Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

Murray Rothbard em português: A Anatomia do Estado

Apenas para chamar a atenção para a excelente tradução de Tiago Chabert do texto-chave de Rothbard, agora disponível na secção de literatura no Instituto Ludwig von Mises Portugal e que conta com uma pequena introdução minha:

Murray Rothbard era conhecido como o maior inimigo do Estado, e esta é a sua maior declaração sobre o tema de forma sucinta e poderosa e percebendo nós o porquê de ter passado a usar orgulhosamente essa designação. É um ensaio seminal e de certa forma fundacional dentro do pensamento libertarian - ele realmente foi o primeiro pensador a construir um edifício metodologicamente consistente do que veio a ser conhecido posteriormente como anarco-capitalismo, a que mais tarde o seu discípulo Hans Hermann Hoppe veio propor a designação alternativa de Ordem Natural (e que recupera a tradição do jusnaturalismo como contraposição ao direito positivo). Construindo a partir do que tinha aprendido na tradição Miseseana e liberal clássica e na tradição anarquista, une ambas a partir de uma forma altamente sistemática de reflectir sobre o pensamento social e a economia política. Rothbard tem o efeito de alterar fortemente a maneira como vemos o mundo. E consegue-o aqui num espaço curto.

Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

Henrique Raposo deu conta da existência de anarco-capitalistas

Pelos menos já deixou em paz os "liberais azuis". Reza assim:

"Eu gostava muito de ser anarco-capitalista

1. Assim estava sempre fora do mundo, e assim tinha sempre ângulo perfeito sobre o poder, fosse ele qual fosse. Para o anarco-capitalista, a realidade está sempre errada. E esse pedestal, de facto, dava-me muito jeito para escrever.

2. O conservador não é socialista. Sim, não concorda com os anarco-capitalistas, mas, apesar dessa blasfémia, não é de esquerda.
"

Anarco-capitalismo é um bom nome de guerra, dá forra. Mas a tradição do jusnaturalismo para mim faz mais sentido. O jusnaturalismo foi enterrado pelo positivismo no direito, a coisa só estancou quando a suposta única legitimidade do Estado para dizer o que é o direito se confrontou com os totalitarismos (com grande adesão da população) do século 20. Depois passamos para a legitimidade da decisão colectiva. Mas e as minorias? E quem deseja afastar-se de uma dada ordem constitucional (secessão)? A partir daí a filosofia do direito tem que se confrontar novamente com a acepção que o direito natural é algo que vive fora da vontade declarativa, e que é o direito positivo que tem de estar conforme o direito natural e não o contrário.

Os conservadores em especial têm de reconhecer a realidade de que o estado moderno como projecto conservador morreu há muito. Tudo o que vem do estado moderno é um ataque directo a qualquer instituição natural do homem. Ataque à propriedade como ataca a família como promove o indivíduo a quem o Estado tudo assegura e liberta, quer ele o queira quer não.

Mises Academy: Keynes, Krugman, and the Crisis

Começa hoje, inscrevi-me hoje. Os 145 Usd pareceram-me um bom investimento. Espero que mais comecem a olhar para os excelentes cursos online no http://academy.mises.org/

Keynes, Krugman, and the Crisis - Robert P. Murphy - Mises Daily

June 29 through August 23.

"I am pleased to announce that in late June the Mises Academy will launch my new online class, Keynes, Krugman, and the Crisis. In the interests of both intellectual honesty and rhetorical effectiveness, it is important for Austrians to "know the enemy."

The class is designed to give students of the Austrian School a fair understanding of the worldview of John Maynard Keynes and his best-known living proponent, Paul Krugman, in the specific context of economic booms and busts. After reading source material from Keynes and Krugman, we will discuss Austrian critiques of their approach."


Terça-feira, 28 de Junho de 2011

8 anos depois: sobre alterações ao domínio público

Publicada por AAA
SÁBADO, 28 DE JUNHO DE 2003

Leitura obrigatória

João Miranda responde a Nelson de Matos a propósito da questão dos direitos de autor e do domínio público.

Vale a pena citar João Miranda a propósito da passagem a domínio público em 2005 da obra de Fernando Pessoa:

Fernando Pessoa não ficará em domínio público. Voltará ao domínio público de onde nunca devia ter saído e de onde saiu graças a uma lei retroactiva que prolongou os direitos de autor por mais 20 anos. Esta extensão dos direitos de um autor morto é injustificável. Não incentiva a produção literária e desincentiva a edição.

Nelson de Matos quer que o estado intervenha e altere a lei. Se calhar Nelson de Matos quer mais uma extensão com efeitos retroactivos. O problema é que qualquer extensão dos direitos de autor é uma usurpação dos direitos de propriedade de cada um dos membros do público a favor dos interesses das editoras.

Domingo, 26 de Junho de 2011

8 anos

Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

A ler: A Rehabilitation of Say's Law

de W. H. HUTT (pdf, 150 páginas), escrito em 1974.

"Today's textbooks usually express Say's law most carelessly, using a description of the law which, I think, Keynes was the first to use. It asserts, they tell their readers (without mentioning Keynes) that "supply creates its own demand (...)

As I understand it, and in my own words, the source of demand for any particular input or output produced is the flow of inputs and outputs of all the things which do not compete with it; for some part of that flow is destined to be exchanged for it"

Ou seja, a produção de um dado produto constituirá a procura de outro. Como é lógico e irrefutável, quando alguém produz um dado bem é porque pretende trocá-lo por outro.

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

o (actual) sistema monetário e o Euro

A moeda (depósitos bancários) é crédito e quando o crédito corre mal e moeda corre mal.

Os Bancos aumentam o crédito às empresas e particulares creditando a respectiva conta bancária criando assim novos depósitos, quando os Bancos precisam de reservas adicionais pedem (o mecanismo é complexo mas resume-se a isto) ao Banco Central. É o processo contrário ao ensinado em alguns manuais, nos quais, quando alguém deposita um dado montante, o Banco coloca uma parte (um muita pequena parte, diga-se) em reservas obrigatórias no Banco Central. De forma consolidada, o que existe sim, é o aumento contínuo do stock de crédito por aumento do stock de depósitos (moeda) com um aumento das reservas emitidas pelo Banco Central.

Os Bancos também dão crédito adicional (aquele que contribui para o aumento do stock de Dívida Pública) ao Estado, comprando Dívida Pública creditando a respectiva conta bancária, e quando precisam de reservas pedem (o mecanismo é complexo mas resume-se a isto) ao Banco Central.

Além disso, o próprio Banco Central emite moeda para comprar Dívida Pública directamente, e hoje em dia, até comprar activos privados directamente, como carteiras de crédito imobiliário. É a capacidade de monetização universal.

Terça-feira, 21 de Junho de 2011

End the BCE, long live BdP? Resposta a "O medo de sair do Euro".

Re: O Medo de Sair do Euro. , Filipe Faria no Insurgente