Quinta-feira, Junho 23, 2011
Terça-feira, Maio 10, 2011
Domingo, Abril 17, 2011
Terça-feira, Abril 05, 2011
Domingo, Abril 03, 2011
Liberdade, Onde Estás? Quem Te Demora
Liberdade, onde estás? Quem te demora?
Quem faz que o teu influxo em nós não Caia?
Porque (triste de mim!) porque não raia
Já na esfera de Lísia a tua aurora?
Da santa redenção é vinda a hora
A esta parte do mundo que desmaia.
Oh! Venha... Oh! Venha, e trémulo descaia
Despotismo feroz, que nos devora!
Eia! Acode ao mortal, que, frio e mudo,
Oculta o pátrio amor, torce a vontade,
E em fingir, por temor, empenha estudo.
Movam nossos grilhões tua piedade;
Nosso númen tu és, e glória, e tudo,
Mãe do génio e prazer, oh Liberdade!
____________________________
Manuel Maria Barbosa do Bocage
ASENSIO
Quinta-feira, Março 03, 2011
Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011
Brincando às moções
«O BE afirmou hoje que a moção de censura que vai apresentar no Parlamento será dirigida contra o Governo e contra o PSD e defenderá “uma visão própria da sociedade e da política portuguesa”.»
O curioso grupo da esquerda portuguesa reentra em grande no anedotário político português. Uma moção de censura, não só ao Governo, como ao maior partido na oposição. Partido do qual necessita apoio para aprovar a censura. Hostilizar o (apoio do) PSD é não querer que a moção passe.
Esta estratégia só pode ter sido racionalizada desta forma: fazem uma moção de censura ao Governo, mas sem fazer o trabalho sujo para o PSD (obra que parecia destinada ao PCP).
Resultado provável? Moção rejeitada, com votos a favor apenas do Bloco. E muitas, muitas consultas no psicólogo para os seus deputados.
ASENSIO
Domingo, Janeiro 30, 2011
Devemos ser todos mesmo parvos...
Fernando Medina, porta-voz do PS, acredita que nas eleições presidenciais os portugueses optaram "pelo reforço da estabilidade". Ao mesmo tempo consegue defender que essa estabilidade política do país permite "defender Portugal na conjuntura difícil em que vivemos".
Não é possível coordenar as duas posições sem perceber que, para Fernando Medina e para o PS, o país só poderá ultrapassar a conjuntura de crise com Cavaco Silva na Presidência.
Como se precisássemos de mais provas quanto ao tímido e hipócrita apoio socialista à candidatura de Manuel Alegre...
ASENSIO
Parvos somos todos...
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
(obrigado João José Cardoso, do Aventar)
ASENSIO
Quarta-feira, Janeiro 26, 2011
O VENCEDOR CRISPADO
"O cérebro é uma coisa magnífica … todos deveriam ter um"ASENSIO
O vitorioso dr. Cavaco, no entusiasmo febril do cartaz da noite eleitoral e excitado na glória da tribuna popular, comiciou aos incréus, fazendo o seu último tour de force político. E virou espectro, qual censor aos vassalos. De vassoura em punho caluniou-se, com rara distinção. Para os mais jovens, como se um mestre-escola fora, aludiu "verdade" & "transparência" na política, imprudentemente amnésico. De punhal à cinta, nada tolerante, vociferou pela honra e carácter, qual demagogo disfarçado, esquecido das indulgências durante o período eleitoral, mesmo com ele próprio. Para a posteridade folheou a alma dos adversários, vergastou 75% dos eleitores indígenas, em curiosa e áspera domesticação folhetinesca. Virou panfletário. Fez história. Intriga. Sem se nunca maçar.
Curiosamente, o pouco piedoso dr. Cavaco - aquele que no íntimo da sua alma publicitou ser o único nativo que dominava os areópagos financeiros internacionais e a crise mundial, avisando (de dedo em riste) que ou se resolvia já a questão da eleição presidencial ou vinha dos céus "uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juro" –, assistiu ironicamente, um dia depois da sua divina eleição, a mais um "nervosismo" dos mercados e correspondente subida da taxa de juro, aumentando as dúvidas de default de Portugal. Suprema ironia de um putativo economista traído pela profunda e fatal economia.
