Quinta-feira, Junho 30
Domingo, Junho 26
Pontos rápidos
Eu ainda sou do tempo das costureiras: havia as que iam a casa para arranjos ou necessidades de grande porte (como cortinados), as que nos recebiam no quarto de costura em casa própria, e as mais finas, com marcação e sala de espera.
Claro que estas fadinhas da agulha tinham diversas especialidades; eram raras as que tanto faziam roupa de dormir como cortavam um fato. Seja como for, era sempre preciso esperar, e muitas vezes, era uma espera terrível para uma miúda que tinha idealizado aquela blusa e mesmo para as adultas: quem nunca foi buscar um vestido mesmo em cima da hora do casamento, que se acuse.
Havia costureiras com fartura, era um facto, mas mãos de ouro, essas eram poucas e faziam-se filas para arranjar uma aberta no apertado calendário de festas familiares, vestuário de verão, de inverno, e outras minudências, como arranjos variados. Estou a esquecer-me das senhoras da malhas, com as máquinas eléctricas de fio a peso, mas esse era o domínio das adultas, se bem que olhando para velhas fotografias bem vejo os casaquinhos saídos de novelos. Em bom rigor, nunca percebi o motivo por que umas eram "modistas" e outras "costureiras", mas ambas eram uma grande seca. Uma maçada para meninas e adultas naqueles paraísos das damas: sobe bainha, pesponto aqui, corte acolá, endireite as costas e meia dúzia de alfinetes.
Vem isto a propósitos da novas "costureiras" dos shoppings, para arranjos rápidos e botões, muita máquina, pouco jeito, preço milionário. Têm tabelas de preços para todos os serviçose usam computadores e fazem campanhas promocionais via telemóvel. Abandonaram os vãos de escada, o biscate foi substituido por tributação fical e nós deixámos de as tratar pelo nome. Empregam chinesas, russas, ucranianas e brasileiras; portuguesas julgo que só mesmo os patrões e eu sou uma chata, bem sei, mas venho de uma casa de mãos perfeitas com chuleados perfeitos e técnica a rigor. Presto para pouco (estupidamente aprendi pouco), mas sei reconhecer alinhavos competentes, uma casa bem cosida e um botão bem pregado. É só abrir uma gaveta e ver panos de cozinha com monogramas bordados à mão.Sexta-feira, Junho 24
"S. João à minha porta"
Viva o São João Baptista, a quem as mulheres da minha vida dedicaram tantas fitas, pedidos e graças.
Aqui ficam a bandeira do São João e uma colcha na janela do meu blog, com o coração e a memória da emoção daqueles dias com noites quentes e felizes da nossa juventude.
Faz de conta lhe deixo aqui uma fita prateada por todos os que nos querem bem.
Por lá, fui perdendo muitas portas, mas alguma janela hei-de encontrar aberta.
Gaspacho
Afinal não é só a mim que este calor traz recordações suaves de um tempo que corria lento. Por lá não fazia esse "fresquinho" de vento ou ar condicionado, talvez nas adegas de pedra onde se improvisava algum bem-estar de Verão. De resto, não corria uma aragem, não havia mar, o calor era seco como as terras vizinhas.
Na escuridão das casas fugia-se do calor das lâmpadas e das picadas das melgas. Era assim o Verão. O dia quente que não arrefecia à noite as ruas, as casa, e o mês da praia que nunca mais chegava para nos libertar o corpo do calor.
Daqui junto à minha janela onde corre um ventinho, deixo uma receita de gaspacho, prato pobre mas magnífico, nada de modernices de shots, batedeiras, presunto, figos ou pratos hexagonais.
Numa malga coloca-se sal grosso, dentes de alho, azeite e colorau (produto verdadeiro). Esmaga-se tudo muito bem no almofariz, e de seguida junta-se água fresca. Tempera-se com vinagre, junta-se pão (de preferência duro), e coloca-se por cima cebola e ovo cozido tudo cortado fininho.
Era assim que se comia à nossa mesa.
Era assim que se comia à nossa mesa.
Quarta-feira, Junho 22
Terça-feira, Junho 21
Questionário
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What does your bedside table look like?
o blog Le style et la matière- reflections on summer readingretirado de Little Augury
o blog Le style et la matière- reflections on summer readingretirado de Little Augury
O caro Jansenista, um dos meus mais antigos blogs de cabeceira, julga-me capaz de responder a algumas perguntinhas sobre livros, ou melhor, sobre o conteúdo dos livros, o que não é a mesma coisa que ler páginas de rosto e índices variados.
