T#Revelações
Situação acalma nas Honduras, cortes no Petróleo e ajuda externa ainda não se sentem. Zelaya e Evo berram http://tinyurl.com/mknx53 PDoria
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CNN, Al Jazeera… Telesur
Não tenho grande simpatia pelo estilo pró-governamental da Telesur. Mas é esta cadeia de televisão venezuelana (ou da comunidade ALBA) que tem seguido melhor os acontecimentos nas Honduras. Para compensar, tento contrastar as informações que a televisão transmite com outros meios (e com o Twitter isso é relativamente fácil), sejam televisões com sede noutros países, como a CNN ou a BBC, seja com jornais e jornalistas com informações privilegiadas.
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Konono também no Porto
Numa daquelas coisas típicas de um jornalismo centralista, o Ipsilon de hoje destaca a presença dos Konono n.1 no aniversário da Galeria Zé dos Bois e esquece completamente a presença no Festival Mestiço da Casa da Música. Aliás, esquece completamente o festival. Como acontece com o Expresso online, apenas com esta notícia da Lusa, e com os media em geral, olhando para a pesquisa do Googlenews.
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Tags: Media, Porto
O PSD a perder na Maia?
O deputado municipal do Partido Socialista da Maia Helder Ribeiro defende, em artigo publicado no jornal Primeira Mão, que o PSD/Maia está a dar as últimas com o presidente Bragança Fernandes.
As dificuldades que o PSD Maia enfrenta são bem mais graves e reflectem o naufrágio do quadro político legado pelo falecido presidente. A liderança não tem prestígio, não tem carisma, não tem estratégia, não tem chama… nem futuro!
Será mesmo assim?
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Tags: psd
Falta de peso
O ex-eurodeputado socialista Artur Cunha de Oliveira é o mandatário da candidatura do CDS/PP à Câmara de Angra do Heroísmo. Diz à Lusa que a candidatura socialista «não tem peso».
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Candidato a Matosinhos, Honório Novo, quer “acabar com uma maioria absoluta autoritária, redutora e monolítica”: “Estamos fartos da degradação política que reina em Matosinhos. Todos devemos participar nesta tarefa urgente de limpar a vida política e de lutar por um futuro melhor em Matosinhos. Queremos acabar com uma maioria absoluta autoritária, redutora e monolítica”, acrescentou. O secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, esteve num almoço convívio dos militantes do PCP do concelho.
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Sociologicamente
Diz Marco António Costa em entrevista ao Matosinhos Hoje: “Eu acho que o PSD nunca ganhou em Matosinhos, porque sociologicamente Matosinhos é socialista. Tal como é a Póvoa de Varzim é sociologicamente social-democrata. São concelhos que têm uma grande identificação político-partidária”.
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Em declarações ao jornal Matosinhos Hoje, no início da semana, Marco António Costa afirma que não é candidato à Câmara de Matosinhos e que não foi formalmente convidado para o ser. “É sabido que o convite foi ao Dr. Agostinho Branquinho”, disse.
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Ver lá fora
O Correio da Manhã conta história, hoje, de Mário Almeida, presidente da Câmara de Vila do Conde há 28 anos, “o segundo autarca mais poupado do País”. Link
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Veiga e Valente de novo
O advogado Miguel Veiga é novamente o mandatário da PSD-CDS/PP para a Câmara do Porto. O histórico do PSD repete, tal como Valente de Oliveira no programa, sendo o relator principal Vladimiro Feliz, actual vereador da Educação, Juventude e Inovação da Câmara do Porto e presidente do Conselho de Administração da “Porto Digital”.
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Narciso avança
O ex-presidente da Câmara de Matosinhos Narciso Miranda apresenta publicamente a sua candidatura como independente no dia 16 de Maio. É assim o terceiro nome conhecida na luta eleitoral que inclui Guilherme Pinto, antigo colaborador de Narciso e reconduzido como candidato pelo PS, e Honório Novo da CDU. O PSD ainda não apresentou candidato e estaria à espera de uma certeza sobre o avanço do ex-presidente da autarquia para escolher o cabeça-de-lista. Assim, espera-se um nome forte, que poderá ser o de Marco António?