Na verdade, como diria o nosso Eça, "a política é a ocupação dos ociosos, a ciência dos ignorantes, e a riqueza dos pobres". Restará acrescentar ao político a crispação. E a estes pobres dias, o burlesco que tudo isto encerra. Di meliora.
no Almocreve das Petas
Quinta-feira, Janeiro 20, 2011
Terça-feira, Janeiro 18, 2011
Sábado, Janeiro 15, 2011
Quinta-feira, Dezembro 30, 2010
Terça-feira, Dezembro 14, 2010
A necessária bancarrota dos bancos
[...] O "segredo" para esta saída da zona de risco, diz Gylfi Zoega, professor de Economia na Universidade da Islândia, foi "deixar os bancos entrar default em relação com as obrigações para com os bancos estrangeiros". "O principal fator por detrás do arrepiar de caminho da Islândia foi a depreciação das taxas de câmbio e o facto de grande parte dos custos da bancarrota do sistema bancário ter recaído sobre os credores estrangeiros e não sobre os contribuintes islandeses", afirma, também, Jon Danielsson, economista islandês, atualmente professor na London School of Economics. Ele é de opinião que "esta é a estratégia correta para os contribuintes em outros países com sistemas financeiros em crise - o povo nada teve a ver com as decisões dessas instituições financeiras sofisticadas e não há razão alguma para resgatar quem quer que seja". O ministro dos Assuntos Económicos da Islândia, em entrevista (...), reforça que agora "muito mais gente concorda que estávamos certos".[...]ASENSIO
Excerto de um artigo de Jorge Nascimento Rodrigues no Expresso (bolds meus)
Quinta-feira, Dezembro 02, 2010
Quinta-feira, Novembro 18, 2010
Domingo, Novembro 07, 2010
Sábado, Outubro 30, 2010
Disponível por encomenda (XXXII)
Sexta-feira, Outubro 22, 2010
Andamos a brincar
«Manuel Alegre dará um melhor Presidente que Cavaco Silva?
Pode haver estilos diferentes, palavras diferentes, mas em aspectos essenciais o percurso de um e de outro coincidem.»
([Francisco Lopes] hoje, em entrevista ao «i»)
Goste-se ou não de Manuel Alegre, concorde-se ou não com a sua candidatura, é preciso ter lata e ser muito (nem sei que adjectivo escolher…) para fazer uma afirmação como esta.
E já que a asneira parece livre, eu também não vejo diferenças essenciais entre a candidatura de Francisco Lopes e a de Manuel João Vieira. Afinal, ambos querem servir o país!
____________________
Por Joana Lopes, no Entre as Brumas da Memória
É o que acontece quando andamos a brincar às eleições presidenciais. Nas últimas eleições para PR apresentaram-se candidatos cujo objectivo não era vencer, nunca foi. São figuras de corpo presente, sem perfil ou intenções de exercer o cargo. Não é que não acredite que lá no fundo do baú destes partidos não haja ninguém presidenciável, mas estas escolhas têm se mostrado inócuas e confusas para o eleitor.
Neste caso concreto, parece-me que a figura de Francisco Lopes estará apenas a estagiar para a secretaria geral do PCP. Usar umas eleições nacionais para testar o carisma (neste caso falta dele) de um putativo líder partidário é ridicularizar o escrutínio. Mas cada partido escolhe a estratégia que quer, não pode depois queixar-se do resultado. E ridículo por ridículo...
ASENSIO
Quarta-feira, Outubro 20, 2010
Sábado, Outubro 16, 2010
Sexta-feira, Outubro 15, 2010
Domingo, Outubro 10, 2010
Too big to fall
Sexta-feira, Outubro 08, 2010
Domingo, Outubro 03, 2010
Sexta-feira, Outubro 01, 2010
Desabafo
O lote político da blogosfera anda tão rasteiro como a caixa de comentários de muitos jornais on-line. De um lado encontram-se os dogmáticos da situação, defendendo a liderança executiva de olhos fechados, sem capacidade de encaixe perante uma crítica, seres superiores que nunca erram. Do outro, os sem ideias oposicionistas, que parecem ter sido ofendidos a nível pessoal pelos da situação. Não há qualquer discussão de ideologias ou alternativas, apenas duas barricadas, bem separadas, prontas para o ataque "vermenenoso" e desinteressante.
Tenho lido posts que são verdadeiro lixo electrónico, a base é o insulto, a receita é a ofensa pessoal, a arrogância, a madrinha de cada palavra. Enfim, um pouco como o debate parlamentar. Se é para trazer as más praticas políticas para os blogues então o trabalhinho está bem feito.
Obviamente que há excepções, mas eu prefiro ler outras freguesias...
ASENSIO
p.s.- não deixo ligações para os ditos blogues e posts porque, como já o disse, não espalho virulências pela web...
Sexta-feira, Setembro 24, 2010
Tudo gira à minha volta
"Agora estamos mortos", declarou à Time um residente no campo de refugiados de Khan Younis, centro de recrutamento de vários homens-bomba. "Só vivemos quando pedaços dos nossos corpos são recolhidos em Telavive."
