In Concreto
Um blogue de João Cunha, Rui Ataíde, Tiago Gonçalves & Tibério Dinis
Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
Para memória futura...
"A nosso ver, o último pacote de austeridade não iria potenciar o crescimento mas impor sacrifícios inaceitáveis aos membros mais vulneráveis da sociedade. Eram demasiados impostos e uma redução de despesa insuficiente" (Passos Coelho - 29.03.2011).
Sábado, 25 de Junho de 2011
As directas do Partido Socialista
Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
A nova Assembleia da República
Notas avulsas
- Luís Montenegro figura-se como uma má escolha. Não é o líder parlamentar que o PPD/PSD necessita neste momento e não creio que seja o nome indicado para liderar o frenesim parlamentar que se seguirá nos próximos tempos.
- Maria de Belém, uma escolha interina e de qualidade. Num momento político em que todos referem a necessidade de consensos, o PS internamente chegou a acordo e garante assim estabilidade no grupo parlamentar – para aqueles que ansiavam um período conturbado como se registou durante vários anos no PPD/PSD é um grande revés.
- O Bloco de Esquerda ao tentar escapar de uma séria reflexão interna, afunda-se cada vez mais. Miguel Portas e Daniel Oliveira seriam boas escolhas para uma nova vida no bloco.
- Passos Coelho resolveu bem a questão do líder da Assembleia da República, mas cometeu um pecado colossal ao vir à posteriori defender Nobre com a argumentação que utilizou. Dado que, a argumentação pró-Nobre é tudo aquilo que Assunção Esteves não é, sendo igualmente um ataque a todos os anteriores líderes da Assembleia da República.
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
Um Casamento e Três Funerais
Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
Quinta-feira, 9 de Junho de 2011
Eu falo verdade, tu falas verdade, eles falam verdade... Ups
Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
Deputados e petição popular contra tourada incluída no programa do Dia dos Açores
O argumento é que “o Estado está a subverter o seu papel, promovendo e instigando a violência e a discriminação e a fomentar a discórdia e a desunião, entre os açorianos, quando opta por esbanjar dinheiro público num espetáculo que cada vez mais pessoas contestam”.
Como Praiense, Terceirense e Açoriano, sinto-me insultado (com vários graus de irritação), pelos os senhores deputados que estão a armar esta barraca.
O dia da Região visa celebrar as gentes e costumes das nossas 9 ilhas, sendo um desses costumes, com quase 400 anos de história, a tourada à corda típica da ilha Terceira. Neste caso os senhores Deputados e gentes afins que estão contra a tourada no areal da Praia da Vitória, deviam assumir primeiro uma posição muito clara…
… são contra os costumes terceirenses? são contra o povo desta ilha celebrar a sua história centenária? E já agora, vão comer ao almoço de sopas que decorrerá durante as celebrações? É que essa carne que irá ser servida provem de atos de verdadeira barbárie contra bovinos e suínos… esses bichos não merecem a vossa atenção?
O “Dia dos Açores” já correu meio mundo e até o Corvo, mas nunca antes na 2ª maior ilha da região. Antecipando um levantamento popular na Terceira contra o dia da pombinha, o Governo Regional decidiu em toda a sua benevolência, celebrar junto dos terceirenses em geral e dos praienses em particular, este feriado regional…
Eles não perceberam...
Paulo do Caldeirão dá outro Trambolhão?
Acredito que deve ter feito uma confusão brava ao galispo ter visto as galinhas a fugir da sua muito pequena capoeira.
O poleiro da Assembleia regional é demasiado bom para que esta ave rara dê o salto antes do tempo, mas os números das legislativas devem o ter posto com a crista arrebitada em antecipação a um mau resultado nas regionais. Resta saber a quem ele irá arrastar a asa… à esposa no Corvo? ou ao Palácio da Conceição em S. Miguel?
Um conselho ao Sr. Paulo… Galo que fora de horas canta, faca na garganta…
Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
Marcelo diz que negociações PSD/CDS-PP vão ser "fáceis e rápidas"
Algumas notas rápidas sobre este comentário de Marcelo Rebelo.
