23.1.07

CONVITE À COLABORAÇÃO

Recebi o seguinte email que pode ter interesse para muitos dos que frequentam o blog.

"Rede2020 convida à submissão de artigos.
A Rede2020 é uma publicação sobre temas de gestão e áreas afins distribuída electronicamente. Entre os leitores da Rede2020 incluem-se decisores, gestores, investigadores, docentes, alunos de graduação e pós-graduação, e outros profissionais de vários sectores e países.
Nos conteúdos publicados pela Rede2020 privilegiam-se artigos curtos sobre temas de actualidade e interesse global que aliem factos e aspectos de natureza prática com o seu enquadramento conceptual. Estamos interessados em ideias criativas, inovadoras e atractivas para leitores exigentes que procuram informação especializada e conhecimento. Em particular, estamos interessados em receber artigos para as seguintes rubricas:
Análise. Nesta rubrica publicam-se artigos de natureza diversa, incluindo, entre outros: recensões de livros, teses, artigos e outras obras; descrição de projectos de investigação científica, consultoria e investigação aplicada; reportagem de eventos realizados (por exemplo, conferências, cursos); antevisão de acontecimentos; experiências pessoais."

contacto:rede2020@yahoogroups.com

19.1.07

Mudanças

O blogue Comunicação Social está a transladar-se para o domínio wordpress.com, com ganas de voltar ao activo. Os interessados em acompanhar esta nova etapa do projecto - leia-se, escrever; escrever mesmo - podem contactar-me a mim ou ao Hugo Torres.
Os âmbitos de intervenção serão mais específicos na nova morada. Dos restantes pormenores falaremos a seu tempo.
Cumprimentos.

9.1.07

Do Processo de Bolonha

A ler, aqui, para evitar novas censuras.

A propósito, no texto em questão, onde se lê "uma semana", leia-se "uma semana e meia, vá lá, quase duas".

25.11.06

São notícias como esta que ninguém gosta de receber. .

9.11.06

Sigilo profissional

Não sei se os colegas também receberam esta comunicação no email, de qualquer das formas aqui fica para os interessados. Sublinho a urgência da discussão do sigilo profissional no jornalismo num tempo em que se assiste a uma ofensiva feroz do poder político com o intuito de controlar o livre exercício do jornalismo.

Ex.mos(as) Senhores(as):

Vimos por este meio informar do lançamento do livro "Sigilo Profissional em Risco", da jornalista e ensaísta Helena de Sousa Freitas.

A sessão de apresentação da obra terá lugar na quinta-feira 16 de Novembro, pelas 18h30, na Fnac Chiado, em Lisboa.

Falará sobre a obra a jornalista da SIC Sofia Pinto Coelho, estando também confirmada a presença de Manso Preto, que, em 2002, ao abrigo do sigilo profissional, se recusou a revelar ao tribunal a sua fonte numa peça sobre tráfico de droga.

"Sigilo Profissional em Risco" inclui ainda um capítulo totalmente dedicado à blogosfera, que visa contribuir para o debate sobre se os bloggers têm o mesmo direito que os jornalistas a manter sigilosas as suas fontes de informação.

Veja mais informações aqui

Com os melhores cumprimentos,
Luís Teixeira

7.11.06

Estágios, ou como encontrar o nosso bar na praia

Um amigo contou-me recentemente a curiosa história de uma estagiária que, a meio do seu primeiro dia de trabalho numa revista de grande circulação, desapareceu subitamente da redacção. Após demoradas buscas, os colegas encontraram no monitor do computador da jovem um post-it com a seguinte inscrição: «Descobri que esta vida não é para mim. Adeus, vou abrir um bar na praia!».

Ao fim de escassas horas de jornalismo, a estagiária descobriu que não tinha jeito para a coisa. Na verdade, além de um «baptismo de fogo» na profissão de jornalista, o estágio é também a melhor forma de sabermos o que queremos (ou não) fazer da nossa vida. E é também indispensável para a nossa formação, sendo talvez a parte mais importante da licenciatura em Comunicação Social. Sem desprimor para a componente lectiva do curso, não tenho dúvidas de que aprendi mais nos cinco meses de estágio que em cinco anos de aulas, no que ao jornalismo diz respeito.

Por isso, o único aspecto que considero negativo na adaptação do nosso curso ao processo de Bolonha é o facto de o estágio curricular deixar de existir, pois com certeza vai reduzir ainda mais as hipóteses de os recém-licenciados encontrarem emprego. Isto porque o estágio é essencial para a entrada no mercado de trabalho, quer pela aprendizagem que acarreta, quer pelos conhecimentos pessoais que proporciona no meio jornalístico.

