quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Há redes ... e redes


Em Inglaterra

Eu (ainda) gosto do Natal


O presépio "armado" pela minha irmã com uma mãozinha dos sobrinhos.

Todos os anos é a mesma cantilena.
Que o Natal já não é o que era.
Que já não "cheira".
Que agora é só consumismo.
Blá,blá,blá...
Pode ser que tudo isso seja verdade.
Mas eu continuo a gostar do Natal.
É uma hipocrisia?
Porque só nestes dias nos lembramos dos outros?
E somos bonzinhos?
E damos muitos presentes?
E perdoamos as ofensas?
Que seja.
Mais vale uns dias no ano do que nunca.
Eu (ainda) gosto do Natal.
Já não tenho cura.
Vou mesmo morrer assim.
(Ah, e o presépio este ano ficou bem bonitinho).

Um Bom Natal a todos.

quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Entre o dito e ... o pensado


O que eles terão dito:

- Um santo e feliz Natal.
- Boas Festas e um ano de 2010 cheio de sucessos.

O que eles terão pensado:
-
-

Um bom negócio? É fazer as contas...


À partida parece um excelente negócio.
Mas feitas as contas, afinal, não é assim um "presente de Natal" tão grande.
Os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) vão pagar ao governo regional 40 milhões de euros.
Mas o governo já tinha adiantado 37,3 milhões.
40-37,3 milhões= 2,7 milhões
Para terminar as contas falta só saber quanto gastou o governo no aluguer dos navios que fizeram a operação em 2009.
E há ainda os danos não quantificáveis, pelo facto de se ter encomendado um produto, de se estar a contar com ele e da entrega não ter sido feita na altura devida. Isto não tem nenhum custo?
Um bom negócio? É fazer as contas, como dizia o outro.
Eu diria que foi um naufrágio em que não se perdeu a carga toda.
Só isso. Não é mau de todo, mas está longe de ser óptimo.

Lagartixa ou jacaré?


A opinião de Pacheco Pereira (PP), um dos meus odiozinhos de estimação, na revista Sábado intitula-se "A lagartixa e o jacaré".
E para que se perceba o que quer dizer PP, vem sempre acompanhada de um provérbio popular que diz que "Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré".
Não será exagero pensar que PP se acha um jacaré.
Mas para jacaré diga-se que apresenta muitas ideias pequeninas, mais dignas de uma lagartixa.
A sua opinião na última edição da Sábado ja me levou a comentar, no caso da agressão a Berlusconi.
Mas os outros dois temas escolhidos por PP também me mexem com o estômago e não resisto uma vez mais a enfrentar o jacaré.
Escreve PP sobre as cenas de pancadaria a que assistimos em Copenhaga, para decretar que os ambientalistas "pouco querem saber da saúde do planeta" e que aquilo que os move "é uma versão do velho anticapitalismo que sempre moveu uma parte dos jovens radicais".
Eu considero-me um ambientalista. Não dos radicais. Não dos fundamentalistas.
Mas reduzir as manifestações contra a insensibilidade dos líderes mundiais perante ao agravamento das questões ambientais não é mais que pactuar com essa perigosa estagnação.
Há energúmenos entre os manifestantes? Claro que há. E isso deve levar-nos a considerar os ambientalistas como marginais, drogados e tótózinhos ao serviço de interesses obscuros?
Claro que não.
PP fala ainda do Irão. Diz PP que "se Obama toma a sério o seu discurso 'belicista' de Estocolmo, tem de fazer alguma coisa a prazo não muito longo".
Não será exagero pensar que PP está a pensar na invasão do Irão.
Para ontem.
O professor PP pode ser um jacaré.
Mas é um jacaré insensato.
Nada de novo.
Já vimos o jacaré atacar quando nos fizeram crer que o Iraque estava atulhado em armas de destruição massiva.

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Hugo Machado


Foto Hugo Machado

Hugo Machado, da ilha Terceira, obteve com esta foto o primeiro lugar no concurso da National Geographic, na categoria "Lugares".
A foto, intitulada "supersize hat" é do vulcão Licancabur, na fronteira do Chile com a Bolívia.
Só para ter uma ideia do mérito do fotógrafo, esta é uma das nove fotos escolhidas entre 200 mil.
O Hugo (Bettencourt) Machado tem uma galeria no site olhares, mas não consigo de momento "linká-la" directamente. Veja aqui as outras fotos vencedoras.

É cansativo

É cansativo assistir, repetidamente, a estas situações descritas mais uma vez pelo Rui Medeiros no post Voos cheios vazios.
Até quando?

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Outra vez ?


Nunca hei-se perceber esta história da disciplina de voto.
E das excepções a essa disciplina de voto.
Alguém me ajuda a perceber?

