimónia o vereador do pelouro, Ivo Santos, se tenha preocupado em atacar os voluntários acusando-os de não cumprirem as suas obrigações, ao velho estilo caceteiro com que António Paiva nos habituou no relacionamento com os Bombeiros.

Base dos sistema de protecção civil, os Bombeiros de Tomar, cumprem uma nobre e importante missão que merecia ser mais estimada e dignificada pelo seu vereador, que deveria confinar as suas criticas às reuniões internas, a realizar com os homens e mulheres que aí exercem o voluntariado, e não fazê-lo na praça pública.

Sobre outro tema em relevo nas últimas semanas, ficamos a saber que afinal havia também por parte dos vereadores independentes o interesse em que houvesse um regulamento para medalhas homenagens, quando o ano passado tentaram, com má fé e oportunismo bacoco, impor uma homenagem a todos os ex-autarcas de Tomar, com excepção do ex-presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Engº José Mendes, eleito pelo Partido Socialista.

Ficamos a saber isso, porque o vereador do PS, Carlos Silva, apresentou este ano uma proposta de regulamento que era exactamente o mesmo REGULAMENTO, que o então vereador da CDU Rosa Dias apresentou à Câmara em 1989 e posteriormente em 1993, entregou ao presidente da altura, hoje vereador Pedro Marques.

Ou seja, os actuais vereadores dos independentes, tinham uma Proposta de Regulamento sua, que não apresentaram o ano passado. Aí foram buscar uma proposta do PS de 2007 onde era proposta uma homenagem às figuras em destaque na sociedade Tomarense, da cultura ao desporto, das artes á politica, "esquecendo-se" que tinham uma proposta com quase 20 anos que não apresentaram.

Agora que o PS recuperou a proposta deles de há 20 anos, EXACTAMENTE IGUAL, nem um, nem outro vereador dos independentes, viram que era a proposta que conheciam há imensos anos e que o ano passado se esqueceram de apresentar, na sua fobia anti-PS.
Prestaram assim um mau serviço a Tomar.
Mas ainda sobre este assunto, melhor não andou o PSD que na mesma reunião de Câmara veio falar de uma Proposta que dizem ter mas que ninguém conhece, nem nunca foi apresentada.

O Vereador Carlos Silva e o PS, conseguiram mais uma vez demonstrar que aqueles senhores que há vinte anos por lá andam na Câmara, são parte do PROBLEMA e NÃO PARTE DA SOLUÇÃO!

Outro facto interessante que tivemos também nas últimas semanas foi a atribuição de cerca de 30 mil euros de apoio para o Carnaval de Tomar, com o que estou indiscutivelmente de acordo. O problema é que houve o esquecimento, mais uma vez, do Carnaval da Linhaceira. Desde 2007 que o PS vem exigindo, com propostas concretas na Câmara e Assembleia Municipal, que o Carnaval da Linhaceira, seja considerado como parte um mais vasto “Carnaval do Concelho de Tomar”, e por isso mesmo receba um apoio que valorize e dignifique o empenhamento das gentes daquela terra, que há 18 anos consecutivos vêm organizando um Carnaval que promove a Linhaceira, a Freguesia da Asseiceira, mas muito especialmente o Concelho de Tomar.

Todos os anos o PSD recusa dar apoio ao Carnaval da Linhaceira.
Todos os anos o PS relembra o assunto.
Haverá, estou certo, um dia em que os cidadãos de Tomar, independentemente do sítio onde vivam, sejam tratados de igual forma. Sem AMOS, NEM SENHORES, SEM MEDO, NEM OPORTUNISMOS.
Porque os palhaços, esses, são mesmo bons é no circo ou então, por estes dias, mas só por estes dias, por aí.

Um bom carnaval para Todos.

11.2.09

APOSTAMOS NAS FAMÍLIAS

A Câmara de Tomar aprovou recentemente um conjunto de propostas que visam minorar a crise económica vigente e em curso há diversos anos no nosso Concelho. O Vereador do PS não se opôs a nenhuma das propostas apresentadas, embora tivessem os socialistas propostas melhores e de maior alcance que as entretanto aprovadas pelos responsáveis do Município dos últimos 20 anos.

A exemplo do que temos vindo a fazer no Governo, com uma determinada e sustentável política de apoio às famílias, onde o aumento em mais de 25% dos abonos de família para os escalões de mais baixos rendimentos é apenas um exemplo, propuseram os socialistas em Tomar um conjunto de medidas, quase todas recusadas pelo PSD.

Propusemos que o Município avançasse com um programa de recuperação de habitações degradadas no Concelho. Quem sabe quantos dos nossos vizinhos vivem ainda em condições habitacionais degradantes? Propusemos também que o IRS no Concelho fosse reduzido, nos termos da Lei que permite aos Municípios disporem até 3% dessa verba, para melhorar o dinheiro disponível das famílias que pagam impostos. Mas nas propostas que os socialistas apresentaram olhamos para outro aspecto importante da vida das famílias de Tomar, quando propusemos que o Município devolvesse 1 hora de estacionamento a todos os utentes do comércio local, de forma a promover o comprar nas lojas do comércio local, contribuindo para manter o emprego.

Também neste âmbito propôs o PS, que houvesse total isenção de taxas para investimentos no Comércio, tendo como limite 100 mil euros de isenções. Propusemos a mesma lógica para taxas para investimento no Turismo, no limite de 100 mil euros e para a Indústria, com isenção de taxas até 200 mil euros.

O grande objectivo aqui, como em termos das políticas nacionais de apoio às empresas, foi o de tentar garantir os postos de trabalho, existentes e, preferencialmente, ajudar a criar novos. Uma das melhores formas de ajudar as famílias hoje, é tentar garantir que estas conseguem manter o emprego. Para manter o emprego é necessário incentivar e facilitar o investimento das e nas empresas. A tudo isto o PSD em Tomar disse não.

Para mal de todos quantos vivem, estudam, trabalham ou gostam de Tomar o PSD decidiu fazer parte do problema, indiferente às dificuldades das empresas locais, indiferente à usura de taxas de todo o tipo, que durante mais de uma década tem mantido, sobre quem cria riqueza ou vive em Tomar.

Quando o PS propôs que o Município devolvesse metade das taxas que cobrou, na nossa perspectiva indevidamente, a quem comprou ou construiu casa em Tomar depois de 2004, até ao limite de 200 mil euros, o PSD votou contra argumentando que isso seria assumir que errou. E qual seria o problema disso? Acaso quem exerce o poder, em Tomar ou em Lisboa acerta sempre o que faz? Não poderiam, já este ano, as famílias que tiveram assim de comprar mais caras as suas casas, em virtude dessa política da Câmara, serem ressarcidas em parte?

E que dizer da nossa proposta, também recusada, de dar total isenção de taxas, para quaisquer intervenções em casas dentro das localidades? De facilitar a junção de artigos matriciais, afim de recuperar parte das casas degradadas no interior das aldeias e da cidade, reduzindo o risco de desertificação?

E que dizer do subsídio a fundo perdido por nascimento, entre 400 e 600 euros, proposto pelo PS e recusado? Não iria ajudar todas as famílias, com património de valor inferior a 250 mil euros, a suportarem melhor a chegada de um novo membro?

Era justo ou não?

Porque será que o PSD a recusou, quando em muitos Municípios por si geridos o aprovou?

Apenas pelo facto de ter sido proposto pelo PS.

Percebe-se: Corvêlo de Sousa e o seu PSD optam em Tomar por prejudicar as empresas e as famílias, apenas e só porque as propostas que as ajudavam vieram da sua oposição política. Pena que assim seja. Quando for chamado a renovar a sua confiança neles, por favor não se esqueça de lhes agradecer.

10.2.09

"O Homem da Luta"

videoCom um obrigado ao meu camarada e amigo José Velho, que descobriu este tesourinho deprimente, deixo-vos com um dos artistas do momento, da cena política internacional e onde os outros países depositam inúmeras esperanças para retirar o mundo ocidental da crise.

Depois de ouvirem este brilhante discurso, do nosso Presidente da Comissão Europeia, perguntem-se "em que raio" de língua está o homem a falar. Deve ser já um "europês" qualquer dos anos 70.

6.2.09

PARA QUE SERVE AFINAL O PDM ?

Como todos sabemos o PDM de Tomar está há dez anos em revisão. Está a concorrer já, em termos de longevidade, com os célebres andaimes que o Governo de Cavaco Silva nos doou na Charola do Convento de Cristo. Não era a promessa de uma revisão rápida do PDM de Tomar, um dos motes da campanha do PSD em 1997?

Mas carregados que estamos de tempo para esperar e na ausência do trabalho concluído, vamos tendo estudos, documentos enquadradores, estratégicos, análises e visões, etc. Num dos estudos fomos descobrir o que poderia ser considerado um “tesourinho deprimente dos Gato Fedorento”, se não se desse o caso de serem mesmo verdade os dados aí lançados. Falamos da análise ao estado da Rede Viária Municipal, realizado pela equipe de revisão do PDM. Os dados são os seguintes:

% Estradas e Caminhos em Mau Estado ou não asfaltadas

Menor que 20% dos Km existentes: Alviobeira, Casais, Carregueiros,
S.João, Paialvo, Asseiceira,
Sta Maria, S.Pedro e Junceira

Entre 20 e 30%: Sabacheira, Pedreira e Madalena

Entre 30 e 40%: Beselga, Olalhas e Além Ribeira

Superior a 40% dos Km existentes: Serra

Num olhar atento verificamos que 9 das 16 freguesias do concelho têm menos de 20% das suas estradas e caminhos municipais em mau estado ou não asfaltadas.
Um dos aspectos curiosos que salta à vista, é que das outras sete freguesias com as suas estradas mais deterioradas, quatro são governadas por autarcas do PS - Sabacheira, Madalena, Beselga e Além da Ribeira.
Aliás, se olharmos com mais atenção, das cinco Freguesias que são governadas por autarcas do PS, quatro estão entre as que têm as suas estradas mais degradadas.

Tal facto só é relevante porque esta semana, mais uma vez, a maioria PSD aprovou a transferência de verbas para as Freguesias, que não tem em conta as necessidades efectivas de melhoria, por exemplo, da rede viária municipal aí existente.

As estradas e caminhos municipais, responsabilidade da câmara e não das juntas como muitas vezes pensamos, não são por esta arranjadas. O grande objectivo da Câmara deveria ser que as populações, independentemente da freguesia onde vivessem, tivessem as mesmas condições de acesso e mobilidade, devendo a Câmara investir mais nos arranjos, justamente nas Freguesias onde as condições são, ainda hoje piores.

E estão nesse caso as Freguesias da Serra de Tomar, da Beselga, das Olalhas, de Além da Ribeira, da Sabacheira, da Pedreira e da Madalena. Bem sabemos que estas Freguesias todas juntas não têm mais do que 9 mil eleitores, mas devem ser estas populações prejudicadas por não terem peso eleitoral no Concelho?.

A gestão do PSD tem contribuído assim ao longo dos anos, para degradar as condições de vida de parte substancial dos residentes das freguesias, usando de “partidarite barata e sectária” em favor de algumas Freguesias em detrimento de outras.

Forma diferente de actuar tem tido o Governo do PS, quando tem investido no Concelho de Tomar, apesar deste ser governado pelo PSD: o novo Tribunal de Trabalho e a nova Esquadra da PSP, são disso claro exemplo.

Quando olhamos para esta forma de actuar e marcando passo a revisão do PDM, cabe perguntar: quanto mais tempo tem os Tomarenses de aturar tamanha mesquinhez e irresponsabilidade?

3.2.09

Descoberto o responsável pela crise em Tomar

Uma das vantagens que tenho no meu trabalho como adjunto do Governador Civil, em Santarém, é poder-me deslocar a diversos locais do Distrito, muitos dos quais completamente inexpectáveis.

Um outro dia, numa dessas deslocações e enquanto me perguntava pelas verdadeiras razões que levaram a maioria PSD a descobrir a crise em Tomar só agora em Janeiro de 2009, acabei por encontrar o responsável pela crise.


Só não sei ainda que nome lhe hei-de dar. Mas estou cá a pensar num bem giro!

30.1.09

"Pedro Marques Jogador e Árbitro"

Da última Página do Jornal "O Cidade de Tomar" de 10/Março/1995, retiro o seguinte texto de opinião, assinado por um tal José Nascimento Ribeiro, que honestamente desconheço de todo.

Estou certo que o Jornal, cujo Director era António Madureira e o Chefe de Redação Carlos Carrão, conhecia bem o autor e entendeu dar-lhe o destaque de última página.
Deve ser, por isso mesmo, um destacado cidadão a quem Pedro Marques nunca ameaçou colocar em Tribunal, o que aliás me parece muito bem, visto que assim não passou por pusilânime, como o tem sido comigo desde Agosto do ano passado.

Mas vamos ao texto, que até é engraçado e nos dá uma boa perpectiva sobre uma visão, que se pode ter da sua actuação como Presidente de Câmara. E isso, de facto é a única coisa que interessa, depois de todos os anos que já passaram.

Nota: O texto é o do Jornal, os destacados, itálicos e notas são de minha autoria


ACTUAL, por José Nascimento Ribeiro
Pedro Marques Jogador e Árbitro

Ao contrário daquilo que tem sido escrito pela imprensa e pela oposição partidária [PSD], a actuação de Pedro Marques enquanto Presidente da Câmara não parece estar ferida de ilegaldades graves como aquelas de que é acusado.

Senão, vejamos: a lei prevê sanções como a perda de mandato e a nulidade dos actos administrativos, noa casos em que o membro da C.M.

(1) intervenha em processo no qual tenha interesse ou
(2) não dê conhecimento à C.M. de que a matéria em apreciação lhe diz directamente respeito;

e determina a pena criminal de prisão na situação de corrupção em que o membro da C.M.

(3) receba qualquer vantagem, patrimonial ou não, para a prática de acto no uso das suas atribuições

Ora acontece que em todos estes casos, Pedro Marques parece ter tido uma actuação, enquanto Presidente de Câmara, juridicamente inatacável. E afirma-se que tal inocência é aparentemente pela razão elementar de que, a acreditar nas versões publicadas na imprensa - que estão longe de ser amistosas ou brandas -, os factos invocados para o crucificarem não constituem matéria legalmente relevante.

Por outras palavras: os factos que a imprensa e a oposição partidária [PSD] argumentam não são ilegalidades nem crimes.

Em primeiro lugar, o Presidente não participou nas deliberações nas quais tinha interesse próprio.

Em segundo lugar, o Presidente justificou essa não participação com a circunstância de nelas ter interesse directo.

Em terceiro lugar, apesar de ter aceite utilizar uma viatura de luxo da empresa de que era sócio e que tinha interesses pendentes na Câmara, não favoreceu a mesma empresa pois nem sequer participou nas deliberações.

Então dir-se-á: mas afinal Pedro Marques valeu-se da sua posição na Câmara Municipal para se lançar como empresário, construindo uma fortuna em negócios propiciados pelo próprio órgão em cuja presidência deveria salvaguardar e defender o interesse público...

Tudo indica que sim.

Mas enquanto o Presidente observava escrupulosamente as normas legais aplicáveis aos actos praticados por si e pelo órgão a que pertence, o cidadão Pedro Marques patrocinava interesses particulares, quer próprios quer comuns à empresa de que veio a ser sócio.

Digamos que Pedro Marques, jogador por formação e árbitro por eleição, sempre foi jogador enquanto árbitro, mas nunca arbitrou quando jogou. Antes de concretizados os seus sonhos, em caso algum os confessou. Do segredo fez a alma do negócio. Tomando a lei como coisa séria, o público Pedro não podia discriminar os interesses do privado Pedro.



Nota:
Ora digam lá se o articulista tinha ou não piada?
E ainda há por aí quem diga que eu uso terminologia ofensiva, indecorosa e faço ataques descabidos, ao "exemplo de Presidente" que tivemos em Tomar, entre 1990 e 1997.
Pois está visto que o biltre sou eu!

27.1.09


A propósito de crises, vejam só estes indicadores para o 3º maior parceiro económico português: a Inglaterra!

Recordemos, só para nossa orientação o que vamos investir nos Portugueses no decurso destes primeiros 6 meses de 2009, para minorar o impacto da crise internacional:
800 Milhões€ - Apoio às empresas (ModCom, reconversão turismo e
linhas de crédito bonificado PME)
580 Milhões€ - Medidas de apoio ao emprego, dos quais 285 milhões directamente para a manutenção de emprego
500 Milhões€ - Modernização de 100 Escolas Secundárias, entre as quais a Escola Jácome Ratton (Ex-Escola Industrial de Tomar)
280 Milhões€ - Comparticipação para investimento nas energias renováveis (Publico e Privado)
50 Milhões€ - Investimento nas redes de banda larga de nova geração (especialmente para o interior do País)
No apoio ao emprego de destacar os 105 Milhões€ de apoio aos jovens no acesso ao emprego, com a criação de 12.000 novos estágios remunerados.
Outras medidas de forte impacto social:
Redução das comparticipaçõs para a Segurança Social, para trabalhadores com mais de 45 anos e para Empresas com menos de 50 trabalhadores (95% das empresas nacionais), de 23,75% para 20,75% (-250€/trabalhador/ano em média).
Mais seis meses de subsídio social de desemprego, que pode representar mais cerca de 2100€ por cada trabalhador desempregado.
Pagamento de 2000€ à contratação de jovens e desempregados inscritos há mais de seis meses, acumulável com 2 anos de isenção para a segurança social.
Nova linha de crédito de 2000 Milhões€ para PME (Empresas até 50 trabalhadores), algumas das quais com garantia de juros indexados à euribor 3 meses menos 0,5%.
O Pagamento Especial por Conta, para PME, é reduzido de 1250€ para 1000€.
É implementado o sistema de autoliquidação do IVA, na prestação de bens e serviços à administração pública, de montante superior a 500€.
É criado um sistema de apoio à instalação de paineis solares e microgeração.

25.1.09

Alguns pensamentos para reflectir

A selecção que recebemos todos os dias é vasta, de coisas interessantes, que muitas vezes apenas servem para sorrismos. Seleccionei hoje esta para partilhar com todos vós.

"O filho que muitas vezes não limpa o quarto e FICA vendo televisão , significa que está em Casa.
A desordem que tenho que limpar depois de uma festa , significa que estivemos rodeados de familiares e amigos .

As roupas que estão apertadas, significa que tenho mais do que o suficiente para comer .

O trabalho que tenho em limpar a Casa, significa que a tenho .

As queixas que escuto acerca do governo, significa que tenho liberdade de expressão.

Não encontro estacionamento, significa que tenho carro.

Os gritos das crianças, significa que posso ouvir.

O cansaço no final do dia, significa que posso trabalhar.

O despertador que me acorda todas as manhãs, significa que estou vivo.

23.1.09

Eu iLUÍSionista me confesso

Contaram-me arautos que pileca estranha e abatida democraticamente em contenda interna antiga, zurziu um qualquer vómito em defesa de seu dono.

Como só ofende quem pode e não quem quer e ao vómito se não responde, apenas se limpa, aconselho vivamente o uso de restaurador OLEX p'rá careca da dita!

E já agora, certos arrotos, mais não são que um espelho, um reflexo de quem não consegue chegar, sequer, a um pequeno esboço de reflexão. A certas mantas, pela sua composição, se não pode profundizar, certos de que se aí penetrassemos poderíamos vislumbrar certos gastropodes que muito esperneiam.

Deixá-los coitados, que não sabem o que dizem.

UMA CLARA APOSTA EM TOMAR

[Nota do dia, lida aos microfones da Rádio Hertz, hoje depois do noticiário das 13H00, repete Domigo depois das 13H00]

O Governo da República concluiu esta semana a resolução de mais um problema histórico de Tomar, a inauguração da nova esquadra da PSP de Tomar.

Alojada em amplas e remodeladas instalações, numa zona desafogada da cidade, a meio caminho entre as Escolas e o Hospital, numa zona residencial por excelência, têm muito melhores condições de trabalho os cerca de noventa homens e mulheres que servem os cidadãos de vários Concelhos do Médio Tejo, mas muito especialmente as Freguesias de S.João Baptista e Santa Maria dos Olivais, do Concelho de Tomar.

Estas instalações, resultado do investimento do Governo, em mais de Um milhão e cem mil Euros, encerram em si a coordenação policial de todo o Médio Tejo, agrupando a superintendência sobre as Cidades de Ourém, Torres Novas, Entroncamento e Abrantes, como foi sublinhado pelo Senhor Ministro da Administração Interna, que esteve em Tomar e presidiu à cerimónia.

Por isso, além de representar a melhoria de instalações, de condições de trabalho e de prestação de serviços de segurança às populações de Tomar, este acto, presidido pela terceira figura do Governo da República, representa a assumpção por parte do nosso Governo do papel liderante de Tomar, neste sector, junto do Médio Tejo.

Aliás, esta notícia a juntar à garantia mais do que assumida pelo Governo e pelo Comando Distrital da GNR, da manutenção em Tomar do Comando do destacamento que agrupa os Concelhos de Barquinha, Ferreira do Zêzere, Ourém e Tomar, vem provar que aqueles que se agitaram há cerca de dois anos, criando a especulação da saída de Tomar do Comando da GNR, não só não falavam verdade, como teve o PS ocasião de esclarecer na altura, como não passaram de agitadores baratos, eivados de um claro oportunismo demagógico, típico dos fracos.

Por isso, não só o Governo PS resolveu mais um problema de Tomar, com décadas de indefinição, com estas novas instalações para a PSP, como também por exemplo já resolveu o problema do Tribunal de Trabalho de Tomar, já devolveu a dignidade ao antigo Colégio com o programa de manutenção e de pinturas aí realizado, ou com a obra de remodelação quase total que vai ser implementada na Escola Jácome Ratton.

Nunca um Governo depois do 25 de Abril investiu tanto nos Tomarenses.
Nunca um Governo investiu tanto em Tomar.

E isso mesmo devemos todos reconhecer, permitam-me afirmá-lo, mesmo aqueles que não gostam assim tanto do PS ou do Governo Sócrates.

Factos são factos.
E quando falamos dos mais de seis milhões de euros que foram aprovados para construir uma nova escola onde hoje está o Colégio;
Quando falamos no novo IC3 que está a concurso e que nos vai levar a Coimbra;
Quando falamos do IC9 que tem já quase prontos mais quase 5 Km entre Carregueiros e a Estação de Fátima, e nos levará até 2013 à Nazaré;
Quando falamos na nova creche da Gualdim-Pais, com um investimento público de mais de 300 mil euros, para mais cerca de 35 crianças terem cuidados educativos, comparticipados pela Segurança Social, dando claro exemplo do investimento que também o nosso Governo vem fazendo no apoio às famílias;
Quando falamos disso tudo, falamos de um Governo que investe em Tomar!

Podíamos ainda falar da melhoria das instalações das Associações de Vila Nova em Paialvo, do Paço da Comenda na Madalena, do ringue da Banda da Pedreira ou das obras da Igreja de Carregueiros.
Podíamos falar também na importante comparticipação que foi dada para novas carrinhas de apoio às IPSS da Venda Nova, da Gualdim-pais ou das Olalhas.

Tomar pode estar orgulhosa, do Governo, dos seus representantes, nomeadamente o Ministro da Administração Interna que por cá esteve esta semana, mas também do Secretário de Estado da Justiça Conde Rodrigues ou do Ministro do Trabalho Vieira da Silva.

O que vem sendo feito pelo PS, pelo Governo do PS, em prol de Tomar é a prova provada que vale a pena confiar nos socialistas e nas suas visões e políticas para o futuro, quer do País, quer do Concelho.

Um bom fim-de-semana para todos.

18.1.09

TOMAR ESTÁ HÁ QUINZE ANOS À DERIVA

Recupero hoje anterior post, de 14 de Agosto de 2008, visto que se aproximam os seis meses que a Lei dá para a formalização da queixa por difamação.
Se ela não for realizada, isso é mais uma prova de que a cobardia e a ameaça são apanágios típicos dos fracos e dos que não têm razão!

http://vamosporaqui.blogspot.com/2008/08/tomar-est-h-15-anos-deriva-parte-ii.html

O meu anterior post, sobre a deriva que leva Tomar, nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública, inserida na edição de hoje do Jornal “O Templário”, onde me ameaça com queixa judicial por difamação, o que obviamente merece o meu comentário.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os seguintes factos, de matiz essencialmente política, em apreço:

Foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, com incidência directa no seu segundo mandato, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”, como escrevi;

“O facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996, por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997;

Ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 elementos com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.
De recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT era na altura membro da Comissão Política, só o tendo deixar de ser por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, participou nas reuniões para decisão do candidato e nem esse membro o propôs para Presidente;

Teimosamente o Vereador continua a ter uma dificuldade imensa em lidar com opinião contrária, diferente, com estratégia diversa, forma alternativa de ver a condução da vida pública autárquica e o desenvolvimento do Concelho. Já era assim durante o seu segundo mandato, nos anos 90, mantendo-se ainda assim hoje. Ou seja, além de obstinado não aprende com o tempo: feitios!

Teimosamente acha que o difamei por o considerar “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. Pois que se saiba que é essa a minha opinião: Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI, por isso é um "cadáver político", convencido que a água passa duas vezes por baixo da mesma ponte, o que como todos sabemos não acontece. É um "furúnculo" pelo simples facto de a manter-se no sistema é mais um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho - um verdadeiro custo de contexto, certo de que o ficar na mesma significa, nos tempos que correm, andar para trás. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

Teimosamente entende que o recordar que foi “o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, como escrevi no meu anterior post, é também difamação. Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano, quando o que estava em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008?

O chamar à atenção desse facto, no meu post de 28 de Julho, foi no sentido de relembrar, na minha opinião, o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar pois nunca mais Tomar voltou “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.
Embora que as maiorias PSD que se lhe seguiram na Câmara Municipal, tomaram algumas opções tremendamente erradas que recordo só a título de exemplo, o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar (1000 lugares à superfície da Cidade durante 20 anos em troca da polémica construção do parque por detrás da Câmara), feito com a ParqT, que poderá levar a um pagamento por parte da Câmara de mais de dez milhões de euros de indemnização.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Combato a injustiça desde os 11 anos de idade, pelo que dificilmente hoje, trinta anos passados, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso. Portanto desengane-se ao ir por aí!

E já agora deveria o Vereador aprender que os fantasmas que o perseguem desde os anos 90, conforme tive oportunidade de escrever no post “Os três equívocos da assembleia municipal”, não é em tribunal que eles se tratam, mas sim noutro local.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.
Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.
A mim ainda não conhecem, mas se os acasos da vida pública alguma vez me levassem à função que o Vereador ocupou em tempos à frente dos destinos da Câmara de Tomar, esperaria ter aprendido com ele, a bem do interesse público, o que não fazer.

12.1.09

O PASSADO EXPLICADO AOS JOVENS ADULTOS DE HOJE!

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FALTAM 41 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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O DESAFIO DE DUAS GERAÇÕES


Corrupção!

Esta era a palavra que mais se ouvia em surdina, na Tomar dos anos 90, altura em que o leitor era ainda uma criança ou quando muito, um jovem adolescente.

Nessa altura você ainda não votava, mas os seus pais e avós sim. E votaram maioritariamente Pedro Marques, em 1989 e 1993. Acreditavam eles, que era o que melhor ajudaria a que você pudesse crescer, arranjar emprego e viver em Tomar. Mentira, como pode constatar hoje! Mas a culpa não foi dos seus pais ou avós, que escolheram bem na altura. A culpa também não é da corrupção que na altura se falava que existia na Câmara, mas que todos sabemos não ser verdade. Então?

Atente por exemplo ao facto de as casas serem ainda muito caras em Tomar. Já pensou porquê? Ou porque é que os seus pais não conseguiram construir aquela casa que queriam, praticamente no meio da aldeia de onde são? Pedro Marques e o seu PDM, aprovado em 1994, são a resposta que procurava. Corrupção na Câmara de Tomar? Não! Essa como sabemos nunca existiu. Apenas e só incompetência!

Muita incompetência da parte de quem era na altura o Presidente da Câmara.

Muita falta de visão e estratégia, para dar a volta aos estrangulamentos legais, em todos os tempos existentes para as autarquias. Muita incompetência para lidar com os interesses que um pouco por todo o lado se chocavam, desde o seu gabinete pessoal, a equipas de projectistas, empresários da construção e especuladores vários. Muita, mas muita incompetência, que pode ler em dezenas de páginas das edições dos Jornais nos anos de 1993 a 1996.

Quando você era ainda uma criança ou adolescente na Tomar dos anos 90, houve um Presidente de Câmara que para explicar um negócio perfeitamente legítimo, no qual estava envolvido, respondia alto e bom som aos Deputados Municipais (Fevereiro/1995) que “têm é inveja que eu faça bons negócios”. Ninguém tinha, como é óbvio. A única coisa que se pedia era que tratasse e “fizesse” bons negócios para a Autarquia, para Tomar e não para si! Para isso havia sido eleito.

Hoje você sabe bem que só investindo, pode ser recompensado.
Sabe que não pode esperar que o sucesso nos estudos se faça sem estudo.
Que o emprego lhe vá bater à porta ou que venha através do hi5.
Sabe que o SecondLife é um mundo virtual e que no mundo real o emprego que o espera, não é no Estado, como na geração dos seus pais.
Sabe bem que seja qual for o emprego que arranje, muito provavelmente nas áreas metropolitanas e não em Tomar, não vai ser para toda a vida.
Você sabe isso e assim não há-de achar normal que o Presidente da Câmara nos anos 90 em Tomar fazia negócios, sempre legais, mas que não os fazia antes de ser Presidente.

Os negócios privados do Presidente dos anos 90 não lhe interessam nem a si, nem aos seus pais e avós que nele votaram ao tempo. A única coisa que lhe interessava a si, a mim, que tinha na altura pouco mais do que a sua idade hoje e a todos, era que tivesse colocado igual empenho no desenvolvimento de Tomar e que portanto tivesse sido um bom Presidente. Infelizmente para todos nós, não foi! Por isso mesmo foi corrido em 1996, pelo PS e por unanimidade, coisa difícil de acontecer nos Partidos, acredite!

Até hoje o PS não voltou a ganhar a Câmara, mas Tomar livrou-se da fama que tinha, para bem da nossa dignidade colectiva. Os seus pais e avós e depois você, assim que começou a votar, não mais voltaram a confiar a Câmara ao PS, penalizando-o por este ter sido o responsável por esse período triste da nossa história recente. Mas o que se lhe tem seguido, também não resolveu o problema do desenvolvimento e da criação de riqueza no Concelho, como muito bem sabe.

Eis chegado o momento da sua geração e da minha, encontrar um mais eficaz e objectivo Projecto, que nos permita usar o SABER e a ESPERANÇA em nosso, colectivo, benefício.

O Arquitecto José Becerra Vitorino dá hoje corpo a esse Projecto. A igualha do mesmo saco do cinzentismo da continuade (Corvelo Sousa-PSD) ou o oportunismo do regresso ao passado (Pedro Marques-Independentes), representam só e apenas, a estagnação e o atraso de Tomar. Escolher torna-se assim bem simples!

9.1.09

Nota do dia na Rádio Hertz

[Lida aos microfones da Rádio Hertz FM98, quinzenalmente, às Sextas-feiras, depois do noticiário das 13H00 - repete no Domingo seguinte. Próxima nota do dia SEXTA dia 23/Janeiro]

Boa tarde

Tivemos esta semana uma novidade em Tomar, que foi a de descobrirmos que afinal a câmara está preocupada com a crise.

Deduzimos que seria com a crise em que esta maioria PSD colocou TOMAR há mais de 10 anos, quando por exemplo subiu o preço da água para mais do dobro do que era antes. Lembram-se?

Quando mais do que triplicou as taxas para quem pretende construir ou arranjar a sua casa. Recordam-se?

Esta Câmara PSD, que nos governa há dez anos recusou por exemplo investir na recuperação do Mercado Municipal, por achar que não havia necessidade da venda de produtos de produção auócone no mesmo.

Recusou anos a fio propostas do PS nesse sentido.

Recusou ainda em Novembro de 2007 uma Proposta do PS para baixar o IRS no Concelho de Tomar em 1%.

Se tal proposta tivesse sido aprovada todas as famílias de Tomar veria a devolução do IRS este ano, entre Julho e Agosto, ter um acréscimo que no total representaria cerca de 200.000€ .

A crise está instalada em Tomar há muitos anos e a sua responsabilidade tem sido daqueles que hoje apressadamente vêm propor paliativos.

Durante 10 anos não se preocupou a Câmara em melhorar as condições para a fixação de empresas, para o desenvolvimento dos negócios.

Durante 10 anos cada INVESTIDOR foi visto pela Câmara quase como um perigoso “delinquente” que aí vinha para assaltar a Câmara. É essa a forma como olha sempre a Câmara aqueles que querem INVESTIR, QUE QUEREM CRIAR EMPREGO: Só colocam dificuldades.

Ora o PS pugnou durante anos até conseguir que a Câmara colocasse no seu orçamento uma pequena medida de apoio a pequenos investimentos. Mas até hoje não deu execução a este Programa de Apoio. O PS propôs por exemplo, já em 2005, que a Câmara estreitasse parcerias com a NERSANT PARA INVESTIR na criação de riqueza no Concelho de Tomar.

Sobre a água sempre defendeu o PS que deveria haver uma tarifa familiar, de forma a que se pagasse a água pelo consumo per capita e não com a actual tarifa que prejudica as famílias mais numerosas e não beneficia a poupança desse recurso cada vez mais escasso.

Não aumentar, pura e simplesmente a água, é uma medida populista que não beneficia quem mais precisa, por exemplo. Mas sobre este assunto, de medidas para combater a crise iremos ter nas próximas semanas mais novidades. Estão já marcadas duas reuniões de Câmara e uma reunião da Assembleia Municipal sobre o assunto.

7.1.09

HÁ DOIS PROJECTOS PARA TOMAR, BASTA ESCOLHER!

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FALTAM 42 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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Neste ano de 2009 temos dois projectos para o nosso Concelho, bem claros.

Um dos projectos, pretende fazer a mudança necessária para Tomar recuperar o seu orgulho e dinâmica, numa lógica de rede de cidades e de parcerias com o Governo socialista. Outro, bipolar, pretende apenas a continuação do que temos tido ou quando muito o regresso a um passado de oportunismos, como se as soluções que foram válidas ontem, fossem garantia de sucesso para o futuro.

O projecto da esperança, junta a experiência e a juventude, o saber e o trabalho, a honestidade e a ética, fazendo com esta a argamassa com que se constrói o futuro, respeitando o passado. O outro projecto, de regresso ao passado ou de continuidade, faz da história um dogmatismo e não racionaliza que o mundo de hoje exige novas respostas, que não as de há 10 ou 20 anos atrás.
O projecto da liderança, tira partido da rede de contactos e conhecimentos nos sectores da economia e do emprego, alicerçando uma rede de trabalho com o Governo PS e com as Câmaras PS de Torres Novas, Barquinha e Abrantes a nível do Médio Tejo, para desenvolver Tomar. O outro, dicotómico entre a laranja murcha, já sem alma nem saber, e o oportunismo independente, insiste no orgulhosamente sós, esquecendo que no mundo complexo, em crise e competitivo de hoje, só se sobrevive em rede/parceria, com uma atitude pró-activa e não apenas reactiva.

O projecto que o PS está a hoje a construir, liderado pelo Arquitecto José Becerra Vitorino pretende, por exemplo, criar a figura do GESTOR DE NEGÓCIOS MUNICIPAL, com o objectivo de acompanhar o investidor que pretende fixar ou expandir a sua empresa já instalada no Concelho. Este “gestor” deverá ter a formação adequada, sendo que hoje, por exemplo, o Município já tem nos seus quadros inúmeros funcionários que à sua custa obtiveram formação superior, muitos deles no Politécnico de Tomar, que lhes permitem poder vir a ser parte deste importante instrumento para a criação de emprego e riqueza em Tomar.

O acompanhar de todo o projecto de investimentos, desde o seu primeiro contacto com o Município, fomentando as redes e parcerias, facilitadoras do contacto com o Instituto de Emprego, o Instituto Politécnico, o NERSANT/ACITOFEBA, os serviços do Ministério da Economia, permitiria a este “gestor de negócios municipal” ser o motor do novo paradigma de relacionamento do Município com o futuro!

Só com empresas haverá emprego e só com criação de riqueza haverá desenvolvimento. Só com um verdadeiro SIMPLEX MUNICIPAL, facilitaremos a vida a todos, aproveitando os recursos humanos que já temos na autarquia, facilitando a vida a quem quer INVESTIR, sem os favores do passado, mas com as regras claras do futuro.

Os projectos políticos do passado alimentavam-se, muitas vezes, do “criar dificuldades, para vender facilidades”.

O projecto político do futuro, já hoje necessário, vê em cada cidadão um parceiro e em cada empresário um elo, que une a AUTARQUIA e o DESENVOLVIMENTO, de forma a garantir á geração dos nossos filhos e netos os recursos sociais, ambientais e económicos, sem colocar em causa as opções que estes queiram vir a tomar. O Arquitecto José Becerra Vitorino, dá hoje corpo a esse projecto. A igualha do mesmo saco, do cinzentismo da continuade (PSD) ao oportunismo do regresso ao passado (Independentes), representa só e apenas a estagnação e o atraso de Tomar. Escolher torna-se assim bem simples!

28.12.08

Em Tomar "Presidente sob investigação" [Abril de 1995]

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FALTAM 43 SEMANAS PARA AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DE 2009
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Nota:
1. O FACTOS RELATADOS SÃO OS PUBLICADOS NO RESPECTIVO JORNAL;
2. O PROCESSO FOI ARQUIVADO JÁ NO DECURSO DE 1997, JÁ APÓS O PS TER DECIDIDO NÃO VOLTAR A CANDIDATAR P.MARQUES E TER ESCOLHIDO ANTÓNIO ALEXANDRE PARA AS AUTARQUIACAS DE 1997.

PORTANTO: OS FACTOS NUNCA FORAM APURADOS OU SE CHEGOU A QUALQUER CONCLUSÃO SOBRE OS MESMOS, SENDO CERTO QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO ENCONTROU MATÉRIA DE FACTO PARA LEVAR O CASO A TRIBUNAL.



Do Jornal "O Templário" 13 de Abril de 1995, 1ºPágina e Página3

"O delegado do Procurador da República no Tribunal de Tomar já está a investigar os negócios do Prsidente da Câmara, no sentido de apurar se há ou não maéria crime. Um processo enviado pela Assembleia Municipal, cuja fase de inquérito está a ser pessoalmente acompanhada peo Procurador." - Este é sub-título da notícia

"O Delegado do Procurador Geral da República no Tribunal de Toma, José Guerreiro, confirmou a "O Templário" que já está em fase de inquérito o ossir remetido `Procuradoria, referente aos negócios do Presidente da Câmara de Tomar, o independente socialista Pedo Marques.
'O expediente foi recebido na Procuradoria e eu avoquei o inquérito para pessoalmente o acompanhar'
Refere que 'já foram solicitadas alguas diligências reportadas úteise entretanto aguarda-se'. Incitado a especificar que ipo de diligências, o delegado do Procurador limita-se a afirmar que 'na fase de inquérito não digo absolutamente nada'.

Existência ou não de matéria crime

Em relação a um previzível prazo para conclusão do inquérito, Joé Guerreiro também não se pronuncia.
'Não posso adiantar rigorosamente nada', refere. Justifica que 'uma investigação criminal tem determinadas regras, aspectos técnicos. Ora, é mediante a recolha desses aspectos técnicos que vai ser exercida a acção do Ministério Público. Ou acusaou arquiva, consoante os elementos de prova que recolha, no aspecto de suficiência ou insuficiência quanto à existência ou inexistência de atéria crime'.

O prazo

Perante a nossa insistência quanto ao prazo previsível para a conclusão do inquérito, o delegado do Procurador afirma que 'mesmo que fosse possível, não iria adiantar as previsões. De qualquer forma, um inquérito tem um prazo de oito meses para ser ultimado, isto em termos gerais, pois cada caso é um caso'!
Sempre num tom lacónico, José Guerreiro, concluiu: 'vou dirigir a investigação. Embora não aja trunfos escondidos na manga há sempre aspectos que visam um certo saneamento daquilo que é inutil. O processo tem que ser sentrado o mais posível no aspecto que é preciso investigar. Todos os elelmentos que se receberam fazem parte de um conjunto amplo do qual é preciso sanear os aspectos que não terão nada a ver com o assunto. De modo que é essa triagem que estou a fazer.'

'O Templário' contactou ainda o primeiro secretário da Mesa da Assembleia Municipal, o socialista Manso Marques, uma vez que o Presidente do órgão se encontrava no estrangeiro em afazeres profissionais. Manso Marques informou que o dossier sobre os negócios do Presidente da Câmara foi entregue por mão, na Delegação, no dia 21 do mês passado. [21/Março/1995]Do dossier apenas constam cópias do extracto de actas da Assembleia Municipal em que o assuto é mencionado e recortes de imprensa.