1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Tenho lido a obra de Austen "Sensibilidade e Bom-senso" em diversas fases da minha vida; foi a usura do tempo que me levou a concluir que afinal nada daquilo era inocente.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Tipo tentar deixar de fumar? essa é fácil: o "Pantagruel". Cedo percebi que os livros de culinária não fariam de mim uma boa cozinheira.
Mesmo a sério, A volta no parafuso de Henry James foi uma derrota após derrota. Já me livrei do livro.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Não me faças perguntas difíceis...
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
Os livros do Henry Miller na altura certa. Por que nunca os li? Perdida num lugarejo da Beira Interior?
Os livros do Henry Miller na altura certa. Por que nunca os li? Perdida num lugarejo da Beira Interior?
5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
O livro "Rebecca" de Daphne Du Maurier
Mrs. de Winter -What time is it?
Mr. de Winter: Twenty past two.
Mrs. de Winter: It’s funny. It looks as though the dawn is breaking over there, beyond those hills. It can’t be. It’s too early. It’s in winter you see northern lights, isn’t it? Not in summer.
Mr. de Winter: That’s not the northern lights. That’s Manderley. It is burning.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Curiosamente, o que fez de mim uma pequena leitora foi uma doença grave em criança. À falta de televisão e de companhia (tinha estar isolada), ocupava o tempo com livros, fornecidos pelos meus pais e por primos. Para arrelia da minha mãe, comecei a falar com os dedos: nas últimas páginas da biografia da Hellen Keller havia uns bonecos com a representação da linguagem gestual e, durante algum tempo foi um entretenimento. Já me esqueci de tudo.
Dadas as circunstâncias, não era esquisita. Lia livros da Colecção Azul da Casa do Livro Editora (tipo "O Pequeno Lorde"), Hans Christian Andersen, Irmãos Grimm, Condessa de Ségur, Odette de Saint Maurice, obras da Série 15 da Europa América (15 histórias de aventuras, de mistério, do espaço, etc.). Mas o que eu delirava era mesm com as histórias de Grishka e do urso de René Guillot (coisa de rapazes) e deitava à mãos à "Modas e Bordados". Era o que havia.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
"Viagens na minha terra" de Almeida Garrett. Porque fui obrigada.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.Assim de repente, gosto dos "Contos" do Eça, do detective Pepe Carvalho de Vasquéz Montalban, de biografias, "Ricardo III" de Shakespeare, das irmãs Bronte e de Evelyn Waugh .Mas sou apreciadora de um bom registo bibliográfico e posso ser encontrada junto a leitores de microfilmes, onde se encontram tesouros deliciosos e informação variada. Gostar do que se faz é muito bom.
9. Que livro estás a ler neste momento?
"La coca" de J. Rentes de Carvalho
10. Indica dez amigos para responderem a isto.
19 amigos, caro Jansenista? Não sou assim tão popular.
O Fernando Martins do Cachimbo, o Miguel Castelo Branco do Combustões, a Sofia do Controversa Maresia, o Alexandre Soares Silva do Brasil, o Paulo Ferrero, Ana Cláudia Vicente do Delito , Pedro Correia do Albergue, e o Afonso do Homem da Cidade.
19 amigos, caro Jansenista? Não sou assim tão popular.
O Fernando Martins do Cachimbo, o Miguel Castelo Branco do Combustões, a Sofia do Controversa Maresia, o Alexandre Soares Silva do Brasil, o Paulo Ferrero, Ana Cláudia Vicente do Delito , Pedro Correia do Albergue, e o Afonso do Homem da Cidade.
Poucos mas bons e desculpem lá a maçada.
Segunda-feira, Junho 13
Sábado, Junho 11
Sol em demasia
Invejo-lhes a ligeireza com que as gorduchinhas enfardam, um rim ou modesto jesuíta. Nada de prato de flocos ou papas de farelo; nada disso. Um robusto bolo com molhanga e abatanado para compôr. Um regalo à vista mas um pesadelo calórico (o colesterol é bónus), enquanto eu fico presa aos trambolhos dos genes e à torradinha com pouca manteiga acompanhada de um deslavado iogurte magro com cheirinho a morango. Certo e sabido que qualquer excesso é agravado com o sentimento de culpa, remorsos e arrependimento, disposta a sérias retaliações (cruz na boca) sem pena nem agravo. Invejo-lhes o prazer de pedir uma mousse de chocolate ou um lindo doce de ovos, enquanto me vejo confinada a meia dúzia de rodelas de laranja (com folhinha de hortelã a alindar).
Cobiço as mulheres que cumprem escrupulosamente as orientações da nutricionista, com alimentação a peso e medida, abençoada água, maçãs e lanchinhos repartidos ao longo do dia.
