28 de Setembro de 2009

eleições no Portugal da ilha

em Long Island, Mineola, na Churrasqueira Bairrada. Comemos uns porcos bebés regados a tinto, depois de uma noite tambem ela bem regada. Ressaca contínua, tornada dolorosa pela eleição do energúmeno e o circo que o rodeia, e os prognósticos de governação horripilantes. Ufa, que vontade de voltar à terra...

8 de Agosto de 2009

8 da noite, metro V

Eu saio na última paragem do V, que não vai a Brooklyn como todos os outros mas acaba em Manhattan. Por isso quando vem, está sempre quase vazio. Excepto, claro, no que toca a personagens. Eu entro e está uma jovem com umas calças pretas e um top de fato de banho sentada à minha frente. Ao meu lado, um homem que poderia ser qualquer dos meus amigos metaleiros daqui a 20 anos, cabeleira e barbicha, magro como um cão, vestido à grunge. Há 5 anos, podia ser como eu dali a 25, se eu fosse louro. A seguir entra outro homem, alto e de meia idade, calças de ganga, sapato e blazer, e tatuado desde as mãos até pelo menos metade da cara, e com ar de ódio à humanidade. Ao mesmo tempo uma anã gótica, calças de cabedal e maquilhagem branca à prova de bala
Vamos os 5 em silêncio até à 2ª avenida. Quando saímos, a primeira jovem levanta-se, e revela-se: não estava de calças, não. A fatiota consistia em cueca e soutien e saltos altos. Tudo embrulhado numa tela preta, opaca só mesmo até aos limites mais liberais da decência. Pelo menos servia-lhe.

2 de Agosto de 2009

Tropical

é o tempo por aqui, sem Sol, humidade sem tréguas e chuvas torrenciais todos os dias. Não sei se é culpa do parvalhão do Al Gore ou de Deus Nosso Senhor, mas é um Verão mesmo esquisito.
Ainda assim, ontem deu para sair, e ver que realmente ainda frequentamos sítios que já não são para a nossa faixa etária: Home Sweet Home cheio de animais empalhados e cheiro a cerveja caída no chão, e rocknroll e hipsters e o 169, na East Broadway, igualmente rançoso e divertido, sem animais empalhados, mas com cerveja a 3 dólares. Claro que sabia a água, mas o factor-hipster e o factor-recessão falam mais alto. Uma vez numa festa, um moço amigo nosso, de t-shirt e calças apertadas, queria-me convencer que aquela cerveja era mesmo boa e que ele a tinha comprado pelo sabor. Pois, a idade está a pesar, mas eu não me importo.

28 de Julho de 2009

Relembrando Roma

Esta é a música que passava no Blue cheese, uma tenda de circo em Monte Testaccio onde íamos ao Sábado à noite, uma vez por mês, quando era de graça (na altura não tinha letras, mas esta foi a melhor versão que encontrei). Durante um ano passei lá muitos momentos memoráveis, melhorados com o regresso às 5h30 da manhã (quando abria o metro) e a viagem de autocarro (quando o nível de álcool não permitia uma viagem subterrânea nas melhores condições). Depois daquele ano acabou, reabriu, mas nunca mais no mesmo sítio, e claro, para mim nunca mais foi a mesma coisa.

Blue Cheese Factory

22 de Julho de 2009

Quatro de Julho, desde New Jersey

Com a nossa sorte, quando veio o fogo de artifício todas as torres em volta estavam à frente. Paciência, também depois do do S. João na Ribeira nada impressiona muito.

4 de Julho de 2009

Uncle Sam

Encontrado nos meus arquivos do ano passado, já nem me lembrava...

30 de Junho de 2009

quando for grande


Pelo Hudson acima, num Domingo de Verão.

26 de Junho de 2009

Buy me some peanuts

O jogo mais aborrecido de sempre. No intervalo um marmelo qualquer vestido de bola dispara t-shirts para a multidão. É o momento alto - do jogo ninguém quer saber. Também, as equipas são fracas e os da casa perdem. Mas o basebol em si não ajuda. Além disso, está sempre a parar com interrupções para publicidade e para filmar close-ups do público, e o que o pessoal quer é beber cerveja e comer cachorros.
Há uns anos, quando estava na Guarda, jogávamos uma coisa parecida chamada Beto, um jogo tradicional português em que o taco é um pau e a bola outro, mais curto. As regras são parecidas, mas divertíamo-nos mais, se calhar porque estávamos a jogar e não só a ver...