De sublinhar que não foram incluídas no processo cópias das deliberações do executio referentes às aprovações da empresa Servirama, de que o presidente é sócio e a mulher gerente, e á Repsol.

O envio deste dossier ao Procurador da República junto do tribunal da Comarca de Tomar, recorde-se, resultou de uma delibração da Mesa da Assembleia Municipal, sujeita à aprovação da Assembleia Municipal, na sessão de24 de Fevereiro [de 1995].

Em relação ao tempo que mediou a deisão da Assembleia e o envio do dossier ao Procurador, Manso Marques explicou que tal se deveu à necessidade de ultimar toda a documentação, nomeadamente a redacção e aprovação pela Mesa da acta da última Assembleia.

Na altura, a posição da Mesa da Assembleia causou algum mau estar e irritação do Presidente da Câmara. É que aquele órgão é constituído única e exclusivamente por militntes do Parido Socialista: JoséMendes, Manso Marques e José Pereira.

Aliás, Manso Marques, advogado, foi o vogal que mais se destacou nas intervenções na Assembleia sobre os negócios privados de Pedro Marques.

'Indícios suficientes'

É ele quem na última sessão considera que 'o assunto é de gravidade notória' e que a Mesa só devia tomar uma posição quando 'houvesse indícios suficientes'. A participação ao Procurador, referia ainda Manso Marques 'é sobre a natureza e não de ilícito penal'.

É ainda Manso Marques quem na Asembleia Municipal de 30 de Novembro de 1994 faz a intervenção mais acutilante.

A propósito da utilização do Volvo pelo Presidente da Câmara, cedido pela Servirama, e que mensalmente custa à firma mais de 300 contos, Manso Marques, nada satisfeito com as explicações de Pedro Marques, afirma: 'O Senhor presidente da Câmara disse que o assunto do carro era competência da firma, se estava legal ou não estava legal, essa é uma das competências, mas também a competência política e nossa e uma questão políica é: o senhor presidente usa ou não usa um favor da firma, e a que troco?(...)
Portanto se o carro é cedido gratuitamentepela esposa, em seu nome pessoal, ou pela firma, está a usar dum benefício próprio duma empresa. E a questão que eu ponho à Assembleia é: porquê a ele e não a qualquer um de nós? Que razão há para isso? Qual é que é a explicação lógica? Porque é dado um carro ao senhor presidente por uma empresa? É esta justifcação ética que nós pedimos aqui!' "


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Para que se saiba:
Servirama era a empresa proprietária (concessionária) do posto de abastecimento de combustíveis da Repsol na Estrada da Serra, criada após Pedro Marques já ser Presidente da Câmara Municipal de Tomar, onde este era sócio e a esposa gerente.

O Veículo em causa era um Volvo, em tudo semelhante ao na altura em uso da Presidência da Câmara.

As actas referidas, da Câmara Municipal, são as que dizem reseito à aprovação da instalação do referido posto de abastecimento de combustíveis diz respeito. Como sabemos ao titulares de lugares executivos nas Câmaras Municipais está vedado a tomada de decisões que a eles ou aos seus familiares directos diga respeito.

Todo o processo foi arquivado, conforme já dissemos. Fica no entanto, sempre a dúvida ética que o Deputado Manso Marques (PS) na altura tinha: "Porque é dado um carro ao senhor presidente por uma empresa?".

12.12.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Esta foi a nota do dia quinzenal, lida hoje na Rádio Hertz (FM98). Esta e as outras crónicas repetem, como sempre, no Domigo depois do noticiário das 13H. A próxima crónica será na sexta-feira dia 26 de Dezembro, depois do noticiário das 13H00.
Boa tarde

Foi aprovado recentemente mais um orçamento para o Município de Tomar.
Depois de quinze anos de desnorte e desperdício, insistem os habituais responsáveis, em continuar o disparate.

Continuamos a não ter um investimento que se veja reprodutivo, que represente uma melhoria competitiva para o nosso Município. O descalabro que vem desde o segundo mandato de Pedro Marques, continuado sem solução à vista por mais 11 anos de PSD, tem tido como resultado o definhar do comércio, o afastamento dos mais bem preparados do nosso Concelho para as áreas metropolitanas, a redução da importância das empresas instaladas no nosso Concelho, a redução do emprego, enfim a perda de importância de Tomar no contexto regional!
Começou com o PDM feito à pressa, sem visão, com muito interesse particular metido à pressão sem acautelar devidamente o interesse colectivo, deixando de fora de zonas construtivas quase metade das casas existentes no espaço rural do nosso Concelho e com isso inviabilizando a fixação de mais gente em Tomar.
Continuou com a ânsia, só por si errada, de concorrer a tudo o que fosse fundos comunitários, mesmo que para o desenvolvimento do tecido económico do Concelho isso pouco contasse. Tem o seu auge no caos financeiro que representa para todos nós os quase 10 milhões de euros de responsabilidades do Município sobre o Parque de Estacionamento por detrás da Câmara e a construção de uma bonita Ponte, não prioritária e que parece que nunca mais abre.

O resumo que se pode ter destes últimos 15 anos só pode, com honestidade, ser negativo. Despedido por justa causa, e bem despedido que foi Pedro Marques pelo PS em 97, este pagou a factura nas eleições seguintes, como convém em democracia. Estes 11 anos que se lhe têm seguido também não têm sido melhores.

O Vereador Socialista Carlos Silva e o candidato Arquitecto Becerra Vitorino explicaram bem os motivos pelos quais, não podia o PS votar a favor de um Orçamento, que não recolheu um único dos contributos dados antes para o melhorar:

Continua por cumprir o grande objectivo de criar condições para o desenvolvimento económico, adequando as taxas cobradas pelo Município, criando o gabinete de apoio ao Investidor, aproveitando os funcionários que nele existem com formação para ajudar a criar novos investimentos, a aumentar a capacidade competitiva dos já existentes E COM ISSO A CRIAR TRABALHO E EMPREGO.

Falta tornar a Câmara um verdadeiro parceiro na área da cultura e do Desporto, resolvendo por exemplo, definitivamente o caso do União de Tomar.

Urge fazer uma Câmara parceira das Empresas, dos empresários e dos trabalhadores que existem hoje e daqueles que queremos que existam no futuro.
Falta entregar às juntas de Freguesia mais competências e verbas para as executarem, sabendo todos que o dinheiro gerido mais próximo das necessidades reais e efectivas das pessoas é sempre mais reprodutivo.
Um orçamento que deveria ter na clareza e correcção um dos seus pergaminhos, uma parte importante das verbas não estão classificadas, ou seja, não se sabe para que servem efectivamente, o que em ano de eleições pode permitir todo o tipo de disparates.

Disparate não foi certamente o grande investimento que o estado está a fazer na nova creche da Gualdim-Pais, com o especial empenhamento desta e que foi visitada pelo Sr. Governador Civil em dia de reunião de Câmara.
Vereadores que nesta mesma rádio se entretiveram em semana anterior a dizer mal dessa visita, sabem bem que os assuntos de estado são tratados com dignidade de estado e se alguém os devia ter convidado seria o Sr.Presidente da Câmara. A pequena visita realizada foi apenas a propósito da inauguração de uma exposição itenerante da Direcção Distrital de Finanças que abria nesse mesmo dia. Não foi quebrado qualquer protocolo, o Governador Civil informou da sua vinda e convidou o Sr. Presidente de Câmara que informou que nem ele nem qualquer dos Srs. Vereadores poderiam estar presentes em virtude de se tratar de dia de reunião de Câmara. Assunto encerrado!

Mas Tomar não vive só das invejas e das tricas dos excluídos da política.
Hoje foi inaugurado o novo Tribunal de Trabalho de Tomar.

Motivo de orgulho para todos os funcionários, advogados, solicitadores, trabalhadores e empresários que durante décadas trabalharam e acederam à justiça em condições indignas para um dos mais antigos Tribunais de Trabalho do País, esta nova localização, no Palácio de Alvaiázere, só foi possível pelo empenhamento sério e honrado de um Governo e de um Governante que leva à prática a verticalidade e probidade do serviço Público.
Conde Rodrigues, Secretário de Estado da Justiça do Governo da República Portuguesa, prometeu em Tomar que até ao final do ano o Tribunal de Trabalho estaria a funcionar em novas instalações.
O Governante Socialista cumpriu o que prometeu. Político de uma geração política diferente, longe do “amiguismo petulante” ou do “interessezito bacôco”, Ex-Presidente de Câmara do Cartaxo, honra com o seu empenhamento todos os que, como ele, dão todos os dias com seriedade o seu melhor para que o estado possa cumprir uma das suas mais importantes missões: SER JUSTO!
E COMO É TEMPO DE CELEBRAR A ALEGRIA E O DESEJO DE UM FUTURO MELHOR, vos deixo com os melhores votos de boas festas e de um espírito crítico sempre presente.

10.12.08

A EDUCAÇÃO É ASSUNTO DEMASIADO IMPORTANTE PARA SER APENAS DISCUTIDO PELOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

E porque isso é cada vez mais verdade, tomemos atenção a este facto:

Especialistas reunidos em Espanha Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.

Os participantes no encontro 'Família eEscola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.'

As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois.
Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.'
A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

28.11.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Nota do dia lida hoje na Rádio Hertz (FM 98), que repete no Domingo (dia 30/11), após as 13H00.

Boa Tarde

Aproximados que estamos do final do ano, começa a ser tempo de algum balanço.

Época optima para olharmos, por exemplo, à falta em Tomar de uma nova Ponte na Arrascada, a ligar a Estrada do Prado à Chorumela e da Ponte de S.Lourenço, ali para os lados do Padrão.

De olharmos, também por exemplo, para o descalabro em que esta Câmara nos colocou, com o problema do parque de Estacionamento, no negócio ruinoso que assinou com a empresa ParqueT, sem qualquer solução à vista.

Mas nem tudo é mau na nossa terra. E para o provar estão aí dois bons exemplos: na pequena passagem do Governador Civil esta semana pelo Concelho, para a abertura de uma exposição itenerante da Direção de Finanças, sobre Cidadania Fiscal, foi possivel visitar o maior investimento social em curso no dsitrito neste momento.

A futura creche da Gualdim-Pais, a aentrar em funcionamento muito provavelmente durante o mês de Janeiro, vai proporcionar a possibilidade a 33 crianças de terem uma nova infra-estrutura, para fomentar o seu melhor desenvolvimento, com o apoio do Estado.

E o apoio do estado aqui significa um financiamento de mais de 100 mil contos, com a Gualdim-Pais a colocar mais cerca de 60 mil. Este é o maior investimento em curso de âmbito social no Distrito, com financiamento público, razão para ser visitado e relevado como de importante para toda a comunidade tomarense.

Este investimento prova aliás a forte aposta que o Governo PS faz na área social e também no respeito que este Governo tem por Tomar.

E por falar em respeito, termos o segundo aspecto claramente positivo que é o cumprimento de uma promessa realizada a Tomar, já este ano, no âmbito de uma visita feita pelo Sr.Secretário de Estado da Justiça.

Essa promesa assumida após este ter tomado contacto directo com as miseráveis condições em que há décadas funciona o tribunal de Trabalho de Tomar, foi o de até ao final do ano este ser transferido para o Palácio de Alvaiázere, junto à Várzea Grande.

E não é mesmo que até ao final do ano este problema endémico de Tomar fica resolvido, sendo que funcionários e utentes deste importante serviço público, passam a ter as dignas condições que o mundo moderno exige.

Um Governo que cumpre.
Um Governo que respeita.
Uma Tomar que reconhece e agradece aos homens bons, livres e de bons costumes, que como o Secretário de Estado da Justiça, sabe actuar com a ética, que outros continuam a desconhecer.

14.11.08

4ªCrónica (Quinzenal), lida hoje aos microfones da
Rácio Hertz (FM 98), após o noticiário das 13H00 - repete ao Domingo depois das 13H00

Fomos confrontados esta semana com a triste notícia do falecimento do ex-Presidente da Câmara Municipal e ex-Presidente do CIRE, o Sr.Luis Bonet. Do alto dos seus 86 anos, o Sr. Bonet era o exemplo vivo do que deve ser o serviço à causa pública. Exerceu sempre com honra e probidade as diversas funções públicas, que foi tendo ao longo da vida. Era pessoa afável, capaz sempre de uma palavra de incentivo, de um sorriso simpatico mesmo na adversidade.

Foi durante mais de 20 anos Presidente do CIRE, tendo sido recentemente homenageado por ocasião da sua saída dessa função, por objectivas razões da sua saúde. Teria também já este ano sido homenageado pelo Município, não fora a tentativa de oportunismo bacoco e invejoso de um determinado grupo político, ao subverter uma proposta de justa homenagem aos Homens bons do Município, em tempo apresentada pelo Partido Socialista.

Foi aliás por este Partido e em nome do qual, que o Sr. Luis Bonet foi eleito exerceu o seu mandato de Presidente da Câmra Municipal de Tomar, entre 1977 e 1980. Nesse tempo os autarcas não tinham, nem as remunerações, nem as mordomias de hoje: trabalhava-se sem meios, físicos ou financeiros. Nesse tempo estava-se na Câmara não pelos negócios, ou na sua expectativa, mas sim pelo desenvolvimento e riqueza de todos.

Se hoje existe a Nabância e por via dela muitos tiveram acesso a habitação digna na nossa Cidade, tal se deve à Câmara PS de Luis Bonet. Recordo que quer na aldeia de meus pais e avós, o Marmeleiro, quer na generalidade das aldeias do nosso Concelho, a águas canalizada e a luz chegaram na Câmara PS de Luis Bonet. Era um tempo diferente em que havia responsabilidade, educação, lisura no trato e reapeito pelos adversários.

Luis Bonet representa para os tomarenses, homens livres e de bons costumes, socialistas, republicanos, tolerantes e outros, o exemplo a seguir, esquecendo definitivamente aqueles que apenas querem estar na vida pública para "fazer bons negócios".

Este é o grande exemplo que Luis Bonet nos deixou. QUE EM PAZ DESCANSE NA ETERNIDADE.

3.11.08

O GRUPO DOS FANFARRÕES

Havia, até há algumas décadas atrás um pouco por todo o País, uma figura típica que, sob qualquer pretexto, fosse numa feira ou festa popular ou num qualquer final de tarde na taberna, a todos os que o interpelavam ou não, prometia tira teimas e por vezes se envolvia em alguma escaramuça - O FANFARRÃO!

Tal personagem característica de um Portugal tipicamente atrasado, do sec.XIX e XX, tanto podia ser o grogue da terra, como um qualquer fidalgo ou ricaço, a dar-se ares de importantão. Esta segunda espécie de fanfarrão, normalmente fazia-se acompanhar pelo seu feitor ou capataz, quando não por um qualquer jornaleiro a soldo. Metia tal espécime medo, que na altura simpaticamente o povo chamava de respeito.

Ainda hoje vemos esse mesmo respeito, no tirar de chapéu nos filmes de “O Padrinho”, ou por aí a alguns doutores ou ex-presidentes disto e daquilo, não vá o diabo tecê-las.

O diabo é que quando, por força dos novos tempos, alcandorados no desenvolvimento e classe que o dito povo foi adquirindo, percebendo os novos valores éticos e criando novos poderes, o medo, escondido no tal respeito, deixou para a maioria de nós, de existir.

Personagem de todos nós conhecida, usa diletantemente esse estilo típico do Portugal do Sec.XIX, tendo mandado recentemente dois algozes no encalce do autor destas linhas, após este ter recordado o tempo e as circunstâncias negras que, na sua opinião, envolveram os anos da Presidência dele em Tomar.

A um, deu a tarefa de no jornal O Templário tentar levantar suspeitas sobre parte da vida profissional do autor, o que em tempo se provará totalmente falso. Esse mesmo, que ameaçando com perseguição num texto sem qualquer nível, nem ética, a que o Prof. António Rebelo e bem, classificou de tipo quase siciliano, em escrito posteriormente publicado no Jornal Cidade de Tomar.

A outro, deputado municipal do grupo independente, deu a tarefa de ameaçar com pimenta na língua, como na aldeia do dito se fazia, diz ele, aos meninos rabinos, em discurso escrito e lido com pompa e circunstância. Altercação prontamente respondida pela bancada socialista que estes, os socialistas, não admitiam quaisquer ameaças à sua conduta ou coacção à livre expressão ou opinião.

Aos dois e também eventualmente a um terceiro, dito entendido de artes e ofícios de tíbia cantante, foi encomendado um outro trabalho de promoção de um abaixo assinado, sem remetente, falsamente dito como tendo sido assinado por mil cidadãos e prontamente divulgado na comunicação social, como se no tempo da inquisição vivêssemos.

Infelizmente o espoleta, escondido atrás da sua prosápia balofa, é incapaz de alinhavar uma ideia nova para o futuro de Tomar, que não tenha sido tirada, directa ou indirectamente, da Agenda para o Desenvolvimento proposta pelo PS em 2005, conforme ficou demonstrado em recente e apressada entrevista. Tal tornaria o nível da discussão política elevado, mas este prefere, agora e sempre, a tentativa legal de assédio e ameaça velada, aos eleitos do partido socialista, sem argumentos que não sejam os da má fé típica dos desprezados. Quando os argumentos são fracos, este e outros de igual índole, além de se refugiarem por vezes em ameaças sob anonimato, fogem da clareza, da honestidade intelectual, da frontalidade e da ética republicana, preferindo sempre a conivência política velada e o uso dos métodos ancestrais do respeito.

A sociedade cível do Sec.XXI não pode continuar a tolerar este tipo de políticos, que toda a gente conhece pelos piores motivos, bastando para isso reler a imprensa tomarense de 1994 a 1997, por muito que se tentem vitimizar, quais virgens impolutas.

Para terminar, continua o autor destas linhas a esperar sentado, por mais sessenta dias, a acção em tribunal com que a dita personagem o tentou ameaçar, para aí, no seu próprio terreno profissional, lhe infligir mais uma derrota.

31.10.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Esta foi a 3ªNota do dia na Rádio Hertz (98MHz Fm), que foi para o ar depois do noticiário das 13H00.
A próxima nota do dia será na Sexta-feira, dia 14 de Novembro.

Nota do dia de 31 de Outubro de 2008

Saudações a todos os ouvintes e vamos começar hoje esta nota do dia, com uma pequena referência à crise internacional, ou melhor, à sua expressão no contexto nacional.

Estamos a falar, claro está, do verdadeiro tiro no pé dado pela líder do PSD, Ferreira Leite, quando assumiu que dado o tempo de crise seria avisado o Governo não aumentar o salário mínimo nacional em 24€, para a "espantosa" quantia de 450€, com o ímpar argumento que tal prejudicaria as empresas portuguesas.

O PSD pretendia assim que o Governo Socialista fizesse tábua rasa dos acordos firmados em patrões e sindicatos, quiçá para o criticar de seguida [ao Governo].

Desde há dois anos que está acordado que o salário mínimo nacionalem 2009 é para ser de 450€, como sabemos que em 2011 deverá ser de 500€.

Em momentos de turbulência como este, é precisamente para aqueles que menos têm que devemos olhar.

Quatrocentos e cinquenta euros por mês é, ainda, um "salário de miséria" que não permite a ninguém viver com o mínimo de dignidade. Agora imagine-se com menos.

Ferreira Leite e o PSD, ao fazerem voz com alguns, poucos felizmente, patrões de empresas que exploram mão de obra neste País, prestou um mau serviço a Portugal, à política portuguesa e muito especialmente ao cerca de 10% de trabalhadores que ainda vivem com menos de 500€ por mês.

O segundo ponto de análise nesta nota do dia vai, de forma natural, para as obras do POlis em Tomar e para o disparate continuado que é a construção de muros de betão no Rio, sem cuidar de os revestir de um material, por exemplo pedra, que os enquadrasse com a beleza do nosso Rio Nabão.

Já propôs por diversas vezes o PS, na Câmara e Assembleia, que tal fosse feito, mas quer Paiva há 3 anos, quer Corvelo hoje, teimam em fazer as coisas mal feitas, só pela sua cabeça, sem ouvirem a opinião de ninguém.

Já agora e para terminar, lembrar que esta semana propôs o PS que o sentido da Ponte Velha fosse alterado, assim que entrar em funcionamento a nova Ponte dos Templários, ali para os lados do Flecheiro.

Desta vez esperamos uqe a maioria PSD que nos desgoverna há mais de dez anos tenha um rebate de consciência e aceite esta proposta séria, da única oposição credível, que é o a do PS.

Até daqui a quinze dias e façam o favor de ser felizes, neste nosso belo Concelho de Tomar.

17.10.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Em semana de abertura da feira de Santa Iria, este ano envolvida em farta polémica quanto à sua localização, muitas e variadas notas se nos oferecem fazer.

Comecemos então pela brincadeira de mau gosto que o putativo candidato laranja à Câmara de Tomar, Ivo Santos, nos brindou durante os meses de Verão com a tentativa, gorada, de colocar a feira num descampado de milho, ali para os lados de Marmelais de Baixo.
Denunciada a situação pelo PS em reunião de Câmara e após a firme recusa dos feirantes em ir para um terreno sem quaisquer condições para receber tal evento, foi decidido colocar a Feira de Santa Iria no sítio costumeiro, que para bem dos forasteiros, permite uma vivência única de uma antiga feira, como é o caso da Feira de Santa Iria.

Passemos à polémica, que já o deixou de o ser do nome da nova e bonita Ponte que liga o cruzamento da Aral à Igreja Templária de Santa Maria dos Olivais. Digo nova porque o é, digo bonita, porque todas as pontes o são, pelo simples facto de sempre ligarem dois pontos que antes estavam apartados entre si, apesar de sempre ter considerado que a mesma não era prioritária.

Uma ponte em S.Lourenço era mais útil e uma outra na Arrascada, na Estrada do Prado, também. Insistiu o anterior presidente que tinha de ser ali. OK! Já lá está. Vamos agora usá-la e baptizá-la. O PS já propôs um nome que a dignificasse em vida, já que nasceu enjeitada e de parto difícil. Só o nome TEMPLÁRIOS tem em Tomar o alcance de fugir às polémicas estéreis e vãs dos, sempre, aprendizes de feiticeiro, que pelas nossas terras populam.

Terminamos lembrando que hoje tem lugar a conferência pública sobre os Municípios e seus desafios na União Europeia, às 9 da noite, na Biblioteca Municipal de Tomar. Será o orador o ex-Comissário Europeu, Dr. António Vitorino, hoje Presidente da Fundação Res-Pública. Numa terra que ganha cada dia que passa uma nova dinâmica de ÉTICA REPUBLICANA de SERVIÇO PÚBLICO, será um gosto ouvir quem sabe e para o qual está também o ouvinte também convidado a assistir. É às nove da noite na Biblioteca Municipal.

7.10.08

ÉTICA REPUBLICANA EM TOMAR


Nos tempos conturbados que vivemos, temos tendência a perder referências. Temos tendência a duvidar do que vemos, do que ouvimos. Desconfiamos de tudo, de todos. Julgamos muitas vezes os outros pelos piores exemplos que ao nosso redor encontramos. Muitas vezes ouvimos falar de ética republicana e ficamos sempre na dúvida se estamos a falar de história ou de filosofia. Podendo embora estar a falar de uma ou de outra, de facto, falamos de VERDADE. Falamos de SERIEDADE. Falamos de HONRA. Falamos de LIBERDADE. Mas também falamos de IGUALDADE e de FRATERNIDADE.

Nas sociedades modernas os valores como sejam o da palavra ou da honra, parecem estar em causa de forma permanente. Não é o caso no Partido Socialista em Tomar. Aqui a ética é parte do código genético.

Os quatro homens que se disponibilizaram para serem candidatos a Presidente de Câmara pelo PS, assinaram por sua iniciativa própria, um compromisso de honra perante os cerca de 40 dirigentes, que dois dias depois escolheram um deles para candidato. Tomaram com isso, uma atitude pouco comum e a importância de tal acto nobre e sério, tomado por homens livres e de bons costumes, é merecedor do respeito de todos nós, especialmente porque além de assinado foi o mesmo lido em voz alta perante todos os presentes.

Esta atitude ajuda a dar garantias aos cidadãos que as Mulheres e os Homens que o PS venha a escolher para serem seus candidatos serão de elevada idoneidade e proeminente atitude ética, ao contrário de algum agrupamento de interesses mais ou menos espontâneo para uma qualquer eleição.

E que assinaram os candidatos de tão importante, perguntará o leitor?
O Arq.Becerra Vitorino, que viria a ser o escolhido por 66% dos votos, bem como o Prof.António Rebelo, o Prof. Zeca Pereira, e o Dr.António Mourão, disseram: “declaro pela minha honra assumir, desde esta data e até, ao pós eleições autárquicas se não for o escolhido ou até ao final da vigência do mandato (...), caso escolhido, o presente compromisso de honra, que por mim (...) vai assinado”.

O Compromisso destes homens foi no sentido, entre outros, de “manter um comportamento público de dedicação e idoneidade ética republicana de serviço à causa pública”, de “respeitar a democracia interna”, de “cumprir e fazer cumprir as determinações”, de “colaborar nas tomadas de posição do Partido” e também de “assumir as estratégias concertadas do PS para o desenvolvimento sustentável das Freguesias e do Concelho, como matriz de incremento de políticas sociais e económicas equilibradas”.

Mas o facto mais importante deste compromisso, que todos os candidatos do PS irão assinar também, é o de “manter postura integra, séria e responsável, de elevada ética republicana, como imperativa forma de contribuição para a sempre necessária credibilização do PS e da política”, o de “usar de linguagem cordial e comportamento público idóneo,(...), seja aos restantes pré-candidatos ou ao candidato escolhido.”, bem como “em assuntos de natureza política, colocar sempre os objectivos colectivos do PS com prioridade sobre quaisquer outros de natureza pessoal ou individual, assumindo uma permanente atitude de integração em equipa”.


No Domingo após a eleição foram devolvidos aos candidatos não escolhidos os seus compromissos, como forma de confiança de que honrarão o que dois dias antes se haviam comprometido. Neste PS, as pessoas de bem e de palavra sempre tiveram e terão lugar.

Se outros motivos não houvesse, o simples facto de quatro Homens se disporem a cumprir os preceitos desta NOVA POLÍTICA, onde o interesse público e dos outros, está sempre acima do interesse individual, é razão mais do que suficiente para todos nos orgulharmos do facto de em Tomar darmos, cada vez mais, o exemplo em matéria dos valores de ética republicana de serviço público.


Este, não tenho quaisquer dúvidas, é o caminho que devemos trilhar na política do Sec.XXI e para o qual, pouco a pouco, vamos conseguindo conquistar mais cidadãos.

28.9.08

Hawking diz que explicações da Ciência não deixam espaço para Deus

Hawking fez um prognóstico muito pessimista: "Será muito difícil evitar um desastre no planeta Terra nos próximos cem anos"

A origem do Universo – Expresso – 24.SET.2008


Falando hoje aos jornalistas na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, Stephen Hawking salientou que as leis em que se baseia a Ciência para explicar a origem do Universo "não deixam muito espaço nem para os milagres nem para Deus".

Citado pela edição online do diário espanhol "El País", o professor de Física Teórica da Universidade de Cambridge disse que acreditava que o desenvolvimento da Ciência permitirá um dia "dar uma resposta definitiva sobre a origem do Universo".

Referindo-se às experiências que vão ser levadas a cabo no LHC - o gigantesco acelerador de partículas do CERN, em Genebra, que agora está parado devido a uma avaria - Stephen Hawking acha que "seria muito mais interessante" para a Ciência se o LHC não encontrasse o bosão de Higgs, a partícula elementar que falta descobrir para completar o actual modelo de explicação da matéria, da sua composição e origem.

Com efeito, se o Higgs não fosse encontrado, os cientistas chegariam à conclusão "que algo está mal e que precisam de voltar a pensar sobre o assunto", isto é, a ciência teria de encontrar um novo modelo-padrão para explicar a matéria.

Sobre o a evolução da espécie humana, Hawking defendeu que "o futuro a longo prazo da raça humana está no espaço" e fez um prognóstico muito pessimista: "Será muito difícil evitar um desastre no planeta Terra nos próximos cem anos".

26.9.08

Nota do dia na Rádio Hertz

Iniciei esta semana uma colaboração, que espero que regular com a Rádio Hertz (FM 98) e a convite desta.
A "Nota do Dia" de minha responsabilidae irá para o ar quinzenalmente, às Sextas-feiras, após o noticiário das 13h e das 19h. A próxima será na sexta-feira dia 10 de Outubro.
Nesta primeira emissão ouve sérios problemas de audição, mercê de uma deficiente gravação, pelo menos na edição das 13horas.

Nota do dia, 26 de Setembro de 2008

Boa tarde

O PS em Tomar é hoje notícia por três motivos distintos:
Em primeiro lugar porque ao contrário do que é noticiado [no Jornal "O Templário"], não há dois candidatos à Distrital , mas apenas o Goververnador Civil Paulo Fonseca é candidato. Isto num ano político em que haverão três eleições [Europeias, Legislativas e Autárquicas].

Em segundo lugar porque também ao contrário do que é noticiado, o Presidente do PS Tomar, Prof. Hugo Cristóvão nunca afirmou que o PS caminhava para uma derrota, mas isso sim, que por vontade de poucos, isso poderia acontecer.

No plenário de militantes realizado na passada Sexta-feira, o que se tornou evidente foi o completo isolamento dos que, no interior do PS, aonda insistem em defender os seus adversários. José Soares entrou sozinho, falou sozinho e sozinho meteu a violinha no saco à saída.

O que de mais importante aí se passou, além da constatação do eneorme trabalho realizado nestes 3 anos, foi a possibilidade de algumas das propostas do PS terem sido aceites pela Câmara Municipal e já estarem em execução, como sejam a criação da Zona Empresarial de vale dos Ovos, no futuro PDM; o abaixamento do IMI [de 0,5 para 0,4 nos prédios novos]; a entrega das AEC's [actividades de enriquecimento curricular para o 1ºCiclo] da Música a Associações do Concelho; Promoção do Convento de Cristo, por ocasião das 7 maravilhas de Portugal; participação e empenhamento da câmara de Tomar na Resitejo; novos prazos para alterações ao PDM; Passadeiras várias junto a Escolas do Concelho; Projectos de requalificação da EN110 da Cidade até à rotunda do IC9 e da cidade à rotunda do IC3.

Nota positiva é claramente o trabalho de auscultação sobre o PDM, que o PS está a realizar nas Freguesias e que continua hoje à noite em S.Pedro, amanhã à tarde na Associação da Linhaceira e no Domingo à tarde em Alviobeira e Valdonas.

22.9.08

Do descalabro às promessas não cumpridas...

A questão que todos os dias muitos dos Tomarenses se colocam é esta: será possível ultrapassarmos 15 anos de oportunidades perdidas, no nosso Concelho?

Desde 1994 que Tomar vive um ciclo negro de oportunidades perdidas, de equívocos e de frustrações diversas. Desde logo o descalabro da última Câmara gerida por Pedro Marques, conforme tive na altura oportunidade de escrever e de recentemente, de forma propositadamente polémica, relembrar: um descalabro de imagem no contexto regional desde logo.

Um descalabro de respeito entre o então presidente, vereadores, deputados municipais, jornalistas, empresários, investidores e cidadãos.
Um descalabro de meias verdades e meias mentiras, todos os dias repetidas e faladas, sem se perceber até hoje onde começava e acabava cada uma delas.
Um descalabro na fixação de empresas, de apoio à dinâmica cultural e desportiva, de afirmação regional.

Esta última Câmara PS terminou com o “despedimento por justa causa” do então presidente, fartos que estavam os socialistas e os munícipes, de aturar o seu estilo e forma de actuar, sem ouvir nada nem ninguém, sem dar conta e contas do que fazia, dizia fazer ou queria fazer.
Despedimento ainda por conta de um PDM mal amanhado, errado nos pressupostos e pelos dislates que prejudicaram nos anos seguintes milhares de cidadãos.

Seguiu-se uma esperança de algo novo, encarnado pela vitória do PSD/António Paiva, com a promessa entre outras de rápida e imediata revisão do PDM, até hoje.

Promessa de criação da marca templária e do parque temático, anunciado com pompa e circunstância e até hoje fechado na gaveta dos consultores espanhóis que Miguel Relvas à pressa engendrou.

Promessa de que a então “água mais cara do País” diziam, teria os dias contados, mas que o PSD aumentou para o dobro.

Promessa de criação do gabinete de apoio ao investidor e ao emigrante, capaz de relançar Tomar
na senda da fixação de empresas e criação de riqueza sem par, até hoje.

Promessa de ouvir e respeitar as opiniões contrárias ao invés do anterior presidente, logo quebrada pelo braço de ferro com o PSD, de onde acabaria por sair vitima António Fidalgo.

Promessa de investir mais nas Freguesias rurais, facilitando a vida aos seus residentes, prontamente destruída com o continuado encerramento de escolas e redução do apoio às associações

Promessa de tirar partido das oportunidades que sucessivos Governos criaram, como por exemplo o Polis, um rotundo falhanço no alcance que poderia ter.
Dele nos vai sobrar uma ponte, um parque desportivo renovado a preços da Suécia e vários muros de betão armado à vista sobre o rio e pouco mais.

Mas a cereja em cima do bolo destes 15 anos de malfada existência de pérfidos gestores públicos e maus gestores privados, é o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar à ParqueT durante 20 anos.

Este verdadeiro “crime público”, capaz de fazer revolver na tumba o nosso fundador, Mestre Gualdim-Paes, deveria dar lugar ao cabal apuramento de responsabilidades, como já por diversas vezes o PS propôs.

Simpático é ver o permanente assobiar para o lado do grupo político de Pedro Marques a esta questão: nunca, mas nunca se pode ir tentar apurar responsabilidades nesta Câmara, não vá o diabo tece-las.

Quem tem afinal medo da transparência? Quem teme pela investigação das circunstâncias em que diversos planos de ordenamento foram realizados, mantidos em stand-by e a conta gotas aprovados e resolvidos, durante estes últimos 15 anos?

Quanto custará a Tomar que nunca se investigue devidamente as circunstâncias que rodeiam o contrato do estacionamento?
Mais importante ainda: quanto custará a Tomar o seu cabal cumprimento?

Quanto custou a Tomar não criar um pavilhão desportivo com dimensão adequada e no local adequado?

Quanto custou a Tomar destruir o seu parque de campismo, sem alternativa em funcionamento?

Quanto custou abandonar à sua sorte o associativismo recreativo, cultural e desportivo?

Quanto custou a Tomar a ausência de uma política de fixação de empresas, para criar empregos e com isso todos podermos viver melhor?

Quanto custou a Tomar viver há mais de 20 anos de costas voltadas para o seu instituto politécnico?

Quantos anos terão todos os tomarenses que ter o seu desenvolvimento hipotecado por força dos erros, das omissões, das incompetências de uma classe política cega, surda e muda perante os desafios do mundo moderno?

Evoluíram ou não de forma visível nestes últimos 15 anos, as cidades do entroncamento, abrantes, torres novas, ourém, cartaxo, almeirim, e rio maior? Criaram Empregos e riqueza e nós não! Porquê?

Mas estas sucessivas levas de responsáveis políticos que durante 15 anos nos governaram, querem enganar quem?

É ou não necessário romper de forma firme e determinada com este ciclo de oportunidades perdidas?

É ou não necessário voltar a acreditar na terra onde nascemos, onde crescemos ou na qual decidimos viver?

Há ou não solução para Tomar?
Eu acredito que sim, lutando todos os dias para ajudar a construir essa solução.
E você está disposto incomodar-se e ajudar também?
Por si, pelos seus filhos e pelos seus netos, não deixe que lhe atirem mais areia para os olhos!

13.9.08

Comentários possiveis

Este espaço agora é livre para se fazerem comentários.

[Pois parece que os comentadores gostam mesmo é de ser anónimos.
Felizmente que cada vez mais pessoas percebem a importência da net como forma de avaliar a capacidade, frontalidade e verticalidade dos homens públicos.
Este novo paradigma, que já não é novo diga-se em abono da verdade, veio para ficar.
Da minha parte garanto que todos os comentários (moderados é claro) que venham a ser submetidos, mesmo que contrários à minha opinião, serão publicados, desde que dentro de determinados limites de linguagem.
Claro está que muito continuarão no anonimato a tentar difamar tudo e todos.
São estilos, alavancados na cobardia típica dos fracos.
E sobre eles, todos sabemos, que não reza a história.] 21/9; 23/9

12.9.08

PRESIDENTE DE CÂMARA - HOMEM DE NEGÓCIOS

Jornal "O Cidade de Tomar", 28/Abril/1995, Pg.9

Por Carlos Carrão

[PEDRO MARQUES, PRESIDENTE DE CÂMARA - HOMEM DE NEGÓCIOS

Ficará para a história, a célebre frase do actual presidente da Câmara Municipal de Tomar, Pedro Marques, na sessão da Assembleia Municipal [de 24 de Fevereiro de 1995] quando, face às críticas que lhe têm sido dirigidas pela comunicação social, afirmou: "têm inveja é que eu faça bons negócios".

Pela minha parte, não tenho qualquer inveja, pelo contrário, aprecio as pessoas que fazem bons negócios, é sinal de que têm capacidade para os fazerem.

Lamento, isso sim, é que esses "bons negócios" sejam apenas pessoais, enão tenha havido a mesma capacidade para os fazer em benefício do Concelho: como a captação de novas indústrias, a instalação de novas infra-estruturas culturais, desportivas e turísticas, etc.

E, por isso, ignoro, como sempre ignorei, os seus negócios pessoais. Não posso é, como cidadão tomarense, demitir-me, hoje, de criticar a sua desastrosa gestão autárquica, em especial neste 2º mandato. Essencialmente, porque os seus efeitos mais negativos se irão fazer sentir apenas daqui a alguns anos. Mas, nessa altura, não há nada a fazer...

Há uma outra questão de fundo subjacente a toda esta polémica do "presidente de câmara - homem de negócios", e que é pertinente termos presente. É que, o exercício de um cargo político (autárquico, ou a qualquer outro nível), não pode ser visto primacialmente como uma fonte de rendimento pessoal, ou de aquisição de riqueza.

A política, deve ser, acima de tudo, um serviço público, em que a actuação dos titulares dos diversos cargos deve ser movida apenas e só pela sua capacidade e talento a favor da comunidade. Tem a ver, portanto, apenas com a ética individual que se tem ou não. E, não vale a pena virem argumentar com os inconvenientes e sacrifícios de "estar" na política a tempo inteiro. porque só vai para a política quem quer...]


UM COMENTÁRIO:

Carlos Carrão(PSD) lá sabe do que escreve. Acha ele e penso eu também, que a Política deve ser um serviço público. "Que tem a haver com ÉTICA INDIVIDUAL QUE SE TEM OU NÃO".

Quando alguém , que exercia na altura as funções de Presidente de Câmara e é hoje novamente Vereador na Câmara Municipal, afirma em plena Assembleia Municipal (de 24/2/1995) que "TÊM É INVEJA QUE EU FAÇA BONS NEGÓCIOS", perante critícas de adversários, está a dizer o quê?

Para bom entendedor ESTA PALAVRA BASTA.`
E é bom de se ver que pela boca morre o paixe.

De qualquer forma também não deixa de ser interessante confrontar Carlos Carrão(PSD) com aquele mimo jornalística de "como a captação de novas indústrias, a instalação de novas infra-estruturas culturais, desportivas e turísticas, etc" que ele, enquanto Vereador e o seu maioritário PSD nestes últimos 10 anos, foram incapazes de cumprir.

Depois admiram-se de o PS, cada vez mais, afirmar que é TEMPO DE ULTRAPASSAR ESTES ÚLTIMOS 15 ANOS DE MÁ MEMÓRIA PARA TODOS!

Isto meus amigos é que é Ética Republicana: Verdade, Justeza e Frontalidade!

9.9.08

TOMAR ESTÁ HÁ QUINZE ANOS À DERIVA - III

Anterior opinião que escrevi sobre a deriva que leva Tomar nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública onde me ameaçou com queixa judicial por difamação, a exemplo do seu conhecido “bom feitio” para opiniões divergentes.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os três seguintes factos políticos:

Primeiro, foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, especialmente entre 1994 e 1997, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.

Segundo, “o facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996 e por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997. Entende ser isto difamação? Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano? Quando o que estava aí em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4- Estrada da Serra), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008? Foi aliás o Vereador que veio lembrar a circunstância dos processos em que esteve envolvido, nessa mesma Assembleia.

Terceiro, ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 membros com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.

