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Segunda-feira, Junho 06, 2011

revisitação - Neal Adams

Tenho heróis e também super-heróis: o maior deles é o Batman, aqui desenhado por Neal Adams.

Segunda-feira, Maio 02, 2011

revisitação - Jean-Michel Charlier

Jean-Michel Charlier: tinha ar de mestre-escola, mas criou o pouco recomendável Tenente Blueberry.

Terça-feira, Março 08, 2011

Zé Colmeia

O Zé Colmeia é talvez a personagem mais antiga dos quadradinhos e da tv de que me recordo. Guardo ainda um livrinho, entretanto sem capa, duma colecção que trazia "desenhos animados" no canto superior direito. Hoje fui ver o filme em 3D com a minha filha mais nova. Adormeci nas duas partes, mas deu para ver que funciona para o público infantil. O meu Zé Colmeia, porém, será sempre o das curtas metragens da dupla Hanna-Barbera.


Segunda-feira, Setembro 18, 2006

I'm a poor lonesome cowboy...

Posted by Picasa Estou há largas semanas para assinalar aqui a edição histórica dos quatro primeiros álbuns de Lucky Luke, até agora inéditos em Portugal: A Mina de Ouro de Dick Digger, Rodeo, Arizona e Sob o Céu do Oeste. Algumas destas estórias foram, no entanto, publicadas entre nós por Adolfo Simões Müller, mas em revista, no mítico Cavaleiro Andante.
Pela imagem junta vemos o cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra com traços ainda muito incipientes, traços que espelham uma grande influência dos desenhadores da Disney. Jolly Jumper, que com o seu dono aparece logo em «Arizona» (1947), nas páginas da revista Spirou, era ainda e só um intrépido cavalo...
Morris foi injustamente menosprezado, quando confrontado com o magnífico René Goscinny, autor dos argumentos a partir de certa altura; menosprezo que é injusto, sabem-no aqueles que como eu estão na casa dos 40 anos e puderam apreciar as narrativas impressas entre nós pela velha Editorial Íbis, dando-nos a conhecer a mestria da abordagem humorística do excelente belga à tradição do Oeste americano, como sucedeu com as figuras dos Dalton (Fora da Lei, Os Primos Dalton) e Roy Bean (O Juiz), que nada ficam a dever ao melhor Lucky Luke da parceria estabelecida com Goscinny. Este, genial, com um humor finíssimo -- o mesmo que lemos em Astérix --, viria a potenciar todo o material já existente; mas todo o espírito da série é devido ao seu criador. O pós-Goscinny conheceu, é verdade, altos e baixos, mas começa e termina com dois picos assinaláveis desta nova fase: O Esconderijo dos Dalton (Morris de novo a solo) e O Profeta (com argumento de Patrick Nordmann).
O que me interessa agora, porém, é dar quatro tiros de Colt 45 para o ar, um por cada título com a chancela das Edições Asa, que assim dão a conhecer ao público português as primícias de Maurice de Bevere (Morris) e da sua imortal criatura, cujo cavalo velocíssimo revelava uma inacreditavel lentidão a jogar xadrez...

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Terça-feira, Julho 11, 2006

Carl Barks













Um autor de cabeceira, aqui.

Quarta-feira, Junho 07, 2006














A ficção-científica por antonomásia.

Quinta-feira, Maio 18, 2006

I am what I am

A série mais conhecida que Segar criou, Popeye, o Marinheiro, alberga um naipe de figuras pouco recomendáveis: o protagonista é um bem-intencionado razoavelmente estúpido e bruto -- tão bruto como o verdeiro Brutus, seu rival na disputa do coração de Olive Oyl (Olívia Palito), mesquinha e escanzelada; não escapa a criança Swee'pea (o Ervilha de Cheiro), por vezes sonso ou insolente, e quanto a Wimpy, glutão e escroque, nem vale a pena falar! Não é de admirar que a mais terrível vilã, Seahag (a Bruxa do Mar), seja tão semelhante nos seus traços ao «herói» Popeye. As personagens disformes de E. C. Segar são um reflexo da real fealdade das pessoas.

