12/28/2009

Inception – Teaser Trailer

Desde que foi anunciado o novo projecto de Christopher Nolan, senhor responsável por Memento, The Prestige ou The Dark Knight, fiquei completamente preso a todo e qualquer desenvolvimento que a ele se referisse. Chama-se Inception e, pelo que parece será tão louco quanto genial. Uma pequena introdução pode ser lida aqui. Como se não bastasse ser um projecto de quem é, temos ainda Leonardo DiCaprio e Ellen Page nos papéis principais. Que mais poderíamos pedir?

Agora chega à rede o segundo teaser. Não revela muito mas consegue deixar-nos em ponto de rebuçado, com picos de ansiedade que até as orelhas fazem tremer.

Podem vê-lo no site da Apple, em versão normal ou em alta definição.

12/23/2009

Avatar

Infelizmente não tenho o tempo que queria para dedicar ao cinema. Perco muitos filmes que gostaria de ver no cinema e adio outros para as edições em DVD, mas acabo por me esquecer. No entanto, há aqueles filmes que se tornam obrigatórios, muito antes sequer de se ver o primeiro trailer, imagem ou comentário. Avatar é, sem dúvida, um desses filmes que tornam qualquer cinéfilo amador num fanboy desesperado à porta do cinema em noite de estreia. Tenho de admitir que não foi o meu caso, por questões “profissionais”, mas assim que tive um dia disponível, não faltei à chamada. Devo dizer que as minhas expectativas não eram nada baixas, apesar de ir com o espírito aberto a qualquer surpresa que James Cameron me quisesse pregar. O que é certo é que saí da sala completamente envolvido no mundo criado por Cameron, de tal forma que as únicas palavras que me pareciam correctas para o momento eram “Curti milhões!!”

A história penso que já seja conhecida pela maior parte das pessoas, até porque o trailer é bastante esclarecedor. Em termos de originalidade, Avatar não é nada de novo. Bebe inspiração em antigos clássicos do cinema de animação, como Pocahontas e até algumas parecenças com Planet of The Apes. Como fui acompanhado por um geek do mundo Final Fantasy, foi-me dito que a versão VII era uma grande fonte de inspiração (não vou dizer em que ponto…). Continuando, Avatar não é completamente original, mas tem uma forma de contar a história que nos agarra e nos torna parte da dela, onde cada de um nós escolhe um lado na barricada. Não é que a escolha seja difícil…

Mas a grande força de Avatar estar no visual. Nenhum filme, e quando digo nenhum, quero dizer “Acreditem mesmo… nenhum outro filme é assim”, apresenta tamanha quantidade e qualidade de efeitos especiais. Tudo em Avatar é virtual (à excepção das cenas no centro de comando) mas nada assim tão virtual pareceu tão real. Não existe uma única falha, tudo flui e tudo é, de facto, de outro mundo. A imaginação na criação das espécies nativas não é muita… ou não fosse o seu habitat bastante parecido com o nosso, logo a sua evolução não poderia ter sido muito diferente, mas a envolvência, o que rodeia, o “resto”, é simplesmente indescritível.

Tenho vontade de escrever mais sobre Avatar. Tenho mesmo… acho que falta ainda muito por dizer. Mas acho que a falta de actividade deste blog me tirou alguma capacidade para escrever fosse o que fosse. Se isto fosse um podcast talvez fosse mais fácil expressar-me… Sendo assim, deixo ao critério de cada um uma visita ao cinema, para ver em 3d (foi o meu primeiro em 3d!). Definitivamente, um filme que irá mudar muita coisa na forma como vemos e como se faz cinema.

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11/12/2009

Angels & Demons

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Confesso-me um aficionado pelos livros de Dan Brown. Podem não ser muito eruditos, metafóricos ou existencialistas mas dão um gozo danado a ler. É praticamente impossível parar. No entanto, e depois de ver The Da Vinci’s Code, fiquei algo decepcionado com a transposição da obra para o cinema. Apesar disso, nada me impediu de ver Angels & Demons (mesmo que apenas uns meses mais tarde…). Há que dizê-lo: apesar de não ser um daqueles must-see, é muito superior e muito mais apelativo do que o seu antecessor.