A sessão de lançamento vai decorrer na sede da Associação Narciso Miranda Matosinhos Sempre e “é aberta a todos os cidadãos anónimos do concelho de Matosinhos”, declarou ao PÚBLICO o ex-autarca.
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"Porto livre!"
“O Porto está morto”. Esta foi uma das frases que Pedro Abrunhosa usou no seu concerto da Queima das Fitas de anteontem, criticando severamente o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e apelando ao voto em Elisa Ferreira. No concerto e na conferência de imprensa.
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A subida de 40 cêntimos no valor dos parcómetros municipais encareceu o estacionamento na cidade. Nem em Lisboa o estacionamento é tão caro.
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Rui Rio afasta-se de MFL(?)
Num artigo escrito pelos jornalistas de política Ângela Silva (Lisboa) e Ricardo Jorge Pinto (Porto), o Expresso publica que “Rio demarca-se e fragiliza Manuela”. “A sua declaração de oposição à proposta do partido para criminalizar o enriquecimento ilícito está a ser lida, dentro do PSD, como uma demarcação politicamente relevante face à líder de quem Rio é 1º vice-presidente”, diz o jornal. Na mesma notícia, que não cita fontes, escreve-se que “não falta quem aqui veja uma estratégia para ir criando condições e distância para preparar uma eventual candidatura à sua sucessão”.
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Rio silencioso
O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, não quis esclarecer se fica na autarquia até ao fim do terceiro mandato, caso seja reeleito, para não ocupar hoje “o espaço mediático” do PSD e do CDS. O autarca foi evasivo nos comentários à apresentação da recandidatura, por não querer “ocupar o espaço mediático dos dois partidos” da coligação PSD/PP.
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Nenhum dos imóveis, disponibilizados pela Câmara do Porto no âmbito do entendimento extrajudicial do Parque da Cidade, foi alienado.JN
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Gaia: mudança de planos
Câmara quer vivendas na Quinta de Marques Gomes, construção em zonas não florestais e garante, diz o JN, que os proprietários concordam.
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“Vamos dar continuidade ao trabalho que estamos a realizar, é uma candidatura natural”. Ilda Figueiredo é a candidata da CDU às eleições Autárquicas de Vila Nova de Gaia. Jorge Sarabando também se mantém como cabeça-de-lista à Assembleia Municipal.
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Elisa Ferreira anunciou que “a prioridade política” do seu programa será a reabilitação urbana do Porto. “A cidade não vive bem enquanto o centro histórico não estiver restaurado”, defendeu. Numa reportagem do Público, a candidata afirma que a situação é aflitiva e “já não se resume apenas às freguesias tradicionais do centro histórico”, proliferando em Campanhã, Bonfim ou Santo Ildefonso. Pretende que o Porto seja “uma cidade onde se queira viver”, a candidata reconhece que a Sociedade de Reabilitação Urbana continuará a ser “um instrumento poderosíssimo” mas que é necessário encontrar um equilíbrio no relacionamento da autarquia com os privados.
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A luta de Elisa Ferreira é pela presidência da autarquia portuense. Ontem, a eurodeputado que é a cabeça-de-lista do PS à Câmara do Porto contou que “o convite do partido é para presidir à Câmara do Porto, não é para fazer oposição”, por isso, se perder não será vereadora. Ao Público recordou que irá abdicar do seu cargo de deputada no Parlamento Europeu, para o qual deverá ser reeleita em Junho, caso consiga conquistar a presidência da Câmara do Porto. “No momento em que for eleita presidente, como espero, saio do Parlamento Europeu”.