1. Já começou a surgir a cabeça enrugada do “monstro” Marcelo. Condicionamento será talvez um termo demasiado forte para descrever as inevitáveis “bocas” que o professor irá lançar diariamente na direção de S. Bento, mas de qualquer modo são isso mesmo… Passos terá tudo menos paz de espírito, especialmente vindo do seu próprio campo.
2. Portas estás feliz da vida, o rapaz conseguiu um excelente resultado eleitoral, mas acima de tudo, uma pressão imensurável vinda de todos os campos para que o novo governo seja formado quanto antes. Tal facto só benéfica o CDS-PP, não dá muito tempo ou margem ao PSD para negociar com calma as pastas de governo… se isto fosse a Grécia e as multidões estivessem aos portões… Portas seria primeiro ministro.
Estatísticas
Legislativas 2011 - Análise
5 de Junho - pré-análise
- Na região, a abstenção continua a crescer, desta feita mais três pontos percentuais.
- O número de votos em branco duplicou na região como a nível nacional. Face ao elevado de número de partidos a concorrer, demonstra claramente que os partidos correspondem cada vez menos às expectativas dos eleitores que querem participar na construção futura do país - e que acabam por votar em branco.
- O número de votos nos pequenos partidos aumenta consideravelmente na região e a nível nacional. Uma surpresa, o PAN. Ainda nos pequenos partidos, outro derrotado da noite, Paulo Estêvão, pior resultado do PPM a nível regional e nacional relativamente a 2009.
- Nos pólos atenção ao PNR e ao PCTP/MRPP, com mais - mais 7.000 votos e 10.000 votos respectivamente.
Domingo, 5 de Junho de 2011
Rescaldado
As eleições legislativas nacionais… que lições podemos tirar do resultado nas urnas? Quais as barreiras que se apresentam ao futuro governo? A mudança a qualquer preço valeu a pena?
A comunicação social dá a si própria a liberdade de se autonomear “especialistas eleitorais”, debatendo as complexidades do sistema eleitoral num sem número de cenários. No entanto a realidade para o comum dos portugueses é bem mais simples, divide-se tudo entre a direita e a esquerda, tal passo de lógica torna mais fácil a conversa de café pós-eleitoral.
Assim sendo, temos de um lado a nova aliança para a democracia fiscalmente responsável, ou seja ou PSD e CDS-PP, do outro lado o proletariado sem voz da oposição minoritária, ou seja o PS, CDU e BE…
Não tenham dúvidas camaradas pelintras, que estamos a entrar no olho da tempestade, o período de acalmia antes do furacão da crise atingir terra novamente. Assistimos ao característico período de elação e euforia entre os vencedores, enquanto os perdedores se refugiam num natural sentimento de pessimismo persecutório.
Enquanto os porcos capitalistas se congratulam com o hino nacional e os discursos estranhamento “sincronizados”, a caça às bruxas já começou a tomar forma no ceio do PS. Como militante socialista confirmo oficiosamente que o nosso ciclo à frente da governação do país chegou ao fim. A estratégia de “Vitória ou Morte!” que pautou a campanha de Sócrates, não resultou, o tiro saiu pela culatra, o coelho não saiu da cartola, o pássaro escapou da mão e levou os amigos todos consigo... bem, percebem a ideia.
Como comentador apartidário (eu sei, não se riam), é interessante observar esta nova dinâmica na política nacional, esta coligação de interesses, ideologias, e personalidades que é a nova Aliança Democrática entre o PSD e o CDS. A mudança, à direita, que temos vindo a observar no país, é uma tendência que tem ganho, nos últimos ciclos eleitorais, embalagem na Europa democrática, industrializada.
A direita tradicional do PSD, assente nos valores de mercado e no sector empresarial nacional, e a direita nacionalista, populista, religiosa do CDS, tradicionalmente tudo menos aliados, estes dois partidos vêm-se agora de mãos dadas na governação do país.