Se em O Código Da Vinci perdíamos imenso da envolvência do livro, principalmente por causa dos pensamentos omitidos e da narrativa mais histórica ofoscada, aqui em Anjos e Demónios acontece precisamente o contrário: conseguiram transpor parte dessa interessante narrativa para os diálogos, sem recorrer a malabarismos baratos como flashbacks ou representações dúbias do passado. Além disso, a história por si só é já bastante mais desafiadora e incessante.

Em Angels & Demons acompanhamos mais uma vez Robert Langdon, um simbologista e historiador americano que é, mais uma vez, chamado a resolver um caso relacionado com a Igreja Católica (de notar a inversão das referências: se nos livros, Angels & Demons precede The Da Vinci’s Code, aqui passa-se ao contrário). O problema desta vez é o rapto de 4 cardeais, aquando da eleição do novo Papa. Langdon é chamado pela polícia do Vaticano par tentar decifrar as ameaças que parecem partir de um grupo chamado Illuminati, uma sociedade secreta de cientistas que aparentava estar inactiva há centenas de anos. Numa corrida contra o tempo, tentando impedir um ataque contra o Vaticano, Langdon alia-se à Guarda Suíça, a uma cientista do CERN e aos representantes da igreja, na pele do Camarlengo.

Num registo negro, intenso e algo arriscado, Angels & Demons retrata quase fielmente o livro, apesar de lhe retirar alguns pontos (e bem, no meu entender) que poderiam tornar toda a história em algo mais pesado e não tão “realista” (se é que se pode dizer isso…). Tom Hanks não tem uma prestação de se lhe tirar o chapéu, mas também não é esse o objectivo. Nota-se uma evolução na sua representação dado que no filme anterior parecia algo apático e não tão envolvido na história. Por seu lado Ewan McGregor tem outro tipo de papel: mais intenso, mais desesperado, mais emotivo. Nada que não lhe fosse reconhecido, mas que eleva o tom do filme para algo mais interessante.

Na realização Ron Howard, como já disse acima, optou por algo mais sóbrio, mesmo com todos os efeitos especiais. Conseguiu captar quase na perfeição a adrenalina do livro e a sua complexidade. Não há grandes truques, nem se nota a sua marca. Mas era mesmo isso que queríamos: um filme que representasse um livro, sem demasiadas extravagâncias.

Goste bastante do resultado final. Não é um daqueles filmes que irei ver e rever vezes sem conta, mas certamente que, durante as mais de duas horas, me agradou e proporcionou momentos de entretenimento agradáveis. A ver, sem demasiadas expectativas e, se possível, com conhecimento do livro.

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10/16/2009

O Pão Nosso de Cada Semana – The Wire

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Durante este Verão, e dado o excesso de tempo de livre, tive oportunidade de experimentar algumas séries que me tinham sugerido. Naturalmente (e a julgar pela quantidade de sugestões e boas críticas) a que mais me marcou foi The Wire. Apesar de ser uma série que já teve o seu término há um ano, The Wire continua a ser uma série de referência no género policial e não só, dada a sua qualidade a todos os níveis: interpretação, guião, realização…

Vemos constantemente séries que chegam a ter 7, 8, 10 ou até mesmo mais temporadas, mas é por aí que se mede o potencial de uma série? The Wire teve “apenas” cinco temporadas mas conseguiu mais aplausos da crítica e do público do que a maioria das séries actuais. Originária da HBO (que outra poderia ser?) a série foca-se no dia-a-dia de um grupo de polícias, em Baltimore, na sua incessante busca por informações e consequentes detenções de alguns dos maiores criminosos da zona, fosse por causa de drogas, tráfico de pessoas ou interesses políticos.

