21 de Março de 2010

Diferenças


Numa sociedade de mercado como a nossa, felizmente, existem diferenças salariais. A diferença salarial distingue funções, competências, qualificações, responsabilidades, experiências, estimula geralmente o mérito e os benefícios sociais decorrentes de determinado trabalho e organização.
Não obstante o benefício da diferenciação (livrem-nos de uma sociedade de iguais), Portugal continua a ser um dos países ocidentais onde existe uma maior diferença salarial: entre homens e mulheres ou entre quadros dirigentes e técnicos.
Segundo os dados do Relatório Anual de 2007 da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) sobre os aumentos salariais nos 27 países da União Europeia (UE), Portugal era o segundo país europeu (atrás da Eslóváquia) com maior diferença salarial entre sexos, com os homens a ganharem 25,4 por cento mais que as mulheres, contra uma média europeia de 15,9 por cento. O salário médio de um homem, em Portugal, ronda os 916 euros, enquanto o de uma mulher fixa-se nos 748 euros. Resumindo, para ganhar o mesmo que os homens, mulheres com funções idênticas têm de trabalhar pelo menos mais um mês.
Segundo as contas efectuadas em Junho de 2006, pelo Jornal de Negócios, com base nos relatórios e contas das empresas, cada administrador executivo ganhou, em média, 33 vezes mais que cada colaborador. O vencimento médio anual daqueles administradores ascendeu a 871 mil euros, enquanto o dos restantes trabalhadores receberam um ordenado médio de 27 mil euros. 1,76 Milhões de euros foi o salário anual de um administrador executivo da Semapa. O custo por trabalhador foi 8041 euros. 1,31 Milhões de euros foi o ordenado anual de um administrador executivo da Brisa. O custo por trabalhador foi 21350 euros. 1,21 Milhões de euros foi o salário anual de um administrador executivo da Portugal Telecom. O custo por trabalhador foi 20849.
As diferenças salariais em geral existem e não devem ser justificadas com uma questão de produtividade. A produtividade média portuguesa corresponde a cerca de 66% da produtividade média da UE, no entanto o salário médio português corresponde a muito menos que 66% do salário médio destes países. De acordo com dados publicados pelo Eurostat, a título de exemplo: a produtividade dos trabalhadores ingleses é 1,37 vezes superior à dos trabalhadores portugueses, mas os ingleses ganham 2,4 vezes mais; a produtividade dos trabalhadores alemães é superior em 1,4 vezes a dos portugueses, no entanto, alemães ganham mais 2,8 vezes que os portugueses.
Agora, na última semana, novos dados a confirmar esta tendência, como o exemplo de que Rui Pedro Soares, ex-administrador nomeado pelo Estado para a PT, ganhou sozinho em 2009 tanto como ganharam juntos todos os 210 trabalhadores do call center da empresa ao longo daquele ano. Ganhou à volta 4000 euros por dia, enquanto que um português que receba o salário mínimo recebe menos de 20 euros.
Exemplos populistas, eu sei que são, mas num momento em que se congelam salários, diminuem-se prestações sociais, tudo em nome de uma crise, será que remamos todos para uma sociedade mais justa e coesa?

24 de Dezembro de 2008

These Vagabond Shoes, Are Longing To Stray


Multiculturalidade e verticalidade poderão ser duas qualidades de Nova Iorque. A selva arquitectónica que afasta o sol do asfalto é percorrida na solidão, a par, ou inevitavelmente no conjunto por um manancial de culturas diferentes, surpreendentemente iguais. É engraçado sentir que, a anos de luz de qualquer capital europeia que conheça, as culturas que aqui passeiam não se estranham mutuamente. Tudo é parte daquele todo. Nem a mais nem a menos. O gueto social está mais do que dissipadíssimo. Nova Iorque, como em teoria o seu próprio país, não é terra de Americanos. A identidade e a vida da cidade está dependente daqueles novos Americanos. Com naturalidade, as diferenças culturais são vistas como acrescento social, praticam-se quotidianamente, enriquecem a cidade e não se perdem. A diferença é mesmo a regra. Ser diferente é ser Nova-Iorquino. É natural a mutação linguística das origens em novos sino-americanos, novos afro-americanos, novos latino-americanos... novos Americanos. E - águas passadas - surpreendentemente, ali não se sente o medo - nem o pior de todos - o medo do outro. E isso traz um grau de cordialidade que nunca senti. A ajuda é rápida, eficaz e até incomodamente invasiva. A planície geográfica e o ex-líbris da construção vertical obrigam à desorientação geral a cada saída do metro - total perda do Norte e de qualquer eventual ponto de referência, convenientemente escondido atrás de cimento. Nada nos faz desistir de caminhar, caminhar e caminhar. É perfeito o topo do Chrysler ao anoitecer.
Dois defeitos para a cidade - o desperdício e a decadência. O descartável é condição da grande maioria de cada gesto. A cidade claramente não é sustentável em nenhum tipo de consumo. Há um abuso ofuscante da lâmpada e do néon. Como símbolo que é, ainda se defende zelosamente o tão propagandeado "estilo de vida americano" e a desnecessidade prevalece. A cenografia de uma estação de metro nova-iorquina faz dar estrelas de qualidade ao Intendente. Nada do que tem qualidade advém da obra pública. O lado cinzento da cidade.