Nota editorial: O camarada João esqueceu-se que ambos os partidos já tiveram à relativamente pouco tempo uma experiência governativa em conjunto.
Nota irritada do camarada João: E correu tão bem na altura não foi? Mas pronto, 12% de peso relativo na coligação era uma coisa, 19% são outra completamente diferente. 7% dão mais uma pasta?
Enfim, e não me alongando neste post que claramente não está a levar a lado nenhum. Parabéns à aliança fiscalmente responsável, parabéns ao PSD, ao CDS-PP, que a fé depositada em vós pela maioria, não abstencionista, dos portugueses seja bem depositada nas vossas mãos “manicuradas”.
Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Contas
Reflexo de um pensamento complexo
Hoje é dia de pré-reflexão, de antecipação a um dia onde o monstro da campanha esteja limitado a murmurar de dentro do armário do quarto de cama.
A serenidade com que cada um de nós enfrenta o dia-a-dia é frequentemente o resultado de um balanço entre o que cada um nós acredita e procura atingir, e as crenças e motivações dos demais. A discussão sobre se o copo está meio vazio ou meio cheio só pode nos levar até certo ponto…
É necessário um momento para parar, reflectir sobre aquele domingo, 25 de Abril de 1976, quando o povo português emergiu em longas filas para tomar o seu primeiro gosto pela liberdade. Nunca antes lhes tinha sido dado o poder de escolher o seu próprio futuro.
Hoje em dia, estamos mimados pelo conforto de uma democracia estabelecida, mas ainda a tentar sair debaixo do tecto da casa que Salazar construiu...
…daí ser, cada vez mais, necessário reflectir sobre o acto que estamos prestes a tomar, sobre a importância do momento que estamos prestes a viver, onde iremos fazer história, participando no renascer cíclico da nossa democracia.
A Madeira é um Jardim!
A Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira aprovou uma resolução no sentido de ser dado um contributo aos representantes do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira para a Redução do Défice Público, ou seja, a troika.
Ora vejamos… "Pretende a Região Autónoma da Madeira contribuir, tanto quanto for possível, para a resolução dos graves problemas da República Portuguesa."
Até aqui tudo bem. Compreendo a boa fé da Assembleia de uma Região que deve tudo e mais alguma, em contribuir para a resolução dos graves problemas do nosso País.
Continuando com a leitura desta resolução, fiquei estupefacto com os graves problemas que a Assembleia de Jardim apresentou.
"Duas das muitas instituições desnecessárias e despesistas são a Comissão Nacional de Eleições e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social."
As razões apresentadas roçam o ridículo, no caso da ERC foi dito que uma " (…) instituição cuja composição também tem origem partidária, a sua actividade onerosa está desprovida de idoneidade". Realmente um governo que tem tutela sobre o Jornal da Madeira, nomeadamente a Secretaria Regional dos Recursos Humanos, como pode dizer isto? Daqui retiro a ideia que todos os artigos do colunista Alberto João Jardim e dos seus compadres não são idóneos, tal como, o resto das páginas daquele jornal vendido a 0,10€ e que qualquer um de nós pode obter gratuitamente.
Já quanto à CNE, além de esta ter composição partidária, como esta interfere nos processos eleitorais, a ALRAM prefere que "sejam os tribunais a apreciar os eventuais ilícitos eleitorais". Numa Região em que até os mortos votam e cuja acção da CNE costuma ser barrada, pelos capangas do regime, devia ser bonito termos actos eleitorais sem a presença desta comissão eleitoral.
Foi também defendido que a CNE funciona desnecessariamente ao longo de todos os anos, mesmo quando há eleições", devo recordar que, praticamente, desde de 1995 temos tido todos os anos actos eleitorais.
Depois de ter lido estes tesouros deprimentes, fiquei a pensar porque é que o PPD/PSD não sugeriu, aos representantes da Troika, a extinção da Fundação Social Democrata da Madeira, considerando que neste momento esta Fundação só serve para apoiar os estudantes laranjas com bolsas de estudo pagas por todos nós...
Rui Ataíde