Apesar de ser uma série sem aqueles tão desejados “cliffhangers“, The Wire faz com que nos colemos à história de tal forma que se torna impossível não ver mais uma episódio. E a seguir outro. Ali no meio há polícias corruptos, há traficantes com moral, jogos políticos, cidadãos exemplares e outros que é difícil de classificar. Enfim, uma amostra da realidade social de um dos locais urbanos mais inóspitos dos Estados Unidos. Dominic West (Detective McNulty ou Jimmy) é a peça central de uma unidade especial da polícia que faz escutas a criminosos; não é o típico polícia certinho, que joga pelas regras e que apenas cumpre ordens dos seus superiores Burrell (Frankie Faison) e Daniels (Lance Reddick). McNulty é uma alma solitária que luta pelo que acredita, seja bom ou mau para os que o rodeiam, incluindo a sua antiga amante e actual procuradora, o seu melhor amigo ou os seus colegas de trabalho. Quase sempre certo daquilo que faz, os seus comportamentos (não apenas os seus, porque em The Wire, ninguém é perfeito) nunca são inocentes e implicam sempre que alguém sofra com eles. Tudo isto para “apanhar” os maus da fita: o clã Barksdale. Há, nesta série, alguns dos pesos pesados que vemos recorrentemente nas séries actuais, há desconhecidos que saltaram para a fama e há muitos desconhecidos que continuaram desconhecidos apesar da sua enorme qualidade.

The Wire é uma série que tem de ser degustada. Não basta ver um episódio. Não basta verem-se dois episódios. É preciso deixar-se levar e envolver pelo enredo e acredito que ninguém ficará indiferente. Há ali um sentido de responsabilidade, de criatividade, de excelência que se revela a todo o instante. A dificuldade de The Wire “vencer” nos grandes palcos vem do facto de ser uma série tipo novela, sem objectivo próprio a cada episódio (pelo menos ao primeiro olhar), mas se me perguntassem se isso era diminuidor e impeditório de ser considerada uma das melhores séries de sempre, a minha resposta seria um redondo “Não!”. Por muitas séries que tenha visto, vejo ou verei, personagens como Omar Little, Clay Davis, Pryzbylewski, Bunk  e os inesquecíveis Bubbles e Brother Mouzone dificilmente terão equiparáveis.

A Escuta, em português, não é uma série que se veja com leviandade. É, sobretudo, uma história bem contada, sem clichés (embora talvez os tenha criado), sem tabus  e com muita audácia. Na minha opinião pessoal, The Wire é, sem dúvida, a melhor série que alguma vez vi, sobrepondo-se a The Sopranos ou Six Feet Under. Numa palavra, “obrigatória“.

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10/15/2009

E se começasse outra vez?

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Tenho de confessar: apesar de não ter escrito aqui nos últimos tempos, foram poucos os dias em que não passei por este blog à espera de encontrar alguma coisa nova. Eu sabia que não encontraria novas mensagens e que a cada comentário eu recebia um email, mas ainda assim havia um bichinho que me fazia clicar sempre no botão dos favoritos aqui do Depois Falamos.

Não tenho visto tantos filmes como gostaria, mas ainda assim já vi muitos dos quais nada escrevi e senti falta de poder transmitir a minha opinião sobre alguns deles, as séries continuam a passar aqui no ecrã do computador ou no ecrã da televisão… enfim, quase nada mudou apesar da falta de actividade na blogosfera.

Sei que, ao querer voltar a escrever, não o vou fazer com tanta regularidade, mas sinto-me bem com o facto de ter aqui o espaço quase actualizado e em ter um espaço onde posso divagar sobre cinema ou televisão. Sei também que ao longo destes tempos ganhei outros interesses, mas também perdi alguns, o que serve para balancear o tempo disponível. Um facto que importa reter é o de, brevemente, querer lançar um outro blog/site mas relacionado com outra paixão/gosto: a informática. Nada que interfira directamente com o Depois Falamos, mas que, indirectamente, poderá cobiçar algum do meu tão precioso tempo. Convenhamos que não é assim tão precioso, mas ainda assim…

Bem, dito isto resta-me deixar-vos com pelo menos uma pequena garantia: o Depois Falamos não está morto, nem irá morrer tão brevemente. Digamos que acordou de um coma prolongado e que irá, a partir de agora, entrar em recuperação. Espero contar com, pelo menos, alguns dos que me acompanhavam.

