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Segunda-feira, Agosto 01, 2011

Uma canção para o Verão (4.1)

Mansard Roof,
Vampire Weekend (2008)


É já um clássico todos os anos, chegado o mês de Agosto. Em pausa de novidades (salvo as naturais excepções que eventualmente entrem em cena), recordamos algumas canções com história, propondo assim uma banda sonora para este Verão.

Começamos ao som de Mansard Roof, canção do alinhamento do álbum de estreia dos Vampire Weekend, em teledisco que deixas claro que somar pop a iates não é exclusivo da memória do clássico Rio, dos Duran Duran.

Quarta-feira, Janeiro 05, 2011

E agora uma banda sonora...

Rostam Batmanglij, dos Vampire Weekend, não acredita nessa coisa a que chamamos tempo livre. E quando não tem trabalho com a banda encontra sempre outros motivos de trabalho (como o fez já através do projecto Discovery). Desta vez assina a banda sonora de um filme que brevemente vai passar por Sundance. Trata-se de Sound Of My Voice e é realizado por nada mais nada menos senão Zal, o seu irmão.

Quarta-feira, Novembro 17, 2010

Em conversa: Vampire Weekend - 2010 (3)


Continuamos a publicação de uma entrevista com Chris Baio, dos Vampire Weekend, que serviu de base ao artigo ‘Quando o espectador faz a diferença’, publicado na edição de 10 de Novembro do DN.

Os primeiros textos publicados sobre os Vampire Weekend falavam da influência da música africana. Acha que essas primeiras referências acabaram por se transformar num rótulo?
É curioso ler o que se disse sobre nós. O nosso primeiro single foi o Oxford Comma e o Cape Cod (Kwassa Kwassa) e este último, particularmente, é a influência afro pop mais evidente do nosso primeiro disco, mas isso valeu logo de termo de referência para o álbum inteiro. Creio que é assim que acontece com qualquer banda… É mais fácil reduzir um artista a uma ou duas influências, quando creio que na verdade a forma como as pessoas reflectem sobre a sua é bem mais complexa. Há referências mais profundas na música que os Joy Division, mas são eles que acabam sempre por ser referidos. É uma forma natural das pessoas compartimentarem o que ouvem. Não me sinto frustrado… Gosto de sentir que as pessoas que falam da nossa música o fazem porque ela os interessa. Mesmo que a forma como dela falam não me pareça que seja a mais representativa. Mas posso viver bem com isso…

Outro dos rótulos que vos é aplicado tem a ver com a vossa imagem, a universidade em que estudaram e uma vivência que não é de classe trabalhadora…
São ideias muito básicas… Essas que dizem que as estrelas rock vêm da classe trabalhadora… Penso no Mick Jagger, que esteve na London School of Economics… Esse é um passado que na verdade não é muito diferente do de nós os quatro. E as pessoas não olham para os Rolling Stones como música de miúdos ricos. São o paradigma do rock’n’roll. Mas as mesmas pessoas poderiam dizer isso sobre nós. Isto tem a ver com a percepção que as pessoas têm do que é a música rock, uma banda rock e de onde vem. No fundo, isso não me incomoda. Acho que ter tido uma boa educação não é coisa má em nenhuma área! Há já dois anos que isso não me incomoda, e já me diverte até.

Como americano, o que diz dos recentes resultados nas eleições intercalares? Há uma mudança de maré…
É aflitivo, para mim. Porque acho que muitas pessoas votaram contra os seus próprios interesses. Mas, no fim, eu sabia que isto ia acontecer. Nunca se concorda absolutamente com nenhum governo. Pode até sentir-se uma frustração com alguma da sua agenda. Mas no fundo prefiro os democratas, à falta de alternativa. Espanta-me que apenas 11 por cento das pessoas da minha idade tenham votado nestas eleições. E creio que isso foi por falta de um discurso convincente sobre a mudança. As pessoas da minha idade ignoraram a eleição. Isso para mim é uma frustração..

Terá a ver com hábitos de gratificação imediata? Ou seja, não houve a mudança imediata, as pessoas desistiram… Mudaram de canal…
Isso pode ser parte da explicação do facto de tanta gente da minha idade não ter votado. Creio que as pessoas mais velhas, que lutam pela sua vida económica, olharam para quem estava no poder e castigaram-no porque as coisas não mudaram. Votaram no outro partido e por isso houve esta mudança tão dramática. As coisas podem mudar nos próximos dois anos. Mas por não terem mudado desde que Obama tomou posse foi por isso que os resultados foram o que foram.

Os músicos foram importantes na eleição de Obama. Já tinha havido uma mobilização em 2004, para John Kerry. Mas cabe aos músicos um papel importante na mobilização das pessoas?
Para ser honesto acho que muitos músicos, sobretudo no mundo em que nós circulamos, estão como que a pregar para os que estão já convertidos. Nós participámos em alguns concertos de recolha de fundos para a campanha há dois anos, mas não creio que o nosso envolvimento mude o que uma pessoa possa pensar. Por isso não sinto que possa reclamar algum crédito na bem-sucedida eleição de Obama há dois anos.

