Sábado, Maio 29, 2010

1, 2, 3...som...som

Descobri que escrevi este post e não me senti envergonhado dele. Se calhar é altura de voltar

Terça-feira, Março 09, 2010

O grande contra-picado (ou Big&Low)


Mas, quanto ao meu favorito, estou dividido entre os dois filmes de guerra nomeados: “Sacanas sem Lei” e “Estado de Guerra”. Arrisco o segundo, para que James Cameron se sinta um frágil paraplégico ao pé da ágil, magnífica, enorme, azul, extraterrestre e ex-mulher Kathryn Bigelow.

(moi même no Público da última sexta-feira)

Domingo, Março 07, 2010

Cromos da Bola #1


Ulisses Morais

Segunda-feira, Fevereiro 15, 2010

Mais necrólogo que weblogger


Doug Fieger 1952-2010

Bloguismo de buraco da fechadura


Originalmente aqui.
A condecoração de Santana afinal peca por defeito.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

I truly am



E já o estava em 2006.

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Peter Sellers dirigido por Vittorio De Sica

Ouro sobre azul

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Os saldos estão sobrestimados

Domingo, Janeiro 31, 2010

A nossa geração vai ser a primeira em que vamos envelhecer progressistas, sem nos escandalizarmos com a novidade, a suspirarmos saudosistas pelo futuro, a aceitarmos o inaceitável, a sermos menos papistas que o aiatola. Muitas gerações passadas reclamaram estas suspeitas sobre si, mas acho que é desta. A minha geração não vai ter velhos jarretas, nem censores do restelo, nem reaccionários quadrados.
Dúvido que aquilo que a História me ensina possa ser chamado de equilíbrio cósmico, mas tudo isto me faz suspeitar que a geração seguinte, a dos nossos filhos, vai ser feita de adolescentes envergonhados dos pais pelas melhores razões, depois adultos retrógrados, finalmente idosos ou rabugentos ou tímidos. Bem hajam!

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

Na cauda da Europa

Abana o teu fazedor de dinheiro.
Abana-o como uma fotografia de Polaroid.

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Meu Deus, a Lhasa não!!


..inevitavelmente fiquei llorón.

Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Eu que não vou fazer listas da década, estava aqui a pensar nas listas que não vou fazer. No top10 de cinema, A.I. e Catch Me If You Can andariam por lá, para todos vocês anti-americanos/anti-semitas/anti-spielberguianos básicos ficarem a chorar.

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

O que ainda não ouvi sobre os filmes que não entram no meu top

Que os minutos lacrimosos do rejuvenescimento no Benjamin Button não chegam aos calcanhares dos minutos lacrimosos de envelhecimento no UP. Que o Mark Strong, vilão no Sherlock Holmes do Richie, seria a escolha mais evidente para o papel do clássico (conan-doyleiano/jeremy-brettiano) detective de Baker Street. Que a Sigourney Weaver de Avatar é uma mistura da Sigourney Weaver de Alien e da Sigourney Weaver de Gorilas na Bruma. Que as melhores saudades que Avatar me deixou foi do Starship Troopers.

Estranho caso

Tiago, o passarinho perdoo, o Torino e o Hurt Locker atrás do Button é que não.

http://esperobemquenao.blogspot.com/2009/12/samuel-uria-e-nereida-gallardo-amanha.html

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Dia 25, às 20:00 na Televisão-Música

2010 é ano para a MTV deixar de ser conotada com as precitas futilidades da juventude. Quem é que quer saber da actualização de um blógue?

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Clique

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Amanhã, 22:45, Terraço do Hotel Tivoli.

Segunda-feira, Novembro 30, 2009



Samuel sobre os abismos

Se António fundia Braga e Nova Iorque, Samuel atravessa Dylan e Paião, Vitorino e Waits. Se Variações soube pôr mundo no Minho, Úria põe este mundo no outro, e o outro neste, e tudo em breves canções orelhudas. Mas, por favor, nada de mal-entendidos. Este artista é de sínteses, não é sintético. Isto é música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura, cordas, respirações, arranhões, falsetes. Um cantautor a sério a brincar com o seu tesouro. O quê, nomes, História? Bem, vamos a isso: Zeca Afonso, António Variações, Sérgio Godinho e – Samuel Úria. Sim, isso mesmo. E não, não é nenhum “por exemplo”.

