Como é costume, a bloga e os jornais andam entretidos com métricas e debates acerca dos debates, declarando vencedores e vencidos, para além do que vai ser uma roda-viva de análises de campanhas, quem esteve bem, quem esteve mal, quem ‘ganhou o dia’. Discute-se, por isso, o diz-que-disse, quais os podres que Fulano sacou de Beltrano, ou as idiotices de outros Candidatos Coelho (agora no Partido Trabalhista, de vassoura na mão), de candidatos Nobre (que é o Grande Africanista do burgo, agora no PSD), ou do senhor que aparece a falar do Norte, pronúncia garantida, falta brasão, que os livros, todos sobre Salazar, estão em pano de fundo no vídeo.
O que não se discute é a realidade. A que nos diz que, vá para lá quem for, apenas irá cumprir os desejos dos senhores do FMI que passaram a mandar em Portugal. Nós apenas somos os fieis depositários de um país penhorado, aqueles que hão-de pagar a dívida quando, seja ele qual for o que ganhe a farsa eleitoral, decidir que afinal não há que chegue no apertado porta-moedas do erário público.
Mas se a voz do Povo é a voz de deus, será esta que, no Portugal faminto de milagres, comprova a inexistência da divindade. Povo e deus permanecem calados, contando tostões, olhando incrédulos a talão da caixa multibanco, e pensando que há-de haver, como sempre houve, um qualquer D. Sebastião que venha das brumas e lhes resolva os problemas.
É este desejo sebastianista que faz com que ‘os malucos’ que têm andado a ‘armar confusão’ no Rossio e na Batalha - entre mais alguns sítios - estejam sós na sua ‘maluqueira’. Nem a famosa ‘Geração à Rasca’ comparece. É esta dependência do poder podre que nos suga o sangue que nos impede de, enquanto Povo, juntarmos as vozes e dizermos que estamos fartos de cumprir agendas políticas, e que queremos, de uma vez por todas, ser ouvidos.
Now this is a protest…American youth should really take a lesson from this and from all the uprisings occuring in the Middle East and Europe.
I hate to say it, but our country needs a lot of change and I don’t think American youth is pushing for it hard enough.
Ambas as fotografias foram descontextualizadas. Pertencem a um tempo e a um lugar distintos daqueles que lhes são conferidos pelo respectivo enquadramento textual (título, artigo, legenda). Nessa medida são ambas manipuladoras e enganosas. Acresce que a descontextualização destas fotografias representa também um desrespeito pelos repórteres fotográficos que as assinam.
« Personne ne sait ce qui va se passer. » Rue89 a suivi à Paris, des « indignés » à la Hessel, solidaires de la « Spanish revolution »