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A CDU realizará no próximo dia 23 de Abril (quinta-feira), pelas 18h, no Hotel Tuela, a sessão de apresentação pública do primeiro candidato à Assembleia Municipal e do candidato a presidente da Câmara Municipal do Porto, com a presença do secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa.
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O presidente da Câmara de Gondomar regressa a tribunal no próximo dia 15 de Maio para responder, “em sede de instrução”, a mais um processo no âmbito do ‘Apito Dourado’. A notícia vem no CM de hoje. Valentim Loureiro, o filho Jorge, José Luís Oliveira e o advogado Laureano Gonçalves enfrentam a acusação de branqueamento de capitais e participação económica em negócio. Discute-se a compra, por um milhão de euros, da Quinta do Ambrósio, num negócio que seis dias depois permitiu aos arguidos um lucro avultado. A STCP, liderada na altura por Oliveira Marques (também acusado), pagou quatro milhões por um espaço que nunca chegou a utilizar.
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O Bloco de Esquerda criticou o PS e PSD por tentarem impor o «pensamento único», nas cidades do Porto, Matosinhos e Vila do Conde, através daquilo que considera «restrições intoleráveis» à liberdade de expressão, refere a Lusa, numa notícia IOL.
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Os comerciantes do Mercado Municipal de Espinho estão satisfeitos com a decisão da autarquia (PS) em ocupar o segundo piso do espaço com a Loja do Cidadão, relata o JN. A medida desagrada ao presidente da junta de Espinho (PSD) que preferia outro local para não “atrofiar” o centro.
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A candidata do PS à Câmara do Porto considera que é preciso encontrar formas para relançar a cidade, que é, “neste momento”, um “somatório de guetos elitistas e de exclusão”. Elisa Ferreira dizia, no Fórum Inner City, que não está “contente com o estado stressado da cidade”. Também presente, o candidato natural do Bloco de Esquerda, João Teixeira Lopes, lamentou que a cultura no Porto seja “secundarizada” pelos poderes locais e nacionais. Reportagem no JPN, que explica o que é o fórum.
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CDU apresenta de novo Rui Sá
“É uma honra ter sido escolhido novamente para esta função e estou animado para a desempenhar”. Rui Sá, vereador da CDU na Câmara do Porto, vai recandidatar-se à presidência da autarquia, reservando para a apresentação pública dos candidatos da CDU informações sobre o programa da candidatura. Rui Sá é vereador na Câmara do Porto há dez anos, “sendo o mais experiente membro do executivo municipal”, diz a CDU, em comunicado. Sá é engenheiro de profissão, membro do Comité Central do PCP e, antes de ser vereador, foi membro da Assembleia Municipal do Porto durante vários mandatos. O maestro José Luís Borges Coelho, membro do Conselho de Administração da Casa da Música, foi o nome escolhido para encabeçar a lista da CDU à AM.Filed under: Porto | Leave a Comment
O antigo presidente da Câmara de Matosinhos, o socialista Narciso Niranda,sem o apoio do seu partido, correrá também por conta e risco nas autárquicas àquele município e contra o candidato oficial do PS, Guilherme Pinto. Em Valongo, Maria José Azevedo, que se candidatou há quatro anos pelo PS, vai como independente nas autárquicas contra Afonso Lobão, candidato oficial do partido.