Invejo as desportistas esforçadas em luta constante contra a maldita celulite, flacidez e refegos laterais, em sprints transpirados na passadeira.
Invejo as mais ousadas, indiferentes a malhas apertadas, decotes generosos ou gangas justas, seja em festas cosmopolitas ou traje de passeio, que tudo resolvem com um fecho ou botões bem presos. Ainda há pouco as vi, convidadas do casamento à "saída da noiva" da igreja, roupa modesta ou de marca, pernoca larga e branca, anca sortida, bainha bem subida, costas ao léu, alcinhas felizes, muita carne sem solário, e todas janotas. A algumas ter-lhes-ia sugerido meias de verão, vestidos de meia manga, casaquinho curto ou meia largura a mais de tecido, mas isso são coisas minhas.
Tanta inveja não faz bem à molerinha nem à religião, mas teremos sempre o telemóvel: quem ouve a voz, vê o coração (e o importante é a beleza interior).
Tanto silêncio onde outrora havia tanta vida e um longo caminho daqui até aqui. Poderia ter sido diferente, mas não seria a mesma coisa.
Sexta-feira, Junho 10
Boa noite
À hora a que escrevo este pequeno texto, a banda terminou o seu espectáculo, os homens de fato escuro abandonaram a cidade, os topos de gama sairam a toda a velocidade, desligaram-se os microfones, e a cidade volta ao seu ritmo.
Por umas horas cruzei-me com governantes de fim de época sem a pompa e circunstância de outros tempos, com caras conhecidas de sucessivos regimes, e com muita gente da terra relembrada por um carinho antigo. Confesso que a muitos já me esqueci do nome; todos envelhecemos, seguimos vidas diferentes e os laços que nos uniam foram desaparecendo com o tempo. Resta pois, um carinho antigo.
Julgo que sabem o que me dói, embaraçadas por palavras de circunstâncias e por descobrirem nas minhas feições rostos passados do seu tempo, mas também é assim a gente do interior, pouco efusiva, frugal e generosa.
Espectadora anónima numa cidade engalanada que nunca tinha visto tantas figuras de jornais, também eu hei-de partir carregada de mais um pedaço de uma casa antiga, onde ainda reconheço o cheiro e o toque inevitável das mãos em cuja cartografia me revejo.
E deixo para trás a "aridez das pedras e a verdura dos pinhais", como nas palavras do Presidente. Está certo ao ter afirmado que "é utópico pensar que o desenvolvimento de uma região e o bem-estar das suas populações podem assentar na nostalgia de um tempo que não irá retornar."
Esta cidade já não é a minha; perco-me pelos subúrbios, atravesso túneis e insisto em percorrer unicamente o que conheço. Só na varanda julgo reconhecer os meus passos antigos, mas da janela aberta chega-me a algazarra boçal de uma juventude com pouco siso. Enfim.
É a saudade e a revolta silenciosa de não os ter aqui comigo. Também eles teriam gostado de ouvir a banda tocar e ver a cidade assim engalanada. Da justiça de Deus tenho muitos momentos de dúvida, mas onde anda a justiça dos homens quando precisamos dela?
Discurso do Presidente da República aqui
E Madrid em luta por todo o lado
No Paseo del Prado: a Síria
Em Atocha: não percebi bem, mas eram visíveis referências a Guantanamo.
Portas do Sol, tal com a vi.
Mas ouvi-os depois, herdeiros de uma contabilidade que não criaram, fartos de tanto despesismo, corrupção e ganância. Não mudaram o mundo, mas gritaram palavras justas.
"- VOI gridavate cose orrende e violentissime e VOI siete imbruttiti. IO gridavo cose giuste e ora sono uno splendido quarantenne.!"
Nanni Moretti em "Querido Diário"
Madrid
Invejo a vida nesta cidade, onde há gente nas ruas, pelo centro, nas praças e esplandas. Gosto daquele povo conversador que se junta para copas nos balcões de cafés, em mesas animadas em finais de tarde, do comércio de rua e de churros com chocolate.
Por vezes confundem-me com as indígenas e perguntam-me por calles e plazas, mas nem mapas sei ler; o que me vale é que tudo vai dar ao Sol.
Segunda-feira, Junho 6
Domingo, Maio 29
Sexta-feira, Maio 27
Marina Abramovic-The Kitchen I. Homage to Saint Therese, 2009-BESart-Colecção Banco Espírito Santo
Franz von Stuck-Wounded Amazon,
Mona Hatoum-Over my Dead Body,
Onorio Marinari-Saint Catherine Reading a Book-
Isabel G. "Auto-retrato" (colecção da autora)
Terça-feira, Maio 24
Coluna Infame
Quem anda nesta coisa dos blogues há relativamente pouco tempo, porventura não saberá quem foi a Coluna Infame.
