O Clube de Independentes Raivosos Espezinhados por César – CIREC vê o seu número de

aderentes a crescer.
Começou com José Pacheco de Almeida, ex-vice-presidente do PSD, que entregou o cartão de militante na semana a seguir às eleições de 1996, para ser chamado por César para conselheiro sobre transportes aéreos. Como se sabe o homem anda por aí a “vender veneno” contra César e pronto para regressar à casa mãe, ou seja ao PSD de Berta Cabral.
Depois, tivemos Monteiro da Silva, ex-candidato a presidente do governo regional pelo CDS/PP, ex-professor universitário, ex-presidente da Câmara do Comércio e Indústria de São Miguel, ex-presidente da EDA, ex-militante do CDS, ex-AC Cymbron, etc, etc.
O agora conselheiro do Tribunal de Contas, despedido em dois minutos por César, de presidente da EDA, tentou ser o mandatário de Cavaco Silva nos Açores nas eleições presidenciais e já se prontificou para participar nas iniciativas tipo “Forum” que o PSD de Berta Cabral venha a levar a cabo.
António Manuel Cansado, ex-presidente da SATA, ainda militante socialista, esteve quase a ser candidato do PSD à Câmara Municipal da Ribeira Grande. O eng. Cansado tomou gosto pela política depois de ter sido despedido por César e já frequenta as “entourages” social-democratas fazedoras de “burburinhos”.
O Professor Duarte Ponte, ex-Secretário Regional da Economia, o homem que encomendou a construção do navio “Atlântida”, o tal que já custa 48 milhões de euros e que ninguém quer navegar nele, tal é a sua segurança, já não deixa passar a oportunidade para “tesquinhar” no seu ex-patrão César. É ouvi-lo nos corredores da Universidade a comentar os anúncios mirabolantes de César e Ávila sobre a crise que, afinal, afecta a Região.

Mas o CIREC está prestes a contar com mais alguns aderentes. Luís Dutra, o ex-presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Ilha Terceira, e o arquitecto Gomes de Menezes estão na “fila”.O ainda, aparentemente, homem forte da gestão dos Portos da Terceira, Graciosa e São Jorge, caiu em desgraça perante o vice-rei Sérgio Ávila, quando não aceitou ser o número dois de Andreia Cardoso na sua corrida à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
O arquitecto “saltitante” da aristocracia micaelense, desamparado pelo seu “compagnon de route” Ricardo Rodrigues, deu-se conta do buraco em que César o meteu quando o fez accionista da SANIBETÂO. Foram-se as jóias, os cordões e os palacetes então “pendentes”. E não há maneira de chegar encomendas antecipadas de projectos para escolas e hospitais cuja construção só terão lugar em 2012, antes das eleições.
Ultimamente, o arquitecto tem sido visto a “saltitar” entre a Caloura, a Fajã de Baixo e as Capelas. Lagoa e Sant’Ana deixaram de fazer parte do seu roteiro.