Terça-feira, Novembro 16, 2010

Em conversa: Vampire Weekend - 2010 (2)


Continuamos a publicação de uma entrevista com Chris Baio, dos Vampire Weekend, que serviu de base ao artigo ‘Quando o espectador faz a diferença’, publicado na edição de 10 de Novembro do DN.

Há 20 anos os ciclos habituais eram de um álbum por de ano e, há uns 40, 2 LPs ao ano. O que mudou em 40 anos que espaçou tanto os lançamentos de discos?
Creio que há várias razões, mas uma delas tem a ver com o facto de as pessoas não venderem discos como se fazia, pelo que é nas digressões que se ganha dinheiro. Agora temos ciclos de digressões com 18 meses, o que não era assim quando se fazia um álbum por ano. Nesse tempo fazia-se uma digressão de seis meses e estava feito! Do primeiro ao último concerto de uma digressão agora passam uns 18 meses. E depois disso é preciso parar para nos sentirmos inspirados. Há um documentário sobre os Clash que mostra como, de 1979 a 1982, estavam a editar um álbum por ano, incluindo um disco triplo. O Joe Strummer queixa-se de nunca terem parado e isso foi o que ditou o fim da banda. Nós sabemos que, nesta altura, não estamos a brigar uns com os outros. Até nos damos muito bem. E estamos entusiasmados por irmos fazer um terceiro álbum. Mas sabemos que precisamos de parar. Temos de estar connosco mesmos, para sabermos o que sentimos… para poder depois trabalhar na nossa música. Quando editámos o nosso segundo álbum, e creio que a edição de um segundo disco representa sempre um momento de referência, acho que nos saímos bem. Sentimos que éramos então uma banda a sério e não apenas uma banda de um disco só. Sentimo-nos orgulhosos. Agora sentimos que podemos descansar um pouco.

As experiências a solo, como as de Rostam [Batmaglij] nos Discovery, ou de Ezra [Koenig] com os Very Best, fazem bem à saude de uma banda?
Sem dúvida. Eu próprio vou fazer uma digressão, como DJ, pela Austrália para o final do ano. Vai ser a primeira vez que vou viajar sozinho a fazer coisas com música. É entusiasmante. Acho que é bom trabalhar com música fora de uma banda, pode fazer com que as coisas sejam especiais quando nos voltamos a reunir.

Quão entusiasmante é estar em palco a tocar as mesmas canções, concerto após concerto, nestes ciclos de 18 meses na estrada?
Uma coisa sobre a qual não se fala muitas vezes é a forma como uma plateia diferente pode marcar um concerto. Neste momento somos músicos já rodados e sabemos que vamos tocar de forma consistente todas as noites. Nunca soaremos frágeis nesta etapa… Há canções que já tocámos umas 200 vezes… Mas quando penso quão entusiasmante um concerto hoje vai ser penso mais no público que vamos ter. Quando tocámos no SBSR o público estava delirante. Foi muito bom. Foi talvez um dos melhores concertos que alguma vez démos… Isso não teve a ver connosco, mas com a multidão à nossa frente. Podemos perder-nos naquele momento quando as coisas correm assim tão bem… A repetição que uma digressão implica pode sugerir aborrecimento, mas pela forma como nos relacionamos com uma plateia podemos evitar sempre essa sensação.

Ser músico é um emprego? E pode sê-lo por quanto tempo?
Penso muito nisso… E quando for mais velho quero fazer algo diferente. Gosto de tocar, gosto de fazer música e assusta-me um pouco a ideia que a única coisa que possa fazer seja tocar canções dos Vampire Weekend num palco quando tiver uns 50 ou 60 anos… Quero desenvolver outros talentos. Gosto por isso da ideia de um dia poder vir a fazer outra coisa na vida. Se é um emprego? Na verdade é o melhor emprego que poderia ter neste mundo. Mas estar em digressão é um emprego, sim.
(continua)

Segunda-feira, Novembro 15, 2010

Em conversa: Vampire Weekend - 2010 (1)


Iniciamos hoje a publicação de uma entrevista com Chris Baio, dos Vampire Weekend, que serviu de base ao artigo ‘Quando o espectador faz a diferença’, publicado na edição de 10 de Novembro do DN.