É importante recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT e promotor de espúrio baixo assinado, era na altura dirigente do PS e nem mesmo ele o propôs para Presidente. Esse cidadão, aliás, só não foi candidato pelo PS por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, o que atesta a ética e os valores pelos quais se movem alguns dos apoiantes do Vereador.

Teimosamente acha-se difamado por o considerar hoje “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. O que é certo é que Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI. A água não passa duas vezes por baixo da mesma ponte como todos nós sabemos. É algo que está a mais, pelo simples facto de que a manter-se no sistema é um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho, um verdadeiro custo de contexto. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

O chamar à atenção desse facto, foi no sentido de relembrar o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar, em virtude de nunca mais Tomar voltar “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Nunca, mesmo que tente, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.

Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.

E a bem do interesse público, convém que nunca mais o esqueçam.

5.9.08

PORQUE NÃO PODEMOS ESQUECER:

"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam"
Edmund Burke

Pois parece que incomodei os meninos dos IpT.

O TEXTO DA COISA
Cidade de Tomar, 5/Setembro/2008, Pg. 4

[Segundo o texto divulgado pelos responsáveis desta iniciativa "Esta carta aberta vem a propósito de um artigo, da autoria de um senhor que dá pelo nome de Luis Ferreira, publicado no jornal 'O Templário' de 7 de Agosto de 2008, no qual é colocada em questão a honra do dr. Pedro Marques, ex-presidente da Câmara Municipal de Tomar.

Ao lermos o referido artigo, interrogamo-nos: Em que país é que vivemos? Estaremos, por acaso e sem dar conta disso, a viver numa república das bananas? Não. Não estamos. Estamos a viver num país que se pretende democrático e onde a honra das pessoas não pode ser posta em causa, por dá cá aquela palha.

No artigo em apreço, o senhor Luis Ferreira utiliza termos que poderíamos até considerar de terrorismo verbal e que são impróprios de um Estado de Direito em que vivemos e queremos continuar a viver.

As afirmações e insinuações ali escritas são de uma baixeza intolerável que em nada dignifica o partido a que se diz pertencer.

O autor apoia-se, ou refigia-se, em referências à história, honorabilidade e ética republicana do partido em que milita, sem se dar conta do seu vazio intelectual e ideológico e, também, sem história nem mérito comprovados para falar em nome de um Partido que se pretende honrado e em que o seu principal líder, Secretário Geral, em plena Assembleia da República, já afirmou: "Na política, como na vida, não vale tudo."

Assim, os signatários desta Carta Aberta repudiam veementemente a linguagem utilizada e as insinuações mencionadas no referido artigo de opinião, escrito pelo tal senhor Luis Ferreira, e incentivamos os tomarenses a não pactuarem com tais impropérios que em nada dignificam a política.

Esta Carta Aberta é um gesto de solidariedade em defesa da honra do dr. Pedro Marques.

Que os partidos saibam libertar-se das garras e dos oportunismos daqueles que acham que nesta vida tudo vale.

Tomar merece melhor.]



O COMENTÁRIO À COISA

Ora pois, vamos lá dissecar:

[Há coisas sobre as quais não podemos ser indiferentes e oportunismos sobre os quais não podemos calar a nossa revolta!

Nunca como antes de Pedro Marques ter sido eleito para o segundo mandato de Presidente de Câmara(1993-1997), Tomar tinha estado na boca do mundo como antro de oportunismo e “favor fácil”.

O Presidente na altura eleito por maioria absoluta pelo PS, viria a tornar-se o maior flop da vida política do Distrito de Santarém do pós-25 de Abril.

Tomar está efectivamente à deriva desde 1994, altura em que Pedro Marques foi eleito para o seu segundo mandato.

Nas eleições seguintes, bem decidiu o PS não o candidatar, em decisão tomada por unanimidade dos 24 membros da sua Comissão Política, à qual tinham concorrido duas listas, uma encabeçada pelo Engº José Mendes que ganhou, e outra por mim próprio.

Porque razão tomaria em 1996 o PS, por unanimidade, a decisão de não candidatar o seu Presidente de Câmara?

Porque razão, anos mais tarde em 2005, não apoiaria o PS o seu desejo de regresso às lides autárquicas?

Se calhar o simples facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas, foram razão próxima e determinante para nunca, mas nunca mais, qualquer dirigente responsável pelo PS equacionar sequer a sua recandidatura em nome de um Partido com história, honorabilidade e ética republicana como o Partido Socialista.

Como escrevi em 1994, à mulher de César não basta ser séria, é mesmo preciso parecê-lo, pelo que passados quinze anos, só o mais distraído observador não entende que Pedro Marques é mais do que uma figura do passado, é um verdadeiro cadáver político no Concelho de Tomar.

Afastado e bem que foi António Paiva(PSD), numa brilhante estratégia desenvolvida pelo poder do PS e do PSD a nível nacional, só falta mesmo tirar este “furúnculo” do sistema político Tomarense.

Não por qualquer questão pessoal, sobre a qual não nos movemos, mas simplesmente porque a condução da política não se pode alicerçar no “favorzinho”, no “interessezinho”, no “jeitinho”, tão característico das sociedades do terceiro mundo.

Se os Tomarenses quisessem, o que não acreditamos, transformar a sua terra numa nova Gondomar, Felgueiras ou Marco de Canavezes, poderiam apostar neste regresso ao passado.

Por outro lado, se o caminho for, como julgamos, a criação de riqueza e a busca do seu lugar no contexto regional, completamente perdido nos últimos 15 anos, poderão contar com as equipas que o PS obviamente sem Pedro Marques, encontrará!

Até lá temos de aceitar, democraticamente, a existência deste tipo de “associações de interesses”, que hoje se apresentam como Independentes.

Que o caminho não é por aqui, passados quinze anos de atrofia e desprestígio de Tomar, disso não tenho a mínima dúvida!]


E portanto meus caros, o que está dito, está dito. Custa ouvir a verdade não é? Azarito!


Post Scriptum
Se virem que não têm assinaturas suficientes para preparar já um AUTO DE FÉ, que deve ser A FÉ (DOGMATISMO) o que vos move em detrimento da ÉTICA da RAZÃO, podem sempre colocar uma banquinha à entrada da corredoura, como nos tempos do PREC(1974-75) e gritar: A TERRA A QUEM A TRABALHA. NEM MAIS UM SOLDADO PARA ANGOLA, ou outro qualquer dos slogans da época.

Podem sempre inventar novos, do tipo: FURÚNCULO AMIGO O POVO ESTÁ CONTIGO. VIVA A REFORMA (esqueçam a agrária, que isso já não se usa)

Acho que assim a coisa ainda pode funcionar...

Nota: Peço desculpa por colocar a referência aos anos do Prec, mas a maioria das pessoas que frequenta este Blog nem nunca tinha ouvido falar disso...

25.8.08

DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO PRECISA-SE!

Na "Agenda para o desenvolvimento do Concelho de Tomar" propunha o PS, na sua página 10/11:

De forma a garantir um desenvolvimento equilibrado do Concelho, a revisão do PDM contempla a criação de 3 NOVOS PARQUES EMPRESARIAIS:

- NORDESTE: Alviobeira / Pintado (Proximidade à Zona do Pinhal e nó do IC3/Variante a Ferreira do Zêzere
- SUL: Santa Cita/Asseiceira (Proximidade à A23/A1 e actual Zona Industrial)
- NOROESTE: Vale do Ovos (Proximidade ao Pinhal Litoral e nó do IC9/Estação Fátima)


Promover a criação de condições para o Desenvolvimento Económico, criando:

A Fundação para o Desenvolvimento Económico, Social e Ambiental e Ninhos de Empresas, de forma a optimizar a captação de investimento para o Concelho, criando bolsas de ideias de negócios, por exemplo.

O Sistema de apoio ao Investidor, de forma a desburocratizar e acelerar os procedimentos de criação, instalação e licenciamento das empresas, provendo informação em tempo real (online) do estado do processo de licenciamento municipal.

- A rede de EMBAIXADAS DE TOMAR, utilizando as Associações de Tomarenses, espalhadas pelo Mundo, como embaixadas permanentes da promoção económica do Concelho, onde a Casa do Concelho de Tomar em Lisboa, toma um lugar de destaque.

24.8.08

TOMAR ESTÁ DOENTE

Uma das vantagens do mundo actual é a rápida transmissão de informação. Hoje em dia temos quase tudo on-line (em linha informática), ou seja, exactamente à distância de um clique do rato do nosso computador. O acesso à informação deixou de estar apenas nas mãos de uns quantos esclarecidos, para chegar a todos a todo o tempo, assim se democratizando rapidamente.

Neste novo paradigma informativo, difícil é perceber como alguns pretendem que pensemos que o mundo era como há vinte ou trinta anos, onde ainda era possível esconder ou fazer esquecer os dislates, as incongruências de actuação, o favor ou o jeito colocado de forma amiga na mão que dá de comer...

Este novo tempo é mais justo, é mais perfeito e exige uma cidadania mais activa e forte. Menos tolerante perante a ignorância ou perante o dogmatismo sempre alimentado pelo compadrio de valores e acções.

Tenho a felicidade de pertencer a uma geração totalmente educada já depois do 25 de Abril, onde se leu os “Esteiros” de Soeiro, onde se deu valor ao “pensar pela própria cabeça” e onde ao seguidismo de algumas gerações anteriores perante os fortes e poderosos, o medo às “grandes famílias” das terras pequenas ou os hábitos pequeno-burgueses de uma sociedade ainda muito “Ai Senhor das Furnas, que escuro vai dentro de nós”, por exemplo, não fazem já parte da nossa vivência.

Pertencer a uma geração que tem “mundo na cabeça” é de facto um orgulho que não enjeito e em todas as missões onde me tenho empenhado quer sejam de cariz local, regional, nacional ou europeu, tenho procurado actuar com a probidade e ensinamentos que em cada uma delas vou colhendo. O gosto pelo ler e ouvir as opiniões dos outros, muito especialmente daqueles com os quais estou normalmente em desacordo, muitas vezes me tem ajudado a mudar a minha opinião e com isso a tomar decisões mais audazes, acertivas e justas. Quem comigo teve oportunidade de trabalhar nos últimos anos, na difícil gestão política do PS em Tomar, sabe que assim é.

Uma das verdades que aprendi da vida, nestes 41 anos de que me orgulho, é que nem sempre temos razão. Outra que aprendi é que quando o temos não nos devemos calar, sob pena de se poder achar que somos frouxos, medrosos ou medíocres.

Vem isto a propósito de um escrito que guardei, ao qual não terei dado eventualmente o devido valor, mas que revela da visão e leitura política que ao tempo (1995) se fazia daquilo que era a gestão do então Presidente de Câmara eleito pelo PS. Quem o escreve é o actual Vereador Carlos Carrão, eleito pelo PSD e seu mais que provável candidato às eleições de 2009. Deverá ser dado o devido desconto pelo facto deste Vereador ser um adversário político, mas os factos relatados e estado de espírito da época, ajudam-nos a relembrar que esse caminho nunca mais deverá ser trilhado, a bem da nossa sanidade e orgulho como Tomarenses.

Escrevia então Carlos Carrão, no Jornal “O Cidade de Tomar”, do dia 6 de Outubro de 1995, na sua Página 5, sob o título TOMAR ESTÁ DOENTE, com selecção, itálicos e destaque da minha responsabilidade:

“(...)Na realidade, não tenho conhecimento de, na nossa história municipal, antes ou depois do 25 de Abril, terem existido cenas tão tristes (com denúncias, ameaças e chantagens à mistura), na mais importante instituição municipal nabantina, o edifício dos Paços do Concelho. (...)

Discussões como a verificada entre o Presidente da Câmara [Pedro Marques] e um munícipe (construtor civil) em que se utilizaram expressões como:
“o sr. Não perdoa nada, eu também não lhe posso perdoar nada a si, pá...”,
“tenho de lhe dar todas e se eu descarrego a manga, então o sr. presidente é que vai desta... eu tenho o saco cheio...”,
“demita-se sr. presidente, o sr. não está a fazer nada na Câmara... o senhor só quer encher o seu saco e está-se marimbando para os outros...”,
“o sr. não ajuda nada a população, só causa problemas, o sr. é maldoso... por qualquer coisa, o sr. é ruim... entrou para a Câmara e pensa que é dono da Câmara, mas isto não é seu...”,
“pode chamar à vontade a autoridade, sabe bem que, quando eu for preso, o sr. vai primeiro do que eu...”,
“se fosse uma compra feita pelo sr. era tudo fácil...”,
“o sr. pode quando é para os seus amigos”...
quando é para encher o saco, o sr. resolve... eu tenho prova disso e vou mostrar-lhe em breve...” (...), são “diálogos” que travados na sala de reuniões do executivo camarário, envergonham qualquer tomarense...

Tomar está doente! É uma epidemia provocada por parasitas para os quais ainda não foi encontrado o antídoto eficaz. Entretanto a nossa imagem externa está cada vez mais degradada. Tomar que tem as condições para ser o Concelho mais importante da região, vê-se, desta forma, vítima de “chacota”, por parte dos vizinhos. Algo tem de ser feito para inverter este caminho, sob pena de, perante a nossa indiferença, o descrédito se instalar... (...)”


Em política, como na vida direi mesmo, a memória é importante. Cometer o mesmo erro várias vezes ou é sintoma de ignorância ou de masoquismo. Penso que quer por uma razão, quer pela outra, esquecer o que foram os anos de Pedro Marques como Presidente de Câmara em Tomar seria para todos um erro colossal e de consequências imprevisíveis!


Post Scriptum
Nota de vão de escada: Contaram-me arautos que pileca estranha e abatida democraticamente em contenda interna antiga, zurziu um qualquer vómito em defesa de seu dono. Como só ofende quem pode e não quem quer e ao vómito se não responde, apenas se limpa, aconselho vivamente o uso de restaurador Olex p'rá careca da dita!

16.8.08

O que propunha o PS para o Mercado Municipal?



É hora de relembrar, algumas das propostas que o PS assumiu defender e constantes na "Agenda para o desenvolvimento do Concelho de Tomar", aprovada em Julho de 2005, depois de mais de um ano de trabalho.





Num momento em que o debate política vai a caminho de atingir elevados decibéis, convém recentrar a discussão naquilo que é essencial: as propostas, a consistência, as alternativas e a capacidade de com seriedade, as implementar.



A vantagem do PS é ser uma entidade política com história, rosto, número de contribuinte, morada e declaração de princípios e não um qualquer agregado momentâneo para um interesse específico.

Faz portanto todo o sentido aqui se relembrar uma das passagens da "Agenda do PS":





DESENVOLVIEMNTO ECONÓMICO





(...)


A Proposta do Partido Socialista para a ocupação do espaço do Mercado Municipal. contempla a efectivação de uma verdadeira MONTRA REGIONAL, articulando os Mercados da seguinte forma:





a) Manter o mercado dos frescos no espaço actual, com melhoramentos que permitam a instalação de venda de produtos tradicionais;





b) Transferir a venda de outros produtos, na área urbana da cidade, garantindo a ligação dos dois mercados eventualmente através de transportes públicos;





c) Transferir o mercado abastecedor para um dos parques empresariais do Concelho.





(...)



in "Agenda para o Desenvolvimento do Concelho de Tomar", PS Tomar - Julho 2005, Pg.9

14.8.08

Tomar está há 15 anos à deriva - Parte II

O meu anterior post, sobre a deriva que leva Tomar, nestes últimos quinze anos de gestão PSD e de Pedro Marques, mereceu da parte deste último uma resposta pública, inserida na edição de hoje do Jornal “O Templário”, onde me ameaça com queixa judicial por difamação, o que obviamente merece o meu comentário.

Teimosamente o Vereador Pedro Marques insiste em não querer ver os seguintes factos, de matiz essencialmente política, em apreço:

1º Foi durante a sua vigência de Presidente de Câmara, com incidência directa no seu segundo mandato, que “Tomar esteve na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”, como escrevi;

2º “O facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, foi razão próxima à tomada de decisão da Comissão Política do PS de Tomar, em 1996, por unanimidade, da sua não recandidatura a Presidente de Câmara nas eleições 1997;

Ao pretender voltar a ser candidato em 2005 pelo PS, não teve o mesmo ninguém a propô-lo, de entre os 30 elementos com direito a voto na Comissão Política Concelhia do PS, pelo que obviamente nem foi considerado como candidato.
De recordar que um dos actuais Deputados Municipais dos IpT era na altura membro da Comissão Política, só o tendo deixar de ser por não gostar do lugar onde havia sido colocado na lista, participou nas reuniões para decisão do candidato e nem esse membro o propôs para Presidente;

Teimosamente o Vereador continua a ter uma dificuldade imensa em lidar com opinião contrária, diferente, com estratégia diversa, forma alternativa de ver a condução da vida pública autárquica e o desenvolvimento do Concelho. Já era assim durante o seu segundo mandato, nos anos 90, mantendo-se ainda assim hoje. Ou seja, além de obstinado não aprende com o tempo: feitios!

Teimosamente acha que o difamei por o considerar “um cadáver político” e “um furúnculo do sistema político”. Pois que se saiba que é essa a minha opinião: Pedro Marques e a sua forma de gestão, possíveis nos anos 90, nada têm a haver com as necessidades de um Concelho como o de Tomar no Sec.XXI, por isso é um "cadáver político", convencido que a água passa duas vezes por baixo da mesma ponte, o que como todos sabemos não acontece. É um "furúnculo" pelo simples facto de a manter-se no sistema é mais um dos factores de atraso e retrocesso do Concelho - um verdadeiro custo de contexto, certo de que o ficar na mesma significa, nos tempos que correm, andar para trás. Esta é a minha opinião, há qual tenho todo o direito e sobre a qual não retiro uma vírgula!

Teimosamente entende que o recordar que foi “o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas”, como escrevi no meu anterior post, é também difamação. Pois de facto, como diz o povo, “só enfia a carapuça quem quer”.

Se “não foram provadas”, porque se preocupa hoje com isso, como fez questão de lembrar em plena Assembleia Municipal de 27 de Junho deste ano, quando o que estava em discussão era uma decisão sobre uma operação urbanística (UOPG4), no seu tempo começada e que já havia dado lugar a um frontal protesto por parte do Vereador do PS, na reunião de Câmara de 22 de Abril de 2008?

O chamar à atenção desse facto, no meu post de 28 de Julho, foi no sentido de relembrar, na minha opinião, o porquê da decisão do PS em 1996. Decisão essa que continuo a considerar hoje bem tomada, como os factos posteriores vieram a demonstrar pois nunca mais Tomar voltou “a estar na boca do mundo como antro de oportunismo e favor fácil”.
Embora que as maiorias PSD que se lhe seguiram na Câmara Municipal, tomaram algumas opções tremendamente erradas que recordo só a título de exemplo, o contrato de concessão do estacionamento tarifado de Tomar (1000 lugares à superfície da Cidade durante 20 anos em troca da polémica construção do parque por detrás da Câmara), feito com a ParqT, que poderá levar a um pagamento por parte da Câmara de mais de dez milhões de euros de indemnização.

Teimosamente o Vereador continua a não querer perceber que todas estas verdades são públicas, testemunhadas por dezenas de pessoas, autarcas e cidadãos, ouvintes das rádios locais, articulistas e leitores dos Jornais locais da época.

Acha-se difamado? Está no seu direito! Mas que não retiro uma única palavra ao que escrevi, isso garanto que não retiro. É a minha opinião de análise política, perante factos da vida pública Tomarense que vivi, testemunhei e onde fui interventor. Recordo que ao tempo era também membro da Comissão Política Concelhia do PS como hoje e Deputado Municipal, também como hoje.

É minha firme convicção que a liberdade de expressão e a livre circulação de informação, incluindo o debate livre e aberto de assuntos de interesse público, são numa sociedade democrática de importância crucial para o desenvolvimento colectivo e realização do homem enquanto ser social, bem como para o progresso e bem estar gerais da sociedade no pleno gozo, por todos, dos direitos e deveres relativos às liberdades fundamentais.

Combato a injustiça desde os 11 anos de idade, pelo que dificilmente hoje, trinta anos passados, poderá o Vereador Pedro Marques colocar uma mordaça na minha livre opinião sobre, nomeadamente, a sua actuação política como homem público que é e como Presidente de Câmara que foi. Tenho esse direito e movo-me perante um outro paradigma de gestão pública, de ética republicana de serviço público, de Homem Livre e à luz dos interesses colectivos da modernidade do Sec.XXI e não do século passado.

Para conseguir amordaçar-me, nem cem processos em Tribunal o conseguiriam! Já outros no passado o tentaram, por outros meios, sem qualquer sucesso. Portanto desengane-se ao ir por aí!

E já agora deveria o Vereador aprender que os fantasmas que o perseguem desde os anos 90, conforme tive oportunidade de escrever no post “Os três equívocos da assembleia municipal”, não é em tribunal que eles se tratam, mas sim noutro local.

De facto os eleitores de Tomar conhecem-no bem, isso é certo.
Não se esquecem do que se passou no seu tempo de Presidente de Câmara, o que também é verdade.
A mim ainda não conhecem, mas se os acasos da vida pública alguma vez me levassem à função que o Vereador ocupou em tempos à frente dos destinos da Câmara de Tomar, esperaria ter aprendido com ele, a bem do interesse público, o que não fazer.

10.8.08

Uma análise do e-escolinha

Esta é uma opinião polémica e negativa para o Programa do Governo, mas de qualquer forma não é descabido analisar.


http://www.sintravox.com/Nacional/178.html

4.8.08

Porque não?

"Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola."

Fernando Pessoa, em "O Eu Profundo"

1.8.08

Um forte e justo abraço para as Férias


28.7.08

Tomar está há quinze anos à deriva!

Há coisas sobre as quais não podemos ser indiferentes e oportunismos sobre os quais não podemos calar a nossa revolta!

Nunca como antes de Pedro Marques ter sido eleito para o segundo mandato de Presidente de Câmara(1993-1997), Tomar tinha estado na boca do mundo como antro de oportunismo e “favor fácil”. O Presidente na altura eleito por maioria absoluta pelo PS, viria a tornar-se o maior flop da vida política do Distrito de Santarém do pós-25 de Abril.

Tomar está efectivamente à deriva desde 1994, altura em que Pedro Marques foi eleito para o seu segundo mandato. Nas eleições seguintes, bem decidiu o PS não o candidatar, em decisão tomada por unanimidade dos 24 membros da sua Comissão Política, à qual tinham concorrido duas listas, uma encabeçada pelo Engº José Mendes que ganhou, e outra por mim próprio.

Porque razão tomaria em 1996 o PS, por unanimidade, a decisão de não candidatar o seu Presidente de Câmara? Porque razão, anos mais tarde em 2005, não apoiaria o PS o seu desejo de regresso às lides autárquicas?

Se calhar o simples facto de ter sido o único Presidente eleito sobre o qual recaíram suspeitas de favorecimento de interesses particulares, as quais nunca foram provadas, foram razão próxima e determinante para nunca, mas nunca mais, qualquer dirigente responsável pelo PS equacionar sequer a sua recandidatura em nome de um Partido com história, honorabilidade e ética republicana como o Partido Socialista.

Como escrevi em 1994, à mulher de César não basta ser séria, é mesmo preciso parecê-lo, pelo que passados quinze anos, só o mais distraído observador não entende que Pedro Marques é mais do que uma figura do passado, é um verdadeiro cadáver político no Concelho de Tomar.

Afastado e bem que foi António Paiva(PSD), numa brilhante estratégia desenvolvida pelo poder do PS e do PSD a nível nacional, só falta mesmo tirar este “furúnculo” do sistema político Tomarense. Não por qualquer questão pessoal, sobre a qual não nos movemos, mas simplesmente porque a condução da política não se pode alicerçar no “favorzinho”, no “interessezinho”, no “jeitinho”, tão característico das sociedades do terceiro mundo.

Se os Tomarenses quisessem, o que não acreditamos, transformar a sua terra numa nova Gondomar, Felgueiras ou Marco de Canavezes, poderiam apostar neste regresso ao passado. Por outro lado, se o caminho for, como julgamos, a criação de riqueza e a busca do seu lugar no contexto regional, completamente perdido nos últimos 15 anos, poderão contar com as equipas que o PS obviamente sem Pedro Marques, encontrará!

Até lá temos de aceitar, democraticamente, a existência deste tipo de “associações de interesses”, que hoje se apresentam como Independentes.

Que o caminho não é por aqui, passados quinze anos de atrofia e desprestígio de Tomar, disso não tenho a mínima dúvida!

25.7.08

OS TRÊS EQUÍVOCOS

DA ÚLTIMA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Artigo de opinião, publicado na edição do Jornal "O Cidade de Tomar", de 25 de Julho de 2008

A Assembleia Municipal é sempre um órgão político difícil de explicar à generalidade das pessoas. Se por um lado parece não ter qualquer poder, por outro pode bloquear a possibilidade do Município funcionar, recusando propostas da respectiva Câmara, o respectivo Orçamento, Planos de Pormenor, enfim todo um conjunto de documentos e decisões que criam as condições para que um Município funcione.

Constitui no entanto a Assembleia Municipal a expressão máxima da vontade popular, como tal definida em eleições livres e justas, devidamente fiscalizadas e auditadas por órgãos independentes da República, aí estando representados todos os Partidos, Coligações ou grupos de cidadãos independentes, que conseguem um mínimo de votos, que em Tomar ronda os 800/900 votos.

É portanto um órgão muito mais democrático que a Câmara Municipal, onde menos forças por tradição estão representadas. No caso de Tomar estão representadas três forças na Câmara (PSD, IpT e PS) e cinco na Assembleia (PSD, PS, IpT, CDU e BE).

A Assembleia é assim o verdadeiro Parlamento Local onde o poder, a Câmara Municipal, tem de prestar contas, ora propondo a tomada de decisões, ora explicando as decisões tomadas, nos termos definidos na Lei 169/99. Nela coexistem ainda todos os Presidentes de Junta de Freguesia eleitos no Concelho, com igual direito e legitimidade aos directamente eleitos pelo povo. No caso de Tomar, aos 16 Presidentes de Junta (9 PSD, 5 PS, 2 CDU), juntam-se 21 eleitos em sufrágio universal (10 PSD, 5PS, 4IpT, 1CDU e 1BE).

Os debates existentes neste “pequeno parlamento local”, composto em Tomar por 37 pessoas que apenas recebem uma senha de presença às respectivas reuniões num valor próximo dos 67€, são normalmente bastante vivos e ajudam a Câmara a melhorar as suas decisões, quando assim o decide fazer, ouvindo, ou aos representantes do povo o de entenderem melhor as decisões por esta tomadas. De qualquer forma, o trabalho produzido quando há verdadeiro interesse de procura do interesse público, é satisfatório e valoriza todos os intervenientes.

De quando em vez os decibeis do debate sobem um pouco, da intervenção passa-se ao claro insulto e vai daí, por vezes dão-se episódios que pouco dignificam os detractores, como por exemplo quando o ex-Presidente, em Julho de 2006, procurou ofender a minha idoneidade profissional em resposta a um ataque político sobre a sua ineficácia de defesa do interesse de Tomar na questão do Hospital de Tomar, ou mais recentemente quando o deputado do Bloco se insurgiu com adjectivos desadequados à pessoa do Presidente da Assembleia e à minha própria a propósito da melhoria da grelha de tempos de intervenção na Assembleia.

Este é claramente o primeiro equívoco. O Bloco ao escolher para seu deputado municipal o, estou certo, único professor que não sabe fazer uma conta de dividir errou, porque assim não dignificou o órgão Assembleia, nem os seus eleitores, porque quanto é público e assumido, o dito deputado quando a agenda não lhe interessa e quando lhe convém não se faz substituir para assim não deixar que o BE tenha a sua voz diferenciada na Assembleia.

O equívoco é este deputado confundir que foi eleito como cidadão que é e não como representante de uma força política, achando que não deve, nem tem que prestar contas a ninguém e que pode fazer e dizer o que quer e lhe apetece, sem cuidar da necessária urbanidade e respeito pelos eleitores e pelos órgãos para os quais é eleito. Já um mês antes o mesmo deputado abandonara a reunião da Comissão de acompanhamento do PDM, por a representante do PSD se ter recusado e bem, a pedir desculpa pela mudança de posição que operara, a propósito da Carta Educativa, entre uma reunião de Comissão e o plenário da Assembleia Municipal.

O deputado do Bloco confunde a representação política com a sua pessoa, o que não sendo caso único, não valoriza o respeito que os mais de mil eleitores do BE em Tomar mereciam.

Quanto ao facto de ser o único docente que não sabe dividir é simples: Uma hora tem 60 minutos. A Lei já citada diz que há um período de uma hora antes da ordem do dia para os deputados municipais abordarem assuntos de interesse para o Concelho. A Assembleia em Tomar tem 37 membros com direito a falar. O Bloco tem um único eleito. Ao Bloco caberão exactamente 1/37 dos sessenta minutos que tem uma hora, o que dá cerca de 1 minuto e 37 segundos. Ora a grelha de tempos que foi entretanto aprovada dá ao BE 4 minutos. O que há de errado nisso? Só se for o PSD e o PS considerarem-se prejudicados pois o tempo que é dado a mais ao BE (e à CDU e aos IpT), lhes é retirado ao tempo a que estes (PSD e PS) teriam direito.

O segundo equívoco da Assembleia resulta do facto do PSD não conseguir sair deste estado letárgico de quase “guerra civil” e “orfandade”, no qual vive mergulhado nos últimos dois anos, com sucessivas guerras locais, distritais e nacionais e com a fuga do ex-Presidente para Coimbra.

Ora precisamente na Assembleia onde o PS apresenta uma justíssima Moção de Censura, que pode ser lida na íntegra em http://www.tomar.psdigital.org, o PSD não conseguiu esboçar uma defesa sequer. A única tentativa desastrada que fez, nos mais de 20 minutos de tempo que teve à disposição foi para o Presidente da Junceira(PSD) ler e citar várias cartas que havia trocado com a Câmara(PSD), onde esta nada lhe respondia, mais parecendo interessado em se justificar perante a sua inglória e ineficaz gestão da Freguesia, do que em responder à Moção de censura apresentada pelo PS.

Com tal atitude o referido Presidente de Junta PSD, só deu razão à profundidade e justeza da Moção apresentada. Esta atitude da bancada do PSD, cada vez mais entregue a um conjunto amorfo e perfeitamente injustificável de pessoal político fraco de ideias e ausente de espírito crítico, em nada valoriza a Assembleia em primeiro lugar e não cria condições para uma melhor gestão por parte da Câmara PSD, o que deveria constituir o seu objectivo primeiro. Ou será que estão interessados em que ela vá rapidamente para casa? Ou será que não conseguem já ultrapassar as divergências, entre apoiantes de Carrão, de Ivo e de Corvelo? Não acham que o Concelho, depois de mais de 12 anos de incapacidade total, merecia um pouco de respeito e de trabalho? Este é o segundo equívoco e o mais grave.

Quanto ao terceiro equívoco ele é de outra natureza, menor sob o ponto de vista das consequências directas que pode ter no futuro, mas mais estranho que é o facto de haver ainda quem ache que a água passa duas vezes debaixo da mesma ponte.

Resultado talvez da paragem no tempo que se observa cada vez com mais nitidez em Tomar, o ex-Presidente de Câmara eleito há quase vinte anos pelo PS, hoje vereador dos IpT, vive num mundo de fantasmas, tendo pedido a palavra em defesa da honra, quando nunca a sua idoneidade foi colocada em causa na dita Assembleia. Veio falar de processos na Judiciária, de perseguições, de autos, de arquivamentos, de sabe-se lá de que fantasmas foi buscar ao sótão ou à consciência quiçá, na tentativa de desvalorizar aquilo que é um facto pelo PS sempre denunciado: a vergonha que foi todo o processo, por si iniciado, relativo a uma operação urbanística junto à Estrada da Serra, denominada UOPG4, que devia levar a uma aprofundada investigação processual, que o PS já pediu, mas que ninguém, leia-se PSD e IpT, parece interessado em promover.

A acusação de cambalacho político entre a última Câmara de Pedro Marques, as duas de António Paiva e actual é um adjectivo demasiado suave para caracterizar essa e outras situações, onde infelizmente a Câmara se tem “enterrado” na última década e meia, de onde sobressai como caso maior o Parque de Estacionamento por detrás da Câmara e o Contrato de Concessão assinado com a ParqT.

Bonito de ver esta conivência sempre presente entre IpT e PSD, quando se trata de tentar passar uma esponja nas tropelias do passado. O problema dos políticos do passado é que confundem sempre a árvore com a floresta e o seu umbigo com o mundo!

Pois que se deixem de equívocos e façam mas é o que têm a fazer: trabalhem, que foi para isso que o povo os elegeu!

24.7.08

MOÇÃO DE CENSURA DO PS

PORQUE RAZÃO NÃO A VOTOU A CDU E O BE?

Artigo de opinião publicado no Jornal "O Templário", na sua edição de 24 de Julho de 2008

O PS apresentou na última Assembleia Municipal uma Moção de Censura à Câmara PSD, que viria a ser recusada com 20 votos contra do PSD e do Presidente de Carregueiros, e 13 a favor do PS e dos IpT. A CDU e o BE não participaram na votação tendo abandonado a sala.

Estranho? Nem tanto.
Quais os argumentos invocados? De ambos, CDU e BE, a alteração das grelhas de tempos que proposta pelo PS, viria a ser discutida dois pontos da ordem de trabalhos mais à frente.
Tal argumento não pode ser levado a sério, pois mesmo que tivessem alguma razão, o que também não é o caso, o que estava a ser votado era a censura à Câmara Municipal, à sua gestão ineficaz, às suas políticas erradas, ao devaneio autista que perpassou durante mais de dez anos por Tomar, à incapacidade para promover o desenvolvimento económico e a fixação de população, a revisão do PDM prometida há dez anos, o desrespeito pelas decisões da Assembleia Municipal mesmo votadas pela sua própria maioria, enfim um desfiar de razões que podem ser lidas na íntegra em http://www.tomar.psdigital.org.

O que objectivamente não quis a CDU, nem o BE fazer foi votar ao lado do PS contra a Câmara PSD. Por dois motivos diferentes na origem mas iguais no resultado, a CDU porque embora diga sempre que quer que o PS “governe para os trabalhadores, as mulheres, os reformados e pensionistas e construa políticas de esquerda”, no fundo não deseja que assim seja, preferindo reiteradamente que quanto pior melhor.

A actual CDU, capa para o mais dogmático Partido Comunista do mundo desenvolvido, apenas se quer alimentar da desgraça e miséria alheia, enquanto os seus dirigentes se banqueteiam no orçamento dos altos cargos do dirigismo e funcionalismo sindical, mais parecendo um bando de abutres que procuram a mais pútrida carcaça para se alimentar. Este PC que dá corpo a esta CDU, só é capaz de mostrar a sua força contra o PS, preferindo claramente que o poder esteja entregue aquilo que eles apelidam de direita, mas que mais não faz do que alimentar o seu dogmatismo balofo dos baús da história. Em Tomar não é diferente. Basta ouvir as intervenções que são proferidas na Assembleia pelo seu deputado eleito, para se perceber que por vontade da CDU, já teríamos acabado de vez com os ricos, quando o que falta é acabar com os pobres.

O BE, porque tendo adjudicado a sua representação a um cidadão que em caso de discordância com as posições do Bloco opta por faltar à Assembleia e não se fazer substituir, privando assim o BE de ter a sua representação que o povo votou para ter na Assembleia, mais não se pode esperar que este, naquilo que é essencial, seja conivente com a gestão PSD.

Ao não quererem votar a Moção de censura apresentada pelo PS, a CDU e o BE na Assembleia deram razão à cada vez mais notória conivência de públicas virtudes políticas com privados vícios políticos. Têm objectivamente medo que o PS possa chegar ao poder da Câmara Municipal, porque sabem bem que este irá mudar as coisas! Preferem de forma clara o PSD, que mantém tudo como está. Nem querem saber se será com o grupo do Carrão, do Ivo ou do Corvelo. Mas que preferem o PSD isso é notório.

Mas se é assim porque não fazem como o Presidente de Junta de Carregueiros eleito pela CDU e agora em transição acelerada para o PSD? Porque não vão já para o PSD e deixam de defraudar quem votou neles?

A clareza, a honestidade intelectual, a frontalidade é sempre melhor do que a conivência velada.

Todos ficámos a saber que para a CDU e para o BE, não havia quaisquer razões para censurar a Câmara PSD. Logo esta que é a pior desde o 25 de Abril. Lindo!

12.7.08

O PROFESSOR, O MESTRE e O CACHOPO

Confesso que andei na escola primária e aí tive aquele que considero o mais marcante professor de toda a minha vida até hoje. O seu nome é reconhecido por muitos da minha geração e de outras pois este professor exerceu a sua actividade durante muitos anos, tendo inclusivé sido Vereador na Câmara Municipal de Ourém. O Professor Diamantino, entretanto falecido há já uns anos, deixou em mim um indelével respeito pela profissão de Docente, que viria mais tarde a dar o devido valor pelo facto de ter durante sete anos partilhado a minha vida com as aventuras e desventuras dessa profissão com a mãe dos meus filhos.

Mas o meu professor primário, homem sério e recto, excelente pedagogo, despertou em mim o gosto por aprender as letras e muito especialmente os números. Julgo que foi com o professor primário que eu, como penso que todos, aprendemos as mais elementares operações matemática.

Aprendemos por exemplo a contar, a subtrair, a multiplicar e a dividir. Não sei se foi aí que aprendi a dividir 60 por 37, se calhar foi até mais tarde, mas os ensinamentos que o meu professor primário me deu foram essenciais para saber fazer essa e outras contas.

Hoje há um professor primário, de nome trincão, que não sabe contar. Por vezes dou comigo a pensar que nem sequer saberá ler, mas isso são contas de outro rosário, que para aqui não são chamadas. Infelizmente não só não sabe contar, como ainda parece estar naquele estádio de desenvolvimento do conhecimento em que pensa que o mundo gira em torno dele.

Juro que me lembro do meu filho que tem hoje 7 anos, de já ter passado essa fase, mas pode só ser impressão minha, que como todos sabem não sou pedagogo e portanto incapaz de chamar a outro cachopo ou um outro qualquer epitáfio quando perdido de razão, de nada mais me lembraria do que proferir impropérios só pelo prazer de "apalhaçar" a vida.

Mas afinal porque é que é importante que o professor primário, saiba dividir 60 por 37?
É que dava jeito que por exemplo se soubesse que cada hora tem 60 minutos e não mais.
É que era ter um pouco de cultura se se soubesse interpretar que "proporcional", quer dizer proporcional e não uma qualquer outra coisa que nos sirva em cada ocasião.
É que era humilde perceber que quando se é um(1) em 37, é-se apenas um em trinta e sete e não mais. Especialmente quando se trata de ser eleito e se exerce mandato em nome do povo, convem aprender a respeitar não só a vontade dos que votaram em nós, mas também dos que votaram nos outros.

Penso que para se poder exercer em Portugal a profissão de professor primário, hoje diz-se do primeiro ciclo do ensino básico, é mesmo preciso saber um pouco mais do que ler e escrever, sendo também preciso saber contar.
Juro que o meu Professor primário sabia. ~
Juro que todos os professores com os quais tenho trabalhado ao longo da vida, e têm sido centenas, também sabem. Então porque raio é que o Bloco de Esquerda escolheu logo para seu Deputado Municipal o único que não sabe contar? É preciso azar!

Então a dita personagem, egocêntrica e afectada, desata num conjunto de impropérios para quem propõe e suporta que se a distribuição dos tempos para se falar numa assembleia devem ser proporcionais, se uma hora tem apenas 60 minutos e se ele é um único eleito, muito naturalmente só poderia ter um tempo na casa de 37/60, o que na minha terra dá cerca de 1 minuto e 37 segundos.

Ora o afectado deputado acha que o facto de numa hora, que tem 60 minutos, poder falar 4 minutos, quando por direito só teria 1 minuto e 37 segundos é uma injustiça? Pois tem absoluta razão! Como diz o povo "quem cabras não tem e cabritos vende, de algum lado lhe vêem"...

De facto, é através do principio de solidariedade entre os diferentes grupos municipais que os que têm mais eleitos, o PSD com 19 e o PS com 10, perdem um pouco do seu tempo para que os que têm menos possam falar um pouco mais. Assim era e assim se mantem.

O PS teria direito, na tal hora que apenas tem 60 minutos, a cerca de 16 minutos e 10 segundos, mas na verdade apenas tem direito a 15. O minuto e dez segundos que o PS perde vai juntar-se a outros minutos que o PSD perde para que o BE, com 1 eleito, a CDU com 2 e os Independentes com 4, possam ter um pouco mais do que teriam direito pela proporcionalidade. O BE fica com 4 (tinha direito a 1min e 37seg), a CDU fica com 6 (tinha direito a 3min e 14seg) e os independentes ficam com 8 (tinham direito a 6min e 28seg). Isto é mais do que justo ou não?