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Esta é a opinião proferida de Francisco Assis depois de votar contra as contas da Câmara de 2008, aprovadas pela Maioria PSD/PP, na última reunião da autarquia. O vereador do PS acusou Rui Rio de ter feito o trabalho pela metade e desafiou os portuenses a darem uma volta pela cidade e a verem o que mudou. “Muito pouco, fruto de um investimento muito baixo”, concluiu. As contas de 2008 espelham um trabalho feito pela metade: “Houve uma preocupação com o equilíbrio financeiro, que é de saudar, mas isso foi transformado num dogma e conflituou com o desenvolvimento do Porto”, realçou o líder da vereação PS, acusando Rui Rio de não ter sido capaz de atrair investimento para o Porto porque “governou de costas voltadas para toda a gente, para a oposição, para a cidade e para o poder central”. “Ao fim de oito anos a cidade está pior, na medida em que não está muito diferente”, salientou o socialista, considerando que as grandes prioridades não se concretizaram. Notícia do JN.Filed under: PS, Porto, Rui Rio | Leave a Comment
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Álcool no PSD
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Nomes para Espinho
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Noutra freguesia do Porto, a de Ramalde, o PS avança com o “histórico” Alfredo Fontinha, que liderou a junta entre 1994 e 2001 para tentar recuperar a autarquia liderada por Manuel Maio, do CDS/PP que concorreu em coligação com o PSD. O nome de Alfredo Fontinha foi aprovado por unanimidade e aclamação numa reunião conjunta das secções do PS de Ramalde e do Viso, nas quais se divide o partido dentro da freguesia.
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Tradiçom
O ganapo queria celebrar o Halloween. A mãe disse-lhe que isso é coisa do Disney e dos americanos. O nosso Halloween é o carnaval e que se ele quisesse teríamos a nossa tradição do dia 1, que era ir ao cemitério colocar flores.
“O que é o cemitério? Mesmo…”
A mãe explicou. Ele disse que sim, que queria ir, se era a nossa tradição. Mas perguntou se podia levar o disfarce do Super Homem que a mãe lhe comprou para o Carnaval.
Acabaram por não ir ao cemitério. Ele não parece nada impressionado com o que é o cemitério, com ter lá os mortos. Nada nos move (aos pais) contra as festas americanas, são apenas isso, festas americanas. Não é nada muito reflectido, não é esquerdismo, nem nacionalismo… é o que é. Lembrei-me da conversa porque fiquei satisfeito com a reacção do ganapo ao ler a reportagem da Festa dos Mortos no México.
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Faleceu Joaquim Castro Caldas
Joaquim Castro Caldas morreu hoje de madrugada no Hospital de São João, no Porto.
O fundador da revista cultural Metro é sepultado terça-feira, no cemitério Prado do Repouso. Segunda-feira, o seu corpo vai para a Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, onde será celebrada missa de corpo presente.
Regressa depois ao Porto, para um velório, a partir das 21h, na capela mortuária da Igreja do Bonfim. O funeral, antecedido de missa de corpo presente, realiza-se pelas 9h30 de terça-feira no Cemitério do Prado de Repouso, onde será cremado.
Nascido em 1956, em Lisboa, Joaquim Castro Caldas veio a fixar-se no Porto onde ficou conhecido por animar, durante sete anos, as sessões de poesia no Pinguim Café. “um dos mais intensos animadores verbais das nossas noites”, escreve valter hugo mãe.
«Veio parar ao Porto para fazer uma pequena revolução no espectro das tertúlias de poesia», escreveram dele.
Foi um dos fundadores da revista Metro, uma publicação gratuita, para divulgação cultural, que existiu nos fins dos anos 80 e início da década de 90.
Editou 11 livros de poesia, o último dos quais – Mágoa das Pedras – foi publicado ainda este ano. Sairam ainda “Português Suave”, “Berlindes e abafadores”, “Convém avisar os ingleses”, “Só cá vim ver o Sol”, “Colheita da época” e “Há”, entre outros.
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Tags: Joaquim Castro Caldas, Metro
Mudança de plataforma
Desculpem, mas a vertigem dos últimos dias fez-me esquecer de alguns pormenores e pormaiores.
O filintomelo.net passou a estar disponível via Sapo. Por uma questão de visibilidade e devido à simpatia e disponibilidade do pessoal achei que era a melhor solução.
