
Assisti ao debate Hillary vs. Obama no Texas.
As grandes diferenças no estilo e forma de fazer campanha chocaram-me positivamente. O debate era no campus da Universidade Austin, capital do Texas, com uma enorme estrutura montada que incluia uma plateia enorme, pareceu-me nem sequer ser coberto pois notava-se o vento nas folhas do candidatos. A plateia interrompia com aplausos ou com
morras, a única vitima dos
búus foi Clinton por causa de uma afirmação infeliz que agora não me recordo...
O debate em si foi fraquinho. Obama estava com pouca chama no início, provavelmente cansaço visto que a campanha já decorre à meio ano e ainda falta muito para ver a luz no fim do túnel. Clinton começou segura e apelando ao coração da plateia para inverter a imagem fria e calculista que tem dela o eleitorado. Quanto às ideias, Clinton e Obama só discordavam em completo na questão dos seguros de saúde. De resto, parecia ser uma questão de estilo, ou seja, com quem o eleitorado simpatiza mais.
Obama tem um trunfo em relação a Clinton na questão da guerra do Iraque: ela apoiou a invasão e ele não. E soube utilizar esse trunfo de forma eficaz.
O debate acabou com um tipo de pergunta que só se faz nos USA, "que situação da vossa vidas vos colocou mais à prova?". Começou por responder Obama falou das suas origens e de como a mãe dele, estando sozinha, o educou com a ajuda dos avós e dos seus tempos como advogado em que recusou cargos bem pagos na Wall Street para ser procurador público. Hillary fez com que a plateia a aplaudisse de pé dizendo que era uma abençoada e que nenhum dos seus obstáculos na vida se comparava aos que ela via todos os dias na vida de muitos americanos, rematando dizendo que candidatava à presidência para que todos pudessem ser tão abençoados como ela.
Só por esta declaração final o debate valeu a pena. Uma Hillary desesperada por uma vitória que, na minha humilde opinião, mostrou mais que Obama.