latest tweet from @Carlitos_Tweets
(via Erro de sistema | Aventar)
Source: aventar.eu
Uma questão de voz

Como é costume, a bloga e os jornais andam entretidos com métricas e debates acerca dos debates, declarando vencedores e vencidos, para além do que vai ser uma roda-viva de análises de campanhas, quem esteve bem, quem esteve mal, quem ‘ganhou o dia’. Discute-se, por isso, o diz-que-disse, quais os podres que Fulano sacou de Beltrano, ou as idiotices de outros Candidatos Coelho (agora no Partido Trabalhista, de vassoura na mão), de candidatos Nobre (que é o Grande Africanista do burgo, agora no PSD), ou do senhor que aparece a falar do Norte, pronúncia garantida, falta brasão, que os livros, todos sobre Salazar, estão em pano de fundo no vídeo.

O que não se discute é a realidade. A que nos diz que, vá para lá quem for, apenas irá cumprir os desejos dos senhores do FMI que passaram a mandar em Portugal. Nós apenas somos os fieis depositários de um país penhorado, aqueles que hão-de pagar a dívida quando, seja ele qual for o que ganhe a farsa eleitoral, decidir que afinal não há que chegue no apertado porta-moedas do erário público.

Mas se a voz do Povo é a voz de deus, será esta que, no Portugal faminto de milagres, comprova a inexistência da divindade. Povo e deus permanecem calados, contando tostões, olhando incrédulos a talão da caixa multibanco, e pensando que há-de haver, como sempre houve, um qualquer D. Sebastião que venha das brumas e lhes resolva os problemas.

É este desejo sebastianista que faz com que ‘os malucos’ que têm andado a ‘armar confusão’ no Rossio e na Batalha - entre mais alguns sítios - estejam sós na sua ‘maluqueira’. Nem a famosa ‘Geração à Rasca’ comparece. É esta dependência do poder podre que nos suga o sangue que nos impede de, enquanto Povo, juntarmos as vozes e dizermos que estamos fartos de cumprir agendas políticas, e que queremos, de uma vez por todas, ser ouvidos.

(via Hobby: Repórter: Fotos #acampadaporto)
      A apresentação da lista dos nossos feriados e dias de férias dos trabalhaores ao Embaixador alemão pelo MNE, noticiada pelo Expresso, dá a ideia da uniformização em marcha.Vai acabar mal, não acham?
(via Câmara Corporativa: Abrir as portas à selvajaria no mercado de trabalho)
      Tocar o céu, sonhar. Transformar inevitáveis, transtornar. Rasgar as fronteiras da censura, gritar. Tornar visível o que já ninguém consegue esconder, saber nomear. Conseguir o impossível, vencer. Se os votos não nos devolverem a vida, saberemos conquistar o que queremos na rua. Acção directa todo o dia, fazer. Manifestação no próximo Sábado, arruadas todos os dias. Logísticas e Manifestos, pensar. Lutar contra o silêncio mas também calar discos riscados. Dizer com todas as letras que não só não devemos nada como chegou a hora de ir cobrar o que nos devem. Agora, dormir. Amanhã, voltar a acordar. Speakers corner sempre que se queira e Assembleia Popular daqui a pouco, às 19h.
Se já cá estás, continua. Se ainda não chegaste, vem!
Source: 5dias.net
      mas porque é que uma pessoa no interior acha que, por se sentir mal, tem de ter uma ambulância à porta para a levar ao hospital mais próximo? Então não tem vizinhos?
Source: 5dias.net
chasebaltz:

Now this is a protest…American youth should really take a lesson from this and from all the uprisings occuring in the Middle East and Europe.I hate to say it, but our country needs a lot of change and I don’t think American youth is pushing for it hard enough.

chasebaltz:

Now this is a protest…American youth should really take a lesson from this and from all the uprisings occuring in the Middle East and Europe.
I hate to say it, but our country needs a lot of change and I don’t think American youth is pushing for it hard enough.

Source: chasebaltz
      Não estaremos pior daqui a uns anos porque era inevitável. Estaremos pior porque aceitámos a cartilha ideológica da moda no lugar do debate sério sobre a nossa economia. E esse debate sério inclui a proposta proibida: renegociação da dívida. Quanto mais tarde menos útil ela será. E quando os credores a quiserem fazer já de pouco nos servirá. A nossa economia será uma ruína. Diz-se: renegociar dará mau nome ao País. Imaginem o nome com que ficaremos quando não conseguirmos pagar de todo.
Source: arrastao.org

Ambas as fotografias foram  descontextualizadas. Pertencem a um tempo e a um lugar distintos daqueles que lhes são conferidos pelo respectivo enquadramento textual (título, artigo, legenda). Nessa medida são ambas manipuladoras e enganosas.

Acresce que a descontextualização destas fotografias representa também um desrespeito pelos repórteres fotográficos que as assinam. 


« Personne ne sait ce qui va se passer. » Rue89 a suivi à Paris, des « indignés » à la Hessel, solidaires de la « Spanish revolution »