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Sábado, Julho 09, 2011

homenagens a Nicot

Armstrong. Dêem-me os dedos de uma mão para os cinco maiores músicos ocidentais do século XX: Louie é um deles. Não sei de ninguém que tanto tivesse marcado o som do nosso tempo.

Domingo, Maio 01, 2011

revisitação - Louis Armstrong

Louis Armstrong, «Basin Street Blues»
Tal como escrevi ontem: o sopro, o scat, o canto.

revisitação - Louis Armstrong

O Facebook fez-me revisitar o blogue e suscitou-me algumas linhas (linhas, que ali não convém escrever muito; ideal para preguiçosos) novas. A primeira:
Louis Armstrong: cantor único, trompetista de três pulmões. Inventou o scat (dubidubidu, etc.). Há quem diga que inventou o jazz.

Terça-feira, Abril 19, 2011

Terça-feira, Abril 12, 2011

Pinóquio

cartaz original, 1940
um salto em frente na técnica de animação, relativamente a «Branca de Neve»
o filme é verdadeiramente assustador para as crianças (a minha filha teve medo)
«When You Wish Upon A Star», cantada pelo Grilo Falante, tornou-se um standard (eu tenho duas versões: uma pelo Louis Armstrong, a outra do Jimmy Scott)

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

O Haydn de Armstrong?

Acontece-me estabelecer um paralelismo, muito pessoal e sem nenhum rigor, quando oiço ou penso em Sidney Bechet -- crioulo de Nova Orleães, figura cimeira das primeiras décadas do jazz, como músico principal ou acompanhante (no sax soprano ou no clarinete) e compositor (Petite Fleur é um tema conhecido em todo o mundo). Quando oiço Bechet, lembro-me de... Haydn, desse outro compositor de excepção, austríaco e cerca de século e meio mais antigo, com as suas cento e algumas sinfonias, além de muitas outras obras, das sonatas aos quartetos, concertos e oratórias.
Para nosso bem, mas póstuma desvantagem (?) sua, Haydn e Bechet foram, respectivamente, contemporâneos de Mozart e Armstrong.
E como as genealogias em arte se constroem (im)pacientemente, sem que se saiba quando o génio toca algum dos rebentos nos ramos das suas árvores, eis que um discípulo directo de Haydn surge e, milagre!, é dos poucos escolhidos que em toda a história da música conseguirá ombrear com Amadeus: Beethoven.
No jazz as coisas então passavam-se de modo diferente, a transmissão de conhecimento era informal nas academias dos pobres. Teve Bechet o seu Beethoven no mundo da música improvisada afro-americana? Se ele for o Haydn de Armstrong, quem terá sido o seu Beethoven? Coltrane?

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Nunca morrer,


sem ouvir e re-ouvir, muitas vezes, o álbum Louis Armstrong Plays W. C. Handy -- qualquer coisa como o pai do jazz a homenagear e tocar o pai dos blues, músicas que nenhum deles propriamente inventou mas que contribuíram decisivamente para fixar e standardizar. Handy foi também uma espécie de etnomusicólogo, recolhendo e anotando uma série de temas que músicos anónimos negros iam tocando itinerantemente pelo sul dos Estados Unidos, à guitarra e ao banjo, e por vezes ao piano, durante o século XIX e princípios do XX. Este disco é uma jóia, e claro que lá estão aquelas que Eric Hobsbawn (também um grande crítico de jazz) considerou como algumas das melhores composições de Handy: «St. Louis Blues», «Memphis Blues», «Yellow Dog Blues» e «Beale Street Blues», datadas de 1912-16. Armstrong (trompete e voz) está soberbo, acompanhado por Velma Middleton (voz), Trummy Young (trombone), Barney Bigard (clarinete), Billy Kyle (piano), Arvell Shaw (contrabaixo) e Barrett Deems (bateria). Nas preciosas notas da contracapa, George Avakian dá-nos este testemunho do «pai dos blues»: «"I never thought I'd hear my blues like this." W. C. Handy said again and again. "Truly wonderful! Truly wonderful! Nobody could have done it but my boy Louis!"»