21 de Outubro de 2008

Marar, um pouco de loucura saudável na tua vida


Missão: Almofadada 2008
Vem participar na maior batalha desde a tomada de Lisboa aos Mouros.
Traz os teus amigos, a tua família, os teus filhos, os teus pais, os teus colegas de trabalho e tragam as vossas almofadas.

INSTRUÇÕES
Data: 25 de Outubro de 2008 (Sábado), às 18h00.
Local da Batalha: Praça Luís de Camões.
Equipamento: Almofada macia + adereços + protecções de acordo com a vossa imaginação.
Disposição dos Guerreiros: Os guerreiros deverão colocar-se em duas longas filas viradas de frente umas para as outras, de acordo com as instruções do árbitro.
Início: Por volta das 18h00, o início da batalha será assinalado por um árbitro credenciado em almofadadas. Cheguem antes das 18h00.
Tácticas de Combate: todo o tipo de formações criadas pela vossa imaginação.
Fim: Imprevisível.
Após o Fim: Um abraço ao inimigo.

REGRAS
- Só podem ser utilizadas almofadas macias! - Sejam meigos. - Não batam com as almofadas em pessoas sem almofada ou com máquinas de filmar. - Tirem os óculos antes do início.- Este evento é gratuito e apropriado a todas as idades.

Outras guerras de almofadas realizadas noutras cidades:
Nova Iorque: http://www.youtube.com/watch?v=Gxd149-nQkQ
Caldas da Rainha: http://www.youtube.com/watch?v=NAwU92ynO7M
Outras missões em
http://www.marar.eu
Marar, um pouco de loucura saudável na tua vida

10 de Setembro de 2008

Antwerpen (Galeria)


"Baroque bars and blocks of choc: this diamond capital is everyone's best friend.
The richly historic city of Antwerp is Belgium's most underrated tourist destination. Few places tangle the old and the new quite so enchantingly. Here eclectic Art Nouveau mansions stare back at Neo-Renaissance villas, and medieval castles provide a magical backdrop for the city's myriad bars and cafes." (LP)

8 de Setembro de 2008

Amsterdam (Galeria)


"History, art, a head of beer and a roll-your-own.
Amsterdam is one of the world's best hangouts, a canny blend of old and new: radical squatter art installations hang off 17th-century eaves; BMWs give way to bicycles; and triple-strength monk-made beer is drunk in gleaming, minimalist cafes.
The city seems to thrive on its mix and, despite hordes of tourists, still manages to feel quintessentially Dutch. The old crooked houses, the cobbled streets, the tree-lined canals and the generous parks all contribute to the atmosphere." (LP)

7 de Setembro de 2008

Luxemburg (Galeria)


"A neat package of wonder and wineries, wrapped with ribbons of scenic delight.
Not even big enough on most maps of Europe to contain the letters of its name, Lilliputian Luxembourg makes up in snazz what it lacks in size. It has a wealth of verdant landscapes crisscrossed by rivers and dotted with the sort of rural hamlets that most people associate with fairy tales." (LP)

5 de Setembro de 2008

Ghent (Galeria)


"Medieval shipping town with plenty to see.
Southwest of Antwerp, Ghent was once a medieval-era powerhouse due to its 14th-century status as the largest cloth producer in Europe, and its rebellious nature when it came to tax increases. Now the capital of the Flanders province of Oost-Vlaanderen, it is home to a significant student population." (LP)