2.7.11

Auto-retrato defeituoso

Eu não sou eu mais os meus defeitos: eles são tão parte de mim como a miopia ou as unhas dos pés.

Analogia

Um amor que evolui em amizade, como um vinho novo que envelhece.

1.7.11

Metade de um exagero quanto é?

Face a isto, porque é que os jornais dizem que se vai cortar "metade do 13º mês"? Assim à primeira vista parece-me muito menos menos.

Aborrecimento e disparates

A melhor maneira de avaliar o aborrecimento é medir a quantidade de disparates que se fazem ou dizem num determinado período. Não se deve acreditar em alguém que diga aborrecer-se e não faça disparates.

Ora bolas!

"Caso contra Strauss-Kahn pode cair por terra".

Pergunto-me de quanto será a indemnização que DSK vai pedir ao Estado de NY. Estou impaciente para ler as repercussões na imprensa francesa. Será que o taboo vai voltar a impor-se, ou está quebrado para sempre? 

O dizer e os factos

Quando há uma contradição entre o que uma pessoa diz e o que faz, eu - e suponho que toda a gente (menos comunistas, socialistas, IURDistas e outros crentes) - tendo a dar mais importância ao que faz.

Por exemplo, se um Estado me diz que acha a educação muito importante, mas paga mais a um revisor da CP do que a um médico (e provavelmente a um professor) eu sou levado a crer que as coisas talvez não sejam bem como esse Estado diz.

Ciscos e traves

A Jugular School of Economics (sucursal local da Voodoo School of Economics, nunca é de mais relembrá-lo) assistiu impávida e serena, ou apoiou entusiástica, o mais longo e mais desavergonhado roubo feito aos portugueses. Não tenho dados quantificados, mas a subida de impostos e o desperdício de dinheiro durante os seis anos de Sócrates dispensam gráficos para serem perceptíveis.

Agora há um gajo que tenta corrigir a merda que os outros deixaram e eles urram, coitados, como se lhes "tivessem cortado os mamilos à tesourada"*.

("Ver um cisco no olho do vizinho e não ver uma trave no seu", para quem não conhece a expressão.)

* - Daqui


PS - Isto dito, eu só acho aceitável esta subida de impostos porque a) parece-me a única solução de curto prazo; b) está a ser acompanhada por uma série de medidas sensatas e necessárias; e c) é facilmente reversível. Aumentar temporariamente os impostos para repor o país nos carris é uma coisa; aumentá-los para financiar TGV, estudos para TGV, ampliações do TCA e respectivos estudos, autoestradas e ditto e muitas outras coisas é outra.

Onde começamos verdadeiramente mal é na privatização da RTP, que parece vai ser adiada (por causa do CDS, o aliado de esquerda do PSD).

30.6.11

Dessedução

Os mecanismos da sedução são extremamente monótonos. Um gajo lê os anúncios no jornal, ou na net, e verifica que não neste mundo homens (ou mulheres) feias, desinteressantes, pobres, etc.

Como seria o mundo se em vez de se fazer a corte, se fizesse a descorte? Por exemplo, se uma mulher dissesse "sou feia, gorda, pobre e incapaz de gerar ou gerir dinheiro, ainda menos de ser fiel a um homem por muito que o ame, não gosto de ler, não sei cozinhar e nada me aborrece mais do que as tarefas domésticas (excepto o sexo)"?

Correntezas

O Pedro Correia incluiu-me nesta lista e eu agradeço-lhe (se bem, caro Pedro, o snobismo e o enjoo não sejam as únicas razões que levam as pessoas a não participar em correntes...)