Domingo, Abril 16, 2006

Confissões do sapo


(ao rato, ao texugo e ao toupeira)
«[...] sabem o que é quando se quer brilhar na sociedade, fala-se, fala-se, acaba-se por dizer não importa o quê com medo de que alguém nos roube a palavra ou pior, que o silêncio se instale...
O Vento nos Salgueiros,
t. 4 - Confusão na Mansão
de Michel Plessix,
a partir da obra homónima
de Kenneth Grahame

Sábado, Março 18, 2006

Os pais de Spirou


Spirou é um ícone belga, e talvez o maior da BD, logo depois do seu rival Tintin. Mas, ao contrário do jovem repórter, que apenas conheceu a autoria de Hergé -- embora com os traços auxiliares de Jacobs, De Moor, Martin ou Leloup --, no caso do famoso groom a paternidade tem sido largamente partilhada, desde a criação de Rob-Vel, em 1938, com destaque para o grande Franquin (criador de Gaston Lagaffe e do Marsupilami) e também para a interessantíssima dupla Tome & Janry, igualmente autores da série O Pequeno Spirou.
O Musée de la Poste de Paris tem patente, até 7 de Outubro, uma exposição intitulada «Spirou -- Tels pères, tels fils», com muitos espécimes de interesse, destacando-se pranchas originais dos desenhadores.
A propósito, Spirou está neste momento a conhecer um processo criativo praticamente sem paralelo na BD europeia, mesmo considerando o caso Blake & Mortimer: para além das edições da dupla que assegura a continuidade da série, Morvan e Munuera, surgiram mais três albuns (Éditions Dupuis) com assinatura de três autores -- ou duplas -- distintas, convidados a engendrar novos e aventurosos desafios ao amigo de Fantásio, originando a série paralela «Une Aventure de Spirou et Fantasio». São eles: Les Marais du Temps, por Frank Le Gall; Le Tombeau des Champignac, por Tarrin e Yann; e Les Géants Pétrifiés, por Yoann e Vehlmann. Esperemos que a Asa, actual chancela portuguesa, os publique a todos.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2006

Escrever na areia - A má consciência e o aldrabão

A propósito da condenação do pseudo-historiador inglês por um tribunal austríaco.
Dum lado, a má consciência da Áustria pelo seu passado nazi e, provavelmente, as autoridades a quererem mostrar serviço. Do outro, um mistificador que, como escreveu Vasco Pulido Valente n'O Espectro (http://o-espectro.blogspot.com/), deliberadamente manipulou e/ou omitiu as fontes documentais que consultou. Não estamos, por isso, diante da expressão de uma opinião, mas da deturpação de uma realidade histórica -- deturpação essa que tem feito o seu caminho, como se verifica por algum lixo que anda também pelos blogues.
O que de mais repelente tem para mim a aldrabice do negacionismo é que mexe com a dor de muita gente ainda viva que passou por aquele inferno ou o drama também sofrido pelos seus descendentes, igualmente vítimas. (Estou a lembrar-me dessa BD exemplar que é Maus, de Art Spiegelman).
Deve a vigarice ser punida? Deve. Poderá ser contraproducente? Talvez. A pena de prisão é excessiva? Não sei. É, porém, uma saborosa ironia sabê-lo encarcerado na Áustria. Melhor, só uma extradição para Israel...

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Uma pérola


Esta capa do álbum dos Big Brother & The Holding Company, Cheap Thrills, saída das mãos do grande Robert Crumb, deve constar de qualquer lista das melhores obras (disco)gráficas de sempre!

Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

Magasin Général

Posted by Picasa

Magasin Général, de Loisel e Tripp, em curso de publicação na BoDoï, é da melhor BD que tenho lido ultimamente. Argumento consistente, desenhos à altura. Um must da Casterman.

