1.7.11

A cidade de G.


Ontem almocei na cidade de G., o piorinho de Portugal, à beira do Porto plantado, centro da cidade, qual centro? uma amálgama de prédios de dormir. Apesar disso vimos uma escola, o centro de (des)emprego e o da (in)segurança social, um tribunal modernaço. No meio do nada, nem jardins, nem comércios, o piorinho de Portugal. No deserto da hora de almoço a criança pede um gelado, nada. Os senhores juízes e procuradores, as meninas do centro de emprego e as senhores da segurança social, hão-de tomar café e um quarto de águas, mas onde? o mini-prato, onde? Finalmente uma agremiação desportiva com um café de garagem e de reformados, uma marca de gelados nunca jamais vista. A TVI passa em directo o enterro do dezerte, cruzamo-nos com o major à saída do Tribunal. É ele. O piorinho de Portugal.

24.6.11

Pedro Hestnes




para sempre

6.6.11

E o dia amanheceu cinzento.

3.6.11

O meu voto

O Luís vota na esquerda
O Filipe Nunes Vicente na CDU
O Eduardo Pitta no PS
A Fátima já votou no PS de Sócrates.

Tudo gente que muito prezo.

Eu, pela primeira vez na vida, no domingo votarei PS. No PS de Mário Soares e de tantos outros, e no de Sócrates, pois claro.

16.5.11

Aviso á navegação

Os últimos tempos têm-me deixado os dias demasiado pequenos para escrever aqui. Mas isso vai mudar.

28.4.11

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25.4.11

a velha e o fim do mês; antes ou depois do fmi

os senhores de Lesboa é que haviam de presenciar estas realidades. Depois de descontado o cheque da pensão na dona da mercearia da aldeia a velha começa a amontoar, junto à caixa, as compras do mês: o frango congelado, uns chinelos para os pés arreganhados, um pacote de massa estrelinha e uma esfregona. A rapariga da caixa, mais moderna e higiénica ralha com a velha por esta colocar o frango mesmo por cima dos chinelos e tudo atado com a esfregona. A rapariga da caixa não sabe que a sobrevivência não se serve em pratos separados.
Antes do final do mês os chinelos hão-de ir para a panela e a esfregona livra-se da lareira porque a fizeram com um cabo de plástico. Os remédios da (a)tensão e os pró estômago de mau-viver, esses ficam para o mês que há-de vir.

a serra e o fmi


A serra encontrei-a como de costume por estas alturas do ano: num expoente de verde, as macieiras em flor, o vento aguarelando nas plantações de centeio. Os campos semeados de margaridas e gencianas, alheias ao fmi; a toutinegra, o melro e o pica-pau também.