Cumprimentos àqueles que deixam tudo para dizer mais tarde, pois somos cada vez mais os que pensamos antes de falar (escrever…). Não resisti ao sentimentalismo barato, mas é o que dá estar tanto tempo parado…

06/18/2009

Trailer – 2012 (OH. MEU. DEUS!!)

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Nos últimos tempos (meses ou anos) temos falado de senhores como Michael Bay ou JJ Abrams como reis e senhores dos blockbusters. Mas, meus senhores, vocês são uns meninos à beira de Roland Emmerich. Sim, e não fiquem chateados porque este homem não tem mesmo limites e é muito difícil acompanhar-lhe o ritmo.

Para o confirmar, chegou hoje à rede o trailer do seu mais recente filme, 2012. Segurem-se bem, meninos e meninas… este é daqueles que nos fazem subir às paredes. Vejam em alta definição (sim, é completamente obrigatório) no Yahoo!

Para rematar, fica a frase deixada por mim no Twitter: 2012 faz Transformers 2 parecer um filme indie…

06/11/2009

Trailer – Shutter Island

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Mais uma vez aqui venho sem estar a contar, mas como estamos perto das 3h da manhã e o trabalho para a Universidade está bem encaminhado, acho que se torna a modos que imperativo trazer este trailer ao vosso conhecimento.

Se pela simples razão de ser um filme de Martin Scorsese já é suficiente para despertar curiosidade na maior parte dos cinéfilos, a presença de Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo e Ben Kingsley também deve ajudar. Se não for suficiente, e se me tiverem em alguma consideração, digo-vos que, pelo menos o trailer, consegue roçar a perfeição de uma forma bastante natural.

A história parece entrar algo pelo fantástico, mas afinal parece mesmo ser tudo às sérias, claro que com grande imaginação e mestria. Dois US Marshals (os dois nomes grande li em cima) são chamados a investigar o misterioso desaparecimento de uma doente psiquiátrica de uma prisão de alta segurança, dirigida pelo terceiro grande nome ali em cima, para criminosos com perturbações mentais. O filme é baseado num livro homónimo, escrito por Laeta Kalogridis.

Foi dos trailers mais convincentes que tive a oportunidade de ver este ano, ultrapassando mesmo Public Enemies (mesmo sendo dois estilos diferentes).

Vejam por vocês mesmos no site da Apple, onde pode ver em alta definição (e bem merece!).

E, para finalizar, acho que nem era preciso dizer que este tem um selo de obrigatório estampado por todo o lado.

06/07/2009

O regresso impõe-se por um dia: HOME

HOME

HOME

Já não vinha aqui escrever o que quer que fosse há uns bons meses… infelizmente a vida académica tem-me ocupado bastante tempo, as minhas outras actividades pessoais estão cada vez mais avançadas e tenho projectos em mão que neste momento me impedem de escrever aqui. Ou melhor, não me impedem de escrever mas, dado que não vejo filmes ou séries na quantidade “exigida”, é praticamente impossível escrever aqui algo que utilidade tenha.

Mas, passada esta enfadonha introdução, vamos ao que realmente interessa: HOME – O Mundo é a Nossa Casa.

Não me alongar em considerações sobre o filme porque já são quase 5h da manhã, estou exausto, mas tinha obrigatoriamente de vos deixar esta recomendação em jeito de “ordem”: vejam HOME. Um documentário sobre os efeitos da actividade humana no nosso planeta. Filmado de cima mas que proporciona uma percepção com os pés bem assentes na terra (melhor dizendo – Terra).