Vir hoje o deputado do Bloco dizer que sempre defendeu uma proporcionalidade com cinco minutos para cada Deputado é não saber fazer contas, pois com 37 eleitos, cada hora passava a ter 185 minutos. Por muito mau que seja este Professor, decerto que ainda saberá fazer contas mínimas ou socorrer-se de um dos seus excelentes colegas para o ensinarem!

Felizmente que o meu filho não o teve como docente!
Felizmente para mim que tive um Mestre como professor primário.
Felizmente para os cachopos da escola de hoje que têm excelentes prossionais, empenhados e astutos o suficiente para ensinarem bem os filhos dos outros e transmitirem valores de respeito, ética e verdade, que felizmanete só a alguns vão faltando!

16.6.08

CURSO DE MESTRADO EM CAMPOS DE GOLF - Uma opção para não licenciados...

Isto pode parecer uma brincadeira, mas não é. Pode ser consultado no diário da República no seguinte link: http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf

Apenas transcrevo as partes mais interessantes

UNIVERSIDADE DO ALGARVE
Serviços Académicos
Deliberação n.º 705/2008



Criação
1 — A Universidade do Algarve, através da Faculdade de Engenharia
de Recursos Naturais, da Faculdade de Economia e da Escola Superior
de Gestão, Hotelaria e Turismo confere o grau de mestre em Gestão e
Manutenção de Campos de Golfe
e ministra o ciclo de estudos a ele
conducente.
2 — O grau de mestre em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe,
é conferido nas seguintes áreas de especialização:
Gestão;
Manutenção.



Habilitações de acesso
1 — Poderão candidatar -se ao curso de Mestrado em Gestão e Manutenção
de Campos de Golfe:
(...)
d) Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional,
que seja reconhecido como atestando capacidade para realização
deste ciclo de estudos
pelos Conselhos Científicos da Faculdade
de Engenharia de Recursos Naturais, da Faculdade de Economia e
da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade
do Algarve.

2 — O reconhecimento a que se referem as alíneas b) a d) do n.º 1 tem
como efeito apenas o acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de
mestre e não confere ao seu titular a equivalência ao grau de licenciado
ou reconhecimento desse grau.

CONCLUSÃO:
Pode ser-se Mestre sem se ser Licenciado... LINDO!

11.6.08

COMBUSTÍVEL - A LEI

Os perceitos da Lei devem ter prevalência sobre justas reivindicações da INPACAPACIDADE GLOBAL para lidar com o "Capitalismo Liberal e Selvagem" em que claramente vivemos.

Vejamos por isso, e com a devida vénia ao meu camarada Presidente da Assembleia Municipal de Almeirim, Dr.Armindo Bento, aqui vai um resumo e leitura interessante:

Artigo 57.º (CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA PORTUGUESA)
Direito à greve e proibição do lock-out

1. É garantido o direito à greve.
2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defenderatravés da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, deserviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos einstalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrerà satisfação de necessidades sociais impreteríveis.
4. É proibido o lock-out.

O direito à greve é um direito de ordem superior, um direito de ordem constitucional, que se sobrepôe a outros de ordem inferior, se necessário!

Hoje assistimos em directo na televisão a vários crimes previstos e punidos no Código Penal, nomeadamente coacção, dano, lançamento de projécteis contra veículos, etc., perante alguma complacência das forças de segurança.

Os camionistas gozam de imunidade?
Se fosse um piquete de uma greve de trabalhadores a impedir pela forçaum camião de entrar numa empresa, a polícia de intervenção seriachamada a resolver a questão, como sucedeu há uns meses numa greve detrabalhadores do lixo.

Hoje nada disso sucedeu nas várias situações de coacção ocorridas.
Os camionistas gozam de alguma imunidade?

Se os trabalhadores em greve desrespeitarem os serviços mínimosessenciais, são objecto de requisição administrativa. Hoje foi impedida a circulação e o transporte de bens essenciais.
Os camionistas gozam de alguma imunidade?

E a autoridade do Estado entrou em licença sabática?
Ou me engano muito, ou o Governo está a arranjar lenha para se queimar.

Lock-out
Artigo 605º do Código do Trabalho

1 — É proibido o lock-out.
2 — Considera-se lock-out qualquer decisão unilateral do empregador que se traduza na paralisação total ou parcial da empresa ou na interdição do acesso aos locais de trabalho a alguns ou à totalidadedos trabalhadores e, ainda, na recusa em fornecer trabalho, condições e instrumentos de trabalho que determine ou possa determinar a paralisação de todos ou alguns sectores da empresa ou desde que, em qualquer caso, vise atingir finalidades alheias à normal actividade da empresa.

Sanção
Artº 689º (Greve e lock-out)
"Constitui contra-ordenação muito grave todo o acto do empregador que implique coacção sobre o trabalhador no sentido de não aderir à greve ou que o prejudique ou discrimine por motivo de aderir ou não à greve, bem como a violação do disposto nos artigos 596º e 605º."

Artigo 613º
Violação do direito à greve
1 — A violação do disposto nos artigos 596º e 603º é punida com penade multa até 120 dias.
2 — A violação do disposto no artigo 605º é punida com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.

13.5.08

Centros escolares: «A Educação é uma prioridade do QREN»


A construção de novos centros escolares é «uma das prioridades do Quadro de Referência Estratégico Nacional», afirmou o Primeiro-Ministro na assinatura de 126 contratos para construção ou reabilitação destes equipamentos com 56 câmaras do Norte, a 7 de Maio, no Porto.

José Sócrates sublinhou a importância de executar o QREN «com celeridade e, naturalmente, com exigência», apontando que as «aprovações rápidas destes projectos devem servir de referência e de exemplo para todos os programas operacionais e para todas as áreas de financiamento que o QREN cobre».

Dos 126 contratos, 67 são para ampliação e 59 para construções de raiz, estimando-se que sirvam 33 600 alunos (9160 do pré-escolar e 24 440 do primeiro ciclo do ensino básico). Serão disponibilizadas 1400 salas de aula, num investimento total de 142 milhões de euros, sendo os fundos comunitários de 100 milhões.

O PM criticou o atraso no encerramento das escolas com menos de 10 alunos: «Por falta de coragem politica convivemos durante anos a fio com situações que davam como consequência a exclusão e o abandono escolar», como «estava demonstrado por relatórios atrás de relatórios que convidavam os poderes políticos e as câmaras a não manterem abertas escolas com menos de 10 alunos», pois «prejudicam essas crianças e prejudicam o sistema de ensino».

A «mudança muito significativa, muito profunda e ambiciosa» levada a cabo pelo actual Governo no 1º ciclo do ensino básico, «representará o que será o País do futuro», disse ainda. Sócrates salientou que, há três anos, apenas 20% das escolas primárias davam refeições aos alunos, taxa que se situa hoje em mais de 80%; que em 2005 «só 40% das escolas funcionava até às 17h30», o que era «um sinal de desistência da escola pública».

«Não podemos desistir de ter a ambição de ter uma escola que tenha tudo isto, em benefício das famílias e dos alunos», acrescentou ainda.

8.5.08

SORRISO DE CANDIDATO

O Jornal de referência na região [O Mirante], já pela segunda vez publica, uma vez em notícia firme e agora na sua secção "brincalhona" [Cavaleiro Andante, 1/5/2008], a possibilidade do Governador Civil de Santarém poder ser candidato ao Município de Tomar.

Em termos puramente académicos até poderia, porque como ele próprio tem recorrentemente dito, quem está na vida política deverá estar à disposição dos Partidos, neste caso do PS, para se candidatar e exercer os mandatos políticos onde quer que tal seja necessário. É este não só o seu pensamento político, que partilho, como a obrigação de quem se afirma de uma esquerda de serviço público, como vem sendo o caso.

Tal academismo da solução não passa disso mesmo, pelo simples facto de existirem em Tomar inúmeras figuras públicas com igual capacidade, amor à causa pública semelhante e perspectiva solidária de intervenção política suficiente, para darem a cara por Tomar e pelo Partido Socialista nas eleições autárquicas de 2009.

Mal seria que a maior organização política de Tomar e a segunda maior Secção do PS do Distrito de Santarém, não tivesse a ousadia de saber e poder escolher, em total e absoluta liberdade de consciência, os seus autarcas para o mandato de 2009-13. O simples facto de se falar da hipotética candidatura do Governador Civil a Tomar, só releva para a importância que tal facto poderia constituir para a sua pessoa e que muito o honraria, estou certo disso.

A "aura" Templária que nos perpassa, na plena e firme afirmação dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, impele-nos a desejar aos nossos amigos e vizinhos de Ourém, o mais fraterno e forte abraço de boa sorte na sua demanda pelo Santo Graal. Toda a Região agradece.

1.5.08

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO TRABALHO

Todos sabemos que as alterações na legislação laboral são parte da solução dos problemas que enfrentamos, mas apenas uma ínfima parte.

Portugal padece de graves e estruturantes problemas endémicos, que apenas a alteração do Código do trabalho, dando mais relevência à responsabilidade de trabalhadores e empregadores, pode não resolver. O problema de base é mesmo cultural e só se resolve com ATITUDE!

A discussão sobre a revisão do código do trabalho teve, desde já, uma grande diferença por relação à que ocorreu aquando do governo PSD/PP: uma conflitualidade política muito inferior.

São boas notícias e não é difícil perceber as razões para que assim seja.
Há cinco anos, as alterações do direito do trabalho foram apresentadas como a solução para todos os problemas de competitividade da economia portuguesa. Enquanto o Governo se envolvia numa cruzada que visava enfraquecer o papel dos sindicatos na contratação colectiva, estes viam nas alterações à legislação laboral o mais sério ataque aos direitos dos trabalhadores. Ambas as partes, politizaram a discussão, entrincheirando-se em posições que impossibilitaram a negociação.
A proposta agora apresentada pelo Governo tem, deste ponto de vista, um conjunto de vantagens. Antes de mais, o executivo não aproveitou a revisão da legislação laboral para encetar uma cruzada ideológica, de forte carga simbólica. Pelo contrário, a proposta é uma base para discussão, que procura criar condições efectivas para um consenso.
Depois em momento algum o Governo indiciou que esta era a mãe de todas as reformas. As alterações na legislação laboral são parte da solução dos problemas que enfrentamos, mas apenas uma ínfima parte.
O tema "precariedade" é um bom exemplo da terceira via em que assenta a proposta do Governo.
Uma das singularidades do mercado de trabalho português é a existência de elevados níveis de vínculos precários. Entre nós, cerca de 20% do emprego é precário, um valor 6 pontos percentuais superior à média europeia.
De acordo com o inquérito ao emprego do INE, em 2007, havia cerca de 3 milhões de contratos sem termo para cerca de 700 mil com termo.
A estes há que somar outra das especificidades nacionais, o número muito significativo de independentes, cerca de 1,2 milhões (uma grande parte são agricultores idosos). Entre estes independentes esconde-se o que não é uma situação de precariedade, mas, sim, de ilegalidade – os falsos recibos verdes.
O emprego precário tem sido o escape das empresas (e convém não esquecer, do Estado) para criar emprego num contexto de fragilidade do tecido económico português. Perante um cenário de rigidez formal da lei, as empresas operam nas margens da ilegalidade, aproveitando a baixa eficácia da regulação laboral.
Perante este cenário, o discurso político tende a alternar entre dois extremos: de um lado, aqueles que afirmam que a solução para a precariedade é a flexibilização do mercado de trabalho, designadamente desprotegendo aqueles que têm vínculos certos e sem termo. Do outro, os que afirmam que é preciso combater a precariedade, rigidificando a lei e fiscalizando as ilegalidades (ou seja, nomeadamente proibindo os abusos nos recibos verdes). Nenhuma destas soluções é viável. A primeira porque esquece, por um lado, que o direito do trabalho assenta numa assimetria de posição entre empregadores e empregado, em que a lei é o garante de alguma equidade, e por outro, que a liberalização do mercado de trabalho em Portugal fragilizaria ainda mais o tecido social português. A segunda porque esquece que um incremento da rigidez seria necessariamente acompanhado de maior flexibilidade de facto e, tendo em conta a extrema debilidade do nosso tecido económico, transformaria o grosso dos precários em desempregados.
A solução que o Governo apresentou é uma terceira via criativa para um dilema fundamental da regulação do mercado de trabalho português.
Com o fim da taxa social única, as empresas passam a descontar menos para os contratos sem termo e mais para os contratos a termo. Simultaneamente, dão-se passos fundamentais para que os independentes passem a ter algum tipo de protecção social comparticipada pelo empregador (através do pagamento de 5 pontos percentuais da taxa contributiva).
Desse ponto de vista, trata-se da versão portuguesa do princípio da flexigurança.
Troca-se maior flexibilidade (em última análise, através do reconhecimento de soluções de grande precariedade) por alguma segurança em sede de protecção social.
Há, contudo, pontos críticos que estão ainda por esclarecer. Desde logo o fim da taxa social única. A proposta do Governo é omissa quanto ao impacto para a receita da segurança social destas alterações. Depois, apesar das medidas que visam o reforço da presunção da existência de um contrato para os independentes, sobre estes continua a pairar a cobertura pelo direito civil.
Este começo de processo revela a essência da Governação PS: Uma atitude consistente e determinada na resolução dos problemas existentes, assumindo a via negocial, mas sem transigir nos objectivos.
Post Scriptum - O papel da CGTP
Ainda as negociações não tiveram início e já a CGTP organiza grandiosas manifestações contra as alterações da legislação laboral, ao mesmo tempo vai negociar, aproveitar os tempos de antena e no fim anunciar que não assina qualquer acordo. Daqui a uns tempos volta à luta nas ruas contra qualquer alteração da legislação que não aprovou.

O actual código laboral pelo qual a CGTP luta já suscitou dezenas de greves e de manifestações ao longo da sua história, resulta de vários acordos que a CGTP nunca assinou e de longos processos negociais onde a CGTP só esteve presente para dizer que não assinaria e aproveitar a exposição mediática.
Basta ler a entrevista de Jerónimo de Sousa ao Diário de Notícias para se saber que por melhor que seja o acordo ou por maiores que sejam as cedências do patronato, Carvalho da Silva está proibido pelo seu partido de concordar com o que quer que seja, ele não foi designado pelo PCP para estar à frente da CGTP para dizer o que pensa ou para defender os interesses dos trabalhadores, mas sim para actuar de acordo com a agenda político-eleitoral do PCP e neste momento o que interessa a este partido é agitação na rua, porque quanto pior melhor.
Está talvez na hora de as outras partes - Sindicatos e Patrões - convidarem a CGTP a não participar nas negociações já que lá está de má fé.

29.4.08

video

15.4.08

AKORDO ORTOGRAFICO

Confesso que sou um apoiante do acordo ortografico, mas não posso deixar de me rir com esta abordagem, exagerada de todo, que não quis deixar de partilhar convosco.


REFORMA Ortográfica com " HUMOR "

Eis aqui um programa de cinco Anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave.
Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente.
No segundo ano
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados.
O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil..

No terceiro Ano
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando
kom teror de soletrar..

No quarto ano
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu.

No quinto ano
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu e vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us advogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti.

Olia ço ki maravilia!

26.3.08

Motor revolucionário


Mão amiga, fez-me chegar este Video, que mesmo que não seja verdade, nos aponta um caminho interessante e nos relembra a dependência do Petrólio.

24.3.08

Quando se é jovem todo o mundo está ali à mão.

A pedido da Redacção do Jornal "O Cidade de Tomar", a propósito do seu aniversário em 2008.

Na Tomar de há vinte anos ser jovem era uma seca, não havendo em Tomar mais do que um local da noite, que não fosse uma cervejaria. Havia é certo todo o tipo de oferta de ensino, um conservatório, um instituto de línguas, dois cinemas a funcionar e o único centro comercial de toda a região. Mas fora daqui havia um mundo inteiro de outras oportunidades, razão pela qual muitos da minha geração daqui saímos e poucos voltaram passados vinte anos.

Muito provavelmente, os jovens de hoje dirão exactamente o mesmo, sinal óbvio de que algo falhou.

Haviam na altura em Tomar locais que são hoje apenas uma recordação como o Salão de Jogos Obélix, a Cervejaria Noite e Sol e Bar Frederico, onde hoje é o Casablanca na Rua de S.João. Sendo um sítio ímpar, o Bar Frederico era um local onde dava gosto estar, com um estilo intimista, apropriado para uma conversa de fim de noite, augurando por algo de mais firme e desenvolto nas horas que se seguiriam… Horas essas por vezes passadas até de madrugada na celebérrima Discoteca local, o Pim-pim, hoje transformada num local de culto…

Tomar evoluiu muitos nestes vinte anos, não só pelos locais de noite e da noite onde se pode estar, sem preconceitos, professando este e aquele culto ou mesmo nenhum, para aqueles que se dizem livres.

Tomar estava na altura nos Jogos sem Fronteiras, hoje faz parte de uma Comunidade Urbana apontando o seu caminho na Europa, como meta a atingir. Tomar na altura era gerida por uma Câmara PPD, onde a esposa do actual Presidente era Vereadora de um Partido que já não existe: o PRD. As opções de trabalho para a minha geração que havia saído há pouco do Liceu eram poucas: vida militar, um qualquer trabalho pouco especializado nas Indústrias e Serviços da região ou a aventura numa das áreas metropolitanas de Portugal ou da Europa (França e Suiça especialmente).

Estávamos no início da nossa via Europeia a 12, depois do rotundo falhanço do caminho Africano. Hoje olhamos para Africa e Brasil como forma de sublimarmos os labirintos de uma Europa a 27. Tomar tinha na altura um Presidente que havia retornado de Moçambique, hoje quase já não nos lembramos de um outro que por lá e por aí cirandou a caminho do Portugal dos pequeninos…

Tomar era terra farta de sobra para os enteados e parca de oportunidades para os filhos, como aliás todas as terras desta província imensa que de Lisboa se entreolhava e espreitava para o seu território.

O Instituto Politécnico dava os seus primeiros passos pelas mãos de Baeta Neves e Júlio das Neves, com o alcance e visão que hoje estão há prova, sendo esta a Indústria que mantém Tomar viva. Becerra Vitorino era um jovem arquitecto e promissor Vereador, como passados vinte anos se vê e se verá.

Muito se mantém hoje dessa Cidade dos anos 80, além das dificuldades para os Jovens, da Câmara PPD, da dificuldade de investir e singrar, dos partidos e dos grupos políticos que o não são… São disso exemplo a Estátua do Mestre Gualdim-pais, no mesmo local onde nunca deveria ter sido colocada, o Pavilhão da Gualdim-Pais que por essa altura começava e que hoje é uma referência regional e o nosso Jornal Cidade de Tomar.

Este nosso Jornal é hoje deveras mais arejado e onde muitas vezes os comunicados do PS são publicados, coisa que nos anos 80 era por vezes difícil… À evolução os meus parabéns. Esperemos que os próximos 20 anos nos tragam um ainda melhor caminho.

19.3.08

A PÁSCOA

A Páscoa é sempre no primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera (20 de Março).
Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida!
E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!).
A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos).
A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913.
Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos).
A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818.
Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

4.3.08

OUTRA VISÃO SOBRE A MINISTRA DA EDUCAÇÃO

www.nossomoscapazes.blogspot.com
Armindo Bento, Presidente da Assembleia Municipal de Almeirim

A Escola tem que mudar, pois à sua volta tudo mudou, só que ainda não deram conta!

Quem tem assistido nestes últimos tempos aos debates em torno do ensino , somos levados a pensar que em Portugal, ao contrário dos outros paises europeus, as escolas são CENTROS DE DIA onde os professores ensinam a outros professores como nas universidades abertas. Até parece, que as nossas escolas foram feitas e existem apenas e só a pensar nos professores, onde os alunos são mera matéria-prima das escolas e os pais , esse nem sequer existem !
Ainda que modestamente temos tentado,reafirmar, sempre que possivel ser contra aqueles que por facilitismo,medo da perda de votos e aversão à mudança, alinham na "orquestração quase mafiosa",para a substituição da Ministra da Educação. É reconhecido e demonstrado a sua muita corajem na aplicação de medidas tão necessárias para ajudar este País a sair do atoleiro de interesses que germinam em cada canto.
A SENHORA Ministra, sim porque é uma SENHORA com maiúsculas,é talvez o melhor GOVERNANTE que desde o 25 de Abril passou pelo Ministério da Educação e sem dúvida competente,enfrenta os lobis e os interesses particulares há muito instalados nos sindicatos que a todos nos envergonham pelo degradante espectáculo que estão sempre a promover.
Eu e muitos portugueses sentiram uma enorma vergonha " daquele miudo que se disse professor de matemática e que insultou a senhora Ministra( bem sei que nos jornais de domingo já vinha apresentar desculpas pelo que disse, "dado as suas afirmações não corresponderem à verdade e que se ficou a dever a sentir-se muito nervoso " Quem tem filhos, e os jovens professores mais velhos do que aquele "sábio" a esta hora e não só os seus pais, estarão tão envergonhados como eles devem estar.
Só espero que o Senhor Presidente da República que não vai a votos, defenda esta Ministra e dê o exemplo da Irlanda onde os professores são a base do sucesso da economia pelos alunos que preparam e formam no interesse do seu País. Será que algum Sindicato de Professores em Portugal pode dizer o mesmo? Vejam as recentes estatisticas e o ranking do ensino europeu. Não devemos todos meditar o que andam os nossos professores a fazer ? É uma pena que este País com quase nove séculos continue na idade da pedra!
Alguns espertos, e estou a incluir a maioria dos professores, para não falar de outras classes corporativas, continuam a pensar que são o centro do mundo e os restantes cidadãos são parvos. Todos ou quase todos os Portugueses tem ideia, por experiência vivida, do que é ter um filho que passa o tempo quase todo sem aulas porque o (a) professor(a) faltou. Um país que gasta imensos recursos no ensino (salários, dos mais elevados, dos professores) e não consegue ter resultados que se vejam, ou será que os portugueses ficaram, de repente, estúpidos?
Tenho procurado por argumentos e motivos que fossem justos ou razoáveis, para tanta contestação e tanto insulto, mas sempre em vão. É precisamente este «sindicalismo em estado puro» que ameaça hoje, destruir o futuro do ensino público em Portugal. Tenho amigos professores, que me dizem sentirem-se hoje pela primeira vez, em democracia, com receio de partilhar a sua opinião em relação à actuação demagógica e até reaccionária de sindicalistas, que de professores são muito pouco,( não sei até se alguma vez exerceram a sua profissão ...) pois são profissionais da politica, que apenas e só pretendem que nada mude, para que tudo fique na mesma, isto é defendem só os seus interesses particulares e os interesses partidários daqueles que sempre viveram da politica.
Na minha opinião não seria necessário que os professores se deixem assombrar pelo fantasma da avaliação pois apenas se terá que explicar por que tem a Escola que mudar, quando à sua volta tudo mudou, e os professores de facto ainda não deram por isso !
Como é possível estar contra as aulas de substituição ou mascarar essa oposição inicial com a posterior reivindicação de as tolerar desde que pagas em horas extraordinárias, quando se sabe da necessidade dos alunos?
Como é possível ser contra a avaliação, ou apenas contra a sua complexidade, ignorando o rigor e a qualidade que devem ser colocados em cada metodo de avaliação?
Como é possível ser contra a hierarquia docente, assente em critérios objectivos, com o argumento de que a selecção não foi perfeita, terá deixado alguns de fora,( sindicalista ....) ou deva ainda ser corrigida? Porventura ficou fechada a porta do aperfeiçoamento das soluções?
Como é possível ser contra a direcção unipessoal das escolas, com base em planos, programas e órgãos consultivos de representação comunitária, com o velho e gasto argumento da alegada "gestão democrática das escolas"? Em que século vivem os opositores das reformas na Educação?
Terão eles pensado no dia seguinte e como vai ser o futuro deste nosso País?

2.3.08

AFINAL O QUE SE PASSA PELA CASA DA ROSA?

Texto de Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS, ex-Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário



1.
Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.

Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer
neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2.
Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os "titulares" e "não titulares", uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar "o melhor" professor ou professora? Não é verdade que "ninguém é professor sozinho" e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?

Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres?
Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que "quem paga é sempre o mais pequeno"? Continuar a ser preciso "apanhar" uma consulta e, não, "marcar" uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que "nós não entramos
nesses jogos", sendo os tais "jogos" as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos. Um "jogo"? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia
parte dos regimes democráticos.

3.
Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se
estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?

Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4.
Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: "Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!". "No primeiro debate perdi", dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD "mas no segundo ganhei" (mais ou menos assim). "Devolvam os bilhetes...", acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os
deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.

Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se
investe "nas pessoas" ou o PS já não considera que "as pessoas estão primeiro"?

5.
Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem
fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: "Aqui há palhaços". E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento.

Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o "homem do alicate" cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!

O país cansa!

Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais
exigentes.

Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o "olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro" não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

6.2.08

O ADVOGADO, MAÇON E POETA QUE REVOLUCIONOU A SAÚDE


(Tomar, na rota e na vida de António Arnaut, na fundação do Partido Socialista)


Por FERNANDO MADAÍL , DN 2/2/2008



É hoje o militante nº 4 do PS, que ajudou a fundar após espatifar um 'Opel' - O Opel Ascona - que, no Portugal de então, para evitar confusões, se chamava Opel 1604 -, novinho de oito dias, estava destruído, mas António Arnaut evitava que a polícia tomasse conta da ocorrência.


Aceitou as desculpas da senhora que, numa curva junto ao cruzamento da barragem de Castelo do Bode, tinha atravessado a faixa de rodagem e atirado o seu carro para a ravina. Surgiu ali, por acaso, um conhecido, a quem o advogado de Coimbra confiou o automóvel. Levou o amigo Fernando Valle, então com 73 anos, a fazer um curativo ao hospital de Tomar e seguiram, na companhia de Fernando Borges, até Lisboa num táxi.


Naquela tarde de Abril de 1973, o futuro ministro dos Assuntos Sociais e os seus camaradas preparavam- -se para apanhar avião para Zurique, uma das escalas dos socialistas portugueses que se iam reunir em Bad Munstereifel, onde a ASP (Acção Socialista Portuguesa) se transformaria no PS.


Natural da localidade de Cumieira, concelho de Penela, onde nasceu a 28 de Janeiro de 1936, licenciou-se em Direito, em Coimbra, em 1959. Integrou a comissão distrital da candidatura de Delgado e, por subscrever um abaixo-assinado de católicos progressistas, foi arguido num processo instruído pela PIDE, de que seria amnistiado.


Em 1965, ao proferir uma palestra no Teatro Avenida, onde estava Torga, o escritor sugeriu a Fernando Valle que convidasse aquele jovem para a ASP, a que Arnaut aderiu em 1966. A partir daí, A. Duarte Arnaut (então, o seu nome profissional) passa a surgir associado àquela corrente oposicionista. Integrou a lista da CDE em 1969 e, em 1973, apresentou uma comunicação no Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.


Em Bad Munstereifel, por indicação de Soares, Arnaut preside às sessões e, apesar do seu voto ter sido contra a decisão, a ASP transformava-se em partido político, garantindo assim o assento na Internacional Socialista sem ser com o mero estatuto de observador. Arnaut dactilografaria também a acta desse histórico dia 19 de Abril, terminando o texto com a frase: "Eram 18 horas."


O programa, que os exilados Soares e Tito de Morais levariam a Vigo, entrou em Portugal na roupa das mulheres dos três socialistas que foram à Galiza: além de Arnaut, António Macedo e Marcelo Curto.Presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Penela após o 25 de Abril, no 1.º de Maio de 1974 discursa no estádio universitário de Coimbra perante uma multidão que Torga definiu como "colossal cortejo".


A 1 de Junho, está no primeiro comício do PS em Coimbra; depois no que teve a presença de Mitterrand; certa ocasião, recordará Fernando Valle, "esteve a falar duas ou três horas num comício na Praça 8 de Maio", enquanto esperavam por Soares, "que se atrasava sempre".Deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República (chegaria a ser vice-presidente do parlamento), inicialmente apontado para a pasta da Justiça, foi convidado para ministro dos Assuntos Sociais (reunia as pastas da Saúde e da Segurança Social) do II Governo Constitucional, resultante da efémera coligação entre o PS de Mário Soares e o CDS de Freitas do Amaral.


Durante algum tempo, quando os jornalistas, que sabiam que ele teria estado a preparar a sua ida para o outro ministério, lhe lembravam esse facto, alegava que era "ministro da justiça social". Apesar de ser o gabinete com formação mais à direita que se formara desde o 25 de Abril, tinha no programa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), sempre aplaudido pela esquerda. Assume a responsabilidade política da Lei 56/79, aprovada pelo parlamento quando o PS já tinha saído do poder, mas lembra que a parte técnica foi desenvolvida por Mário Mendes, Miller Guerra, Gonçalves Ferreira e por um então jovem professor da Escola Nacional de Saúde Pública, Correia de Campos.


Caiu o Governo e, depois, Soares recusou apoiar a recandidatura presidencial de Eanes. Um dos críticos desta decisão foi Arnaut. No IV Congresso, em 1981, defrontavam-se soaristas e Ex-Secretariado - cujos "sete magníficos" eram Zenha, Arnaut, Sampaio, Constâncio, Guterres, Miller Guerra e Ramos da Costa. Após a derrota desta linha e do seu afastamento da lista de deputados, crítico do Bloco Central e apoiante da candidatura presidencial de Zenha contra Soares, afastou-se da actividade partidária, embora nunca se desfiliando - é hoje o militante nº 4, após Soares, Maria Barroso e António Campos.


Agora, é o primeiro subscritor da petição à Assembleia da República em defesa do SNS, que deve ser encarado como "imperativo nacional", pois já na época em que surgiu "foi uma reforma mais ética que ideológica". Classificaria a actuação do ministro, em declarações ao Expresso, como "ultraliberalismo sem regras e à solta".


Após a sua queda, reconhece ao DN que Correia de Campos "tinha razão em muitos aspectos da reforma, mas faltou-lhe sensibilidade social e espírito de diálogo". E à agência Lusa, lamentando que "poucas vozes se levantem em defesa da maior conquista social do século XX português", acrescentaria que, "se [o Partido Socialista] não quer mudar de nome, tem de defender certos valores que fazem parte da sua matriz". Afinal, fala com a autoridade de quem espatifou um Opel para fundar o PS.

31.1.08

Hoje é o primeiro dia, do resto da minha vida...

Como dizia o poeta...


SOPROS DO VENTO

Quantas estradas um homem precisa percorrer
Antes que homem se possa chamar?
Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar
Antes que possa na praia repousar?
E por quantas vezes balas voarão
Balas de canhão repetidas
Até que sejam para sempre banidas?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta vem soprada no vento.

Quantas vezes deve um homem olhar para cima
Até que possa o céu vislumbrar?
Quantos ouvidos deve um homem possuir
Até que o lamento de outro homem possa ouvir ?
E quantas mortes mais serão necessárias
Até que se perceba que hà pessoas a morrerem demais?

A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta vem soprada no vento.

Quantos anos deve uma montanha existir
Até que se desmanche no mar?
Quantos anos ainda deverão existir
Até que as pessoas possam viver livres?
E quantas vezes pode um homem virar a cabeça
E fingir que não vê?

A resposta, meu amigo, está soprando no vento
A resposta meu amigo vem soprando no vento…

Bob Dylan ( 1962)

30.1.08

Livros para Ler ou Imprimir

É só clicar no título para ler ou imprimir.

A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A "Não-me-toques"! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco
Antes que Cases -Machado de Assis
A melhor das noivas -Machado de Assis
Livro de Mágoas -Florbela Espanca
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
Helena -Machado de Assis
Contos -José Maria Eça de Queirós
A Sereníssima República -Machado de Assis
Iliada -Homero
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
Anedota Pecuniária -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
Don Quijote -Miguel de Cervantes
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
A Semana -Machado de Assis
A viúva Sobral -Machado de Assis
A Princesa de Babilônia -Voltaire
O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
Papéis Avulsos -Machado de Assis
Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
Almas Agradecidas -Machado de Assis
Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
Contos Fluminenses -Machado de Assis
Odisséia -Homero
Quincas Borba -Machado de Assis
A Mulher de Preto -Machado de Assis
Balas de Estalo -Machado de Assis
A Senhora do Galvão -Machado de Assis
O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
Cinco Minutos -José de Alencar
Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
Lucíola -José de Alencar
A Parasita Azul -Machado de Assis
A Viuvinha -José de Alencar
Utopia -Thomas Morus
Missa do Galo -Machado de Assis
Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
Hamlet -William Shakespeare
A Ama-Seca -Artur Azevedo
O Espelho -Machado de Assis
Helena -Machado de Assis
As Academias de Sião -Machado de Assis
A Carne -Júlio Ribeiro
A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
Antes da Missa -Machado de Assis
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Carta -Pero Vaz de Caminha
LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
A mulher Pálida -Machado de Assis
Americanas -Machado de Assis
Cândido -Voltaire
Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
El Arte de la Guerra -Sun Tzu
Conto de Escola -Machado de Assis
Redondilhas -Luís Vaz de Camões
Iluminuras -Arthur Rimbaud
Schopenhauer -Thomas Mann
Carolina -Casimiro de Abreu
A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
Memorial de Aires -Machado de Assis
Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
A última receita -Machado de Assis
7 Canções -Salomão Rovedo
Antologia -Antero de Quental
O Alienista -Machado de Assis
Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Alma Inquieta -Olavo Bilac

A Divina Comédia -Dante Alighieri

28.1.08

Urgências

http://videos.sapo.pt/Jqim3j5WTIg9lCb2lpf4

HÁ CORRUPÇÃO NO ESTADO? Uma opinião...



O bastonário da Ordem dos Advogados diz que “há crimes sem castigo na hierarquia do Estado” e defende uma “investigação político--parlamentar às fortunas de alguns políticos”. O procurador-geral da República já determinou a abertura de um inquérito às declarações do advogado, coordenado por Cândida Almeida, e o CDS-PP vai chamá-lo ao Parlamento.



"Marinho Pinto lançou a acusação em entrevista à Antena 1 mas recusou-se a avançar com nomes, situação que causou várias reacções de indignação contra a “generalização da suspeição”.
Questionado pelo CM, o advogado de Coimbra explicou que estão em causa “situações que toda a gente vê”, dando como exemplo os casos de “membros do Governo que fazem negócios com empresas privadas e depois quando saem vão para administradores dessas empresas”. “Esbanja-se milhões de euros em pagamentos de serviços cuja utilidade é duvidosa e depois não há dinheiro para necessidades básicas”, acrescentou o advogado, dizendo que não é magistrado nem investigador e que não faz denúncias criminais, apesar de ter sido desafiado pelo ex-Bastonário Rogério Alves e por Vitalino Canas, porta- -voz do PS. Marinho Pinto disse não ter provas mas apenas indícios, baseando-se em “situações públicas e notórias”: “Há uma criminalidade em Portugal, da mais nociva para o Estado e para a sociedade, que anda aí impunemente. Muitos exibem os benefícios e os lucros dessa criminalidade e não há formas de lhes tocar. Alguns até ocupam cargos relevantes no Estado Português”.
O deputado do CDS Nuno Melo lembrou que o causídico de Coimbra “já não é apenas um advogado que faz declarações polémicas” e classificou as suas afirmações como “gravíssimas”.Recorde-se que, durante a campanha para a Ordem, Marinho também afirmou existirem “indícios” de que alguns advogados estariam “a dar cobertura a actividades menos transparentes de corrupção”, acusação que indignou a classe. "

Ana Luísa Nascimento
2008-01-26 – CORREIO DA MANHÃ

O FACTO:
António Marinho Pinto é o actual bastonário da Ordem dos Advogados e foi um experiente jornalista que investigou muitos processos de corrupção.
A OPINIÃO:
Uma série de doidos à solta persistem em querer denunciar que Portugal é um ninho de corruptos, e outros ousam apontar para os políticos, ofensa irresponsável, tanto mais que nunca ninguém foi condenado em Tribunal por isso, tirando alguns merceeiros agarrados pela ASAE a vender “quartas de feijão” não embalado.

Agora vem o Bastonário da Ordem dos Advogados com insinuações e atoardas, apesar de quase toda a gente pensar que o que o homem disse é uma evidência.

O “poder de alterne” prepara-se para apertar com o homem, querem que ele bufe tudo o que sabe... Outra coisa não seria de esperar, tanto mais que tudo fizeram para que ele não fosse o Bastonário eleito. Previsivelmente seria incómodo e outros candidatos davam mais jeito.

Houve até um deputado e ex-Ministro das Obras Públicas, de nome Eng. João Cravinho, que ousou querer fazer um Projecto-Lei para combater a corrupção, crime que felizmente não existe em Portugal.

Logo o despacharam de avião com malas e tudo para Londres, e bem, e os “laranjinhas” aliviados e contentes, ficaram a esfregar as mãos.

E agora quando o Cravinho ou o Ferro Rodrigues falam, as empresas de comunicação contratadas logo aconselham os porta-vozes a dizerem que estando longe, estão desfasados da realidade.

O Santana Flopes avisou que na C. M. de Lisboa do tempo laranja tudo era transparente e que o melhor é não mexerem muito no «caso Bragaparques», leia-se troca de terrenos do Parque Mayer-Feira Popular, porque, ele o disse, as castanhas podem estalar na boca de outros. Mas na boca de quem?

«O MVS – Movimento Vivós Submarinos» compreende o “poder de alterne”. Já temos o problema das urgências dos hospitais com esses chatos dos velhos nos corredores a cair das macas e a morrer, e porra não vêem que o país não tem prisões que cheguem, porque estão a vendê-las e os quartéis também!!!

E é que não vale a pena, porque os processos em tribunal prescrevem. Em Felgueiras o célebre processo do “saco azul” acaba de prescrever…

Haja bom senso, dediquemo-nos às boas práticas e passeemo-nos com a família pela Ponte Vasco da Gama, que a Lusoponte e o seu Presidente bem precisam…

ÚLTIMA HORA – O líder da oposição laranja o Dr. Menezes, o tal que quer privatizar a água e a CGD, como era expectável, desdramatizou a denúncia feita pelo senhor Bastonário. Coisas sem importância…


Daniel Madeira de Castro
MVS – Movimento Vivós Submarinos

25.1.08

Sem comentário




10.1.08


Como parece que o "folhetim" está prestes a voltar, mas vale prevenir do que remediar.
A palavra chave aqui parece ser mesmo "remediar", que é o que se vem fazendo no Centro Hospitar do Médio Tejo há anos.
Até um dia...
Pássaro amigo vai dizendo por aí que é pretendido que "as águas se agitem", aproveitando boleias de outras regiões.
Como não acredito em coincidências, apenas vejo muito especulação, muita inveja, muita mentira a inundar um sector que deveria ter mais respeito e humanidade por quem sofre.
Se durante algum tempo parecia ser apenas e só o "pessoal do PC" a fazer pela vida, muito estranho é que cada vez mais sejam "os laranjinhas" a serem cada vez mais os arautos da desgraça. Mas enfim, são estilos...

18.12.07

Dia 22 de Dezembro, em Tomar, um Livro

O novo trabalho do amigo Virgílio irá ser apresentado no Café "A Lojinha da Avó", perto da Sede do PS em Tomar, no Sábado, dia 22 de Dezembro, pelas 17 Horas.

É simpático aparecermos e divertirmo-nos com este Romance do amigo Saraiva.

14.12.07

A Iluminação de Natal é um exemplo!

Artigo publicado no Jornal "O Cidade de Tomar" de hoje
António, edil PSD da nossa ilustre Cidade, propõe-nos este tempo de festividades para a reflexão e para o convívio.

Comecemos então pelo convívio, neste “esforço colectivo de um ano de trabalho”, honrado desde “o passado dia 1 de Dezembro ... com uma iluminação ... acolhedora e harmoniosa para todos quantos nos visitam”. O nosso edil esclarece-nos que é fruto do “esforço que se está a fazer para acompanhar o processo de modernização do País”?!

Só mesmo alguém um pouco distraído pode achar normal que tal investimento se faça no 10º ano do seu mandato, depois de uma “guerra” com a Associação de Comerciantes, e gastando mais de 5 vezes o que era proposto por esta no ano anterior.

O edil PSD António, esclarece-nos que “Tomar é um Concelho concêntrico com um polo urbano forte”, seja lá o que isso for.

Há já algumas dezenas de anos outro António havia afirmado que “Uma Capital, um governo e uma política” era o que nos servia. Será que é isso que o nosso António quer dizer, assim à laia de “tudo pela Nação, nada contra a Nação”? Fica a dúvida...

A iluminação de Natal é, por isso mesmo, um claro exemplo de que neste País Antónios até podem sobreviver muitos anos no poder, mas que acabam por cair, acabam.