Eu só posso dizer que foi o primeiro blog português e uma das razões pelas quais estou aqui. Na próxima SESSÃO - CAFÉ DOS BLOGUES - Quinta-feira, dia 26 de Maio, às 19H00 - Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa, lá estarão o João Pereira Coutinho, Pedro Lomba e Pedro Mexia.
Ainda não aconteceu, mas posso já dizer que foi muito engraçado.Coordenadora/Moderadora: Carla Quevedo (Bomba Inteligente)
Arquivos da Coluna Infame
Segunda-feira, Maio 23
Comer fritos, beber cañas e acreditar que um mau Governo deve ser castigado nas urnas
"Fui mais vezes a Espanha em 2010 que nas quatro décadas anteriores. Fiquei a gostar muito daquela gente que come fritos, bebe cañas e fuma como se não houvesse amanhã. Acima de tudo, encantou-me trabalhar com espanhóis.
A quantidade de bulshit diminui consideravelmente mal se atravessa a fronteira. A conversa de merda, essa tradição portuguesa, nunca perturba as reuniões com nuestros hermanos. É um país que se revela a criar empresas, a fazer produtos e a obter resultados."(...)
No VIDA BREVEHoje, por aqui, somos todos sevilhanos, mas amanhã deixamos de o ser porque não se aguenta o flamengo.
Domingo, Maio 22
Beira-rio
Santa Engrácia não tem culpa nenhuma, a desgraçada, tantas vezes invocada em referências pouco elogiosas a obras portuguesas. É o caso da frente rio com a construção do metro, do saneamento e não sei que mais, nada feito em simultâneo, abre, fecha, destrói, e para se levantar qualquer coisa é esta apagada e vil tristeza.
Por aqueles lados, as vistas são penosas: prédios degradados, ruas desertas, comércio inexistente, locais inóspitos, desabitados, edifícios abarracados, habitações de grandeza entulhada e o rio ali tão perto. Ao que chegou esta cidade bloqueada por mil um planos, dezenas de obstáculos e inúmeras capelinhas onde vegetam impressos para portas, sacadas e janelas. Os passeios, em desgraçada calçada portuguesa e habitat natural dos carros e da publicidade, são agrestes para quem os frequenta. Nada disto bate certo quando se troca uma árvore por um lugar de estacionamento.
Pela fresca já se veêm turistas encartados, meio perdidos pelas ruas vazias onde não se vislumbra um café aberto ou uma loja decente. Nadinha. Têm o rio ali ao fundo e chega. Cidade estranha esta, onde se destrói o antigo, não se conserva o especial, habitada por balcões de zinco, cadeiras de plástico, ou cafetarias lounge, chill out e demais modernices que hão-se sair de moda. Longe vão os estabelecimentos de madeira escura, azulejaria garrida e as capitais da Europa aqui tão perto.
Tanto mar
Anda tudo de boca cheia de tanto mar. Aliás, há anos que ouço falar do mar como recurso, estratégia e outras coisas fantásticas de que os portugueses gostam de alardear e nada fazer. Pois bem, hoje comemorou-se o Dia da Marinha e festejou-se a efeméride de ambos os lados do rio. Eu também por lá andei, logo pela manhã, com outros curiosos, em visita a locais pertencentes a esta vetusta e rica instituição.
É bizarro que tendo vindo lá das berças nas cercanias de Espanha, nascida e criada entre olivais, pedra rija, solos difíceis e clima esquizofrénico, me dê esta queda para o mar. Ou talvez por isso, me dê este gosto pelo mar de que ouço tantos santinhos tecer loas entre citações de Camões e Pessoa. Se calhar já era tempo de se fazer qualquer coisa, pois no rio andavam solitários meia dúzia de barquinhos de recreio, a lembrar que o apoio ao desporto é para os pontapés na bola. Esta gente vai a tanto lado e não aprende nada, valha-me Deus.
Não tenho quaisquer laços familiares com estas fardas azuis. Da instituição militar guardo unicamente recordações de um tio por lugares coloniais de guerra dura e nada mais (e já foi muito), mas aprecio o zelo e o aprumo dos que seguiram a carreira. Creio, porém, que a vida de marinheira dava cabo de mim.
Bem notado por um dos vistantes a representação eloquente de D.João VI espadaúdo, garboso e altivo, só correspondente a uma estátua equestre de Américo Thomaz. Uma graça de oportunidade a desenvolver até onde nos levar a imaginação.












