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13 Novembro 2008

Da autoridade


Naturalmente que este último ponto não oferecerá dúvidas, a não ser que os actuais governantes tenham amigos verdadeiros, daqueles que dizem o que pensam e que deste modo lhes estejam a apontar o caminho digno da demissão. Mas não me parece crível que isso pudesse acontecer. Apontaria até, reforçando o que afirmou o sr. Secretário de Estado, para que se trate igualmente de um caso de plágio de procedimentos, pois o Ministério também já, em outras ocasiões, contratou actores e figurantes para tomarem o lugar de alunos de verdade em acções de propaganda, perdão!, de divulgação de medidas em prol da grei.
O dr. Jorge Pedreira tem, sem dúvida, autoridade suficiente para suspeitar de algo neste campo e não serei eu a contestá-la.

22 Junho 2008

É uma pedra!...


... o texto deste e-mail que acabei de receber. Os meus parabéns ao autor, seja lá ele quem for, embora deixe muuuito por dizer quanto à relação entre avaliação, formação académica e investigação.
Jorge Pedreira admitiu hoje o óbvio: a Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes. Nas palavras do Secretário de Estado (que é Jorge mas que de educação nada percebe) apenas visa contribuir para a redução do défice público. — Eureka!
O enigma da má-fé ministerial fica finalmente revelado.
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira justificou os motivos pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes), confessou o politicamente inconfessável: *Terá de haver avaliação para que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir beneficiar de acréscimos salariais* (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e desenvolvido, como rotula, mas desconhece a 'primeira ministra'), gira em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente serve propósitos de requalificação educativa (se para isso directamente contribui) ou se visa simplesmente constituir-se em mais um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima em ser secretário da ministra que também parece oriunda de uma pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, por que motivo este modelo de avaliação plagia aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa pública*; percebe-se, assim, por que razão a ministra Maria de Lurdes (que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que por acaso não é pedreiro — até é engenheiro faxciendo), finalmente nos ter brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo para
combater o défice público*(!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.

07 Fevereiro 2008

Minutos atrás...


... no telejornal das 20, ouviu-se o padre Amadeu Pinto, director do Colégio S. João de Brito, de onde saiu tanta boa (e má) gente das elites culturais e políticas deste país, fazer uma crítica duríssima ao Ministério da Educação durante uma cerimónia em que Cavaco Silva participou.
Amadeu Pinto referiu-se às consequências catastróficas para o país das medidas determinadas por esta equipa ministerial, em termos daquilo que, afinal, é comum ouvir a qualquer docente. Na peça jornalística que se seguiu, porém, o secretário de Estado, Jorge Pedreira, falava de rigorosamente nada, fingindo esclarecer tudo o que diz respeito à avaliação dos professores, num exemplar exercício de escamoteação aparolada.
A incompetência é mesmo uma coisa muito triste...! E quando se junta à demagogia manipulatória...