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Ah tigre!


Já sabemos todos que Tiger Woods deu umas tacadas ao lado.
A América puritana caiu-lhe em cima.
Todos se julgam com o direito de julgar uma pessoa que foi infiel.
E que o confessou, publicamente. E que pediu desculpa.


Mas para os americanos nada disto é suficiente.
Mais uma vez nestas alturas sinto que pertenço a um pequeno país que em muitos aspectos pode dar lições aos donos do mundo. Contra esta falsa moralidade, por exemplo.
Que raio de direito têm os americanos de julgarem um seu desportista que "dormiu" com outras mulheres que não a "sua"? Mas isso não deveria ser um assunto a tratar entre Tiger Woods e a mulher?
Os americanos acham que não. E há sempre uns parolos por esse mundo fora que adoram tanto a América que se dispõem a ajudar nesta palhaçada indecente.
Até na Europa "civilizada". Até na Alemanha. Até no governo alemão!?
Não é que a ministra alemã, Manuela Schwesig, sugeriu que o golfista se castrasse!?
O mundo endoidou de vez.

sábado, 19 de Dezembro de 2009

Estava mesmo a pedi-las!


Boneco de Berlusconi depois da agressão
Não gosto de Berlusconi.
E não gosto de Pacheco Pereira.
Por isso é natural que não goste do que escreve Pacheco Pereira sobre o episódio Berlusconi.
Quando Berlusconi foi agredido, com uma estatueta, as imagens não me fizeram dizer "coitadinho", antes meteram-me nojo.
Pensei, como muitas outras pessoas: "Estava mesmo a pedi-las".
E estava tranquilo com a minha "consciência bélica" até ler Pacheco Pereira.
Agora ele vem dizer que aqueles que pensam como eu "legitimam a violência revolucionária".
Eu, que não sou capaz de matar uma mosca, fico inquieto.
Serei um "violento revolucionário"?
Só porque acho que Berlusconi "estava a pedi-las"?
P.S. Pacheco - critico mordaz mas pouco eficaz - distingue no entanto alguém que se destaca desta "esquerda que só acha bem actos violentos cometidos contra a direita".
Fala do blog Cinco Dias.

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Jornal do Incrível


Esta


... e mais esta

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

2 euros


Vinha com um saco de livros.
5 livros, de autores açorianos, que me tinham custado 7,5 € na Feira do Livro.(1,5€ cada)
Quando reparei no homem, pensei de imediato que me ia pedir dinheiro.
Depois, por breves momentos, pensei que estava a ser preconceituoso.
Afinal o homem estava só ali parado, nem estava assim tão andrajoso.
Porque diabo haveria de me pedir dinheiro?
Mas afinal não me enganei mesmo.
- Oh amigo tem aí dois euros?
- Não.
E continuei, a resmungar para mim mesmo:
- Dois euros ? Já nem sequer se pede "uma moedinha", nem um euro. Pede-se logo 2 euros.
Eu não iria dar-lhe nada, nem que ele tivesse pedido apenas 50 cêntimos.
Mas assim, deu-me um bom pretexto para o ignorar.
"Vai trabalhar oh malandro".
Não. Não pensei nada disso. Sei lá se é um malandro.
O que sei é que já sou um "profissional" de cidade grande.
(Nestas coisas P.Delgada é ja uma metrópole)
Já reajo com a minha carapaça de indiferença.
Longe vão os tempos em que fui a Lisboa pela primeira vez e me impressionava com a frieza dos meus familiares que não se condoíam dos pedintes.
Hoje não dou "esmola" mas fico sempre a roer-me por dentro.

P.S. Nunca mais esquecerei uma vez que fui enganado por uma miúda em Lisboa.
A mãe estava doente. Não tinham comida. E eu, coração mole de gente das ilhas, que não estava habituado aquelas abordagens, dei-lhe "esmola".
Ela deu meia volta e foi comprar um gelado.
Primeiro fiquei furioso. Depois, mais calmo, pensei para mim mesmo: ela também tem direito a um gelado. E se não o teria de outra maneira, que fosse eu, mesmo involuntariamente, a proporcionar-lhe esse pequeno instante de prazer.
Se ela me tivesse pedido dinheiro para um gelado nunca lhe daria nada.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Os gordos não querem fazer dieta


Foto PETER DEJONG/AP

"The Survival of the Fattest", escultura do dinamarquês Jens Galschiot, na baía de Copenhaga. Simboliza o mundo rico e industrializado, às costas de um africano magro.
Em Copenhaga adivinha-se mais uma cimeira ...para nada.