Do convívio passemos então á reflexão, partindo de mais uma pequena pérola que passa por sabermos, através do edil PSD António que “mesmo na área da informática e das novas tecnologias o apoio especializado promovido, em Tomar, para residentes é acima da média”. É por demais evidente tal facto, quando estivemos 10 anos para ter uma presença da Câmara na Internet!

A clareza estratégica, de quem acha que “é um mito (para não dizer um erro) querer alavancar o desenvolvimento de uma cidade, de um concelho ou de uma região em empresas vindas de fora”, é espantosa num mundo globalizado. O outro António não defenderia melhor o “Sistema corporativo” da contingência industrial, onde qualquer empresário que quisesse abrir uma industria, tinha de obter autorização das outras que já estivessem a operar nesse ramo. Espantoso como quase 34 anos depois de Abril, um Presidente de Câmara eleito democraticamente pelo povo pode escrever tal enormidade.

Conclui a “encíclica ideologicamente datada” com o habitual “Tomar está no rumo certo”! Pois está, vê-se! Também assim foi durante 48 anos com outro António: no rumo certo!

Se não estivéssemos já no plano do perfeito delírio, teríamos parado “a reflexão” proposta, mas tal já não era possível.

Eis quando nos deparamos com o orgulho “da cidade e do concelho ... porque depois de tanto que foi dito e de tanta notícia fantasiosa e lesiva dos verdadeiros interesses do nosso concelho [No tempo do outro António eram os terroristas em África e os Comunistas no Continente], comparativamente a concelhos da dimensão do nosso (vizinhos incluídos), Tomar é o concelho que mais contribuí para as receitas nacionais do IRS”!!!

Riríamos se o disparate não tivesse atingido a perfeita hipérbole desfocada da realidade vivida e fria dos próprios números publicados na mesma edição do Jornal onde o nosso António escreveu isto que venho citando.

A “notícia fantasiosa e lesiva dos verdadeiros interesses do nosso concelho” é esta: Tomar não só não é o “concelho que mais contribui para as receitas nacionais do IRS”, como não o é no Distrito de Santarém, nem sequer no Médio Tejo.

São os próprios dados oficiais que o desmentem: Tomar não está sequer nos 50 Concelhos de maior receita do País.

É no Distrito o 2º Concelho em termos absolutos de IRS líquido cobrado, com metade do valor de Santarém.

É no Distrito o 5º Concelho do valor médio cobrado por declaração entregue, a seguir aos Concelhos do Entroncamento, de Santarém, de Benavente e Cartaxo.

É no Distrito o 7º Concelho no valor per capita cobrado, a seguir aos Concelhos do Entroncamento, Barquinha, Torres Novas, Santarém, Cartaxo e Benavente.

Com base em valores de total fantasia, o edil PSD António que levava a pena empolgada pelo disparate, afirma peremptório que “é um sinal de que as receitas das famílias de Tomar estão acima da média das de concelhos de dimensão semelhante” e que “a qualidade de vida é acima da média, agora uma vez mais comprovada pelos números desta vez do IRS”.

Fala depois do malfadado ranking das Escolas, quando nem o próprio Ministério e muito menos os profissionais do sector, lhe reconhecem qualquer valor específico.

Fala do ranking das Cidades publicado há alguns meses no Semanário “Expresso”, quando um dos principais factores que valorizavam Tomar era, por exemplo, as acessibilidades melhores aqui do que em Santarém ou Torres Novas, o que como todos sabemos é uma pura idiotice!

Mas o edil PSD António estava votado ao disparate, procurando no seu delírio os Moinhos ao Vento, para com eles se poder debater nas prosaicas lutas fantasistas, pelo Concelho que todos gostaríamos de ter mas que, também por sua culpa, não conseguimos ter.

A nossa maior satisfação é que no Natal temos mesmo de perdoar aos pobres de espírito!

14.11.07


Várias formas de olhar os Templários, pelo mundo:


http://www.templiers.org/

http://www.templarios.org.br/

Na certeza de que esta não é uma Lista exaustiva e que ele releva para abordagens, desde as mais esotéricas às profundamente religiosas ou anti-religiosas, certo é de que a "Ordem" marca de forma plena o passado e muito provavelmente o futuro da nossa Cidade.

Desconhecer isso não é solução!

http://madrugada.no.sapo.pt/os_templarios.htm

http://www.esquilo.com/templarios_formacao_portugal.html

http://www.i-tomar.info/c_hist_temp.php

12.11.07

A BRIGADA DO REUMÁTICO

A dita cuja, que dá o mote a este artigo, ficou conhecida nos idos de 60, pelo facto de perante uma das últimas tentativas de “renovar” por dentro o regime fascista, ter ido a correr prestar a vassalagem devida ao regime estertor de então. Do cavado dos quartéis surgiram os mais prosaicos coronéis, generais, adjuntos de comando, decrépitos sargentos e até alguns capitães arvorados em majores, afim de dizer alto e bom som ao “generalíssimo” tamanqueiro de Sta.Comba, que podia dormir descansado que no que dependesse deles o regime continuaria por mais mil anos.

Foi o que se viu, conforme todos sabemos.

Disse-me voz amiga que pelos lados do Alto do Piolhinho circundou, que nas recentes eleições internas do PSD foi ver ilustres militantes, com as quotas em dia como convém nestas coisas, qual brigada do reumático, a colocar ordeira a casa onde uns quaisquer desordeiros, que já não obedecem ao Conde de Antanho, se auguraram no desplante de querer o poder da coisa.

Mais me disse tal arauto, que foi coisa nunca vista, que foi gente a “botar” com jeito e esmero na ranhura, a continuidade de Luis Vicente e Miguel Relvas na liderança do PSD local.

E tudo correu bem: a evolução na continuidade lá ficou selada, com uns claros 72% dos votos. Lá pode Carlos Carrão continuar a sonhar com a candidatura a Presidente de Câmara. Lá ficou António Paiva seguro que o céu não lhe cai para já em cima da cabeça, que como todos sabemos é o que mais teme o chefe da aldeia gaulesa de Asterix.

É o que se vai ver, como todos nós sabemos.

O processo da renovação nas sociedades e nos partidos é um processo imparável. Hoje Isabel Miliciano e Luis Graça, com o apoio e ajuda de António Jorge e Ivo Santos, entre outros, perderam. O amanhã alguém poderá prever?

Ao fim de 15 anos a democracia e a alternativa voltaram a um PSD que se vai definhado e que como todos sabemos já não tem a aura de outros tempos. Para o PS o que aconteceu parece ter sido o melhor: continuará o desgaste e a incapacidade cada vez mais gritante e óbvia de nos dar a todos alento, mas para o Concelho foi o pior! Piores Partidos, pior Democracia, logo menos desenvolvimento.
A brigada do reumático aí está para durar mais uns tempos, mas tal como aconteceu no e com o PS, não é para todo o sempre. Felizmente!

9.11.07


"A penalização por não participares na política,
é acabares a ser governado pelos teus inferiores. "


Platão


6.11.07

A MORTE DE JULIETA GANDRA NÃO FOI NOTÍCIA

Com a vénia devida a Adolfo Maia, companheiro de outras lutas (10/10/2007)

Não foi notícia, na comunicação social portuguesas a morte de Julieta Gandra, a médica portuguesa incriminada pela PIDE em 1959 e condenada no primeiro julgamento político do nacionalismo angolano moderno, o chamado «processo dos cinquenta» onde a par de muitas militantes angolanos figuravam alguns portugueses como António Veloso, Calazans Duarte e Julieta Gandra, que foram deportados para cadeias em Portugal, tendo os angolanos sido deportados para Cabo Verde, onde ficaram internados no campo de concentração do Tarrafal que assim reabria as suas portas em 1960, agora para outros presos políticos, os angolanos.
O falecimento de Julieta Gandra não foi notícia para jornais, rádios ou televisões de Portugal. Apenas a SIC passou em rodapé uma breve informação. Outras pessoas, alguma de bem menor envergadura que J.Gandra preencheram o obituário da comunicação social portuguesa.

Nos anos 50 do século XX, Julieta Gandra, ginecologista (especialidade raríssima na Luanda de então) atendia no seu consultório da Baixa as clientes da sociedade colonial, tirando daí os seus proventos, e, nos musseques, atendia em modesto consultório, a preço simbólico, as mulheres desses bairros suburbanos. Simultaneamente participava em actividades do Cine-Clube e da Sociedade Cultural de Angola realizando também actividade política em organização clandestina do nacionalismo angolano. Por isso foi presa pela polícia do regime salazarista, condenada a pesada pena de prisão, internada em cadeias de Portugal. Quer nos interrogatórios da PIDE, quer nas cadeias, portou-se com uma dignidade exemplar.

Em 1964 foi considerada a presa do ano pela Amnistia Internacional .

Esta breve resenha da vida cívica de Julieta Gandra cabia em qualquer jornal ou bloco informativo de rádio ou televisão mas os profissionais da comunicação social, sem brio nem remorsos, omitem uma curta e última referência a esta médica portuguesa que foi marco na luta pela liberdade da Mulher e dos Povos.

8.10.07

O MELHOR DE LUIS FILIPE MENEZES

Artigo do Expresso de 14 de Julho de 1999 [Expresso ]:

«O PRESIDENTE da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, não resistiu ao caso das «viagens-fantasma» dos deputados e resignou, ontem à noite, à posição de cabeça de lista do PSD pelo Porto. Após ter desferido violentos ataques ao procurador-geral da República, no início da semana, o candidato escolhido por Durão Barroso para liderar a lista do Porto acabou por ceder às repercussões políticas que o seu caso estava a atingir.

Segundo o EXPRESSO apurou, Menezes esteve durante dois meses afastado da autarquia depois de, no início de Junho, ter sido acusado pelo Ministério Público. Invocando dificuldades em o notificar, o MP remeteu de imediato o processo para julgamento.

Segundo fontes da Câmara de Gaia, a primeira vez que Menezes se ausentou foi na última semana de Maio, para receber tratamento médico em Paris. Menezes só voltou a aparecer na véspera de S. João (24 de Junho) para se ausentar de novo, regressando na última semana de Julho.

Luís Filipe Menezes é acusado de ter requisitado viagens à AR, cujo dinheiro era colocado na conta-corrente de uma agência de viagens, que serviu para pagar viagens e estadas da família em hotéis. »

11.9.07

GOVERNO INVESTE NAS TECNOLOGIAS... Este um bom sinal.


RESUMO DO PROGRAMA DE GENERALIZAÇÃO DO ACESSO A COMPUTADORES PESSOAS E À LIGAÇÃO À INTERNET POR BANDA LARGA
PÚBLICO – ALUNOS E PROFESSORES

Iniciativa para a generalização do acesso a computadores pessoais e à banda larga – oportunidades; escola; professores

A Iniciativa para a generalização do acesso a computadores pessoais e à banda larga tem como objectivo o financiamento de acções que promovam o acesso à sociedade de informação.
Estas acções são destinadas, respectivamente, aos indivíduos em processo de Reconhecimento e Validação de Competências (Novas Oportunidades), aos alunos do 10.º ano e aos professores do ensino básico e secundário.

Oferta foi anunciada para o -escola
Mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 Euros e pagando entre 17.5 e 35 Euros por mês durante 3 anos, os beneficiários do programa - escola terão direito a um computador portátil, acesso gratuito à Internet em banda larga durante 3 anos e a uma linha telefónica.

Existem dois escalões de bonificação para agregados familiares de baixos rendimentos:
- os alunos da ASE não pagam qualquer quantia inicial e pagam 5€/ mês durante 3 anos
- os alunos de um escalão intermédio, criado para este programa, não pagam qualquer quantia inicial e pagam 15€/ mês durante 3 anos

Oferta foi anunciada para o -professor
Mediante o pagamento de uma quantia de entrada de 150 Euros e pagando entre 17.5 e 35 Euros por mês durante 3 anos, os beneficiários do programa - professor terão direito a um computador portátil, acesso gratuito à Internet em banda larga durante 3 anos e a uma linha telefónica.

O processo de obter um computador: é entregue a cada professor e a cada aluno do 10.º ano um voucher com um código (o código é impresso na escola) através do qual deverá ser feita a inscrição no site. Com esse código deve dirigir-se ao site www.eescola.net e preencher apenas um formulário electrónico, segundo as instruções fornecidas no sítio da Internet do programa escola.

4.9.07

A Energia Nuclear? Solução?

Créditos a António Cerveira Pinto



"Fifteen years ago I thought solar power was impractical because I thought nuclear power was the answer. But I spent some time on an advisory committee on waste disposal to the Atomic Energy Commission. After that, I began to be very, very skeptical because of the hazards. That's when I began to study solar power. I'm convinced we have the technology to handle it right now. We could make the transition in a matter of decades if we begin now.?"


M. King Hubbert (1974)



A energia nuclear não é renovável, nem substitui o potencial energético e tecnológico dos hidrocarbonetos.



Mas teremos alternativa? As reservas de urânio conhecidas, no máximo uns 4 milhões e 500 mil toneladas, das quais se extraem por agora cerca de 35 mil ton./ano, para um consumo anual médio de 65 mil toneladas (o diferencial provem da recuperação do vasto arsenal atómico da ex-URSS e do enriquecimento de escórias por aproveitar) duraria 69 anos (2075) se o actual número de reactores (441) e o respectivo consumo se mantivessem inalteráveis.



No entanto, em Dezembro de 2004 o American Nuclear Society registava mais 49 reactores em construção ou encomendados. E por outro lado, países como a China (11 reactores), a India (22 reactores) e a Rússia (38 reactores) estão muito longe de atingir os patamares nucleares dos Estados Unidos (104 reactores) e da Europa a 25 (166 reactores).



As contas são simples: quando a China, a India e a Rússia se aproximarem dos patamares nucleares norte-americano e europeu, sobretudo depois de os preços do petróleo e do gás natural ultrapassarem certos limiares, o actual número de reactores nucleares poderá facilmente chegar aos 650. Estaremos então no ano 2020... O consumo de urânio poderá andar pelas 97.500 ton./ano. A esperança de vida das centrais de fissão nuclear projectar-se-à então para o ano 2057, e não para o ano 2075, como sucederia se os actuais consumos de urânio não sofressem qualquer incremento! Valerá a pena? Será inevitável? Chegará a fusão nuclear entretanto?



Depois de terminado o ciclo da fissão nuclear, basicamente destinado à produção de electricidade, as gerações futuras ficarão com um lixo muito perigoso para administrar, cuja diluição natural custará biliões de Euros, durante muitíssimos anos, já que a escória nuclear pode levar até 500 anos a ?dissolver-se? na Natureza. Por outro lado, a curto e médio prazo, nenhuma das conhecidas alternativas ao petróleo, ao gás natural e ao carvão (hidroeléctricas, paineis solares, eólicas, bio-massa, bio-diesel, hidrogéneo, ondas e termo-despolimerização), são capazes de gerar os montantes de energia eléctrica necessários para evitar um duradouro apagão à escala planetária! Os conflitos bélicos em curso e futuros andam há muito e continuarão a andar todos em volta destes problemas. Onde está o resto do petróleo?! Onde está o urânio?! Onde estão as terras capazes de processar a alimentação necessária a um planeta a caminho dos 9 mil milhões de almas?! Estas são as grandes perguntas do século, cujas respostas parecem continuar mais na ponta dos ?cutters?... e dos mísseis nucleares, do que no bom senso.



Já ouviram falar de Negawatts?




Imagem: esquema de um reactor nuclear de água pressurizada - PWR.MAPAS


para obter 2 mapas actualizados da localização das centrais nucleares por esse mundo fora, basta encomendá-los ao American Nuclear Society.



Reactores nucleares: excelente artigo no Wikipedia.



Um artigo publicado no FEASTA - Foundation for the Economics of Sustainability, que desmistifica a ideia de que o nuclear é uma energia limpa. In WHY NUCLEAR POWER CANNOT BE A MAJOR ENERGY SOURCE by David Fleming, April 2006

16.8.07

Pensamento de Verão...


"O segredo de seguir em frente, é começar a trabalhar!"




Agatha Cristie




18.7.07

SERÁ MESMO NECESSÁRIO DESTRUIR O MERCADO MUNICIPAL DE TOMAR?

Foi aprovado na passada sexta-feira na Assembleia Municipal, unicamente com os votos favoráveis do PSD local, o Plano de Pormenor do Flecheiro e Mercado, que contempla entre outras medidas a efectiva destruição do actual Mercado Municipal.

O PS procurou alertar até ao último momento para o perigo que a aprovação, a qual veio a acontecer, representa para todo aquele espaço de vivência quotidiana e de promoção dos produtos locais, chegando mesmo a propor 7 alterações ao respectivo Regulamento de forma a garantir a continuidade do Mercado na sua actual localização. O PSD recusou todas elas!

Sempre defendemos a necessidade de uma intervenção profunda no actual Mercado: as suas condições de funcionamento não são dignas, não atraem clientela e não resolvem os problemas de abastecimento das populações do Concelho que aí afluem para tal.

Por isso mesmo já em 2005, aquando da aprovação do Orçamento da Câmara Municipal para 2006, propusemos através do Vereador Carlos Silva, uma alteração ao Orçamento da Câmara de forma a que pudessem ser realizadas até ao final de 2007 grandes obras de conservação e melhoria do actual Mercado. O PSD recusou e para este ano de 2007 retirou mesmo do Orçamento as necessárias verbas, inclusive para a elaboração do respectivo Projecto.

Ao propor colocar na actual localização do Mercado um “Centro Comercial”, com cerca de 20.000 m2 de área comercial, a Câmara PSD, não só destrói o actual Mercado, como introduz naquele espaço um verdadeiro “monstro arquitectónico” de 5 pisos, aumentando os níveis de atrofiamento de uma zona que com a proposta construção da Ponte do Flecheiro ficará ainda mais congestionada.
O Plano aprovado, prevê ao lado destes 20.000 m2 de área comercial, uma área de 2.500 m2 destinada ao “Mercado Municipal”. O problema é que a Câmara PSD se "esqueceu", ardilosamente, de lhe atribuir qualquer área de implantação. Ou seja, nesse espaço nada se pode construir. Ou seja, o Mercado deixa pura e simplesmente de existir.

Como alternativa propôs em tempo o PS, que o futuro Centro Comercial pudesse ser colocado na zona de Marmelais, dentro do mesmo Plano de Pormenor, devidamente enquadrado pela futura Ponte de S.Lourenço/Ferrarias, que sempre considerámos mais prioritária de construção, numa área perfeitamente desafogada.

A opção tomada pelo PSD local, através dos seus eleitos, incluindo todos os seus Presidente de Junta, virá a privar dentro de pouco tempo um Concelho com mais de 40.000 habitantes de um Mercado Municipal, digno desse nome.

Duvido com honestidade que a população do Concelho, na sua maioria, concorde com esta acção do PSD e dos seus Presidentes de Junta de Freguesia. Todos os Fregueses e Munícipes sabem que Ourém, Torres Novas e Abrantes investiram nos últimos anos na reconversão dos seus mercados, tendo inclusive aumentado as suas áreas originais.

Que razão leva a que em Tomar se faça exactamente o contrário?

Estou convicto que a seu tempo será possível corrigir esta situação, garantindo uma boa área comercial, numa qualquer localização da Cidade, perfeitamente compatibilizada com a revitalização do actual Mercado Municipal.

30.6.07

INTERVENÇÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

(Intervenção realizada na Assembleia Municipal de 29/Junho/2007)


Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Senhoras e Senhores Deputados Municipais
Senhor Presidente da Câmara e demais Vereadores
Senhoras e Senhores Jornalistas
Minhas Senhoras e meus senhores

Vamos viver hoje nesta Assembleia, um dos dias mais importantes do seu percurso de 30 anos de funcionamento.

A maioria que suporta o executivo PSD de Tomar, prepara-se para dar hoje a sua aprovação a uma alteração significativa da forma como vemos a nossa Cidade e daí projectamos o futuro do nosso Concelho.

No PS não discutimos a moral, por a considerarmos do foro íntimo de cada cidadão, mas discutimos a ética, na certeza de que esta dá plena persecução a um viver de regras e ordem feita, que nos evita a barbárie das sociedades básicas.

No PS não discutimos a estética, por ela como expressão da arte ter uma abordagem individualizada, mas discutimos Planos, porque eles normam e conduzem o desenvolvimento colectivo para determinado sentido.

No PS não discutimos pessoas, porque elas devem ser sempre respeitadas nas suas livres opiniões, mas discutimos Opções, porque delas pode advir prejuízo grave para todos.

Por processo justo e democrático, constitui-se esta maioria PSD nos idos de 97, com um objectivo: dar um Rumo a Tomar.
Apôs-se à condução dos nossos destinos, com uma promessa: Rever o PDM, aprovado à pressa em 94. Rendilhou-se em sucessivos pleitos, por força de alternativas que não apareceram ou que não se demonstraram capazes de afirmação.

Passados dez anos, o que observamos: Do Rumo prometido, resta a designação de “Tomar Cidade Templária” e da Revisão do PDM, estamos agora a dar início, pela segunda vez ao seu processo de revisão.

Tivemos uma derradeira oportunidade para dar sentido a todo o esforço colectivo, quer dos nossos ancestrais, quer do poder autárquico democrático, com o esforço que centenas dos nossos concidadãos fizeram nas Câmaras, Assembleias e Juntas de Freguesias, ao longo destes 30 anos.
Essa derradeira oportunidade foi o Programa POLIS.

E dizemos foi, porque este tendo sido aprovado para criar uma nova vivência de Cidade, melhorar a sua qualidade urbana, ambiental e servir de pólo de atracção à demanda e fixação de gentes, mais não representou que um enterrar de dinheiro público em dois projectos megalómanos, no mínimo discutíveis.
Estamos a falar, claro está, da “Recuperação” do Pavilhão Municipal e da construção da Ponte do Flecheiro.

Não discutimos a moral, a estética ou as pessoas, como dissemos. Discutimos, isso sim, a Ética, os Planos e as Opções.

A Ética, porque o uso do Bem Público, exigia uma mais correcta ponderação. Os Planos, porque estes consubstanciando uma ética que recusamos, conduziram a Opções que entendemos não servirem o fim público a que se deveriam destinar.

A cereja em cima do Bolo acontece com a EFECTIVA DESTRUIÇÃO do MERCADO MUNICIPAL e o completo uso de todo o espaço colectivo por este agora ocupado.
A Opção que o Plano encerra, que decorre da ética usada, é ERRADA: Não é Justa, não é Perfeita, não é Sustentável, não é Verdadeira nem é Progressista.

A maioria PSD escudar-se-á na legitimidade democrática, sufragada por três eleições seguidas.
Será legal a sua decisão, mas nunca, NUNCA será justa!

Urge perguntar se passados dez anos o que têm para nos apresentar são estas duas obras faraónicas, plenas erros e omissões?

Urge perguntar onde está o prometido desde 97, Gabinete de Apoio ao Investidor?

Onde está a estratégia de fixação de Empresas no Concelho?

Onde está o Parque Temático, miríade de EMPREGO e TURISTAS?

Onde está o aproveitamento do Know-How existente e em desenvolvimento do NOSSO POLITÉCNICO?

Onde está a ligação com as actividades das nossas ASSOCIAÇÕES, dando-lhes VALOR, DIMENSÃO e RESPEITO?

Onde está a optimização e ligação efectiva da Cidade com os Templários e à sua eterna demanda do Santo Graal?

Onde está a justiça social para com os mais desfavorecidos, articulando em efectiva Rede e Parceria, todos os agentes nas políticas de apoio à infância, juventude e idosos?

Onde está a nossa afirmação no contexto Regional, na plena assumpção do respeito que deveríamos ter por mais de setecentos anos de história?

Onde está o RUMO, meus senhores?
Acaso alguém nesta Sala, saberá para onde aponta agora o astrolábio estilizado usado em 97 e que nos conduziu a este momento?

Relembro mais uma vez que não discutimos a moral, a estética ou as pessoas.

A abordagem que o PS faz conduz-nos hoje como sempre, à afirmação da Ética Republicana de Serviço Público, na construção de Planos efectivamente discutidos com a população e na assumpção de Opções, que garantindo a vivência das gerações actuais, não hipotecam as opções das gerações futuras.

O Desenvolvimento Sustentável é a nossa matriz conceptual, conforme o escrevemos no nosso compromisso eleitoral.

Consideramos que o caminho que vem sendo seguido, exige de todos nós autarcas municipais, uma clara inversão de caminho, para bem da nossa Terra.

Estamos convictos que ainda é tempo para olharmos o Concelho como um todo.

Perscrutarmos o futuro com a instalação de diversos Parques Empresariais.

Darmos sinais claros aos investidores, aos turistas, aos residentes que criar riqueza em Tomar, visitar Tomar, residir em Tomar é uma mais valia clara, no contexto regional.

A afirmação de Tomar far-se-á no futuro, pelo respeito pelas nossas características e potenciais endógenos, como sejam nas áreas da educação, da cultura e do turismo.
Pelo investimento solidário que fazemos nas nossas famílias, promovendo a justiça no pagamento da água por exemplo.
Pela garantia que daremos aos menos bafejados pela sorte da vida que podem viver, criar os filhos, habitar e morrer, com dignidade no nosso Concelho.


O novo modelo de gestão autárquica obriga-nos a pensar de diferente forma o investimento que fazemos nas crianças e nos jovens, nos trabalhadores e nos mais idosos.

Temos de ser MAIS EXIGENTES, connosco e com aqueles que nos dirigem!

É incrível como ainda hoje temos funcionários públicos, da autarquia, que não conseguem ter uma casa, que não conseguem ter uma vida de cidadãos de PLENO DIREITO!

É incrível como Tomar, foi a penúltima autarquia do país a instalar a sua Rede Social, que está neste momento a dar os seus primeiros passos.

É incrível como são precisos DEZ ANOS, para iniciar a revisão do PDM.

É incrível que uma terra com o passado e capacidade instalada nas áreas da música e do desporto, não faça destas duas ACTIVIDADES as suas mais elevadas bandeiras diferenciadas de desenvolvimento.

É incrível, como passados DEZ ANOS, a Autarquia se apresente como o mais feroz adversário do EMPRESÁRIO, DO INVESTIDOR, DO CIDADÃO.

É incrível como hoje, dia 29 de Junho de 2007, vamos MATAR mais uma marca da nossa IDENTIDADE: o Mercado Municipal.

É incrível!!!

Hoje pode ser um dia triste para Tomar, mas é também um dia de esperança, para galvanizarmos dentro de nós o que de mais fundo calamos há muito tempo.

É tempo de ACORDAR!

É tempo de cada um dos AUTARCAS dizer ao Município aquilo que pode dar a este e não aquilo que espera receber dele.

É tempo de cada um assumir a sua responsabilidade.

Um voto é mais do que um simples voto: é uma OPÇÃO, que obedece a um PLANO, que tem subjacente uma ÉTICA.

Nós já escolhemos a nossa.
Saiba cada um escolher a sua!
Disse,

Luis Ferreira
Coordenador do Grupo Socialista da Assembleia Municipal de Tomar
29/6/2007

27.6.07

informação da comissão das florestas à assembleia municipal

Foi presente, pela Comissão para a Defesa, Desenvolvimento e Aproveitamento Social da Floresta do Concelho de Tomar, a seguinte informação à Assembleia Municipal de 29 de Junho de 2007:


Informação à Assembleia Municipal de 29/6/2007


1. MANDATO DA ASSEMBLEIA PARA A COMISSÃO

Exposição de motivos:

A Floresta tem no nosso Concelho potencialidades que podem desempenhar um papel muito importante na recriação do tecido produtivo de Tomar.

O Ministério da Agricultura está a implementar um conjunto de orientações para este sector que poderão motivar sustentar um projecto concelhio que permita o aproveitamento integral desta nossa riqueza criando com ele emprego e riqueza no Concelho.

Para que a Assembleia Municipal possa assumir a responsabilidade política que lhe compete na procura de caminhos que permitam fixar população, criando novos postos de trabalho e combatendo a degradação demográfica do Concelho.

Aprovado pelos Deputados Municipais:

A criação de uma Comissão para a Defesa, Desenvolvimento e Aproveitamento Social da Floresta no Concelho de Tomar cujos objectivos centrais são:
1- Dinamizar a constituição de uma Associação de Produtores Florestais do Concelho de Tomar;
2 – Elaborar propostas com incentivos à reflorestação do Concelho assente nas espécies autóctones;
3 – Estabelecer dinâmicas que permitam a instalação de unidades industriais de transformação de madeira e de produção de energia a partir da biomassa proveniente da Floresta;
4 – Estabelecer dinâmicas que permitam a instalação de actividades agropecuárias, de pastoreio e de apicultura, no Concelho;
5 – Elaborar propostas, em trabalho conjunto com a Protecção Civil, com medidas concretas de protecção à Floresta, no Concelho;

Esta Comissão, para além de deputados municipais, deve integrar técnicos especializados e empresários, convidados pela Assembleia Municipal.

Todas as propostas elaboradas por esta Comissão devem ser debatidas na Assembleia Municipal e as conclusões desses debates devem ser transformadas em Recomendações à Câmara Municipal, sempre que tal se justifique.


2. DECISÕES TOMADAS

a) Prioridade de FOMENTAR A CRIAÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES FLORESTAIS do Concelho;

b) Realização de uma SESSÃO PÚBLICA para a SENSIBILIZAÇÃO da IMPORTÂNCIA da CONSTITUIÇÃO da REFERIDA ASSOCIAÇÃO, tendo como públicos alvo os Produtores Florestais (proprietários florestais) e os Industriais da fileira florestal;

c) Em virtude do desenvolvimento dos processos de criação das Zonas de Intervenção Florestal serem emergentes para a captação de Financiamentos para a reconversão da Floresta, desenvolver uma estratégia pública de dinamização das mesmas;

d) Auditar promotores de novos Projectos de utilização da Floresta no Concelho;

e) Reunir com os responsáveis do ICN e do IPPAR, para a sensibilização da recuperação da Mata Nacional dos Sete Montes;


3. DECISÕES EXECUTADAS

A) Foi já constituída em 23/10/2006, a Associação de Produtores Florestais dos Templários, que funciona provisoriamente na Junta de Freguesia de S. João Baptista;

B) Foi realizada a Sessão Pública prevista de sensibilização para a fileira Florestal, com a participação de muitos dos responsáveis autárquicos, com uma exposição detalhada do trabalho que vinha sendo desenvolvido pelos Técnicos Florestais;

C) Auditado um novo Promotor na fileira florestal, está já este a desenvolver a instalação do seu Projecto na Zona Industrial de Tomar, visando a “compactação” e uso doméstico de sobrantes florestais, em substituição da lenha tradicional;

D) Reuniu a Comissão com o Sr. Presidente do IPPAR, hoje IGESPAR e com o Director do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, do ICNB, tendo sido já executado o projecto de limpeza florestal na Mata Nacional dos Sete Montes.


4. DECISÕES a dar continuidade

1) Sensibilização para a formalização de Protocolo entre o IGESPAR, ICNB e Município de Tomar, para a gestão e optimização da Mata Nacional dos Sete Montes;

2) Realização de acções de sensibilização, com a colaboração das Juntas de Freguesia do Concelho, para a constituição de Núcleos fundadores de Zonas de Intervenção Florestal;

3) Garantir a execução urgente do apoio do Município à instalação da Associação de Produtores Florestais dos Templários, nomeadamente através da utilização das verbas orçamentadas em 2007 em consignação ao apoio à Floresta do Concelho, conforme deliberação da A.M. de 29 de Setembro de 2006.


5. ACÇÕES A IMPLEMENTAR

1) Audiência com a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (Delegação do Ribatejo e Oeste) – Julho 2007;

2) Visita de trabalho ao Sistema Distrital de Protecção-Civil e Socorro – Julho/Agosto 2007;

3) Visita de Trabalho às Empresas da fileira florestal da região: Platex, Freitas Lopes, Prado, Renova e Caima – Julho a Dezembro 2007;

4) Visita de Trabalho à Zona de Intervenção Florestal do Cadaval, Rio Maior e Azambuja (2º ZIF do País a ser implementada) – Setembro 2007;

5) Desenvolvimento de Sessões de sensibilização para a constituição de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), em colaboração com as Juntas de Freguesia, DGRF e Governo Civil do Distrito de Santarém, a partir da segunda quinzena de Setembro 2007, até Março de 2008;

6) Continuação de audiências com promotores privados na fileira Florestal;
7) Audiência com as Direcções dos Agrupamentos Escolares do Concelho;

8) Preparar um Ciclo de Debates Públicos Concelhios, sobre a Missão da Mata Nacional dos Sete Montes, na preparação de Projectos e Protocolos no âmbito do QREN, entre o Município, o ICNB e o IGESPAR, a partir de Setembro de 2007.

Tomar, 25 de Junho de 2007

A Comissão

António Jorge (PSD), Luis Ferreira (PS) - Coordenador, José Vasconcelos (IpT),
Bruno Graça (CDU) e Tomé Esgueira (Representante da AM na CMDFCI)

21.6.07

MIMOS COM AMOR...

Fui nos últimos dias, a propósito de tudo e de nada, mimado com algumas "atuardas" por parte do que resta da geração política do "PREC", que para os mais novos relembro,era o "Processo Revolucionário em Curso", por alturas do distante 25 de Abril de 74.

Malaquias Abalada, ex-deputado comunista da Vila de Alpaiça, conhecido pelas suas "atuardas" constantes e maldicentes, foi deputado à Constituinte e depois funcionário do Partido Comunista durante vários anos. Também ele ganhava, apenas "o Salário Mínimo Nacional", como poucos ex-comunistas e "fidalgos de vária montada" do espectro político Tomarense.

Na altura do PREC, tal atitude era uma verdadeira Escola. A formula até era muito simples: dizia-se mal, através da calúnia de preferêcia, sobre alguém com o qual não se conseguia vencer através de argumentos racionais. Se não resultasse, procurava-se que ele desistisse através do todo o tipo de afronta directa, de preferência caluniosa, em prolongadas reuniões que fariam desistir os mais pacientes cidadãos. Era o estilo do Sr. Malaquias Abalada, é o estilo claro de Fernando Oliveira, Comunista reciclado à "força", por força de "interesses" que a seu tempo serão mais claros para todos.

Aliás o termo força, revela toda a sua verossimelhança com o termo "forca", desejo subjacente à incapacidade do "contendor" de uma Lista de pseudo-Independentes, na argumentação existente durante estes quase dois anos com o redactor destas linhas.

Fernando Oliveira, "sósia" de Malaquias Abalada, procura em 2007, em Tomar, repisar o percurso de alguém que nos idos de 75, perante circunstâncias de difícil afirmação da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, procurava na distante Vila de Alpiarça, impor-se perante os resquícios do fascismo, que "conspurcara" a mente e a vivência de um País adiado e ansioso de respirar "ar puro".

Enganou-se tal espécime de Cidadão, ao procurar confudir um Deputado eleito pelo PS para a Assembleia Municipal, com um qualquer "Fascista" dos seus sonhos delireantes de juventude. O adversário dele, como dos demais Cidadãos, não devem ser os militantes e dirigentes do PS, mas sim aqueles que na nossa Terra tentam que ela não evolua, cresça ou "apareça", como é caso gritante dos dirigentes do PSD local.

Bem sabemos que a "Cartilha Comunista", de ontem e de hoje, passa pelo "quanto pior melhor". Acontece porém que este Socialista, em lugar de querer acabar com os Ricos, deseja antes sim, acabar com os Pobres.
A idade de tal "espécime de Cidadão Livre", dever-lhe-ia aconselhar a urbanidade e respeito pelas ideias e formas diferentes de agir e pensar. Infelizmente para todos nós, incluindo o ex-Presidente da Câmara Pedro Marques, é a tal que estamos sujeitos pela acção, escrita e "verborreia mental" de tal "espécime".
Desengane-se tão "redutora" figura, se este Socialista tem Medo, Desiste ou tão pouco muda de caminho, pela sua calúnia vã, mentirosa e cobarde. Daqui apenas tem o desprezo e a afirmação de quem Livre nasceu, Livre vive e Livre pretende morrer.
Paz à sua alma de Cidadão, que há muito morreu!
E para os costume, disse nada!
Luis Ferreira

12.6.07


Jornadas Parlamentares do Partido Socialista
Reforma do Parlamento
18 e 19 de Junho de 2007, Hotel dos Templários, Tomar


18 de Junho de 2007 – Segunda-feira
10:30 Visitas temáticas
15:00 Abertura das Jornadas
15:30 Reforma da Assembleia da República
17:00 Pausa
17:30 Reinício dos Trabalhos
19:30 Fim dos trabalhos do 1º dia
20:00 Jantar do Grupo Parlamentar, no Convento de Cristo

23:00 Convívio do Grupo Parlamentar com Autarcas
e Dirigentes do PS no Bar Lá-Calha, em Tomar

19 de Junho de 2007 – Terça-feira
09:30 Reinício dos trabalhos
12:45 Conclusões dos Trabalhos
13:00 Encerramento das Jornadas
13:30 Almoço com a presença do Secretário-Geral do PS, no Hotel dos Templários

15:30 Visita das Deputadas do Grupo Parlamentar,
com o Departamento Federativo das Mulheres Socialistas
a algumas Instituições do Concelho de Tomar

Nota: Programa Oficial do Grupo Parlamentar e Programa não-oficial em articulação com a Federação de Santarém, Departamento Federativo das Mulheres Socialistas e Concelhia do PS de Tomar

Jornadas Parlamentares PS - 2007
Tomar , 18 e 19 de Junho de 2007
VISITAS MUNICIPAIS

Circuito 1 - Fátima/Alcanena/Torres Novas

10.30h-Visita à Nova Basílica da Santíssima Trindade e Requalificação das vias envolventes – Av. D. José Alves Correia da Silva, Fátima
11.15h – Partida para Alcanena
11.30h ­- Visita ao Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena
12.15h – Partida para Torres Novas
12.30h- Visita às obras do Castelo e da nova Biblioteca inseridas no Projecto Turris XXI-Cidade Criativa, seguida da sua apresentação na Alcaidaria do Castelo.
13.15h - Almoço em Torres Novas
14.30h – Partida para Tomar

Circuito 2 - Vila Nova da Barquinha/ Entroncamento/ Golegã

10.30 – Visita ao Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha
(2º Prémio Nacional Arquitectura Paisagística 2007)
11.15h – Partida para o Entroncamento
11.30h –Visita ao futuro Museu Ferroviário
12.00h – Partida para a Golegã
12.15h – Visita ao Edifício Equuspolis e à Casa Estúdio Carlos Relvas
13h – Saída para Torres Novas
13.15h – Almoço em Torres Novas
14.30h – Partida para Tomar

Circuito 3 - Abrantes
10:30 – Visita ao projecto Mocho XXI
11:00 – Visita ao Tecnopolo
12:00 – Visita ao Mar de Abrantes – Aquapolis
12:30 – Almoço no Parque Urbano de Abrantes – São Lourenço

Circuito 4 -Samora Correia/Benavente/Almeirim/Alpiarça

09:30 – Visita a Companhia das Lezírias – Samora Correia-Benavente
(Observatório do Sobreiro e da Cortiça)
11:30 – Visita ao Centro de Corte e Fabrico de Enchidos com Certificação-
Almeirim
12:15 – Visita à Monliz, SA – Alpiarça
13:00 – Almoço na Quinta da Lagoalva de Cima – Alpiarça
14:00 – Saída para Tomar

11.6.07

Instantâneos, porque a vida existe!



































































14.5.07

CARTA ABERTA

(A propósito do que se passa pelos lados do Condado do Flecheiro ... )

Aos fiéis escudeiros de Pedro Marques e seu grupo de “Independentes”

Esta especial missiva, plena do distanciamento de quem há várias semanas que não passava os olhos por este Condado, vai direitinha se não me engano, aos meus estimados colegas Deputados Municipais Fernando Oliveira, João Simões e ao seu fiel opinativo “undercover” Doutor Jorge Cosme:

Certo de que os encontrarei de boa saúde, o que folgo, adverte-me o bom senso que vos relembre que de nada vale continuarem as esgrimir pseudo-argumentos de "baixa política", sob a permanente forma de anonimato. Nem Tomar, nem o(s) vosso(s) "Senhor(es)" necessitam de tal demonstração de seguidismo, permitam-me adjectivar, de cariz especialmente bacoco. Parece que tal expediente já foi, por alguém, tentado no decurso da campanha autárquica de 2005 contra o actual Presidente, sem qualquer sucesso.

Urge que entendam que os Tomarenses se estão perfeitamente "nas tintas" para o passado que representam.
Urge que concedam que cada um de nós em Tomar está é preocupado com o nosso futuro.
Urge que reflictam que para defender as vossas, perfeitamente legítimas opiniões, apenas precisam de as demonstrar mais válidas que as dos outros.

Urge, que se preocupem primeiro com o decurso do interesse colectivo da comunidade Tomarense e só depois com o interesse do(s) vosso(s) Senhor(es).