"Estava sereno o assassino. Não aparentava nenhum remorso", desabafou um vizinho à nossa reportagem.
A crise no conflito com a China agrava-se. Aliados garantem estar dispostos a ir até às últimas consequências para defender a ordem internacional.
Interrogados sobre se as "últimas consequências" implicavam o recurso a material nuclear, o porta-voz da Nato recusou-se a comentar.
Duas crianças estrangulam um bebé de dois anos. Bruxelas debate a interdição de entrada de crianças inglesas no continente.
Olhe, umas perguntas para o Jornal da Uma. Como se sente por os seus filhos terem morrido queimados?
Pedimos desculpa por esta realidade. A ilusão segue dentro de momentos
A Arte Suprema, António Jorge Gonçalves e Rui Zink (1997)
É sempre um prazer reler o Rui Zink.
ASENSIO
Sexta-feira, Setembro 10, 2010
Terça-feira, Setembro 07, 2010
Cavaco Silva
É aceitável e compreensível que um presidente que se recandidate tenha inevitavelmente de desempenhar o cargo ao mesmo tempo que o gere a pensar na recandidatura. O que não é aceitável é que um presidente que faz de conta que não é candidato tenha uma agenda que mais parece um roteiro permanente usando o cargo para promover a sua imagem ao mesmo tempo que se escudar nas funções presidenciais escapa ao confronto de ideias dos outros candidatos.
No palheiro do costume...
ASENSIO
Segunda-feira, Setembro 06, 2010
Sem vergonha...
Na Universidade de Verão do PSD:
O padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, saiu-se com esta "anedota" há dias em Castelo de Vide: "Costumo dizer q a igreja precisa mto das mulheres... senão quem é q fazia as limpezas?!" Os jovens laranjinhas aplaudiram.
Sem comentários...
Contado no Facebook pela Celia de Sousa, jornalista na Antena 1
(via Ponte Europa e Correio Preto)
Diria que ao baixo nível de um Fernando Rocha, só que este, apesar da pesada brejeirice que usa, não tem as responsabilidades do padre Lino Maia. Uma vergonha, este comentário. E alguns néscios na assistência...
ASENSIO
Terça-feira, Agosto 31, 2010
Domingo, Agosto 29, 2010
Comadres em desalinho
Eu a pensar que o importante era a defesa de Sakineh Ashtiani. Afinal tornou-se em mais uma desculpa para as comadres (um, dois e três) se gladiarem. Valha-nos as brumas da memória...
ASENSIO
Sexta-feira, Agosto 27, 2010
Quarta-feira, Agosto 25, 2010
Sexta-feira, Julho 30, 2010
Terça-feira, Julho 13, 2010
o fascismo dos bons homens
estamos para aqui todos fascistas, com pensamentos de um fascismo indelével a achar que antigamente é que era bom. este é o fascismo remanescente que vem das saudades. sabe, acharmos que salazar é que arranjaria isto, que ele é que punha esta juventude na ordem, é natural, porque temos medo destes novos tempos, não são os nossos tempos, e precisamos de nos defendermos. quando dizemos que antigamente é que era bom estamos só a ter saudades, queremos na verdade dizer que antigamente éramos novos, reconhecíamos o mundo como nosso e não tínhamos dores nas costas nem reumatismo. é uma saudade de nós próprios, e não exactamente do regime e menos ainda de salazar. eu escutava o meu colega silva e não sabia o que pensar. num momento dizia que éramos todos comunistas, no outro já éramos fascistas. e eu perguntava, isso faz de nós bons homens. ele regozijava, claro que somos bons homens, ó senhor silva, não somos por natureza inquinados de política nenhuma, temos de tudo um pouco, mas sobretudo, temos saudades, porque somos velhos e quando novos a robustez e a esperança curavam-nos de muita coisa. o fascismo dos bons homens, como diz, perguntou o senhor pereira. o fascismo dos bons homens._____________________valter hugo mãea máquina de fazer espanhóis
ASENSIO
Segunda-feira, Julho 12, 2010
Sábado, Julho 10, 2010
Sexta-feira, Julho 09, 2010
Segunda-feira, Julho 05, 2010
Incongruências cavaquistas
Domingo, Junho 20, 2010
Sexta-feira, Junho 18, 2010
Sexta-feira, Junho 11, 2010
Palavras mobilizadoras? Onde? De quem?
“O Presidente da República não deve dizer que o país é insustentável” porque lhe cabe sobretudo uma palavra “mobilizadora”, disse Manuel Alegre, comentando o discurso de Cavaco Silva no dia 10 de Junho. Para o candidato presidencial, o Presidente não criticou as razões que estão na origem da crise e “não afirmou a necessidade de o Estado português resistir às pressões que vêm dos mercados financeiros e nos tentam impor soluções que até são contra a Constituição”.