12 de Junho de 2009

não lhe deu muito jeito

O pára-choques está cheio de marcas de outros que não tiveram tanta "calma".
Na autoestrada de Long Island para Nova Iorque, a entrar na cidade.
Long Island é uma espécie de ilha comprida (duh!) onde vivem muitos ricos e remediados que trabalham em Nova Iorque. E nas pontas mais longínquas, onde esses e outros ricos passam o Verão. Por isso para se construir nessa zona chamada de os Hamptons é preciso ser impossivelmente ecológico - legislação verde que na verdade impede a construção de qualquer coisa por alguem com menos dinheiro: eco-elitismo. Isso manifesta-se também na faixa HOV (high-occupancy vehicle): uma faixa da estrada reservada a quem tenha 2 ou mais pessoas dentro do carro. Em teoria serve para incentivar a partilha de carros para o trabalho, na práctica enfia os trabalhadores para as filas de trânsito, enquanto os veraneantes os passam tranquilamente.
Mas também, ninguém obriga ninguém a ir viver para a Ilha Comprida.

28 de Maio de 2009

Sim, é roupa a secar na varanda

em Manhattan. Henry Street, no Lower East side. É um daqueles sítios completamente marginal aos guias do costume, mas ainda é uma das ruas antigas da cidade, e uma daquelas em que se muda de cultura conforme se anda: América latina, judeus, chineses mais em baixo.

23 de Maio de 2009

a cidade cheia de marinheiros

e um fim de semana prolongado, graças ao Dia das Forças Armadas, ou Memorial Day, o primeiro fim de semana do ano que o escritório comemora pagando aos empregados para estarem em casa. Calor à noite, mas ainda não tórrido, uma brisa agradável, bolhas nos pés. À minha espera estão: três dias sem trabalhar (para os outros), uma posta de carne que será grelhada amanhã ou depois e que vai equivaler à entrada no Paraíso, e agora uma ida ao Essex Market, para comprar queijo de Azeitão e prosciutto San Daniele para o pequeno almoço.

Indicações úteis:

Formaggio Essex, a lojinha minúscula no meio de chineses e latinos que vende tudo o que é bom;

Andrade's Shoe repair, outra lojinha minúscula que é um achado. Faz com que valha a pena comprar sapatos caros, porque os remendam perfeitamente e assim duram uma vida.

14 de Maio de 2009

Mais referencias 'a nossa cultura

Nao posso deixar de mencionar que no site da comida mais gross, mais americana, mas nojenta e gordurosa, a nossa francesinha aparece em destaque, e e' provavelmente a unica noisa nao inglesa e americana, e nem sequer aparece como curiosidade etnica. De certo modo, e' um triunfo.

13 de Maio de 2009

na deli, ha' 5 minutos atras

"Are you European?"
"Yes, I'm from Portugal"
"Ah! [pausa] What language do they speak there? Brazilian?"

28 de Abril de 2009

Um Sábado perfeito


IMG_4484, originally uploaded by periquito.

Também para o amigo hassídico, que devia estar em grande com o fato e o barrete de pele, com 34 graus. Além disso, como não pode conduzir ao Sábado, atravessa a ponte de Williamsburg a pé para ir à sinagoga no Lower East Side (não se vêem, mas atrás está a mulher e as filhas).
Nós fomos em sentido contrário, e em Williamsburg encontrámos dois mundos divididos pela ponte: abaixo, os judeus hassídicos a passear tranquilamente no dia de descanso, enquanto os filhos os vêem das varandas com guardas altíssimas, como pássaros numa gaiola. Acima, os hipsters igualmente homogéneos: barbas e tatuagens e o bigodinho da moda (moda que já passou, mas que aqui ainda vinga).

16 de Abril de 2009

Felicidade


é receber uma prenda assim pelos anos. Obrigado moça!