Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Liberdade...

Todos buscamos a liberdade...liberdade a todo custo! Mas o que é liberdade? A utilizamos? Até onde se é livre? Me sinto preso pelas correntes de uma liberdade ilusória, uma teia construída socialmente que nos limita ao mesmo tempo em que nos é vendida como a mais nova coqueluche contemporânea, faça o que quiser! (e pague por isso...)

Liberdade de expressão? Liberdade de pensamento?

Penso...logo existo. Se existo, então até onde penso? Se sou livre, que amarras conceituais, econômicas e ideológicas são essas? Sim podemos ser livres, mas o primeiro passo para a liberdade plena, é se libertar de você mesmo. Saia de dentro dessa carcaça humana, construída pelos valores manipulados de uma elite social, renove-se, crie-se e, por que não, destrua-se!

Liberte-se...mas seja realista, exija o impossível!

A Efemeridade Global....

Cá estou eu...novamente digitando palavras ao vento. Vento frutífero, ou será apenas uma brisa passageira? Porque todas as coisas são simplesmente tão efêmeras nos dias atuais? Novelas, propagandas, faculdade, relações, inter-relações, relacionamentos,  estudo, és nada...
Meu niilismo talvez esteja mais latente do que de costume, mas meu sorriso já não me agrada como geografia facial a algum tempo. Mas não estou triste. Não comigo. Sinto que me afasto propositalmente de um mundo medíocre para mergulhar em um outro...de mediocridade mais amena, porém mais aguda.
Acordo de manhã (para que? para quem?), trabalho duro (para que? para quem?), vou à universidade (para que? para quem?), faço sexo (para que? para quem?), me alieno na tv ou na internet (para que? para quem?)...
Me alieno porque a alienação é companheira do ser humano, o ser, o sentir-se humano, o humano que há dentro de você. Por vários anos procurei a resposta correta para calar meus questionamentos, mas agora percebo...quem sou eu, senão meus próprios questionamentos?
Talvez devesse fugir da resposta, mas acho trabalhoso demais correr do fim para o fim, que o fim chegue efêmero como todas as coisas, como uma novela da globo que intensifica o torpor social, como a aula sem professor, como o coração cheio de sentimentos vazios, como meu corpo.....efêmero.

Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Um começo?

O começo ou o recomeço? Até onde se pode interpretar um novo começo? Pois se a vida é contínua...então ela não se inicia novamente, nem se recicla...apenas se modifica e segue seu eterno rumo nas estradas do infinito universo. Certas situações marcantes são como estacas nesta estrada, pontos em que você pode demarcar evoluções e passagens que deixaram cicatrizes na alma, deixaram sentimentos impressos e lembranças enraizadas.

Momentos que custurados montam a malha da existência individual, que por si só se junta com outras...e formam uma rede de destinos que se cruzam em um emaranhado de possibilidades, de atitudes e ações que provocam reações e conseqências numa dança perpétua que nos seduz sem mesmo ser perceptível.

Um começo?

Não sei...talvez apenas uma estaca cravada no chão, no meio de muitas outras que ainda estão por vir.