Carregadinhos de razão


Os trabalhadores dos hipermercados marcaram uma greve para a véspera de Natal.
E fizeram muito bem. Porquê? Porque as empresas do sector querem impôr um horário de trabalho de 70 horas semanais !?
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição já veio dizer que a greve na véspera de Natal é "absurda" e que a proposta que apresentou aos trabalhadores nada tem de "ilegal".
E não tem. Está no código de trabalho aprovado pela direita e piorado pelo PS.
Dizem os trabalhadores: "Com estes horários passamos a ser os escravos do século XXI".
E estão carregadinhos de razão.
A dois dias do Natal tudo isto me causa ainda nais nojo.
É claro que aqueles que ganham balúrdios a explorar estes desgraçados acham que eles é que são os maus da fita. Então as bestas não querem trabalhar?Ah não querem? Não faz mal.O que não faltam são desempregados dispostos a trabalhar a troco de uma "côdea de pão".
É por estas e por outras que sou de esquerda. Não da esquerda"democrática", mas da esquerda que defende na verdade os trabalhadores contra a sua exploração consentida por uma lei vergonhosa.

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Resquícios do Bushismo


(Expresso)

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Al Gore




Foi Al Gore (o presidente eleito nos EUA, sem nunca ter tomado posse) que colocou o tema das alterações climáticas na ordem do dia. Sem dar tréguas.
É claro que aqueles que querem continuar a poluir tentam denegrir os seus alertas.
Dizem que ele falseia dados para atemorizar as pessoas.
Que afinal as coisa não são tão graves assim.
Até dizem que Al Gore anda de avião!
Para muitos dava jeito que andasse de barco, para não chegar com a sua mensagen a tantos lados e tão rapidamente.

domingo, 13 de Dezembro de 2009

Um vergonhoso atentado


Foto do blog Escrita em Dia, de José Gabriel Ávila

"Não houve verbas para adquirir a fábrica, mas agora há dinheiro para um museu de arte contemporânea, com projecto de Oscar Nimeyer?!...
No presente e no futuro a história assinalará a vermelho carregado o reinado em que se autorizou a demolição da Fábrica da Baleia das Capelas, sem que ninguém tenha sido acusado de incúria, incompetência, ou menosprezo de um imóvel, marco da história da ilha de São Miguel.
Até quando assistiremos impotentes e calados a estes e outros desmandos contra o nosso património?
" José Gabriel Ávila, no blog Escrita em Dia

Tal como José Gabriel Ávila, sou do Pico. Tal com ele sei como foi recuperado o património baleeiro no Pico. E todos sabemos também como está a ser recuperado o património baleeiro na ilha das Flores. E não compreendo como é que isto foi acontecer em S.Miguel. Nem quero acreditar que pode ter sido por uma guerra política pelo facto do governo ser de uma côr e a câmara de outra. Não quero acreditar. Mas será que não foi mesmo por isso? Como é possível tanta insensibilidade para cometer um crime destes? Será que vai ficar impune?

E ele a dar-lhe...


Tony Blair continua na dele. E ainda tem o desplante de vir dizer que "Não estaríamos melhor com Saddam" e que a invasão do Iraque está justificada mesmo que Saddam Hussein não dispusesse de armas de destruição em massa.

É a isto que se chama casmurro, não?
Não "estariamos" melhor com Saddam? É uma teoria discutível.
E "estamos" melhor sem Saddam? É também uma teoria discutível.
Se "estamos" melhor, por cá não damos por nada. E no Iraque também não.
E como se provou que Saddam era um rato de esgoto, inofensivo para a segurança mundial, toca de dizer agora que essa (mentirosa) justificação das armas de destruição em massa afinal não interessa para nada.
É a confissão de que queriam invadir o Iraque. Mesmo que o Saddam tivesse apenas uma pistola de água.
Quantos ditadores como Saddam há por esse mundo fora?
O que falta para o Tony apoiar a invasão desses territórios?

sábado, 12 de Dezembro de 2009

Saúde, dinheiro ... e amor



Os portugueses mais ricos e com mais escolaridade vivem em média mais dez anos que os mais pobres.
(...) Esta é uma das conclusões da tese de doutoramento do enfermeiro e sociólogo Ricardo Antunes, que estudou dois mil óbitos ocorridos num hospital de Lisboa e noutro do Alentejo. (DN)


O estudo pode ser visto a sério ...
Dez anos é muito tempo!
É sem dúvida um estudo interessantíssimo, apesar da pouca atenção de que deverá ser alvo por parte de "quem de direito". Dos senhores que em vez de contribuirem para uma maior igualdade social fazem exactamente o contrário.
... ou a brincar
Seria muito interessante também um estudo sobre a relação entre dinheiro e amor.
Para confirmar, ou deitar por terra, a teoria do "amor e uma cabana" :)

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

E o palhaço sou eu?





E o palhaço sou eu?