Vejam, no YouTube, com áudio em português, com uma resolução bem decente. Caso pretendam, podem sempre ver num cinema Lusomundo ou comprar o DVD ou Blu-Ray numa loja Fnac.

04/10/2009

Moon – Claustrofobia Espacial – Trailer


Mais uma vez venho com um pedido de desculpas pela falta de actualização deste espaço, mas o tempo tem sido todo aproveitado para tomar conta de outros “projectos” pessoais, seja pela internet ou fora dela. Este espaço não deverá fechar tão cedo, mas concordo que sendo pouco actualizado, não seja tão “recomendável”. Tentarei que seja minimamente actualizado, nestes tempos mais conturbados.

Mas indo ao que realmente me trouxe aqui hoje, queria deixar-vos o aviso para um filme que me parece ser uma valente experiência claustrofóbica, bastante ao estilo de Sunshine (de Danny Boyle) mas com contornos mais pessoais e existencialistas. Não posso, para já, afirmar que será um filme daqueles para saborear e recordar durante muito tempo, mas que tem pinta para isso, lá isso tem.

Ora, para ser mais concreto, falo de Moon, filme realizado por Duncan Jones (um estreante na realização) com história do próprio, adaptada por Nathan Parker. No papel principal (e, pelos vistos, quase “único”) está Sam Rockwell, um actor já com créditos dados mas sem nunca ter brilhado de forma tão central num filme. Pelo primeiro trailer e pelos comentários que por lá são mostrados, podemos assumir que o seu one-man show é algo notável e digno de receber muito reconhecimento.

Em Moon, iremos acompanhar a história de Sam Bell, um astronauta fechado numa base lunar onde trabalha para tornar a Terra num planeta menos dependente do petróleo. A chegar ao fim dos seus 3 anos de contrato, vê-se confrontado com possíveis ilusões e paranóia, tendo apenas um computador inteligente para o acompanhar.

O trailer pode ser visto no IGN e já consta da minha de lista de must-see deste ano. Espero que estreie por cá. Nos festivais por onde passou arrecadou imensos elogios, logo seria um crime não o trazer aos cinemas deste país.

(Mensagem escrita através do Blogo. Isto é bastante porreiro. Aconselho a que utilizar Mac.)


03/25/2009

Where the Wild Things Are – Trailer


Muito tem sido o burburinho em relação a Where the Wild Things Are. O filme deSpike Jonze, adaptado de um famoso livro escrito porMaurice Sendak, tem sido alvo de muita expectativa desmedida por tudo que é blogue de cinema, nacional ou internacional.

Desde a primeira imagem do filme percebeu-se que estávamos perante um dos filmes mais arrojados do ano, pela sua envolvente para-normal ou pelo seu lado mais emocional. Não li o livro em questão, mas a julgar pelo primeiro trailer a minha opinião vai no sentido de concordar com qualquer expectativa altíssimo de qualquer pessoa. De facto, o primeiro trailer é algo que se pode apelidar de épico (sim, eu sei que chamo épico a muita coisa, mas desta vez é mesmo “Épico!!”). Não vou ler sobre o filme, não vou ver mais nenhum trailer e espero conseguir fugir a críticas antecipadas ou spoilers desnecessários até dia 16 de Outubro porque me quero sentir completamente absorvido pelo filme. De qualquer forma, e como tomei esta decisão só depois de ver o trailer, aqui fica um link para o site da Apple, onde podem ver em vários formatos o primeiro trailer oficial.


03/25/2009

Marilyn Manson, no Porto

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Se há banda/artista que sempre me agradou e que sempre este lá bem no topo das minhas preferências e referências, é sem dúvida Marilyn Manson. Não me vou alongar nem aprofundar o “porquê” de assim ser, mas foi daquelas bandas que me lançaram na música e que ainda hoje tocam repetidamente no meu iTunes.

