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14/01/2012

O pastel



A questão é como fazer chegar o produto da forma que o consumimos por cá - estaladiço e acabado de sair do forno, já que se trata de um bem perecível...

Imagem: Antero Valério

Aqui outras interessantes considerações sobre o tema.

28/03/2011

Mazinger Z: viagem da ficção à realidade

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Sempre gostei dos desenhos animados de robôs japoneses de seu nome Mazinger Z. […] . A série entusiasmou provavelmente muitas crianças nascidas na década de 70. O argumento de Mazinger Z era o de o professor Kabuto, auxiliado pelo seu conselheiro científico Dr. Inferno, ter descoberto na ilha de Rodas uns autómatos ancestrais. Inferno guardou segredo da descoberta tendo, mais tarde, informado os restantes investigadores de que iria utilizar os robôs, já recuperados, para dominar o mundo.
O conselho de cientistas recusou tornar-se cúmplice do louco exterminador tendo decidido, este último, programar os robôs para uma destruição em massa. O único sobrevivente foi o professor Kabuto que acabou por se evadir para o Japão onde, com o auxílio dos últimos avanços tecnológicos e da energia foto-atómica […] fabricou um robô denominado Mazinger Z, a fim de aniquilar os planos de Inferno. Posteriormente, Kabuto foi assassinado pelo Barão Ashler, um aliado do maléfico cientista, tendo conseguido, antes da morte, revelar ao seu neto Koji Kabuto os planos de destruição e todos os segredos do Mazinger Z .
Mazinger Z passou a ser comandado por Koji, combatendo os robôs enviados pelo terrível Dr. Inferno[…].
Cruzando ficção com realidade, surpreende o sucedido com o acidente nuclear de Fukushima. No país das bombas atómicas (Fukushima e Hiroshima têm os mesmos sufixos), dos terramotos e dos tsunamis, constroem-se centrais nucleares à beira-mar, indo os humanos -não os robôs- apagar focos de incêndio de baldes e mangueiras […]…
Mazinger Z traz-nos a lição de ter a tecnologia robótica vencido a ilimitada ambição representada pelo Dr. Inferno embora, na época  e ainda em início da juventude, se fosse mais ingénuo ...
Hoje ninguém envia aviões anticontaminação nuclear ou hidroaviões telecomandados para ajudar o Japão. As guerras do petróleo e a defesa do nosso nível de vida encontram-se no posto de comando.

José Ramon Pichel Campos, «Medo dos aviões» em Galicia Hoxe (tradução livre e com supressões, sem utilização das regras do novo acordo ortográfico)

aqui o artigo original

Golf...



Com os devidos agradecimentos ao Antero Valério cujos cartoons podem ser vistos aqui

06/09/2010

na compra de quê, oferta do quê?




sempre que passo neste anúncio saltam-me à cabeça as lembranças mais absurdamente variadas.
'isso é muita banda desenhada na adolescência, monty phyton a mais, ou abuso na medicação...' costumo ouvir nessas alturas
mas a verdade que esta promoção de 'na compra de virilha, oferta de axila', para além do efeito poético da rima que me comove, me faz sempre lembrar o
zil zelub, aquele infeliz violoncelista que tinha perdido o controlo dos seus membros, a necessitar, ao fim do dia, de alguma peça em falta que se tenha esquecido de regressar ao corpo depois da fuga.
nos dias de humor mais negro a imagem era mais algum decepado pernil a precisar da virilha como elemento aglutinador para a nova perna e de uma nova axila para substituir a desgastada pelo uso da velha muleta.
'banda desenhada a mais na adolescência', estarão vocês a concordar agora.

mas é mais forte que eu quando tropeço em anúncios tão absurdamente propensos ao delírio.
e é o pobre do zil zelub que agora anda por aqui aos saltos á procura da sua virilha perdida...

14/07/2010

a america perdeu o seu splendor



morreu harvey pekar.
durante muitos anos (a partir de meados dos anos 70), harvey pekar mostrou como é possível contar o dia a dia de uma pessoa a quem as coisas extraordinárias só acontecem extraordinariamente.
como a todos nós.
as normais actividades do dia a dia são 99% do tempo de vida de uma pessoa, dizia pekar para justificar porque era sobre essas coisas que queria escrever.
a sua grande obra (um 'grande fresco da sociedade americana', se quisermos ser grandiloquentes na sua morte) resume, no contraste entre o título e o texto, aquilo que é o esplendor de qualquer sociedade: o seu quotidiano.
sobre ele já aqui escrevi, a propósito de tudo andar ligado...

precisamente nesta semana, em que recebi o 'songs for elisabeth', de seasick steve, o mesmo steve que estava a ouvir na semana em que aqui falei de ambos.
do seasick steve não vale a pena adiantar muito (até porque este 'meio-cd' apenas tem uma canção inédita e das outras já vos falei).
do harvey pekar recomendo a leitura dos seus livros (os desenhos nunca são dele, porque ele desenha tão bem como eu...) e o delicioso filme feito sobre este american splendor...

13/05/2010

Ainda a propósito do Bolinha...

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A propósito do post aqui deixado pelo Mário Clipper lembrei-me de, há cerca de um ano, ter andado pelo sótão da casa paterna à procura de algumas memórias de infância (pensando também aqui no sítio). Como entre os irmãos mais velhos havia o hábito de ler debaixo das árvores - o tempo parecia então correr vagarosamente - acabando, muitos dos livros, por ficar esquecidos no quintal e matas adjacentes, encontrei diversos exemplares de BD do irmão mais novo. Hoje a memória ficou reavivada com a referência à «turma do Bolinha», bem como ao seu clube pouco tolerante para com os elementos femininos lá do bairro... ficam, pois, mais uns registos a completar e reavivar recordações infantis de várias gerações.

Turma

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" Menina não entra" -naquele tempo era politicamente correcto ver escrito isto numa banda desenhadas para crianças.
Alguém os consegue nomear? ; )

29/04/2010

Distracções...

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Não sei como.
Mas no princípio dos anos 60, o quinzenário “Camarada” era presença habitual no meu quarto, cheio de banda desenhada, fraquinha, mas naquele tempo era o que havia, ao lado do “Cavaleiro Andante” e dos Donalds e Mickeys.

“Camarada”????

Na época, apenas aos jornalistas era permitido tal tratamento, e não deixa de fazer confusão como a Censura deixou passar tal título.
Como era para crianças, talvez tivesse pensado que não fazia mal….

É uma “relíquia” da minha biblioteca.

20/12/2009

COISAS DO SÓTÃO

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Esta é a capa do número especial do Natal de 1953 do “Cavaleiro Andante”, uma publicação juvenil dirigida por Adolfo Simões Muller. Também havia o “Mundo de Aventuras”, mas ele sempre foi mais pelo “Cavaleiro Andante”.
Um número especial com 84 páginas, 4 histórias completas e na contracapa um número que habilitava a cinco valiosos prémios: uma bicicleta, dois aparelhos de telefonia e duas máquinas fotográficas. Ficou com o número 11056 mas não foi premiado. Uma sina que o acompanhará toda a vida…
O exemplar inseria uma senha que possibilitava a obtenção gratuita de uma caderneta para o “Concurso dos Doze Ases” que tinha como prémio um magnífico “Morris-Minor”

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19/11/2009

A cada um, a sua Mafalda...

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Inspirada pelas tiras aqui deixadas pela T e por algumas saídas espontâneas dos alunos - ainda há jovens que sabem exercer o sentido de humor - não pude deixar de partilhar este quadradinho.