Esta música não tem medo de atacar o clichê mesmo no meiinho, naquele ponto onde ele é mais sensível. Vira-o, desvira-o, reinventa-o de tal maneira que, quando damos por nós, estamos a olhar-nos ao espelho destes monumentos disfarçados de coisa respigada. Para os alternativos, fica o aviso: não se assustem com o aparato de produção, não há aqui nenhum “compromisso”, nenhuma “cedência”. Pelo contrário, este “Nem Lhe Tocava” (que título do caraças, meu) é objecto perigoso, perigosíssimo. E, para os convencionais, só um recado: ouçam sem preconceitos, sem pressas, com a calma possível, no meio do mundo, e depois vejam que tal. Em verdade vos digo, Samuel Úria é tão bom que devia ser proibido. Ele compõe, escreve, toca, canta, teatra, arranja, dispara mais rápido que qualquer sombra, faz tanto e tudo bem. Mais que bem, brilhantemente, incrivelmente, genialmente, despretensiosamente. Mas, pois, não me puxem pelo advérbio.

Podia falar de “Não arrastes o meu caixão” – quando primeiro a ouvi, arrisquei que era um fado-spaghetti, agora não sei se não será mais um western-sarrabulho – ou de “Rua da Fonte Nova, 171” – um ar-de-blues ao mesmo tempo comovente e contido – ou de “Teimoso” – sucesso pop em falsete fabuloso que põe Beck e PREC na mesma faixa –, mas, num disco destes, é demasiado difícil escolher só uma canção, só duas, só três. À volta de “Nem lhe tocava” devia haver uma fita vermelha com o aviso: aqui há mesmo 12 canções.

Não, para falar desta grandeza, temos de nos socorrer dos clássicos, não há hipótese. Samuel Úria diz-se “músico ligeiro”, mas o facto é que estas canções conseguem, e citemos Drummond, “erguer-se em arco sobre os abismos”.

Jacinto Lucas Pires

Sábado, Novembro 28, 2009

A minha pequena perspectiva materialista do Natal

AVISO: CONTÉM MÚSICA LIGEIRA!

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Sempre que não escrevo...

...this is what I'm talking about:

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Desde 1987 que as terças não eram o meu dia útil preferido. Agora são folga, na altura eram isto:

Nota: este post assinala, com extremo repúdio, a situação de um amigo que fez um corte-de-cabelo tipo Makepeace e não foi homenzinho para aguentá-lo mais que um par de dias.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Era um post tão curto, tão curto, que até o Twitter teve que pôr os óculos de ler.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Este é um blogue necrólogo

Não esqueçamos ainda a morte de Claude Lévi-Strauss. Procuro as minhas 501 pretas para o devido luto.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Gostar de mulheres ©



Don't mess with Da Lila!

Eu volto porque:

O António Sérgio, o José Manuel Fernandes e a Dalila Rodrigues, todos à sua maneira, foram-se.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

Não o Italo

Ando a ler o Calvino e o Calvino diz que o sentido da vida é muito simples e eu acredito no que leio do Calvino. Ainda assim há alturas que desafiam a simplicidade votada à explicação disto tudo. E embora não duvide do Calvino, como ignorar a complexidade de uma mesma semana em que tanto fiz rir a Maria de Jesus Barroso como fui deambular, sem querer, ao centro da Bobadela?

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Aos opinion makers portugueses com mais de 86 anos:

Wake up and smell the coffin.

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

The rumors of my death will be greatly exaggerated

Apareçam que eu duro para sempre, mas o John Vanderslice não.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Korn revisited


A.D.I.D.A.S. = All Day I Dream About Sex Sashimi






...ou como Samuel Úria se viu obrigado a tolerar a abominável crueza do sexo no cinema japonês, considerando a maravilhosa crueza do sushi na cozinha japonesa.

Domingo, Outubro 11, 2009

O que se aprende numa tarde de Domingo?

Alguém sabe em que filme contracenam o Christopher Walken de sempre (Christopher Walken) e o Christopher Walken do novo milénio (Michael Shannon)?

Cliquem aqui para a resposta.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

A garganta de Gardel nos pés de Pablo


Senhor Comentador, tu vens logo a seguir.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Rogério Casanova

A pôr o "hurra!" de volta em Literathurra!

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

1 ponto 1

Há um colega que me pergunta o nome todas as vezes que me vê. Fá-lo com um aperto de mão simultâneo. É uma combinação matinal como bica e pastel de nata. Gosto deste colega. De uma maneira geral gosto de pessoas que preferem conhecer-me a reconhecer-me.

1

Há um colega que me pergunta o nome todas as vezes que me vê. Quando lho digo ele confessa que se vai esquecer. E cumpre-o. Gosto deste colega. De uma maneira geral gosto de pessoas que cumprem as promessas de esquecimento.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Já tinha publicado o post anterior quando me lembrei deste, escrito durante as olimpíadas de Pequim. Pelos vistos o ano III é mais do mesmo.

Texas Hold'em é a pior variedade de poker, com excepção de todas as outras.