1. Existe um livro que relerias várias vezes?

Há muitos. Quase todos. Numa desordem terrível, alguns dos que reli várias vezes são: "Sozinho à volta do Mundo", "Memoires d'Hadrien", "Mystères", "Zen and the Art of Motorcycle Maintenance", "Lord Jim", "Waiting for Godot", "O Velho e o Mar", "Tortilla Flat", "Por Quem os Sinos Dobram", "Ratos e Homens". "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água", "Vasco Moscoso de Aragão, Capitão de Longo Curso" (uma novela de "Os Velhos Marinheiros", tal como o "Quincas"). "Aleph", "Ficções", "The Sea Wolf", "Heart of Darkness", "O Americano Tranquilo", "Cabra Cega", "Bilhar às Nove e Meia", "Alexandra Alpha".


2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

"A la Recherche du Temps Perdu" (na língua em que não o li, já que os outros vão naquela em que foram lidos a primeira vez). Não é propriamente do livro que nunca consegui chegar ao fim, é do 1º capítulo. Quase tudo o que comecei da Virginia Woolf.


3. Se escolhesses um livro para ler no resto da tua vida, qual seria?

Um que nunca tivesse lido.


4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

Quase todos os que não li.


5. Que livro leste cuja “cena final” jamais conseguiste esquecer?

"O Velho e o Mar", "To Build a Fire" (não é um livro, é um conto), "Zen and the Art of Motorcycle Maintenance", "Lord Jim", "Heart of Darkness".


6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Tudo, literalmente tudo, dos Cinco a Sven Hassel e Eric Maria Remarque, Os Sete, Heinrich Böll, Verne. Só não lia banda desenhada: o meu pai não deixava.


7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

"Ulisses", "Moby Dick".


8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

Todos os que estão na resposta à primeira pergunta, mais "Under the Volcano", "The Human Stain" e quase tudo o que li de Roth, "The World According to Garp", "O Que Diz Molero", "Aparição", "O Estrangeiro", "O Mito de Sísifo", "A Peste", "Typhoon", "The Nigger of the Narcissus", "A Besta na Selva", "A Sibila" e "As Fúrias", "Os Irmãos Karamazov", uma série deles do Stefan Zweig, "Uma Noite em Lisboa" e "A Oeste Nada de Novo", outra série deles do Böll, "O Fio da Navalha", alguns de John dos Passos e outros do D. H. Lawrence, quase tudo o que Roal Dahl escreveu para adultos, "A Bend in the River", "Huckleberry Finn" e "Tom Sawyer", Ian McEwan (sobretudo, mas não só, "Atonement"), Wodehouse, "Dubliners", Jules Verne, O'Henry, "El Viaje de los Siete Demonios", Antonio Tabucchi, "O Pavilhão dos Cancerosos" e "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich", "An American Dream" (este, quando o tentei reler pareceu-me chato como a potassa, mas a primeira vez que o li gostei bastante). Woody Allen, quase tanto como dos filmes. Uma descoberta magnífica e recente: "Passage to Juneau: a Sea and its Meanings".

(Acrescento: "Any Human Heart", um soberbo fresco do Séc. XX).

Agatha Christie, Raymond Chandler, Rex Stout, Conan Doyle.

Praticamente tudo o que li de Fernando Pessoa, Nuno Júdice, Ramos Rosa, Pedro Támen, Drummond De Andrade.

(Tudo na desordem).

9. Que livro estás a ler?

Vou começar (oooops) "O Café Debaixo do Mar".


10. Indica dez amigos para responderem a este inquérito.

São poucos, e todos aqueles de que me lembro já foram, de certeza, solicitados. Tatiana? Luísa? Lourenço? Isabel? Ana?

29.6.11

Choque liberal

Mais notícias da frente do choque liberal.

"Governo quer criar "sistema independente de recrutamento" para o Estado"

"Governo vai cortar nas remunerações dos gestores públicos"

(Os mais desfavorecidos vão sofrer; é por isso que algumas pessoas de esquerda estão preocupadas).

Tout va bien, madame la Marquise

Basta ler este post para se perceber os malefícios do choque liberal.

Meu Deus, o que para aí vem!

Um choque liberal! Vamos correr para os abrigos, já.