E o que podemos esperar de um Manuel Alegre Presidente? Receio palavras vãs politico-poéticas, vazias, enfunadas de vento. Discursos como grandes balões de hélio, que se nos inspirarmos no conteúdo apenas ficamos a falar num fininho risível. Ainda está a tempo de me convencer do contrário, mas este vai escasseando.
Quinta-feira, Junho 10, 2010
O 10 de Junho e a memória da ditadura
A nossa vocação mórbida conduz à celebração da morte em vez da exaltação da vida e à perpetuação das memórias da ditadura para alimentar rituais que a higiene democrática já devia ter banido.
Exumam-se os hábitos e tiques do salazarismo para ornamentar com veneras os peitos disponíveis das celebridades autóctones, algumas só conhecidas da família, dos amigos, do partido e dos negócios.
Vestem um fato de cerimónia, põem o ar grave e lá esperam que o nome seja citado para oferecerem o pescoço ao nastro, o peito à venera e as costas aos abraços.
É assim todos os anos e não se nota a ausência do Tomás. Faltam apenas as viúvas, os órfãos e os estropiados que davam à cerimónia o ar lúgubre da tragédia que teima em perseguir-nos e do ritual que não há coragem para mudar.
Mantém-se o presidente e os carregadores que transportam as medalhas, os figurantes e figurões que desfilam no ecrã das televisões, as vaidades reprimidas e as cumplicidades.
O 10 de Junho é a repetição da liturgia do Império a que faltam, agora, as colónias e os mutilados, as mães dos filhos mortos, as criancinhas a quem mataram o pai e os Pides que nunca foram julgados.
É o palco de vanglórias para mostrar à Pátria o presidente e os figurantes que ele aceitou distinguir. Tudo se pauta pelo mau gosto e pela liturgia gasta, numa cumplicidade entre a vaidade dos que são agraciados e a conveniência política de quem os distingue.
Faltam, por pudor, Fernando Lima e José Manuel Fernandes, que bem mereciam. Para o ano, há mais. No meio de oficiais e cavaleiros de mérito agrícola, industrial e comercial ouvem-se nomes da cultura e da ética que mereciam outro dia e outra companhia. É o caso de Saldanha Sanches, por exemplo.
Para quem fez a guerra colonial e não perdeu a sensibilidade, é com um misto de revolta e de vergonha que vê os nomes de Camões e de Portugal associados à palhaçada que a ditadura montava para legitimar a guerra ignóbil em que destruiu uma geração.
Já saí da guerra colonial e dos 1465 dias de tropa há mais de quarenta anos, mas nunca saíram de mim os 26 meses de Moçambique, o Moura que o rio Zambeze levou e o Dias cujo corpo esmagado ainda sinto nos braços e me faz sangrar por dentro.
__________________________________
Carlos Esperança, no Ponte Europa
Sábado, Junho 05, 2010
Pequenos crimes entre amigos
Num país picaresco, a luta contra a fraude fiscal produz desânimo aos seus responsáveis, e a percepção social é que só são verdadeiramente controlados pelo fisco os trabalhadores por contra de outrem, os que recebem um salário mensal do qual a fazenda pública tem notícia exacta. As grandes bolsas de fraude estão na opacidade de certas sociedades, nos paraísos fiscais, no dinheiro sujo, nas argúcias contabilísticas de verdadeiros especialistas que, como sucede com os narcotraficantes, estão muito melhor apetrechados que aqueles que os combatem. Dá a impressão, por outro lado, que os sucessivos governos se resignaram a esta situação, porque mergulhar na economia submersa resulta fatigante – e muitas vez estéril –, num oceano com tantas fossas abissais. Isto produz-se num contexto em que a fraude fiscal não tem a censura social que deveria, e muitos instalaram no pensamento que quem não defrauda ou é tonto ou não pode. São as contradições de uma sociedade em que se admira o infractor que se gaba de ter conduzido numa auto-estrada a 200 Km/h ou quem se vangloria de ter encontrado um emprego público graças à influência do seu cunhado. Enquanto estes critérios continuarem em vigor, o Estado resigna-se a que a fraude constitua um alívio para alguns – ainda que à custa dos outros – e que evite, com centenas de milhar de desempregados, uma verdadeira revolta social. Conclusão: agora que nos pedem o esforço e o sacrifício de todos, isto depois de década e meia em que parecia fácil enriquecer, ficam muitas explicações pendentes.
________________
Rui Herbon, no Jugular





