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Telosnossítio


Por cá gosta-se de BD. Tanto que corri ao sítio do Charlie Hebdo para ver la une. Parece que o tema deste número é Telosnossítio, uma obra colectiva.

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

O meu Batman

é o de Neal Adams. Verdadeiramente soturno, lúgubre, máscara que enche de terror os bandidos, os assassinos, os maus. A personagem é um achado desde Bob Kane, o seu criador; mas penso que foi com Adams que ela se transcendeu, passando do mero boneco, do (in)vulgar super(?)-herói para a figura trágica que oscila entre a justiça e a vingança, em nome dos pais chacinados à sua frente, no acto gratuito de matar para roubar.

Sábado, Dezembro 24, 2005

Terça-feira, Dezembro 13, 2005

Boa malha

Graças ao Blog da Utopia vi alguns belos trabalhos gráficos de Iskandar Salim, de promoção ao próximo filme do «Homem de Aço», Superman Returns.
Entre eles a representação desta jovial Supergirl, personagem que nos anos cinquenta o pessoal da DC Comics desencantou para animar o solitário Superboy.
E aqui, não sei o que mais admire: se o talento de Iskandar Salim, se o seu portentoso nome.
Na época em que a Supergirl foi criada seria certamente essa a graça do vilão de serviço em qualquer aventura a desenrolar-se para as bandas do Oriente: o cruel e perverso (há que carregar bem nos clichés...) Iskandar Salim, salteador dos desfiladeiros do deserto, o terror das guarnições dos postos avançados do Ocidente em terra de infiéis, e outros enredos de «histórias para rapazes», como então por cá se dizia.
Hoje, a pura inverosimilhança comic-book Superman, conjugação do cientismo oitocentista com o genuíno kitsch n-americano do século passado, é-nos trazida por um criador gráfico que tem nome de turcomano, de cavaleiro da estepe.
Amazing...

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Hoje há palhaços

Sacarrolha

Nesta quadra do Natal, era hábito irmos ao circo do Coliseu, e lá surgia a inevitável parelha de palhaço rico e palhaço pobre, com aquela fala arrevesada que os caracteriza(va) e que nunca me cativou. O palhaço de carne e osso que mais me deslumbrava, e de que guardo uma terna memória televisiva, era um (já então) velhote suíço que tocava guitarra e uivava para a lua. Foi aliás na televisão que me apareceram uns desenhos animados de um palhaço, desta vez sem sotaques postiços, mas estranhamente dobrado em francês, chamado Bozo le clown. Eu, que sempre gostei do francês e da sua sonoridade, perdia a paciência com estes cartoons de Hollywood, que alguém na RTP encomendara assim defeituosos. Mas o meu palhaço foi sempre o Sacarrolha, o maior (e único) clown do Grande Circo Kabum. Criação do italiano Primaggio Mantovi, desde criança radicado no Brasil, Sacarrolha chegou-me a casa um belo sábado ao fim da manhã, aí por 1971/72, pelas mãos da minha Mãe, numa revistinha brasileira de papel de jornal publicada pela Rio Gráfica Editora. Custava 3$00 e eu já mandei encadernar todos os exemplares. É pura magia infantil. Acho que o Brasil deveria redescobri-lo, e à sua troupe circense.

Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Tarzan dos Macacos


Foi com o Russ Manning que comecei a seguir as aventuras do Tarzan. As historinhas saíam aqui nas publicações toscas da Agência Portuguesa de Revistas, enquanto que a brasileira EBAL anunciava as edições de Burne Hogartn, «tudo em cor», artista que o Vasco Granja me ensinaria ser «o Miguel Ângelo das histórias em quadrinhos». Lamento, mas eu gostava muito mais de ler o Russ Manning, com todas aquelas inverosimilhanças -- parece que muito fiel ao Burroughs --, do que o perfeccionista Hogarth, com os seus correctíssimos estudos anatómicos para atingir uma BD plena de euritmia.

Terça-feira, Agosto 23, 2005