Enfim, já sobrevivemos a choques tecnológicos, a choques socialistas, socráticos, da Universidade Independente, do Freeport, a choques de histórias mal contadas, de TGV, a choques de Terminal de Contentores de Alcântara, de regabofe, a choques de leis feitas com os pés, de impostos que sobem sem parar, a choques de dinheiro a rodos pelas janelas e às portas dos amigos - talvez o choque liberal não seja assim tão mau, afinal de contas.

28.6.11

Definição

Liberdade não é tanto ser o que se é, como ser o que se quer ser.

Mudar Portugal

A verdadeira questão é: daqui a cem anos Eça será tão actual como é hoje?

Obrigado. Não

A mulher era um chaço como eu nunca vi. O quarto não tinha cama de casal: eram duas camas de uma pessoa lado a lado, com um rebordo de madeira que pouco mais permitia do que a posição do missionário. A casa era grande e com uma vista bonita para o Tejo.

Foi na cozinha que de manhã, quando acordou, ela me encontrou, sentado num banco a ler o jornal da véspera. Já não sei quem disse "nunca me deitei com uma mulher feia; mas já acordei com muitas". Imaginem o meu susto: quando fôramos para a cama, na véspera, eu já sabia que ela era feia.

Mas não tinha casa para dormir nem dinheiro para comer; se o jantar fosse bom a sobremesa podia ser o que Deus quisesse (que não seria diabólica já eu sabia. O Diabo tem bom gosto). Ela queria mais; queria uma matinal, "para começar o dia em beleza". Disse-lhe que não podia, a idade não me permitia aventuras repetidas.

Estava a ver a página dos empregos. "Sabes trabalhar com Excel?", perguntou-me. "Sei". "Nesse caso, se quiseres tenho um emprego para ti. Não posso pagar muito, mas ficas aqui em casa e pelo menos a renda e a comida não pagas".

Agradeci-lhe efusivamente. Quando ela estava no duche peguei no meu saco e fui-me embora. Deixei-lhe um bilhete que dizia "Obrigado. Não." Prefiro a maldade da beleza à bondade feia.

Ou a liberdade esfomeada à prisão saciada, não sei.

27.6.11

Fúrias

As fúrias dividem-se em más, malvadas e boas (exactamente como as mulheres, aliás; e das mulheres que não são fúrias não vale a pena falar). Tanto numas como noutras gosto das malvadas, mas prefiro as boas - são as melhores, de longe, as mais perenes e bonitas.

Quando compro a Time Out tenho invariavelmente fúrias dos três tipos - e se não tenho não vale a pena falar dela. Hoje aconteceu-me com o restaurante O Cantinho do Aziz: há uns anos passei dias e dias a procurá-lo e não o encontrei (fúria má); o restaurante é pequeno e familiar e adorável - resistirá à invasão? - (fúria malvada) e excelente (fúria boa). Meus caros, nem a Playboy conseguiria isto.

Fartar vilanagem

Mais uma: "Passos herda quase 4 mil milhões de euros em dívidas a fornecedores". A cáfila que sai devia ter vergonha, e limpar as mãos à parede.

Até ao fim

Isto foi um fartar vilanagem até ao fim! A Jugular School of Economics (sucursal local da Voodoo School of Economics) terá certamente uma explicação racional, cabal para isto, e para nos fazer ver que somos todos cegos.

"Défice público derrapa no primeiro trimestre"

26.6.11

Inspiração...

...para o que aí vem.

25.6.11

Luta pela vida

Pode ser que perca.

Complacência

Uma galinha gorda de Antibes - Poulet Antiboise

Não é uma, claro; são três. E não são galinhas (ou um frango), são mulheres. E não é uma receita, é um livro. Mas fica: vi-a hoje mesmo no FT, que continua a ser o melhor jornal do mundo depois do Economist e resolvi experimentá-la.