Há dois anos, os Vampire Weeend eram uma grande esperança para os seguidores do universo indie. Agora têm um estatuto global… O que mudou no mundo à vossa volta e em vocês mesmos?
Creio que mudámos de muitas maneiras, mas no fundo não deixámos de ser os mesmos. É uma loucura pensar o que aconteceu quando o nosso primeiro álbum saiu. Tivemos números das vendas de discos em países de todo o mundo, e de Portugal, na primeira semana, vendemos uma cópia. Foi engraçado!... Uma cópia… E este verão passámos por um festival perto de Lisboa e estavam aí umas 20 mil pessoas que foram um público incrível. São mudanças que acontecem ao longo de um percurso. Trabalhamos muito… Na estrada, ao fazer o segundo disco e até ao fazer o primeiro. O negócio à nossa volta, que é parte do que é estar numa banda, cresceu e cresceu. Nas nossas primeiras digressões éramos apenas nós os quatro numa carrinha. Agora vamos estar na estrada com dez pessoas na nossa equipa, o que faz disto uma operação necessariamente diferente. Cresceu. Ao mesmo tempo, quando estamos os quatro em palco, a trabalhar na nossa música, somos nós os quatro na mesma. E não creio que tenhamos mudado a forma de trabalhar quando fizemos o segundo disco. Não sentimos que nada fosse mudar assim tanto… No início havia mais o sentir das saudades de estar longe de casa por longos períodos de tempo… Mas já me habituei a estas rotinas das digressões e das viagens… Mas no fundo sou sempre a mesma pessoa.

A ideia das expectativas que podem ser fonte de ansiedade para quem teve sucesso muito cedo está entre as vossas preocuopações? E como vivem o vosso quotidiano com uma agenda com o tempo sempre ocupado… Ainda têm horas livres para pensar nas canções novas que querem fazer? Há tempo para pensar?
Creio que estamos sempre a pensar na nossa música e a pensar que direcções podemos tomar. Mas neste momento temos menos ideias sobre o que vai ser o nosso terceiro disco do que, há uns dois anos, tínhamos sobre o que iria ser o segundo. Tínhamos algumas canções escritas na forma de esboços. Agora não temos trabalhado na música e até estamos à espera de poder fazer um retiro. Chegar a casa… E depois ficar entusiasmados com novas coisas e ser novamente criativo. O ciclo ligado a este disco tem sido muito intenso. Não tivemos três semanas de paradas… Não estive em casa mais que seis dias seguidos ao longo do ano. Pelo que sinto que estamos um pouco cansados. Estamos a fazer esta última etapa da digressão… Ainda vai levar algum tempo antes de fazermos um terceiro disco. Queremos estar inspirados… E penso que desta vez vai levar-nos mais algum tempo que o que Contra nos pediu.

E têm tempo para ouvir outras músicas, que não apenas as que têm de tocar todas as noites?
Agora, quando viajamos de camioneta, ao acordarmos numa nova cidade temos umas horas para nós mesmos. Podemos fazer o download de filmes e séries nos nossos computadores, que era uma coisa que antes não se podia fazer há uns 15 anos. Podemos ver programas de televisão, ouvir música, ouvir podcasts… É mais fácil até fazer isso quando estamos em digressão que quando estamos num carro, sentados horas a fio no trânsito. E é possível sentir inspiração. Talvez não esteja a ler e a ouvir tanta música quanto o que gostaria de fazer…

(continua)

Domingo, Novembro 14, 2010

Sensibilidade e bom senso (e festa)

Foto Radar

No mínimo, uma noite inesquecível. Foi a primeira vez que, num concerto em nome próprio, passaram por Lisboa. E chegaram não só para encontrar uma casa cheia, rendida desde as primeiras notas, como revelando em cena uma solidez na interpretação que não esconde uma já considerável história de noites vividas em cima do palco a tocar estas canções.
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A história conhecida dos Vampire Weekend conta já com dois anos de vida feita entre discos editados, entrevistas publicadas, concertos pelo mundo fora. Pelas suas canções passa uma luminosidade cativante e um sentido de fisicalidade contagiante. Desde as primeiras canções que editaram nelas encontrámos sinais de várias tradições pop, arranjos elaborados e com gosto pela utilização de instrumentação alargada e, claro, ecos da música africana, estes últimos entretanto agrafados a qualquer descrição à la minuta que da sua música se faça em conversa entre amigos. Contudo, no palco do Campo Pequeno, deixaram claro que, sem nunca secundarizar essa determinante força de inspiração, é de um viço apreendido na tradição pós-punk que vive a essência da sua música.
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Sem a necessidade de convocar ao alinhamento quaisquer temperos extra para entusiasmar plateias (não houve versões de temas de terceiros nem aqueles solos intermináveis para bater palminhas e pular mais), os Vampire Weekend mostraram um domínio seguro do palco, doseando grandes canções com a dose certa de comunicação e partilha. Sobriendade e bom senso, sem abdicar do prazer e da festa. E mostrando como, em apenas dois álbuns, se afirmaram já como uma das maiores forças criativas da música popular do nosso tempo.

Segunda-feira, Maio 31, 2010

A caminho do Verão...

Os Vampire Weekend têm mais um teledisco para mais um tema do álbum Contra. A escolha recaiu sobre Holiday… A realização é assinada pelo colectivo The Malloys.

Quarta-feira, Março 03, 2010

Vampiros (em grande forma)

Os Vampire Weekend apostam em Giving Up The Gun como tema para um novo single a extrair do excelente Contra. E para o acompanhar está aí um teledisco, com algumas presenças de vulto no elenco… Assinado pela equipa The Malloys, o teledisco apresenta cameos de Jake Gyllenhaal, Joe Jonas (dos Jonas Brothers), Lil' Jon e RZA dos Wu-Tang Clan.