Urge que entendam, que o "achincalhamento" e a "lama" com que tentam atingir aqueles que pensam ser os vossos adversários, acabam invariavelmente por os atingir a vós próprios, qual boomerang que com velocidade incrível volta ao local de origem.

Urge que entendam, que pelo facto de terem estado "a dormir", permitam-me a expressão, na questão da defesa do Mercado Municipal, sem sequer procurarem esclarecer a população como o fizeram o PS e a CDU em Tomar, não vos dá o direito de tratarem com menoridade, como o fizeram os V. Vereadores na última reunião de Câmara, os mais de 1.000 cidadãos que em folha individual e por si assinada, manifestaram a sua intenção e sugestão de corrigir o erro colossal, que é a colocação de um prédio de 5 pisos - dito Centro Comercial - no actual espaço ocupado pelo Mercado Municipal.

Percebemos que tenham sido surpreendidos pela capacidade demonstrada pelo PS, quer no esclarecimento à população através dos folhetos, quer através do debate público realizado, quer através da sugestão proposta aos cidadãos e ao qual eles corresponderam espontaneamente.

Urge que entendam, que só dizer "mal" não serve nem os vossos intentos, nem a credibilidade da política, que alguns "outsiders" da política, se apregoam de ter.

Sabem tão bem como eu, que à mulher de César não basta ser séria, é também preciso parecê-lo, como aliás escrevi há 12 anos no Jornal "O Templário" a propósito da actuação do na altura Presidente de Câmara e um dos vosso(s) Senhor(es).

Acreditem que para vossa infelicidade, o caminho que eu e muitos no PS decidimos há vários anos trilhar, não nos leva pelo vosso rumo.

Percebam isso e contribuam com soluções e alternativas para melhorar a nossa vida colectiva em Tomar. Concordem ou discordem do que vimos propondo, mas entendam que para serem alternativa séria, diria mesmo que para puderem ser levados a sério, devem ter uma atitude mais construtiva e acertiva.

Com as saudações de quem convosco trilha alguns dos caminhos da vida pública, e que assina

Luis Ferreira
(O próprio e sem Dr.)

10.5.07

Alguns instantâneos...




















18.4.07

CANDIDATURAS VIA NET PARA AGRICULTORES

(DN - 17 de Abril de 2007)

Internet - 230 mil Agricultores têm uma nova rede a partir de Maio para entreguar candidaturas a fundos da UE

A PT desenvolveu um Projecto que permite a apresentação de candidaturas a fundos comunitários na Internet por parte de 230 mil agricultores e que estará disponível em todo o País a partir de Maio.

O Rede iDigital um investimento de dois milhões de euros que terá uma duração de três anos. O Projecto tem a rede centralizada no Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (o IFAP, que resultou da fusão entre o IFADAP e o INGA) e vai lidar com financiamentos de cerca de 800 milhões de euros. A Rede contará com 1.200 postos de recepção, em 725 locais diferentes, entre as quais as delegações das principais associações de agricultores (CAP, CNA, Confagri e AJAP), em todo o País, nos 18 Distritos do Continete.


Meu comentário: Conforme se percebe, cada vez mais o recurso às comparticipações e ajudas técnicas, neste como em outros sectores, se faz com recurso às tecnologias. tais tecnologias permitem, cada vez mais, que independentemente do local onde o cidadão, o investidor esteja, pode aceder a serviços públicos com rapidez e eficiência, minimizando as deslocações aos locais onde funcionam estes serviços. Estes "Balcões virtuais", em puco espaço de tempo já resolvem uma percentagem cada vez maior de casos. Assim, a concentração dos funcionários em determinados locais, não resulta em qualquer prejuízo directo para os utilizadores. Visa, isso sim, optimizar recursos públicos, que são por todos nós pagos.

Quando nos anos 70 e 80, as tecnologias de informação eram ainda claramente incipientes, muitos serviços de "front-office" tinham objectivamente que estar espalhados pelo País, praticamente em todos os locais: era na altura a única forma de prestar os erviço aos cidadãos. Felizmente que hoje tal já não é absolutamente necessário. Este exemplo da Agricultura, toma toda a importância, quando os serviços do Ribatejo Norte obrigaram à deslocação e concentração da maior parte dos serviços na Cidade de Abrantes. Brevemente poderá ser tomada idêntica medida concentrando muitos dos Serviços da Justiça na Cidade de Tomar. Este é o caminho. A manutenção de "uma repartição pública em cada esquina", é apanágio de uma sociedade da não-informação e do gasto público, completamente desnecessário.

11.4.07

COM A SEGURANÇA DAS POPULAÇÕES NÃO SE BRINCA

Existiu nas últimas semanas uma grande especulação pública a propósito da reformulação do sistema de segurança pública, tendo como epicentro uma determinação governamental visando adequar as áreas territoriais de intervenção da PSP e da GNR.

Um dos objectivos claramente assumidos foi a “eliminação das situações de sobreposição de meios entre as duas forças (GNR e PSP), em especial no respectivo dispositivo territorial”, de modo a “limitar as Freguesias partilhadas entre as duas forças de segurança àquelas em que elementos naturais, vias de comunicação ou a própria descontinuidade das Freguesias aconselham tal partilha”.

Também na nossa zona, tal deliberação teve consequências directas, que entraram em vigor no passado dia 1 de Abril e que, no essencial, passaram pela “entrega” da área territorial de Fátima à GNR, com a consequente saída da PSP. No espaço do Concelho de Tomar foram, no contexto da mesma Resolução do Conselho de Ministros, entregues à GNR o patrulhamento das anteriores Freguesias partilhadas de Carregueiros, Casais, Madalena e S.Pedro.

Em virtude destas alterações, nomeadamente a responsabilidade da GNR em Fátima, a partir do dia 16 de Abril, foi o Comando do Destacamento de Tomar provisoriamente instalado em Ourém, afim de acompanhar devidamente a nova responsabilidade operacional que daí advém. Esta alteração adquire níveis de complexidade operacional e de articulação específicas que levarão, garantidamente, alguns meses a ficarem estabilizadas.

Neste contexto, qualquer especulação pública, tão glosada e propalada por sectores antagónicos da sociedade Tomarense, da saída do Comando de Tomar da GNR, mais do que exercida como reacção à mudança provisória e necessária, parece fundada no mínimo, no completo desconhecimento das questões relativas à garantia da segurança pública. Especialmente quando exercida por responsáveis autárquicos, tal deturpação, que roça a má fé, prejudica o cabal desempenho das mulheres e homens que quer na PSP, quer na GNR, dão muitas vezes em condições difíceis o seu melhor, para garantir a todos nós um sono descansado. É caso para dizer que com a Segurança das populações não se brinca!

O que urge que todos nós cidadãos possamos perceber, é que a actual reformulação pretende incrementar a acessibilidade e a proximidade das forças de segurança aos cidadãos, garantindo a sua presença nos locais onde são mais requeridas, reforçando a visibilidade e valorizando o seu potencial de prevenção e de combate à criminalidade.

O processo de reformulação está ainda a meio, sendo eu um daqueles que entende que a adequação da nova área da PSP no Concelho de Tomar, pode e deve ser alargada, numa primeira fase, para a totalidade das Freguesias da Pedreira, Carregueiros e Madalena.

Outro dos objectivos da reformulação em curso, visa, também, melhorar as condições de funcionamento das forças de segurança, reparando ou reinstalando as subunidades policiais degradadas e reforçando a sua capacidade de intervenção através de mais e melhores meios e equipamentos e do recurso sistemático a novas tecnologias de informação e comunicação.

Neste contexto, o Programa de Investimentos previstos de 48 novas esquadras da PSP, com 38 milhões e 400 mil euros e de 66 novos postos da GNR, com 52 milhões e 800 mil euros, só podem e devem levar a capacidade reivindicativa da nossa autarquia a pugnar pela rápida transferência da PSP para as novas instalações já adquiridas, bem como a construção do novo posto da GNR no Concelho de Tomar.

Procurar confundir isto, com a saída do Quartel-general nos anos 70 de Tomar para Coimbra, só mesmo de saudosistas de um estado policial, onde a garantia de segurança às populações era confundida com o “controle” dessas mesmas populações. Para os velhos do Restelo, sempre contra qualquer mudança, só tenho uma palavra a dizer: com a segurança das populações não de brinca e deixem de tentar fazer politiquice barata com ela!

25.3.07

Proença-a-Nova apresenta projecto inovador de combate à poluição

O concelho de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, anunciou o lançamento de uma iniciativa exemplar, pioneira a nível internacional, tendo em vista passar a vender no mercado voluntário os seus créditos de carbono (CO2) contribuindo, deste modo, para uma mais eficaz retenção das emissões de carbono no município, criando, paralelamente, um conjunto de mais-valias financeiras para a autarquia.Para João Paulo Catarino, presidente da edilidade, em entrevista ao “Acção Socialista”, esta iniciativa pretende provar “que podemos e queremos ser contribuintes líquidos para a despoluição do país e do mundo”.

Rui Solano de Almeida - Jornalista "Acção Socialista" 20/3/2007

Como é que um município com pouco mais de nove mil habitantes e longe dos principais centros de decisão toma uma iniciativa com esta importância e com esta dimensão?

Como se sabe, o tamanho não é sinal de mais inteligência ou de se trabalhar melhor. As medidas e acções tomadas pelos municípios maiores podem ser mais mediáticas mas nem sempre são as mais inovadoras ou as mais acertadas.O estudo que estamos a levar a efeito pretende apenas provar que o concelho de Proença-a-Nova sequestra mais CO2, que emite e produz mais energia obtida por métodos renováveis que consome produzida a partir de métodos poluentes, ou seja, vamos provar que somos contribuintes líquidos para a despoluição do país e do mundo.
Diminuir as emissões de CO2 está, como sabe, muito na moda. Recomendações neste sentido têm partido de organismos tão distintos como a União Europeia, ONU ou de figuras com o peso mediático do ex-vice presidente dos EUA Al Gore.

O problema é saber se esta iniciativa empreendida no concelho de Proença-a-Nova é para cumprir a agenda mediática, ou se se trata de algo para levar em frente com todas as consequências daí resultantes?

O mediatismo pouco nos interessa. Interessa-nos provar o que referi anteriormente, quantificá-lo em termos de toneladas de CO2, inventariar as medidas necessárias para uma melhor eficiência energética, implementá-las e quantificar os ganhos obtidos com a sua implementação e depois vender esses créditos no mercado voluntário do carbono, para com as receitas daí provenientes, desenvolver as medidas constantes do nosso Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, para assim protegermos a floresta existente, aumentar a área arborizada e tornar este processo sustentável ao longo dos anos.

Em termos práticos como é que um concelho do interior como o seu, essencialmente um município com pouca ou quase nenhuma indústria mas rodeado de uma riquíssima mancha florestal, pode aplicar uma gestão sustentável, como produtor de energia renovável?
A ideia é precisamente essa, partir da fatalidade de termos muito pouca indústria e transformá-la numa oportunidade, para o concelho em geral e para os produtores florestais em particular.Não temos indústria poluente mas contribuímos para despoluir o que os outros poluem, por isso é justo que sejamos ressarcidos por este serviço prestado à comunidade.Produzimos hoje 57 MW de energia por métodos renováveis (eólica), muito mais do que aquela que consumimos a partir de métodos poluentes.A ideia é aumentar ainda mais a nossa eficiência e com os créditos arrecadados financiarmos as mediadas que teremos que tomar para proteger e aumentar a nossa área florestal.

Estamos a viver, como sabe, momentos muito difíceis em todo o planeta, em matéria de mudanças climatéricas. Como é que uma iniciativa como esta pode contribuir para inverter esta problemática?
De várias formas, primeiro melhorando a nossa eficiência energética, poluindo menos, e depois produzindo-se na área geográfica do nosso concelho energia por métodos renováveis e não poluentes estamos também a contribuir para que não seja necessário gerar tanta energia por métodos poluentes e por último protegendo e aumentando a nossa floresta estamos ainda a contribuir para que se sequestre mais CO2 no nosso concelho.E como se trata, em nossa opinião, de um bom exemplo, esperamos sinceramente que seja seguido, incentivando desta forma a melhorar as condições ambientais do nosso município, do país e do mundo.

8.3.07


21.2.07

QUANDO OS INDEPENDENTES SE ESPALHAM, PELOS SEUS PRÓPRIOS PASSOS

Tenho mantido alguma observação mais distante da blogosfera Tomarense, em virtude de considerar que apenas devemos dar importância aos que assinando, dão a cara e como tal, com eles podemos estabelecer um princípio democrático importante, como é o princípio do contraditório.

Tal tem acontecido nos últimos dias com o meu colega Deputado Municipal João Simões, em virtude do facto de reiteradamente este tentar dar sempre “as grandes notícias”, com o objectivo evidente de pretender demonstrar que o grupo político pelo qual foi eleito é o mais atento, o mais bem informado, quiçá o alter-ego da democracia Tomarense.

Ora a democracia não precisa de tutores, novos ou velhos, como é o caso, actuais ou ultrapassados, nas acções, nas perspectivas, no sentido evolutivo societário, como é também o caso.

Todos somos Tomar, tem escrito o Presidente do meu Partido, e é assim que pensamos por lá.

O problema do colega Deputado João Simões e do seu cabeça de Lista à Assembleia e meu contendor directo ao cargo, Deputado Fernando Oliveira, é que parecem achar que Tomar é apenas deles ou de quem eles dão autorização que seja.

Um exemplo claro disso é a discussão da paternidade da ideia de qualquer Referendo, a reboque claro de uma discussão pública iniciada pelo PS, sobre a importante destruição do Mercado proposto pelo executivo PSD da Câmara de Tomar.

Tomar sempre foi assim: cheio de tutores e de Homens cheios de certezas, nobres e burgueses de diferentes matizes ideológicas “acima dos outros”, capazes de “orientarem os pobres de espírito”, que seriam sempre todos os outros que não eles. Pois! Mas Tomar é mesmo de Todos e não deles.

Percebe-se bem o porquê: Integrando um projecto pessoal de Pedro Marques, que não perdoa o facto de não ter tido um único dirigente do PS a propô-lo para cabeça de Lista nas últimas autárquicas, são reféns da sua visão da política – “ela serve para me servir, não para eu servir os outros”.

E o Deputado João Simões, cidadão que sempre aprendi a respeitar, comete um erro clássico: na ânsia de dar nas vistas, esqueceu-se de garantir que não tinha “telhados de vidro” na sua actuação política.

E o caso até nem podia ser mais simples: ela coordena a única Comissão Permanente da Assembleia Municipal que esteve seis meses sem reunir e sem produzir trabalho. Para quem queria governar a Câmara parece muito pouco não acham?

A única Comissão que é coordenada pelos Independentes de Pedro Marques, é a única que não funcionou durante seis meses!

Neste caso todas as interpretações são possíveis: não quis reunir porque não havia matéria; não quis reunir porque queria estabelecer pontes com a maioria PSD na Câmara; não quis reunir porque se esqueceu; não quis reunir porque acha que as Comissões não servem para nada; não quis reunir porque coloca em causa a tutoria democrática dos “Sábios de Tomar”…

Mas tal até nem é muito grave: apenas demonstra que os Homens erram, que ninguém é perfeito, nem há grupos políticos isentos de erros.

Mas para um grupo político que se tenta sempre apresentar como uma alternativa aos “partidos do sistema”, PS e PSD, é pouco não acham?

É no que dá querer tentar demonstrar que se é muito melhor que todos os outros.

É pena, porque no PS muitos têm errado, a começar por mim próprio e disso não devemos ter qualquer vergonha: é da vida!

De facto convenhamos que é muito mais justo assumirmos que TODOS SOMOS TOMAR, sem tutorias, nem alter-egos!

12.2.07

Já temos site da Festa dos Tabuleiros, em Festa de 2007

Este é o vídeo de apresentação:


7.2.07

OBVIAMENTE PELO SIM!

Fui nos últimos dias, curiosamente, instado por vários emails a dar a minha opinião em relação ao Referendo do próximo Domingo, sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.

Achei curioso que procurassem saber qual a minha posição sobre tal tema, eu que até quando frequentava os "grupos de jovens católicos do 111" em Tomar já defendia o direito das mulheres a disporem do seu corpo, para escândalo de alguns dos "monitores da fé", isto no início dos anos 80.

Mas bem, podia ter mudado de opinião. Mas até não.


Passados mais de 25 anos, continuo a ter a mesma opinião: nenhuma mulher deve ver a sua intimidade devassada por, em consciência, ter tido que tomar a opção de abortar.

Mais entendo que nenhuma mulher deve ser processada judicialmente por tal facto ou em limite ser levada à prisão.

A actual Lei é um absurdo só possível num País de VÍCIOS PRIVADOS e de PÚBLICAS VIRTUDES.

Com a clareza que sempre defendi que se deve ter na política afirmo-me OBVIAMENTE PELO SIM!

29.1.07

O INVESTIMENTO NO HOSPITAL DE TOMAR

Muito se tem escrito e dito sobre o Hospital de Nª Sra. da Graça(HNSG) ao longo dos últimos anos, com diferentes abordagens e preocupações, tendo sido disso exemplo o último debate público promovido pela Assembleia Municipal de Tomar, no dia 26 de Janeiro.

Tenho para mim, que é necessário reforçar o investimento que temos todos de fazer na Unidade Hospitalar de Tomar (HNSG), integrada no Centro Hospitalar do Médio Tejo: população, responsáveis políticos e administrativos, autarcas e tutela ministerial.

Um bom exemplo é dado, precisamente esta semana, pela Federação de Bombeiros do Distrito de Santarém, ao iniciar a 1 de Fevereiro um Protocolo de colaboração com o Centro Hospitalar, garantindo o transporte de Doentes entre as Unidades do Centro Hospitalar (Tomar, Torres Novas e Abrantes), bem como a sua deslocação de e para sua casa.

Finalmente uma boa notícia, dada pela Federação de Bombeiros e envolvendo todas as corporações da nossa região, com a excepção de Fátima por manifesta falta de meios para prestar este serviço.

Este Protocolo irá garantir às populações a resolução de um problema existente desde a criação do Hospital do Ribatejo Norte, hoje Centro Hospitalar do Médio Tejo, e proficuamente abordada no decurso do Debate realizado na passada Sexta-feira, que era o facto de parecer que quando se entrava nas Urgências em Tomar, não se tinha entrado num único Hospital, sendo muitas vezes a responsabilidade da deslocação para as outras Unidades do Centro Hospitalar das famílias dos doentes.

Tal situação a partir de 1 de Fevereiro está definitivamente ultrapassada, constituindo uma efectiva melhoria nos cuidados de saúde prestados pelo SNS da nossa Região.

Mas resolvido este problema, outros urge resolver, como seja por exemplo a necessidade de ficar clarificado quais as Valências em funcionamento em cada uma das Unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que deveria ter por base o Plano Funcional aprovado em 1998.

No meu entender, deveriam ainda as Urgências de cada especialidade estar localizadas junto do Internamento respectivo, optimizando assim os meios humanos e materiais, ao dispor da Saúde na nossa Região.

Tal só se fará se o Ministério da Saúde, na decisão que tomará nos próximos 15 dias sobre a localização das novas tipologias de Urgências, levar em linha de conta as decisões unânimes tomadas, quer pelos Autarcas de Tomar, quer pelos autarcas de Torres Novas, considerando que ao Centro Hospitalar no seu todo, fica atribuída uma Urgência Médico-cirúrgica, em detrimento da proposta anedótica feita por um Grupo de Trabalho Técnico, que apontava para um tratamento diferenciado entre as três Unidades do Centro Hospitalar, valorizando claramente a de Abrantes, que por si só não tem qualquer capacidade técnica para albergar a totalidade das Urgências exigidas. Neste contexto, só a complementaridade faz sentido!

No meio do muito barulho que algum PSD e CDU vai fazendo sobre esta questão, ou não estivesse o PS no Governo, o que importa fazer notar agora, é o excelente exemplo que a Federação de Bombeiros está a dar, ao criar condições para resolver um problema que se arrastava há vários anos.

Esta é a prova de que com bom senso e trabalho em rede, é possível darmos conta daquilo que são os interesses das populações.
Tudo o resto é apenas folclore!

28.1.07

A VERDADE SOBRE A REORGANIZAÇÃO DO CENTRO HOSPITALAR

Realizou-se na passada Sexta-feira dia 26 de Janeiro, um Debate Público organizado pela Maioria PSD no Município de Tomar, sobre a reorganização dos serviços do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que exigem as seguintes reposições de verdade:


1ª VERDADE: O Governo ainda não decidiu onde ficam colocadas as Urgências no Distrito, e pelos indicadores publicados em 15 de Janeiro último, sobre as distâncias temporais entre Hospitais e respectivos mínimos de população servida, o nosso Distrito tem condições para ter a funcionar 2 Urgências Médico-cirúrgicas.·


2ªVERDADE: No Distrito existem apenas dois Hospitais - o Distrital de Santarém e o Centro Hospitalar do Médio Tejo.


3ªVERDADE: A Assembleia Municipal de Tomar, a Câmara de Torres Novas, e a Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo, já rejeitaram a abordagem feita pela "Comissão Técnica de avaliação da reorganização das Urgências Hospitalares" de que existissem no Norte do Distrito 3 Hospitais, mas sim apenas um: O Centro Hospitalar do Médio Tejo.


4ªVERDADE: Os órgãos autárquicos atrás referidos, além de rejeitarem liminarmente a proposta referida, aprovaram que no Centro Hospitalar ficasse instalada a tal urgência Médico-cirúrgica, distribuída nos termos do PLANO FUNCIONAL de 1998 entre as suas três unidades integrantes - Tomar, Torres Novas e Abrantes.


5ªVERDADE: Tais deliberações foram tomadas no prazo dado para a DISCUSSÃO PÚBLICA e remetidas para o Ministério da Saúde e, a serem consideradas pela Tutela, remetem a organização das URGENCIAS para mero ACTO DE GESTÃO da Administração do Centro Hospitalar.


6ªVERDADE: A desorganização interna e o "lobbing" dos sucessivos Conselhos de Administração em relação a uma das Unidades do Centro Hospitalar (Abrantes) não é de agora, sendo coincidente com a liderança do PSD na Câmara de Tomar - desde Janeiro de 1998.


7ªVERDADE: Durante estes anos foi ainda coincidente o facto do Sr. Relvas ter sido só o Secretário-Geral do PSD, o Secretário de Estado da Administração Local e a figura política mais influente do PSD de toda a Região, bem como amigo confesso de todos os Presidentes dos Conselhos de Administração do Centro Hospitalar.


8ªVERDADE: A responsabilidade de nomear ou exonerar os Conselhos de Administração dos Hospitais é do Governo, tendo já o PS de Tomar e o Presidente da Câmara de Torres Novas, solicitado a exoneração do actual Conselho de Administração.


9ªVERDADE: A questão da "mobilidade interna" entre as três unidades do Centro Hospitalar - a mais referida pela população no debate público - é da exclusiva responsabilidade dos seus Conselhos de Administração, sendo mais uma vez um MERO ACTO DE GESTÃO.


10ªVERDADE: A questão da "mobilidade externa" entre os três Hospitais (entre as Cidades de Tomar, Torres Novas e Abrantes), nunca foi até hoje assumida pela tal COMUNIDADE URBANA que o Sr.Relvas criou em 2003 e a cuja Assembleia Preside, sendo Presidente da Junta o também Presidente da Câmara de Tomar (PSD).

Vistas assim as verdades deste contexto, as soluções para o problema passam, no meu entender, por:

Considerar o Centro Hospitalar do Médio Tejo como um Hospital, com três unidades deslocalizadas em Tomar, Torres Novas e Abrantes.

Colocar junto de cada um dos respectivos internamentos de especialidade a respectiva urgência, no sentido de optimizar não só os meios materiais, mas muito especialmente os meios Humanos.

Garantir que se mantêm em funcionamento junto de cada uma das três unidades, as respectivas consultas externas em todas as especialidades existentes no Centro Hospitalar.
Garantir o integral cumprimento das valências previstas no Plano Funcional aprovado em 1998, com eventual melhoria, discutida quer com os profissionais da saúde, quer com os autarcas da área de influência.

Garantir que a entrada de doente em qualquer uma das unidades (Tomar, Torres Novas e Abrantes) em urgência, é assumido como tendo dado entrada no Centro Hospitalar e que a sua mobilidade interna seja da sua responsabilidade e não do doente ou da sua família.
Garantir que os Municípios da NUTIII do Médio Tejo aproveitam as oportunidades dos investimentos FEDER no quadro do QREN 2007-13, para o desenvolvimento de uma rede de transportes entre as Cidades que permita o acesso e a mobilidade, em tempo útil, de todos os Cidadãos aos serviços públicos essenciais, como é o caso da Saúde.
Garantir que passa a existir uma articulação entre a Rede de cuidados de Saúde Primários, por exemplo através da melhoria das condições de funcionamento dos Centros de Saúde e das Unidades de Saúde Familiar, com a URGENCIA HOSPITALAR, no sentido de que os cuidados de saúde possam adquirir uma lógica de maior prevenção, libertando assim as urgências poli-centradas nas três unidades para as URGENCIAS REAIS.

25.1.07

O "ÉTER" VAI VOLTAR A ANIMAR...

Mantive desde a criação deste espaço muito pouca actividade nele.
Tal deveu-se a um conjunto vasto de razões, entre as quais a de evitar que se confundisse as minhas mensagens pessoais com o facto de na altura ter responsabilidades directas de coordenação de um Partido em Tomar.


Ora, passado mais de um ano de ter deixado essa função e, cumprido aquilo que considero o período de nojo da nova liderança, que apoio e na qual me reconheço, impõe-se ou por outra, imponho-me a mim mesmo de passar a reflectir com regularidade neste espaço, que sendo meu só a mim me responsabiliza.


Não deixei de ser dirigente do PS, quer na Assembleia Municipal de Tomar, quer na Federação Distrital de Santarém, mas e talvez precisamente por isso, faço questão de ter opinião pública sobre diversos temas que mais me interessam e preocupam.
Sempre defendi que quem está na vida pública nada deve temer em relação ao que pensa.
Essa é a essência dos HOMENS LIVRES. Sempre me considerei livre e muito especialmente agora em que vou completar 40 anos, entendo que só assim vale a pena viver os - talvez - mais 30 anos que viverei.
Assumir o que se pensa, assumindo o que se escreve, mesmo aqueles escritos que muita polémica causaram ao tempo em que foram escritos, como aquele post que muitos me aconselharam a retirar sobre algumas observações sobre o Sr. que por ainda por aí temos como Presidente do nosso Município. Não só naõ o retirei na altura, como o assumo na íntegra agora, na certeza porém que este deve ser lido à luz do tempo em que foi escrito.
Como diria o antigo Primeiro Ministro António Guterres, é a vida!

14.1.07

A QUESTÃO ENERGÉTICA DA EUROPA - Breve abordagem de incidência Regional

Referências e créditos:
- Os Impactos Económicos do Aumento dos Preços da Energia - Grupo Socialista do Parlamento Europeu - Nov 2006
- Sítio das Nações Unidas - actualização de Dez 2006
- Sítio do Diário Económico - Arquivo de 2006-2007
- Uma Verdade Inconveniente - Al Gore - 2006
- Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)- 2007





A dimensão económica da questão energética da Europa, tem consequências efectivas também na “solução” ambiental e na equidade social. É assim claramente uma daquelas matérias onde uma visão de Desenvolvimento Sustentável mais se aplica e, sobre a qual mais alterações iremos observar no decurso dos próximos anos.

Enquanto que antes do ano 2000, os preços do Petróleo bruto rondavam valores de 9-10 €/barril (10-12 US$), durante os últimos seis anos têm aumentado acentuadamente até terem atingido os 59€/barril (79 US$) em Agosto de 2006, tendo desde aí abrandado, mas sem haver qualquer prova de que o aumento não volte a acontecer nos próximos anos, quer seja pela sua cada vez maior escassez, quer seja pelo aumento brutal do seu consumo por parte dos Países Asiáticos.

Ao preço de 50€/barril (64 US$), a UE paga 250.000 Milhões €/ano pelas suas importações de Petróleo, cerca de 1,5 €/dia para cada um dos seus 457 Milhões de Habitantes. Tal montante de 1,5€/dia/habitante, é mais do que o dinheiro diariamente disponível para a sobrevivência de cerca de um terço dos Habitantes do Planeta, que vivem com menos de 1,5€ (2 US$) por dia.

Tal situação para além de ABSURDA, é deveras chocante!

Actualmente os gastos em importações de Petróleo equivalem a 2,4% do PIB da UE, representando a importação de Energia cerca de 50% das necessidades energéticas da Europa. Em 2030, se nada for feito até lá, 70% da Energia consumida na Europa será importada, representando a "fatia Petróleo" cerca de 94% desta.

Com este nível de dependência, cada aumento de 10 €/barril deverá representar um volume adicional de importações de cerca de 40.000 Milhões €/ano (cerca de 0,24€ habitante/dia).
Embora as consequências económicas imediatas sejam negativas, a evolução dos últimos anos dos preços do petróleo, bem como o expectável e continuado aumento deste, representam também um conjunto de novas oportunidades, que mais não seja, porque tal contribuirá para passar dos combustíveis fósseis para outras fontes de energia, o que até agora não foi conseguido através de medidas ambientais limitadas.

A actual crise energética, ilustra claramente o potencial do mercado prometedor dos Países emergentes e em desenvolvimento no sector das energias renováveis, bem como das tecnologias destinadas a aumentar a eficiência energética, colocando em evidência as taxas positivas de crescimento e emprego deste sector.

A Europa no seu todo e, os cidadãos europeus em particular, deverão aproveitar finalmente esta oportunidade de alteração de hábitos e não perder a liderança do mercado das tecnologias ambientais a favor dos Estados Unidos da América.

Só a título de exemplo, para se entender a dimensão económica e respectiva criação de “emprego tecnológico”, o montante necessário para suprir as falhas tecnológicas, em matéria de energia, seja na área dos combustíveis fósseis, produção hídrica ou nuclear, segundo dados da Comissão Europeia, apontam para cerca de 1.000.000 Milhões € (10^12 €) para os próximos 20 anos - qualquer coisa como 109€/Habitante/ano.Aqui, as opções que temos tomam um de dois caminhos: podem ser investimentos nas fontes de energia tradicionais e na exploração das últimas reservas de Petróleo durante os próximos 20 anos ou podem ser investimentos que tomem outra direcção – a da sustentabilidade!

Algumas propostas estão neste momento já a fazer o seu caminho, em matéria de investimento futuro, nas diferentes instituições Europeias – Parlamento e Comissão. Eis alguns exemplos:

1) Elaboração por parte da Comissão Europeia de um PLANO detalhado para reduzir a dependência energética da União e realização de transferência para as "Energias Limpas", com avaliação de Impacto da eficiência energética;

2) Criação de um regime de apoio ao investimento por parte da Banca privada e das Instituições financeiras públicas, através de Fundos de Eficiência Energética que subvencionem Projectos neste domínio;

3) Os objectivos de eficiência energética irão ser também integrados noutras políticas sectoriais, nomeadamente a política fiscal, a política de transportes e a política de coesão. Irão ser propostos regimes de financiamento e instrumentos contratuais inovadores, como o microcrédito e as parcerias de capital de risco entre as empresas privadas e as administrações públicas locais, afim de associar activamente os parceiros locais e os decisores;

4) As políticas fiscais irão desenvolver incentivos para o aumento do investimento a favor da eficiência energética, das energias renováveis e dos produtos respeitadores do ambiente e favorecer estas opções, integrando cada vez mais o princípio do "poluidor pagador";

5) Uma vez que o sector dos transportes representa 56% do consumo de Petróleo na UE e é o mais afectado pelo aumento dos preços do mesmo, irão ser adoptadas políticas relativas à eficiência energética no sector dos transportes e à mudança de paradigma no uso dos mesmos;

6) Irá ser estabelecida uma estratégia global para suprimir gradualmente a utilização de combustíveis fósseis no sector dos transportes e promovida a introdução no mercado de técnicas de baixa emissão de CO2, utilizando as tecnologias mais recentes de alimentação de motores por biocarburantes e/ou biohidrogénio.

Todo o processo e metodologia de alteração de paradigma no sector energético Europeu, irá assentar cada vez mais na alteração de uso individual e nas políticas locais e regionais do uso da mesma.

É minha convicção, que as Regiões e localidades que mais rapidamente entenderem que o caminho é por aí, mais rapidamente verão níveis de crescimento económico, ambientalmente sustentados, capazes de conduzir ao aumento do emprego e do necessário equilíbrio social.

O conceito base, bebe na visão do DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ou seja, aquele tipo de desenvolvimento que garantido as expectativas de crescimento das gerações actuais não coloca em causa o crescimento das gerações futuras, procurando o necessário equilíbrio entre desenvolvimento económico, social e ambiental.
A situação vivida na Europa nos Invernos de 2005/6 e 2006/7, no que ao recebimento de Gás Natural e de Petróleo da Rússia através da Ucrânia e da BieloRússia, por onde entram só através do pipeline da BieloRússia 12,5% do consumo da EU, obrigou a todos os níveis de poder no seio da nossa Europa a perceber que a mudança de paradigma e as acções necessárias “são para ontem”.

A permanente disputa entre a companhia estatal russa GAZPROM, que detém uma quota mundial de 20% de Produção de Gás Natural e os Estados satélites da Ucrânia e da BieloRússia, transforma a Europa num "actor indefeso" perante a "lógica Imperial Russa", comandada por interesses que têm o seu términus na estratégia norte-americana de controlo mundial da energia, numa lógica neo-liberal pura e dura.
Neste contexto a estratégia Alemã de desmantelamento das suas Centrais Nucleares, bem como a existência de regiões da UE sem produção de energia com recurso a essa tecnologia é na minha opinião, claramente insustentável - Portugal incluído.

Portugal é o País da Europa mais à mercê das oscilações dos preços globais da energia, apesar de ser o País da UE com maiores reservas de Urânio, que é o minério base que depois de um processo de enriquecimento permite a produção de energia em Centrais Nucleares.Aliás, Portugal detém só o maior Porto de águas profundas da Europa – Sines, capaz de garantir a acostagem de navios de grande porte, capazes de transportar gás liquefeito de outras partes do mundo - por exemplo da Nigéria ou da Venezuela.

Aliás, Portugal detém também a maior média de horas de insolação por ano de toda a Europa, capaz de garantir uma produção de energia não displicente no contexto europeu, a partir da energia solar.

Não se julgue porém que só às autoridades europeias e nacionais compete intervir nesta matérias, pois as autoridades locais deverão encontrar as estratégias de intervenção no ordenamento do território e os investimentos e parcerias concretas, capazes de mudar o paradigma do uso dos transportes e da gestão colectiva da energia, em edifícios públicos por exemplo, levando a uma redução das emissões de CO2 - pagos a peso de ouro, mercê do Protocolo de Quioto.

Sempre defendi que a nossa sub-região, Médio Tejo, detinha uma capacidade instalada no sector da Ferrovia, capaz de alterar no espaço de uma década o uso dos transportes entre a nossa Rede de Cidades - Tomar, Torres Novas, Entroncamento e Abrantes.

Os desafios de futuro, colocados no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN, 2007-2013), promoverão investimentos com base nas actuais NUTIII - no nossa caso o Médio Tejo, valorizando projectos integradores de cariz Inter-Municipal, com incidência especial na valorização do Território (Ambiente, Obras Públicas e Transportes).
Uma Europa vista como um todo no contexto mundial, alicerçada em autoridades locais e regionais com visão e dimensão, é o desafio que se coloca a todos nós no sentido de deixarmos aos nossos filhos um mundo onde estes possam tomar as suas opções, sem estarem demasiado condicionados com aquelas que tomamos hoje.

Este é claramente o desafio que se coloca à nossa geração.
Saibamos assumi-lo, de espírito aberto e sem quaisquer dogmas!

12.12.06

PORQUE CONVEM RECORDAR O PORQUÊ DE ALGUMAS COISAS...

(Uma pequena Homenagem - em discurso directo - aos 30 anos do poder local democrático, instituido há 30 anos, pelas primeiras eleições livres para as Câmara Municipais e Juntas de Freguesia)



Sábado, Outubro 30, 2004

DISCURSO DO PRESIDENTE DA CONCELHIA NA CONVENÇÃO AUTÁRQUICA

Estimado amigo Pedro Nuno, SG-JS
Estimado amigo Paulo Fonseca, Presidente da Fed.
Estimados autarcas, militantes e dirigentes do PS
Estimados convidados e órgão de comunicação social

Caras e caros Tomarenses

Quero em primeiro lugar agradecer a todos pela vossa presença, participação e trabalho.

As reflexões e propostas que nos trouxeram, neste tempo repleto de amorfismos, especulações e suspeitas várias, dão-nos a todos ânimo necessário à continuidade do empenhamento que temos tido.

Permitam-me neste momento de balanço e prospectiva recordar-vos alguns factos do passado, sem sequer referir a importância da ancestral presença celta ou romana, e sem beliscar o relevo da presença das Ordens dos Templários ou de Cristo.

Lembremos por exemplo:Que as primeiras comemorações do 1º de Maio – Dia do Trabalhador – em Portugal, tiveram lugar em 1890, nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Silves, Tomar, Leiria, Santiago do Cacém e Arronches.

Que passam neste mês 109 anos sobre a realização em Tomar, de um Congresso do Partido Socialista Português, percursor a nível de visão social e política do actual Partido Socialista.
Que nesse tempo – finais do Sec.XIX, Tomar era uma referência nacional, já tendo iluminação eléctrica pública, situação que a Capital só viria ter em 1904 – Há precisamente 100 anos.

Que nos anos sessenta, Tomar era conhecida como a CIDADE JARDIM, tinha um Ensino de referência a nível nacional e era Sede da Região Militar Centro.

Que nos anos oitenta o Convento de Cristo é declarado pela UNESCO como Património Mundial.E Hoje?O Concelho tem uma taxa de desemprego superior à média nacional.

O rendimento per capita dos residentes tem baixado nos últimos anos.

Depois de num primeiro momento, das últimas duas décadas, a Cidade ter captado residentes às Freguesias rurais, está neste momento a perder população residente, em detrimento dos Concelhos limítrofes.

Nenhuma Cidade da dimensão de Tomar – 17.000 habitantes, tem um tráfego tão caótico, nem uma poluição atmosférica, como a nossa.

Em nenhum Concelho da Região é tão difícil proceder à aprovação de um simples projecto de licenciamento de uma obra particular e, em nenhum outro, as taxas atingem os valores de Tomar.

A factura da água em Tomar é mais elevada, para o mesmo tipo de consumo, do que na Capital do País!

Lotear em Tomar, é de todo impossível, pois a Câmara Municipal transfere para os promotores todos os ónus lógicos e ilógicos, obrigando-os, por exemplo, a asfaltar e colocar ruas mesmo fora do seu loteamento, acabando por ter que ser o comprador a pagar tudo isso.

O apoio ao Associativismo atingiu níveis de complexidade nos procedimentos, que apenas burocratizaram, não havendo na autarquia um verdadeiro serviço de apoio às Associações, por exemplo para candidaturas a fundos nacionais e comunitários.

Aliás, neste campo, não se percebem quais as prioridades: se a formação, se a competição; se a música, se o ballet; se o ténis, se o hóquei; se os jogos populares, se os jogos de mesa… Enfim, um completo desnorte!

As Juntas de Freguesia, sejam elas geridas por que Partido forem, têm de viver de mão estendida para uma Câmara que não as respeita, que não as ouvem, que não acorda com elas as competências, os meios e os técnicos necessários à sua importante missão.

Desde os anos Setenta – gestão do PS, com o Sr. Luís Bonet – que não se investe seriamente na Habitação Social e na Habitação a custos controlados.

Hoje até já se pode estudar em Tomar, mas onde é que há trabalho?

O tempo de resposta aos investidores por exemplo, é por demais elevado e ninguém consegue falar com o Sr. Que tudo sabe e manda.

Mas lembremos mais:Quem é que nos últimos 25 anos gere a autarquia de Tomar, durante 17 anos?Todos sabemos que tem sido o PSD, umas vezes sozinho outras coligado à sua direita!

Ultimamente, desde o início deste ano para ser mais concreto, o Sr. que tudo sabe e manda descobriu que todos os problemas que o Concelho tem os deve ao PS?!Tal preceito, além de falso denota a sua preocupação, porque sabe que a população já percebeu quem é o responsável: a sua direita viscosa e lodacenta do PSD!

Em Tomar vive-se hoje a medo! E tal não é exagero: que o digam as centenas de funcionários da autarquia, permanentemente colocados perante novos factos, que sob a aparência da legalidade concreta, mais não espelham que o vivo repúdio pela opinião diversa, que mais não fazem do que concretizar o que de pior a Governação de direita tem – o desrespeito pelo funcionário público!