Mas nem todos os estágios representam uma mais-valia para os estudantes. Alguns não passam de escravatura encapotada, permitindo às empresas reduzir custos com recurso a mão-de-obra servil. Por exemplo, será admissível que uma estação de televisão obrigue sistematicamente dezenas de estagiários a trabalhar durante madrugadas, feriados e fins de semana, sem que isso represente quaisquer mais-valias em termos de aprendizagem para os ditos? A razão é simples: dessa forma, a estação em questão não precisa de pagar horas extraordinárias a jornalistas profissionais, poupando todos os anos algumas dezenas de milhar de euros. Esta prática, da parte de instituições que se dizem sérias, não só é prejudicial para a formação dos alunos estagiários (que aprenderiam muito mais se estivessem na redacção durante o dia), como constitui um aproveitamento vergonhoso de pessoas que se encontram numa situação de grande fragilidade. E mais: além de se aproveitarem desta mão-de-obra semi-escrava, essas empresas ainda se atrevem a propagandear a realização dos estágios como exemplo das suas políticas de responsabilidade social. É preciso lata!

Realizar estágios nestas condições é ludibriar os estudantes e respectivas famílias, frustrando as suas legítimas expectativas. Aliás, ludibriar pais e alunos é que o nosso ensino superior faz desde sempre. Quando teremos uma avaliação isenta das licenciaturas existentes, de forma a permitir uma escolha dos cursos devidamente fundamentada, por parte das famílias?

(artigo publicado no Comum Online)

6.11.06

Aleluia!!

"Portugal é contra a pena de morte"

15.9.06

Desculpai, senhores(as)

Não querendo perturbar VossasSelências em Vosso benigno Descanso, após os perigos do estio, mas apenas consideraria de sublinhar a Suas Senhorias que hei por bem aconselhar-vos da leitura desta carta arremetida há dias para um dos jornais do nosso burgo. E de resto que vos conserveis de boa saúde...

6.7.06

Lei da rolha

O presidente da Câmara do Porto, com a sua habitual visão distorcida da democracia, obriga as instituições que recebem apoios do Município a absterem-se de criticar o mesmo. Diz Rui Rio que não faz sentido que a Câmara dê dinheiro a pessoas que a criticam (por exemplo, jornais locais). Rui Rio esquece-se que a Câmara e os seus recursos estão ao serviço dos Munícipes. Logo, não só deve apoiar todas as instituições cuja actividade seja do interesse da comunidade, como tem a obrigação de o fazer. Não é o cidadão Rui Rio que está a dar dinheiro a outros para o criticarem, mas é a Câmara do Porto que apoia financeiramente instituições que apesar de dela dependerem têm todo o direito de participar activamente na sociedade. Infelizmente, Rui Rios há muito por esse país fora. Até nas mais prestigiadas universidades...

30.6.06

Nos Estados Unidos da América rebentou mais uma interessante e profunda discussão no mundo dos media, desta feita envolvendo o jornalismo com questões de patriotismo.
Por imperativos do momento, tenho acompanhado o tema através da edição impressa do El Pais, desconhecendo o tratamento que os jornais portugueses lhe têm dedicado (se é que tem sido escrito algo de transcendente relativo a esta matéria).

Se, por um lado, me apraz ver discutido nos jornais temas relacionacionados com os media, por outro lado parece-me uma questão de valorização de causa e actividade própria. Por que critério editorial se rege a discussão destes temas (esquecendo-se, muitas vezes, todos os outros) que talvez até tenham menor aceitação e interesse para o leitor relativamente a áreas como as novas tecnologias, saúde ou educação.
Ainda assim, excluo o caso presente desta argumentação por ser, quer queiramos quer não, um tópico profundamente político...

23.6.06

Timor

TIMOR É curioso como a comunicação social portuguesa nunca consegue ser objectiva a respeito de Timor. Durante anos, passou-se uma esponja sobre os crimes cometidos durante a guerra civil de 75/76, que abriu as portas à invasão indonésia. Depois foram os tempos da resistência ao ocupante, em que os media portugueses não se coibiram de empolar, exagerar ou até deturpar informações, sempre em nome da causa maubere. E mesmo agora, que assistimos à luta fratricida que ameaça destruir Timor independente, a comunicação social portuguesa não perdeu tiques velhos de décadas. Com notáveis excepções, a enfâse dos nossos enviados especiais é sempre colocada no "drama humanitário" e na presença dos bravos portugueses que vêem repôr a paz, sempre com aquele tom paternalista de quem alivia a consciência e se acha mais puro que os grandes deste mundo (a propósito, em Timor também nós somos "grandes").

É preciso ler a imprensa australiana para conhecer a outra dimensão do problema, bem como a imagem que os australianos e os timorenses têm de nós. Por exemplo, os media australianos dizem que é Portugal quem mantém Mari Alkatiri no poder, justificando esse apoio com o interesse de empresas portuguesas no petróleo de Timor. Porque é que isto não se discute em Portugal? Porque é que subsiste uma espécie de véu ideológico ou consenso nacional-porreirista sobre tudo o que diga respeito a Timor?

