Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Leonard Cohen "The Partisan"

Lindo...

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Filmes a (re)ver



Million Dollar Baby. Uma obra prima.

Domingo, Setembro 27, 2009

...


René Maltête

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Fotografias da Graciosa


O Ilhéu da Baleia, visto de outro ângulo, com formas menos conhecidas do que aquelas que vemos nos postais.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Adeus Verão...

Outro Verão que passou.
Para o próximo, que tenhamos pelo menos uma bandeira azul na nossa costa;
Que as obras da Furna do Enxofre e das Termas do Carapacho já tenham terminado;
Que alguém da Comissão de Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, se lembre de fazer regressar os "grandes" concertos à praça de Santa Cruz;
Que tenhamos um serviço marítimo de transportes de passageiros inter-ilhas, que se assemelhe vagamente a um serviço maritimo de transporte de passageiros inter-ilhas... (E assim de repente, dá-me uma branca..................)
Ah! E que São Pedro não seja tão carrancudo.

Dixit

Domingo, Setembro 20, 2009

A Berdadeira...

Terça-feira, Setembro 15, 2009

Porto Afonso





Ou Afonso do Porto, por estas terras queimadas terem sido pertença de alguém com esse nome e essa origem. O Porto Afonso é um dos sítios mais extraordinários da Graciosa. E em dias de bom tempo, o mais bonito. É metade mar, metade rocha calcinada pelo vulcão. Esculpido pelo vento, pela água e pelos Homens, pintado em tons de vermelho e negro vulcânico. Não é difícil aqui chegar, de carro, de bicicleta ou a pé. Às vezes é difícil é daqui sair.

Esta baía recôndita, de águas transparentes, domínio de garajaus que enchem o céu nos dias de verão, possui um pequeno cais e uma dezena de abrigos para os barcos, escavados na bagaça da falésia. A falésia, a pique sobre a baía, é imponente e ameaçadora. As pedras que se soltam desta parede e caem cá em baixo assustam e podem aleijar. Essa é uma das razões para a maior parte dos abrigos terem sido abandonados. Dentro destes túmulos, apodrecem os esqueletos de velhos barcos de boca aberta, ladeados por um espólio poeirento de caixas, redes e canas de pesca, memórias de um passado cada vez mais distante.

Ao longe, os contornos bem definidos de São Jorge, desenham-se sobre o Atlântico azul. Quase que poderíamos lá chegar a nado. Mais perto, a Ponta Branca e o fim da terra. Imagino esta baía abrigo de piratas, que sulcavam estes mares em busca de presa fácil.
Não é difícil imaginar que aqui tenham aportado, resguardados da nortada e longe da boca dos canhões que guardavam a costa, fazendo contas à vida e engendrando outras piratarias.

Todos os anos, pelo dia de Maio, a família enroscava-se por debaixo das arribas, então risonhas, um grande farnel e por ali ficávamos. Não sei se ainda hoje há muita gente a fazer isso naquele lugar, que sempre que lá vou, me parece abandonado de séculos. Mas o estar vazio de vida, á excepção dos garajaus, das gaivotas e das cagarras, realça este quadro de encanto. Porto Afonso…