25/05/11

19/01/11

Comecei a minha aventura a solo em Janeiro de 2004, na companhia do Nico Tricot; no início, encontrei-lhe um nome tão fixe quanto óbvio: Nuno, Nico. A partir do décimo quinto concerto, o primeiro em que subi sozinho a um palco, passei definitivamente a Nuno Prata.

18/01/11

Sinais dos meus tempos: as únicas imagens que tenho das gravações de Deve haver estão na minha cabeça; as únicas imagens que tenho das gravações de Todos os dias fossem estes/outros estão na minha cabeça. (Ou sou estúpido ou estou já com os dois pés na pós-contemporaneidade.)

13/01/11

Toquei no Sons de Vez em Maio de 2005, pouco antes de começar a odisseia de Todos os dias fossem estes/outros. No mês seguinte eu e o Nico fizemos as primeiras gravações na Casa do Covo, cedida pelo amigo Cruz. Seis anos e dois discos depois, com menos cabelo mas com um penteado em condições, volto feliz a Arcos.

12/01/11

Ia pela rua a comer um jornal volumoso: dobrado a meio e com inúmeros suplementos. Começou a enjoar-me o farnel; suponho que, por me pesar na consciência deitar comida fora — em mim é célebre um episódio de um Bacalhau à Gomes de Sá evidentemente estragado —, me sentia na obrigação de não o desperdiçar. Olhei-o a calcular o melhor modo de atacar a tarefa e reparei que teria sido recortado de modo a simular uma dentada, demasiado grande e estilizada; concluí, com toda a lógica, que não o estava a comer efectivamente mas a participar na rodagem de um anúncio. Acordei com um desagradável sabor a tinta e papel na boca.

03/01/11

2010
26/03 - Tomar (Theatro)
27/03 - Coimbra (Arte à Parte)
02/04 - Barcelos (Auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos / Subscuta)
10/04 - Porto (Armazém do Chá)
21/05 - Guimarães (Laboratório das Artes)
27/08 - Berlengas (Restaurante Mestre Zé / Palco Z)
25/10 - Lisboa (FNAC Chiado)
26/10 - Lisboa (BES Arte & Finança / Apresentação do festival Super Bock em Stock)
28/10 - Porto (Hard Club, sala 2)
29/10 - Coimbra (Arte à Parte)
04/11 - Guimarães (Café-Concerto do Centro Cultural de Vila Flor)
06/11 - Aveiro (Mercado Negro)
12/11 - Porto (FNAC Sta. Catarina)
12/11 - Vila Nova de Gaia (FNAC GaiaShopping)
21/11 - Guimarães (GuimarãeShopping)
30/11 - Braga (FNAC Braga Parque)
04/12 - Lisboa (Cabaret Maxime / Super Bock em Stock c/ Marina Gasolina)
10/12 - Senhora da Hora (FNAC NorteShopping)
12/12 - Leça da Palmeira (FNAC Mar Shopping)
2009
03/09 - Porto (Armazém do Chá / UDI Colecta c/ Manel Cruz, Peixe e Plus Ultra)
09/10 - Lisboa (Livraria Trama c/ B Fachada)
28/11 - Porto (Jo-Jo's)
17/12 - Senhora da Hora (FNAC NorteShopping / Apresentação do disco 3 Pistas Vol. 2 c/ Paulo Praça)
No início de cada ano costumo fazer uma listinha dos concertos que fiz no ano anterior. Faço-a por mim, porque gosto de fazer este tipo de listinhas, picuinhas, que incluem a mínima cabriola em qualquer tablado. Como quase não toquei nesse ano, não me lembro de ter feito a de 2009; aqui ficam duas, portanto: 2010 e 2009.

11/12/10

Mais duas apresentações do disco: ontem, às 22h, na FNAC do NorteShopping; amanhã, às 17h, na FNAC do Mar Shopping.

