Arte & Peregrinação na Fundação Museu do Oriente


A Fundação Museu do Oriente promove no dia 26 de Março, às 15:00 horas uma visita guiada por Graça Morais, um dos artistas representados na exposição Arte & Peregrinação • Os Portugueses ao Encontro da sua História.

ARTE & PEREGRINAÇÃO • OS PORTUGUESES AO ENCONTRO DA SUA HISTÓRIA

Há mais de 20 anos que o Centro Nacional de Cultura organiza o ciclo de viagens “Os portugueses ao encontro da sua história”, que procura ir ao encontro dos vestígios deixados pelos portugueses dos séculos XVII e XVIII pelo mundo fora, realizando na actualidade novas formas de relacionamento com base nessa história comum. Trata-se de descobrir múltiplas dimensões da herança cultural portuguesa que se perpetuam em países tão diferentes como os que esta exposição ilustra.

Estas viagens, que são verdadeiras embaixadas culturais, dão origem a novos laços e projectos e são registadas nos Diários de Viagem, sempre da autoria de um artista plástico e de um escritor.

Nesta exposição que agora o Museu do Oriente acolhe, reúnem-se pela primeira vez as ilustrações de quatro grandes artistas portugueses de gerações diferentes, resultado de algumas destas viagens do Centro Nacional de Cultura ao Oriente.

Graça Morais, João Queiroz, José de Guimarães e Bárbara Assis Pacheco acompanharam as Embaixadas Culturais do Centro Nacional de Cultura ao Japão, Indonésia e Índia. Os seus relatos de viagem são a demonstração nítida de que uma crónica gráfica de viagem permite irmos adiante do que se espera, uma vez que, além da narrativa das peregrinações, temos a descrição visual do que se sente num cenário diferente daquele em que vivemos o dia a dia.

A ideia de haver um cronista da escrita e um cronista da imagem, em que Helena Vaz da Silva sempre insistiu, permite assegurar uma complementaridade de impressões, de sensações e de perspectivas. Dir-se-ia que podemos ver mais claramente visto, ora conduzidos pela pena do escritor, ora pelo pincel ou pelo lápis do artista plástico. E, regressados da viagem, podemos reviver tudo mais intensamente, já que pela visão dos cronistas podemos descobrir o outro lado da viagem e da aventura, de que porventura não nos apercebemos logo, mas que agora compreendemos melhor, guiados pela sensibilidade e pelo talento dos criadores. E se olharmos o que nos dão os quatro artistas agora representados, facilmente verificamos que o outro lado da peregrinação - o exótico, o inesperado e o luxuriante - está representado sem recurso ao lugar comum e ao já visto.

Graça Morais dá-nos um Japão humano, em que as pessoas nos dão as boas-vindas e em que sentimos, a cada passo, uma simbiose riquíssima entre tradição e modernidade. Deparamo-nos, assim, com o Japão multissecular, aberto ao diálogo com outras civilizações e fiel a um encontro mágico com os portugueses, metamorfoseados de misterioso povo Namban. E a Graça, com o seu talento e a sua experiência, é uma intérprete fecunda deste povo irmão que vive tão distante geograficamente, mas tão próximo do nosso coração.

João Queiroz faz-nos descobrir a Indonésia através do seu traço impressivo, que não se limita a registar o que se lhe apresenta, uma vez que partilha connosco a sincera amizade das pessoas que agora reencontramos, num diálogo histórico quase inesperado. E o exotismo desta surpresa fica bem evidente, apercebendo-nos, no fundo, de que a distância e o tempo não fizeram desaparecer uma espécie de familiaridade entre nós, antes tendo permitido estreitar um encontro magnífico com as raízes e a língua...

José de Guimarães, esse torna-se um cicerone de excepção para encontrarmos o Japão moderno. A empatia que tem com o império do Sol Nascente é por demais evidente, e a verdade é que o seu relato permite-nos tomar contacto com esse diálogo artístico e cultural, que se apresenta de forma inesperada e viva, através da cor e das formas. Afinal, o artista procura pôr-se dos dois lados em presença, fazendo do diálogo um método vivo.

Já Bárbara Assis Pacheco prefere o estilo próprio que a aproxima talvez da banda desenhada, mas que também procura entrar nos mistérios narrativos do hinduísmo, e da sua fantástica aproximação do sincretismo religioso da Índia. E nós que a acompanhámos na procura de temas para as crónicas, que agora nos mostra, percebemos muito bem que Mumbai, Goa e Cochim foram lugares fantasticamente inspiradores para a sua jovem interrogação relativamente ao mundo.

Os quatro mundos presentes nesta exposição levam-nos ao coração das relações dos portugueses com o Oriente - e aqui o coração é o epicentro, mas também é o lugar dos sentimentos e dos afectos, não vistos superficialmente, mas encarados numa encruzilhada fantástica de lugares ao encontro dos quais os portugueses continuam a aventurar-se e a peregrinar...

in CNC - Centro Nacional de Cultura
Visita guiada com Graça Morais | 26 Março | 15.00 | Preço: Entrada no museu |
Reserva de Bilhetes: Telefone: 213 585 244 | Fax: 213 585 215 | E-mail: info@museudooriente.pt | site: www.museudooriente.pt | Exposição patente até dia 27 de Março

Concurso nacional “À Descoberta das nossas raízes com Graça Morais”







via LocalVisão


“À Descoberta das nossas raízes com Graça Morais”

[pdf] Regulamento-concurso-expressao.pdf (48.92 Kb)

Regulamento

I – Enquadramento

A Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) com a colaboração do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais organiza no ano lectivo 2010/2011 um novo concurso de Artes Plásticas.