Paralelamente, aos que costumam consultar os meus posts e de repente se vêm assolados por mensagens sobre o encerramento de O Primeiro de Janeiro, o despedimento ilegal de 34 trabalhadores, a reabertura do jornal com uma outra equipa e todas as acções que esses mesmo trabalhadores – ou 26 deles – têm participado em defesa da sua dignidade, do trabalho e, desculpem a aparente imodéstia, da liberdade e da democracia, a esses que estranharam, espero regressar em breve e/ou paralelamente ao registo anterior.
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Às voltas na campa
Manuel Pinto de Azevedo Júnior deve estar às voltas na campa. Foi este homem que tornou o “O Primeiro de Janeiro” reconhecido em todo o país, de norte a sul de Portugal. Apoiou jornalistas, foi patrono das artes, lançou um suplemento cultural, o Das Artes Das Letras, foi o primeiro a imprimir jornais com cor e apostou numa secção de Internacional “a sério”, naquela época em que ainda havia “lápis azul”.
E agora o “Janeiro” volta a ser reconhecido em todo o país. Mas por outras razões. Um empresário de comunicação social, que até tem carteira de jornalista, mas com interesses em muitas outras áreas, resolve pegar numa redacção inteira e metê-la na rua. Sem explicações, sem indemnizações, com salários em atraso, com subsídios de férias por pagar. A directora de “O Primeiro de Janeiro”, que foi quem deu a cara pela administração, disse aos seus próprios jornalistas para irem para casa, que metessem os papéis para o fundo de desemprego e que depois, lá para Setembro, ia chamar todos aqueles que quisessem voltar a trabalhar com ela. Num “novo Janeiro”. Só que três dias depois, o jornal já estava cá fora, nas bancas, com um novo grafismo, com um novo director, a ser feito por dez jornalistas de um suplemento de desporto.
O empresário de comunicação social, que até tem carteira de jornalista, socorreu-se muito da figura de Manuel Pinto de Azevedo Júnior. Todos os anos, lá pelo Natal, entregava prémios em seu nome e do “O Primeiro de Janeiro”, a personalidades que se destacavam na política, na Imprensa, no mundo empresarial, nas artes. Todos os anos, alguns de nós lá iam jantar ao casino e assistir à entrega dos prémios, que até eram significativos. Entre os premiados figuram Marcelo Rebelo de Sousa, Pinto Balsemão, Belmiro de Azevedo, José Pacheco Pereira, Luís Silva, Agustina Bessa Luís, Manoel de Oliveira. Enaltecendo a “memória de Pinto de Azevedo”, o empresário apertava a mão aos premiados e posava para os flashes e holofotes. Era o grande momento anual de “O Primeiro de Janeiro” e do seu proprietário.
Nós, os 32 jornalistas, que fomos postos na rua sem explicações, voltamos agora às notícias, mas do outro lado. Somos “a notícia”. Vamos tendo o consolo das nossas fontes e dos nossos leitores, que nos têm mostrado solidariedade, e de outros camaradas de profissão, de antigos trabalhadores do jornal, de anónimos de todo o país que reconhecem o absurdo desta situação completamente ilegal. Não percebemos é o silêncio e a inoperância das autoridades do Estado. Descartáveis, é como nos sentimos. Usados e deitados fora. Pinto de Azevedo deve estar mesmo às voltas na campa.
Paulo Almeida
Jornalista descartável a 1 de Agosto de 2008
(Texto escrito para publicação hoje no jornal 24 horas)
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Parasitas*
Acordei com vontade de rever os Cadernos do Centenário, uma colecção de suplementos publicados em 1968 por ocasião dos 100 anos de O Primeiro de Janeiro. É sempre interessante recordar a grandeza das coisas, não para nos apoucar mas para nos sentirmos parte de uma história – algo que os jornalistas gostam. Não há nos Cadernos grandes referências a Manuel Pinto de Azevedo Jr, o editor (à maneira americana) do título na altura. Claro que o emérito director a quem gostam de ir roubar a memória para fama e proveitos pessoais nunca precisou do Janeiro para ser alguém.