Depois de vários concertos em festivais, Marilyn Manson voltam a Portugal, desta vez ao Coliseu do Porto, para apresentarem o novo álbum - The High End of Low – e é tão certo como a água ser transparente (era para dizer que não tem sabor, mas…) eu estar lá mais uma vez.

Quem quiser saber mais detalhes sobre o concerto, a ter lugar a 17 de Junho, basta visitarem o FestivaisPT.

03/24/2009

Ice Age: Dawn of the Dinosaurs – o primeiro trailer

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Ora cá estou eu outra vez. Não era bem com um notícia que queria cá voltar mas ando com uma falta de tempo tremenda para escrever algo que jeito tenha. Por isso, deixo os meus textos sobre Seven Pounds e Milk para os próximos dias, mas entretanto deixo-vos com algo digno de nota.

Já anda por aí o primeiro trailer para Ice Age: Dawn of the Dinosaurs, o terceiro filme da saga da FOX que mais acérrimos fãs tem angariado nos últimos anos.

Pelos vistos, oficialmente este trailer só sai amanhã, mas o pessoal do Trailer Addict adiantou-se e lançou na rede o video.

Podem vê-lo inteirinho aqui. Espero que Scrat tenha um papel mais central na história, ou melhor dizendo, mais tempo de ecrã. É uma das personagens animadas mais maravilhosas do cinema.

03/09/2009

Watchmen

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Foi com alguma relutância que fui ver Watchmen ao cinema, na passada Sexta-feira. A quantidade alarmante de más críticas internacionais, bem como algumas nacionais, preocupou-me a ponto de já pensar que o filme seria mesmo um falhanço total. Mas, ao contrário disso, encontrei um dos filmes mais completos de sempre, no que se refere a adaptações de banda desenhada.

Baseado numa das mais aclamadas novelas gráficas de sempre, publicada nos anos 80 por Alan Moore e Dave Gibbons, Watchmen, o filme, é uma fotocópia cinematográfica da obra original. O meu conhecimento desta última não é muito alargado, resumindo-se (para já) aos 4 primeiros volumes, mas facilmente se percebe que, a nível estético, foi atingido um nível de similaridade tal que é difícil dissociarmos as duas obras. Não se pouparam esforços neste campo, como é facilmente visível pela excelente caracterização da personagens e cenários. Mas não é só aí que o filme se distingue. Quando vi o filme não tive em consideração toda a complexidade inerente na obra original, mas há medida que vou lendo mais me apercebo do facto de o filme tornar essa complexidade em algo igualmente desenvolvido mas fazendo-o de outra forma. Como seria impossível colocar todos os diálogos (ou monólogos) no filme, é perceptível que tudo isso é colocado de forma subliminar nas expressões das personagens e na forma como se relacionam. Há também a maravilhosa sequência dos créditos inicias que nos introduz ao passado de toda a acção, não tendo o espectador de especular como teria sido. Muito bem enquadrado e é mais uma prova de que o filme foi feito com um conhecimento superior da obra e das suas particularidades.

Zack Snyder, realizador responsável por 300, é já tido como um mestre na arte de criar cenas e cenários muito explícitos, concedendo-lhes uma beleza muito particular. Neste Watchmen faz tudo aquilo que se gostaria que um filme sobre Watchmen fosse: fiél, revolucionário (como o foi a novela gráfica) e épico. E não se enganem ao pensar que um filme de super-heróis (que não o são, na verdade) não poderá ser assim. Depois da experiência que tivemos com The Dark Knight, sabemos que tudo é possível. Na minha modesta opinião, Watchmen está no mesmo patamar do anterior referido. Talvez de uma forma diferente, mas com uma profundidade que o coloca num pedestal, para ser venerado ao longo de muitos anos.

É muito difícil falar sobre Watchmen, o filme ou a obra. Uma análise detalhada daquilo que representa daria pano para mangas, mas agora importa falar sobre o resultado cinematográfico. Talvez essa análise fique para mais tarde, quem sabe.