Depois de “olhares sobre” Almada Negreiros, Josefa de Óbidos, Júlio Resende, Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, a APECV aposta numa abordagem mais alargada sobre a obra de uma artista contemporânea: Graça Morais. Mais do que um olhar pretende-se descobrir e entender os caminhos que Graça Morais percorreu e levar os alunos a iniciar uma viagem introspectiva e retrospectiva à procura das suas raízes.

II – Objectivo

O objectivo deste concurso é dar a conhecer às crianças e jovens das escolas portuguesas a obra e o processo artístico da pintora Graça Morais, as interrogações que coloca sobre a sua comunidade, o seu país, a sociedade ...

Ao propormos a pintura de Graça Morais como ponto de partida, pretendemos que os alunos compreendam a sua obra contextualizando-a no tempo e no espaço. A partir daí lançamos o desafio aos professores para que trabalhem com os alunos as memórias e identidades, indo à procura das raízes da comunidade onde os alunos vivem ou donde são oriundos.

III – Participantes

Podem participar no concurso os alunos de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao ensino superior.

IV – Trabalhos

São admitidos a concurso trabalhos artísticos sem restrição de tamanhos, suportes, materiais ou técnicas. Se os alunos optarem por trabalhos digitais os professores deverão certificar-se que se tratam de trabalhos de manipulação ou criação digital originais, não sendo aceite a simples reprodução fotográfica dos trabalhos de alunos, ou com os dados biográficos.

Cada trabalho deverá ser identificado, no verso ou na base, com a etiqueta em anexo.

Cada estabelecimento de ensino poderá participar com cinco trabalhos. Juntamente com os trabalhos deverá ser enviada, devidamente preenchida pelo(a) professor(a) responsável, a ficha de inscrição (em anexo). Qualquer informação relativamente ao concurso será comunicada para o e-mail deste professor.

V – Prazos

Os trabalhos devem ser enviados até ao dia 5 de Abril de 2011 para o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

VI – Júri

Os trabalhos serão apreciados por um júri constituído pela pintora Graça Morais, pelo Director do Centro de Arte Contemporânea, Jorge Costa, pelo coordenador do departamento de Artes Visuais da Escola Superior de Educação de Bragança, Luís Canotilho e pela professora Inês Bárrios (representante da APECV). Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos por deliberação do júri.

VII – Prémios

Todos os participantes receberão um certificado de participação. Serão constituídos os seguintes grupos para atribuição de prémios:

Pré-escolar (1º, 2º e 3º prémios);

1º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);

2º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);

3º Ciclo (1º, 2º e 3º prémios);

Secundário (1º, 2º e 3º prémios);

Superior (1º, 2º e 3º prémios);

A cerimónia de entrega de prémios e a inauguração da exposição com todos os trabalhos

VIII - Devolução dos trabalhos

Os trabalhos premiados não serão devolvidos, integrando o espólio da APECV. Todos os trabalhos maiores que A3 ou tridimensionais terão de ser levantados no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais no prazo estipulado para a sua devolução. Os restantes trabalhos serão devolvidos no prazo de seis meses a contar da data do final da exposição. Os professores deverão enviar, juntamente com os trabalhos, envelope endereçado e selado com a franquia adequada para esse fim.

IX – Considerações finais

Os professores responsáveis autorizam a APECV a publicar reproduções dos mesmos na sua revista Imaginar, página de Internet e noutras publicações sobre Educação Artística. Será editado um CD com fotografias de todos os trabalhos, que será oferecido a todas as escolas participantes.

Para esse efeito, as escolas deverão fotografar os cinco trabalhos e envia-las para o e-mail foto@apecv.pt. O nome das fotografias deve seguir a seguinte estrutura: nível de ensino, autor, escola e nome do professor.

Exemplo: 2ciclo Joana Martins EB 23 Aurélia de Sousa Prof. Carlos Silva

Organização:

Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual
Rua Dr. Ricardo Jorge, 19 / 2º andar / sala 5 - 4050-514 Porto
Telefone/Fax: 223326617 Telemóvel: 927895721
apecv@apecv.pt
blogue

Centro de Arte Contemporânea Graça Morais
Rua Abílio Beça, 105 – 5300-011 Bragança
Telefone: 273302310 Fax: 273202416
centro.arte@cm-braganca.pt


Panorama Views: Contemporary Art Center Graça Morais



Panorama photos of Graça Morais Exhibition


Contemporary Art Center Graça Morais - Panorama view of the Terrace


Contemporary Art Center Graça Morais: Santiago Ydáñez Exhibitionn


Contemporary Art Center Graça Morais
Architect Eduardo Souto de Moura | 2009 International Architecture Award attributed by The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design & The European Centre for Architecture, Art, Design, and Urban Studies
Location: City of Bragança [Braganza], Northern Portugal District
Abílio Beça St., No. 105 * Braganza 5300-011 | Google Map
Panoramic Photos of Manuel Teles