Contam que quando, após o 25 de Abril, decidiram que o “jornal era dos trabalhadores”, ele hesitou na reacção, espantado pela forma como não foi reconhecido o seu trabalho, e encolheu os ombros. No fundo foi sempre nisso que ele acreditou. Que o jornal não era ele, ou dele, o jornal eram os trabalhadores e dos trabalhadores. Dele era o jardim que cuidava diariamente nas traseiras de sua casa. Claro que pensando assim, faz todo o sentido que nos Cadernos do Centenário apareçam os grandes colaboradores que o jornal teve e não o seu dono. Claro que os parasitas, como aqueles animaizinhos minúsculos que nos sugam o sangue, é ao contrário.
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Dos princípios
Eduardo Costa, o “empresário modelo” detentor da marca “O Primeiro de Janeiro” é Lion. Desconhece no entanto, os objectivos e código de ética deste clube.
“Lembrar que na construção de meu negócio não se faz necessário derrubar outro; ser leal a meus clientes e verdadeiro comigo mesmo.”
Pessoas como Eduardo Costa não são bem vindas e sujam o bom nome da instituição. Infelizmente, este tipo de oportunistas ocupa a nossa sociedade civil de forma transversal. Será que não se arranja aí um punhado de 605 forte?
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A quantidade importa, espera-se
O despedimento ilegal com subterfúgios indignos de 32 profissionais não provoca comoção à nossa direita sempre lesta a propagandear a malandrice dos rendimentos-mínimos, sem cuidar que estas fraudes empresariais são muito mais perniciosas à nossa economia.
Olho para as notícias, para as fotografias dos jornalistas à porta do jornal, impedidos de ali entrar, e lembro-me do mesmo suberfúgio canalha com que o Metro me despediu. Eu espero há dois anos pelo Tribunal do Trabalho. Estes camaradas começam um calvário pelos caminhos sinuosos da Justiça deste país. Para penalizar empresários canalhas, para reaverem algum pouco do muito que lhes roubaram na sexta-feira passada.
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O mal, meus senhores, já está feito. Resta agora saber se a sociedade portuense vai permitir que vença.
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Memórias valiosas e tristes
Quinze anos depois, a história vai-se repetindo. Rádio Comercial Norte, O Comércio do Porto, O Primeiro de Janeiro. Sempre na mesma altura do ano, período de férias. Infelizmente, no caso d’O Primeiro de Janeiro a estratégia empresarial vai mais longe no desrespeito pelos direitos mais elementares dos trabalhadores: despedidos sim, mas nada de indemnizações.
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Reportagem JPN
“É incompreensível que o grande responsável por esta situação, ainda em Março condenado por fraude, seja homenageado em Abril numa cerimónia de atribuição de verbas do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional]“, afirmou José Soeiro referindo-se a Eduardo Costa, proprietário d’”O Primeiro de Janeiro”. “São estes os empresários-modelo que o Governo apresenta ao país?”
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O Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) reúne-se hoje e poderá analisar a situação de O Primeiro Janeiro (PJ). Ao DN, Nuno Pinheiro Torres, director executivo daquela entidade, esclareceu que “a ERC até agora não foi chamada a intervir”. Já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, diz esperar que “o processo regresse à legalidade”.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, está a “acompanhar a situação com preocupação”. “Espero que o processo regresse à legalidade”, disse ao DN o ministro com a pasta da Comunicação Social. E acrescenta que “a empresa proprietária do título deve esclarecer o que se está a passar”. Augusto Santos Silva deseja igualmente que “a legislação laboral seja cumprida” e lembra que a Autoridade para as Condições de Trabalho está a acompanhar a situação por haver “fundamentadas dúvidas quanto à legalidade do processo”. “Espero que O Primeiro de Janeiro possa sobreviver a esta crise”, salienta ainda.