Não deveria a Câmara na sua gestão valorizar os seus recursos humanos, dando-lhes novas competências, incentivando-os?

Em Tomar viver-se hoje a medo! Pois quem tenta alertar para os graves erros de PLANEAMENTO, de EXECUÇÃO e de FISCALIZAÇÃO é logo apelidado – como no tempo da outra senhora de MALDIZENTE CONGÉNITO, ou de COMUNISTA!

Em Tomar, vive-se hoje a medo! Quem não venere S.Exa Reverendíssima e seus algozes do PSD, quem não participe nas suas cerimónias espúrias de burguesia decadente, não faz parte do concerto social…, logo é ostracisado.

É de admirar quando as pessoas desacreditam da política? Em Tomar, o Sr. que tudo sabe e manda, dá-lhes boas razões para tal!Em Tomar vive-se hoje mal, apesar de parecer que não. É que há gente que não pode pagar a renda de casa, a creche dos filhos e o lar dos pais, mais todas as taxas que sem qualquer nexo social o PSD nos impõe.

Há por isso uma razão para lutarmos pelo desenvolvimento que queremos: O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – que é aquele que permite conciliar o crescimento económico, com a equidade social e o equilíbrio ambiental!Estivemos no passado na primeira linha do desenvolvimento, porque é que não haveremos de também num futuro próximo estar?

Meus caros Tomarenses

Definimos no PS este ano de 2004, como um ano crucial para o futuro de Tomar!Propusemos o DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL como matriz enquadradora para as nossas políticas autárquicas, porque entendemos que só numa lógica respeitadora do ambiente, das pessoas e da economia social, a vida no futuro tem solução na nossa terra.

Comprometemo-nos a ser mais vigilantes e interventivos!

Alguém tem dúvida que temos marcado a agenda política em Tomar?Avisámos ao que vínhamos, assumindo que depois de nós, nada mais ficaria na mesma!Só a título de exemplo é verdade ou não que as propostas da criação da AGENDA XXI local rejeitada na A.M. pela maioria PSD e o REFERENDO LOCAL sobre quatro das mais polémicas intervenções POLIS, confrontaram o Sr. que tudo sabe e manda com o seu NEPOTISMO e AUTÍSMO CONGÉNITO.

Apesar de todas as tentativas dos nossos adversários, dos inimigos da nossa Cidade e Concelho, pensamos que até hoje cumprimos! – A ditadura enfrenta-se de frente, sem subterfúgios, sem medos e com determinação!É verdade ou não que temos razão em relação ao MILIONÁRIO CONTRATO de CONCESSÃO do ESTACIONAMENTO TARIFADO de TOMAR.

Quanto é que vai custar a cada Tomarense este VERDAEIRO ROUBO, da responsabilidade daquele Sr. que tudo sabe e manda?Conforme ficou bem claro pelas vossas intervenções, que em nome de todo o PS agradeço, quer as dos nossos autarcas e dirigentes, quer pela empolgante e pedagógica intervenção do nosso camarada Jorge Coelho, Tomar vive um momento de viragem.

Queremos afirmar, hoje aqui, precisamente neste início de TEMPO NOVO, que a VELHA POLÍTICA MORREU!Nós no PS em Tomar, não confundimos gestão corrente, com gestão estratégica, por isso passado que está o tempo das infra-estruturas básicas, na primeira preocupação das políticas autárquicas, vamos entrar assim num admirável tempo novo, ao qual gosto de chamar de “novas políticas autárquicas, para o Sec. XXI”.Que não se depreenda da anterior afirmação de que tudo o que é infra-estrutura está feito no nosso Concelho, longe disso.

O que é para nós evidente é que as “Novas políticas autárquicas” têm que tomar o investimento nas pessoas, como o fulcro da sua actuação. É para aí que é o caminho do futuro, e para nós o futuro é já hoje!

Nós até podemos esperar, mas quanto mais tempo resiste Tomar a este desmando?Governar para as pessoas é claramente o lema dos Socialistas no Concelho de Tomar.

Prospectivar o nosso futuro colectivo, é muito mais do que nos escondermos por detrás de projectos dúbios e sob a coordenação de protagonistas cansados!

Os Partidos Políticos além de não serem Associações Recreativas, também não são Gabinetes Técnicos, são isso sim Entidades de COORDENAÇÃO ESTRATÉGICA!

Por muito que alguns queiram, nomeadamente os adversários de Tomar, para o PS a aposta é mesmo nas pessoas e não nas obras ou na CONCESSÃO do FUTURO a QUALQUER LÓGICA MERCANTILISTA NACIONAL ou INTERNACIONAL!

Dotar o Concelho de políticas activas de PROGRESSO SOCIAL, quer seja com descriminação positiva nas taxas de águas e construção, quer seja com incentivos à educação em especial das famílias mais carenciadas e numerosas.

Desenvolver PARCERIAS ACTIVAS com as Instituições Particulares de Solidariedade Social, para aumentar o apoio à infância e à terceira e quarta idades é já um FORTE COMPROMISSO DOS SOCIALISTAS!

Olhar o mundo associativo, como parte fulcral da nossa vivência colectiva é muito mais do que distribuir umas “migalhas” orçamentais sem norte: Com o PS as Associações do CONCELHO são PARCEIRAS para o Desenvolvimento Sustentável e, como tal, dotadas de recursos humanos e técnicos de suporte COERENTE à sua actividade.Só assim o sempre propalado INVESTIMENTO NA CULTURA E NO TURISMO, como vector estratégico de Desenvolvimento TERÁ NEXO.

Há quem pense que estamos aqui por acaso: estamos aqui porque o futuro nos escolheu e porque nós soubemos, a ele, dizer presente!

Para os Socialistas a solução de Transportes Regionais passa pela implementação do METRO DE SUPERFÍCIE em todo o Médio Tejo, crescendo dentro na nossa Cidade interligando os principais equipamentos de serviço público, como sejam as Escolas e o Hospital.

Esta verdadeira ESPINHA DORSAL de transporte público deve sem complementada em parcerias PUBLICO-PRIVADAS que garantam o acesso de todos os residentes do Concelho os serviços.A

liás, sobre este aspecto, é fulcral que se saiba que uma das apostas do PS é garantir que cada CIDADÃO não esteja a mais de 15 minutos de todos os serviços essenciais à sua vivência.

O suporte representado pelos fundos estruturais, nomeadamente os da Sociedade de Informação e do Ambiente são essenciais para concretizar este desidrato.

É por aqui que é o nosso caminho:POR UM LADO A CAPACTAÇÃO MÁXIMA DOS FUNDOS COMUNITÁRIOS, aproveitando o Fundo de Coesão - vocacionado para as políticas de AMBIENTE, TRANSPORTES e ACESSIBILIDADES e o FEDER – vocacionado para a SOCIEDADE de INFORMAÇÃO, COMPETITIVIDADE e DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.POR OUTRO LADO, com os ganhos de eficácia numa gestão mais profissional de todas as intervenções da Câmara, canalizar os meios financeiros assim recuperados para o APOIO às POLÍTICAS SOCIAIS ACTIVAS, com o objectivo claro de apoiar os CIDADÃOS e as FAMÍLIAS mais débeis e de maior dimensão.

Connosco os Tomarenses sabem que o RIGOR e a VERDADE serão o alicerce da nossa actuação.

Não recorreremos ao POPULISMO básico para que alguns nos querem empurrar, porque sabemos que as pessoas estão fartas de DEMAGOGIAS.

Connosco os Tomarenses sabem que a promoção da COMPETÊNCIA e da SOLIDARIEDADE será o tónico da nossa actuação.

Connosco os Tomarenses estão seguros de que o Concelho agirá com COERÊNCIA e TRABALHO, única forma de sermos respeitados na Região.

Connosco os Tomarenses têm a garantia que a INOVAÇÃO estará ao seu serviço, melhorando a sua qualidade de vida.

E por falarmos em INOVAÇÃO, convém lembrar que o PS tem uma VISÃO de uma Tomar liderante no espaço REGIONAL, sem paternalismo! Com responsabilidade!

Meus caros TomarensesAproveito as minhas últimas palavras para me dirigir muito em especial a todas as mulheres e homens que têm dado o melhor de si, quantas vezes com prejuízos da sua vida particular, em prol da causa pública – os nossos autarcas.

Vocês são a primeira linha do combate contra a DITADURA do Sr. que tudo sabe e manda. Tenham a firmeza que nós temos tido! Por favor não vacilem, nem alimentem sonhos irrealizáveis daqueles que fora nos querem impor as suas soluções.

Todos sabemos que muitas vezes o nosso mais temível inimigo somos nós próprios: tenhamos a coragem de nos autocontrolarmos – na desilusão e na euforia!O Concelho precisa de nós! Precisa da nossa estratégia!Uma estratégia que visa COLOCAR TOMAR NO MAPA, do LADO CERTO DO DESENVOLVIMENTO – sustentável, claro!

Tenham confiança nos dirigentes do PS, que conseguirão encontrar os melhores protagonistas para as suas equipas – desde o cabeça de Lista à Câmara a todos os outros.

Por favor não liguem às nuvens de fumo, com pseudo-candidatos todas as semanas “soprados” pelos sectores que querem VENDER A NOSSA ALMA AO DIABO!

Sejam firmes, mas tolerantes!
Sejam corajosos, mas educados!

Podem crer que todos trabalhamos colectivamente para oferecer um bilhete de ida ao PSD.E disso, os Tomarenses, já se deram conta!

MEUS CAROS TOMARENSES

Nunca, como hoje, vocês depositaram tanta esperança no PS.
Saibam que estamos aqui para vos servir.
Foi para isso que viemos e só daqui sairemos quando tivermos concretizado o nosso OBJECTIVO:Por tomar no mapa, do lado certo do desenvolvimento!

Nós confiamos em vós! Tenham por isso confiança em nós!

Viva o Partido Socialista
Viva o Concelho de Tomar

Luís Ferreira - Presidente da Concelhia do PS

15.9.06

O PACTO DA JUSTIÇA

2006-09-16 – CORREIO DA MANHÃ
Justiça - António Barreto na abertura do CEJ

Os Governos fecham os olhos à corrupção


O sociólogo António Barreto manifestou-se ontem convicto de que a ausência do combate à corrupção política, autárquica, empresarial e desportiva no Pacto da Justiça, assinado entre o PS e o PSD, “não se tratou de um lapso, mas sim de um gesto deliberado”.

“O pacto devia ter proposto alguns mecanismos, algumas leis, algumas orientações. Por que é que não houve isto? É estranho”, disse Barreto no final na cerimónia de abertura do curso de magistrados, no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), acrescentando: “Os sucessivos governos têm descurado o combate à corrupção e, em muitos casos, têm fechado os olhos.” Convidado pelo ministro da Justiça para falar na cerimónia de abertura do curso para magistrados do Centro de Estudos Judiciários, António Barreto, o único conferencista da sessão, não se inibiu de criticar duramente algumas das medidas da reforma na Justiça, como a redução das férias judiciais, mas também acusou os vários operadores judiciários de serem co- -responsáveis pela crise no sector.Numa longa intervenção intitulada ‘Justiça e Sociedade – Algumas Reflexões’, o sociólogo destacou como questão central da crise da Justiça a relação entre esta e a política. “A voracidade dos partidos pela PGR é um sinal de mal-estar durável”, disse Barreto, considerando que “os políticos deveriam ter menos apetites relativamente ao controlo ou o poder a exercer sobre os magistrados, os advogados, as polícias e os oficiais de justiça”.
O sociólogo apresentou uma comparação que realizou entre a Justiça, a Saúde e a Educação, concluindo que “a Justiça, por não ter mercado, por não ser privatizável, por não produzir dinheiro, por não gerar publicidade, por não ser vistosa e por não ser um bem de consumo de massas, ficou para trás nas atenções dos legisladores e dos governantes”.
CRÍTICAS AO PACTO
Para António Barreto, “as sucessivas alterações de códigos revelam uma instabilidade indiscutível” e, na perspectiva do sociólogo, o pacto político parlamentar, assinado na passada semana, não visa alcançar nenhum dos objectivos prioritários na Justiça.Sublinhando que é prematuro fazer uma avaliação, Barreto criticou, porém, o facto de o acordo não englobar matérias como o processo civil, a composição dos Conselhos Superiores e a redefinição da autonomia do Ministério Público. No entanto, aplaudiu a previsão de provas públicas para o acesso aos tribunais superiores.

FORMAÇÃO DISTINTA NAS MAGISTRATURAS
O ministro da Justiça, Alberto Costa, admitiu ontem a necessidade de diferenciar a formação académica destinada aos magistrados judiciais e aos magistrados do Ministério Público.
“Ir-se-á registar uma maior diferenciação dos percursos formativos conducentes às duas magistraturas, em atenção ao seu diferente papel e à sua diferente identidade, sempre sem prejuízo da existência dos módulos comuns que se justifiquem”, afirmou o governante, no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), revelando uma opinião semelhante à do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público. A associação, presidida por António Cluny, divulgou esta semana um parecer sobre a reforma da formação dos magistrados e advogados, em que defende a introdução de módulos específicos referentes a cada uma das magistraturas.Explicando que “o processo de reforma vai prosseguir no CEJ”, Alberto Costa insistiu na necessidade de diversificar as vias de acesso à magistratura, ou seja, dar oportunidade a licenciados oriundos de outras áreas que não apenas o Direito.

“O futuro do sistema da Justiça que está à nossa frente já não será igual ao que era”, rematou o ministro, garantindo que haverá mais oportunidades, exigências, recurso ao mérito e à transparência e escrutínio público.

Ana Luísa Nascimento
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(Comentário)
O António Barreto, desde que deixou o PS táxéxé ou quê?

Os sucessivos e alternados Governos PSD/CDS-PS, bem como o Parlamento, têm estado bem atentos à corrupção, durante os 30 anos em que governaram a Justiça no nosso País.

Se não vejamos (os Utópicos? claro: na Europa dos 25, que inclui a Itália, somos os únicos onde não há corrupção. O que é que querem mais desta III República?

Todos os que processos que foram para a Procuradoria Geral da República, alguns depois de terem passado pela PJ, envolverem empresários, políticos, empresas públicas, autarcas e dirigentes desportivos, foram todos e serão todos arquivados, por falta de provas ou por terem passado os prazos...

Isso da existência de corrupção em Portugal é uma cabala montada pelos jornalistas, uma cambada de “chatos” e pelo povo, uns ignorantes…

Porque razão é que o “Pacto para a Justiça” celebrado entre o PSD/PS havia de contemplar um problema que todos (os Utópicos) sabemos não existir – A CORRUPÇÃO.

Conclusão – O António Barreto tá mesmo xexé… e os Utópicos estão Cépticos e Atentos, mas não Venerandos e Obrigados.
Madeira de Castro
O Presidente da UTOPIA – Movimento para a IV República

7.7.06

QUE SE LIXE...

Por Miguel Esteves Cardoso (com a devida vénia)

Pronto. Que se lixe. Levem lá a taça, que a gente continua cá, se não se importam. Vamos ali fazer um piquenique com os alemães e voltamos já.

Poça, já se sabia que tinha de ser com o raio dos franceses e que Portugal jogar mal ou bem seria irrelevante. Mas tanto?! A ironia, muito francesa porque é daquelas pesadas e óbvias que não têm graça nenhuma, é que Portugal jogou muito bem e a França não jogou nada. Aliás, quanto melhor jogava Portugal, mais aumentava a probabilidade da França ganhar. É azar. É esse o termo técnico, exactamente.

Não foi só o árbitro, embora este tudo tenha feito para ser a estrela principal da partida. Não, é o azar que os franceses dão. Mesmo quando estão cabisbaixos e amedrontados, cheios de vontade que o tempo passasse e os poupasse, dão azar.

E porquê? Porque os portugueses também dão azar aos franceses, coitados.

Dão-lhes o azar de pô-los a jogar mal. E o azar de fazerem figura de tontos e medricas. Os franceses também não mereciam tal azar. Tanto mais que cada jogo com eles traz uma vingança pré-fabricada: depois desta meia-final, já ninguém poderá dizer que Zidane e os "bleus" renasceram milagrosamente. Onde? Quem? Não, o milagre foi só um: o de não terem perdido.

Em contrapartida, os franceses dão aos portugueses o azar de perder. Bonito serviço. Assim não dá gosto; não se pode trabalhar; nem há condições para jogar; é escusado. E quando jogarmos outra vez com os franceses, vai acontecer a mesma coisa. O azar existe e o azar reincidente e metódico, no caso da França, existe mais ainda. Antes fosse ao contrário? Talvez não. Mais vale perder como perdemos, a jogar como campeões, do que ganhar a jogar como os franceses, como perdedores natos, receosos e trapalhões, sem saber o que se passa ou o que se vai passar. Fizeram má figura e ganharam. Que os italianos lhes sejam leves!

Dirão uns que não faz mal, que já foi muito bom chegarem às meias-finais. Mas não é verdade. Para chegarem às meias-finais foi preciso pensarem que podia ser campeões do mundo. E agora custa um bocadinho – um bocadinho nobre e bonito mas muito custoso – voltar atrás. Se a esplêndida selecção portuguesa tivesse pensado que bastaria chegar às meias-finais nem tinha ganho ao México e muito menos à Holanda e à Inglaterra.

Foi bonito saber, como ficou sabido e comprovado, que não é assim tão difícil Portugal ser campeão do mundo. O próximo Mundial, em 2010, parece muito mais apetecível por causa disso. É ganhável – como era este. Não se pode subestimar a segurança que o Mundial 2006 trouxe à selecção. Já não se pode falar em sonhos como se fossem delírios.

Não: os sonhos agora passaram a objectivos, altamente práticos e alcançáveis. É obra.
Portugal já não é o "outsider" que era nos primeiros dias do mês passado. Por muito que isso custe aos detractores e inimigos (que utilizaram esse estatuto marginal para nos marginalizar ainda mais), a partir de agora Portugal é não só um campeão potencial como um campeão provável.

Tanto crescemos que finalmente ficámos crescidos, adultos, senhores. É bom que os outros senhores do futebol comecem a habituar-se à presença e à ameaça constantes dos novos senhores. Porque os antigos menininhos portugueses, que eram tão giros e que tanto jeitinho davam, desapareceram para sempre.

Este Mundial já está ganho. Que se lixe. Venha outro!

14.6.06

OS TEMPLÁRIOS EM PORTUGAL

Revista Focus (13/6/2006) [José Colaço]

Extinta há quase 700 anos, a Ordem do Templo é quase um mito urbano, tornado ainda mais atraente por Dan Brown em 0 Código Da Vinci.

Entre as centenas de romances pseudo-históricos publicados nos anos mais recentes, tanto entre os que contêm uma vertente fortemente esotérica como naqueles que se pretendem mais realistas, há uma presença quase constante. Referimo-nos, claro está, à famigerada Ordem do Templo, cujos membros, os célebres cavaleiros templários, dão origem aos mais diversos mitos, especialmente depois do sucesso de O Código Da Vinci, de Dan Brown.

De autênticos santos, que deram a vida para salvar de um maquiavélico Papa o Santo Graal, até membros de uma sociedade secreta, capazes dos actos mais bárbaros para angariar poder e dinheiro, já tudo se disse a respeito dos membros desta ordem.

Claro que, com tantas nuvens a ensombrar a sua existência, ninguém sabe muito bem o que era, realmente, a Ordem Militar e Religiosa dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão. Dela se diz ter estado na posse do Graal, de uma biblioteca onde se destacavam tomos que sobreviveram à destruição da biblioteca de Alexandria e de um tesouro incalculável. Uma tal riqueza que ainda hoje, quase 700 anos passados sobre a sua extinção, são muitos os que continuam à procura do tesouro dos templários.

Outra questão curiosa diz respeito à fulgurante ascensão da Ordem do Templo. De pequeno grupo com apenas nove membros em 1118, em menos de dois séculos transformou-se na mais poderosa organização da Europa, com propriedades em vários países e com uma capacidade financeira que lhe permitiu, até, emprestar dinheiro a monarcas. Independente das hierarquias religiosas da época, na dependência directa do Papa, a Ordem do Templo gerou tantas invejas que não admira que, quando Filipe, o Belo, rei de França, resolveu persegui-la, tenham sido muitos os que a ele se aliaram.

E ainda cedo, porém, para falarmos da extinção dos templários. Deixemos isso para o final do artigo e analisemos aquilo que se passou nestes movimentados séculos da História da Europa. Para contar a história da Ordem do Templo é necessário recuar até Março de 1095, quando Alexius 1, imperador do sacro império romano do Oriente, enviou ao Papa Urbano II um pedido de auxílio contra a ofensiva turca. Surpreendido pela missiva em pleno concílio de Piacenza, Urbano vê nele uma rara oportunidade de fazer sarar as feridas deixadas pelo grande cisma de quatro décadas antes de voltai a colocar todos os cristãos sob a alçada do papado.
Oito meses são necessários para que o Vaticano defina a sua estratégia. Em Novembro do mesmo ano, no concílio de Clermont, Urbano profere um discurso apaixonado para nobres e sacerdotes, no qual exige o envolvimento de todos para libertar a cidade santa de Jerusalém das mãos dos infiéis turcos.

Para além dos propósitos religiosos, esta operação teria, ainda, as vantagens de reduzir a densidade populacional em França (considerada à época um grave problema) e de dar à nobreza algo com que se ocupar (as questões intestinas entre nobres eram cada vez mais frequentes e não raramente tomavam-se crimes). "Permiti que os ladrões se tomem cavaleiros! ", afirmou o sumo pontífice.

Naquele que é considerado um dos mais importantes discursos da História da Europa, o Papa logrou reunir um continente inteiro sob a mesma bandeira e com idêntico objectivo (ainda que com diversidade de razões). E assim, a 15 de Agosto de 1096, tinha início a Primeira Cruzada (embora meses antes tivessem já partido milhares de peregrinos de escassas posses, que viriam a morrer na sua quase totalidade vítimas da doença, da fome e dos ataques de saqueadores).

Encontrando pela frente um inimigo dividido e pouco organizado, a cruzada transformou-se num autêntico passeio para os nobres europeus. Ainda por cima armaduras revelavam-se virtualmente incapazes contra as armaduras e cotas de malha dos cavalei
ros, que menos de três anos após a partida estavam já a organizar o cerco à cidade santa. Em clara superioridade numérica e tecnológica, os cruzados conseguiriam tomar Jerusalém em Julho de 1099.

A tomada de Jerusalém foi extremamente sangrenta. A quase totalidade dos habitantes - muçulmanos, judeus e, até, cristãos orientais – foi massacrada. Segundo a Gesta Francorum, um livro de autor anónimo que se crê ter sido escrito por um cruzado, diz que "a carnificina foi tão grande que os nossos homens caminhavam em sangue até aos tornozelos".

Tomada a cidade, o poder foi entregue a Godofredo de Bolhão. Depois de re cusar o título de rei, dizendo que jamais usaria uma coroa de ouro na cidade onde Nosso Senhor usara uma coroa de espinhos, viria a aceitar apenas o título de Protector do Santo Sepulcro. Infelizmente, porém, o "reinado" de Godofredo durou pouco. Uma estranha doença, que muitos consideraram consequência de um envenenamento, matá-lo-ia em 1100. Desta forma, foi o seu irmão Balduíno a assumir o poder. Sem os pruridos de Godofredo, aceitou a coroa e o trono de Jerusalém como Balduíno I.

Após a morte sem deixar descendência de Balduíno I, o reino de Jerusalém atravessou uma fase complicada. A primeira ideia foi entregar a coroa a Eustáquio, irmão mais velho de Godofredo e de Balduíno. As movimentações de Joscelin de Courtenay, porém, levaram a um volte-face. No trono acabaria Balduíno de Bourcq, primo dos dois irmãos, que reinaria como Balduíno II.

Seria este monarca a receber, logo no seu primeiro ano no trono, a visita de Hugo de Payens que, com outros oito cavaleiros do condado de Champagne, se foi oferecer para garantir a segurança nas estradas para a Terra Santa dos peregrinos cristãos que, provenientes da Europa, pretendiam chegar a Jerusalém. Os ataques dos salteadores (não apenas muçulmanos mas, em muitos casos, também cristãos) faziam inúmeras vítimas e, apesar de múltiplas tentativas, nunca os cruzados tinham conseguido garantir a segurança da costa até à cidade santa.

Balduíno aceitou a proposta e entregou aos nove cavaleiros instalações no Monte do Templo, no local onde, diz a tradição, estariam instaladas as cavalariças do rei Salomão. A localização das suas instalações originais viria a justificar parte do nome da ordem.

Logo nos seus primórdios os mistérios começam a adensar-se em tomo dos templários. Durante os nove primeiros anos de existência da ordem, nem um só cavaleiro se alistou nas suas fileiras. Segundo os que crêem em explicações místicas, isto deveu-se ao facto de os membros originais da ordem se terem dedicado a buscas incessantes no local onde se erguera o Templo de Salomão. Levando esta possibilidade ao extremo, os templários teriam encontrado (pelo menos) parte do grande tesouro de Salomão, incluindo a Arca da Aliança, e justificando a rápida angariação da sua fortuna. Mais racional é a justificação dada pelas ordens que se dizem herdeiras dos templários - nos primeiros anos, os votos da Ordem do Templo (castidade, pobreza e obediência) desmotivavam quaisquer interessados.

É em 1127 que se assiste a um enorme progresso por parte dos templários, em grande parte devido aos esforços do abade cisterciense Bernardo de Claraval. Para além de escrever os estatutos da Ordem do Templo, com base nos da de Cister, Bernardo envia a Hugo de Payens uma carta que garantirá aos templários o apoio de toda a cristandade. Esta missiva, com o título De Laude Novae Militia (Elogio à Nova Cavalaria, em tradução livre), correria mundo e angariaria inúmeros recrutas entre a nobreza, para além de uma enorme quantidade de donativos em dinheiro e terras, provenientes de nobres que, por um ou outro motivo, não podiam juntar-se à ordem.

Por estranho que pareça, esta generosidade de nobres e monarcas para com os templários começa a fazer-se sentir em Portugal antes mesmo de Bernardo de Claraval dar início à sua campanha de marketing em favor da ordem. O historiador André Jean Paraschi, na sua História dos Templários em Portugal, admitindo a possibilidade de doações anteriores, refere a oferta, ainda em 1126 e por parte da rainha D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques), da vila de Fonte Arcada, perto de Penafiel, para além de herdades, quintas e solares ofertados por outros proprietários.

Segundo o frei Bernardo da Costa, na sua História da Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo publicada em 1771, foi na Fonte Arcada que os templários instalaram a sua primeira sede em território português. Tal facto leva a colocar em dúvida a possibilidade de, nessa primeira fase, o seu principal papel ser militar - já que Penafiel ficava bastante longe da frente de combate contra os mouros.

Dois anos volvidos, a sede dos templários muda de local e, agora sim, parece ter já um papel militar. As instalações ficam, agora, no castelo de Soure, também doado por D. Teresa. Situado na confluência de três rios (Arunca, Anços e Arão, todos afluentes do Mondego), Soure funciona como guarda avançada à cidade de Coimbra. Por curiosidade, será às portas deste castelo que, em 1144, os templários sofrem uma das suas mais pesadas derrotas em Portugal, perante as tropas de Abu Zakaria, vizir de Santarém.

A lista, a partir daqui, engrossa rapidamente - muito em especial após a independência e a subida ao trono da dinastia de Borgonha. Esta simpatia dos descendentes do Conde D. Henrique pela Ordem do Templo poderá estar relacionada com a proximidade entre a nobreza da Borgonha e a de Champagne - de onde vieram os templários originais - ou com o facto de o grande ideólogo do templarismo, Bernardo de Claraval, ser ele próprio um borgonhês de nobres famílias.

Enquanto a nobreza portuguesa ia dando aos templários quintas e herdades a um ritmo alucinante, contribuindo decisivamente para o enriquecimento da ordem e para o incremento das fontes de receita, D. Afonso Henriques e os seus sucessores seguiam uma estratégia distinta: as suas doações, em terrenos ou fortificações, situavam-se em zonas estratégicas do País. Os reis reconheciam o poder militar dos templários e atribuíam-lhes funções de primeira linha de defesa contra possíveis ataques de muçulmanos ou castelhanos.

Mas os templários não se limitavam a um papel defensivo. Na maior parte das batalhas da Reconquista, os reis de Portugal puderam contar com soldados da Ordem do Templo entre as suas forças. Até durante o cerco de Lisboa, quando um exército muçulmano tentou, a partir do exterior, romper as linhas cristãs, foram os templários que estiveram nas zonas mais quentes de combate, prestando um apoio decisivo para repelir o inimigo.

Se olharmos para o mapa de possessões templárias em Portugal no final do século XII, verificaremos não apenas a grande quantidade de propriedades, mas, sobretudo, a distribuição lógica e estratégica das suas instalações militares. Pode dizer-se que Portugal foi, de facto, um dos primeiros locais onde o empório templário começou a estabelecer-se. No entanto, e ao contrário do que aconteceu noutros países (mormente em França), as relações entre a coroa e a Ordem do Templo foram sempre muito estreitas, sem que se conheçam quaisquer situações de tensão.

Uma das mais importantes doações feitas por D. Afonso I à Ordem do Templo foi, por alturas de 1159, a do território de Nabância. Seria aqui que nasceria Tomar, considerada a mais templária de todas as cidades. Com o seu magnífico castelo e com uma das mais importantes igrejas puramente templárias erigidas no Mundo (Santa Maria do Olival), Tomar terá sido, a par de Chipre, a capital oficiosa da Ordem do Templo. A sua importância era de tal forma grande que mereceu estrutura defensiva própria - que incluía os castelos da Cardiga, de Bode, de Zêzere, de Almourol e da Sertã, para além de fortificações em Pias e Domes.

Apesar de Portugal ter sido sempre um refúgio para os templários, devido às estreitas ligações que a ordem tinha com os monarcas, a sua presença entre nós não foi sempre pacífica. Logo durante a reconquista, o primeiro bispo cristão de Lisboa, o inglês Gilberto de Hastings, tentou convencer D. Afonso Henriques a colocar travão na autonomia templária (os seus mestres não respondiam senão perante o Papa), mas os seus intentos sairiam gorados.

Quando, a 13 de Outubro de 1307, Filipe, o Belo, rei de França, com a conivência do Papa Clemente V, logrou concretizar a extinção dos templários, vários monarcas europeus obedeceram às instruções papais. Não foi o caso de D. Dinis. O rei português exigiu, em troca, que o Vaticano o autorizasse a criar uma nova ordem militar e religiosa, que recebeu o nome de Militar Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Temendo que, caso não acedesse à solicitação do rei português, Dinis permitisse a permanência dos templários no seu território, Clemente V aceitou. Aquele que ficou para a história como rei-poeta mas que não era, por isso, menos competente em termos políticos, não perdeu a oportunidade. Transferiu os bens templários para a novel ordem, evitando que caíssem nas mãos papais, e integrou os cavaleiros da Ordem do Templo que o desejassem na Ordem de Cristo, permitindo-lhes escapar à perseguição do Vaticano.Graças a estas medidas, Portugal manteve a capacidade militar e a cultura dos templários, ainda que agora ocultas sob outro rótulo. Seriam os templários a sugerir a plantação do Pinhal de Leiria, para drenagem das áreas pantanosas e para obter madeira para a construção de uma frota. E não foi por acaso que, quando partiram para os Descobrimentos, as naus portuguesas ostentavam nas velas a cruz templária. Mas isso são contas de outro rosário..

13.6.06

Pois...

Mas já alguém decidiu alguma coisa? Parece.

Será preciso especular tanto?

8.6.06

Portugal é o porto do Graal

[Jornalista CARLA MARINA MENDES - C.Manhã(Cultura & Espectáculos)] - [6/6/06]

Especialista acre item que o mistério do cálice sagrado pode ter resposta entre nós
O tema fascina há muito teólogos e leigos


O livro é um 'hest-seller' mundial, o filme enche as salas de cinema desde a estreia. O tema, esse, fascina há muito teóricos e leigos, não falasse ele sobre um dos grandes mistérios da História: o Santo Graal. Mas n"O Código Da Vinci' Dan Brown ignora estranhamente Portugal, apesar de os guardiães do Graal, os Templários, terem no nosso país um dos seus grandes monumentos, o Convento de Cristo, em Tomar, e de terem vindo para cá quando foram obrigados a fugir da Terra Santa. Ou não.

Vítor Manuel Adrião, presidente da Comunidade Teúrgica Portuguesa e autor de várias publicações, entre elas a 'História Oculta de Portugal' (ed. Medras), não tem dúvidas: o nosso país foi ponto de paragem do Santo Graal. "A tradição refere que São Bernardo Claraval mandou recolher, nas galerias do Templo de Salomão, um objecto sagrado que mandou trazer para a Europa", explicou do o conde D. Henrique o convidou para o Mosteiro de St." Maria de Alcobaça, o Santo Graal veio para cá."

Para o especialista, são vários os pedaços de História que fundamentam a suspeita de que Portugal foi o porto do Graal. "No documento de doação de Tomar aos Templários, há um sinal rodado, um selo oficial, onde se pode ler 'Porto Graal'. Ou seja, Portugal, porto do Graal, faz todo o sentido."

O CÓDIGO DO ‘CÓDIGO’
Vítor Adrião não é o único a acreditar na teoria. O mesmo pensa Frederico Duarte Carvalho, autor de 'A Mensagem Brown - O Código Dentro do Código Da Vinci' (ed. Contemporânea Editora). Para o jornalista, as combinações matemáticas e referências cruzadas que leu nas entrelinhas do livro de Brown são mais do que coincidências.

E nem as tentativas infrutíferas de confirmar as suspeitas junto do escritor americano lhe abalaram a convicção. "O nosso país está presente, em código, no livro. Aliás, Portugal é o porto do Graal."
A primeira pista surge, diz, no 5.º capítulo, com o início da viagem do 'Bispo Aringarosa' de Nova Iorque para Roma. "E a única menção a Portugal, quando o avião sobrevoa a nossa costa", declara. Depois, foi só fazer conta: “A viagem começa no capitulo 5, prossegue no 10 e termina no 22. Somando todos os números, temos 37. Li o capítulo com esse número e verifiquei que era nele que surgiam, pela primeira vez, as palavras Santo Graal. Senti que estava no caminho de algo."
A viagem à descoberta do código dentro do 'Código' levou Frederico Carvalho a aventurar-se pela literatura nacional, história e arte, recolhendo indícios que permitiram criar a sua própria teoria e um livro que, afirma, "não pretende convencer ninguém, mas apenas ensinar as pessoas a identificar os sinais".

TRÊS SÉCULOS DE PODER E HISTÓRIA
A Ordem dos Templários foi criada em 1118, em Jerusalém, por nove cavaleiros de origem francesa, para proteger os peregrinos que se deslocavam aos locais sagrados conquistados na Terra Santa durante as Cruzadas. Reza a lenda que os primeiros cavaleiros se instalaram no antigo Templo de Salomão, onde encontraram documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Diz-se que ficaram ainda com a tutela do Santo Graal, o cálice onde foi recolhido o sangue de Jesus Cristo na cruz e que já fora usado na Última Ceia. No século XIV e com o extermínio da Ordem pelas perseguições de Filipe o Belo, rei de França, os Templários refugiaram-se em Portugal. Sob os auspícios de D. Diniz, foi fundada a Ordem do Cristo - sediada no Convento de Tomar -, que herdou os bens dos Templários portugueses e desempenhou um papel fulcral nos Descobrimentos.

16.1.06

A PERFEIÇÃO CARECE DE HUMILDADE

Dizia Ovídio, que “A inveja habita no fundo de um vale onde jamais se vê o sol”, pelo que sendo difícil de antever que o Vale do Nabão deixe de ter sol, se concluiu pela incongruência do ataque despudorado que um meu recente Artigo de Opinião teve da parte de um Grupo Político Municipal, que parecendo não aceitar outra visão dos factos, se alcandora como supremo guardião da verdade absoluta, qual deus do Olimpo, que não reconhece ao comum dos mortais a existência de pensamento ou opinião.

Mas, passemos a explicar:
1. Escrevi em 5 de Janeiro, um artigo sobre uma Proposta aprovada pela Assembleia Municipal sobre a criação de dois “Comboios rápidos entre Lisboa e Tomar e vice-versa”, que não contou com o voto favorável do Partido Socialista, que pretendia chamar a atenção dos cidadãos para o caricato desta propor a criação dos referidos Comboios quando estes já existem, nos termos em que eram propostos, ou seja “às horas em que mais cidadãos utilizam o serviço”;

2. Responderam em comunicado o Grupo dos auto denominados Independentes, como se o Concelho não tivesse problemas mais gritantes sobre os quais se debruçarem, com um rosário de inverdades, que urge esclarecer;

3. O Grupo Municipal dos auto denominados Independentes não é o detentor único do “Serviço ao Município e aos Munícipes, sem ânsias, mas com a inequívoca postura de servir”, como aliás não o é nenhum Grupo Parlamentar no nosso Concelho ou em qualquer outro e só uma atitude autista da parte deste Grupo o pode alcandorar a esse “supremo estádio de referência moral do regime democrático de Tomar”;

4. É incompreensível e inaceitável que se diga que hoje o serviço público ferroviário entre Tomar e Lisboa, demora “praticamente o mesmo tempo que demorava há trinta anos”, quando é por todos sabido que hoje todos os comboios que saem ou chegam a Tomar não exigem quaisquer transbordos no Entroncamento ou Lamarosa, quando há 30 ou 20 acontecia com a sua maioria, sendo só por esse facto as ligações mais rápidas;

5. A justificação para propor Comboios rápidos para aqueles que não trabalhando em Lisboa a partir das 8H00 ou 9H00 da manhã, é comparável à necessidade que TODOS temos de apanhar no Aeroporto de Tancos um voo para as Bermudas e Jamaica;

6. Quanto à justificação para a existência de um comboio rápido às 19H30/19H40, para aqueles que trabalham até às 19H00, porque não propor um Comboio rápido para aqueles que trabalham até às 20H00 e depois decidem Jantar em Lisboa e já agora para todos os que trabalham por turnos saindo por vezes às 23H00 ou os Barmen que saem das Discotecas às 8h00?

7. Parece pertinente a existência de um comboio rápido no sentido Tomar-Lisboa ao final do dia de forma a cobrir os “pêndulos” de estudantes e militares;

8. Em nenhum ponto da proposta votada pela Assembleia Municipal se refere que a existência dos “dois comboios rápidos entre Tomar e Lisboa e vice-versa”, seja nas horas 8H30/9H30 e final do dia, como erradamente os ditos Independentes querem fazer crer. Apenas é referido que será “às horas em que mais cidadãos utilizam o serviço”;

9. Quanto ao conselho de não alergia do Líder da Bancada do PS aos ditos Independentes, tal é por demais desmentido estando a prova de tal na consonância de posições entre o PS e os IPT na defesa dos trabalhadores da Autarquia em relação à prepotência do relacionamento da Câmara com estes, a postura de promoção do investimento privado como factor de desenvolvimento do Concelho, entre outras posições que o PS defendia e às quais os ditos Independentes se renderam aquando da apresentação do seu Programa Eleitoral, o que só nos deve orgulhar a ambos;

10.Quanto à postura “professoral” que dizem que o Líder da Bancada do PS tem, tal ideia tem muito provavelmente raiz na frustração de quem considerando-se “muito acima do comum dos mortais”, não aceita que outros possam também ter razão, argumentos e estratégias capazes de provar que existe uma alternativa política em Tomar na quadro dos Partidos, que tendo porta aberta, podem ser responsabilizados pelo que fazem ou não em cada momento;

11.A defesa dos interesses de Tomar faz-se neste quadro, como noutros (regionais ou nacionais), com PROPOSTAS SÉRIAS, EXEQUÍVEIS e VERDADEIRAS e não com apressadas posições sobre todos os temas que alguém na pressa de se tornar “visto” verteu para o papel – reafirmo que a PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO;

12.Por último convém não esquecer que em Tomar, o PS tem a postura de colocar SEMPRE os interesses do Concelho acima de quaisquer interesses partidários, como tem sido exemplo as posições quer da sua anterior Direcção Política, quer da actual: antes de sermos do PS, somos de Tomar e não há TOMARENSES DE PRIMEIRA – eventualmente independentes e TOMARENSES DE SEGUNDA – os alinhados partidariamente.

Afirmo com sinceridade, que entendo que a perfeição carece de humildade, reafirmando que uma maior dose de bom senso de nada fazia mal aos ditos Independentes.

27.12.05

A PRESSA É INIMIGA DA PERFEIÇÃO

Os Deputados Municipais na última reunião da Assembleia - de 16 de Dezembro - foram surpreendidos com a "montanha" de propostas apresentadas por diferentes Grupos Parlamentares.