Sexta-feira, Setembro 02, 2005

Seara Vermelha

Posted by Picasa Estou a meio do livro. Leio o Jorge Amado desde a adolescência. Tenda dos Milagres, a deliciosa história de Pedro Archanjo, foi a obra que me introduziu no universo deste grande brasileiro. Hoje quase que lamento não ter a pureza dessa época em que me deixava envolver pela surpresa e pelo estupor que me instilava a crua realidade encerrada nos livros do autor de Jubiabá.
Seara Vermelha data de 1946, da fase comunista militante do seu autor. Dedicado a Luís Carlos Prestes, abre com epígrafes deste, de Castro Alves e de Engels. Trata-se de uma odisseia de retirantes -- desses retirantes imortalizados na tela por Portinari -- através da caatinga até São Paulo, terra de oportunidades. Algum desleixo formal que existe na prosa de Amado é largamente compensado pelo boa oficina romanesca; um estilo poético, podendo resvalar, por vezes, para algum empolgamento épico, é logo corrigido pelo realismo das personagens e das situações narradas e também pela gostosa ironia do romancista. Estou a acompanhar uma família alargada, expulsa pelo novo proprietário das terras em que vivia e trabalhava. Jerónimo e Jucundina são, até agora, os protagonistas principais, além dos filhos sobrantes, três netos de uma filha falecida no derradeiro parto (Tonho, Noca e Ernesto), os irmãos de Jerónimo, a louca Zefa e João Pedro, mais a mulher e a filha deste. Sofrem várias baixas durante a viagem, crianças e adultos. Noca faz uma ferida no pé ao correr atrás da sua gata, Marisca, que, contra a opinião dos adultos, insiste em levar na travessia do sertão, único brinquedo da criança de sete anos; contraindo uma infecção, morre pouco depois. E não será sem problemas de consciência, pelo menos de alguns dos seus membros, que a família virá a comer a gata para enganar a fome. Dina, mulher de João Pedro, morrerá de uma espécie de tifo, já a família exausta tem semanas de caminhada. As suas forças pouco mais dão que para um simulacro de exumação. Afastados poucos metros, percebem que os abutres ficaram para trás:
«Juntaram-se num bando irrequieto e barulhento, trocando bicadas entre si, sobre o cadáver. Adiante, Jerónimo que não os via no céu, a persegui-los, imaginava o que se estava passando. Também João Pedro sabia que eles estavam devorando o cadáver de sua mulher. Mas não tinha coragem de voltar, de perder mais tempo, como não tinha mais forças para sofrer nem lágrimas para chorar.» (5ª ed., p. 102).
A minha realidade é outra, já não tenho esses quinze anos em que ficava esmagado depois de ler Capitães da Areia, Mar Morto ou Terras do Sem Fim. A realidade é outra. Vejo no Público de hoje a fotografia dum miúdo iraquiano a chorar a perda de parentes naquela tragédia da ponte, desastre causado pelo medo dos atentados e pelo ajuntamento de peregrinos; vejo cadáveres, lixo e desespero em Nova Orleães, a cidade de Armstrong inimaginável no grau de destruição e caos. Já não me surpreendem estes dramas humanos, como quando era novo, mas ainda tenho, por vezes, de dobrar o jornal, ou afastar o livro, fechar os olhos e respirar fundo.
Alterado em 5-IX-2005.

Terça-feira, Junho 07, 2005

Humanidade

A doçura daquela
voz a tristeza daqueles
olhos o calor da
trompete de
Armstrong o segregado
desmentindo o ódio

Acabei de ouvir o «My Bucket Get's a Hole in It», no Let's Jazz em Público, de José Duarte, colectânea dedicada a Satchmo.

Louis Armstrong

Posted by Hello