Entretanto, soube o DN, os compromissos publicitários já contratualizados pela Fólio – Comunicação Global, para o mês de Agosto, terão estado na origem do regresso de PJ às bancas três dias após o anúncio da suspensão da publicação. Suspensão que deveria ter durado todo o mês de Agosto. A decisão da empresa do empresário Eduardo Costa terá apanhado de surpresa os próprios responsáveis editoriais do PJ, Nassalete Miranda, e do Norte Desportivo, e actual director do PJ, Rui Alas Pereira, que, na segunda-feira, referia à RTP ter ficado a saber no sábado que “tinha este projecto [o Janeiro] nas mãos”.
Segundo informações recolhidas, na sexta-feira várias entidades com anúncios já contratualizados para Agosto contactaram o PJ para apurar se os contratos seriam cumpridos. A todos foi dito que sim. Ontem e segunda-feira, o jornal chegava às bancas com vários suplementos. “Todos queriam saber o que iria acontecer e se os contratos seriam cumpridos”, adianta a fonte do DN. Face a tal pressão, os responsáveis da Fólio começaram a procurar uma solução alternativa, que passou pela publicação do PJ feito pela redacção do Norte Desportivo, também do grupo.
Porém, os jornalistas, que depois da solidariedade do PCP foram ontem “visitados” por uma delegação do Bloco de Esquerda, têm dificuldade em aceitar esta versão. “Não se muda o grafismo e a imagem de um jornal num fim-de-semana”, explica Paulo Almeida, porta-voz dos jornalistas que ontem voltaram a marcar presença à porta do PJ. A casa continuam a chegar as cartas de despedimento com base na extinção do posto de trabalho. “Estão a chegar, mas não dizem nada sobre indemnizações ou salários em atraso”, refere.
HELDER ROBALO, DN
(Esta citação esteve parte do dia sem identificação, peço desculpa)
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Além da forte ligação a empresas de comunicação social, Eduardo Costa é presidente da UD Oliveirense
Eduardo Costa, o proprietário do jornal ‘O Primeiro de Janeiro’, é um empresário conhecido no Norte, assumindo vários cargos públicos em diversas associações. No início dos anos 90, quando adquiriu o jornal, era presença assídua na redacção do matutino mas desde há vários anos que “deixou de aparecer”, contaram ao CM os jornalistas agora despedidos.
Mas o seu currículo fala por si. Ligado ao desporto e à imprensa regional, Eduardo de Oliveira Costa foi condenado, em Fevereiro último, a dois anos e meio de prisão, pena suspensa por um ano, pelo Tribunal de Oliveira de Azeméis, por fraude na obtenção indevida de subsídios do Estado com o jornal ‘Recortes de Província’.
Segundo notícia publicada no site maiscomunicação, o caso remonta a 1991 mas só em 1998 chegou a tribunal. Eduardo Costa, um funcionário dos CTT e três responsáveis do jornal foram acusados de comunicar dados fictícios à Direcção-Geral da Comunicação Social, entidade que tinha a responsabilidade de atribuir o apoio às publicações de informação geral e o apoio de porte pago, que dispensava, assim, de pagar aos CTT o porte dos jornais.
Actual presidente da Direcção da União Desportiva Oliveirense, de Oliveira de Azeméis, Eduardo Costa é também dono de vários órgãos de comunicação regional, nomeadamente o até agora diário ‘O Primeiro de Janeiro’ e os semanários ‘Correio de Azeméis’ e ‘Praça Pública’, de Ovar, e ‘Caima’, as rádios Azeméis FM e Voz do Caima e a gráfica Coraze, que imprime a grande maioria dos jornais regionais do Norte. Ao que o CM apurou, terá ainda ligações ao sector metalúrgico e negócios no Brasil e na Bulgária.
Isabel Faria e Liliana Rodrigues, Correio da Manhã, 6 Agosto 2008 – 00h30
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