O frango não está pronto ainda, mas promete. Aqui vai (com quantidades):

Poulet Antiboise

1 Frango
1 kg de cebolas
150 l de azeite
Piripiri
20 azeitonas pretas
Uns ramos de tomilho

Descascar as cebolas e cortá-las em rodelas. Colocá-las num prato de ir ao forno profundo com o azeite, sal e o piripiri. Por cima da cebola pôr o frango temperado com sal e pimenta. Tapar o recipiente e levá-lo ao forno a 170º durante hora e meia. As cebolas não devem ficar castanhas, mas tornar-se gradualmente quase um puré. Ir acrescentando azeite se necessário.

Quando o frango estiver tenro cortá-lo aos bocados; coar o excesso de azeite das cebolas. Colocá-las no prato de servir com o frango por cima, espalhar as azeitonas e um ramo de tomilho.

Parece delicioso, e cheira muito bem.

(Ah, e a tradução foi feita por mim e levou alguns cortes. E o frango levou um bocadinho de salva, que fica sempre bem com galináceos; e alecrim, que vai bem com tudo.)

Adenda: entretanto fui à procura na net e encontrei esta receita, fundamentalmente diferente. Uma maçada, é o que é, porque vou ter de a experimentar também.

Barulho, absurdo

Os vendedores de aparelhos auditivosdeviam montar stands à entrada das discotecas. Assim, as pessoas poderiam regular o volume do som que ouvem, em vez de ficarem surdas com os níveis absurdos dos DJ.

Ou seja: teriam um mercado hoje em vez de num futuro longíquo, e muito maior.

Não acontece nada

O eléctrico avariou-se. Não foi hoje; já foi há muito tempo. As pessoas demoraram a sair: o wattman (ou a wattman, já não me lembro) não julgou necessário informar os passageiros que era uma avaria, e não uma paragem prolongada ou um problema de trânsito. Depois lá acabámos por perceber e descemos, cada um para seu lado. Alguns apanharam táxis, outros ficaram na paragem, outros ainda seguiram a pé. Não era o nosso eléctrico que estava avariado, à frente havia mais dois. E por coincidência numa paragem. Não interrompemos o trânsito porque as linhas naquela rua estão numa faixa dedicada.

Mas isto já foi há muito tempo: um par de largas semanas, talvez mesmo dois. Hoje não aconteceu nada de especial; se calhar é por isso que me lembro da história dos eléctricos e da falta de aviso. Enfim, talvez tenha acontecido: a cabeleireira que estava na cadeira ao meu lado enfiou a tesoura no pescoço da cliente. "Enfiou" é um exagero. Só o uso porque quero dar um bocadinho de tensão e dramatismo a um dia em que não aconteceu nada. A mulher estava a fazer-se a mim e picou ligeiramente o pescoço da gorda. Esta reclamou, a cabeleireira pediu-lhe desculpa e o Lopes, o meu barbeiro há trinta anos, grunhiu qualquer coisa entre dentes. Para além de cortes de cabelo e shampoos o Lopes percebe muito de futebol, política, mulheres, vinho, automóveis, agricultura, música pimba, cozedura de caracóis e construção civil; e tem uns laivos de conhecimentos de pescas, design, moda, electrónica (de divertimento; de computadores proclama alto e bom som que não percebe nada), gestão de resíduos urbanos, culinária, indústria têxtil, geopolítica, fabricação de móveis e alcatroamento de ruas. Nada mais lhe interessa: discute os temas que domina e os que apenas aflora com os mesmos à-vontade e energia; e maldiz o dia em que teve de transformar a barbearia em "Salão Mixto de Barbearia e Cabeleireiro Lopes e Lopes".

O segundo Lopes era a filha; queria ser barbeira mas ele não deixou e o compromisso foi o cabeleireiro. Entretanto casou-se e deixou "esta merda" ao Lopes. Hoje a miúda que contrataram para a parte feminina do cabeleiro picou o pescoço de uma gorda porque estava a olhar para mim em vez de olhar para o que estava a fazer.