29/11/10

Como baixista, atravessei diversos períodos de fascínio desbragado por outros baixistas. Mais do que a música que faziam, interessava-me saber com quem tocavam, que discos tinham gravado, que material usavam, como se mexiam, o que vestiam, qual a evolução do seu penteado, como dormiam, com quem dormiam, o que comiam, quando como e porque tinham começado a tocar. Sem informação à distância de um clique, tentar saber tudo isto transformava-se num jogo em que quanto mais pormenores se sabiam mais pontos se marcavam em conversa entre pares. Paul McCartney, Brian Ritchie, Graham Maby, Flea, Jaco Pastorius e Kim Deal, foram alguns dos visados pela minha curiosidade furiosa.
Por vezes, este fascínio adolescente ainda me fulmina, sobretudo quando os dados são escassos ou estão por compilar. Sobre Joel Pina, viola-baixo, acompanhador de fado, noventa anos de idade e uma forma invejável, sei, por exemplo, que afina o baixo por quintas e que acompanhou Amália Rodrigues, mas rói-me não saber todos os instrumentos que utilizou durante sua longa carreira, e, sobretudo, quem os construiu e o que é feito deles (a começar pelo usado com o Quarteto de Guitarras de Martinho da Assunção, na foto — repare-se no fabuloso e insólito cravelhame).

17/11/10

O meu primeiro haiku:

não é só a luz
esta fronte escalvada
é já outono

(Certo, a calvície é-me um facto.)

09/11/10

O concerto em Lisboa, no dia 4 de Dezembro, é um dos concertos do terceiro Super Bock em Stock. Tocarei no Cabaret Maxime (mais informações aqui).Link
Depois dos concertos de lançamento, seguem-se as apresentações do disco nos fóruns Fnac aqui pelo norte: em Novembro, no dia 12, em Sta. Catarina às 18h e no GaiaShopping às 22h; no dia 21 no GuimarãeShopping, às 17h, e no dia 30 em Braga, às 22h; em Dezembro, no dia 12, no Mar Shopping às 17h.

06/11/10

Gostei muito do concerto da Rita Redshoes, ontem no Hard Club. Choose love, Hey Tom, The beginning song, Dream on girl soam como clássicos. Chegado a casa, e como a única guitarra que tenho estava já estivada para o concerto de hoje, dei por mim, possuído, a mal-amanhar redondilhas maiores em quintilhas.

03/11/10

A concorrente acertou, mas acho que foi ao calhas — encontrei o telefone no limite de conseguir registar o acontecimento e não prestei atenção a nada do que foi dito entretanto. Surpreendente seria a pergunta «Qual dos seguintes projectos musicais portugueses não inclui os músicos Nico Tricot e António Serginho?»

28/10/10

Disco-bilhete ou bilhete-disco a 9,99€ é a fórmula de entrada nos concertos de apresentação de Deve Haver. Quer isto dizer que ao comprar um disco nas lojas FNAC, o talão de compra poderá ser utilizado para assistir a um dos concertos; quem comprar a entrada na sala, antes do concerto, receberá um disco.

23/10/10



Um vídeo simples e bonito de Igor Marques para O homem invisível ainda acha possível, uma canção simples e bonita de Todos os dias fossem estes/outros. (Obrigado, Igor.)

19/10/10

"Obrigado!" é a sucinta mensagem de agradecimento que coloquei no disco — por falta de espaço e, sobretudo, de capacidade em discernir o que é que se agradece, de que forma e a quem. Das pessoas que colaboraram directamente no resultado final do disco-objecto: Nico Tricot, Hélder Gonçalves, Nélson Carvalho, Manuela Azevedo, B Fachada e Marco Mendes, este obrigado estende-se a Jorge Guerra, Isabel Dantas, Joana Brandão, Pedro Nascimento, Paula Homem, Maria Lopes e Pedro Tenreiro, e em particular a António Serginho e Gordon Gano. (E se ainda vier a descobrir que me esqueci de alguém, vou sempre a tempo de o actualizar.)