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P.S.: Aqui fica um artigo de um site australiano da chamada esquerda alter-global. Inclinações políticas à parte, parece fazer uma análise lúcida sobre a competição entre Portugal e a Austrália. A minha questão é: porque é que não se fala disto em Portugal?

«Having established an army of occupation in East Timor, the Australian government is engaged in ongoing political warfare on several fronts to ensure its predominance over the half-island. In the United Nations, Australian diplomats are pressing to ensure that Canberra retains control over any new UN mission. As part of this offensive, the Australian media is conducting an unrelenting campaign against Prime Minister Mari Alkatiri, who is regarded as too close to rival Portugal and thus an obstacle to Australian interests. Murdoch’s Australian has again outlined the agenda most openly. In a comment on Saturday, foreign affairs editor Greg Sheridan argued that while other countries needed to contribute to the reestablishment of a police force in East Timor, Canberra had to retain overall control. “The UN Security Council is considering East Timor and its future policing requirements right now. It is a vital task for Australian diplomacy to get the form of this right,” he stated.
Sheridan declared it was vital that “Australian do the job alone” in police training. “The UN in Timor has been a route to confusion and dysfunction. In particular it has been a route to Portuguese influence, a baneful business indeed.” Early this month, Sheridan branded Portugal as “Australia’s diplomatic enemy in East Timor” and identified Alkatiri as “the key to their influence”.»

31.5.06

Apelo

Permitam-me utilizar este espaço para lançar um apelo.

Na madrugada de sábado para domingo, o Tiago (jovem conhecido pelos que frequentam a 17A) foi atropelado à beira do estádio Municipal de Braga, numa zona conhecida pelas corridas dos “aceleras”. Como se trata de um caso de atropelamento e fuga, os pais do Tiago andam à procura de alguma informação que permita identificar, de alguma forma, o condutor ou o veículo.

Quem souber de alguma coisa que passe pela 17A. O pai do Tiago está sempre lá e agradece.

24.5.06

Vergonha (digo eu)

O Jornal de Notícias divulga na edição de hoje um inquérito feito a 2819 alunos da Universidade de Coimbra, em que 32,3 por cento dos estudantes inquiridos concorda com a prática de actos de "violência física ou simbólica" no âmbito da praxe académica.
Ainda de acordo com este estudo, 28 por cento dos alunos discorda de que a praxe deve ser "facultativa e respeitar quem não quiser aderir" e que 80 por cento dos estudantes inquiridos dizem-se favoráveis à discriminação sexual, recusando qualquer revisão do código da praxe que iguale os direitos de homens e mulheres.

Algumas reacções dadas a conhecer pela Lusa:
Bruno Carneiro (presidente da AA Univ. Beira Interior): "Acho perturbador que tanta gente apoie qualquer tipo de violência na praxe".
Ricardo Acto (presidente da AA de Lisboa) "Estes dados são incompreensíveis nos dias de hoje e bastante surpreendentes, sobretudo pela violência física e pela oposição a que a praxe seja facultativa".
Bruno Gonçalves (presidente AA UTAD): "A praxe não tem nada a ver com violência, é estranho ver-se a praxe desta forma".

Eu vi!



Qualquer coisa assim:

- Você é o rosto da vergonha do jornalismo português!
- E você, o rosto da derrota eleitoral!

E já agora, os filhos de ambos (se os tiverem) são o rosto das vítimas do futuro deste país.

19.5.06

Tribunal condena cronista do Público

O Tribunal Criminal do Porto condenou hoje o cronista do Público Augusto M.Seabra ao pagamento de uma multa de 2.140 euros e a uma indemnização de 4.000 euros ao presidente da câmara local Rui Rio, que interpôs o processo.
Em causa estava um artigo escrito em Junho de 2003, em que o cronista usou a palavra "energúmeno" numa crítica ao então e actual presidente da câmara.

in agência Lusa

4.5.06

Falar de Blogues no Jornalismo

Não se trata de discutir se os blogues são jornalismo, mas de saber como pode o jornalismo aproveitar os blogues e as tecnologias que os apoiam para se revigorar.

Este é o mote para se "Falar de Blogues" na última sessão de um conjunto de debates que começaram em Março. A 17 de Maio, a livraria Almedina do Átrium Saldanha (Lisboa) recebe Manuel Pinto (Jornalismo e Comunicação), Paulo Querido (Mas certamente que sim!) e António José Silva (Sopa de Pedra e Blinkar) numa discussão aberta ao público interessado.
Pelas 19.00 horas começa a terceira e última oportunidade para "Falar de Blogues", depois de já se ter debatido os blogues temáticos e a diferença entre blogues masculinos e femininos. A organização do ciclo pertence a José Carlos Abrantes, provedor do leitor do DN.