Tenho cinquenta anos e trabalho num museu. Sou vigilante: passo horas sentado a olhar para as peças e para as pessoas. Poucos empregos me dariam mais satisfação do que este - aliás tive que ser despromovido, quando fui contratado era um dos responsáveis pelas compras. Depois fartei-me de olhar para as mamas da minha secretária e disse ao director que queria ser vigilante. Ele pensou que eu estava a brincar, primeiro; e depois doente. Tive de insistir muito, mas lá consegui. As mamas foram uma desculpa, creio eu; uma desculpa interna: nunca meti a rapariga ao barulho.

Era uma loira burra como um tripé, mas tinha uma cara, um corpo e um sorriso que levavam qualquer gajo à paralisia mental em dois milissegundos. Vim-me embora. Mamas tenho em casa, e inteligentes. E ricas: há muito que quem sustenta o lar é a Mariana; que eu ganhe mais ou menos não se nota. De qualquer forma o dinheiro não me interessa e faço questão em casa de só consumir até ao que ganho. O resto é um problema dela, não meu. Se quer ter carros, casas, talheres de não sei onde e viajar para os ir comprar ela que pague. Eu mantenho-me afastado do que posso quando posso (é raro entrar num dos seus carros, por exemplo).

Enfim, tudo isto para dizer que hoje não aconteceu nada. É sábado, reparem, e estou de folga. A Mariana foi às compras, ou visitar um dos seus toy boys. Tem uma colecção deles. Um dia pedi-lhe para me dar as datas de aniversário de cada um, para lhes enviar uma garrafa de vinho do Porto. Disse que não.

A Mariana é muito inteligente. Não sei porquê, só consigo seduzir mulheres inteligentes - ou melhor, conseguia, quando me dava a esse trabalho; e digo "não sei porquê" porque é verdade. Hoje fui beber um café com a Ana e ela disse-me que era uma das vantagens de não ter dinheiro: "assim elas são obrigadas a ver o que está lá atrás; as míopes afastam-se, e as que vêem bem gostam do que vêem".

Estou insensível aos lisonjeios e não a levei a sério. A verdade é que as mulheres inteligentes são difíceis e complicadas, mas as estúpidas são insuportáveis e quando me preocupava com mulheres acabava sempre por preferir as inteligentes. Não é bem "preferir": não aguentava as outras, e ou elas ou eu acabávamos sempre por nos irmos embora. Consigo fingir que sou complexo, mas não que sou o que sou: um homem simples, primário.

Agora não ligo muito às mulheres. A Mariana chega-me: foi a única pessoa, até hoje, que percebeu (ou pelo menos aceitou, com um sorriso e um afago) o meu pedido de despromoção; não me chateia com o dinheiro, não se chateia com a minha distância. Ela sabe que sou um touro numa arena, e que tudo o que peço é que a arena seja grande e esteja vazia.

Enfim, nem sempre. Acabei a olhar para a cabeleireira e fiz-lhe um sinal com a mão: apontei para o relógio. Vou encontrar-me com ela à saída. Há cabeleireiras inteligentes, e dias em que não acontece nada.

23.6.11

Símbolos, eficácia

A minha primeira reacção ao ler a notícia foi esta. Mas depois pensei que estamos na área do simbólico, por um lado; e que o verdadeiro problema é fazer passar uma mensagem. Este tipo de acções deve ser avaliado pelo critério da eficácia. Só.

(E esperemos que tenha efeito de exemplo).

Adenda: vi várias vezes o melhor ministro das finanças que a Suíça jamais teve ir de bicicleta para o Palácio Federal, e de lá sair para ir jogar xadrez nos cafés das redondezas.

Adenda 2: a julgar pelos guinchos dos socialistas e socialites parece estar a funcionar.

Bom senso

"senhor ministro, acabe com a ASAE antes que seja demasiado tarde. Acabe com a ASAE, já."

(E esperemos que o próximo Parlamento comece rapidamente a simplificar a legislação, e a fazer leis menos propícias a tolices.)

22.6.11

"Acreditar"