A generalidade das Propostas nem sequer foram discutidas, em virtude do pouco tempo existente e da impossibilidade da Mesa providenciar a sua distribuição para que até ao momento da votação fosse possível os Deputados analisarem o seu teor.

O PS votou favorável a maior parte das Propostas, por entender que é quase indiferente a sua aprovação ou rejeição, visto que a maior parte das mesmas dependem tão só da boa fé negocial, quer da Câmara Municipal, quer de diversos Serviços da Administração Central.

Mas na ânsia de mostrar serviço, o Grupo Parlamentar dos Independentes chegou ao cúmulo de propôr a criação de 2 comboio rápidos entre Tomar e Lisboa, tendo a proposta sido aprovada, com 8 abstenções do PS.

Tal facto causou alguma estranheza. Mas, passemos a explicar:

A proposta aprovada foi a seguinte:

PROPOSTA (Aprovada por 27 votos a favor-PSD, IPT, CDU e BE, e 8 Abstenções do PS)

Considerando que se torna necessário reduzir o tempo de duração das ligações ferroviárias entre Tomar e Lisboa e entre Lisboa e Tomar, no Ramal de Tomar. A Assembleia Municipal de Tomar reunida no dia 16 de Dezembro de 2005 decide:

1.- Que a Assembleia Municipal, em conjunto com a Câmara Municipal, estabeleça contactos com a Administração da C.P. (Caminhos de Ferro) para obter o estabelecimento de, pelo menos, duas ligações diárias rápidas, tendo como referência os horários em que mais cidadãos utilizam o serviço.

2.- Aprovar esta moção em minuta e transmiti-la à comunicação social.
ANÁLISE:
Ora acontece porém, que desde os anos 80 - aqueles que os senhores dessa bancada parlamentar sempre estão a falar, como se o mundo aí tivesse parado - existem duas ligações rápidas entre Tomar e Lisboa.
Hoje mesmo, quem visitar o ( site da cp ) poderá constatar a existência de duas ligações rápidas entre Tomar e Lisboa: Um Comboio Inter-Regional com saída de Tomar às 5H44 e chegada ao Oriente às 7H18, com um tempo de deslocação de 1H34m e preço de 8,70€ e outro com saída de Tomar às 6H40 e chegada ao Oriente às 8h18, com um tempode deslocação de 1h38m e o mesmo preço de bilhete. Os referidos comboios Inter-regionais têm paragem em Lamarosa, Entroncamento, Santarém e Vila Franca.
Da parte da tarde existem outros dois comboios rápidos, COM AS MESMAS PARAGENS, no sentido Lisboa-Tomar, um às 17h18, com chegada às 18H50 e outro às 18h18, com chegada às 19h50.
A conclusão que se pode tirar é a de que este Grupo Parlamentar, bem como os outros que aprovaram esta Moção não andam decididamente há mais de 15 anos de Comboio entre Tomar e Lisboa, ou então conseguem fazer a deslocação de carro mais rápida e mais barata às horas em que estes Comboios circulam, cumprindo o código da estrada e "voando" sobre as filas de trânsito, quer da cidade de Lisboa, quer da EN110, entre a Atalaia e Tomar.
Imaginem a surpresa da Administração da CP quando receber este Moção aprovada pela Assembleia Municipal de Tomar: muito provavelmente vão dizer que em Tomar os Deputados Municipais estão como os Romanos nos livros do Asterix!
Uma boa viagem para todos! (De Comboio claro)

20.10.05

A SÍNDROME DA RESPONSABILIDADE DO PS

Artigo de Opinião publicado no Jornal "O Cidade de Tomar", em 21 de Outubro de 2005


No rescaldo das Eleições Autárquicas do passado dia 9 de Outubro, apesar do não cumprimento dos objectivos a que o PS se tinha proposto, ficou o mesmo com a responsabilidade que lhe advém de ter 57 autarcas eleitos (Presidentes de Junta incluídos), exactamente o mesmo número de autarcas que detinha anteriormente.

Tal aconteceu num contexto diferente daquele em que se disputaram as anteriores eleições de 2001, com o aparecimento em Tomar de uma Lista de Independentes, onde pontuaram o ex-Presidente da Autarquia Pedro Marques e o ex-Vereador Rosa Dias, num momento nada fácil para o PS, que perdeu no Distrito e no País cerca de 1,5% dos votos entre 2001 e 2005, em virtude das políticas impopulares que o seu Governo tem sido obrigado a tomar, de forma a tentar repor o equilíbrio das finanças públicas, depois de 3 anos de completo desnorte da governação PSD-PP.

Mas se as condições externas imperaram no resultado obtido, não pode a Direcção local do PS escamotear a sua responsabilidade pela dificuldade que teve na passagem da mensagem do Projecto que o PS tem para o Concelho. Aliás, poder-se-á dizer mesmo que tal seria completamente irrelevante para a generalidade dos cidadãos, porque a lista mais votada para a autarquia (PSD) nem sequer Programa Eleitoral apresentou.

Perante tal facto anómalo na Democracia só pode o PS tirar a seguinte conclusão: é indiferente para a generalidade dos votantes o facto das Listas de candidatos terem um Projecto, terem um Programa de actuação, terem uma visão estratégica para o futuro colectivo.

O PS aprendeu muito com estas eleições e assumirá as responsabilidades em todas as autarquias do Concelho onde tem eleitos (só não elegeu ninguém na Freguesia da Pedreira, apenas por 1 voto), de forma a continuar a desenvolver o seu Projecto Político que passa na generalidade por centrar o desenvolvimento sustentável do Concelho, na captação de investimento privado para o Concelho, de forma a potenciar a criação de empregos e a fixação de população.

O PS aprendeu que pouco poderá fazer pelo futuro do Concelho de Tomar se, por um lado, a generalidade dos simpatizantes do PS não se reconhecerem nas Listas de candidatos e, por outro, a população não passar a ter uma atitude mais activa na vida social e política do Concelho.

Há, por isso, uma responsabilidade partilhada entre os titulares dos cargos políticos e os eleitores: se, por um lado, aos políticos compete ter uma Visão, uma Estratégia e saber decidir a contento do interesse público, aos eleitores compete não se alhearem permanentemente das decisões que dia a dia são tomadas pela Câmara e pelas Juntas de Freguesia.

Só a título de exemplo falemos da malfadada revisão do PDM e da Ponte do Flecheiro. A revisão do PDM, aprovado pelo executivo liderado por Pedro Marques e feito de forma torpe e errada, como aliás na altura referi na Assembleia Municipal, manteve-se durante oito anos de gestão PSD inalterado na sua essência, tendo como consequência a debandada geral de cidadãos do Concelho, com especial incidência na zona rural do Concelho. A isto fez António Paiva ouvidos de mercador durante oito anos, não sendo espectável que após mais um “cheque em branco” dado pelo eleitorado, mude a sua postura. Aqui a responsabilidade do PS será a de propor nos órgãos devidos as alterações que considere oportunas para cumprir o seu objectivo estratégico: facilitar o investimento e a fixação de população.

Sobre a Ponte do Flecheiro, teimosamente argumentada como imprescindível por António Paiva desde o seu primeiro mandato, está cada vez mais perto de se concretizar, visto que está inserida no Plano de Pormenor já aprovado no contexto do Polis. Só uma atitude cívica de franca oposição a tal obra, com o apoio dos Partidos da Oposição, poderá obviar a tal disparate de gasto de dinheiros públicos, aumentado a degradação da qualidade de vida na Cidade de Tomar. Mas aqui também António Paiva tem a sua legitimidade aumentada pela votação maioritária obtida. Ao PS, na Câmara, Assembleia e Juntas da Cidade, caberá tentar, com o apoio da população, fazer valer os seus pontos de vista, que passam pela construção prioritária de duas pontes: uma a Norte, na zona da Arrascada, ligando à Fábrica de Fiacção e Chorumela, e outra a sul na zona de S.Lourenço, ligando a Marmelais.

Para que tudo isto seja possível, tem o PS que mudar também a sua atitude, sendo oposição firme, com propostas concretas e alternativas aos disparates quase sempre propostos por António Paiva, conciliando sempre que possível as suas propostas com os outros grupos de oposição nas Juntas de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal e apelando à responsabilidade na coesão de toda a família socialista, o que tem sido impossível desde há cerca de dez anos.

Para estes e outros desafios, estão a Direcção do PS e os autarcas eleitos disponíveis, assim o queiram os militantes do PS, os restantes grupos de oposição e a população em geral.

A prossecução do interesse público, único pelo qual nos movemos, terá da parte do Presidente e da Direcção do PS a determinação e o empenho que nos tem sido reconhecido por todos, ao longo dos últimos 18 meses.

Esta síndrome de responsabilidade, queremos nós, deverá irmanar todos os que em Tomar ainda não desistiram de lutar por uma sociedade mais justa, mais livre, mais solidária, onde as decisões sejam tomadas com isenção, justiça e honra.

Foi para isto que viemos.
É para isto que vamos continuar a trabalhar.
Solidariamente, consigo!

Luís Ferreira
Presidente do PS de Tomar
e Deputado Municipal

14.10.05

CONCLUSÃO DAS AUTÁRQUICAS

No meu "Manifesto Anti-Polvo III", apelei a que os Tomarenses acordassem.

OK. Não acordaram. Preferiram os do costume.

Não tem problema: o erro foi meu, ao pensar que apenas pouco mais de um ano chegava para mudar as coisas por aqui.

OK. vamos mudar de tática, sem mudar de caminho.
Há sempre formas diferentes de fazer passar a mensagem.
Eu por mim não desisto.
Sem qualquer rancor, estou convicto do caminho que iniciámos.
Apesar de tudo Tomar ainda vale o esforço.
Por cá continuaremos...

17.8.05

MANIFESTO ANTI-POLVO III

Entendamo-nos!

Que Projecto para o Concelho de Tomar quererão os meus concidãos para o futuro?
Optarão por um regresso ao passado recente, ao passado mais distante ou pela coerência de actuação?

Fui daqueles que sem qualquer problema em 1994 apontei os problemas já sentidos por muitos na gestão Pedro Marques/PS. Aliás a Câmara PS de 1990-1997 só funcionou bem enquanto houve coordenação entre o Partido e o Presidente da altura. Mas como o poder deslumbra e os interesses são rápidos a "acalmarem" as consciências, rapidamente o que começara por ser um Projecto de geração (do Pedro, do Lino, do Alex), se transformou numa rocambolesca série de peripécias à filme mexicano.

Aliás esse célebre segundo mandato do Pedro foi o único que me lembro em que uma Moção de Censura foi apresentada na Assembleia Municipal e reprovada apenas por 1 voto. Teria sido apenas por "malandragem"? Ou foi porque já estavam todos fartos daquela gestão?

E que dizer do PDM, trabalhado á pressa nas anómalas circunstâncias impostas pelo Governo de Cavaco Silva, sem prever zonas de expansão nos diferentes nucleos urbanos rurais, como aliás chamei à atenção na altura na Assembleia Municipal?

Ainda sobre o PDM, sete anos volvidos de nova gestão (PSD) foram corrigidos os erros iniciais? Todos sabemos que não! E porquê?
E da trapalhada da expansão da Cidade para as Avessadas? Quem a iniciou sabem? Quem a continuou sabem?

As políticas têm rosto e os rostos têm nome: Pedro Marques e António Paiva!
Convem não esquecer!

Mas o que propõe o PS para ultrapassar isto? Faz promessas?
Não!
O PS de Tomar apenas propõe um caminho: o do desenvolvimento Sustentável, com prioridade para o investimento privado, fixação de empresas, criação de empregos e condições para a fixação de pessoas, resolução do trânsito e estacionamento e investimento no apoio às crianças e idosos, numa perspectiva de dimensão humana e social, na linha ideológica do princípio do serviço público.

Muitos dirão que propõem o mesmo: é natural! A Agenda para o Desenvolvimento do Concelho de Tomar - que está há vários meses on-line no site do PS de Tomar (http://portomar.psdigital.org), assim o diz e a cópia de ideias públicas é livre, como livres são todos os Homens!

Os Tomarenses terão uma das poucas oportunidades de fazerem história: transformar a maior maioria do PSD no País em 2001, com 62,8% de votos, na sua maior derrota: afastando de uma acentada dois males, que mais do que serem antagónicos são iguais. Ou se não fossem porque é que se combatem tanto? Pelo dinheiro? Pelo poder? Decerto que não é para servirem o interesse público: cada um deles já teve 8 anos para provar o que valia!!

E Tomar está melhor hoje do que Torres Novas ou Abrantes?
Se os responsáveis não "forem punidos", quem será?
As famílias que não podem criar os seus filhos em Tomar, nem dar apoio aos seus idosos?
Serão essas?

Não será a hora de Todos Juntos, por Tomar, acordarmos?
Parece-me bem que sim!

8.8.05

SABER O CAMINHO...

Temos vividos tempos interessantes na política Tomarense, entre boatos tolhos de sentido como o do PS não ir concorrer às eleições de Outubro (risos!) e o desespero de alguns "saltapocinhas" de encontrarem o "lugarzito" que melhor lhes garanta vá-se lá perceber o quê.

A tudo isto se mantem o PS de Tomar e a candidatura de Carlos Silva completamente indiferente. Aliás de outra forma não poderia ser, visto termos em tempo útil escolhido o nosso projecto de médio prazo - centrado no DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO do Concelho e numa visão mais Humana e Social para com os residentes, visto termos escolhido a Lista da Câmara em Maio, a Lista da Assembleia em Junho e terminado as Listas das Freguesias em Julho.

Fizemos o nosso caminho, sem ceder a pressões de quaisquer lobbies ou interesses que não fossem os do INTERESSE PÚBLICO, colocando militantes e independentes nos lugares para os quais se disponibilizaram, sem vedetismos, com a humildade que todos nós temos tido na assumpção das responsabilidade públicas que vamos - cada vez mais - tendo.

Neste contexto a azáfama de uns e o desespero de outros, levam aos nossos lábios um sorriso de sincera compaixão: É que tirando o PS e o BE, mais ninguém se apresenta com uma visão para o futuro do Concelho, apenas vedetas de diversa ordem, com diversos objectivos, mas todas no mesmo sentido - olhar para o PASSADO.

Ora ao PS e aos seus candidatos só uma coisa interessa: O FUTURO DO CONCELHO.

A proposta estratégica do Presidente CARLOS SILVA é bem clara: apostar em Tomar, nas suas capacidades, nos saberes dos seus quadros e empresários, no valor dos filhos de Tomar, criando riqueza, criando qualidade de vida, apoiando as crianças, jovens e idosos como até hoje ainda não foi feito, trabalhando solidariamente e em EQUIPA.

Muitos falam de "democracia", de "solidariedade", de "amor a Tomar", mas só CARLOS SILVA e o PS o praticam.

E sabem porquê?
Porque no PS sabemos qual é o nosso caminho. Sabemos qual é o caminho para Tomar.

E quando se sabe para onde se vai, não há cabos nem tormentas que metam medo ao intrépido espírito do Tomarense: daí o nosso orgulho no passado, daí a nossa certeza no futuro!


P.S. - Parabens ao Governo pela excelente escolha que fez para a Delegação Regional do Instituto da Juventude (Hugo Cristóvão), dando desta forma razão à aposta que temos feito em gente competente e séria e valorizando de forma honesta a EQUIPA CAMARÁRIA DE CARLOS SILVA. Com tal atitude sai definitivamente Tomar a ganhar: é que já estamos a pôr Tomar no Mapa, digam o que disserem...

25.7.05

A PROPÓSITO DOS PARTIDOS E DA DEMOCRACIA

Como a polémica vai alta, entre as observações sobre "independentes" e as reacções de alguma "elite cristalizada" que se sentiu - eventualmente - atingida, pelo "post" do dirigente socialista e candidato a Vereador Prof. Hugo Cristóvão, convém ler hoje o editorial de António Perez Metelo, no DN, de que transcrevemos uma parte:

"Os Partidos, em confronto democrático e plural, constituem a trave mestra de um regime que já deu boas provas ao longo de mais de duzentos anos. Sem eles, nada do que é verdadeiramente importante na organização da nossa sociedade faz sentido".

Esta observação de Perez Metelo, tem toda a aquidade num momento em que em Tomar o PS apresenta 9 candidatos a Presidentes de Junta de Freguesia (em 16), que não são seus militantes. Em que o PS apresenta em nº2 para a Câmara Municipal um cidadão exemplar que não é seu militante, tendo sido aliás até há cerca de 10 anos militante do PSD e seu Vereador eleito entre 1985 e 1989. Em que o PS apresenta em nº3 apara a Assembleia Municipal uma Advogada já de grande prestígio na cidade, que não é militante.

O que o PS não prescinde em Tomar, onde é a par do BE a única estrutura política organizada e com Projecto, é da sua responsabilidade de ter um objectivo de médio prazo para o Concelho: Pôr Tomar no Mapa, provendo ao seu desenvolvimento económico e à equidade social.

O que o PS não prescinde em Tomar, como no País é de dizer presente nas principais decisões para o futuro colectivo, com responsabilidade, com elevação, combatendo o medo dizendo a verdade, combatendo todo o tipo de "feudalismos" (de esquerda e de direita) e todo o tipo de ditaduras (de esquerda e de direita).

Sim, porque ao contrário do que alguns querem fazer crer, "os amanhãs que cantam" foram das mais graves perversões algumas vez propostas à sociedade do sec. XX, e também elas foram ditaduras.

Nós no PS, em Tomar e no País, sempre estivemos ao lado da liberdade, do desenvolvimento sustentado, do desenvolvimento sustentável, do equilíbrio social, do respeito pela diferença, da determinação pela evolução da sociedade para padrões europeus, afastando-nos do 3º mundo.

Mário Soares deu o seu contributo no passado, dá-lo-á no futuro. Em Tomar vamos ajudar: elegendo Carlos Silva Presidente de Câmara e repondo Tomar "nos eixos" do desenvolvimento.

Temos equipa para isso! Temos determinação! Não temos medo!

Obrigado "bochechas", pelo que nos ensinaste: a ser sempre livres!

23.6.05

O MANIFESTO ANTI-POLVO II

Fomos brindados esta semana, com mais um conto do fantástico: a recandidatura do Sr. que tudo sabe e manda, a Presidente da Câmara pelo PSD.

O Homem vive decididamente noutro mundo, ao achar que em Tomar são todos uns "pacóvios" que lhe veneram a sombra, ou que tendo medo da sua actuação "polvolar", se restringem à crítica privada e não o fazem publicamente.

Não é essa a postura do Presidente do PS! Nunca foi perante outros "aprendizes de ditador" no passado, não o é perante o futuro.

Nunca como hoje - especialmente depois de ler o anedónico da justificação da sua recandidatura -, que se exige uma Mudança forte no Concelho de Tomar.

O Homem não anda mesmo bem da cabeça: Quem ler o seu escrito, fica na dúvida se ele é Presidente de Câmara há sete anos. Fica na dúvida se ele fala do Concelho de Tomar, ou de qualquer outro espaço territorial virtual, que a existir, só na sua cabeça.

Então o Homem não vê aquilo que todos já viram: Investidores a fugir de Tomar, Empregos a fugir de Tomar, Famílias a fugir de Tomar, Jovens a fugir de Tomar, a Paciência a fugir dos Tomarenses.

E que dizer da mentira da colocação da GNR na Zona Industrial: Nunca esteve prevista!

E que dizer da mentira que nos tem contado sobre o negócio chorudo da parque de Estacionamento por detrás da Câmara?

E que dizer dos 600.000 contos de dívidas de curto prazo (até 1 ano) que a Cãmara tem com o pequeno comércio de Tomar?

E que dizer das "Paivadeiras", o maior monumento nacional ao disparate de uso de fundos públicos?

E as suas célebres rotundas: acanhadas, quais baias de gado bovino, constituindo um perigo à circulação automóvel, um desastre na fluência do trânsito, uma aberração na defesa dos direitos dos transeuntes, enfim uma completa aberração de engenharia, de estratégia e gestão de fundos públicos!
E que dizer da sua estratégia para o desenvolvimento do desporto em Tomar: Campos de Ténis, são mesmo o "cluster" desportivo que queremos? E os cerca de 400 jovens que aprendem Futebol em Tomar: qual o seu futuro?
E que dizer da promoção da Habitação Social em Tomar? Sete anos depois estamos na mesma!
Aliás digam com verdade: alguém conhece algum problema que o Concelho tivesse em 1997 que tenha sido efectivamente resolvido por este Senhor?

Mas ninguém interna o Homem?

13.6.05

ESTOU CONTENTE, PORQUE ESTOU FELIZ...

O ambiente de preparação das autárquicas decorre, em Tomar, num ambiente ameno, sem que se dê suficiente atenção ao ímpar facto de o PSD ainda não ter candidato, nem Lista para a Câmara assumidos.

Nada disto seria estranho, se não corressem pela Cidade os mais díspares disparates sobre a eventual não candidatura do actual(ais) inquilino(s) do poder na Praça da República. Não acredito!
Mas também, tal facto é irrelevante sob o ponto de vista do futuro do Concelho. Todos sabemos que o PSD não se apresentará com qualquer projecto mobilizador, com qualquer estratégia de desenvolvimento. Aliás sabemos, isso sim, que sejam quais forem os protagonistas as políticas serão as mesmas: lei da Rolha para as opiniões contrárias, perseguições aos funcionários, deslizes financeiros em todas as obras, processos em tribunal por incumprimentos vários, falta de apoio às Freguesias e às Associações, incapacidade de promover o desenvolvimento económico e a fixação das populações.
Portanto, do PSD nada de novo! As únicas novidades serão o de saber como é que aqueles senhores vão resolver o "berbicacho" das aposentações que estavam à espera de ter, à nossa custa. Só isso os preocupa, só isso os motiva!
Quanto à CDU introduziu uma brilhante novidade: o seu objectivo é atacar o PS! Novidade, disse eu? Não. Tal também não é novidade. A novidade está em que a CDU se rendeu à proposta de solução do Metro de Superfície, apresentada pelo PS há vários anos. OK! Por aqui temos um bom começo. Agora aquela de "recauchutar" um velho político da praça, que defende uma coisa e pratica outra, não lembrava ao diabo para uma Lista encabeçada por uma Jovem promissora como é a camarada Silvia...
Quanto ao Bloco e ao CDS-PP, aguardamos com espectativa as suas propostas e os seus protagonistas, certos de que cumprirão as missões para as quais estão vocacionados: serem a séria consciência crítica à esquerda e à direita da sociedade Tomarense. Como socialista ambiciono que assim o consigam.
Enfim! Quanto à candidatura do PS ela aí está, calmamente, a recolher contributos para a sua Agenda para o Desenvolvimento do Concelho, colocando a ênfase no trabalho de proximidade com as pessoas e as forças vivas, liderando o progresso económico, dando-lhe o cariz social - marca histórica dos socialistas, impondo a responsabilidade, a eficiência e a eficácia do serviço público, apostando no Turismo e na Cultura, marcas únicas daquilo que tem sido o contributo de Tomar ao longo dos séculos para a Humanidade...
Recuperar a identidade de Tomar num contexto regional, é já de todos sabido ser um objectivo claro dos nossos candidatos.
Como dizia um amigo meu: estou contente porque estou feliz!
Participar num grupo de trabalho como este em que tenho tido o orgulho de trabalhar, com objectivos e com ética republicana de serviço público, só me pode mesmo deixar feliz: Porque sei que é assim que os meus dois filhos terão um Concelho melhor no futuro...

31.3.05

SINAIS DE ESPERANÇA...

A decisão de José Sócrates, ainda durante a campanha eleitoral, de reforçar a unidade do Distrito de Santarém, reconhecendo a sua identidade e especificidade no contexto da Região de Lisboa e Vale do Tejo, é uma das suas decisões mais importantes para as populações do Distrito de Santarém.

Importante, porque acaba com a separação entre o Médio Tejo, que seria integrado na Região Centro - com sede em Coimbra e a Lezíria do Tejo, que seria integrado na Região do Alentejo - com sede em Évora. A manutenção das duas sub-regiões na Região de Lisboa e Vale do Tejo, faz juz à história conjunta de cerca de meio milhão de portugueses que aqui habitam.

Sob o ponto de vista do desenvolvimento económico esta manutenção, aliado ao compromisso de encontrar uma estratégia nacional que compense o não acesso a muitos dos Fundos Comunitários, reforçará a competitividade desta área territorial, em comparação, por exemplo com a zona de Leiria, que integrada na Região Centro tem acesso a inúmeros fundos estruturais.

Neste contexto, há efectivos sinais de esperança, na destruição do modelo do ex-Secretário de Estado da Administração Local, Miguel Relvas, que fazendo tábua rasa de centanas de anos de história, pretendia destruir uma àrea territorial tão rica, porque diversa, tão complementar, porque única, onde as populações desenvolvem os seus fluxos e intercâmbios de forma homogénia e que provaram, no período 1996-2001, ser a Região do País que maior crescimento económico teve.

Voltar a apostar no Distrito é pois, não só uma atitude de inteligência, do nosso Primeiro Ministro, mas também uma forte "machadada" na provinviana atitude de dividir para reinar, de anteriores governantes.

9.3.05

O IND(TEL)IGENTE

Francisco Louça e os Patos

Contam, que certa vez ao chegar a casa, o Dr. F. Louça ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.

Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar os seus patos decriação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, gritou-lhe assim:

- Oh, bucéfalo anácroto! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

- Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengalafosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que tereduzirei à quinquagésima potência do que o vulgo denomina por nada.

E o ladrão, confuso, diz:- Doutor, eu levo ou deixo os patos?

28.2.05

SAI UM BITOQUE, COM UM OVINHO A CAVALO...

O que alguns gostavam que acontecesse em Tomar:

(Com a devida vénia à Net, que está cheia de brincadeiras apetecíveis. Como por exemplo depois das saladas de polvo, um bitoque, com ovo a cavalo!) (Já agora cuidado com as cavalarias, porque subir custa, mas cair é muito mais rápido..., digo eu!)

PS = ANTES DA POSSE:

O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais.
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.




DEPOIS DA POSSE: Ler as linhas inteiras DE BAIXO PARA CIMA

12.2.05

"O MANIFESTO ANTI-POLVO"

(Versão comentada e anotada (de 17/2/2005) - Porque tenho não só o direito, como o dever de pensar alto o porquê de tudo o que à minha volta acontece.)

Nota adicional (de 22/2/2005): Todos os Documentos têm um tempo próprio - são datados-, pelo que qualquer retirada fora de tempo ou de contexto, apenas pode ser interpretada á luz de alguma má fé, que recorrentemente vai tentando "controlar" a revolução de mentalidades, que decidi fazer por aqui...


Nota adicional (de 17/4/2005): Parece que afinal tinha razão, ao escrever este manifesto anti-polvo. Os acontecimentos que se seguiram, nomeadamente a tentativa de um grupo organizado no seio do PS me tentar demitir, antes do PS decidir o seu candidato à Câmara. Foi interessante ver do mesmo lado da barricada, um conjunto diversificado de "interesses", nos quais o mais simpático era o interesse de me derrubar, sem eleições, para colocar outrém no meu lugar. Foi lindo de se ver! Se por acaso não tivesse publicado antes este manifesto, poderiam dizer que eu não tinha avisado, mas enfim, mais um vez tive razão antes do tempo. Errei apenas numa coisa: quando disse que pouco mais me faltava acontecer como Presidente do PS em Tomar. Efectivamente faltava acontecer esta tentativa de "golpe palaciano", claramente derrotado pela Democracia, após abandono da sala pelos promotores, que não tiveram coragem de ir a votos. Aliás, não só não tiveram coragem de votar a Moçao por eles proposta, como não tiveram coragem de propôr, durante mais de 6 meses qualquer candidato para o PS! Só cobardia!
Por tudo isso e por muito mais que se verá, obrigado Carlos Silva: a coragem que falta a outros têm-la tu. E isso faz de ti um Homem muito maior do que qualquer daqueles, que de passeata entre cafés e hordas de maldicência, constroem o seu futuro sobre o decrépito passado da sombra dos fantasmas dos seus corações ocos!


O MANIFESTO ANTI-POLVO (original e comentado)

Há já algum tempo, que não coloco por aqui qualquer observação pessoal, mais concretamente desde o último dia em que era possível terem aparecido candidatos às Primárias para Cabeça de Lista à Câmara, pelo PS.
[Método novo e responsabilizante, que estou certo que de futuro será adoptado pela generalidade das organizações políticas - devemos saber quem quer, em cada momento, fazer o quê!]

Já lá vão três meses e meio! Parece que foi ontem...
Infelizmente ninguém se apresentou, dando corpo ao desejo de efectivamente em Tomar, termos inovado na política e na sua seriedade.

O que tivemos depois disto, foi um "fartar de vilanagem":
[Expressão muito usada nos últimos tempos, adjectivando os oportunismos, daqueles que usam a causa pública, para servirem as "suas" causas privadas]

- "Pseudo-candidatos a tudo", orgulhosos dos seus títulos académicos, em campanha permanente contra o PS e contra os dirigentes que ajudaram a eleger.
[Aliás, nada de novo no "Reino da Dinamarca", pois tem sido essa a obsessão de um conjunto de gente que só tem andado pela vida política, para se "aproveitar". Veja-se o brilhante resultado para Tomar: deixou pura e simplesmente de contar para o "totobola" regional, deixou de ter empregos, deixou de ter sonho e ambição, deixou de ser a terra dos Templários! - Homens corajosos que, a seu tempo, eram a garantia do pensamento e acção estratégica para o desenvolvimento]

- "Caloteiros" de diversa espécie, que na tentativa de jogarem por fora, procuraram condicionar os legítimos dirigentes do PS nas suas escolhas e estratégias.
[Muitas vezes conhecidos por serem "os sempre em pé da política", gozando de "reformas douradas", contribuintes permanentes para a "inacção de café", coniventes com todos os desmandos das últimas décadas, incapazes de terem uma ideia mobilizadora para o futuro de Tomar, "vendilhões do Templo" para os quais o serviço público é o seu serviço individual, braços do Polvo que há anos "amordaça" Tomar e o futuro dos que cá vivem!]


- Ex-candidatos a tudo, criando "Plataformas" e outras entidades estranhas aos partidos [Base fulcral da Democracia representativa, que urge reformar, mas defender!],
rapidamente desautorizados pelas respectivas estruturas Distritais.
[que não andam propriamente a dormir... quem não respeita a Democracia, não deve sequer por ela ser respeitado... Há sempre um tempo para tudo: um tempo para campanhas internas, um tempo para desenvolvimento de projectos - colectivos, um tempo para adequar as ambições individuais ao "colectivo", um tempo para estudar, outro para reflectir e outro para agir. Aliás, dentro de um ano há novas eleições para, eventualmente, serem outros a "conduzir"!]


Tudo, de tudo tivemos... até um Vereador a fazer o serviço
[com base numa interpretação errónea]
que o Presidente da Câmara PSD não conseguiu fazer: justificar a incompetência na gestão do dossier "Queimadas"...
[Continuando a teimar em que o PS deveria ser complacente com a incompetência dos Serviços da Câmara, que obrigaram durante meses os munícipes a perder horas em processos borucráticos inócuos e despropositados. A minha convicção é a de que António Paiva - uma das cabeças da Hidra, fez de propósito, arrastando uma situação anedótica no sentido de prejudicar, deliberadamente, quer os responsáveis da Protecção Civil e Bombeiros, quer os Presidnetes de Junta de Freguesia. De qualquer forma, em lugar da Câmara contribuir para "ajudar" os cidadãos a resolverem os seus problemas, apenas desenvolveu uma acção (inacção) tendente a prejudicá-los]

Enfim!

Tenho dito aos meus mais próximos, nesta coisa da política, que pouco mais me resta para acontecer enquanto Presidente do PS de Tomar: num ano já tive de tudo!
[Entenda-se que sabia bem ao que vinha, sabia bem a dificuldade de mudar a forma de encarar o fenómeno político - colocando a ênfase nas políticas, nos caminhos a trilhar para o futuro, nas opções, no lugar que queremos ter na Região, na estratégia para lá chegar, no trabalho que é necessário fazer! Opções bem ao contrário da lógica de "fulanização da política", dos "treinadores de café", cujo suor se conta pelas vezes que levantam a "chávena" numa tarde...]

Desde "roubo" de facturas de hospedagem para o Congresso Nacional,
[já agora pagas por cada um dos dirigentes que lá se deslocou],
a dirigentes que se recusam a pagar os telemóveis do Partido que usaram para seu serviço particular,
[Quebrando claramente a confiança, que em princípio se deve ter por todos, mesmo por aqueles que não concordam conosco: Seriedade e solidariedade!],
a ex-candidatos que se recusam a pagar os mais de mil contos que há sete anos devem, em nome do PS, da sua campanha
[Não acham que é demais?]
,
a ex-candidatos a tudo que se recusam a admitir que talvez o Presidente do PS em Tomar tenha mais dados que eles, e depois se admirem de ter poucos votos para integrarem a lista de candidatos a deputados pelo Distrito, enfim... de Tudo!
[Mais uma vez, e apenas, a fulanização, o "olhar para o umbigo", a incapacidade de ver mais longe. Falta claramente visão e ambição, querer mais, solidariamente e sustentadamente!]

Acontece que para azar de toda essa gente, nomeadamente para azar de uma das "cabeças da hidra" (António Paiva), o Luis Ferreira está vivo, cada vez mais vivo politicamente e durante o resto da sua vida política, em Tomar, não mais se livrará dele!
[Se tive a coragem de começar, aos 11 anos, a defender os direitos dos meus colegas de turma (onde era delegado), organizando uma greve, lutando contra a "injustiça" de todas as turmas terem uma visita de estudo organizada à excepção da minha, não é agora aos 38, que me deixarei "controlar" pelos interesses e visões "pequeno-burguesas", daqueles que como Paiva e Relvas, vêm Tomar como uma "coutada" para o seu permanente "dislate mental" e interesse mesquinho.
Pergunto: Qual foi a questão essencial para Tomar que foi resolvida durante os últimos sete anos em que estes senhores mandam em Tomar? É ou não tempo de dizermos toda a verdade e não nos calarmos perante a injustiça?
]

Não é nada de pessoal, mas sim de atitude global perante a vida: sempre abominei pedantes, vaidosos e convencidos e sinceramente, acho que Tomar já teve a sua dose disso, com evidentes resultados negativos para o seu desenvolvimento.
[Onde estão os empregos? Onde está a resolução do problema do trânsito e do estacionamento? Onde está o investimento na fixação de pessoas? Onde está a Habitação social? Onde está o incentivo ao desenvolvimento da indústria e do comércio? Onde está a articulação com as entidades oficiais para o apoio aos mais pobres e necessitados? E o investimento nos mais idosos, valorizando o seu grande contributo de saberes para a sociedade? Onde está o recuperar do orgulho da nossa história? A ligação com o Património único que temos? O turismo como vector de desenvolvimento estratégico? Onde está o investimento nas tecnologias, como forma de servir melhor o cidadão: levando os serviços às pessoas e não obrigando as pessoas a ir aos serviços? Onde está o investimento na Cultura e no Desporto? E a habitação a preços justos e equilibrados? Onde? Onde? ]


Por isso, pela sanidade mental de um Concelho a vitória do PS em Outubro [Obviamente deste novo PS limpo da "tralha" do passado, da conivência com o "Polvo instalado"],
mais do que necessária é um acto de purificação: qual auto de fé.
[Sem dogmatismos, mas com a convicção (fé), de que sem muito mais esforço, é possível fazer muito melhor: ACREDITAR!]

Disse há alguns meses numa reunião de diversos dirigentes de esquerda em Tomar, que não olharia a meios para libertar Tomar do julgo do "desconfigurado mental" de António Paiva!
[Dizem até, que os "polvos" têm mais do que um cérebro. Estou certo, que em Tomar é mesmo o caso. Mas, se "desconfigurado" pode querer dizer fora da configuração - daquilo que entendo ser essencial para Tomar: Desenvolvimento social, económico e ambiental equilibrado, claramente o termo "mental" introduz aqui a interpretação de "fora da minha configuração mental da estratégia que Tomar deve seguir"]

Garanto-vos que é cada vez mais inquebrantável o meu desejo e a minha energia: podem até mandar mais uns "caloteirozitos e políticos queimados" contra mim, que até agradeço!
[Darão força à minha convicção, darão energia e força à minha luta: POR UM CONCELHO DE TOMAR, DO LADO CERTO DO DESENVOLVIMENTO, de rosto mais Humano, respeitador das valências das mulheres e homens, que na Câmara, nas Associações e na sua vida privada, controem - apesar do "dislate da hidra"- uma Tomar que, ainda, tem futuro!]

Podem até nem gostar do meu estilo, mas honestamente o que me interessa é a eficácia da revolução (de mentalidades) que decidi fazer: Em Fevereiro de 2006 os militantes do PS avaliarão se valeu ou não a pena! Até lá...
[Reafirmo: podem não gostar do meu estilo, mas acho que a médio prazo me darão razão. Termino citando, julgo que Zeca Afonso, quando dizia "Que quem tolera um injustiça uma vez na vida, tolera a injustiça como forma de vida." Eu por mim sempre optei por ser LIVRE: o Polvo que se cuide!]

Por Tomar, sempre...

PORQUE, TOMAR MERECE-NOS!

25.10.04

PORQUE É QUE ELES NÃO PERCEBEM?

O PS a que tenho a honra de Presidir em Tomar, contra o desejo evidente de António Paiva, aproxima-se do início de mais uma fase da sua vida de serviço à comunidade, com a sua Convenção Autárquica de 2004, a 12 meses das eleições do ano 2005.

Com o aproximar deste evento, têm crescido as expectativa sobre o futuro que o PS quer para todos nós. Eu, enquanto Presidente sou o primeiro a estar expectante, pois nem sempre é fácil fazer a pedagogia necessária para mudar hábitos de actuação e postura, que têm dezenas de anos.



17.10.04

APOSTAS

Somos muitas vezes dados a reflectir sobre que grandes traços do caminho devemos dar.

Sou da opinião que o "choque tecnológico" na nossa sociedade é de facto essencial, muito especialmente no interior do País. Aí entendo que compete aos responsáveis autarquicos desenvolverem estratégias que melhorem a interacção dos governantes com os governados.

Defendo por isso que cada CIDADÃO do NOSSO CONCELHO de FUTURO ESTJA NO MÁXIMO A 1 KM DE TODOS OS SERVIÇOS PÚBLICOS.

3.9.04

MAIS IGUALDADE, MELHOR DEMOCRACIA

Tenho sido nos últimos tempos abordado sobre as razões pela qual decidi apoiar Manuel Alegre, na sua candidatura para Secretário-geral do PS.

Quem me conhece à vários anos na política, sabe que os fundamentos em que me tenho baseado, estão alicerçado numa visão "nobre" da política, como serviço "estóico" à causa pública. Sempre entendi a política como um acto natural da vida e ser do PS, como um exemplo de seriedade e honestidade na condução dos destinos de todos.

Desde muito miúdo - entrei para o PS aos 16 anos -, olhei para homens como Francisco Salgado Zenha, Mário Soares e Manuel Alegre, como referências pessoais. Da sagacidade de Zenha, ao realismo de Soares, passando pela determinação de Alegre, se construiu o PS que hoje existe.

Por muitas vicicitudes passou entretando o PS, desde que em 83 me fiz militante, muitos Secretários-gerais teve, mas sempre numa lógica de serviço ao povo e de determinação na governação, foi o apanágio deste.

Estou certo que no futuro assim será!

Manuel Alegre representa para mim um exemplo que pretendo continuar a seguir - sem transviar! O PS não precisa de se "travestir" de direita, centro ou de esquerda. O PS precisa, isso sim, de se assumir na diferença de respeito social para o PSD, de defesa intransigente da opinião democrática diversa para o PP e do respeito pelo equilíbrio económico para o PCP e para o BE.

Para mim os eleitores quando são chamados a votar, devem ter a efectiva possibilidade de votar numa alternativa e não apenas numa alternância.

Para Manuel Alegre os valores contam e a equipa de dirigentes que o acompanham devem merecer a confiança dos socialistas, ou pelo menos daqueles que não se envergonham de dizer "camarada" e que assumem que o coração bate, um pouquinho mais, no lado esquerdo do peito!

Porque o sonho ainda é possível, optei claramente por assumir o apoio a Manuel Alegre, deculpem por isso qualquer coisinha...


25.8.04

Conduzir ou ser conduzido?

Porque perguntas para onde
e porque anseias liberdade?
Estarás aqui por acaso,
Acaso simples de verdade?

O Homem segue seu caminho
num torreiro desgraçado,
encontrando seu amigo
pelo vício mui toldado.

De moderno se diz arauto
o líder iluminado,
e da rosa se diz o filho
talvez dela o mais mimado.

Melhor seria atalhar caminho
andar em frente para o futuro,
pôr o PS num bom trilho
e ter um líder seguro!

1.8.04

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