1, 2, 3...som...som
Descobri que escrevi este post e não me senti envergonhado dele. Se calhar é altura de voltar
Descobri que escrevi este post e não me senti envergonhado dele. Se calhar é altura de voltar
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Samuel Úria
às
04:38

Mas, quanto ao meu favorito, estou dividido entre os dois filmes de guerra nomeados: “Sacanas sem Lei” e “Estado de Guerra”. Arrisco o segundo, para que James Cameron se sinta um frágil paraplégico ao pé da ágil, magnífica, enorme, azul, extraterrestre e ex-mulher Kathryn Bigelow.
(moi même no Público da última sexta-feira)
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Samuel Úria
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14:57

Originalmente aqui.
A condecoração de Santana afinal peca por defeito.
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Samuel Úria
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01:47
A nossa geração vai ser a primeira em que vamos envelhecer progressistas, sem nos escandalizarmos com a novidade, a suspirarmos saudosistas pelo futuro, a aceitarmos o inaceitável, a sermos menos papistas que o aiatola. Muitas gerações passadas reclamaram estas suspeitas sobre si, mas acho que é desta. A minha geração não vai ter velhos jarretas, nem censores do restelo, nem reaccionários quadrados.
Dúvido que aquilo que a História me ensina possa ser chamado de equilíbrio cósmico, mas tudo isto me faz suspeitar que a geração seguinte, a dos nossos filhos, vai ser feita de adolescentes envergonhados dos pais pelas melhores razões, depois adultos retrógrados, finalmente idosos ou rabugentos ou tímidos. Bem hajam!
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Samuel Úria
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13:40
Abana o teu fazedor de dinheiro.
Abana-o como uma fotografia de Polaroid.
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Samuel Úria
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14:56
Eu que não vou fazer listas da década, estava aqui a pensar nas listas que não vou fazer. No top10 de cinema, A.I. e Catch Me If You Can andariam por lá, para todos vocês anti-americanos/anti-semitas/anti-spielberguianos básicos ficarem a chorar.
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Samuel Úria
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16:58
Que os minutos lacrimosos do rejuvenescimento no Benjamin Button não chegam aos calcanhares dos minutos lacrimosos de envelhecimento no UP. Que o Mark Strong, vilão no Sherlock Holmes do Richie, seria a escolha mais evidente para o papel do clássico (conan-doyleiano/jeremy-brettiano) detective de Baker Street. Que a Sigourney Weaver de Avatar é uma mistura da Sigourney Weaver de Alien e da Sigourney Weaver de Gorilas na Bruma. Que as melhores saudades que Avatar me deixou foi do Starship Troopers.
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Samuel Úria
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14:28
Tiago, o passarinho perdoo, o Torino e o Hurt Locker atrás do Button é que não.
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Samuel Úria
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00:49
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Samuel Úria
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00:40
2010 é ano para a MTV deixar de ser conotada com as precitas futilidades da juventude. Quem é que quer saber da actualização de um blógue?
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Samuel Úria
às
22:26
Samuel sobre os abismos
Se António fundia Braga e Nova Iorque, Samuel atravessa Dylan e Paião, Vitorino e Waits. Se Variações soube pôr mundo no Minho, Úria põe este mundo no outro, e o outro neste, e tudo em breves canções orelhudas. Mas, por favor, nada de mal-entendidos. Este artista é de sínteses, não é sintético. Isto é música muito humana, de carne e osso, verdadeira e impura, cordas, respirações, arranhões, falsetes. Um cantautor a sério a brincar com o seu tesouro. O quê, nomes, História? Bem, vamos a isso: Zeca Afonso, António Variações, Sérgio Godinho e – Samuel Úria. Sim, isso mesmo. E não, não é nenhum “por exemplo”.
Esta música não tem medo de atacar o clichê mesmo no meiinho, naquele ponto onde ele é mais sensível. Vira-o, desvira-o, reinventa-o de tal maneira que, quando damos por nós, estamos a olhar-nos ao espelho destes monumentos disfarçados de coisa respigada. Para os alternativos, fica o aviso: não se assustem com o aparato de produção, não há aqui nenhum “compromisso”, nenhuma “cedência”. Pelo contrário, este “Nem Lhe Tocava” (que título do caraças, meu) é objecto perigoso, perigosíssimo. E, para os convencionais, só um recado: ouçam sem preconceitos, sem pressas, com a calma possível, no meio do mundo, e depois vejam que tal. Em verdade vos digo, Samuel Úria é tão bom que devia ser proibido. Ele compõe, escreve, toca, canta, teatra, arranja, dispara mais rápido que qualquer sombra, faz tanto e tudo bem. Mais que bem, brilhantemente, incrivelmente, genialmente, despretensiosamente. Mas, pois, não me puxem pelo advérbio.
Podia falar de “Não arrastes o meu caixão” – quando primeiro a ouvi, arrisquei que era um fado-spaghetti, agora não sei se não será mais um western-sarrabulho – ou de “Rua da Fonte Nova, 171” – um ar-de-blues ao mesmo tempo comovente e contido – ou de “Teimoso” – sucesso pop em falsete fabuloso que põe Beck e PREC na mesma faixa –, mas, num disco destes, é demasiado difícil escolher só uma canção, só duas, só três. À volta de “Nem lhe tocava” devia haver uma fita vermelha com o aviso: aqui há mesmo 12 canções.
Não, para falar desta grandeza, temos de nos socorrer dos clássicos, não há hipótese. Samuel Úria diz-se “músico ligeiro”, mas o facto é que estas canções conseguem, e citemos Drummond, “erguer-se em arco sobre os abismos”.
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Samuel Úria
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03:47
Desde 1987 que as terças não eram o meu dia útil preferido. Agora são folga, na altura eram isto:
Nota: este post assinala, com extremo repúdio, a situação de um amigo que fez um corte-de-cabelo tipo Makepeace e não foi homenzinho para aguentá-lo mais que um par de dias.
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Samuel Úria
às
16:38
Era um post tão curto, tão curto, que até o Twitter teve que pôr os óculos de ler.
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Samuel Úria
às
21:38
Não esqueçamos ainda a morte de Claude Lévi-Strauss. Procuro as minhas 501 pretas para o devido luto.
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Samuel Úria
às
18:07
O António Sérgio, o José Manuel Fernandes e a Dalila Rodrigues, todos à sua maneira, foram-se.
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Samuel Úria
às
14:42
Ando a ler o Calvino e o Calvino diz que o sentido da vida é muito simples e eu acredito no que leio do Calvino. Ainda assim há alturas que desafiam a simplicidade votada à explicação disto tudo. E embora não duvide do Calvino, como ignorar a complexidade de uma mesma semana em que tanto fiz rir a Maria de Jesus Barroso como fui deambular, sem querer, ao centro da Bobadela?
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Samuel Úria
às
16:19
Wake up and smell the coffin.
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Samuel Úria
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14:22
Apareçam que eu duro para sempre, mas o John Vanderslice não.
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Samuel Úria
às
17:07

A.D.I.D.A.S. = All Day I Dream About Sex Sashimi
...ou como Samuel Úria se viu obrigado a tolerar a abominável crueza do sexo no cinema japonês, considerando a maravilhosa crueza do sushi na cozinha japonesa.
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Samuel Úria
às
02:06
Alguém sabe em que filme contracenam o Christopher Walken de sempre (Christopher Walken) e o Christopher Walken do novo milénio (Michael Shannon)?

Cliquem aqui para a resposta.
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Samuel Úria
às
17:35
Senhor Comentador, tu vens logo a seguir.
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Samuel Úria
às
22:40