No que toca ao elenco só se pode dizer que todos foram escolhidos a dedo e todos eles souberam interpretar e representar muito bem cada uma das personagens. Destaque para o grande Jackie Earle Haley que torna Rorschach, talvez a personagem mais representativa do filme, num ícone a ser relembrado durante muito tempo. (Ah! E Malin Akerman que me faz desejar ser completamente espancado pela sua Silk Spectre II.)

A banda sonora encaixa como uma luva. A princípio estranhamos porque estamos à espera de algo mais épico em algumas cenas mas depois entranha-se de tal forma que acompanhamos a cantoria em plena sala de cinema.

As diferenças que, para já, notei em relação à banda desenhada não fazem com que goste mais ou menos do filme. A ideia é exactamente a mesma, com uma perspectiva diferente. E nem aí se podem apontar defeitos porque, como é óbvio, seria impossível transpor tudo para o grande ecrã em apenas um filme, e nas rápidas quase três de duração.

Acho que já me comecei a repetir mas o que importa mesmo é que adorei Watchmen. E fiquei ainda mais fascinado pelo universo que Watchmen representa. Toda a envolvente social (e o que a originou), as complicações que isso poderia ter causado (ou causou), a sociedade que ali se criou (ou poderia ter criado). Há muito, muito mesmo, a dizer sobre Watchmen. Não vou dizer que tudo o que se pode apreender da banda desenhado está retratado no filme. Seria hipócrita da minha parte. Mas, isso não faz dele um filme menos competente. Facilmente se poderia ter feito um filme que vendesse muito mais, que criasse muito seguidores. Mas Watchmen não caiu nesse facilitismo. O que me parece é que há demasiados puristas por aí… são “gostos” e “opiniões…

(sinto que ainda há muito para dizer sobre este filme. Talvez escreva mais qualquer coisa nos próximos dias. Mas, em vez de ficarem à espera que isso aconteça, levantem-se no sofá e invistam 5€ neste filme. Acreditem que o retorno é muito  recompensador.)

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03/07/2009

Breaking Bad volta já amanhã

Um pequeno aparte antes de ir directo ao assunto: já vi Watchmen, sim senhor. Mas antes de escrever algo mais elaborado, preciso de o digerir primeiro. Mas, resumindo, considero-o um filmaço!

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Agora, sobre Breaking Bad, uma das melhores séries do ano passado, trago a notícia do seu recomeço. Amanhã, durante a madrugada, sairá o primeiro episódio da segunda temporada.

A magnífica primeira temporada, com apenas 7 episódios, introduziu-nos à vida de Walter White, um professor de química que descobre que tem cancro do pulmão em fase terminal. Desligando-se da sua condição, começa então a ver a vida com outros olhos, perpetuando a velha máxima do “um dia de cada vez”, tentando fugir ao seu incontornável destino, ao mesmo tempo que faz tudo para assegurar o futuro da família. É então que se decide por entrar no lucrativo mundo da droga, aproveitando os seus conhecimentos científicos para produzir a mais pura das drogas. E para não me alargar muito, não querendo inventar a roda, deixo-vos o link para uma mensagem no TvDependente relativa filme e ainda outro, no mesmo sítio, com uma análise mais alargada mas com alguns spoilers.

Esta segunda temporada contará com 13 episódios, o que prova a aceitação da série. Para quem não viu, é seguramente uma das séries a colocar na “wishlist”.

03/05/2009

Segunda contagem decrescente

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Se há coisa que me irrita é o facto de, após uma longa contagem decrescente, ter de enfrentar uma outra contagem decrescente. Pior ainda é o facto desta segunda ser ainda mais angustiante do que a primeira.

De que estou eu a falar? Simples: primeira contagem: esperar pela estreia de Watchmen; segunda contagem: esperar por realmente poder ir ver o filme, sabendo que já há uns milhares de privilegiados que o estão a ver neste momento.

Ainda assim não me posso queixar muito, já que, ou amanhã ou Sábado, é certo que não o vou deixar escapar.